1. Spirit Fanfics >
  2. Nova chance ao amor. (Amor doce-Castiel) >
  3. "This action will have consequences"

História Nova chance ao amor. (Amor doce-Castiel) - Capítulo 36


Escrita por:


Notas do Autor


Tradução do título: "as ações tem consequências" (referência a Life Is Strange memo)

Não é uma miragem... sim, novo capítulo

Capítulo 36 - "This action will have consequences"


Qual é o momento em que devemos continuar?

Sempre dizem para vermos além do que realmente enxergamos, mas é claro, quando uma noite está escura, com muito esforço acabamos encrontrando algo, e no meio da minha escuridão, eu apenas precisava do abraço das pessoa que eu mais amo...


Pena que eu desejei isso tarde de mais.

(...)



Aquele sentimento de estar sendo observada não me deixava em paz. Eu estava olhando para todos os cantos daquele quintal, entre as folhas do matagal, até mesmo dentro de casa.

-- Filha, filha... -- a voz de meu pai me fez voltar para a verdade. Eu ainda estava parada no mesmo lugar, inconsciente -- Já são quase uma da manhã. Por quê você está encarando a vidraçaria?

Eu de fato... não sabia mais.

-- Desculpa... o quê? Já são uma da manhã? -- eu olhei para o relógio que ficava na parede. Eu estava encarando o lado de fora por mais de duas horas... como não...

-- Você está cansada. Deve estar com a mente cheia com tudo o que estivemos passando... é normal ficarmos distantes. -- meu pai dizia enquando passava seu braço pelo meu pescoço e levantava o pulso para acariciar minha cabeça -- Você esta crescida. Nem consigo mais te levantar -- ele sorrio e eu, encontei minha cabeça em seu ombro.

Depois de algum tempo, nos sentamos naquele antigo sofá, ele me puxou e meu deixou deitar em seu peitoral enquanto alisava meus cabelos. Acabamos por adormecer daquela mesma maneira.

[...]

[14/06/2019, 15:36PM] Alice: Castiel, você pode vir aqui? 

A mensagem foi respondida depois de longos minutos.

[14/06/2019, 15:57PM] Cassy: Posso... mas vai demorar um pouquinho. 

[14/06/2019, 15:58PM] Cassy: Eu acordei faz uns minutos. Minha roupa tá toda cagada com bebida. Vou tomar um banho e já saio ai.

[14/06/2019, 16:01PM] Alice: você bebeu ontem? Como tem estômago pra isso?

[14/06/2019, 16:03PM] Cassy: Sério Alice?

Cassy 

Visto por último 16:04

Joguei com certo desleixo meu celular em cima da bancada suja. Minha cabeça explodia, eu estava com pensamentos a mil, sempre envolvendo minha mãe e meu avô. Eu acordei decidida a falar com o Castiel e meu pai, tanto que nem me importei com minhas vestes. 

Eu senti o odor de terra e chuva tanto em meus cabelos, quanto em minhas roupas e eu. Meu pai havia subido pro seu escritório, inconscientemente eu sabia que ele estaria chorando sozinho naquele cômodo... não que eu não estivesse fazendo o mesmo nesse momento.

A casa parecia sem vida, os quadros alegres e com formas que antes de eu ir embora minha mãe havia pendurado no corredor e em meu quarto. Eu passei pela porta do meu quarto, encarei os posters na parede, minha cama coberta por um lençol branco, tudo o que senti naquele momento foi raiva, ódio, angustia e desapontamento. Com raiva nos olhos, pulei com um dos pés na cama e com as mãos, começeu a retirar cada poster não me importando de rasga-los ao realizar tal ato, o chão foi coberto de papéis repicados, minhas mãos estavam raladas por conta do mal jeito com que retirei os posters, a cada puxão, cada lágrima, cada grito silencioso que eu dava voltava a voz de muitas coisas que minha mãe um dia me dissera.


[...]

-- Que poster macabro é esse na parede? Filha -- ela retirou meus fones. -- Você vai acabar tendo pesadelos com esses negócios ai!

--.Que nada mãe. Essa -- eu apontei para o poster colado logo atrás da porta --, é a melhor banda de todas!

-- Slipklot? -- ela fingiu ler daquela maneira. -- Ai ai, não acredito que de cinco crianças, você foi a escolhida a ser rebelde.

-- Rebelde não, rockeira mãe! -- eu a olhava me sentando de pernas cruzdas na cama. As unhas pintadas de preto e alguns desenhos feito com caneta preta espalhados pelos pulsos. -- E, não é uma fase!

-- Sei sim. Claro que é! -- ela insistiu.

-- Não éééé! -- minha mãe olhou admirada ao ver uma criança de 12 anos que se titulava rockeira fazer uma expressão de "garota birrenta" -- Eu digo a você mãe -- rapidamente a garota se coloca em pé na cama -- um dia, EU IREI TOCAR EM UMA BANDA DE ROCK! -- com uma das mãos levantadas, ela disse o que queria.

-- Shhh, tá bom Lice, mas não precisa acordar cada um dos vizinhos pra que eles também saibam! -- a mãe ria como nunca. -- Mas que esse poster é feio, é sim! -- ela saiu o mais rápido do quarto. Sabia que a filha iria voltar a explicar algo que ela entendia.

[...]

Sem tirar nenhuma pessa de roupa, eu apenas me coloquei debaixo da água fria. Eu estava em silêncio caindo pelos cantos da parede do banheiro. A água gelada se misturava com as lágrimas quentes que desciam de meus olhos, quanto mais coisas eu fazia naquela casa, mais me recordava de memórias com minha mãe como flashbacks dolorosos. Ouvi o som de uma porta se abrir, a do escritório, e quase que no mesmo momento, a campainha tocou, com certeza era o Castiel. Eu levantei daquele piso frio. A porta estava trancada, tando do banheiro quanto a do meu quarto, meu pai apenas bateu nas duas portas e chamou-me.

Assim que percebi que os dois iriam subir e checar se eu ainda continuava viva, decidi por mim mesma tomar um banho frio. Retirei com certa dificuldade a roupa molhada e voltei a entrar debaixo do chuveiro, em cima da pia, encontro uma tesoura e olhando para meu cabelo, me lembro de algo que minha mãe disse uma vez "seu cabelo é o mais lindo que já vi, não deve ficar cortando-o" ela não estava mais ali pra ver.

Limpei o banheiro depois que desliguei a água. Destranquei meu quarto e me coloquei em frente ao guarda-roupa, de lá, apenas retirei uma grande e longa camiseta branca com alguma coisa escrita em japonês que não lembrava a tradução. Ao coloca-la, percebi que ela era grande o suficiente para tampar a calcinha preta que usava. De qualquer maneira, estava bom o suficiente. Eu olhei novamente para os lados, meu quarto parecia um chiqueiro repleto de lixo.

Ao começar a descer as escadas e pisar o último degrau, meu pai e Castiel me olharam surpresos, eu, ignorei.

-- Boa tarde Castiel. Obrigada por vir. Queria falar com vocês dois. É importante. -- eu tentei parecer uma pessoa forte naquele momento, já havia chorado segundos antes.

-- Diz Xororó -- Castiel tentou quebrar o clima. Eu apenas sorri.

-- Você cortou de novo? Está parecendo um homem com esse corte! -- meu pai reclamou. Eu não fiquei brava, ele estava certo, estava muito curto, pelo menos pra mim, eu não o questionaria agora.

-- Meu cabelo não é o ponto. Patatá, você comeu algo depois de beber ontem? -- eu me referi ao Castiel ironicamente ele entendeu que eu estava péssima. 

-- Tomei café. Você estava no banho? -- ele me perguntou. Pareceu ter medo que eu respondesse algo que o fizesse a concluir que eu me machuquei.

-- Eu precisava de um banho gelado. -- eu me virei para a geladeira e peguei uma caixa de leite. Servi em três copos.

-- Acho que vocês vão querer falar a sós... -- meu pai se pronunciou.

-- Na verdade, é com vocês dois que tenho assunto. -- ao falar, dei um gole no leite branco. Após engolir, lembrei que odiava o gosto de leite puro. -- Eu estou pensando em ir para a Universidade. -- fui direto ao assunto, logo depois, peguei um achocolatado no armário e uma colher grande.

-- Isso é fantástico! 

-- Como assim? -- as vozes dos dois homens se misturaram, um com tom de espanto e o outro, em tom de felicidade.

Adivinha a quem pertence cada exclamação?

-- Eu não tenho nada em mente. Mas já estamos em Junho. Se eu voltar para o fim do bimestre... tenho grandes chances. -- minha voz não transmitia felicidade. Mas, quanto mais distante minha mente ia, melhor eu poderia ficar.

-- Isso é maravilhoso! Você pode cursar direito e viver disso como eu... e sua mãe -- meu pai se entusiasmou com a idéia, claro que não deixei de sorrir ao vê-lo dessa maneira. Meu sorriso durou pouco.

-- Como assim? E os shows? E toda a confiança que a gravadora e a Jocelyn colocou sob nós, sob a nossa banda. Não podemos fazer apenas shows em Detroit. -- Castiel pareceu não entender, ao mesmo tempo eu conseguia entender ele -- Alice, nosso sonho já foi feito. Fazer faculdade demora o que... cinco anos? -- eu detestei vê-lo dessa forma... era nosso sonho... de fato... mas... não seria esse o sustentar de minha vida.

-- Mas imagina Castiel. Eu posso continuar com os shows depois de algum tempo. -- minha mente tentava achar soluções e meu coração se contorcia. Eu me sentia mal por isso. -- E eu ficaria afastada uns... 3 anos.

-- Ou seja, você quer acabar com um sonho que mal começou por 3 anos em um lugar cheio de regras?! -- ele estava zangado, pude ver suas expressões e pequenas ações. Ele se levantou da cadeira. 

-- ISSO, NÃO SE TRATA DE NÓS -- eu acabei ficando zangada. -- Castiel... nós ainda somos um casal. Não é só a banda. Você acha que eu não pensei nisso tudo? Em tudo o que acontece em 3 anos ou menos? -- eu passei pela bancada, e tentei me aproximar com as mãos. 

-- Garoto, você não pode ser tão egoísta ao ponto de tentar restringir o que minha filha quer ou não fazer. Você procura benefício próprio! -- meu pai tentou me defender, mas apenas fez Castiel ficar ainda mais bravo.

-- Pai... nos deixa por favor. Depois eu... eu digo o que quero. -- eu segurei um dos punhos fechados de Castiel. Suas roupas eram desleixadas, pareciam velhas.

-- Alice não é isso que você quer! -- minha mão encontrou seu rosto. Eu tentava respirar normalmente, mas cada suspiro saia fadigado.

-- Não... mas... é isso que vai orgulha-la! -- assim que tentei sorrir, lágrimas escorreram, e Castiel me abraçou.

Eu senti parte de mim indo embora. Mesmo estando ali, estava tudo confuso, minha mente não queria ficar acordada e eu não fiz questão. Senti meu corpo pesar, senti se fosse possível meu corpo mais próximo do de Castiel mas quando percebi, minha visão ficou escura, em poucos minutos senti minha mão soltando tronco de Castiel e lentamente caindo junto de meu peso, apenas entendi oque aconteceu ao sentir meu corpo e meus músculos colidindo com o chão e rapidamente, o jeito doce e protetor do abraço dele, passou a ser agitado como se implorasse para que eu me levantasse de novo.





Notas Finais


Olha só, olha lá. Bom, eu quero apenas agradecer de maaais aos 218 favoritos, sério, nunca achei que uma fanfic que comecei por pura brincadeira rendeu tanto em leitores (que amo ok?), eu só tenho a agradecer de verdade.
Então, é esse o capítulo e... até uma próxima ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...