História Novas Asas - Segunda temporada - Capítulo 11


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Categorias Henrique & Juliano
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Tags Henrique & Juliano
Visualizações 107
Palavras 3.436
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Viagem dos Sonhos


Manuela dorme na maior parte do vôo. Não posso falar nada, porque também durmo, mas acordo com um certo torcicolo pela posição. O resto do tempo passamos assistindo filmes juntos. Manuela está realmente mais carente com essa gestação, um pouco mais do que me lembro da primeira.

Porém, a melhor parte do vôo é a reação de incredulidade que vem até seu rosto conforme a paisagem de Cancún se torna nítida.

— A viagem dos seus sonhos? — volto a perguntar, completamente entusiasmado.

— Exatamente. — Manuela responde, enquanto a ajudo a se levantar. — E, só deixando já avisado: agradeço o seu carinho, mas eu estou grávida, não doente.

— Eu faço o que eu quiser, porque a namorada é minha e o filho também.

— Jura? Achei que o filho fosse de outro. — Manuela ironiza, pegando sua bolsa no compartimento acima do banco.

— Eu acho...

— E pense bem antes de lançar suas piadinhas. Eu não vejo graça nenhuma. — avisa logo, erguendo seu dedo indicador.

A fila para a saída do avião é grande, mas como tudo ao lado de Manuela, se torna prazeroso. Brincamos um pouco enquanto esperamos por isso e, quando finalmente descemos, apreciamos a paisagem da manhã em Cancún. São sete, quase oito horas da manhã, o que significa que teremos todo o dia livre, mas com Manuela sonolenta como está, duvido muito que vamos conseguir aproveitar. No máximo, iremos a praia.

— Quando voltar, vamos logo contar para o seu pai...? — pergunto aleatoriamente, enquanto caminhamos pelo aeroporto.

— Eu não sei. Não acho que cabe discutir isso no momento. — Manuela comenta, mas volta para acrescentar: — Você está ansioso para contar aos seus pais, né?

— Maior realização da minha vida, mas eu queria esperar mais um pouco dessa vez. Guardar pra gente o que eu puder.

Acredito que chateei muita gente no ano passado, quando contei sobre a perda do bebê, inclusive aos meus fãs. Prefiro me privar, dessa vez.

─ Também acho. Não vejo porque mostrar pra todo mundo, por agora. Sabe, quero curtir alguns momentos só nós três, como agora. ─ Manuela concorda, passando a observar as pessoas que passam por nós. ─ Esse é um momento tão particular, dessa vez também quero guardar isso um pouco mais para nós.

─ Mas seria legal contar no Natal, como se isso fosse o nosso presente para os nossos pais. ─ revelo, um pouco longe nos pensamentos.

Manuela, conforme andamos, pende a cabeça para o lado, apoiando sobre meu braço.

─ Realmente. Meu pai vai amar a notícia, acho que seria legal ele realmente abrindo um presente até que sé conta que...

─ Podemos tentar. É daqui algumas semanas, temos tempo para correr atrás de tudo. Conferir se esse bebezinho está bem...

Não me sinto tão idiota quanto imaginei sorrindo para sua barriga, mas ainda sim sei que as pessoas que passam por nós estranham. Eu não ligo. O que importa, nesse momento, é a nossa felicidade.

─ Mamãe já quer comer? ─ pergunto para Manuela, quando sentimos a temperatura quente da rua nos abraçar. Isso porque são só oito horas da manhã.

─ É, já estou com fome.

─ Podemos parar em algum lugar antes de ir para o hotel, ou prefere comer lá?

─ Podemos comer lá, mas seu filho está curioso para provar a comida de Cancún. Vamos logo.

Rio da forma como se expressa, mas é só Manuela falar para que eu sinta minha barriga roncar. Parece que meu filho não é o único a estar com fome.

Pedimos um táxi e peço ajuda para o taxista.em relação ao endereço. Manuela por pouco não tem uma crise de riso com a enrolada que dou no espanhol, mas no final consigo me comunicar bem com o senhor e curtimos a paisagem deslumbrante enquanto seguimos o caminho.

─ Amor, hoje eu tirei a prova de que você é fluente em espanhol. ─ ela volta a debochar no meio do caminho, enquanto se mantém apoiada em meu ombro. Acho inclusive que vou ficar com dor no braço em alguns minutos se ela continuar deitada dessa forma.

─ Ha-ha, até porque você é excelente.

─ Não me arrisco dizer outra língua, se eu não sei.

─ Vou deixar para você se entender na próxima, tá?

Manuela apenas balança a cabeça para concordar, mas sei que está perdida com a vista do mar. Reservei para a gente um quarto em um resort, em um dos lugares mais incríveis que encontrei por aqui. Se é para realizar o sonho de Manuela, que seja do melhor jeito.

─ Eu me garanto. Melhor que você, por sinal.

─ Mentir é feio, Manuela... ─ pondero, antes de repreender. ─ Desde quando você sabe outro idioma?

─ Eu não sei outro idioma, mas arrisco um portunhol melhor do o seu. Não viu como o taxista te olhou? Bem capaz de você ter falado alguma merda sem nem se dar conta.

Essa é verdade: eu sou nada habilidoso com palavras e extremamente propício a falar merda sem me dar conta. Mas ela estaria sujeita a isso, se estivesse em meu lugar.

─ Tudo bem, já podemos parar de falar mal do namorado? ─ peço, acompanhando sua reação logo diante dos meus olhos. Manuela não se altera.

─ Ainda não. ─ responde, desviando os olhos rapidamente para mim. ─ Ainda tenho algumas coisas pra falar de você.

─ Tipo...?

─ Tipo que você é muito convencido. Tá se achando fluente, né?

─ Mas eu sou. ─ Manuela ri franca, sem conseguir disfarçar.

Bufo, demonstrando que estou bravo, mas essa não é a verdade. Fico muito contente quando ri. Fico muito contente com seu menor sinal de felicidade.

Chegamos em alguns minutos no resort. Peço pelo nosso quarto, de novo usando meu espanhol fluente e provocando risadas baixar de Manuela que tenta ao máximo esconder que está rindo para dar uma moral extra a mim.

Caminhamos até o quarto por alguns minutos. Ou teoricamente fazemos isso, porque Manuela desvia o caminho no meio do trajeto e decide que é o melhor momento para por os pés na água. No início, vou com ela, mas depois o cansaço me vence e me sento na areia, aproveitando para ligar para seu pai rapidamente. Quero confirmar que ele esteja pronto para a surpresa da noite seguinte.

Eu faria o pedido nessa noite, mas sei que minha ansiedade pode estar tudo. Estou louco para receber sua resposta e não completamente crente de que Manuela dirá sim. Ela é um pouco imprevisível, mas também não acredito que vá fazer algo que acabe me magoando.

Essa ligação, no entanto, só dura até o momento em que saí da água. Preciso disfarçar e dizer que estou falando com meu irmão, sobre nossos projetos futuros.

─ Você e o Juliano andam se falando demais nesses últimos dias.

─ Ciúmes?

─ Do seu irmão? ─ Manuela pergunta franca, enquanto andamos de mãos dadas, agora sim, acredito eu, até nosso quarto ─ ou não, com toda sua imprevisão.

─ É, acho que não.

Ela nega com a cabeça, concordando com o assunto.

─ Eu ficaria se fosse o Emil. Ou o Pedro.

─ Ei, não precisa ficar assim. Eu ir pra cama algumas vezes com eles não muda nada no nosso relacionamento.

─ Exceto que eu estou vivendo um namoro de fachada para encobrir sua homossexualidade. ─ entra na brincadeira, como outras muitas vezes. ─ Já disse que odeio isso; aceito só porque te amo.

─ Então como é amar alguém que não te corresponde?

─ Frustrante.

MANUELA

Bufo, tentando demonstrar ainda mais insatisfação. Adoro esses momentos de descontração que tenho com Henrique. São únicos.

É durante esse momento que ele se debruça em meu ombro e alcança minhas bochechas com seus lábios. Ele lança um beijo molhado, que segue até meus lábios no instante seguinte.

Me agarro firme em seu pescoço, enquanto Henrique se conforta em segurar minha mão, subindo lentamente até meu rosto para contornar minhas bochechas.

Sua barba sempre me faz cócegas, no meio desses momentos, e dessa vez não é diferente. Com isso, solto uma gargalhada baixa, desequilibrando o beijo e então enrosco meus dedos em sua barba, arrancando um alto sorriso.

No instante seguinte, voltamos a andar. Começo a observar tudo ao nosso redor, deslumbrada com o lugar em que estamos. Ainda custo a acreditar que estou aqui, em um lugar que me tira o fôlego como e também alguém como Henrique como companhia.

Chegamos no quarto depois de andar bastante, de modo que me jogo na cama instantaneamente. Tiro meus tênis com os próprios pés enquanto Henrique ajeita nossas malas logo na entrada do quarto.

Henrique e eu decidimos curtir a manhã na praia, aproveitando que vamos sair para o café. Tudo parece ser longe demais aqui nesse resort.

─ Minha ‘muié’ é linda demais! ─ Henrique exclama, segurando em minha cintura para beijar minha bochecha. ─ Tá linda com esse biquíni, meu amor, mas ‘cê’ vai por alguma coisa por cima, né?

— Não, Henrique, vou sair andando assim. ─ ironizo, rolando meus olhos.

─ Vai saber?

─ Henrique... ─ repreendo, olhando para Henrique por seu reflexo no espelho.

Ainda estamos no banheiro, enquanto eu termino de me arrumar, ou terminaria, porque Henrique parece longe de me soltar nesse momento.

─ ‘Cê’ tá gostosa nesse biquíni, amor.

─ Cara de pau é seu segundo nome, né Ricelly?

─ Uai, tá gostosa. Vou fazer o que? Tenho que elogiar!

Henrique descaradamente desce a mão até minha bunda e aperta fortemente a região. Mordo os lábios, tentada com toda essa sua vontade.

─ Está mesmo com fome? ─ Henrique se certifica, já descendo um pouco o tecido da calcinha do biquíni, como sempre safado e descarado.

Ele me encara pelo espelho, mordendo os lábios exatamente como eu. Apoio minhas mãos sobre a bancada da pia e empino melhor minha bunda, já que Henrique quer brincar.

─ Estou, mas isso é algo que pode esperar.

Henrique engrandece seu sorriso, mantendo os olhos fixos aos meus pelo reflexo. Sei que ele está cansado do tempo que estamos sem um contato íntimo. Eu também tenho essa sensação.

Ele ergue sua mão e bate forte contra minha bunda. Abro um sorriso safado, concordando com isso. Antes que ele possa continuar, rapidamente me viro e prendo meus lábios aos seus. Henrique me ataca fervorosamente, sem saber aonde deve comportar suas mãos. Ele parece um adolescente, com os hormônios saltando, mas eu concordo com isso. Compartilho desse sentimento de desespero.

Me sento contra a bancada longa da pia, enquanto Henrique segura firme em minha cintura para me dar sustentação. Subo minhas mãos e não tenho receio em descer minhas unhas por seu pescoço, para compensar pela marca que deve ter ficado em minha bunda, logo agora que estamos na praia.

Henrique se afasta, completamente sem fôlego. Compartilho disso e abro um sorriso em meio a esse momento. Mas Henrique me deixa por pouco tempo em cima do balcão: ele segura em minhas coxas, colando meu corpo ao seu e me desequilibrando.

─ Isso daqui é desconfortável demais pra você. ─ murmura, querendo se explicar.

Eu estava bem, mas não vou contra essa declaração de Henrique. Ele caminha até o quarto, enquanto volto a atacar seus lábios, com saudade de quando isso era mais frequente. Quem sabe não tornamos essas férias o momento ideal para compensar por isso?

Henrique me põe sobre o colchão delicadamente, mas sem tirar meus lábios dos seus. O beijo é constante e suas mãos, que estão sobre minha cintura, firmes, que me causam uma sensação de calor inevitável. Enquanto seus lábios se mantém atraídos pelos meus, começo a me deitar, enquanto suas mãos deslizam percorrendo minhas costas.

Sinto seus dedos habilidosamente contornam meu sutiã, mas apenas enrolam, o que me faz acreditar que Henrique tem preguiça ou desinteresse em tirar. Dou um intervalo nesse momento, para conseguir recuperar meu fôlego, mas Henrique parece não compartilhar disso; ele ajeita meu corpo na cama, sobrepondo o seu.

Olho diretamente sobre seus olhos nesse instante. Sinto o desejo que compartilhamos expresso logo ali. Isso me causa um sorriso grande, alimentando meu desejo. Henrique decide então descer com os lábios me atordoando em tocar meu pescoço.

Eles me consomem devagar, mas comprometem minha sanidade mental, preciso confessar. Minha única reação é fechar meus olhos e desfrutar da tentação. Por meus lábios, gemidos descompassados saem em pequenos intervalos, conforme prende minha pele entre seus dentes ou solta.

Me agarro firme aos seus cabelos, tentando trazê-lo para mais perto. Gosto desse atrito que há entre nossos corpos, desse jogo e troca de calor.

Henrique parece determinado a me causar prazer e puxa meu pescoço para trás, exercendo controle sobre todo meu corpo. Ele me deita sobre meu travesseiro, enquanto seus lábios demarcam fortemente meu pescoço.

Mesmo que ele aparentemente tenha toda a calma do mundo, eu não compartilho disso: mesmo desfrutando, puxo sua blusa sem sua autorização. Henrique parece se assustar com meus movimentos, mas não vai contra, apenas cede.

Deixo sua camiseta cair ao chão e, enquanto encara meus gestos, eu mesma me livro do sutiã que anteriormente vestia. Quem sabe Henrique veja isso como um sinal para avançar e não continuar na mesma.

Henrique se afasta, mas por manter meus olhos fechados, não sei o que faz ao certo. Sei que, quando volta a me tocar, seus dedos acompanham a parte interna da minha coxa, enquanto os outros seguem dedilhando meu corpo, a partir dos meus quadris.

Sinto seu hálito quente contra minha barriga, enquanto parecem estudar meu corpo, mas bastam segundos para que seus lábios se fixem a minha barriga. Henrique sobe com seus lábios, no mesmo compasso dos dedos que acompanham minhas curvas.

Quando chegam até meus seios, Henrique parece perder sua concentração. Ele ataca ferozmente meus seios, da mesma forma desesperada e bruta que fez com meus lábios. Suas mãos quentes os envolvem enquanto sua língua acaricia suavemente antes de abocanhar meu seio direito.

Inevitavelmente, minhas mãos partem até encontrarem algo a que possam permanecer agarradas: os lençóis da cama. Entre um momento e outro, gemidos escapam por meus lábios acidentalmente. Não era minha intenção denunciar para Henrique como me agrada. Ultimamente eu tenho estado em débito com ele. Isso não é justo.

Porém, todo meu corpo se submerge a uma sensação de prazer acumulada e relaxa ao mesmo tempo em que se contraí. São sensações que apenas Henrique se compromete a me submeter, como agora. Sua mão, cansada de percorrer meu corpo, sobe até meus cabelos e equilibra minha nuca. Seus lábios também sobem, até tocarem os meus, envolventes. Estão quentes, assim como sua língua, por toda a forma habilidosa em que trabalharam em conjunto.

Gemo mesmo durante o beijo, quando Henrique encosta seu corpo sobre o meu e sinto sua ereção tocar minha barriga, mesmo envolvida por duas camadas de roupas. Henrique se afasta. Ele joga a bermuda longe, mas permanece com sua cueca e invade minha calcinha com seus dedos ágeis, isso tudo enquanto volta a me beijar, mas não por muito tempo.

A sensação de prazer que me causa é tão grande impossibilita que eu permaneça com meus lábios sobre os seus. Conforme trabalha, deslizando seus dedos de um lado a outro, volto a gemer em intervalos pequenos, o que possivelmente, pelo tamanho de seu sorriso, demonstra a dimensão do meu prazer.

— Cachorro! — murmuro sobre Henrique, afastando sua mão.

Giro nossos corpos na cama, de modo que eu tenha controle sobre Henrique. Fixo meus olhos aos seus, isso antes de agarrá-lo fortemente pelo queixo e presenteá-lo com outro beijo, também de tirar o fôlego.

Minha outra mão, provando ser tão habilidosa quanto a sua, se encarrega de tirar a calcinha do conjunto que usava. Ela tem o mesmo destino das demais peças: o chão.

Com sua cueca, vou mais devagar. Quando seu membro começa a saltar para fora do tecido, rapidamente abocanho. Conforme o torno mais exposto, a respiração de Henrique se torna mais densa. Ele mantém seus olhos fechados, o tronco posicionado sobre a cabeceira da cama e parece desfrutar muito bem das sensações que causo. É deliciosa a sensação que ele me causa com isso.

Isso não dura não muito: de uma vez, retiro sua cueca e dessa vez não vez não faço questão de observar aonde vai parar, quando simplesmente jogo para trás. Henrique, mesmo mantendo seus olhos fechados, avança com a mão até meu pescoço. Entendo o que deseja. Com isso, me sento devagar sobre seu membro, soltando um gemido longo conforme. Apoio minhas mãos em seu peito, conforme me movimento. Henrique decide dominar a situação e dispõe suas mãos sobre minha cintura. No entanto, não deixo que ele me domine. É praticamente uma questão de orgulho. Após espantar suas mãos, insisto em meus movimentos.

Henrique entreabre os lábios, deixando mais gemidos escaparem. Eu faço o mesmo, enquanto sinto todo meu corpo ferver.

HENRIQUE

Aproveitamos nosso primeiro dia em Cancún um pouco reservados. Não passamos o dia todo no quarto, bem como queria eu, mas também não fomos além da praia ou restaurante, em que também almoçamos. Acho que essa é a definição perfeita de dia para mim. Não preciso muito para ser feliz, pouco além de Manuela.

Durante o dia seguinte, aproveitamos para conhecer alguns pontos turísticos na cidade. Manuela chega exausta e dorme no final da tarde. Eu digo que vou curtir um pouco mais a praia, mas preciso conferir se tudo está certo para a surpresa que farei aqui há algumas horas. Inclusive ligo para seu pai, para me certificar que ele também está pronto.

Ansiedade é palavra que melhor me define. Tenho tanto medo que algo saia errado, mas deixei o medo de que ela pudesse recusar. Manuela espera por isso tanto quanto eu, aparentemente. Espero que fique contente como eu.

— Vamos ter um jantar romântico hoje. ─ anuncio, quando Manuela enfim acorda.

Ela ainda está sonolenta e aparentemente demora para raciocinar, mas abre um sorriso longo conforme se espreguiça.

─ Faz tempo que não temos um programinha de casal clichê. ─ ela comenta, com os olhos pequenos de sono.

─ Mas esse não vai ser clichê, viu mocinha? ─ toco seu nariz, arrancando um sorriso doce. Manuela se espreguiça, esticando os braços. ─ Quero você bem gata, viu?

─ Não vai implicar, falando que eu vou atrair olhares demais? ─ ela repete o que disse ontem, referente ao seu biquíni.

─ Eu só disse isso porque também quero ser notado, rum! Vai achando que é só você! ─ descontraio, mas Manuela nem um sorriso lança. Ela deve ainda estar processando tudo o que estou dizendo.

─ Você está me escondendo algo, Henrique? ─ Manuela cerra os olhos ao perguntar, na tentativa de me pressionar.

─ Nada. ─ tento fingir naturalidade quando jogo meus ombros, mas Manuela mantém firme a pose, como se estivesse insistindo em me perguntar.

─ Henrique, eu te conheço melhor do que você pensa. ─ ela revela.

─ Não parece. ─ provoco, fazendo com que Manuela torça seu nariz. Ela não se dá por convencida apenas com isso. ─ Se me conhecesse tão bem assim, saberia que eu estou de boa. Não estou escondendo nada.

─ Mas eu acredito que sim.

Manuela não diz muito depois disso. Diz que vai começar a se arrumar e eu tento demonstrar tranquilidade com isso. Claro que estou soando bem além do comum, mas não acho que Manuela deve reparar nisso. Posso dizer que estou assim por conta do clima quente, já que realmente estamos em um lugar quente.

Ela saí do banheiro em alguns minutos, reclamando que eu deixei a tampa do vaso levantada ─ coisas comuns de casal. Ela está uma verdadeira princesa dentro de um vestido preto ─ tipo de roupa que raramente usa, mas sempre fica deslumbrante.

─ Vem cá, você não vai arrumar também não?

Tiro meus olhos do celular nesse momento. Ela está com seus sapatos de salto na mão, enquanto a outra está sobre sua cintura.

─ Pensei em ir assim, amor.

─ Com a roupa que usou o dia todo? ─ ela volta a perguntar. Esse é o tipo claro de perguntar que não se responde, mas eu arrisco:

─ Eu não disse que seria um jantar arrumadinho, só um jantar romântico.

Ela bufa, antes de rolar os olhos. Está brava, não preciso de muito para ler sua expressão. Solto uma risada baixa, mas a preguiça me impede que eu levante nesse momento.

─ Ricelly...

─ Calma, eu já vou. ─ tento acalmá-la como se eu não conhecesse Manuela. Volto a jogar, mas o barulho do jogo é alto demais. Solto um sorriso amarelo, enquanto ela volta a me repreender:

─ Eu não aceito jantar com você de novo.



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