História Novamente - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Riverdale, Romance, Viagem No Tempo
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Palavras 1.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Conflitos


Fanfic / Fanfiction Novamente - Capítulo 3 - Conflitos

*Manu pov*

Nós passeamos pela cidade inteira, até chegar na praça, onde ele me colocou delicadamente sentada em um balanço.

– Ei, fica aqui! Eu já volto...

Ele falou, dando uma piscadinha e saindo correndo, em direção a floricultura.

Nossa, dessa vez, nós não brigamos por causa da merda da Gabrielly. Mas, não posso me esquecer... Ela vai morrer daqui a algumas semanas depois do Detetive Robert aparecer, e preciso dar um jeito de impedir isso antes da hora, e prender aquele filho da puta.

Arthur voltou correndo em minha direção, se sentando no balanço do lado ofegante.

– M-me desculpa por isso..

Ele falou, todo esbaforido.

– Tudo bem..

Eu ri, e ele deu a rosa para mim, sorrindo.

– Ah, obrigada.. é linda.

– Bom, acho que era pra mim ser romântico e dizer que você é muito mais linda que a rosa, mas eu não sou tão romântico assim, desculpa.

Ele riu e eu fui em sua direção, o beijando.

Senti suas mãos descerem até minha bunda, dando uma leve apertadinha. Eu continuei o beijando, até que me lembrei. É hoje, hoje que eu vou perder minha virgindade com ele...

Parei o beijo na hora, meio confusa.

– Ei, aconteceu algo?

– N-não, só fiquei meio tonta, nada demais!

Dei um sorriso meio forçado e quando fui o beijar novamente, ele desviou delicadamente.

– Queria poder te agradecer por passar a tarde comigo, Manu.. de verdade!

– Ah, eu também. Parece que, eu te conheço a uma vida inteira praticamente já..

Eu dei uma leve risada, dando um selinho nele.

– Acho que tenho que ir agora, antes que meus pais cheguem em casa.

– Ah, não! Fica... eu..

– Você o que?

– N-nada...

Dei um suspiro. Não acredito que estraguei aquele momento!

– Então, até amanhã na escola?

Ele falou, me tirando delicadamente de seu colo, levantando do balanço.

– Até amanhã na escola..

Sorri e dei um beijo em sua bochecha. Ele retribuiu, dando outro beijo em minha bochecha, então saiu correndo em direção a sua casa.

Caminhei devagar até minha casa, onde cheguei, meio desanimada, indo em direção a meu quarto, onde arrumei tudo direitinho a meus gostos. Logo me deitei na cama, enviando uma mensagem de boa noite para ele, já era tarde. Meu pai passou em meu quarto e me deu um beijo na testa, desejando boa noite. Eu dormi rapidamente, como uma pedra.

Acordei no outro dia, atrasada. Me arrumei o mais rápido possível e fui correndo para a escola. Na entrada, tropecei em alguém, derrubando todos os meus livros.

– Meu deus, me desculpa..

Ele falou, num tom de voz mais calmo, tentando juntar os meus livros. Esse tom de voz me lembra alguém.. não pode ser.

– N-não, tudo bem!

Peguei meus livros de volta, dessa vez os guardando na mochila.

– Ei, qual o seu nome?

Ele falou, sorrindo. O olhei bem, e então reconheci quem era. Era o Douglas.

– Meu nome é Manu. Você é o garoto novo?

– É, sou sim. Não conheço e nem pretendo conhecer muita gente por aqui. Meu nome é Douglas.

– Ah, por que não pretende?

– As pessoas dessa cidade são más. Elas.. me encaram, me julgam, desde a morte repentina do meu irmão, Luís.

Ele deu um suspiro e abaixou a cabeça, deu pra ver o quanto ele estava triste. Eu só queria acalmá-lo, dizer que estava tudo bem, e que o irmão dele ainda estava vivo. Mas eu não podia..

– Eu conheci o seu irmão, ele era meu amigo quando nós éramos pequenos... eu também não superei quando ele sumiu..

– E.. eu não pude nem sequer ver o corpo do meu irmão... me despedir dele.

Ele começou a chorar, e então eu o abracei, começou a chover, então entramos pra dentro da escola.

– Vai ficar tudo bem, ok? Eu queria poder te ajudar agora.. mas to meio atrasada pra aula, mais tarde a gente se fala. Fica bem, tá bom?

– Ok, obrigado por ser a única a me ajudar...

Ele deu um sorriso meio desanimado, e eu dei um último abraço nele, saindo rapidamente, indo em direção a aula. Levei um xingão do professor. Mas tudo bem, odeio matemática mesmo. Me sentei na minha classe, e procurei pelo Arthur, porém não o achei.

Na hora de ir embora, decidi ligar para ele, e descobri que ele não tinha vindo porque pegou uma gripe muito forte, e não podia vir...

Enquanto eu ligava para ele, escutei uns sussurros atrás de mim, me virei devagar, e vi a Helen e a Mari conversando, olhando para mim com uma cara meio brava.

Desliguei o telefone e as olhei.

– Ei meninas, o que houve?

Questionei, guardando meu celular e indo na direção delas.

– E você ainda pergunta, Manuela?

Falou Mari, cruzando os braços.

– Gente, eu vou indo, tá chovendo e eu preciso ir pra cas--

Disse Helen, tentando fugir dali.

– Não mesmo. Você vai me ajudar a mostrar o quanto a Manuela é uma péssima amiga!

Mari puxou Helen de volta, revirando os olhos.

– C-como assim? Do que vocês estão falando?

– Ainda se faz de sonsa...

Falou Mari, num tom de deboche, rindo.

– Parece que é toda vez isso, né Manu? É só você encontrar um garoto qualquer que você já esquece da gente. Só fala desse garoto agora, que saco! Não quis ensaiar comigo pra sair com ele, e ainda me fez te ajudar a te arrumar pra ele!

– É sério? Só por isso? Só por causa de um ensaio?

– Você sabe que não! É sempre assim, a gente tá cansada!

– A gente não, você. Eu tô fora!

Fala a Helen, tentando fugir novamente dali.

– Vocês sabem o quanto eu amo vocês, mas eu não tenho que dedicar 100% do meu tempo pras minhas amigas e--

– Mas nada! Você nem se importa também, né? Vamos embora, Helen..

Mari fala e abaixa a cabeça, puxando a Helen pelo braço.

– Eu não quero mais falar com você, Manuela. Sério.

– VOCÊ SÓ FALA ISSO, PORQUE NUNCA CONSEGUIU ARRANJAR UM NAMORADO! NUNCA! E NEM VAI CONSEGU--

Eu não sei o que se passou na minha cabeça naquele momento. Eu sou idiota ou o que?

Eu acabei de falar a maior merda que eu poderia falar para minha melhor amiga, ainda mais depois de tudo o que rolou entre a gente. Não era pra isso estar acontecendo...

Ela saiu correndo chorando junto com a Helen, que me olhou com uma cara de decepção.

Mesmo eu voltando no tempo, continuo sendo essa menina fraca e que não sabe direito o quanto minhas palavras podem machucar as vezes... eu sou tão burra...

Fui para a praça, extremamente triste. Me sentei em um banco lá, e desabei de chorar. Até que, alguém veio e me abraçou por trás, me perguntando o que tinha acontecido. Era o Douglas.

Ficamos um tempo abraçados, até eu me acalmar.

– O que aconteceu?

Ele falou, mexendo no meu cabelo.

– Eu briguei com uma amiga muito importante para mim... mas nem se preocupa, tá tudo bem..

Falei, limpando minhas lágrimas.

– Ok, mas você tá bem mesmo? Sabe que qualquer coisa, você pode contar comigo né?

– S-sim...

Falo, me afastando um pouco.

– E muito obrigado pelo o que você fez por mim hoje de manhã...

– Era o mínimo que eu poderia fazer, pelo Luís..

Suspiro, prestes a me levantar, quando ele me puxa pelo braço.

– Manu...

– O que?

Ele se aproximou de mim, olhando nos meus olhos. Eu não acredito nisso, eu não posso cometer o mesmo erro novamente.

Quando ele ia me beijar, eu me levantei.

– Me desculpe, eu tenho que ir...

Falei, saindo correndo dali. Não, de novo não.

*Arthur pov*

Estava deitado na minha cama, mexendo no meu celular, quando minha mãe entrou no quarto.

– Arthur, uma colega sua veio aqui, quer te ver.

– A Manu?

– Não, uma tal de Gabrielly.

Nesse momento, ela entrou no quarto, com um sorriso de orelha a orelha.

– Vim ver como você está!

Ela falou, se sentando em minha frente na cama.

– Gabrielly! Quanto tempo...

Falei sorrindo, ela então me abraçou. Minha mãe logo saiu do quarto e nós dois começamos a conversar sobre várias coisas.

– Porque você não foi a aula hoje?

– Eu tô meio doente, e minha mãe achou melhor eu não ir mesmo. Mas perai, como você sabe que eu não fui se...

– Eu vou estudar com você agora. Na sua turma.

Ela falou animada, sorrindo.

– Ah, que legal, agora a gente vai poder se ver mais...

– E como vai a sua vida amorosa?

Ela perguntou, rindo enquanto mexia no meu cabelo, o que me deixava deveras desconfortável.

– Até que vai bem, eu conheci uma menina chamada Manu e, eu tô gostando dela, entende?

– Entendi, é uma pena né? Queria você só pra mim e--

Ela falou, pegando delicadamente em minha mão. Manu apareceu, abrindo a porta, ela parecia um pouco brava vendo aquilo.

– Manu? O que você tá fazendo aqui?

Questionei, meio confuso.

– Eu... precisava falar com você.

– Então essa é a Manu... bom, eu vou indo. A gente se vê amanhã na escola.

Falou a Gabrielly, se levantando e dando uma piscadinha para mim, indo embora.

Manu fechou a porta, indo em minha direção, me abraçando.

– Ei, tá tudo bem?

Perguntei, a abraçando forte.

– Não muito, eu briguei com a Mari e a Helen...

– Ué, porquê?

– Por causa... sua.

– Ah, meu deus. Me desculpa.. eu...

– Não, não. Não é culpa sua, a Mari é assim, vai ficar tudo bem...

– Se você diz...

Falei, dando um beijo na testa dela.

– Não queria voltar pra casa hoje... o caminho é tão longo e eu tô muito cansada.

– Quer dormir aqui? Eu posso pedir pra minha mãe.

– Você... tem certeza?

Ela deu um sorriso, pegando em minha mão.

– Sim, sim. Que tal se nós fizéssemos uma noite de filmes? Vai ser legal..

– Sim, vamos!

Ela falou animada. Eu me levantei da cama e fui perguntar para minha mãe se ela pudia dormir na minha casa, e após insistir muito, ela deixou.

Fui correndo para o quarto e me deitei novamente, ao lado da Manu, que nos tapou com uma coberta. Estava tão bom ficar ali com ela, não vou negar..

Peguei o controle e vi que estava dando jogo de futebol na TV, fiquei animado para assistir com ela, mas ela logo pegou o controle da minha mão, colocando num canal de filmes.

Fiz uma cara de bravo, e ela olhou para mim, rindo da minha cara. Eu amo quando ela ri...

Eu amo essa garota..



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