História Nothing More Than Friends. (Starmora e Clawen) - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Guardiões da Galáxia, Jurassic Park
Personagens Claire Dearing, Gamora, Owen Grady, Personagens Originais, Peter Quill (Senhor das Estrelas), Simon Masrani
Tags Claire, Clarie Dearing, Clawen, Gamora, Owen, Owen Grady, Peter, Peter Quill, Starmora
Visualizações 87
Palavras 3.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente.
Mil desculpas pela demora. Meu celular esteve quebrado e eu estou passando por uns problemas. Vontade de fazer as coisas está raro. Mas não abandonei nada. Continuarei todas as fics pois distrair a mente é bom.

Obrigada a todos pelo apoio. ❤

Capítulo 4 - Can't Be Tamed


Uma semana depois de falar com Simon, e Claire estava novamente em Nova York. Ela cumpriu os dias de aviso prévio do antigo emprego e indicou aguem para substitui-la, mesmo que o proprietário estivesse consciente que ninguém faria um trabalho tão impecável quanto a Dearing.

A primeira ação da ruiva fora dar entrada em um hotel, e após tomar um longo banho e tirar três horas e quarenta e cinco minutos para dormir e descansar da viagem. Era hora de começar a ajeitar sua vida. Primeiro de tudo precisava levar o seu antigo carro a uma oficina, já que estava de volta, voltaria a usá-lo. Depois passou no condomínio onde residia para conversar com o sindico sobre obras necessárias para que pudesse habitar o lugar novamente.

Em seguida, direcionou-se a seu novo local de trabalho. A viagem fora cansativa e ela mal teve a noite inteira de sono, Simon não exigiu que ela aparecesse pela manhã, mas logicamente Claire achava de suma importância cumprir o seu horário desde o primeiro dia.

....

Gamora despertou cedo naquele dia, por sorte lembrou-se cedo que precisaria trabalhar. O clima estava estranho em sua casa, a uma semana não falava direito com o marido. Ela estava cansada de ser tratada daquela forma. Os ciúmes de Adam estavam passando dos limites, e ela mal sabia o que era liberdade. Não saía com amigos, ou tirava um tempo para si.

Adam sempre demonstrou ser ciumento, mas nunca fora algo que Gamora considerasse fora do comum. Mas conforme o tempo fora passando, ela passara a interpretar as coisas de formas diferentes. Adam cobrava muito de sua atenção, dificilmente passava um único dia sem vê-la. Quando passaram a morar juntos, o problema solidificou, Adam passou a ser controlador, não gostava que Gamora trabalhasse, na ideologia dele, ela não precisava trabalhar, levando em conta que possuía um marido saudável e em perfeitas condições de lhe bancar.

Gamora não concordava com isso, e no fim ele teve de aceitar tal condição. Mas em troca lhe cobrava demais os cuidados da casa, comida e roupas, além da vida íntima do casal. Além de atenta-la com suas neuroses e ciúmes.

Outro motivo para brigas fora a impossibilidade de Gamora para gerar filhos. Eles fizeram respectivos exames e foi confirmado a infertilidade por parte dela. Além de lidar com sua própria dor, ela ainda precisou lidar com o peso que Adam lançava sobre ela. Como se aquilo fosse culpa dela.

Gamora queria ter filhos, e pouco mais tarde familiarizou-se com a ideia de adotar, porém, ainda não havia comentado sobre.

Após se arrumar para um novo dia de trabalho, e com um novo gerente. Gamora caminhou até a cozinha e encontrou o marido, e por um milagre, ele havia preparado um café da manhã para eles. O que ela consideraria raridade.

- Bom dia, Amor. – Adam sorriu em sua direção e puxou a cadeira para que ela sentasse. Em seguida, puxou uma cadeira e sentou ao lado dela.

- O que é tudo isso? – Ela indagou, desconfiada. – Você bebeu demais e bateu o carro de novo? – Ela estreitou os olhos.

- Não, amor. Nossa. – Ele fingiu estar ofendido. – Eu sei que tenho agido errado com você. Mas é porque eu te amo muito, e só de pensar em você com outro me deixa louco. – Gamora revirou os olhos. - Mora, eu sei que você não tem ninguém, mas eu vejo como o Quill olha pra você, ele tem segundas intenções.

- Adam, por favor. Esse assunto está saturado. – Ele levantou as mãos em forma de rendição.

- Me desculpa, amor. – Gamora ponderou, estava cansada de aceitar as desculpas dele e ve-lo repetir o erro. Mas resolveu aceitar aquilo. Afinal, não queria prolongar a situação.

- Certo. – Ela sorriu de lado. Adam beijou seus lábios fervorosamente e fora retribuído. Ele se animou no mesmo instante, mas ela separou o beijo. – Deixe isso para mais tarde. – Ela sussurrou e lhe mandou uma piscadela. O café da manhã seguiu calmo e ela emfim pode ir trabalhar com a cabeça leve. Um problema a menos, ou apenas adiado um pouco mais.

.....

Peter estava atrasado naquela manhã. Com a semana livre, ele havia se acostumado a acordar depois das oito, e mesmo sabendo que teria que trabalhar no dia seguinte, e colocando três despertadores no celular, ele ainda conseguiu levantar em cima da hora.

Teve de tomar banho e se vestir em tempo recorde. E iria sair em jejum, pois não daria tempo de preparar nada para comer. Mas por sorte, Owen já estava de pé e preparava algo no fogão. Pelo cheiro, Peter deduziu ser ovos mexidos.

- Desde quando sabe cozinhar? – Peter indagou ao irmão. Owen desligou o fogo e trouxe a frigideira para a mesa, distribuindo os ovos em dois pratos.

- Eu não sei. Mas apenas consigo me virar. Na casa do coroa eu tive que aprender a preparar comida. Maisie ainda é uma criança e o velho ranzinza não sabe ferver uma água. – Peter suspirou. – Eu paguei uma empregada para cozinhar, limpar a casa e vigiar a Maisie, agora que estou por aqui, mas estou preocupado. – Peter suspirou novamente. 

- Você pensa em trazê-la pra cá? – Owen assentiu.

- Quando estiver na minha casa e casado, será a primeira coisa que farei. – Peter sorriu e começou a comer, afinal, ainda estava atrasado.

Os dois terminaram de se aprontarem e seguiram para seus respectivos empregos.

Peter correu pelos corredores até seu setor, ele havia conseguido chegar mais tarde que Bucky.

- Grande Quill, você alcançou o limite? – Bucky debochou. Peter havia dito que o dia em que chegasse mais tarde que Bucky, estaria ultrapassando um limite. Peter olhou para os lados, certificando-se de que não havia mais ninguém ali e mostrou o dedo do meio ao amigo que abafou suas risadas.

- O último mês foi pesado, essa semana foi utilizada para o meu descanso. – Peter tentou se justificar.

- Tanto que você quase não conseguiu chegar hoje. – Bucky rebateu. – Mas por sorte a nova gerente ainda não chegou nesse andar. Ela fez questão de conhecer o prédio inteiro.

- É uma mulher? – Peter indagou confuso. Nunca uma mulher havia ocupado o cargo da gerência geral. Mesmo que ele não concordasse com isso.

- Sim. Dei uma olhada nela quando cheguei mas só a vi de costas. – Bucky sorriu de lado. – Ela tem postura. Estilo o diabo veste Prada. – Os dois riram.

Em seguida trataram de iniciar seus programas e cálculos em andamento, afinal a nova chefe chegaria logo.

...

Ao adentrar o prédio, vestida impecavelmente e transpirando segurança, Claire atraiu a atenção de todos os presentes. Logo trombou com a assistente de Simon, Jane. A mesma lhe mostraria toda a sede e lhe explicaria como as coisas funcionavam. Claire fez questão de retornar ao térreo para que pudesse subir novamente, parando em cada andar. Ela achava eficaz que o gerente conhecesse cada pequeno canto da empresa, afinal, não se administra bem o que não se conhece.

- Segundo andar ficam os técnicos em telemarketing, eles mantem o controle da base, ou seja, os clientes, esses profissionais conversam diretamente com os consumidores, aqui são tratados as críticas, insatisfações, reclamações e quaisquer problemas. - Jane explicou e as duas seguiram pelas grandes salas utilizadas para tal finalidade.

Todos os funcionários pareciam distraídos, e Claire encontrou seu primeiro item incorreto, Telefones tocando, funcionários conversando ou em seus celulares pessoais, desorganização nas mesas de trabalho e mais papeis que o necessário. Claire detestava papeis, para ela, aquilo só servia para desordem e bagunças. Ela apenas fez a pequena anotação em seu tablet, ambas seguiram para o terceiro andar.

- Aqui fica o setor de T.I e computação gráfica. - Não havia muito o que anotar sobre os funcionários, todos pareciam centrados e a organização fazia-se presente. ela sentiu-se incomodada apenas pela falta de mulheres naquele setor, Isso com certeza mudaria. Seguiram ao próximo andar. - No quarto andar fica o setor de segurança e instalações de telecomunicações. - Ali Claire esteve próxima de ter um infarto.

O prédio não possuía um sistema de cabeamento estruturado e imaginava como toda aquela desorganização não havia causado interferências em sistemas e comunicação. Aquele andar gerou várias anotações em seu tablet.

- Quinto andar fica o estúdio, onde fazemos fotos, gravamos propagandas e entrevistas com famosos em parceria. - Claire achou o lugar pequeno, assim o cenário poderia se tornar chato e repetitivo. E porque diabos aquele setor não ficava próximo a computação gráfica? - No sexto andar fica o setor de publicidade, propagandas e divulgação em geral. - Claire gostou da organização do lugar e sorriu ao ver uma mulher de costas, dando ordens a um grupo de estagiários, um sorriso formou em seus lábios. Aquela deveria ser a gerente de publicidade. A mesma se aproximou das duas com um sorriso no rosto. Claire a reconheceu, e com toda certeza ela havia a reconhecido também. - Gamora Headlin, gerente de publicidade e Claire Dearing, nove gerente geral. - Jane fez as devidas apresentações. Gamora estava hesitante, mas surpreendeu-se quando sua ex amiga lhe estendeu a mão e curvou os lábios em um sorriso.

- É um prazer reencontrá-la senhorita Headlin, ficarei satisfeita em trabalhar ao seu lado. - Claire disparou, mostrando a Gamora o seu nível de profissionalismo. Ou ela realmente havia deixado suas diferenças no passado? Gamora não sabia ao certo e aquela não era a hora apropriada para perguntar.

- O prazer é meu. - Limitou-se a dizer.

- Eu marquei uma reunião geral para o fim do expediente, mas gostaria de conversar com a senhorita antes. - Gamora assentiu. - A que horas está disponível?

- Depois das três. - E ali ficara marcado uma reunião interna entre as duas.

Claire conheceu também os setores de economia, direção, onde trabalharia, laboratório, pesquisas, controle de lojas e expansão de produtos e controle de mídia.

Com todas as anotações feitas, Claire rondou minimante o andar em que trabalharia e certamente encontrou mais desorganização. Ela sabia exatamente qual era o problema da empresa.

Após o horário de almoço, Claire teria uma entrevista com uma indicada para ser sua assistente pessoal. Jane a havia indicado, ela estava com boas expectativas a julgar pela eficiência de Jane. o nome da indicada era Zara, e impressionou Claire com sua pontualidade, boa fala, ideologias e praticidade. Ela fora contratada e começaria no dia seguinte, Claire fez questão de passar o seu número pessoal para Zara. A ruiva sabia reconhecer pessoas que valiam a pena e aquela mulher se encaixava nessa categoria.

As três horas finalmente haviam chegado e Claire se direcionou até a sala de Gamora. Com as duas a sós, o clima parecia estranho no primeiro segundo, até Claire ajeitar sua postura e colocar seu tablet na mesa, pronto para anotações.

- O objetivo dessa reunião é entender o que realmente aconteceu nas últimas semanas.

- Certo. - Gamora suspirou. Havia muito a ser dito. - Creio que a senhorita saiba sobre o comercial. - Claire assentiu. - Mas eu creio que o problema não se iniciou ai, eu sei que não faço parte do controle de mídia, controle de lojas ou economia, mas eu gosto de transitar por ambas as áreas já que estão interligadas com a minha. - Claire assentiu, Gamora havia se tornado uma excelente profissional e Claire se orgulhava disso. - Eu percebi que a maior concentração de clientes estão entre adolescentes e jovens de até vinte e cinco anos. Nossas propagandas são transmitidas em maior parte na TV, mas o público alvo não é telespectador de Televisão, dessa forma as propagandas não conseguem chegar aos olhos do público. A parceria com os artistas tem nos proporcionado mais de oitenta por cento das vendas, mas isso influencia os ganhos de forma negativa, já que em uma escala de trinta produtos, apenas sete são produtos vinculados com artistas, e apenas esses sete produtos tem uma boa saída no mercado, isso nos faz ter prejuízos com o tanto de produtos que precisam ser recolhidos por encalharem nas prateleiras.

- E como estão as vendas online? - Claire questionou, preocupada com a situação.

- Nosso site já não tem mais as mesmas quantidades de cliques e as vendas caíram em sessenta por cento em cinco anos.

- O mesmo tempo em que redes sociais se estabilizaram. - Claire concluiu. Gamora estava aliviada por finalmente alguém dar ouvidos ao que ela tentava alertar a tempo. - Precisamos levar a divulgação até as redes sociais, pois a maior concentração de internautas estão lá.

- Exatamente.

- E sobre o comercial? Pelo o que ouvi, o maior problema fora a nudez parcial?

- Sim. essa necessidade que homens tem em sexualizar qualquer coisa atrás de cinco minutos de atenção os fazem perder a noção. Existem várias restrições na TV e logicamente o comercial corria riscos de ser banido ou sofrer boicote pelos telespectadores conservadores.

- Imagino que isso tenha acontecido. - Gamora assentiu.

- Eu consegui que o comercial fosse transmitido apenas em horário nobre, mas se o alcance era mínimo, agora a situação tornou-se mais delicada.

- Certo. Obrigada por ceder o seu tempo senhorita Headlin, Nos veremos novamente na reunião geral. - Claire levantou-se pronta para deixar a sala com seu tablet em mãos repletas de novas informações. Mas fora surpreendida.

- Claire! - A ruiva encarou a ex amiga, percebendo seu olhar e tom de voz alterados. Aquela não era mais a profissional. - Nós podemos... Marcar alguma coisa? Um jantar? - Gamora sentia falta de sua amiga, Claire era especial para ela apesar de tudo e ela sempre quis uma chance de resolver o mal entendido entre elas.

- Estou sendo profissional, por realmente não aprovar a rixa entre mulheres nos locais de trabalho. Mas não confunda isso com o lado pessoal. - Gamora assentiu, desviando seu olhar. - Tenha uma boa tarde. - Claire havia crescido e amadurecido. Mas para ela aquela briga havia sido pior que um término de namoro de uma adolescente com o primeiro namorado.

E Claire não estava pronta para resolver isso agora. Como sempre ela priorizava sua vida profissional e adiava a pessoal o quanto pudesse.

...

Já era fim de expediente, a reunião central aconteceria, e representantes de cada setor estavam presentes no andar da diretoria. Claire havia passado o resto da tarde organizando suas ideias e identificando prioridades.

E pontualmente, ela deu início. Caminhou até a frente de todos e o silêncio pairou no ambiente. Claire sorriu de lado. Gostava da sensação que passava as pessoas.

- Muito bem. Primeiramente quero dizer. Que se vocês pretendem salvar essa empresa e seus respectivos empregos, mudanças deverão ser tomadas. – Todos encaravam em expectativa, incluindo Peter e Gamora, que estavam lado a lado. Peter havia visto a ex amiga quando a mesma esteve em seu setor, fora o bastante para lembrar dela, mas não reconhece-la, apenas nesse momento a ficha havia caído. – Primeiramente gostaria de falar um pouco sobre o comportamento de muitos, deixando claro, existem exceções. Eu observei a tamanha falta de profissionalismo, conversas paralelas. Se um telefone toca, devemos atende-lo quando possível. O uso do celular pessoal no local de trabalho é apenas para emergência. – Muitos se encararam. – Ninguém está sobre aviso, estou apenas os deixando cientes sobre as mudanças. Outra coisa importante. Ouvi muitos bochichos, ou em linguagem informal, fofoca. Isso é inadmissível. Nós estamos aqui para trabalhar juntos e fazer a empresa crescer, não para falar mal de roupas, cabelos, ou com quem a colega de trabalho passou a noite. – Todos estavam estáticos, boquiabertos. - Digo, nós mulheres somos minoria em cargos, por isso devemos nos unir e garantir os nossos lugares, e toda essa competição umas com as outras, e essa velha ideia de “eu não fui com a cara dela” serve com um atraso a nosso movimento e empoderamento. E a partir de hoje isso não será tolerado dentro da nossa empresa, e um conselho, deveriam seguir isso na vida pessoal também. – E com apenas o começo, Claire fora aplaudida.

Ela causou uma boa impressão. Recebeu várias reviradas de olhos de alguns homens ali, que com certeza achavam tudo aquilo uma besteira. Mas a grande maioria, como Peter, Bucky e Scott, concordavam com ela.

- Agora falaremos sobre organização, todos estavam liberados, e vieram aqui hoje apenas para cumprir um expediente antes da reunião central, mas, queria dizer que ainda não reabriremos. - Simon, que estava presente mas preferiu conferir tudo de trás, para não chamar a atenção, estava atento a tudo. – O prédio precisará de uma nova formação e algumas reformas. – Ela caminhou até o projetor onde imagens de planejamentos e plantas básicas demonstrativas apareciam, tudo feito por ela mesma em uma tarde. Era difícil acreditar na eficiência dessa mulher. – A começar pela instalação elétrica, precisaremos rever alguns pontos. Em seguida, o uso de telecomunicações e automação. O ideal seria um projeto de cabeamento estruturado a julgar os recursos e praticidade. Também sugiro uma reforma nos estúdios, seria interessante o uso de três andares para esse setor.

- Isso é ridículo. – Um dos homens protestou. Pelo seu crachá, deveria ser do setor de direção. – Estamos a ponto da falência, isso não é momento para reformas e gastos fúteis. – Claire caminhou tomando pouco mais de proximidade do homem.

- Eu não chamaria a segurança de todos nós de gastos fúteis senhor. E a julgar pelo gasto que tivemos com equipamentos danificados, manutenção de alarme, câmeras, telefonia e internet. Apenas nesse ano, eu fiz uma conta simples sobre e percebi que tais gastos, poderiam ter pago toda a reforma. – Ele iria argumentar, mas fora interrompido. – Nós não gravaremos um novo comercial, e durante as mudanças, recolheremos produtos encalhados das lojas, substituindo-os pelos produtos vinculados com artistas, que é o nosso maior ganho, dessa forma, conseguiremos arcar com as reformas e ainda sairemos no lucro por anos. – O homem afrouxou a gravata, parecia irritado por perceber que ela estava certa e tinha o total controle da situação. – Alguma dúvida, senhor?

- Não, senhorita Dearing. Prossiga. – Ela assentiu e retornou ao seu lugar próxima ao projetor.

- O segundo andar continuará funcionando como telemarketing e atendimento ao cliente, faremos mudanças apenas na organização, o uso de planilhas e relatórios em papel será substituído por modelos digitais, além de cortar gastos, evitaremos a desorganização e poderemos pensar em colaborar em eventos meio ambientais. - Ela fora questionada sobre novos métodos e programas, mas informou que ao retornarem ao trabalho, todos naquele setor já encontrariam programas instalados e explicações. - Terceiro, quarto e quinto andares funcionaram como o novo estúdio, com jogo de pinturas e ambientação daria para inovar. Conversei com a senhorita Headlin e chegamos na conclusão de que nossas propagandas não estão atingindo nosso público alvo. Por isso, escolherei uma pessoa do controle de mídia para administrar nossa página no facebook, Instagram e Twitter, com postagens diárias e maior interação com os internautas. Também escolherei alguém, junto da senhorita Headlin, para ser o apresentador de nosso canal no YouTube. Gravaremos quadros aqui mesmo, assim, o primeiro andar de estúdio funcionará para o canal, entrevistas e fotografias com intuito das redes sociais. O controle de mídia também migrará para esse andar. O segundo andar de estúdio funcionará para ensaios fotográficos e eventos. O terceiro andar de estúdio funcionará para gravações de comerciais e trailers – Ela explicou pouco mais porque havia feito a divisão e o maior motivo era a opção de cenários e expansão. – O sexto andar acomodará os setores de computação gráfica e publicidade. O sétimo andar será dividido entre TI e segurança. Também acomodara a sala de telecomunicações. Oitavo andar será utilizado pelo controle de lojas e expansão e pesquisa, nono, décimo e décimo primeiro serão exclusivamente para os laboratórios, décimo segundo funcionará a economia e a diretoria ficará no décimo terceiro.

Todos pareciam ter entendido, e ninguém ousaria questiona-la, mesmo que mal houvesse o que questionar.

Simon sabia que aquilo era drástico, mas necessário.

...

Owen trabalhou a semana inteira na oficina. Ele havia passado no teste e conseguido o emprego. O ambiente era mais agitado, logicamente, se comparar sua antiga cidade com Nova York. Lá ele era o único mecânico já ali, era um dos. Mas seu salário era muito melhor e seu expediente menor.

Quanto aos clientes, alguns eram simpáticos, outros neutros, e existiam os metidos a donos do mundo. Owen sabia lidar com cada um deles.

Owen havia feito sucesso no local, as mulheres praticamente se jogavam em cima dele, entretanto, ele apenas as ignorava. Ele não estava mais interessado em sexo casual. Sua decisão estava tomada. Ele iria achar a mãe de seus filhos e casar.

Owen precisaria ficar pouco mais naquele dia, uma vez na semana precisaria cumprir extras. Ele estava cansado e queria comer, tomar banho e dormir. Mas, pelo visto precisaria lidar com mais um cliente naquele dia.

Preparou o carro e estava a espera do dono, leu o nome do dito cujo na prancheta e sorriu, Claire Dearing.

Batucou no balcão de corte, bebeu um gole de café, sentia o cansaço tomar conta de seu corpo, e já estava com raiva da tamanha demora da dona do automóvel. E foi então que ouviu o soar de saltos chocando-se contra o chão. Levantou seus olhos e deparou-se com uma ruiva bonita, bem vestida e confiante. O perfume doce e inebriante contaminou todo o ambiente. Ela parecia ter trabalhado o dia inteiro em cima dos saltos mas não demonstrava um pingo de exaustão sequer.

- Boa Noite. – Ela desejou assim que se aproximou dele, leu o nome em seu uniforme e tornou a encarar seus olhos. Ela sabia que a feição dele não era estranha. – Sr. Grady.

- Boa noite, Srta. Dearing. – Ele sorriu de lado. – Imaginei que pudesse ter esquecido o próprio carro.

- Sei que estou cinquenta e três minutos atrasada, eu tive uma reunião difícil no trabalho. – Ele franziu o cenho. – Quanto devo pagar pelo atraso na saída do automóvel?

- Não será preciso. Sei que teve um dia cheio. – Ele ofereceu, por empatia. Algo naquela mulher o intrigava, e não se tratava apenas de aparência.

- Se eu fosse um homem o senhor certamente cobraria a taxa. – Ela rebateu. – Eu insisto em pagar.

- Não vejo a necessidade. – Para ele já havia virado um caso pessoal. – Eu insisto. – Ela rolou os olhos e ele sorriu vitorioso. – Bom está tarde, seu marido não gostará de saber que esteve cinquenta e três minutos a mais que o estimável aqui. - Claire, que já estava se encaminhando para dentro do carro, se virou e o encarou, séria.

- Primeiramente eu não tenho um marido, e mesmo se tivesse, ele não teria o direito de cobrar sobre a minha vida. Homens e suas ideias doentias de que são donos de suas parceiras... – Ela praticamente cuspiu as palavras nele.

- Bem... – Ele sorriu de lado. – Vejo que é uma das feministas.

- Boa observação. Se me da licença. – Ele segurou a porta do carro e ela o encarou como se fosse agredi-lo com uma das ferramentas presentes. – Pode me dar licença ou terei que tira-lo daí?

- Calma, Srta. Calcinha de ferro. – Ele continuava sorrindo.

- O que disse?

- Nada. – Ele retirou sua mão e abriu a porta. – Eu só queria abrir a porta.

- Eu tenho mãos.

- Seria apenas cavalheirismo.

- Por menos mãos abrindo portas e mais mãos contra assediadores. – Ele não respondeu, mal teve tempo. Ela adentrou o carro e deixou o local.

“A personificação do capitão caverna.” – Pensou Claire.

- Eu irei domar você, Claire Dearing. – Sussurrou Owen para si mesmo.


Notas Finais


O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...