História Nova vida - Capítulo 18


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Boris, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lysandre, Manon, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Thomas, Viktor Chavalier, Violette
Visualizações 31
Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Ela é impossível


Fanfic / Fanfiction Nova vida - Capítulo 18 - Ela é impossível

- Não, não precisamos conversar - Disse se levantando e indo até o quarto da tia Martha.

Ela bateu a porta com força, Axl saiu da cozinha e eu dei um suspiro e disse:

- Eu tentei, você viu. 

- Bom, tem muita comida ai, ta com fome?

- Sim, eu to com fome, aquele sanduíche não foi o suficiente, o que tem pra comer?

- Fiz carne assada com puré de batatas, não sei se gosta, mas é o que tem pra hoje. 

- Eu amo carne assada!

- Fico feliz, tem uma panela bem cheia.

Axl organizou a mesa para comermos, nos sentamos e começamos a atacar a comida, nunca comi uma carne assada tão gostosa na minha vida. Alguns minutos depois que terminamos recolhemos os pratos para lavar, olhei para ele e disse:

- Pedra, papel e tesoura para quem lava a louça?

- Ei, eu cozinhei sua espertinha, você lava!

- O que foi? Tá com medo de perder?

- Não mesmo é que... - Ele foi interrompido por uma ligação, ele olhou o celular - É sua tia!

- Atende e põe no viva voz.

- Ok! - Ele atendeu e pós no viva voz - Martha você tá no viva voz.

- Então tira do viva voz, tenho que falar com você.

- Ei, eu queria falar com a senhora - Disse gritando.

- Depois eu te ligo, eu to ocupada e preciso falar bem rápido com o Axl.

- Parece que a louça é sua - Disse tirando do viva voz.

A titia tinha que ligar agora. Axl estava com um olhar sério, queria saber o que eles estão falando. Quando terminei de lavar a louça não tinha nem sinal de Axl, parece que estou sozinha com a ditadora mais uma vez. Fui para meu quarto, me deitei e dormi, acordei com o meu celular tocando, era minha tia.

- Alô? - Disse bocejando.

- Eu vou voltar na semana que vem, você não vai precisar passar muito tempo com ela, então não se preocupe.

- Ela tentou jogar minhas roupas fora, ela ta escolhendo as roupas que eu devo sair de casa, eu já to enlouquecendo.

- Você acha isso muito? Eu e sua mãe passamos pela mesma coisa, só que ela jogou mesmo minhas roupas fora, ela jogou meus jeans, eu tive de usar calças de pano e saias, eu odeio saia.

- Sério? Ela jogou mesmo fora as roupas de vocês?

- Sua mãe tinha uns 16 e eu 14, nosso pai queria ter meninos, então ele não se importava com nossa aparência e sempre comprava o que a gente pedia, mas a mamãe por outro lado, insistiu em saltos e saias pra gente, maquiagem e tudo mais.

- Isso explica as fotos antigas da minha mãe de saia, era mais fácil ela usar salto alto numa sala de cirurgia que ir ao parque de saia, vestido, ela só usava em festas muito chiques, ou quando ia sair com o papai.

- Sua mãe era rockeira gótica, lembro que ela amava roupas pretas, odiava saias, saltos, mas não resistia a um batom vinho,  tinha piercings, pintava o cabelo sempre que podia, mas sempre foi muito dedicada aos estudos, éramos muito parecidas, mas diferentes ao mesmo tempo, ela não matava aulas e eu sim, eu não era muito estudiosa, mas sempre tirava boas notas, saudades daquele tempo.

- Como o vovô era? No que ele trabalhava?

- Eu já tinha esquecido que você não chegou a conhecer ele, aposto que sua mãe não falava muito dele, seu avô era sempre cheio de energia, era marcado pelo sorriso que ele tinha, quando sua vó colocava a gente de dieta, ele ligava escondido e pedia pizza. Ele era professor de filosofia em uma Universidade, então ele sempre sabia lidar com adolescentes e suas fases, ele me entendia tão bem, talvez se ele estivesse vivo, a mamãe não estaria tão solitária assim, ela nunca conseguiu achar alguém, mas um homem como o papai era difícil de se esquecer - Respondeu com uma voz melancólica.

- Ele me parece ter sido uma pessoa incrível, pena que a mamãe não falava dele.

- Não me admira ela não falar muito dele, ela era muito apegada à ele, lembro que quando aconteceu ela não comia, mal dormia, só estudava e dormia, até que ela conheceu o seu pai.

- O papai devia ser um cara legal para ela ter melhorado depois de conhecer ele.

- O seu pai era muito legal, levava pra dar uma volta, ajudava ela a estudar, fazia ela sorrir, ele era um ótimo namorado/marido.

- Ele que escolhia lugares legais para as férias, uma pena que a gente só ficava uma semana, a mamãe era viciada em trabalho, e o papai não aguentava passar o dia sem ver ela, sinto falta deles.

- Fica assim não, quando eu voltar, vamos ir no cinema, tem um filme chamado "it", eu vi o trailer e me parecer ser muito bom.

- Tia, "it" saiu de cartaz faz muito tempo.

- Então, quando eu voltar, vou comprar o filme e podemos assistir em casa, o que acha?

- Vai ser legal, mas sério, pode comprar uma passagem para eu voltar para o Canadá com você?

- Menina, você supera, eu disse para ter cuidado com o que veste, se você usasse saia e vestido, não levantaria suspeita no seu guarda-roupa.

- Eu explodi com ela, e ela não quer conversar comigo, o que eu faço?

- Vou te dar um Conselho, SE VIRA, preciso ir, te amo - Respondeu desligando na minha cara.

Como ela ousa, além de me larga aqui com a ditadora, ainda tem a audácia de mandar eu me virar, que raiva, o que eu vou  fazer? Fico na minha? Não toco no assunto? Finjo que não aconteceu nada?

Me levantei da cama e sai do quarto, minha avó ainda está no quarto da tia Martha, será que eu deixei ela magoada? Quer saber, ela que é a adulta e ta agindo como criança, se ela não quer conversar, não vou forçar nada. Continuei andando pela casa e nem sinal do axl, acho que ele deve ter ido para casa, ele tava quase morando aqui. Fui até meu quarto e peguei uma uma camisa de manga branca e o meu moletom Preto, saí do apartamento e comecei a vagar novamente pela rua. Será que eu passo na casa da Rosa? Já andei muito pela rua hoje, esqueci que não sei onde fica a casa dela, o Ken não me atende, não sei onde é a casa da rosa, acho que vou voltar para casa, mas não agora acho vou em uma lanchonete ou em um café, poxa como eu queria a companhia de alguém. Meu celular começou a tocar, era o Ken, ele finalmente me retornou.

- Caramba cara, você demora muito pra retornar.

- Desculpa pela demora, eu to ajudando minha mãe com a mudança, você ta bem?

- Sim, quer ajuda? To sem nada pra fazer.

 - Até quero, mas não vai te incomodar?

- Claro que não, e além do mais eu te devo uma, me passa o endereço.

- Ok, até já.

Ele me mandou o endereço, ele mora a dois quarteirões daqui, pelo menos não vou andar muito até lá, será que levo alguma coisa, eu poderia levar um lanche, mas eu lembro que a mãe do Ken sempre faz os lanches, me sinto mal indo para a casa nova dele sem levar nada, que vergonha, da próxima eu compro algo. Chegando lá, encontro a mãe do Ken varrendo a entrada.

- Oi, tia manon - Disse acenando.

- A quanto tempo querida, você cresceu, ainda continua linda - Disse se aproximando.

- Ai tia, para que eu fico com vergonha, cadê o Ken?

- Que vergonha nada, ele ta na cozinha abrindo umas caixas, pode entrar.

- Obrigada - Disse entrando na casa.

A nova casa do Ken é muito bonita, a casa é bem espaçosa, tem uma sala bem grande, encontrei Ken na cozinha de frente para um armário guardando a louça.

- Precisa de ajuda? - Perguntei me aproximando.

- Emily, pensei que você não vinha - Respondeu correndo pra me abraçar.

- Já ta com saudade? Nos vimos hoje - Perguntei respondendo o abraço.

- Eu sei, mas não nos falamos muito hoje, e fazia tempo que não conversávamos - Respondeu me soltando.

- Me desculpa, eu queria um tempo pra mim hoje na escola, devia esqueci que era seu primeiro dia também.

- Tudo bem, você é sempre ocupada, devia ter me acostumado.

- Sabe que se precisar de mim é so ligar, e além do mais, não conheço muita gente e não faço parte de muito clubes e não sou mais a presidente do grêmio, vou ter muito tempo.

- Você era tão ocupada ano passado, lembro que tinham que marcar hora pra falar com você.

- Para, ai já é exagero, eu nem era tão ocupada ao ponto de terem que marcar hora pra falar comigo.

- Eu to brincando, você ta em quais grupos da escola?

- Jardinagem e basquete, infelizmente não me inscrevi mais cedo e só tinha sobrado isso, e você?

- Fiquei no de jardinagem, é bem sua cara entrar nos dois clubes no lugar de um.

- Você sabe que gosto de me manter ocupada, precisa de ajuda com alguma coisa?

- Você pode guardar a louça no meu lugar, tem duas caixas na mesa de jantar, você sabe organizar isso melhor que eu.

- É verdade, você guardar tudo de qualquer jeito, é tão simples, pratos rasos embaixo, fundos no meio e de sobremesas encima.

- Não entendo nada disso, eu tenho que pegar umas coisas que faltam no meu quarto e outras pro porão.

- Ok.

Ele saiu para pegar as caixas e eu comecei a arrumar as louças no armário, eu não lembrava que a tia Manon tinha tanta louça. Tia Manon veio até mim e Perguntou.

- Ken me contou que está morando com sua tia, como ela é?

- Ela é legal, um pouco reservada, não fala muito, ela faz o que pode - Respondi largando a louça.

- Entendo, a relação de vocês é boa?

- Sim, apesar de não sermos muito comunicativas.

- Sente falta dos seus pais? - Perguntou passando a mão no meu ombro.

- Todos os dias, por mais que eles fossem distantes, eles ainda eram meus pais.

- Seus pais eram ausentes?

- A senhora esqueceu? Eles eram médicos muito ocupados, meus pais eram obcecados por trabalho.

- É verdade, lembro que ela falava bastante sobre a profissão.

- Quase me esqueci que vocês se conheciam - Quando terminei a frase meu celular começou a tocar era a ditadora, algo me diz que vou ter um resto de tarde bem longo - Alô?

- Onde você ta? Vou pro shopping, você tem que ir comigo e com o Axl.

- Eu to a alguns quarteirões daí, mando uma mensagem com o endereço - Desliguei a ligação e mandei uma mensagem pro Axl - Parece que vou ter carona para casa hoje.

- Sua tia vem te buscar?

- Não, minha avó e o noivo da minha tia vem me buscar.

- Espero que você venha nos visitar como visitava antes - Disse me abraçando.

- Claro que venho tia - Disse respondendo ao abraço.

Ouvi uma buzina, parece que minha carona chegou, é hora de ir.

- Diga ao Ken que terei de ir mais cedo, tchau tia - Disse correndo para o carro.

Logo que entrei no carro Axl arrancou e minha avó logo se pronunciou.

- O que fazia nessa casa?

- É a casa de um velho amigo, ele acaba de mudar.

- Bom, agora que visitou seu amigo, temos coisas pra resolver, como sua postura e graça, você não muita graça ou classe alguma e você é uma ex bailarina e precisa ter postura.

- Eu tenho postura, o que vamos fazer no shopping? Você vai comprar roupas novas pra mim e jogar minhas roupas antigas fora?

- A Martha me ligou e disse pra não jogar suas roupas, fizemos um acordo e vou te comprar algo no shopping que você terá de usar, esse é o acordo.

- O que eu terei de usar?

- Não vou jogar suas roupas fora, mas irei comprar uma cinta.

- PRA QUE EU USARIA UMA CINTA? EU TENHO POSTURA E UMA CINTURA, QUASE NÃO TENHO BARRIGA, É DESNECESSÁRIO.

- Você vive curvada, e além do mais sua tia e sua mãe tiveram de usar e você também terá de usar.

- Eu não vivo curvada, uma vez ou outra, não sempre, eu não quero usar uma cinta!

- Mas você vai usar e ponto, eu tive de usar, sua bisa avó teve de usar, sua tataravó usou, gerações de melhores dessa família usaram cinta, você terá de usar e já devia estar usando.

Axl passou o caminho inteiro do shopping calado só ouvindo nossa discussão, minha avó tem cada ideia, agora tenho que usar uma cinta porque gerações dessa família ja usaram, era o que me faltava, esse é o dia mais longo da minha vida. Chegando no shopping, entramos em uma loja de lingeries, minha vó se aproximou da vendedora.

- Essa é minha neta, ela não tem postura alguma, acredita?

- Esses jovens de hoje, não tem mais postura, no nosso tempo.

- Pois é, preciso de uma pra ela e como você é uma profissional, você que escolhe.

- Lembro quando suas filhas vieram aqui, parece que foi ontem, lembro que elas não gostavam nenhum pouco, chegou sua vez mocinha - Disse pegando a fita métrica para me medir - Você é muito magrinha, acho que tenho uma no estoque perfeita para você, ela tem um estilo short, a cinta so vai incomodar se você ficar curvada, você não tem noção dos benefícios que a cinta te dá.

Depois de um longo tempo falando de cintas, saímos do shopping para voltar pra casa. Eu não aguento mais minha avó, uma cinta? Sério?Acho que não to pronta pra próxima coisa que ela vai inventar, esse negócio aperta muito, chegando em casa, fui direto pra cozinha olhei o relógio e já eram 19:12, peguei um saco de salgadinhos e fui para o quarto, me joguei na cama, peguei meu caderno e o livro, comecei a estudar guerras punicas, comi meu salgadinho e dormi.

Acordei bem cedo, espero que hoje seja melhor que ontem, pensei que minha avó daria um tempo, depois de tentar jogar minha roupa fora, esperava que ela fosse mais compreensiva, mas não, agora to usando esse negócio apertado.


Notas Finais


Me desculpem pela demora, mas eu estou cheia de problemas pessoais e mal tive tempo de escrever
Desculpem pelos erros de ortografia


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