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História Nothing On Me (Fanfic Kai EXO) - Capítulo 23


Escrita por: natyyoliver

Notas do Autor


Olá Jongininis! 🐻🐾💖
Viram Spoiler? EXO ESTÁ VOLTANDO AAAAAA!!! O Nini fez live aaaaaa O orange hair do Nini aaaaaaa (Não sei quando passei a me tornar tão adestrada por Kim Jongin! 😂😂) o Soo dançando, o Xiu sorrindo e eu surtando aaaaaaa O Chanyeol bem vlogueiro e de grey hair aaaaaaaaa Desculpa! kkkkkk Saí latindo muito, claro, Naty a+ cadelinha do site, ai ai kkkkkkk! Ah! Happy 9th anniversary! Que data especial para o EXO waaaaaa O cap de hoje é em homenagem ao nono aniversário, para a gente comemorar! 😭💕🙏🏼


Enfim, vamos falar de NOM! Leiam o cap com o coração preparado para passar umas raivas kkkkkk mas é, leiam por que senão não vão entender nada no próximo!

"Na vida é preciso passar raiva pra depois ser feliz" - Naty, 2021.
KKKKKKKKKK amo vocês ♡


🐻🐾

Temos palavras Exodusianas novas no cap então vou pôr lembretes de algumas palavras "antigas" e pôr as novas já aqui também! ♡

🐻🐾

Esclarecimentos de Pronúncia Exodusiana, Exolusyana e Significados:


soldaarten | soldárten -  iligbeen | áilif'bin - nalshoon | nalshún - bloed | blúd (sangue) - neuken | nwcán (porra, merda)
PALAVRAS NOVAS: schilöer | schilór  - paars | párs (roxo) - wetenschapper (dia da emancipação)  - drauzer (senhor) - nanmetje | nanmétchê

Leiam ouvindo Nothing On Me, o instrumental dela, Mmmh e Mmmh instrumental se desejarem! BOA LEITURA! 🧸💖

Capítulo 23 - Jasmin Hovering Around You


Fanfic / Fanfiction Nothing On Me (Fanfic Kai EXO) - Capítulo 23 - Jasmin Hovering Around You

 

 

Suho sentia que seu coração iria explodir no peito ali sobre Juno, tendo-a completamente para si no quarto da fragata Rezzer-344. A tez de sua pele alva, macia e brilhando devido ao suor que já a umedecia explicitava a euforia que ele nunca sentira antes por nenhuma outra mulher, mas que naquele momento provava. Não era como se nunca tivesse copulado com ninguém, contudo não havia achado ainda seu par e ter Juno em seus braços era de fato a concretização de todos os seus sonhos mais íntimos.

 

Junmyeon já compartilhava da mesma nudez de Juno – seus corpos se tocavam e se encaixavam com uma perfeição que ele nem sabia que existia no Multiverso. O maior se sentia especial e tinha sensações especiais com ela incrivelmente diferentes das que teve quando se deitou com outras fêmeas em uma visita ou outra ao X-EXO club.

 

Ele deslizou com cuidado os lábios pelo pescoço e busto nu da pequena espécime Aardesiana como se quisesse imprimir nela lembranças de amor entre os dois que ficariam gravadas na memória de Juno pela eternidade. E Juno estava arfando. Gostava de como era tocada carinhosamente por aquele que achava ser seu marido.

 

 

 

Mas ao mesmo tempo sentiu que havia algo de errado.

Quando Suho iria começar a penetração, ela o empurrou pelo peito suavemente.

 

 

 

"Espera, Junmyeonie..."

 

"O que foi? O que há de errado?", Suho indagou confuso ao observar a expressão confusa e séria da espécime humana abaixo de si.

 

Juno não respondeu nada, mas seus olhos pareciam perdidos em algum lugar do quarto que Suho não soube distinguir onde. Aquilo o preocupou.

 

"Juno, o que houve?"

 

"Não sei", ela franziu as sobrancelhas, e só parecia mais confusa a medida que o tempo passava. Empurrou Suho de sobre si e sentou-se na cama do quarto pequeno da fragata Rezzer-344. Quando ela puxou o lençol para se cobrir, Suho desconfiou de que talvez ela tivesse lembrado de algo.

 

 

De alguém.

 

 

A ideia quase o matou. Estava frustrado, mas ainda assim não iria pressioná-la a nada. Sondaria ela para descobrir se as incertezas que ele tinha deveras se tornaram fato consumado. Temia que um velho fantasma do passado o revisitasse: Kim Jongin.

 

"Você não quer?", o fio de voz suave e macio de Junmyeon deixou-lhe os lábios.

 

"E-eu, e-e-eu não sei."

 

Aquela não era a resposta que Suho estava esperando. Na verdade, era a pior resposta possível.

 

"Como assim? Estávamos indo tão bem, e você mesma sugeriu nossa cópula", Suho viu Juno continuar o ignorando, olhando para um ponto qualquer do quarto como se tentasse se lembrar de algo, "Ei...", ele trouxe a atenção de Juno para si, atrapalhando-a de pensar, repousando delicadamente a mão em sua bochecha e trazendo o rosto dela na direção do seu, "Eu amo você. Você me ama?"

 

 

Juno o encarou confusa. Pela primeira vez, achou dificuldade em responder. Ela continuou a sentir naquele momento que havia algo de errado. Aquilo deixou Junmyeon muito preocupado.

 

"E-eu não sei...", ela desviou o olhar de Suho embora seu rosto continuasse direcionado ao Prins devido a mão dele em sua bochecha forçar sutilmente que ela permanecesse naquela posição, e a resposta de Juno caiu como uma bomba sobre o Adel. Se Juno começasse a se lembrar de tudo, ele estaria em sérios problemas.

 

"Você me ama!", ele a segurou mais firme dessa vez por ambas as bochechas, quase forçando-a a encará-lo, tomando pela primeira vez uma atitude mais agressiva mesmo que não fosse tão violenta para chamar a atenção da fêmea Aardesiana para si e convencê-la.

 

Porém, o desespero de Junmyeon jogava contra si próprio não a seu favor. Juno retirou as mãos dele de seu rosto.

 

"Não pode afirmar isso em meu lugar!", seu olhar agora era totalmente condenatório contra ele, "Eu sinto que algo está fora do lugar. As memórias que eu tenho...", ela levou as mãos a cabeça esfregando ali e bagunçando os próprios cabelos como se sentisse dor, e em seu rosto havia aquela expressão carregada de confusão, "O que são mesmo todas essas memórias? Agora que estou com você,  não sei... Acho que não me sinto como me lembro que deveria me sentir..."

 

Junmyeon estava chocado em ouvir tudo aquilo, mas não deveria. Ele havia esquecido de um detalhe em sua ânsia de ter a pequena espécime humana para si: a mente de Juno podia sofrer da peculiar amnésia, mas seu corpo não. Como um bailarino dançando uma coreografia antiga de que sua mente não lembrava, mas sua memória muscular sim, cada pedacinho de Juno, sua pele, seu olfato, seus lábios, tudo, lembrava-se de como era sentir o toque de alguém que ela verdadeiramente amava, mas ela não sentiu tamanha intensidade com Junmyeon enquanto quase copularam.

 

 

Suho não contava com o poder da conexão sexual entre pares correspondentes.

 

 

O fato era que, cada parte do corpo de Juno, cada feromônio reconheceria como par sexual apenas uma pessoa: Kim Jongin. A tentativa de cópula com qualquer outro poderia até ser consumada, mas ela saberia que não era aquele o seu par verdadeiro. Era isso o que se chamava ter a conexão Exodusiana. E mesmo que não se lembrasse, Juno já havia estabelecido conexão sexual com Kim Jongin. Não havia nada que Suho pudesse fazer para aflorar sentimentos, sensações e feromônios sexuais na menor: o corpo dela era para ele um labirinto cuja saída estava velada a sete chaves – ela só corresponderia de tal forma a um homem, e ele se chamava Kim Jongin, o Rei de Exodus.

 

Embora Juno não se lembrasse de sua conexão sexual com o Konin de Exodus, ainda assim conhecia bem como o sistema de cópula e todo o aparato de feromônios funcionava pois tinha as lembranças daquele outro mundo Exodusiano, de uma dimensão que já havia desmoronado com a ação do Códex e o estabelecimento do paradoxo, e agora só existia na cabeça dela. Essas lembranças despertaram em silêncio dúvidas em Juno. Era inevitável para ela não pensar em como ela e Junmyeon deveriam estar cercados de doses altas de feromônios sexuais no ar, envoltos em um jogo de sedução hormonal, em uma química intensa para que pudessem concluir sua conexão sexual, mas por que isso não acontecia?

 

 

"Isso é por que nunca ficamos juntos assim, Juno. Como pode querer lembrar de uma sensação que nunca teve? Deixe-me mostrar como é a sensação de estar comigo então? Você nem esperou que terminássemos...", Suho tentou justificar aquela fala anterior de Juno, pois não admitia que ela estivesse lhe dizendo que as coisas com ele não estavam sendo como ela lembrava que deveriam ser; ele se aproximou para um beijo, mas ela desviou.

 

 

Era a segunda vez que o negava em um mesmo dia quando ele achava que já tinha ganhado a espécime humana de corpo e alma. Aquilo deixou o Kim tão furioso quanto magoado.

 

 

"Desculpe, Junmyeonie. Agora não. Talvez mais tarde, tudo bem? Não sei... Preciso organizar minhas ideias... Não sei o que está acontecendo comigo..."

 

Juno abandonou o Prins na cama e se levantou procurando por sua roupa no chão, finalmente achando a túnica branca aos pés da cama. Suho assistiu-a despida pegar a túnica, passar pelos braços e finalmente cobrir-se por inteiro. E então ela o pegou de surpresa.

 

"Espera!", a jovem pareceu assustada, surpresa, e gritou quando se movimentou distraidamente mas notou sua imagem refletir no que parecia ser um espelho.

 

"O que foi?", Junmyeon indagou assustado e se levantou, já vestindo sua roupa.

 

"Junmyeonie, o que é isso? Por Elyxion!", a voz de Juno soava embargada em desespero enquanto ela se olhava no espelho, "Neuken! Por que você não está falando nada? O que é isso?", ela se irritou ao mesmo tempo que se desesperou ainda mais com o silêncio de Suho, que se aproximava lento e pacato afivelando o cinto de sua calça, já completamente vestido.

 

"Isso o que?", finalmente questionou parando atrás de Juno e notando a imagem dela refletida em uma enorme placa de metal bronze que servia de parede para o quarto; a placa era tão polida e lustrosa que refletia perfeitamente a imagem da Terráquea como se fosse um espelho.

 

"Isso!", Juno puxou mais a gola da túnica para baixo deixando a mostra o caractere Kai, e virou-se abruptamente para encarar Suho furiosa, mas ao mesmo tempo com lágrimas nos olhos, "Lembro-me bem o que significa isso. Junmyeon, por que tenho o caractere de seu irmão Jongin gravado na minha pele em vez de o seu, se Father Kunnigan implantou em mim o Códex quando eu era criança para que você", ela enfocou o você mediante as lembranças que tinha e achava até então serem do mundo que ela sempre viveu, "somente você reconhecesse seu caractere em mim quando adulta e copulássemos desenvolvendo a conexão sexual? Então é por isso que não temos conexão? O que o caractere do Jongin faz aqui? Tinha que ser o seu! Não faz sentido! Não foi ele quem o Father Kunnigan escolheu... Ele é mal e ambicioso. Céus, Junmyeon! Diz alguma coisa! Me explica... O que está acontecendo?"

 

 

"Se acalma", Suho com seu tom de voz calmo tentava com todas as forças manter Juno ao seu lado, "Eu posso explicar. Eu vou. Mas na hora certa."

 

"E quando é a hora certa? Tenho um lapso de memória, não me lembro de nada do que aconteceu. Não lembro como fui parar naquela cúpula dokter, não lembro de nada! Estou angustiada, sem parte de minhas lembranças e com o caractere de um ditador e golpista de Estado no peito e você me diz para ter calma?"

 

"Se agitar não vai resolver", Suho a abraçou, "Deixe-me te ajudar. Deixe-me te proteger. Olha, o caractere foi justamente o motivo de você ter perdido algumas lembranças. Kai te submeteu a um procedimento para substituir meu caractere pelo dele em você assim podiam estabelecer conexão e ele ler o Códex, mas isso na verdade foi uma verdadeira tentativa de assassinato porque quase a matou e por isso você acordou na sala de crioterapia."

 

"Então foi isso?"

 

"Sim, minha querida."

 

"Tem certeza?"

 

"Sim!", Suho deu um delicado selinho na ponta do nariz da Aardesiana desconfiada, "Nunca mais ouse duvidar do seu Junmyeonie, okay?"

 

Juno ainda estava um pouco cética e pensativa, mas no fim assentiu com a cabeça e baixou o olhar, mergulhando novamente em seus pensamentos. Ainda assim, aquela sensação de que havia algo de errado não saía de dentro de si, mas ela resolveu que deveria ser alguma paranoia sua. Se Jongin havia mesmo feito aquilo consigo, ela concluiu que nada além da morte era o que ele merecia. Queria se vingar dele por praticamente tentar violá-la de forma tão astuta. Tinha asco dele.

 

 

 

 

 

 

...

 

Não havia demorado muito e OZZY já desperto avisara a ambos Juno e Junmyeon que a fragata Rezzer-344 estava ancorada na órbita de Exolusyon, sobre a capital. Os três deixaram a gigante acompanhados de LuHan em uma pequena aeronave que os levou até o solo, aterrissando-os direto no pátio gigantesco de Schilöer, o Palácio Real de Exolusyon – ao contrário de Exodus, o centro do poder de Exolusyon ficava na superfície; nada de cidadela suspensa.

 

Assim que entraram, o telecinético que era de poucas palavras – talvez preferisse ler mentes – os convidou para se acomodarem em um quarto muito confortável com banheiro, dando um tempo aos ilustres convidados até terem que comparecer perante Baekhyun. Ali, Juno seguiu para tomar um banho; estava exausta e se sentindo suja. Ao vislumbrar melhor o lugar, reconheceu em seus pensamentos que a arquitetura do banheiro dali era única, mas muito similar à de Exodus.

 

Os olhos da espécime humana investigaram cada canto do banheiro com muita curiosidade, e notaram que alguns detalhes realmente eram bem diferentes dos banheiros de Exodus dos quais ela se recordava. Chamou a atenção de Juno uma cabine que parecia ser para banho a seco logo a direita da entrada.

 

Lavagem a seco de corpos era para ela novidade. Deveria ser útil no inverno, e deveria ser um inverno bem rigoroso para evitarem água no banho a propósito. Como será que aquilo funcionava? Juno não teve tempo de saber.

 

 

 

'Espero estar de volta a Exodus quando esse inverno rigoroso chegar em Exolusyon'

 

 

 

Sozinha, a jovem se despiu por completo quando parou em frente à uma grande cápsula cilíndrica de vidros translúcidos mas de teto negro pontilhado. Ao ver a cápsula, sua mente pareceu fervilhar, mas nada lhe veio a tona além daquela sensação devoradora de que estava esquecendo de algo. Seus pensamentos foram logo interrompidos por uma mão repousando suave em seu braço.

 

"Te assustei?", Junmyeon indagou ao ver Juno virar-se rapidamente para ele, mas logo em seguida relaxar ao notar que não era ninguém estranho.

 

"Não... Só um pouco talvez", ela não deixou de notar que Suho também estava sem roupas, "Vai tomar banho comigo?"

 

"Sim", ele sorriu angelicalmente – exatamente, Junmyeon também conseguia essa façanha, "Se você quiser, é claro!"

 

Juno achou fofo como ele estava agindo cuidadosamente com ela até para dividirem o mesmo box. Concluiu que definitivamente Suho era muito compreensivo. Ela agarrou a mão do Prins, adentrou a cápsula e o conduziu para debaixo da imensa placa negra pontilhada. Sob os toques de Suho, o painel touchscreen no vidro do box comandou a queda de uma fina e quente chuva d'água dentro da cápsula – os vapores inundando o lugar e embaçando todos os vidros. Enquanto a água caía umedecendo ambos os corpos, Juno encostou a cabeça no peito de Junmyeon e ele passou seus braços por ela, abraçando suas costas.

 

"Queria tanto ter seu caractere em mim..."

 

Suho suspirou fundo. Ouvir aquilo despertava sensações que nem ele sabia que podia sentir.

 

"Não pense muito nisso agora... Vamos apenas ficar assim juntinhos!"

 

"Você ainda odeia Prins Jongin por causa do caractere?", a pergunta pegou o outro de surpresa.

 

Suho gaguejou, "Be-bem... Ah, vamos simplesmente não falar dele. Podemos?"

 

"Claro. Hum... Então, vamos falar de mim. Você ainda me ama mesmo depois de ter recusado nossa cópula?", Juno indagou com a face ainda repousada contra o peito de Junmyeon.

 

"Mesmo sem copular, ainda vou cuidar de você da mesma forma que faria caso tivesse ocorrido; nada mudou. Tenho uma oportunidade única e quero aproveitar para mostrar a você quem eu sou de verdade", Suho respondeu erguendo o queixo de Juno em direção à si. Logo curvou as palmas das mãos uma contra a outra sob a cortina d’água ao que elas encheram de água e então ele passou aquele punhado d'água coletado nas mãos carinhosamente no rosto de Juno.

 

"Você parece uma mãe", Juno fez piada com o cuidado do maior, levando-o a gargalhar.

 

"Pior que é verdade, mas tudo bem. Cuidar de você tem sido algo que eu realmente descobri que não posso mais viver sem."

 

"Bobo!", Juno estapeou o peito pálido, nu e molhado de leve, "Você é tão gentil... Tão bonito...", Juno realmente achava o Prins muito distinto em beleza.

 

"Mais do que o Jongin?", ele brincou e se arrependeu no mesmo instante ao que viu Juno crispar as sobrancelhas em uma expressão reflexiva e confusa, como se estivesse se lembrando de algo. De novo.

 

"Junmyeonie...", ela chamou-o, mas estava com o olhar perdido em um ponto qualquer da cápsula, "Em algum momento eu já tomei banho com Prins Jongin?"

 

No momento em que Suho mencionou o  nome de Jongin ali dentro daquela cápsula, flashes do rosto de Kai ensopado em gotículas de água, de olhos fechados, lábios entreabertos, e passando as mãos nos cabelos molhados jogando-os para trás invadiu a mente de Juno. Era uma memória de Jongin na perspectiva de alguém que estava compartilhando o mesmo box que ele, e esse alguém era ela, já que eram suas as memórias. Ou talvez... Fossem apenas flashes de um sonho. Ela estava confusa sobre qual dos dois era o correto.

 

"Espero que não, que em nenhum momento tenha feito isso", Junmyeon brincou e ela sorriu para apaziguar o desconforto de ter perguntado aquilo ao próprio marido. Claro que não poderia ter tomado banho na companhia de outro homem, muito menos na do homem que queria ver seu marido morto.

 

"Que bobagem, não é?"

 

Juno ficou na pontinha dos pés e beijou Junmyeon. Suho nunca esteve tão entregue a uma mulher. Havia passado praticamente de Prins Herdeiro autoritário a foragido da justiça Exodusiana completamente apaixonado. Junmyeon realmente achava estar apaixonado por Kim Juno, sua cunhada.

 

Assim que terminaram o banho, vestiram-se com trajes nobres Exolusyanos que foram cedidos a eles por LuHan. Juno saiu do quarto do Palácio vestindo um longo vestido preto de corpete bem apertado cuja saia era composta de faixas de tecido soltos que davam volume na parte inferior, deixando-o bufante – não fosse por OZZY, ela não teria conseguido colocar o traje estranho que tinha asas negras nas costas sozinha.

 

Junmyeon estava trajado em calça preta e um terno de design arrojado que deixavam os ombros bem angulados em 90°. Também estava todo de preto, e a lapela do terno escuro se unia ao colarinho em uma ampla coroa de espinhos negros. Após serem servidos por LuHan com comida da culinária de Exodus e terem se saciado, havia chegado a hora de partir.

 

"Vejo que estão prontos. Byun Baekhyun os espera no salão", LuHan chegou até ambos já vestido em um traje diferente da habitual túnica que vestia. Sadicamente, o traje parecia uma versão satirizada de um iligbeen de Exodus.

 

"Os Exolusyanos se vestem mal. Que tipo de roupas são essas?", Suho olhou para si e para as roupas de Juno com desdém. Era um Exodusiano patriota nato, "E você? Está indo a uma festa fantasia por acaso?"

 

"Junmyeonie!", Juno tentou pôr um freio na indelicadeza do Prins, mas só conseguiu chamar a atenção dos olhos de predador de LuHan para si.

 

Ele a encarou por longos segundos até que Junmyeon se interpôs entre Juno e o olhar atento do telecinético, tentando protegê-la.

 

"Fique atrás de mim", Junmyeon a instruiu.

 

Juno não entendeu nada, mas se assustou quando viu que o rapaz de cabelos ruivos e rosto delicado continuava em silêncio, e seu nariz começou a sangrar paars bloed.

 

'O sangue dele é roxo? O sangue do povo de Exolusyon é roxo? Por que ele está sangrando?'

 

Aquele sussurro em pensamentos era ninguém menos que Juno tentando entender como aquilo era possível. LuHan passou o dedo indicador abaixo da narina, desviando seus olhos de Juno para o sangue roxo em seu dedo e sorrindo em seguida.

 

"A Prinses Consorte entende muito bem de tipagem sanguínea dos planetas de Antares”, o esforço para ler a mente de Juno foi árduo, mas LuHan conseguiu apenas ler os pensamentos dela sobre seu sangue roxo, “Ouvi dizer que é humana. Curiosamente, é fluente não só em Exodusiano como também me compreende bem e fala muito bem o Exolusyano. Além disso, sua mente é bem difícil de ler, não é como a de Junmyeon. Interessante para uma humana..."

 

 

E fora pelas insistentes tentativas de entrar pelos labirintos de sua mente que LuHan sangrara. Se deparou com todas as portas da mente da espécime humana fechadas e aquilo só lhe cheirava a uma coisa: Códex. Principalmente por ela falar tão fluentemente os idiomas dos planetas do sistema solar binaural.

 

 

Juno olhou para Junmyeon desconfiada; não sabia qual era a intenção do servo de Yifan, então evitou dar respostas, mas nada a impedia de fazer perguntas, certo?

 

 

"Prinses Consorte? Não sou uma Prinses Consorte. Estou casada com Kim Junmyeon, sou portanto uma Prinses Herdeira. Futura Koningin de Exodus."

 

LuHan olhou para Junmyeon embasbacado, mas havia aquela sátira visível flutuando na linha tênue que se formava em seus lábios finos rosados, compondo um sorriso irônico. Claro que ele e todos os nobres em Exolusyon haviam assistido ao suntuoso e extravagante casamento de Prins Jongin em Bijenkorf. Quem esqueceria que um Exodusiano descendente direto do trono de Konin havia causado um escândalo em toda a galáxia ao se casar com uma fraca espécime humana? Estar Juno ali dizendo que era a esposa de Junmyeon só o fez ter certeza do que todos ouviram falar em Exolusyon e que por enquanto eram apenas rumores: ela tinha o Códex, e Junmyeon era uma raposa astuta.

 

Aquilo explicava muita coisa para LuHan, como por exemplo, Junmyeon tê-la roubado de seu irmão, ter fugido com ela para Exolusyon apelando até mesmo para alguém que era muito odiado em Exodus, mesmo que discretamente – Baekhyun – e o fato de ela saber bem o idioma estrangeiro. Não indagaria sobre ela se adaptar bem a atmosfera de Exolusyon, já que os dois planetas tinham composição do ar muito parecidas, senão iguais.

 

"Bem, Exodus terá uma Koningin em breve e ela se chama Wu Jielin, uma das nossas que se casará com o Konin de Exodus, Prins Kim Jongin."

 

LuHan ria com o fato irônico diante se si: estar falando do casamento de Jongin com outra pessoa para a sua própria esposa. Sua mente habilidosa já havia lido nas entrelinhas – vulgo a mente de Suho – tudo o que estava acontecendo ali. Realmente o achou muito astuto por enganar Juno daquela forma, mas não seria ele a boa alma a desmenti-lo para ela. Não era fundador de projetos de caridade.

 

"Já chega! Não vamos falar disso", Junmyeon interrompeu LuHan de continuar falando do trono de Exodus, "Ainda não respondeu sobre que roupas são essas. Sei que os nobres de Exolusyon não se vestem assim normalmente", Suho falava bem; era muito fluente no Exolusyano como todos os Adel. Desde cedo, estudavam praticamente todos os idiomas oficiais  falados nos planetas do seu sistema solar binaural, com exceção de dialetos.

 

"Hoje é o dia de Wetenschapper, Prins. Vocês chegaram bem na hora. Essas roupas são fantasias para o baile de Wetenschapper. Baekhyun não poderá faltar apenas para falar com vocês, então terão que encontrá-lo no salão. Foi por isso que eu disse que ele os aguarda lá."

 

Suho bufou e revirou os olhos praguejando por ter esquecido daquele detalhe. Ele sabia bem o que aquilo representava para os Exolusyanos. Wetenschapper significava emancipação e em Exolusyon marcava a data em que o planeta se tornara politicamente independente de Exodus. Era um feriado comemorado em todo o planeta uma vez ao ano com um extravagante baile a fantasia que levava seus participantes a virarem noite se embriagando de nalshoon – a bebida alcoólica levemente ácida e adocicada importada de Exodus – dançando e comendo sem se importar com mais nada. Nenhum membro da elite deveria deixar de comparecer ao Grã Salão – local do Palácio Schilöer onde o rei Wu Yifan realizava as cerimônias.

 

 

"Vamos esperar o Wetenschapper acabar sem problemas. Depois falo com ele."

 

"Vocês devem comparecer também", o ruivo disse já dando de costas para que eles o seguissem. Não era um pedido, era uma ordem.

 

Pela primeira vez Junmyeon sentiu que talvez tivesse feito besteira ao ter pedido a ajuda de Baekhyun para deixar Exodus. Segurou firme a mão de Juno, e ela estava suando frio.

 

"Não tenha medo. Eu estou aqui, não vou deixar que nada te aconteça", ele sussurrou para ela, e Juno apenas assentiu com a cabeça, agarrando com força a mão de Junmyeon.

 

Ele estava mesmo disposto no coração a protegê-la.

 

Os três pararam em frente à uma cápsula energizada de paredes transparentes alocada em um vão entre outras duas paredes concretadas.

 

"Acaso a Grã-dama conhece esta brilhante tecnologia de Exolusyon?", LuHan parou apontando para a cápsula com admiração  como se fosse o monumento mais incrível de Antares inteira.

 

Havia certo ar de superioridade nele, e não era apenas impressão de Juno. Como todo Exolusyano, LuHan era extremamente patriota e queria mostrar a grandiosidade de Exolusyon. Sabia que Juno era humana, e o máximo similar que deveria ter conhecido era o elevador supersônico de Exodus.

 

"Não sou esposa de General, drauzer", não escapou a Juno o título Exodusiano lhe atribuído por LuHan, mas que só era conferido às esposas de General, e Junmyeon nunca tinha sequer pisado em uma esquadra; trocando farpas também em bom e fluente Exolusyano, Juno então chamou LuHan pelo título “drauzer” ou "senhor" no idioma do rapaz, demonstrando que ele ainda estava abaixo dela na hierarquia e deveria a ela mais respeito.

 

Mal sabia ela que era mesmo uma Grã-dama, e o telecinético ria em satisfação; se divertia com a confusão mental da garota enquanto assistia Junmyeon totalmente assustado tentar desviar Juno de todos os modos de assuntos que talvez levassem ela a resgatar suas verdadeiras memórias.

 

"Vamos parar com isso, drauzer", Suho a apoiou na retaliação, "É Prins Herdeira para você, e não, ela não conhece ainda a tecnologia de elevadores quânticos."

 

"O que é um elevador quântico, Junmyeonie?", Juno perguntou com aquele olhar de inocência para ele que fez seu coração derreter.

 

 

'Neuken! Desse jeito vai ficar difícil para mim se algum dia eu pensar em te devolver para ele.'

 

 

'Promíscuo. A própria cunhada? Quanta ambição depravada Kim Junmyeon...', a voz e o risinho alto do telecinético foi ouvida por Suho em sua cabeça logo após aquele seu pensamento sobre um dia ter que talvez se deparar com a possibilidade de entregar Juno à Jongin.

 

'Sai dos meus pensamentos, estúpido!'

 

 

"Ah... É um elevador muito semelhante ao que temos em Exodus, lembra?", Junmyeon resolveu ignorar LuHan para responder a Juno.

 

"Acho que lembro. O elevador horizontal supersônico?"

 

"Esse mesmo. Só que esse aqui usa uma tecnologia de aceleração de partículas permitindo o deslocamento dos nossos corpos no espaço tempo para chegarmos em um ponto programado do Palácio."

 

"Nossa, eu nunca imaginaria a Terra tendo uma coisa dessas."

 

"Terráqueos?", LuHan sorriu apertando um painel na parede concretada, logo que uma grande abertura se fez na camada translúcida energizada em frente à eles, "Atrasados como são, não conseguiriam dominar esse tipo de tecnologia antes que venha a própria extinção."

 

"Não dê ouvidos a ele", Junmyeon protegeu a retaguarda do corpo de Juno com o seu e adentrou com ela o espaço vazio entre as paredes energizadas do elevador.

 

LuHan entrou e comandou mentalmente o elevador. Só Elyxion saberia como um não-telepata comandaria aquela coisa já que não se via botão ali dentro em lugar nenhum. Assim que ele se concentrou e fechou os olhos, faíscas começaram a se desprender das paredes que ganharam uma intensa iluminação, fazendo Juno se assustar e se encolher contra o peito de Junmyeon.

 

"Feche os olhos", o Prins de Exodus pediu a ela. Pensava no melhor para a pequena espécime humana, já que poderia ser uma experiência assustadora ver a matéria de seu próprio corpo se desintegrar. Juno seguiu suas instruções. Também não estava muito animada para ver aquilo.

 

E não era como se fosse doer ou matá-la; durou apenas uma fração de milésimos de segundos, tão rápido quanto piscar os olhos, o cair de uma folha morta ao chão, um pestanejar ou ainda mais. Juno abriu os olhos quando sentiu as mãos de Junmyeon lhe acariciarem o ombro e ela viu LuHan saindo. Ali em frente estavam os enormes portões de metal negro do Grã Salão, bem em frente ao elevador. E estes se abriram dando para um salão repleto de pessoas em roupas extravagantes, todas fantasiadas, dançando, aplaudindo, bebendo diante do trono que se erguia a uns sete degraus do solo, com um rei ali solitário sentado no assento que parecia completamente revestido em uma espécie de mármore negro muito brilhante.

 

 

'Aquele  deve ser o Rei de Exolusyon, Wu Yifan', Juno pensou consigo mesma.

 

 

"E=m.c². Energia é diretamente proporcional à multiplicação da massa pela velocidade da luz ao quadrado! Energia pode ser convertida em matéria, matéria em energia... Como é inteligente a tecnologia dos elevadores quânticos Exolusyanos, não acham meus caros? Vamos...", LuHan estava só orgulho e despertou Juno e Suho de seus próprios pensamentos com aquele seu discurso inflado, os convidando a sair do elevador, "Baekhyun espera por vocês!"

 

E não foi preciso esperar muito. Assim que entraram no salão, LuHan foi se prostrar a direita do rei, enquanto Baekhyun veio com um sorriso aberto recebê-los. Aquela altura, ele também já sabia do Códex. Junmyeon pôde ler isto em seus olhos quando o rapaz de cabelos escuros e lábios rosados se aproximou com aquele brilho venenoso no olhar. Ele era mesmo confiável?

 

 

'Ele quer tirar ela de mim?'

Desconfiar do próprio amigo: bem coisa de Kim Junmyeon.

 

 

"Sejam bem-vindos! Achei que Junmyeon acharia estranho comparecer aqui no momento em que comemoramos o sucesso do movimento separatista Exolusyano contra a monarquia do planeta dele, mas você precisava de ajuda e eu não tinha outra opção”, Baekhyun tentou se explicar ao amigo ao mesmo tempo que fazia uma chacota discreta do Exodusiano.

 

Junmyeon gargalhou. Podia relaxar e baixar a guarda: era apenas seu velho amigo ali, "Não gostaria de trazer Juno aqui. Ela nunca frequentou uma festa do nosso sistema solar antes e os costumes das festas de Exolusyon podem ser inadequados para ela, mas não tive saída."

 

"Já ouviu falar em cópula a três?", Baekhyun se aproximou todo extrovertido e piscou para Juno.

 

"É isso o que o Junmyeonie chama de costumes inadequados? Definitivamente é algo bem comum na Terra, não estou chocada. E não, não quero dormir a três, eu, você e meu marido. Isso é ridículo, drauzer Byun. Mal me conhece e já faz propostas indecentes.”

 

Baekhyun não pôde evitar sorrir com a resposta de Juno. Ela era espirituosa, tinha que admitir, "Acho que me compreendeu de forma equivocada, Prinses. Não me leve a mal, considere-me apenas como um amigo, pois não tenho intenções além da amizade. Não falei isto na intenção de dormir com você. Nem com Junmyeon”, Baekhyun gargalhou, “Só queria explicar o que possivelmente pode ver por aqui, porque a medida que for ficando tarde na noite, o que acontece nesse salão poderia lhe chocar."

 

"É Juno, eles são bem promíscuos”, Junmyeon ditou sério.

 

"Promíscuo?", Baekhyun rebateu. Ele tinha uma espécie de instrumento em mãos similar a uma bengala completamente revestida em Blawzor com um crânio pequeno cravejado em pedras preciosas, mas em vez de bengala, era na verdade uma poderosa arma disfarçada que ele girava enquanto sorria, ouvindo muito bem humorado as alegações do amigo. Afinal, o maior multibilionário de Antares não poderia andar por aí desprotegido.

 

"Promiscuidade é uma coisa da qual Exodus não pode nem reclamar! Eu já andei pelos clubs de lá meu caro, e copular com cinco fêmeas cada uma de uma ras diferente por um preço ínfimo em uma noite de promoção é o auge, não acha? Fora o nanmetje que é oferecido de graça para toda a população das castas inferiores."

 

"Okay, isso é nojento", Juno respondeu Baekhyun tentando fazer com que sua voz superasse o tom das batidas retumbantes da música alta, "Mas o que é nanmetje?"

 

"Acaso a Prinses Herdeira de Exodus não sabe o que é nanmetje, invenção de seu próprio planeet?", Baekhyun gargalhou, "Bem, Exodus distribui narcótico de graça para sua população. O lema deles é diversão e prazer para o povo sem contra-indicação", Baekhyun estava a própria personificação da desinibição; não tinha papas na língua. Chamou-a de Prinses Herdeira na frente de Junmyeon pois sabia que o amigo queria escondê-la em sua casa, mantê-la em Exolusyon e que Juno não sabia que na verdade era a Koningin de Exodus.

 

"Narcótico de graça distribuído em grande escala para a população?", Juno franziu o cenho encarando Junmyeon; aquilo era novidade para ela, "Aff, sério? Droga? Vocês são perdidos! Que planetas mais sádicos!", não era por que ela havia se casado com um Exodusiano que estava acostumada com os detalhes bizarros daquele lugar.

 

"Toma, peguem essas máscaras", Baekhyun estendeu duas máscaras carnavalescas com espaços vagos para olhos, boca e nariz.

 

As máscaras eram cravejadas por reluzentes pedrinhas negras, e como eram supostamente casados, Junmyeon e Juno receberam o mesmo modelo. Os dois colocaram as peças sobre a face, e ambas cobriam o rosto somente do nariz para cima.

 

"Estamos bem?", Suho indagou a Baekhyun. O amigo apenas o olhou pensativo e suspirou fundo, como se lamentasse alguma coisa.

 

 

No fundo, Baekhyun lamentava o caminho que Suho estava tomando.

 

 

"Sim, estão perfeitos!"

 

"Junmyeonie!", de repente uma garota se aproximou muito animada e se curvou em cumprimento ao Prins de Exodus.

 

Baekhyun sorriu, e a forma como afagou os cabelos da jovem Exolusyana  com muito carinho denunciou a Juno que era alguém que ele conhecia muito bem.

 

"Essa é minha irmã", Baekhyun explicou mais a Juno que para Junmyeon, já que os olhos do Prins estavam bem fixos na garota e sequer piscavam. Eles pareciam se conhecer. Muito bem.

 

A garota se ergueu da saudação e surpreendeu a Juno quando saltou para os braços do rapaz em um abraço. Baekhyun inevitavelmente sorriu alto daquele jeito que só ele sabia fazer quando estava tentando driblar alguma situação inconveniente com seu bom humor. Se Juno pensava que Junmyeon era seu marido, Baekhyun concluiu que com certeza ela sentiria ciúmes de sua irmã que não era nada discreta em demonstrar sua paixonite platônica aguda por Suho, paixão esta que nutrira desde que os dois eram crianças.

 

"Ela é bonita", foi tudo o que Juno disse a Baekhyun ao ver Junmyeon abraçado a garota de cabelos tingidos de roxo. Suho gesticulou para Juno por trás das costas da irmã de Baekhyun tentando fazer Juno entender silenciosamente que ele estava apenas sem jeito de afastar a Byun daquele abraço apertado.

 

"Arah", Baekhyun chamou a irmã que ainda estava com um sorriso de orelha a orelha, atracada ao pescoço de Junmyeon, "Já chega, solta ele."

 

"Tudo bem, deixa ela", Juno semicerrou os olhos para Suho; aquilo era como um aviso silencioso de que quando estivessem a sós, Suho teria que lidar com sérias penalidades por aquilo, "Deixa ele. Parece que não se vêem a muito tempo e tem muito a conversar, não é Kim Junmyeon?"

 

Suho não sabia por que a voz de Juno saiu em tom tão ameaçador quando o que ela acabara de dizer parecia uma coisa tão simples. Na verdade, ele apenas fingia que não sabia. Ciúmes? Ah... Pensar que ela sentira ciúmes por ele deixou Junmyeon de coração quente. E foi então que ele abraçou a irmã mais nova de Baekhyun muito contente. O próprio Baekhyun quase engasgou quando viu aquilo, e para desviar a atenção de Juno dos dois, tentou entretê-la.

 

"Me concede uma dança?", o Byun a surpreendeu.

 

"Hum?", Juno pareceu perdida no assunto quando voltou os olhos para o Byun.

 

"Uma dança", o jovem em sua fantasia muito elegante e caríssima em cor roxo escuro apontou em direção ao salão onde membros da corte de Yifan e integrantes da elite de Exolusyon dançavam uma música lenta, mas com batidas suaves contagiantes que permitiam movimentos alegres.

 

"Ah sim! Claro!", a espécime humana aceitou a mão estendida de Baekhyun para si e segurou ali, deixando-se conduzir para o centro do salão gigante.

 

"Qual é a do seu rei?", Juno gesticulou com a cabeça em direção à Yifan quando já ensaiava os primeiros movimentos agarrada aos ombros de Baekhyun, "Ele parece assim triste e fica sempre sentado o tempo todo? Dá uma festa como essa mas não se diverte?"

 

"Hoje não foi um bom dia para ele. Teve que executar um primo, sangue do seu sangue, por alta traição. Ele estava servindo de espião para Exo'r, levando informações tecnológicas nossas para lá."

 

Juno sentiu o estômago embrulhar: um rei que matava os de sua própria família? Não devia ser uma pessoa realmente muito feliz. Também, não era muito diferente dos Adel em Exodus. Será que o povo daqueles planetas não conheciam a palavra prisão? Olhar para aquela solidão nos olhos de Yifan no entanto não lhe concedia resposta alguma a esta dúvida.

 

Baekhyun tratou no entanto de desviar a atenção de Juno do rei solitário que exalava tédio em sua expressão facial. O mais velho usando sua mascára branca que parecia de um material perolado começou a conduzir Juno pelo salão no mesmo ritmo que a multidão dançava. Ela achou que não se divertiria, mas Baekhyun era engraçado e sabia como conduzi-la bem já que ela não sabia nada daquela dança tradicional de Exolusyon.

 

Juno ainda teve tempo de notar que Suho também foi puxado pelo salão por Byun Arah. Ela estava sorridente e parecia eufórica para dançar com ele. A pequena espécime humana achou que queimaria ali mesmo de pé, sendo consumida pelo ciúme, mas se surpreendeu quando não sentiu nada parecido dentro de si. Resolveu ignorar, talvez fosse a conexão que ainda não haviam estabelecido.

 

 

A dança rítmica ao som da música peculiar e instrumental havia ficado muito animada e Juno estava adorando dançar com Baekhyun até o momento em que a canção cessou repentinamente e todos olharam para o rei que se levantou do trono e encarou a todos como uma expressão furiosa.

 

"Parem a dança agora!", Wu Yifan ordenou.

 

"Ele parece zangado com algo que aconteceu agora", Juno cochichou para Baekhyun, "O que houve?"

 

"Eu também não sei", Byun sussurrou para ela de volta. O salão havia ficado em completo silêncio.

 

 

Juno aproveitou e deu uma completa volta de 360 graus ao redor do salão olhando o entorno, e só então notou que aquela era a festa mais bonita que já tinha comparecido. Todas aquelas pessoas mascaradas em suas vestes compridas de tons diferenciados, alguns trajes com detalhes exóticos se tornando verdadeiras fantasias, era realmente algo de tirar o fôlego. Deixava o salão muito bonito.

 

Ao girar um pouco, ela viu a graciosidade dos  diversos lustres digitais energizados e enfileirados em linha reta no teto, todos exsudando faíscas elétricas dançantes que os envolviam. A luz amarelada que ora se tornava roxo néon, ora rosa néon deixava o ambiente muito similar às boates da Terra, e por esse motivo, Juno adorou a festa de Wetenschapper. Mas Juno logo foi interrompida de sua tour visual pelo local quando se surpreendeu com uma esquadra adentrando o recinto. A festa havia sido interrompida por aquele motivo. Só então Juno entendeu a fúria de Yifan: era uma esquadra de Exodus invadindo a festa que justamente comemorava a emancipação política de Exolusyon em relação a Exodus.

 

"O que fazem aqui?", Wu Yifan gritou de seu trono antes mesmo dos homens chegarem diante do trono.

 

Um corredor rapidamente se formou em meio a multidão para que os homens passassem, e Juno viu uma inteira esquadra composta de machos Exodusianos se aproximar do trono do rei acompanhados de uma mulher entre eles que mais parecia uma prisioneira que uma integrante da esquadra; estava sendo carregada por cada braço por dois dróides humanóides prateados que Juno reconheceu serem ROX e LARS. Apesar de todos os homens usarem máscaras de fantasia, reconheceu que eram de Exodus pelo brasão de Draak no peito esquerdo e os fardamentos militares típicos do design Exodusiano na cor azul anil – exclusiva da casta Adel.

 

"Nenhum nobre de Exolusyon pode deixar de comparecer ao Grã Salão para o dia de Wetenschapper. Fiquei sabendo que a festa estaria ocorrendo hoje, então decidi fazer o favor de trazer Wu Jielin aqui!", o rapaz que Juno observou estar a frente da esquadra, ser bem eloquente e estar em uma postura dominadora jogou a mulher que estava sendo carregada ao chão, "Aqui está a escória que você enviou a Exodus, Wu Yifan! Quero lhe dizer que não me casarei com ela. É esse lixo que você quer pôr no trono do meu Planeet?"

 

Juno ouviu todas as palavras ditadas pelo Exodusiano de forma muito rude e levou algum tempo para se dar conta de que aquele mascarado de voz grave, ombros largos e lábios impossíveis de não se reconhecer era ninguém mais ninguém menos que Kim Jongin. Achou que ficaria com medo dele por ela e Suho estarem tão expostos e vulneráveis a esquadra naquele salão e nem terem conseguido sua audiência com Yifan ainda para buscar apoio e proteção do rei de Exolusyon, mas tudo o que Juno sentiu foi exatamente o contrário. Fora de seu controle, sentiu seu corpo eliminar uma dosagem de feromônios sexuais no ar.

 

"O que está acontecendo comigo?", ela sussurrou para si, e imediatamente percebendo o que houve, Baekhyun passou um olhar discreto para Suho atrás de si na multidão.

 

Aquilo estava ficando perigoso demais.

 

O Byun testemunhou Jongin parar de falar imediatamente. Jongin sentiu o cheiro peculiar no ar. Aquele cheiro tão familiar. Cheiro de Jasmim.

 

Imediatamente, o jovem Konin começou a olhar em volta desesperado, procurando saber se aquele cheiro vinha realmente dali ou se estava ficando tão louco por Juno que sentia seu cheiro em todo lugar. Jongdae apoiou a mão no ombro do irmão, trazendo novamente a atenção dele para Yifan, de modo que ele resolveu ignorar o cheiro dos feromônios que achou ter sentido.

 

Wu Jielin estava cabisbaixa, jogada no chão chorando. Nunca havia se sentido tão humilhada. Aquilo deixou Yifan furioso, mas ele se controlava muito bem. Era uma afronta que o próprio Jongin comparecesse ali com seu Esquadrão da Morte para hostilizá-lo.

 

"O que pensa que está fazendo com um membro da casa real de Exolusyon e futura Koningin de Exodus, Kim Jongin? Ela tem seu caractere!", Yifan indagou de peito estufado e queixo erguido.

 

Ao ouvir a palavra "Koningin" sendo ditada dos lábios do mais velho como se ele realmente se achasse no direito de escolher a Koningin de Exodus, Jongin ficou fora de si. O próprio agarrou Wu Jielin pelo braço com força e a ergueu do chão. A garota gritou de dor, pois Kai mal percebeu que aplicou exageradamente sua força de fera ali.

 

Antes mesmo que Yifan pudesse reagir, Jogin foi contudo surpreendido por uma mulher que o deixou sem palavras. A garota saiu da multidão,  atravessou o seu caminho com destemor e o confrontou, sobrepondo sua mão que machucava Wu Jielin e arrastando-a dali do braço da garota.

 

"Ela é seu par, Prins Jongin! Como pode machucá-la, Besta?", Juno gritou cara a cara com Jongin.

 

Ao ouvir a voz familiar, o cheiro familiar tão próximo de si, a pupila do General dilatou imediatamente e seus sentidos explodiram em confusão assim como seu coração no peito. Kai arrancou a máscara de si, deixando seu rosto totalmente livre para ela o reconhecer e a agarrou pelos ombros, tentando mantê-la mais perto de si para que ele pudesse enxergar através daquela máscara que a jovem mulher usava.

 

"Juno, é você?", seus olhos se encheram de lágrimas, e ele nunca se sentira tão ansioso por uma resposta.

 

Encarando as orbes de Jongin tão próximas de si que a fitavam com tanto sentimento e intensidade, Juno já imaginava a alta dose de feromônios de alerta que emitiria para seu par, que ela acreditava ser Kim Junmyeon. Ela sabia que quando as fêmeas de Exodus se sentiam em risco exalavam feromônios de alerta para seus pares, e se aquilo não era uma situação de risco ela não sabia mais o que era: estava bem em frente à Kim Jongin, o ditador e golpista de Estado de Exodus.

 

Mas em vez de feromônios de alerta, quando sentiu o toque quente e macio das mãos de Jongin em seus ombros, a respiração quente dele contra sua própria, o olhar intenso dele cruzando o seu e aquele cheiro intenso de baunilha, orquídeas e terra molhada, Juno imediatamente observou seu corpo perder o controle e exalar no ar uma dosagem ainda maior de feromônios sexuais ao que a marca do caractere Kai brilhou e quase queimou em seu peito, trazendo a atenção de Jongin de imediato para o local.

 

 

E Kai não precisou que ela lhe confirmasse mais nada. Reconheceu de imediato aquele cheiro de jasmim em volta dela. Era mesmo ela.

 

 

 


Notas Finais


EITCHA E AGORA? 👀👀👀
Podem especular a vontade! 👀👀 kkkkkk

Minha outra fic do Nini. Já leu o cap novo? Clica aqui: https://www.spiritfanfiction.com/historia/coffee-cups-and-cigarettes-kai--exo--fanfic-21771495

Meu perfil: @natyyoliver

Bye bye ♡


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