História Nothing is impossible - Mal e Ben - Capítulo 26


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Categorias Descendentes
Personagens Carlos de Vil, Chad, Evie, Jane, Jay, Lonnie, Mal, Personagens Originais, Príncipe Ben
Tags Ben, Criança, Descendentes, Magia, Mal
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Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


🐝 Oi gente linda!

🐝 Eu espero que gostem do capítulo, PLMDS

🐝 B O A L E I T U R A

Capítulo 26 - Culpa


Beatrice P.O.V

 

O palácio estava silencioso, nem parecia que rebeldes estavam nos atacando, e bom, depois de alguns minutos nem meus soluços não eram mais ouvidos. Eu não estava mais chorando, só olhava para o corpo sem vida a minha frente. Olho em volta podendo ver mais pessoas jogadas no chão... Me assusto quando ouço passos rápidos por perto, me levanto levando a faca junto comigo e me escondo atrás do grande sofá, tento acalmar minha respiração mas ela está tão acelerada! E estou com vontade de chorar novamente.

Queria mais do que tudo a minha mãe aqui, para me acalmar e dizer que estava tudo bem, e Joseph para me fazer chocolate quente, como ocorreu quando bati em uma garota na escola, por ela ter pego meu lápis e quebrado, sem nenhum motivo.

 

— Meu Deus! — Reconheço a voz mas não me mexo, talvez eu estivesse paralisada de medo, mas realmente? Minhas pernas doíam, a cabeça também... — O cabelo dela!

 

Sei que fala do meu cabelo, e bom, quando ouço um soluçar novo, consigo me mexer e espiar, vejo tio Joseph e papai. Sem me controlar, largo a faca e saio do esconderijo, corro para os braços de meu pai que se surpreende e me abraça forte enquanto chora, e eu me permito chorar junto. Depois de alguns segundos abro os olhos e vejo Joseph nos olhando com um sorriso nos lábios mas ele não parecia bem, eu via a tristeza ali.

 

— Fizeram mal a você? Seu... seu cabelo, meu amor! — Meu pai logo me afastou e me olhou de cima a baixo procurando um arranhão, e ao ver o sangue me pegou no colo e eu me deixei fechar os olhos.

 

Durante todo o caminho, ouço meu pai dando ordens aos guardas e para meu tio também, uma delas era sobre buscar a minha mãe e levar para a ala hospitalar do castelo. Em poucos minutos meu corpo é depositado na cama e ouço vozes femininas, elas começam a tirar meu vestido rasgado e eu as ajudo.

 

Posso ver meu pai olhar tudo de longe, a dor que seus olhos expressava me causa agonia, desvio o olhar do seu e deixo aquelas mulheres me ajudarem no banho.

 

 

Jane P.O.V

Aquela barriga pesava!

 

Esse era talvez o vigésimo ataque que o castelo sofre desde que me lembro por gente, e bom, nunca senti tanto medo. Talvez por estar grávida e temendo pela vida de meus filhos.

 

— Jay, por que Carlos não veio me buscar? — Pergunto quando estamos subindo as escadas de volta para os corredores do castelo.

 

Ele me ajuda a descer um degrau mais alto no final do corredor escuro e posso ver manchas de sangue no chão e na parede, rapidamente desvio o olhar.

 

— Ele se feriu, mas está no quarto de vocês, já foi visto, eu e 2 guardas o banhamos e ele está dormindo, tomou um bom chá calmante.

 

É, eu não estava preocupada apenas com meus filhos, com Carlos também, mas durante todos esses anos que vivemos juntos ele nunca foi ferido gravemente!

 

— Faz quanto tempo que estão fazendo a vistoria? — Pergunto curiosa enquanto Jay me acompanha até meu quarto, eu sentia meus pés doloridos mas não pediria colo, até porque tinha engordado quase 10 quilos na gravidez.

 

— Desde as 19 horas! — Eu olho meu relógio de pulso que já marcava quase meia noite e suspiro.

Tinha muitos amigos, deveria perguntar por todos mas eu só queria descansar, estava com a coluna doendo, e com uma pressão enorme na bexiga.

 

Ao me despedir de Jay e entrar no meu quarto, o tranco e caminho em passos rápidos até a cama, onde Carlos estava deitado. Posso ver algumas manchas roxas em seu rosto e acaricio o local, beijando sua testa e agradecendo a Deus por não ter de ficar ligado a nenhuma maquina.

 

Seguro em sua mão e ao sentir um pequeno chute, sinto as lágrimas encherem meus olhos e rapidamente pouso sua mão sobre meu ventre, onde nosso filho chutou novamente e enquanto isso ocorria, minhas lágrimas aumentavam, felicidade e tristeza misturadas.

 

Levanto da cama e ao ir em direção ao banheiro, sinto uma pontada em meu baixo ventre, sigo meu caminho e ao entrar no banheiro retiro minha roupa e tomo um banho demorado, eu sentia um pouco de fome mas nem isso superava o cansaço e sono.

 

Ao me deitar ao lado de Carlos, entrelacei nossos dedos e dormi um pouco afastada, mas ainda assim, tocando o meu amado.

 

 

Benjamin P.O.V

 

Mal foi posta no nosso antigo quarto na castelo, eu preferia ela aqui do que na ala hospitalar, ela não teve nada além de uma lesão na cabeça, pedi também que colocassem uma cama para Bea aqui, o quarto era enorme então tamanho não era problema.

 

Ela tomou um bom banho, reclamou de fome, comeu uma sopa, e pouco tempo depois de conversar comigo, dormiu.

 

Eu estava preocupada com ela. Seu cabelo tinha sido cortado, e pelos ferimentos no couro cabeludo, de uma forma nada gentil, sem contar o que aparentemente aconteceu entre ela e alguém, seu rosto com sangue respingado e mão sujas do mesmo. Eu já tinha matado homens, após meus dezoito anos, pois nunca precisei matar, e sei que me senti culpado, fico imaginando como minha filha ficou. Ela nunca foi preparada para matar pessoas, nem para se defender, nem usar espadas não sabia, e pelo modo como a encontramos, algo sério aconteceu, mas ela nem tocou no assunto, apenas perguntou por seus tios, avós e todos do castelo, ficou muito triste ao saber da grande perda que tivemos, mas acontecia...

 

Tomo um bom banho e saio do quarto, vou até o escritório de meu pai e começamos a separar os documentos de quem morreu e quem não, iriamos pagar tudo do enterro, e escrevemos cartas para as famílias. Ao total, foram 9 mulheres e 19 homens perdidos, a culpa me consome, e a tristeza também, mas não choro.

 

Após pedir para uma das criadas encaminhar as cartas, ela sai rapidamente da sala e começamos a olhar os currículos que tinham pilhas, selecionamos mais 12 mulheres e 25 homens, eles teriam o prazo de duas semanas para virem até o castelo, e encaminhamos as cartas também, já passava das 4 horas da madrugada quando terminamos ali, fui para meu quarto e senti meu coração  esquentar com a visão de Bea dormindo como um anjo e Mal sentada na cama, observando a filha, porém a lágrima em seus olhos significava que ela percebeu o cabelo cortado de forma estranha que Bea estava, ao me ver entrar, Mal veio me abraçar e ficamos em silêncio por minutos, um sentindo o toque e cheiro do outro, ao nos separarmos fechei os olhos sentindo o leve carinho que ela fazia em meu rosto.

 

— O que aconteceu com ela? — Perguntou aos sussurros.

 

— Ela não falou sobre, e focamos em cuidar dela primeira e perguntar detalhes depois dela descansar!

 

Mal assente a minha resposta, deitamos na cama, Mal ficou virada de lado e eu lhe abracei por trás, deixamos apenas o abajur de nossas costas aceso, então a pouca luz não atrapalharia nosso sono. Bea dormia tranquilamente virada para nós e eu podia sentir o corpo de Mal se tranquilizar, e pouco depois dela dormir, eu dormi também.

 

 

Beatrice P.O.V

 

Não sei que horas eram, mas quando acordei, senti um pouco de dor de cabeça e fome. Me sentei na cama e não achei nenhuma roupa minha, rapidamente calcei um sapato perdido pelo quarto que ficou enorme em mim e ao entrar no closet pego um roupão preto e o enrolo no meu corpo, ele arrasta pelo chão mas eu seguro um pouco e saio dali, caminhando pelos corredores vou até o quarto de tio Joseph, entro sem bater e corro para a cama bagunçada.

 

— Tio! — Chamo o destapando e posso ver ele dormindo, faço força sacudindo ele e quando acorda sorrio e o abraço.

 

Ele me abraça e eu deito ao seu lado e logo levanto a cabeça.

 

— Você está bem mesmo?  — Pergunto sentindo meu coração quentinho ao ver meu tio vivo.

 

Ele sorri assentindo e faço carinho nos seus cabelos verdes, eu gostei muito do cabelo dele assim, mas sentia falta dos cabelos castanhos.

 

— Terá de cortar seu cabelo. — Ele fala sentando na cama, de frente para mim, eu puxo mais a coberta, me tapando e confirmo com a cabeça.

 

— Estava tão grande e bonito! Mas vai ser bom mudar. Você e mamãe mudaram!  — Ele concorda comigo e toca meu cabelo, fazendo uma careta.

 

— Bea, eu pedi que ficasse lá... — o interrompo.

 

— Eu não disse que ficaria, só pedi que voltasse para mim! Você é quase como um pai! — sinto meus olhos lacrimejarem, ele suspira e eu pego em sua mão grandona e deito a cabeça nela, como fazia quando nem sabia falar seu nome direitinho.

 

— Bea, só me conta o que aconteceu. — assenti e larguei

 

— Eu sai do esconderijo e vi dois corpos um uma poça de sangue, vomitei... foi terrível, e ouvi homens, corri e ao parar na sala, vi aquela mulher. Corri ao ver a faca na mão dela. Ela me pegou... me bateu... e quando cortou meus cabelos com a faca... algo aconteceu!

 

Não consigo falar, as lágrimas tomam meus olhos e o primeiro soluço sai, tio Joseph me abraça e ficamos assim durante alguns minutos.

 

— O que houve, Bea?  — Sua voz estava tão tranquila, e não senti culpa alguma ao dizer o que vinha me atormentando.

 

— Eu matei ela!

 

O silencio prevaleceu entre nós. Levantei o olhar e não vi raiva, nem nojo, nem medo...vi apenas a mesma coisa de sempre. Sorri com aquilo e limpei as lágrimas.

 

— Você está se culpando? — pergunta e confirmo — Pare com isso, Bea. Você errou em matar ela? Sim, mas era você ou ela! Ela estava lhe agredindo sem você ter culpa de nada, então sim, ela teve o que merecia. Não chore e não se culpe, escute seu tio  e pare com isso! Você foi muito forte e eu estou muito surpreso e feliz com isso!

 

As lágrimas voltam com força total mas dessa vez de uma sensação de liberdade.

 

— O...obrigada por essas palavras, tio!

 

O abraço de novo e sinto meu coração acelerado ao máximo por saber que em qualquer situação eu tinha um tio para contar! O tio que me criou por muito tempo!


Notas Finais


🐝 HEY GENTE BONITA
Espero que tenham gostado
me deem ideias
fiquem a vontade povo lindo

BEIJÕES 😘


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