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História Nova Esperança - Capítulo 2


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Notas do Autor


BABADO E PEGAÇÃO! Sem dar muito spoiler mas é isso que aconteça nas calouradas, vamos ver o que vai rolar?

Capítulo 2 - A Calourada


Oito horas da noite, estacionamento da universidade de Nova Esperança. As pessoas chegavam acompanhadas, desacompanhadas, todas alegres trajando a sua melhor beca. As barraquinhas de bebida e comida já estava montadas, havia uma grande estrutura montada no estacionamento, um todo que cobria toda a área para proteger o público da chuva, pois naqueles dias estava caindo chuva sem cessar. Além das barraquinhas, havia o palco com equipamentos de som, uma aparelhagem fora do comum, caixas enormes que tocavam ao último volume as batidas de funk do momento. 

 

É o Niack chega, embraza

E dá choque no seu sistema

Hoje eu te levo pra casa

Só não me arruma problema

Tu pediu pra eu te botar

E eu boto com pressão

Então vai, já se prepara

Na raba toma tapão

Se pre-, se pre-, se prepara

Na raba toma tapão

Se prepara, -para, -para

Na raba toma tapão

 

Chico entrou naquela festa vendo todo mundo já enlouquecido com o grave daquele enorme paredão, tudo era muito fora do comum pra ele, mas de tanto ouvir o pessoal na rep ele reconhecia a música, cantarolava com as mãos no bolso da calça, passando a vista por toda a festa, as luzes piscantes atrapalhava um pouco mas nem isso impediu de ver a garota mais linda da festa, ele abriu um enorme sorriso ao ver Fran, parecia que não a via uma eternidade, mas na verdade não fazia nem tanto tempo, a olhou de baixo a cima, ela usava um vestido curtinho preto que valorizava demais as curvas dela, os cabelos loiros estavam soltos, ela parecia iluminar a pista até a prótese parecia reluzente, o rapaz teve que chacoalhar a cabeça para vê se saia do estranho transe, ao notar melhor viu que ela estava acompanhada, de tira a colo estava Vespa com o braço sobre o ombro dela, estavam lá também Yo, Ferrugem, Bombeta, e Zé da Rússia, sua turma. Zeca estava do seu lado mas estava concentrado no telefone, mandava mensagem e caçava a garota que estava conversando a dias na pista, dava pra ver que ele estava nervoso de ansioso, o primo riu e deu um leve tapinha no ombro dele - Calma, cara - aconselhou, mas logo foi arrastado quando ele deu um passo para frente indo em direção ao grupo dos seu amigos e soltou - Yasmin!? - perguntou olhando diretamente pra Yo.

 

Então a menina que ele estava conversando todo aquele tempo era a Yo? Chico ficou surpreso e feliz com aquilo, ele realmente nunca tinha notado mas os dias combinavam bastante. Eles foram juntos para uma barraquinha de bebidas, para conversar a sós, e era aquilo de primeiro encontro ambos sem jeito. Zeca tinha se encantado mais ainda pela garota a vendo ao vivo. Chico ficou meio que em uma saia justa, agora estava sem seu acompanhante mas estava entre amigos, amigos que o olhavam com cara de tadinho, pelo o que tinha acontecido com seu namoro. Ele tomou uma boa dose de ar e mostrou que estava bem, apesar de tudo. Bombeta foi o primeiro a falar - Pô cara, que surpresa você aqui! Pensei que você tava na fossa por conta… - Foi interrompido pelo tapão na nuca que recebeu de Ferrugem - mas tu não aprende, né demente! - Reclamou com o garoto. - Liga pra ele não, Chico! Que bom que você veio! - Ferrugem dizia animada. Vespa apertava mais Fran para seus braços, como algo instintivo, era claro que ele estava inseguro, o caipira agora tava solto. O novo solteiro reparava nos movimentos do Vespasiano, franziu levemente a testa mas logo respondeu os amigos com sua simpatia de sempre - Tá tudo bem, gente! Eu vim acompanhar o Zeca mas acho que ele já tá bem acompanhado - Afirmou dando uma olhadinha por cima de ombro vendo o primo que já estava aos beijos com a Yo, ele arregalou os olhos vendo a rapidez do casal. Todos fizeram o mesmo, Zé da Rússia deu até uma assobiada forte  parabenizando os dois. Todos riram quando Zeca elevou o braço levantando o polegar, em sinal positivo a todos enquanto estava nos braços da estudante de engenharia agronôma. 

 

Francis sentia o braço pesado de Vespa sobre si e se sentia um pouco sufocada foi se desvencilhando ao pedir a ele pra pegar uma bebida pra ela. Claro que ele foi, bem obediente, e só para provocar o goiabento, deu um beijo bem longo na bochecha da francesa. Chico observou aquela cena com um certo desconforto, eram sensações um pouco estranhas e buscou ignorar, ao ver ele sair se aproximou da amiga. - Oi - Os dois disseram juntos, o que fez ambos rir com a sincronia. Ela negou com a cabeça o quão boba ficava perto daquele cara e começou a falar - Eu amei o funk, o Brasil realmente é um país maravilhoso, tem de tudo! - Comentou um pouco mais perto dele por conta do som alto ali. Ele concordou com o que ela disse e completou - Pode parecer mentira mas eu adoro esse ritmo, mesmo que tenha um teor de sacanagem o ritmo é muito bom! - A conversa seguiu amistosa até Vespa voltar entregando o copo de suco para a loira e soltar um veneninho - Tá solto agora, né Goiabento?! Aproveita a festa! -  Apontou para qualquer canto como se pedisse para ele vazar dali. O rapaz não caia nas provocações do outro mas preferiu sair de perto mesmo, indo até os outros amigos que se divertiam dançando ali. Ele arriscou até uns passos de funk mas era duro que nem porteira. Zé da Rússia trazia uma caixa de isopor enorme com gelo e bebidas, dizia ele que não tinha grana pra ficar gastando na festa e trouxe tudo de casa, ofereceu uma dose da sua melhor cachaça a todos, e apenas alguns se encorajaram a tomar, apenas Fran e Vespa recusaram. 

 

A novinha não me quer

Só porque eu vim da roça

A novinha não me quer

Só porque eu vim da roça

Roça, roça o piru nela

Que ela gosta

Roça, roça o piru nela

Que ela gosta

 

O grupinho que Chico estavam gritavam por ele, dizendo que aquela era sua música. Ele já estava solto já passava da meia noite e passava também da inúmera dose de cachaça, ele já estava soltinho, sarrando lindamente. Logo uma garota se aproximava dele, mesmo ébrio ele se esquivava de qualquer investida. Sentou por um instante em cima da caixa e com mais uma dose em mãos chutou tudo pra dentro, sem tirar os olhos de Fran que dançava junto do acompanhante, não sabia se era apenas o efeito da bebida mas seu corpo fervia só de olhar aquilo, rosnou entre os lábios mordendo o inferior sentindo algo parecido até com ciúmes. - ará - murmurou. Fran via de longe que o rapaz estava passando um pouco dos limites, ele não era de beber, temia que ele ficasse mal a qualquer hora. Dançava junto de Vespa, abraçada a ele, e olhava diretamente para o interiorano que estava sentado, gelou ao notar que ele a olhava, um olhar diferente, como se ele estivesse a despindo inteira. Mas não era só Chico, que estava um pouco fora de si. Bombeta e Ferrugem também tomaram suas doses, e surpreendentemente estavam coladinhos, dançando, muito íntimos até, cochichavam coisas no ouvido um do outro, a ruiva mordiscava o pescoço do cabeludo, e logo ele domou ela pelos cabelos da nuca e a beijou ferozmente, o caipira viu aquilo e arregalou os olhos, estava vivo pra ver aquela cena, ele e Zé da Rússia que preferiu nem dar seu assobio rústico e típico só ficou assistindo a cena exótica. - Eu já saber! Como dizem porr aqui, onde há fumaça tem fogo, Tovarisch. - Comentou rindo sentando ao lado do goiabento bêbado.  

 

Três da madrugada. Vespa tentava persuadir a francesa para ir com ele até seu apartamento, ele logo teria que ir pois no dia seguinte ia precisar checar o laboratório, já que era estagiário e vigiava os animais do laboratório da UFA. As intenções do rapaz eram das mais salientes com a moça, óbvio. Ciente e ainda certa do que queria ela recusou o convite, Francis entendia o afã do rapaz mas era uma das coisas que não gostava muito, ele parecia tá tão envolvido, claro, ele tinha esperado muito pra ter uma chance com ela. A loira o tomou, segurando o rosto dele e o selou os lábios em sinal de despedida - bonne nuit, cherie - Ele se derretia com aquele ''boa noite, querido'' em francês dela cheia de bicos, a abraçou pela cintura a tomando pra si e aprofundou o beijo, e foi embora com um bom beijo de despedida, mas um pouco triste pois queria que ela fosse com ele.  Chico também estava cheio de bicos, mas era bico de ciúmes? ou de bebum? tudo misturado, sim! ele tinha misturado cachaça russa, com cerveja meio quente, estava até meio enjoado, mas reuniu coragem para ir até a loira, mas era ela que estava indo até o grupo, então ele recuou e tornou a se sentar. Ela com os olhos arregalados via Bombeta e Ferrugem se pegando fortíssimo. - Mon Dieu! O que está acontecendo? - Dizia espantada para Chico e Dimitry que estavam sentados na caixa, o russo logo cedeu lugar para amiga, ela aceitou sentando-se ao lado do ex crush. - La’mour reprimido - dizia o russo fazendo um trocadilho cheio de humor para responder Fran, ele não estava nem apresentando estado de embriaguez, mesmo com a quantidade de álcool que tinha tomado, o único que dava bandeira era Chico que não tinha nem mais lugar para escorar o corpo mole, já tinha tirado a jaqueta, estava com o amigo que estava o verificando. O caipira olhava a francesa rolando os olhos, meio de canto, tentando ser discreto quando Zé falou de amor reprimido fez com que ele sentisse uma pontada bem em sua consciência. 



Respirou fundo e tomou o ar, sentindo os pulmões bem cheios, a onda de adrenalina corria em seu corpo, em só estar perto da garota, foi aí que ele tomou aqueles vinte segundos de coragem e a convidou para pista de dança. Fran estava distraída conversando com Dimitry e foi pega de surpresa com o convite de Chico, ela sorriu meio sem jeito e resolveu aceitar. Ele esticou a mão para ela e ela tomou com firmeza,ambos sentiram um choque por todo o corpo e afastaram por um instante mas novamente se juntaram. O interiorano passou a mão na cintura dela, se perguntassem a ele o que ele estava fazendo ele não saberia responder, algo do fundo gritava PEGA ESSA GALEGA, OME! Francis soltou um suspiro sentindo a mão grande dele em seu corpo, queria manter a concentração mas o calor dele por perto, o cheiro dele misturado com álcool os envolvia em uma áurea diferente. Já nem sabiam o que estavam dançando, era como se o mundo tivesse parado naquele instante. O rapaz pousou os olhos nos da francesa e a chamou atenção - Ei! - sorriu sem jeito, a garganta até travava, tombou o rosto e arrastou o nariz na face dela, capturando o aroma da pele dela, o frescor que ela possuía o arrepiava automaticamente. A francesa se assustou inicialmente mas logo riu, o amigo estava embriagado, não estava acostumado, era só isso, mas ele continuou e ela começou a estranhar a situação. - Você é a florzinha mais linda desse mundo… - Agarrou os rosto dela entre suas mãos, e a beijou sem rodeios. Um beijo sem jeito mas representativo. Ela não estava esperando por isso.


Notas Finais


- O.O' E AGORA MEU FRANCHICO?????
- Descobriram quem é a crush do Zeca. O que acharam? Acho que eles super combinam mesmo
- FERRUGEM E BOMBETA, finalmente ein. Pra mim toda aquela tensão era puramente sexual mesmo
- UMA TRILHA DE BATER BUMBUM NO CHÃO


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