História Novamente - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Riverdale, Romance, Viagem No Tempo
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Palavras 2.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Quem você é de verdade?


Fanfic / Fanfiction Novamente - Capítulo 13 - Quem você é de verdade?

*Manu pov*

Eu nunca estive tão confusa sobre tudo. O Joker agora parece que sabe de onde eu vim e o que eu quero fazer aqui. Mas como?

Eu nunca parei para pensar direito o que eu tô fazendo aqui, e se eu for sair daqui e voltar para a minha "realidade", como eu vou fazer isso? E como eu vim parar aqui? Será que eu estou ficando louca? E se mais alguém veio de alguma forma para essa realidade junto comigo? Tantas perguntas, mas nenhuma resposta...

Em meio a todos esses pensamentos, fui até o escritório do Detetive Robert, ou melhor dizendo, Carlos agora. Ele se demitiu do trabalho como detetive, e jogou fora a identidade falsa, e toda a papelada falsa que ele tinha em seu escritório. Agora ele é uma nova pessoa, pelo menos é o que eu espero...

Eu vou contar para ele quem eu sou de verdade, e o que eu tô tentando fazer aqui. Não sei porque, mas depois dele ter mudado tanto nessa "realidade", acho que ele é o único que acreditaria em mim... eu não sei...

Acho que isso é burrice, mas eu já estraguei tudo. Acho que se eu mudar mais alguma coisa, pessoas inocentes podem morrer... eu tô tão confusa.

– O que houve, Manu? Sua cara tá péssima..

Ele perguntou, preocupado, abrindo a porta de seu escritório.

– Preciso falar com você...

Falei entrando no escritório do mesmo, dando um suspiro.

– É sobre nós? Porque... eu acho que vou embora da cidade. As coisas estão difíceis por aqui, uma hora ou outra vão descobrir da minha identidade falsa e—-

– Não, Carlos! Não querendo te colocar pra baixo, mas é MUITO mais importante que isso. Talvez você nem acredite em mim...

Falei dando um suspiro, enquanto ele se aproximava de mim.

– É claro que eu acredito em você, meu amor. Pode falar...

Me afastei devagar, me sentando em uma cadeira.

– Você não sabe quem eu sou de verdade, Carlos. E sendo bem sincera agora, eu também não sei quem eu sou...

– Do que você tá falando?

– Eu não pertenço a essa realidade. Eu sou a Manuela, mas daqui a dez anos.. eu sei que é confuso mas—-

– O que? Como assim, Manuela? Isso é algum tipo de brincadeira?

Ele falou confuso, cruzando os braços.

– Eu sei que não vai acreditar em mim e me achar louca, mas você é uma das poucas pessoas que eu sei que podem acreditar em mim, Carlos. Eu sei de tudo o que vai acontecer a partir de agora, ou pelo menos eu sabia. Eu mudei coisas. O Joker nem era para existir..

– Espera, eu tô muito confuso. Você realmente acha que essa história maluca vai ser o melhor jeito da gente se afastar? Acha que essa maluquice sua é o melhor jeito para fazer eu me afastar de você?! Que merda é essa?

– Eu sabia que não ia acreditar em mim.

Falei me levantando, indo em direção a porta.

– Ei, espera!

Ele falou segurando meu braço, me olhando confuso.

– Então... é isso? É por isso que você já sabia meu nome? Mas... porque você sentia medo de mim? Eu tô confuso, Manuela. Muito confuso. Isso é muita coisa pra minha cabeça!

– É porque você era o psicopata que tava atrás de mim. Você e o Diretor Antônio, eram dois psicopatas pedófilos. Eu sei que é difícil de acreditar, Carlos.. mas por favor, eu não sou louca.

Afirmei me aproximando dele, unindo nossos rostos.

– Você tá querendo dizer que eu era o Joker? Você tá dizendo que EU ERA ESSE PSICOPATA?! Como assim?

Ele então se afastou de mim bruscamente, colando as mãos na cabeça ainda mais confuso.

– Não, Carlos. O Joker não existe na minha "realidade". E é por isso que vim até você. Você mudou, eu consegui mudar você, de algum jeito que nem eu entendo. Agora só preciso achar de um jeito de parar o Joker e voltar para a minha realidade de uma vez por todas, sem mais nenhuma mudança. Acredite, eu também estou muito confusa...

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, logo seguindo por uma alta risada.

– Você é muito engraçada, Manu! Você espera mesmo que eu acredite nessa babaquice? Você é maluca, Manuela! Maluca! Vai embora!

– Carlos.. eu...

Tentei me aproximar dele novamente, mas fui empurrada pelo mesmo, que parecia com raiva.

– Quer saber? Você precisa de ajuda. Não se preocupa, eu resolvo isso.

Ele pegou uma algema e prendeu meu pulso esquerdo, enquanto com o lado direito prendeu na grade da janela. Ele literalmente me prendeu ali, me deixando em pânico.

– CARLOS? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ TA DOIDO?!

– Eu não acredito que pude me apaixonar por uma garota louca como você. Ainda bem que eu guardei essa algema por precaução lá da delegacia. Eu não vou deixar você solta por aí nesse estado! Vou procurar ajuda.

Ele falou saindo do escritório, me deixando presa e sozinha naquele lugar. Eu gritava por socorro, mas ninguém me atendia. Mais uma idéia minha que foi totalmente por água baixo. E agora ele realmente acha que eu sou maluca. Eu preciso sair daqui antes que ele faça alguma coisa!

*Rebecca pov*

Estava no meu quarto, deitada na cama com a cara escondida no travesseiro, tentando não chorar pelo o que tinha acontecido. Eu não aguento mais...

– Posso entrar, maninha?

Perguntou Jane, na porta do quarto, sorrindo.

– Claro que não, Jane. Vai embora!

Respondi tentando esconder que estava chorando.

– A gente precisa conversar...

Ela falou entrando no quarto e se sentando ao meu lado na cama.

– A gente não tem nada pra conversar.

– Temos sim!

Ela cruzou os braços, e então eu me sentei na cama, a encarando.

– É sobre os seus amigos... eu tô preocupada.

Ela falou, dando um breve suspiro enquanto passava a mão sobre meus cabelos.

– Preocupada? Você? Com o que?

– Você não soube? Mais dois alunos desapareceram. Gabrielly e Arthur.

– O que? O Arthur? Como assim?

Questionei surpresa, me levantando da cama.

– Ei, calma! Descansa..

Ela segurou meu braço e me deitou na cama delicadamente.

– Esse maníaco te fez alguma coisa? Sabe que, se ele fizer, você pode falar para mim, qualquer coisa e—-

– O que você quer, Jane? Você acha que eu não te conheço? O QUE VOCÊ QUER FINGINDO QUE SE PREOCUPA?!

– O QUE EU QUERO? Sendo bem sincera, eu espero do fundo do meu coração que esse psicopata suma com você da minha vida de uma vez por todas! Eu estou esperando isso por anos, e tá na hora disso acontecer logo.

Ela gritou, enquanto me encarava. Se levantou da cama, mas eu segurei o braço da mesma.

– Como você pôde falar uma coisa dessas?! Você tem algo a ver com esses desaparecimentos, Jane? Eu te conheço...v-você...

– Cabe a você descobrir, maninha.

Ela se soltou, andando tranquilamente até a porta do quarto, saindo de lá.

– VOCÊ ACHA QUE VOU DEIXAR VOCÊ ME AMEAÇAR DESSE JEITO? VOCÊ VAI VER, JANE! VOCÊ VAI VER! EU VOU DESCOBRIR O QUE VOCÊ ESTÁ TRAMANDO E VOU ACABAR COM VOCÊ!

*Manu pov*

Acabei por me cansar de tanto gritar, me sentando no chão, chorando. Eu sempre faço merda, não importa quantas vezes eu faça. Eu só estou estragando as coisas, piorando tudo o que já estava péssimo. Deixei tudo mais confuso pro Carlos, ele nunca iria acreditar em mim. Como eu consigo fazer tantas decisões erradas?

Alguém abriu a porta, e eu fiquei extremamente surpresa com quem era. Era o Joker. Vestido de coringa, vindo em minha direção.

– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI??!

Perguntei, tremendo, ainda tentando me soltar das algemas. Ele não me respondeu e então me olhou nos olhos. Aquela máscara era tão sinistra. Eu não sabia o que ele estava fazendo ali, e o que iria fazer comigo...

Ele fez carinho no meu rosto, enquanto eu fechei meus olhos, tentando conter minhas lágrimas. Estava tremendo, aflita.

Foi então que as algemas foram soltas, e ele se afastou, com a chave das mesmas em suas mãos. Ele me encarou, e eu fiquei totalmente sem reação, me questionando o porquê dele ter me soltado, bastante confusa.

– Porque? Porque fez isso? Q-quem é você?

Perguntei, me levantando devagar, procurando discretamente algo para me defender.

Peguei um canivete que tinha ali em cima, era do Carlos. Quando fui atrás do mesmo, ele já tinha corrido. Fui rapidamente atrás dele, acabando por tropeçar e cair perto das escadas. Me levantei ligeiramente e então vi algo que não queria ter visto. Carlos morto nas escadas, com uma facada em sua barriga. O Joker matou Carlos. Eu não posso acreditar...

Fui na direção do corpo do mesmo, chorando ainda mais. Foi então que a polícia chegou, e o Xerife William desceu de uma das viaturas com a arma apontando para mim, achando que eu tinha cometido aquele crime.

– Manuela Viana, você está presa!

*Helen pov*

Arrumei algumas coisas e coloquei na minha mochila. Eu iria até a casa do Vicenzo, pra gente investigar mais sobre alguns estudantes, e principalmente o Diretor Antônio, e o porquê dele ter todas aquelas cartas de coringa. Estava saindo de casa, foi então que minha mãe me impediu.

– Ei ei ei, mocinha! Onde você pensa que está indo? Não se lembra? Eu te proibi de tentar investigar sobre esse maníaco que esta te perseguindo e—-

– E quem disse que eu estou saindo em função disso? Eu vou ir... na casa do meu namorado.

– Perai, o que? Você está namorando, Helen Marques?

– É... não exatamente... o nome dele é Vicenzo, eu..

– Que orgulho! Finalmente!

Ela veio em minha direção sorrindo e me abraçou. Eu ri, e então ela parou de sorrir, e me olhou preocupada.

– Mas não é por isso também. A polícia tá vindo aí. Eles encontraram algo, envolvendo você.

– O que? Como ass—-

Foi então que bateram na porta, e minha mãe logo abriu. Era a polícia, segurando o meu celular com uma luva.

– O que aconteceu, policiais? Entrem.

Minha mãe perguntou, deixando os mesmos entrarem na casa. Eles me olhavam como se eu tivesse cometido um crime.

– Bom, vamos ser bem diretos! Tem algo que queira nos contar, Helen Marques?

Um dos policiais perguntou e cruzou os braços.

– Eu...acho que não! Porque?

– Encontramos algumas mensagens suspeitas entre você e a Mariana, alguns minutos antes dela ter ido até a praça e desaparecido.

– O q-que?

– Você deve ter pensado que tinha excluído, não é? Não, elas ficaram salvas no seu backup de mensagens.

– Mas... o que tem essas mensagens?

– Você não se lembra? Vocês estavam falando sobre a Manuela. E como ela era suspeita e provavelmente tinha algo a ver com tudo isso. Então decidiram testar algo, para comprovar se o tal do Joker não era ela. Como a Manuela estava na aula, ir na praça na mesma hora que ela estava na aula e encontrar o Joker, iria desmentir a teoria de vocês duas.

– E-eu...

– Você o que? Você que pediu para a Mariana se arriscar, não é? Pra ela ir até a praça antes da hora. E foi assim que ela desapareceu.

– Eu não tenho culpa! Eu estava confusa! A Manu parece que está escondendo algo, a todo momento parece que ela está escondendo algo de nós. Eu tinha que comprovar, além de que—-

Afirmei, então começando a chorar. Minha mãe veio em minha direção e me abraçou forte, tentando limpar minhas lágrimas.

A culpa é minha... toda minha! Como eu pude fazer isso? Eu sou tão burra...

– Vamos ter que te levar até a delegacia e—-

Um outro policial entrou ali, falando algo no ouvido do delegado.

– Depois nós resolvemos isso, temos que ir!

O delegado falou, saindo correndo junto com os outros policiais.

– O que está acontecendo?

Perguntei confusa, limpando brevemente minhas lágrimas.

– Manuela foi presa em flagrante! Ela matou o detetive!

*Manu pov*

Fui levada até a delegacia sem ao menos poder me explicar. Eu não acredito! O Joker matou o Carlos e me soltou para fazer com que eu pareça ter feito aquilo. Ainda mais porque eu estava com o canivete na mão. Não sei como vou me livrar disso agora.

Me colocaram em uma cela, e então o Xerife William ficou me encarando.

– Xerife, você sabe que eu não fiz isso...

– Não sei de nada até que prove o contrário, Manuela. E como não seria você? Depois de tudo isso que anda acontecendo...

– O Joker. Ele que fez isso. Para tentar me culpar.

– Como eu disse, não irei acreditar em nada do que você fale, até que seja provado o contrário. E é melhor você ficar calada.

Ele suspirou e caminhou para fora da sala junto com o delegado, que parecia ter falado algo para o mesmo, que logo entrou na sala onde eu estava novamente.

– Ei, parece que você tem uma visitinha.

– O que? Mas... eu a recém cheguei aqui.

– É melhor você não reclamar, parece que essa pessoa está disposta a te ajudar.

Ele então me tirou da cela e me levou até uma sala fechada, onde provavelmente era a sala de visitas. Lá estava Rebecca, e eu fiquei confusa, me perguntando o que a mesma estava fazendo ali.

– Rebecca? O que tá fazendo aqui?

Perguntei, me sentando em sua frente.

– Parece que você não consegue mesmo ficar quieta com tudo isso acontecendo né? Todo dia em uma confusão diferente..

Ela revirou os olhos e bufou, me encarando.

– Fala logo, Rebecca!

– Bom, eu sei que você não fez isso. E pretendo te ajudar a te tirar daqui, se você me ajudar também.

– Onde você tá querendo chegar?

– Eu sei que você estava com raiva de mim com o Arthur, mas isso acabou! Agora, eu tenho o mesmo objetivo que você.

– Do que você tá falando, Rebecca? EU NÃO TO ENTENDENDO!

– Não grita, desgraçada! Bom, eu soube que você queria se vingar da minha família, e acabar com eles. E eu também quero isso. Eles são monstros, e eu não quero ser como eles...

– Desculpa, mas não. Eu não vou me envolver com os Lombard novamente.

– A Jane... ela pode ser o Joker. Além de que, meu pai e minha mãe querem comprar o Sweet's do seus pais. E aí?

– O que? A Jane? Mas...

– Eu sei que é confuso mas, você precisa aceitar. Creio eu que sou o único meio de te tirar daí...

Ela levantou a sobrancelha discretamente, dando de ombros.

– Tá bom, eu aceito...

– Ok, perfeito! Amigas?

Ela sorriu e estendeu a mão para mim. Eu apertei a mão da mesma, retribuindo o sorriso. Acho que me deixei levar pela raiva, quando eu já sabia que a Beck não é um monstro, ela é de fato uma pessoa legal quando ela quer...

– Amigas!

*Mari pov*

Com a minha cabeça e meu corpo doendo muito, acordei confusa, olhando para os lados procurando alguma resposta. Eu estava presa dentro de um cativeiro, completamente fechado. Parecia que eu estava embaixo da terra ou algo do tipo. Comecei a gritar, mas não tinha nenhuma resposta. Foi então que me assustei, com uma pessoa vestida de coringa, me encarando da pequena janela da porta do cativeiro.

– EI, ME AJUDA! O QUE É ISSO? ONDE EU ESTOU? CADÊ A HELEN?! CADÊ A MANU?!

Ele então não me respondeu, continuando me encarando friamente. Eu fui até a porta, batendo nela forte, com a intenção de derruba-la ou até mesmo abrir ela de alguma forma, mas sem nenhum sucesso. Comecei a chorar, e me deitei no chão, desesperada e tremendo. O Joker me sequestrou. A quanto tempo eu estou aqui? Onde eu estou?



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