História Novas Asas - 2 Temporada - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Henrique & Juliano
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Tags Henrique & Juliano
Visualizações 81
Palavras 2.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Como promessa é dívida, estou aqui cumprindo haha. Eu espero muito que gostem e espero também o feedback de vocês, para saber o que estão achando da história ❤

Capítulo 1 - 5 anos


Mozão <3 | 22:35

“A, qual é, já dormiu, foi?”

Essa foi a última mensagem que Henrique deixou em meu celular, na noite de ontem. Noite que, teoricamente, seria nosso aniversário de namoro, mas o único beijo que dei foi quando voei de cara nos livros, quando minha cabeça pendeu para frente em um cochilo de cinco minutos. Tudo bem, eu sei que Henrique sabe que não foi por maldade. Ele sabe o quanto tenho me dedicado no último semestre da faculdade.

“Booooom dia, flor do dia”, envio em seguida para ele, abrindo um sorriso curto.

Depois disso, sem resposta de Henrique, que a esse momento deve estar em seu décimo sono, volto a correr os olhos pelo ônibus.

São incríveis cinco anos de relacionamento. Eu, sinceramente, já não sei como o aguentei por tantos anos. Henrique é adorável, mas até um certo ponto. A outra metade é apenas deboche e gracejos. Mentira, eu também amo essa parte, mas digo sempre para conseguir irritá-lo.

Em alguns minutos, chego até a faculdade. Bloqueio a tela do meu celular, enquanto começo a entrar no prédio em completo desânimo. Henrique tem apenas a tarde para conversar, que curiosamente é o período em que estou no estágio. E durante a noite, quando estou em casa, ele tem que se preparar para o show.

Já perdi a conta de quantas vezes vieram me perguntar se era difícil manter um namoro assim, vendo meu namorado cerca de três dias por semana, que é quando está em casa. Fácil não é, mas com certeza também não é difícil. Eu já cheguei a chorar algumas vezes pela saudade ou por não tê-lo em algum momento que para mim, foi muito importante, mas o amor é algo incrível e funciona bem, se equilibrando com a saudade.

A manhã passa devagar, se arrastando. Quando a última aula chega, eu já estou sem cabeça para prestar atenção. Com toda a pressão de provas, TCC e ainda manter um relacionamento a distância, eu tenho me sentindo exausta.

Mas hoje é segunda. E possivelmente pela noite, quando eu chegar em casa, Henrique já terá chego. É o suficiente para mim.

Mozão <3 | 13:07

“Boa tarde! :p”

“Levo o que pra janta? Vou passar no mercado antes de ir pra casa”

Leio suas mensagens no intervalo que tenho entre a faculdade e o emprego. Costumo almoçar em um restaurante self-service que funciona no prédio ao lado do meu trabalho. A comida é boa e o lugar jeitoso, apesar de bem simples.

“Humm, nosso cardápio vai variar entre...?”, envio.

Como dois bons adultos nada habilidosos com a cozinha, nosso freezer está sempre recheado de comida congelada. Nada saudável, também nada muito gostoso, mas é o que dá pra fazer com os meus conhecimentos culinários.

Mozão <3 | 13:09

“Posso comprar pizza ou... Pizza”.

“Uhmm, se bem que pizza seria uma boa”, respondo, depois da sua graça.

Henrique e eu, tecnicamente, ainda não moramos juntos. Eu tenho meu próprio apartamento e sua primeira aquisição imobiliária foi uma casa em Goiânia, aonde também teoricamente é sua casa. Mas todas suas folgas ele passa em São Paulo. E também suas férias.

Mozão <3 | 13:10

“kkkk gracinha”

“Tô chegando pra te dar um chero”

“Saudades! ☹”, envio em lamentação.

Fazem mais de duas semanas da última vez em que estivemos juntos. É difícil pensar sem que a comida permaneça engasgada, com um nó formado em minha garganta.

Mozão <3 | 13:11

“Também ��

Mas tô chegando, aguenta mais umas horinhas, pra matar de vez essa saudade ❤”

Eu devo ter o maior dos sorrisos em meu rosto. Com razão. Henrique nem sempre é romântico, não depois dos primeiros meses de namoro. Bem que dizem que pessoas não mudam; nós que não as conhecemos o bastante.

“(Quase) romantismo vindo de você é quase um elogio, sr. Tavares”.

Acabo meu almoço sem reposta de Henrique, mas ainda com cinco minutos para entrar no trabalho. Pago pelo meu almoço e saio distraída do restaurante com o celular preso entre os dedos.

Mozão <3 | 13:12

“kkkk obrigada. Sei que sou um excelente namorado, o sonho de consumo de qualquer mulher! ��”

“Não vejo graça”, meu ciúmes é verdadeiro. Henrique está sempre cercado de mulheres, qualquer pessoa que se coloque na mesma situação também ficaria.

Caminho até o prédio de fachada imponente. Ás vezes até eu me sinto amedrontada de entrar aqui. Mas eu ocupo já um cargo mediano, trabalhando já a um ano no lugar. Isso me faz ter mais confiança.

Mozão <3 | 13:12

“Ciumenta... Também, com um homem desses, eu teria muito ciúmes :p

Homão da porra, né pae?”

Homão da porra sim. Convencido?!...

Henrique não tem limites. Mas eu gosto das suas brincadeiras cotidianas. Isso traz outro sentimento e energia para meus dias.

“Não é pra tanto, sr. Convencimento em Pessoa. Tô entrando no escritório agora. Beijoooo, te amo! ❤”, arrisco dizer, vislumbrando a tela do celular pela última vez antes de entrar no elevador.

O dia na terra da garoa está no clima de verão: abafado. O céu tem nuvens tão carregadas que espero pelo momento em que a chuva vai chegar. A mudança do céu limpo para algo tão carregado que a iluminação natural já não tem vestígios aconteceu no tempo que levei do restaurante até o andar onde trabalho. Mas tem sido assim toda a semana.

Quando o relógio marca sete horas da noite em ponto, aperto o botão de desligar em meu computador e me despeço da colega da frente – que tem a mesma idade que eu, é uma garota legal, apesar da nossa intimidade zero.

Gasto cinco minutos parra arrumar minha mesa e pertences pessoais. Costumo demorar mais, mas não quando sei que tem alguém me esperando no saguão nesse momento, um pouco impaciente, o que não é surpresa.

Minha relação com a fama de Henrique ainda é de receio. Juliano e ele se tornaram muito populares nos últimos anos. É um mérito para a carreira, mas como vim antes, ainda não tenho jogo de cintura suficiente para me encaixar.

Algumas fãs declaradamente me odeiam. Já ouvi demais que estou com Henrique por interesse, o que não é verdade, já estávamos na mesma situação quando nos conhecemos e tudo isso começou. Algumas me defendem, mas eu nunca demonstrei nenhum tipo de reação diante disso. Eu não me sinto abalada. Só nós sabemos da nossa história, portanto, só nós podemos nos julgar. Desse tipo de fã eu tenho pena.

Mas saindo dessa realidade e enfrentando a minha verdadeira, quando a porta se abre, Henrique não está sentado no saguão como eu imaginei. Estranhando a situação, pego meu aparelho celular e vejo sua mensagem mais recente:

Mozão <3 | 19:09

“Tô esperando na rua do lado hoje”.

Volto a estampar o melhor dos meus sorrisos... Até que sinto a chuva forte quando abro a porta. Solto uma risada alta e saio me aventurando pela chuva com a bolsa em minha cabeça. Está gelada até demais, mas hoje definitivamente é o dia que não me importo com nada.

A minicorrida que preciso dar até o carro me deixa completamente encharcada antes mesmo de atravessar a rua. Começo a tremer com frio, mas preciso apenas de mais alguns passos para abrir a porta do carro, antes de bater com força para espantar a chuva.

─ Você é louca. ─ meu namorado faz essa declaração enfática.

Ele ainda ri antes de avançar com sua mão sobre minha cintura e envolver minha boca em um beijo longo. Não sei dizer do que mais sinto falta em Henrique. Poderia dizer que é do conjunto. Amo seus beijos, abraços, toques... Sua voz, seu sorriso... Tudo que há nele me causa saudade.

─ Eu não queria perder tempo... ─ sussurro quando ele afasta seus lábios, mantendo a mão a envolver minha cintura. Toco seus lábios, a medida que nossos rostos se aproximam novamente.

Mas Henrique corta isso e se afasta.

─ E vale a pena pegar uma pneumonia? Você vai ter toda essa semana pra me aturar...

─ É, depois dessa pode me chamar de imprudente.

Deito a cabeça no assento do carro e ele ri levemente, enquanto dá partida.

─ Promessa é dívida: você viaja comigo nessa semana.

─ Sim, senhor capitão. ─ debocho levemente, descendo o cinto por meu corpo molhando.

Antes de avançar com o carro, ele me olha mais uma vez e dispara outra risada, enquanto balanço minha cabeça, espalhando água por todo o carro.

─ Manuela! ─ Henrique repreende, mas sequer esconde o sorriso grande.

─ Ei, não foi você que tomou chuva, né garotão? Ficou sequinho dentro do carro e nem me encontrar foi.

─ Da próxima vez eu estendo meu casaco para você, na poça de água, cara dama.

Forço meus olhos, na minha melhor reação de indignação. Henrique desvia os olhos da rua por um momento, pega em minha mão e beija meu dorso, antes de voltar sua concentração para a rua com pouco movimento.

─ O que foi isso?

─ Minha tentativa de ser romântico.

─ Foi tosco.

Nossa relação é principalmente baseada na sinceridade. E depois do seu ato, eu não arriscaria dizer que foi lindo. Foi realmente sem sentindo, mas eu entendo que por baixo de tudo, suas intenções foram lindas. É que Henrique realmente não nasceu para ser romântico. Não depois das primeiras semanas de namoro.

─ Mas fala sério... Tudo isso daqui compensa por eu ser tosco. ─ Henrique aponta ao próprio corpo, antes de me lançar uma piscada em convencimento.

─ Gordura?

─ Porra, amor! Tô emagrecendo, não tá vendo não?

─ Sinto em dizer... ─ Henrique solta os ombros, depois de demonstrar apreensão. ─ Mas seu espelho está mentindo pra você.

─ A balança também?

─ Eles são amigos. — dou de ombros.

Henrique volta a rir e eu me delicio com a sua gargalhada. É sempre tão bom vê-lo contente.

─ Estava pensando em passar no drive thru do Mc, mas já que eu...

─ Amor, que é isso, tá fitness, consigo até ver os gominhos se formando na sua barriga. ─ me atrevo a murmurar, segurando o riso enquanto me debruço em seu ombro e ele me lança um olhar.

─ Falsa! ─ acusa, voltando a rir.

Como promessa, passamos no drive thru do Mc Donald’s, que me traz muitas recordações. A primeira vez que saí com Henrique, ainda antes de sermos um casal, ele acabou me levando para o bairro da Liberdade, uma comunidade japonesa aqui em São Paulo. Porém, ele odeia peixe e nosso cardápio ficou por conta de um Big Mac.

Eu adoro reviver esse passeio, mas só nas lembranças que guardo. A vida de Henrique mudou tanto em tão pouco tempo que nos últimos anos quase deixamos de sair juntos. É sempre cheio e perdemos muito tempo para que Henrique consiga atender a todos. É prazeroso, mas faz com que fiquemos pouco tempo juntos.

─ Aliás, como você emagreceu tem sido uma grande dúvida pra mim. ─ comento quando caímos de novo no tráfego de São Paulo: caótico.

─ Por que?

─ Nós somos pessoas muito saudáveis. Quem era o cara que cursava medicina mesmo?

Henrique volta a soltar um riso baixo. Ele era universitário como eu, quando eu dei o impulso que ele precisava para voltar a sonhar com viver de música. Não sei dizer o orgulho que sinto a cada cartaz que estampa seu rosto ou nome. Sonhamos juntos. Realizamos juntos. E eu continuo tendo gratidão a Deus por ajudá-lo a conquistar tanto.

─ Ah, fala sério, quando você me imaginou como médico?

─ Nunca. ─ respondo simples, mas sinto que isso causa um pouco de decepção em Henrique

─ E você agora é quase uma engenheira formada... Minha mulher é foda!

Rio da ênfase que coloca em sua declaração, enquanto aproveita o trânsito parado para me abraçar, segurando em meus ombros.

─ Só pra constar: você bem que poderia repetir o elogio. ─ diz sobre a minha orelha, mas o contato entre ela e sua barba me causa cócegas. Assim, levanto meu ombro, incomodada e Henrique se afasta um pouco.

─ Meu pai sempre me ensinou que é feio mentir.

─ Vem cá, por acaso hoje é o dia que a única coisa que vai fazer é falar mal do seu namorado?

─ Existe esse dia? Pensei que todos fossem.

Apesar da minha declaração, Henrique ainda se mantém divertido e com a expressão inabalável. Ele não consegue esconder seu sorriso, que cresce mais do que seu rosto.

─ Para você sempre é. ─ retruca, insistindo em me manter abraçada, mesmo quando volta a andar.

─ Ah, isso com certeza. Adoro!

─ Se for assim, eu tenho direito a retribuir.

─ Não! Você tem a namorada mais maravilhosa do mundo, não tem porque reclamar. — me gabo, mas continuo comportada contra seu ombro, enquanto me abraça.

— Meu Deus! Depois a fama de convencido é minha

 — Eu posso, né?

Henrique ri discreto e sela seus lábios sobre os meus no intervalo que temos em um semáforo.

— Eu te amo. — ele declara.

Apesar de não ser do tipo que me presenteia com flores ou preparar jantares a luz velas, Henrique constantemente vem com essas declarações inesperadas.

— Você é convencido, ronca demais, come demais...

— Ei, esse era pra ser um momento romântico, não pra você pisar mais um pouco no seu namorado.

Rio descontraídamente, enquanto me afundo em sua barba e ele me aconchega mais em seu corpo.

— E mesmo com todos esses defeitos... Eu te amo. Amo tudo em você.

— Uhmm... Apaixonadinha!

Soco seu ombro quando me afasto, que é o tempo certo para o semáforo abrir.

— Você diz como se não fosse!

— Eu digo porque justamente sou. — declara, descansando a mão em minha coxa. — E aí? Vamos fazer o que nesses dias?

 



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