História Nothing I Can Do ( Two Shot - Hui - PTG ) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Pentagon (PTG)
Personagens Hui, Personagens Originais, Yan An
Tags Drama, Fuffly, Hui, Hui Imagine, Hwitaek, Imagine, Lee, Lee Hwitaek, Nothing I Can Do, Pentagon, Pentagon Imagine, Ptg, Ptg Imagine, Songfic, Universe
Visualizações 32
Palavras 5.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá 💟

• Essa é uma two shot, com potencial para se transformar em uma uma short, mas duvido que alguém vá pedir por isso, então é uma two shot. Kkk *** rindo e chorando do meu flop.

• Hoje é um dia especial ( e nem é por quê hoje é meu aniversário ) e sim por ser minha primeira vez escrevendo com Pentagon. Bom, estou nervosa por isso!!! Desde que escutei Nothing I Can Do foi eu quis escrever com ela, impossível não sofrer junto a música né? Ainda mais para mim, adoro escrever sobre relacionamentos a distância.

• Eu demorei bastante para colocar a ideia no papel, mas eu precisava escrever sobre e com o Hui, e por isso lhes trago uma songfic baseada em tal.

• O próximo pov será com o Hui com a perspectiva de um bom tempo depois como disse na sinopse, ainda não escrevi ( já que terminei esse na madrugada ) mas acho que não vai demorar para sair.

É isso! Boa leitura! 💟

Capítulo 1 - ( Não ) Vá Embora.


Fanfic / Fanfiction Nothing I Can Do ( Two Shot - Hui - PTG ) - Capítulo 1 - ( Não ) Vá Embora.

   “ Eu tive que te deixar ir – por você  -, eu não podia fazer mais absolutamente nada. De qualquer forma acabou. “ – Pentagon , Nothing I Can Do.

           

               1 – ( Não ) Vá Embora.

Quando acordei no dia seguinte á notícia que mudou minha vida por completo, a vontade de permanece entre os lençóis quentinhos foi enorme e confesso que a única coisa que me fez ter vontade de levantar foi a ciência de que veria Hui dentro de algumas horas.

Tínhamos pouquíssimo tempo antes da minha viagem e eu não queria perder tempo ficando triste e isolada. Por isso guardei aquela tristeza  o mais profundo dentro de mim e levantei da cama, seguindo até o banheiro e me banhando sem pressa.

A água quente não afastou a melancolia dentro de mim, nem mesmo me fez esquecer que faltavam três dias para que eu deixasse a Coréia do Sul, mas ao menos isso me fez ficar desperta.

Quando cheguei na cozinha, minha irmã mais nova tomava seu café da manhã tranquilamente, mas ao me ver uma feição preocupado tomou seu rosto. 

Eu apenas sorri para ela e desejei bom dia - mesmo que o meu não estivesse lá essas coisas -, tentando evitar que fôssemos iniciar uma conversa que me fizesse chorar novamente. Não era justo conosco, com ninguém para falar bem a verdade, mas eu não queria chorar. 

 

- Já arrumou sua mala? - Pergunto, quebrando o clima tenso que percorria o ambiente da cozinha. O silêncio me deixava angustiada naquele momento, pois quanto mais quieta eu ficasse mais eu iria me lembrar da nossa situação. 

- Falta pouca coisa. - Ela diz, bebericando seu suco de laranja. - E você?

- Já está tudo pronto. - Digo, enchendo uma xícara de porcelana com o café quentinho que Bárbara havia feito. - Tudo bem se eu não passar o dia com você?

- Vai vê-lo? - Ela questionou após assentir a minha pergunta, arqueando uma das sobrancelhas finas. Eu assinto, voltando a atenção a minha xícara, colocando algumas colheres de açúcar na mesma. - Eu vou ver minhas amigas também.

- Oh, então eu posso chamar o Hui para dorme aqui? - Pergunto sorrindo, um sorriso de pura animação, a mais nova assenti freneticamente me cedendo um riso divertido. - Que horas você vai, huh?

- Depois do café. Já falei com elas. - Ela avisa e leva os hashis que carregam algumas folhas de alface até os lábios. - Mana?

- Hum? - Murmuro, pegando um pouco do kimchim, e o servindo no meu prato oval. A morena suspira pesado e segura no meu antebraço, me fazendo parar para olhá-la nos olhos. - O que foi Barbie?

- Hwitaek realmente aceitou isso facilmente? - Ela pergunta com os cenhos franzidos, e eu suspiro pesado, desviando-os da mais nova, eu me sento na cadeira que há ao redor da mesa e começo a comer em silêncio. - Mana!

- E têm como ele aceitar isso facilmente, Bárbara? Estamos juntos a mais de três anos e de repente eu tenho de ir embora sem previsão de volta. - Eu solto, o nó em minha garganta fazendo de tudo para se romper. - Ele não gostou da ideia, mas aceitou, afinal não há nada que ele possa fazer a respeito disso.

- Eu sinto muito por vocês. - Barbie diz e vejo os olhinhos dela se encherem de água. Então larguei os meus hashis dentro do prato e puxei a mais nova para meus braços, abraçando-a apertado. Ela também sentia muito por ter de deixar Seul, tínhamos uma boa vida aqui. - Se eu pudesse cuidar da Vovó  sozinha, eu fazia isso.

- Você é menor de idade, meu amor. Não têm nada que possa fazer em relação a isso, nem se preocupar, tudo bem? - Perguntei, quando findei o enlace, e sequei suas lágrimas com os meus polegares e me sentei novamente na cadeira que ocupava antes. - Eu que devo cuidar de você, não o contrário.

- Mas não é justo se separarem assim. - Ela dita em tom choroso e eu assinto a sua afirmação, engolindo em seco, engolindo o choro. 

- Mesmo que me doa dizer, sabe que não é permanente. - Eu á lembro, sentindo mais vontade de chorar do que antes. 

 

Nossa Avó estava em seus últimos dias de vida, e precisava de alguém para cuidar dela em seus últimos suspiros, e fomos avisados por vizinhos preocupados da doença da mulher que havia nos criado carregava, e mesmo que ela tenha recusado a ajuda, nós não poderíamos dá as costas para ela em um momento como esse, não era justo com ela. Não era justo com ninguém.

Por isso estávamos com passagem marcada para voltar ao Brasil daqui a três dias, e os nossos últimos três dias na Coréia pareciam curtos demais para tudo que queríamos fazer, para tudo que não queríamos deixar para trás.

Após findar as lágrimas, minha irmã mais nova se despediu de mim e seguiu até a casa de suas amigas, e limpando as minhas próprias lágrimas eu peguei meu celular e entrei no kakao talk, logo em seguida chamando por meu namorado. E ele demorou quase nada para atender.

 

 - Oi Jagiya. - Hwitaek me cumprimentou em tom baixinho e dócil. Eu mordi o cantinho dos lábios e sorri sentindo meus olhos marejarem. Eu sentiria tanto falta do seu jeitinho carinhoso e protetor.

- Bebê, você pode vir aqui hoje? - Pergunto, vários por cento receosa. Eu entendo o quanto a situação pode ser difícil para ele, e não quero causá-lo mais dor do que já estou fazendo ao ir embora.

- Oh, você não vai estar ocupada? - Ele pergunta baixinho e eu nego em um muxoxo. - Okay, estou indo aí. 

- Até daqui a pouco então. Tchau. - Digo, apertando o celular contra os meus dedos.

- Eu vou levar alguns doces para gente, tudo bem? - Ele pergunta e ouço sons de estalos, provavelmente vindo de suas chaves. Eu concordo e ele suspira pesado do outro lado da linha. - Espero que quando chega aí você não esteja com essa carinha.

- Eu... – As palavras se perderam com a surpresa e eu acabei por sorrir com o susto. Ele me conhecia tão bem e isso só tornaria mais difícil fingir estar melhor que ele nessa situação. - Eu não sei do que está falando, bebê. 

- Tudo bem, veremos. Até daqui a pouco, jagi. - Ele dita em tom manso e então desliga a ligação após alguns segundos. 

 

Eu comprimo minha respiração por alguns segundos e depois a deixo sair sem pressa alguma. Largo o celular na mesinha de centro da sala e sigo até a cozinha novamente, lavando e secando a pouca louça do café da manhã.

Me demorei cerca de uns vinte minutos com a louça, e foi no momento em que eu estava enxugando as mãos molhadas que pude ouvir o som da campainha tocar. 

Apressada e com o coração batendo descontroladamente rápido eu corri para a sala e abri a porta de supetão, mas a imagem que encontrei lá fora me desmanchou por completo e não diminui em nada minha ansiedade.

Hui tinha seus fios lisos num tom escuro de loiro e sorria de leve para mim após arrumar o óculos de grau em seu rosto, - ato que eu achava demasiadamente atraente -, ele tinha suas mãos ocupadas com uma bolsa de supermercado e a outra com sua mochila por isso não pode retribuir meu abraço quando sai de casa e me aninhei em seus braços.

O abraço dele era a única coisa que me acalmava depois de um dia exaustivo na faculdade, eu me sentia segura como nunca antes e gostaria que isso fosse recíproco pois não queria vê-lo sofrer nunca.

O loiro não me retribui pôr estar ocupado, mas encostou sua testa em meu ombro, e suspirando contra a pele do meu pescoço onde ele deixou um beijinho estralado, eu o ouvi chamar por meu nome bem baixinho e firme, e sabia que quando fazia isso era por estar se sentindo contrariado com algo que eu fazia ou falava.

 

 - O que eu disse sobre essa carinha, hum? - Ele dita bem baixinho e se afasta do meu corpo sorrindo de uma maneira que fazia seus olhinhos se repuxarem mais ainda e se transformarem em adoráveis linhas retas. - Jagiya...

- Vamos entrar, amor.  - Eu desconverso e retiro a sua mochila de suas mãos, entrelaçando meus dedos em sua mão morninha e o puxando para dentro de casa. 

 

Hwitaek se deixou ser levado ao quarto com um olhar curioso sobre as minhas ações, mas não esboçou nenhuma reação contra isso. Ele simplesmente foi, ficou do meu lado, assim como ficou do meu lado ontem a noite quando o expliquei toda a situação após resolver tudo que precisava para trancar a faculdade.

Seus olhinhos ainda estavam inchados – mais gordinhos que o normal -, por conta do choro de ontem, assim como os meus e o receio que ele tinha de falar era semelhante ao meu, era quase como se estivéssemos pisando em ovos, torcendo para que não falássemos nada que pudesse desfazer aquele cenário - aparentemente cotidiano -, e nos levar de volta a realidade de onde nós não tínhamos mais todo tempo ao nosso favor.

Eu coloquei sua mochila na cadeira em frente a minha penteadeira e deixei um riso escapar por entre meus lábios quando observei Hui deitado na minha cama e batendo no travesseiro ao lado da mesma, me chamando para deitar-me com ele com feição serena. E eu fui, incapaz de dizer não para aquele sorrisinho besta.

Eu me deitei na cama de lado e sorri quando o loirinho me puxou para perto dele, me fazendo aninhar meu rosto em seu pescoço que cheirava ao seu perfume doce e amadeirado.

Seus dedos apertaram a minha cintura e sorri quando o senti plantar uma série de beijinhos carinhosos em meu pescoço, enquanto roçava seu nariz no local.

 

- O quê quer fazer hoje, jagi? - Ele perguntou, passando a fazer carinho na minha nuca enquanto brincava com alguns fios de cabelo, eu sorri e me afastei de seu pescoço para poder olha em seus olhos.

- Nada. - Eu digo enquanto um sorriso toma meus lábios, o mais velho franze o cenho e me espera continuar. - Eu quero passar o dia todo com você, sem fazer nada. Só quero ficar contigo, o que você acha disso, amor?

- Está ótimo para mim. - Ele diz e roça seus lábios rosados aos meus, antes de juntá-los e finalmente beijar-me e me fazer mais sua do que eu já era.

 

Era estanho para mim pensar em como tudo aquilo havia acontecido, eu era tão mais jovem quando comecei a me envolver com o Lee, e mesmo agora com meus vinte e dois anos eu ainda me sentia aquela mesma garotinha ao lado dele, aquela que quase implorava por sua atenção.

Nós conhecemos por intermédio de um amigo em comum, e quando fomos apresentados eu me senti incapaz de desvia o olhar do coreano. Hwitaek estava em seu último período da faculdade de letras e eu em meu primeiro ano.

A primeira vista me encontrei triste ao achar que o de fios loiros acobreados não nutrisse do mesmo interesse que eu, e assim, não estivesse disposta a iniciar uma amizade com a minha pessoa, ou quem sabe algo a mais no futuro. Contudo, o Lee só estava incomodado com a maneira a qual eu o encarava. Tímido demais até. 

" Eu não estava acostumado a receber olhares que deixassem tão explícito o interesse de uma garota antes, jagiya. Qualquer um ficaria encabulado" , ele me respondeu quando eu perguntei a ele o por quê parecia tão inquieto sempre que o encarava. Lógico que isso só aconteceu quando iniciamos nosso relacionamento. 

Algo que só começou graças a mim. Pois Hui sempre foi tão reservado e distante, nunca podia sair comigo ou vir ao meu apartamento para me ajudar a estudar algo que ele já sabia de cor, mesmo que na época nós já fôssemos amigos próximos e saíssemos sem a presença de Yanan, nosso amigo em comum.

No começo eu achei que talvez ele já estivesse em um relacionamento, pois uma ou duas vezes durante o período de meses que nós éramos apenas amigos eu o vi trocar mensagens com garotas do seu período. Elas tinham a sua idade, seus interesses e acredito que faziam de tudo para manter Hui interessado em si. Mas no final de tudo descobrir que só eram casinhos de uma noite de ambas as partes.

Eu tinha apenas dezoito anos quando nos conhecemos e esse foi o grande do motivo de Hwitaek me manter tão afastada de si, minhas intenções eram claras e genuínas, mas ele não queria me privar de ter minhas "experiências " com garotos da minha idade. Mas eu não queria caras da minha idade e nem caras da idade dele, eu só queria ele, e foi enchendo a cara e batendo na porta do seu apartamento, em plena meia noite que eu me declarei, em meio a lágrimas e soluços. 

Eu confesso que pensei que o Lee fosse me expulsar de lá, mas ele apenas me levou para dentro, me fez tomar banho e entregou um muda de roupa sua, me deixando dorme em seu quarto enquanto ele dormia na sala. Na manhã seguinte eu me amaldiçoei por isso enquanto minha cabeça pesava e tentei fugir pela janela do quarto, mas Hui me viu tentar fazer isso e me impediu de tal coisa. Um ponto para o quanto desastrada eu sou tentando bancar a espiã e fugir a francesa. 

Eu me lembro de nunca sentir meu coração tão acelerado quanto ele estava quando Hui me abraçou ao me pegar tentando fugir. Ele ria e ouvir sua risada só me fez ter mais vontade ainda de ir embora, - pois eu me sentia extremamente envergonhada quando era ele a me repreender de alguma coisa. Mas então  o loiro me beijou e eu relaxei em seus braços.

" Agora que eu sei que seu coração é tão meu quanto o meu é seu, por que acha que irei deixa-la ir embora tão facilmente?" essa frase permaneceu em minha mente por minutos e só consegui relaxar quando Hui me disse aceitar meus sentimentos, e me pedir em namoro bons minutos depois. 

Era dia quatorze de março e me lembro que saímos para passear e trocar presentes, foi um dos dias mais felizes desde que havia conhecido o Lee, mesmo que a minha cabeça ainda doesse e meu estômago estivesse fraco pelas altas doses de soju que ingerir na noite passada. 

E agora era nosso terceiro anos juntos desde então, e esse sem dúvida era o momento mais difícil do nosso relacionamento. Eu não queria ter de dizer adeus. 

 

- Eu trouxe mochis. - Ele diz após um tempo apenas me abraçando, traçando uma linha de beijos que iam do meu ombro, pescoço, até as minhas bochechas, onde ele encheu de beijinhos até me deixar com as bochechas róseas. Não que quando ele cismasse de me deixar envergonhada ele precisasse de muito.- Você quer que eu pegue um para você?

- Não, não. Eu já tenho o meu preferido aqui. - Eu digo, selando seus lábios diversas vezes. O coreano sorriu largo, me cedendo sua risada gostosa ao ver-me insinuar que ele era um bolinho e jogou a cabeça para trás enquanto ainda ria. - Amor...

- Hum? - Ele respondeu, voltando a me olhar após se recuperar das gargalhadas, ele ainda tinhas as bochechas avermelhadas por conta disso e os óculos de grau redondos que cobriam seus olhos o deixavam mais bonito ainda e confesso que me perdi enquanto o encarava de tão perto.

- Eu amo muito você, e não quero que se esqueça disso em momento algum. - Eu digo, incapaz de me refrear em fazer promessas enquanto passeio minhas mãos por suas bochechas. - Você é a coisa mais linda da minha vida.

- Você também é da minha. - Ele diz e carinhosamente acaricia minha cintura com seus dedos finos. Hui cola a sua testa a minha e fecha os olhos, me fazendo fazer o mesmo, e permanecemos assim, até nos enfadarmos da posição e irmos para sala, assiste à um drama.

 

Eu ainda estava em meu último período, mas Hui já lecionava letras em uma escola e normalmente ele estaria em casa descansando naquela manhã de sábado, e nós encontraríamos apenas de tarde, mas a situação o fazia abrir uma exceção, só que isso não o impediu de ficar cansado ou de aparentar estar – mesmo que ele se esforçasse para fingir bem estar.

Eu via isso claramente nos ombros caídos e tensos dele, assim como os olhos cansadas e inchados pela quase discussão que tivemos ontem quando ele foi me buscar na faculdade e descobriu que eu estava fechando meu período. 

 

- Pode dormi, amor. - Eu digo, fazendo carinho em seus fios lisos, mas o coreano nega enquanto tenta manter os olhos abertos. Estou sentada no sofá, e ele está em meus braços com a traseira da cabeça encostada em meus seios, tentando se manter desperto. Mas é só continuar com o carinho e logo vejo Lee se entregar ao sono profundo.

 

E então eu me permitir observar seus olhinhos repuxados, e sua face serena, enquanto ainda o tinha em meus braços. Pensar nisso foi o suficiente para sentir uma lágrima cair dos meus olhos, e fazer meu coração doer mais ainda.

Eu tinha medo que ele me pedisse para ficar explicitamente - pois seus olhos já me faziam esse pedido silenciosamente - ,eu tinha medo das coisas que poderia fazer por ele, por isso eu nunca pedi a sua opinião, ou o convidei para ir comigo, mesmo querendo muito que isso fosse possível, eu sabia que não era,  e que estávamos a mercê de algo instável como o amanhã. 

Mas era pedir demais, esperar, rezar, para que ele não me esquecesse? Que lembrasse de ligar para mim em meio aos seus compromissos? Que sentisse saudade de mim, na mesma intensidade, que eu sentiria dele? Eu acredito que sim, mas não queria pensar nas consequências desse desejo.

Pensar em tempos ruins como esse, me lembram de mim mesma, anos atrás, descobrindo coisas e mais coisas daquela homem, conhecendo mais detalhes que me deixavam mais apaixonada ainda por ele.

 Eu lembrava perfeitamente do dia em que ele disse que me amava pela primeira vez, apesar de já estarmos juntos e me ouvir falando isso direto, Hwitaek não soltou essas palavras com tanta facilidade. 

Nós estávamos em frente ao rio han, e eu só queria voltar para casa e torrar mais ainda os meus neurônios com o assunto que não deixava a minha cabeça com base na prova que eu enfrentaria no dia seguinte. 

Hui  estava atrás de mim, massageando a minha cintura com seus dedos finos, enquanto deixava seu queixo pousar sobre meu ombro, ele chamou por meu nome ao me encontrar viajando em minhas ideias, e o tom de voz foi tão doce e afável que eu levantei os olhos para olhá-lo, mesmo que ladina, e ele sorria minimamente para mim, até se inclinar para frente e selar seus lábios aos meus, num selinho longo e doce.

Hui abriu os olhos repuxados e plantou um beijinho na pontinha do meu nariz, me fazendo soltar uma gargalhada. Ele me beijou novamente, e ainda com os lábios colados aos meus, ele sussurrou o que eu tanto queria ouvir.

 

- Saranghae. - Ele diz, e continua com os olhos fechados, mesmo após sentir meus lábios se partirem em um sorriso largo. - Feliz um ano, jagiya. Eu espero ter muito mais com você.

- Nós teremos. - Eu digo firme e me viro para sua frente, abraçando seu pescoço. Ele não necessitava de fazer nada para me fazer feliz, era só tê-lo do lado que a festa já estava feita. Era fácil sorrir ao lado dele. - Eu prometo.

- Mesmo? - Ele pergunta baixinho e sorri terno ao me ver assentir prontamente. Hui, tirou a franja que cobria meu rosto e sorriu, me observando atentamente. - Eu nunca quero deixar você ir para longe de mim, e quando vai, eu me sinto meio que sem ar.

- Oh, meu Deus. - Eu exclamo entre risos e aperto suas bochechas róseas, vendo o mais velho reclamar. - Eu adoro ver o quarto você se torna mais solto a cada mês. O  que eu devo esperar para o próximo, huh?

- Nunca se sabe. Espere por tudo.  - Ele dita, contendo um sorriso. Ansiosa, eu selei seus lábios e disse que o amava imensamente, e então voltamos para o meu apartamento, onde eu quase cedi as provações do Lee e fiquei do lado dele, em vez de preferir os livros.

 

Quando o dorama que assistimos acaba de passar o primeiro longo episódio, Hui ainda está com os olhos fechados ressoando baixinho acima de mim e estou pronta para me levantar e preparar o nosso almoço, mas Hui acorda de repente chamando por mim.

Eu dou meia volta e me sento em sua frente, vendo os olhos do mais velho marejados, o loiro não diz nada, só me puxa para mais perto e me abraça apertado, agradecendo por ter sido tudo um sonho.

 

- O que você sonhou, Hui? - Pergunto, limpando o líquido salgado que tomava seu rosto com a ponta dos meus polegares. O mais velho hesita um pouco antes de responder, fitando o vácuo.

- Eu achei que você fosse ir embora sem se despedi. - Ele diz e suspira pesado, guardando uma mecha dos meus cabelos atrás da orelha, e me puxa para o seu colo, colando sua testa a minha. 

- Eu não tenho coragem para isso, está louco, huh? - Pergunto com um sorriso fraco nos lábios. Hui rir soprado e acena em negativo.

- É a decisão mais fácil de se tomar. - Ele diz e roça seus lábios aos meus, apertando as mãos na minha cintura.

-  A decisão que parece mais fácil as vezes é a mais difícil. - Eu digo, brincando com os fios de cabelo em sua nuca. - E eu me arrependeria disso depois, pois eu sou egoísta, Hui... - Engulo em seco ao vê-lo abrir os olhos e me olhar.  - Se eu tenho como roubar todo tempo que ainda resta contigo, eu farei isso. Mesmo que não vá mudar nada, mesmo que a partir do momento em que eu entrar naquele avião eu já vá contar os minutos para poder voltar. Mesmo que eu já vá sentir sua falta.

- Não sinta minha falta, por favor. - Ele diz e parte de mim acredita que ele diz exatamente ao contrário do que quer dizer, mas ignoro a sensação de já tê-lo distante mesmo bem pertinho de mim e o abraço apertado, tentando varrer para longe todo o medo que sinto em ter de dizer adeus.

(...)

No dia seguinte na casa de Hui...

Eu tinha ido passar o meu domingo seguinte na cada dele, tinha levado mudas de roupas, deixando para trás os pensamentos de medo, e focando no presente.

A noite chega e Hui está tomando banho no banheiro, ele pareceu distante e aéreo durante todo o dia, mesmo que tenhamos passado o dia grudados, eu sinto que há algo que ele não está me contando e isso me preocupa bastante. A base de um relacionamento é a confiança, em um relacionamento a distância mais ainda.

Deixando os pensamentos alarmantes para trás, eu sai do quarto, andando pelo corredor com meus pés descalços até a cozinha. As vezes eu gostava de sentir o frio em meus pés, mas naquele momento me era incômodo pois o azulejo estava congelando.

Ao chegar lá, abro o armário onde sei que a caixinha de remédios está guardada - pois Hui já mostrou o lugar para mim - , e tiro de lá a caixinha de remédio, procurando um envelope de dipirona para tentar fazer com que minha dor de cabeça fosse embora.

 Ao encontra-lo eu destaquei o comprimido e fechei a caixinha, guardando-a no armário novamente. Então peguei um dos copos que estava emborcado no escorredor e tomei um copo d'água, seguido de outro. Lavei o copo novamente, deixando-o no escorredor e quando estava pronta para me virar, eu senti mãos rodearem a minha cintura. A pele de Hui estava fria pelo banho recente, mas nada tornava aquele abraço menos reconfortante, tê-lo por perto era sempre bom.

Ele suspirou bem pertinho da minha pele, roçando seu nariz em meu pescoço, selando o local diversas vezes, me arrepiando com o passar dos segundos ao sentir seus lábios carnudos maltratando a pele do meu pescoço. E eu apenas deixei, sem forças e nem vontade de lutar  contra.

 

- Nós podemos conversa? - Ele pergunta baixinho após um tempo e eu assinto prontamente, Hui se afasta minimamente de mim e segura em minha mão com a sua que é cheia de anéis, me guiando até a sala. Ao chegarmos lá, ele me faz sentar em seu colo, e permanece com as mãos ao redor da minha cintura, me mantendo firme ali. 

- O que foi, amor? Você está estranho. - Eu digo baixinho, e levo minhas mãos ao seu queixo, acariciando o local com carinho. Hui sorrir me mostrado suas fileirinhas de dentes bem alinhados e deixou um beijo em  no dorso da minha mão, acariciando-a em seguida. - Hui...

- Você vai embora amanhã. - Ele diz, ainda sorrindo, mas agora não me olha mais nos olhos, e sim para o anel solitário que carrego em minha mão e que ele tinha um igualzinho. 

- Eu só vou embora a tarde. - Digo baixinho e aperto sua mão, vendo-o voltar a me olhar, e então percebo que seus olhos estão mais inchados e pequenos que o normal, ele morde o cantinho dos seus lábios e deixa uma lágrima solitária manchar sua bochecha. - Hui... - Eu lamento, sentindo os meus próprios olhos marejarem. - Não chora, bebê. - Eu digo baixinho, e levo minha mão disponível até o seu rosto, limpando a lágrima.

- Me esqueça. - Ele pedi baixo. - Se apaixone por outra pessoa e seja muito feliz com ela. Não sofra por mim.

- Como ousa me pedir uma coisa dessas, Hwitaek? - Pergunto, me sentindo minúscula. Hui murmura baixinho coisas inaudíveis e afunda seu rosto em meu pescoço, me apertando contra si. Aquele abraço é tão doloroso,  e faz meu coração se sentir tão pesado que sinto vontade de arranca-lo para não sentir mais nada. É angustiante e me tira o ar.

- Eu não posso fazer nada, amor. - Ele murmura baixinho. - Eu não posso ir contigo, e você não pode ficar. Olha só para você? Eu não quero que quando pensar em mim fique triste por eu não poder estar lá. Vá embora, mas encontre outra pessoa, e seja feliz.

- É isso mesmo quer? - Pergunto me levantado e ficando de frente a ele, vendo seu cenho se franzir de tanto que ele se esforçava para não chorar. - É assim que me pedi? Chorado desse jeito?

- Jagi... - Ele lamenta, engolindo em seco, tentando conter o choro. - É melhor terminamos. Você nem sabe quando irá voltar!

- Você não me ama mais, não é? Você se cansou de mim. - Eu digo  baixinho, sentindo meu peito apertado. Odiava o quão insegura eu era quando se tratava dele. - Não precisava mentir para mim, Hui...eu...

- Como você pode pensar isso, huh? - Ele pergunta em tom de voz sério e tentar me tocar, mas eu me esquivo, andando em direção contrária a ele e indo até o quarto, catando minha mochila lá e sendo parada por ele na entrada de seu quarto. - Dá para parar e me escutar?

- Escuta as suas mentiras? - Pergunto uma oitava mais alta e vejo o loiro trava o maxilar enquanto fita o teto. - Por quê começou tudo isso, Hui? Eu queria uma chance para tentar te fazer um pouco feliz, mas se não deu certo, você poderia ter me dito, eu ia entender!

  - Eu só queria que me amasse como eu te amo. – Eu digo, sentindo uma pontado no peito quando o ouço dizer que me ama muito mais. Eu levanto minha mão e passo o dorso em meus olhos, limpando as lágrimas que insistiam em sair. 

 

E é fazendo isso que confesso mentalmente que não consegue dorme direito na noite anterior, pois apesar da situação, eu não consegui parar de pensar nele - mesmo que isso me fizesse sentir um ser humano horrível por me aparentemente me doer mais com isso do que qualquer outra coisa - , senti muita vontade de chorar enquanto rolava de um lado para o outro na cama, senti vontade de espernear como criança quando não ganha o que quer, pois eu me sentia amargurada por ela - minha amada avô - , e por ele, o amor da minha vida, então eu só guardei tudo aquilo ali dentro, acumulando para chorar quando já estivesse lá, no Brasil, quando o estrago já tivesse feito e não houvesse mais volta, mas aquela situação era dolorosa por demais, eu não conseguia me conter mais e fingir sorrir só para não deixá-lo mais triste do que ele já estava. 

Mas de repente eu sinto as mãos de Hui rondearem os meus pulsos e o sinto se aproximar de mim rapidamente, ele fita meus olhos  - parecendo bravo com o que disse -, e sem aviso prévio me beija afoito, adentrando sua língua dentro da minha boca de maneira rude enquanto seus braços largam meus pulsos e rodeiam minha cintura com força, forçando seu corpo a se manter totalmente grudado no meu, corpo este que se encontrava totalmente trêmulo. Quando se separou de mim, ele aninhou meu rosto em suas mãos me fazendo continuar a olhá-lo.

 

 - Se eu estou fazendo isso, é exatamente por amar demais você. 


Notas Finais


Eu sinceramente não estou muito certa quanto a postar isso, mas, eu não consegui me conter. Então por favor deixem suas opções e ambições para esse projetinho. ( Que consiste em postar outras desse estilo, songsfics, com os outros meninos )

Bjs Da Mandie 🌌 comentários são de suma importância e deixam um autor feliz.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...