História Nothing's Gonna Hurt You - Capítulo 10


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Categorias James Franco, Keanu Reeves, Lana Del Rey
Personagens Keanu Reeves, Lana Del Rey
Tags Drama, Keanu Reeves, Lana Del Rey, Romance
Visualizações 37
Palavras 2.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Já aviso; ponto de vista da Lizzy! Um pouco nervosa quanto ao capítulo...
Boa leitura. ♥

Capítulo 10 - Meant To Be


Fanfic / Fanfiction Nothing's Gonna Hurt You - Capítulo 10 - Meant To Be

Elizabeth

A primeira coisa que fiz foi acender a luz de meu apartamento mediano. A luz forte iluminou o local monocromático e vazio; aquilo tudo me definia muito bem. Uma vida externa certinha, monótona, milimetricamente planejada, tudo em seus mínimos detalhes, nada fora de contexto, porém, internamente, uma bagunça sem fim.

Entrei empurrando minha mala de rodinhas, suspirei cansada depois de uma longa viagem de quase dezesseis horas. Meus ombros doíam, minhas costas também… Tudo doía.

Esfreguei meus olhos e fiquei ali no meio do aposento com as mãos no rosto, meus dedos frios contra minha pele quente, tentava processar tudo de maneira lenta e demorada. Eram um milhão de informações e sentimentos. Melhor não pensar se não me debulharia em estúpidas lágrimas como de costume, tenho de parar de ser uma chorona.

Descalcei os sapatos e parti para um banho demorado pois eu tinha o direito, certo?

No fim, era bom estar em casa. Sim, minha casa! Era fria como pedra, repleta de paredes e móveis brancos, mármores cinzas e cristais, porém, meu lar. Isso fazia-me lembrar da casa de Keanu, qual era tão confortável, emanava vida, alegria. Tons beges, verdes, o amadeirado predominava, era uma típica casa familiar; ampla e arejada.

E o que era aquele lago? Aqueles pinheiros? A pequena marina e píer? Tudo como um dia sonhei e planejei com ele. Era demais para acreditar! Não entendia o motivo dele ter feito aquilo. Sim, ele me disse que o amor que nutria por mim o moveu a isso… Seria esse homem real? Se fosse, eu não o merecia…

Meneei a cabeça e fui para a cozinha pegar o vinho que sempre mantinha na geladeira.

– Apenas hoje – murmurei destampando a garrafa com o saca-rolhas.

Tomei um gole do gargalo e me dirigi até o banheiro, abri a torneira e me despi. Logo ajeitava-me na ampla e pálida banheira, suspirei e descansei meu corpo na água quente. Era isso que precisava, silêncio, minha casa, um vinho… Abri meus olhos constatando que o necessitava mais que tudo, precisava dele comigo, já sentia mais saudades de Keanu que eu poderia entender.

Foi difícil deixá-lo em L.A., quando parti ele ficou com aquela carinha de cachorro abandona e quase joguei tudo para o alto e me agarrei nele como uma louca, mas eramos adultos e no mundo dos adultos tudo tinha consequência e eu arcaria com as minhas se decidisse ficar com ele.

Amo Keanu mais que posso descrever em palavras e isto é louco, pois achei ter superado toda essa loucura, contudo, eu não podia estar mais que enganada. Quando o vi naquele bar, tão lindo, todo suado, tocando aquele contrabaixo como se daquilo dependesse sua vida… Meu coração bateu descompassado e me senti uma adolescente apaixonada novamente. Poderia o sentimento estar adormecido? Sinceramente, creio que sim e fugir do inevitável era impossível.

Keanu sempre estará ligado a mim, mesmo que ele não saiba, ele já era meu muito antes de dar-se conta. Eu o amava muito, muito, muito antes dele mesmo me notar…

Eu devia ter meus sete anos de idade e ainda morava em Ohio, brincava sozinha no amplo quintal de casa quando notei uma moça aproximar-se, era Wendy “A Bizarra” como a chamavam, mas eu não a achava bizarra, era uma ruiva linda.

– Você quer um chá?

Indaguei apontando para minha mesinha repleta de brinquedos. A moça que me observava pelo outro lado da cerca sorriu.

– Não tem medo de mim?

– Você é bruxa?

Ela riu pulando a cerca e mostrando sua vestimenta roxa e colares esquisitos.

– Sou sua fada madrinha.

E como uma normal menininha aquilo animou-me ao extremo.

– Fada madrinha? Que nem Cinderela?

Wendy sorriu e sentou-se na pequenina banqueta a minha frente na mesinha.

– Mais ou menos.

– Consegue fazer magias? Transformar coisas?

Eu não conseguia parar de perguntar, era uma criança afinal.

– Não, mas sou capaz de fazer outras coisas.

– Como o quê?

A ruiva ficou severos segundos me encarando, olhos nos olhos, leu minha alma e voltou.

– Você é muito especial, pequena Lizzy.

– Como sabe meu nome? Apenas minha mãe me chama de Lizzy. Você é amiga dela?

Ela riu.

– Não. Apenas sei algumas coisinhas sobre você…

– Não sabe não!

– Sei que caiu da casa da árvore de sua avó e fraturou uma costela no ano passado. Também sei que esconde chocolate e alcaçuz em sua gaveta de pijamas. É um segredo, certo?

Aquilo chocou-me mais que tudo. Como ela sabia? Até hoje em minha mente essas cenas são tão vívidas.

– Co-como…

– Me dê sua mão, Lizzy.

– Você é minha fada madrinha?

– Sim, sou. Agora dê-me sua mão.

Wendy ficou muito tempo olhando minha mão, fitava e tocava as minhas linhas, movia os lábios em sibilos, franzia o cenho, às vezes sorria, outras meneava a cabeça.

– Sei que é muito nova agora, mas sinto que esta é minha única chance de falar com você, seus pais planejam se mudar no verão do ano que vem.

– O que?

Ela meneou a cabeça mudando de assunto.

– Quando a vi soube que havia algo lindo ao seu redor. Você é muito sortuda, sabia? Nem todos terão a chance que você vai ter, a conexão que encontrará e terá será maior que qualquer coisa e mesmo que tente fugir, o mundo conspirará e você voltará. Ninguém nem nada os separará.

Eu não entendia simplesmente nada, para uma criança era apenas um montão de baboseiras. Mas a ruiva continuou seu monólogo.

– Terá seu príncipe encantado, Lizzy.

– Príncipe? Eu gosto de príncipes.

Ela sorriu de canto.

– Você será geniosa e muito inteligente, ele será impulsivo e bondoso. Ele tem uma alma pura, será grande um dia e você estará lá pra ver… – ela abaixou o olhar, a face entristeceu – Não se preocupe, Lizzy. Tudo ficará bem.

– Não estou entendendo, Wendy.

– Você não precisa entender agora, apenas depois. É nosso segredo, ok? Guarde isso pra você. Não o deixe partir pela segunda vez, Lizzy. Não deixe… Ele não voltará… Eu vejo… Ele não viverá… Ele apenas sofrerá. Não o deixe pela segunda vez.

E lágrimas correram pelos olhos azuis da moça a minha frente e como uma criança meu impulso foi abraçá-la.

– Quem é ele? – perguntei ainda não entendendo.

A ruiva segurou meu rosto.

– Seu príncipe.

– Não deixarei meu príncipe partir.

Levantou-se lentamente.

– Tenho de ir.

– Como é o nome dele? Do meu príncipe.

Ela sorriu suavemente, observava o nada.

– Seu nome soará como suaves brisas nas montanhas… Um nome lindo.

– Posso saber mais coisas?

– Infelizmente não, eu já lhe disse demais. Esta é minha única chance… Prometa-me que não o deixará pela segunda vez.

Levei meu mindinho até o dela numa promessa.

– Não deixarei ele partir nunquinha! – sorria enquanto falava.

Rimos e ela se afastou tão misteriosa quanto chegou. Já do outro lado da cerca exclamou:

– Olhos puxados, Lizzy! Se atente aos olhos puxados!

Apenas acenei de volta não entendendo nada.

– Olhos puxados…

E aos oito anos vi-me de frente com um sapequinha de olhos ônix puxados, qual tratou-me com tanto desgosto por longos anos mas eu não desistia de me aproximar. Não sabia o motivo, porém nada que Keanu fizesse me machucava, nenhum de seus insultos e brincadeiras, na verdade, eu gostava.

Fiquei na sua cola por um longo tempo, até quando decidi me afastar e não mais dar-lhe ouvidos. Juro que tentei negá-lo e não notá-lo, segui em frente, comecei a viver sem a presença dele. Dei meu primeiro beijo, tive minha primeira vez, meu primeiro porre, todas as experiências vivenciei e Keanu não estava lá. Por um tempo achei que não fosse ele meu príncipe, porém toda vez que o via meu coração palpitava.

Quando atravessava o corredor do colégio em seu jeans e camisetas, o cabelo longo, a voz mais suave que já ouvi na vida, o jeito que andava balançando os ombros e como sorria engraçadamente de canto, sempre fui sua fã número um.

Mas ele não notava-me… Um abismo abriu-se entre nós… Até algumas ocasiões nos colocarem juntos novamente…

Sem ressalvas me entreguei, me joguei de cabeça no mundo de Keanu e no que ele estava disposto a oferecer. O amei, o dei tudo e o melhor era que havia reciprocidade, ele me amava e não escondia isso. Então percebi que era ele, ele era meu príncipe, que havia algo sobre nós, uma conexão maluca e inexplicável.

A verdade é que sempre fui apaixonada por Keanu, desde criança ele era meu amorzinho e todos rapazes com quem estive, tentei esquecê-lo, mas não dava certo, não acontecia, o garoto de olhos puxados dominava minha mente e fazia-me frustrada; eu queria ele mais que tudo nesse mundo.

E tê-lo pela primeira vez foi apenas a pontinha do iceberg, não conseguiria parar nunca mais, juro que pensei em deixar a faculdade e segui-lo aonde quer que fosse, porém mamãe sacudiu minha cabeça junto de meu pai e colocaram-me no lugar.

“Entendo que o ame, mas sua carreira vem em primeiro lugar. Você mesma sempre disse isso, minha filha. O que aconteceu agora? Está cega de amor a tal ponto? Vai viver na sombra de um baixista? Me poupe. Não te criei para isso.”

Doeu tanto ter de ir para Nova York e deixá-lo partir sozinho para Los Angeles, mas meus pais estavam corretos, eu tinha um bloco de notas mental e minha vida pessoal vinha em primeiro lugar.

E como se o mundo soubesse, tudo conspirou contra nós, a brisa bateu forte contra meu peito, era difícil andar lado a lado com Keanu. Os tablóides, sites de fofocas, paparazzis, mídia caindo em cima… Perseguições.

“Termine com ele.” Dizia minha mãe. “Se liberte deste fardo.”

“Ele está longe, Lizzy. Cheio de mulheres lindas e perfeitas! Acha que está preocupado com você? Logo cai na rede alguma foto.” Falava minha falsa e nojenta ex-colega de quarto.

Todo mundo dizia-me para cair fora, abrir os olhos, dar-me conta do quão inferior eu era… Tudo me empurrava para longe de Keanu. E como estava sozinha, aquilo me consumiu como uma enorme avalanche de sentimentos.

Foi quando recebi a proposta da Kyke para ir para Austrália, pois eles estavam impressionados com minhas notas na faculdade e meus projetos haviam se sobressaído entre tantos outros. Aquela era a chance… E no silêncio de meu quarto escrevi aquela carta um trilhão de vezes durante um mês inteiro.

Morri um pedaço aquele dia, estava me afastando de meu príncipe e isso doía mais que navalha na pele.

– Não o deixarei pela segunda vez – sussurrei com medo em meu quarto escuro, onde chorei tantas noites pensando nele.

E tomei nota de que eu voltaria para ele um dia, contudo, os anos passaram, ele cresceu artisticamente, tinha o mundo ao seu alcance, talvez eu não fosse mais nada para o mesmo. Porém suas canções diziam o contrário.

O simples fato de tê-lo visto girou minha vida em 180º e tomar esta decisão de voltar para seus braços moveria tudo num círculo completo de 360º.

Contudo, mais forte que nunca a voz de Wendy ecoava em minha mente, “Não o deixe partir pela segunda vez, Lizzy. Não deixe… Ele não voltará… Eu vejo… Ele não viverá… Ele apenas sofrerá. Não o deixe pela segunda vez.” Essas palavras retumbavam com tamanha força que até me assustava, como era possível ainda lembrar disto?

Suspirei tomando mais um gole do vinho e logo em seguida saindo da banheira, peguei a toalha, embolei-me na mesma e parti para meu quarto com minha bolsa em mãos, sentei-me na borda da cama e procurei pelo celular, pesquisei pelo número de Keanu nos contatos e o liguei não me importando com a diferença de fusos horários, sabia que ele atenderia.

Enquanto a linha chamava dava-me conta de quanta saudade já sentia dele.

Lizzy…

Reconheci sua voz de sono e imediatamente desejei que estivesse ao seu lado na cama.

– Liguei para avisar que cheguei bem. Desculpe interromper seu sono.

Você nunca interrompe nada.

– Bom, era só isso mesmo… Eu apenas… apenas queria ouvir sua voz. Estamos a quinze mil quilômetros de distância.

Ri meio desconcertada.

Nem me lembre disso. Já sinto sua falta… Por favor, volte em breve.

– Sim, farei o possível. Vou desligar, ok? Vou descansar um pouco, estou muito cansada.

Tudo bem. Amo você.

– Te amo.

Contragosto encerrei a chamada e uma mensagem nova pulou na tela do celular. Imediatamente meu coração doeu e um tanto receosa abri o balão que piscava. “Se estiver me evitando, ao menos me deixe saber. Estou preocupado.” Era o que dizia a mensagem de Luke.

Gemi cansada e não conseguindo respondê-lo joguei o objeto na cama. Era difícil, muito difícil. Sim, ele merecia uma resposta e teria, porém agora era complicado. Não havia conseguido atendê-lo nos últimos dias que estive com Keanu, na verdade, nem lembrei-me muito da existência do outro homem.

Droga, como sou uma idiota sem coração! Como pude? Mas não cometeria o mesmo erro duas vezes, estaria frente a frente de Luke quando o dissesse a verdade. Para ser sincera, ele sempre soube que nosso relacionamento era algo líquido, sabia da existência de outra pessoa em meu coração e que as chaves dos altos portões que me rodeavam apenas Kean obtinha acesso.

Era uma avalanche descontrolada, foi tudo tão rápido. Quando vi aqueles olhos puxados de novo e provei de seus lábios e aconchego, era tarde demais, não havia volta, o feitiço voltou com muito mais força e não fazia mínimo esforço para cair fora.

Nunca cairia fora.

Inspirei e expirei o ar pendendo a cabeça pra trás, tudo parecia tão confuso ao mesmo tempo que certo. Se eu fosse voltar para Keanu eu já sabia por onde começar.


Notas Finais


Obs: O significado do nome do Keanu é "suave brisa nas montanhas", ou algo assim... Tão fofis, né? A cara dele. kk
E boatos que o próximo capítulo é o último... rsrsrsrs
Beijos e obrigada por lerem. E aí? O que acharam desse ponto de vista da Lizzy?
xx♥


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