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História Novas Estações - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Minha casa


Recapitulando por outro ponto de vista:

Craig:

Estava para sair, quando senti um frio do cacete. Pelo visto iria nevar novamente, quando fui colocar o casaco, percebi que havia esquecido aquela merda na sala de aula. Bufei, me despedi de Token e Clyde e voltei para a sala de aula.

Os corredores deste maldito colégio são ainda amis gelados do que lá fora, diretor mão de vaca que não quer deixar o aquecedor ligado. A porta da sala de aula está aberta, o que é estranho, não deveria ter ninguém aqui nesse horário, mas não é como se eu realmente ligasse, aposto que tem uma dupla de imbecis se pegando lá dentro.

Aproximo-me e vejo ninguém menos que Tweek, mas com meu casaco em sua mão, fazendo... algo. Escondo-me ao lado da porta, não sei ao certo por que não entrei e o abordei, mas de repente tenho uma ideia muito mais divertida, sinto pensamentos maliciosos se comporem em minha imaginação adolescente.

Não contenho um meio sorriso, acho que ele não me percebeu. Se não, manteremos assim. Acho que por hoje vou voltar para casa, se eu correr talvez não vire picolé, não é como se eu não tivesse outros casacos em casa. Que droga, isso parece tão divertido...

–-------

Tweek:

Acordo tranquilamente, na verdade não costumo acordar bem, mas esta manhã até que não foi tão ruim quanto na manhã passada. Faço meus rituais matinais e vou a caminho da escola, andando e sem pressa, o frio da manhã é até gostoso.

Manejo de não escorregar em nada, hoje é um bom dia. Quando chego me dirijo a minha mesa, na frente de Craig, sou praticamente o primeiro aluno a chegar, gosto de pegar a sala vazia, assim não tem muitos alunos para reparar em mim.

Aos poucos alunos vão chegando, reparo em cada um que passa pela porta, conferindo o relógio em cima do quadro. Espero que chegue logo para... Espere! Ah! O CASACO DELE! Fico tão nervoso que levo o dedão à boca e roo os cantos da minha unha. Percebo que estou com um tique nervoso na perna também, não consigo parar de mexer meu joelho.

Bato minha cabeça contra a mesa e fico naquela posição por um tempo, com a testa colada para baixo. O sinal toca e o trio chega junto, caminham em direção às suas mesas. Eu não quero me mover, quero que o casaco se materialize magicamente em sua carteira, pega-lo foi uma péssima ideia!

Jesus e agora? Vão achar que eu roubei e vão me entregar para a coordenação, vou ser humilhado em frente a todos e quem sabe levar uma suspensão, meus pais vão me colocar em um reformatório para ladrões maníacos de casacos, cleptomaníacos e eu nunca mais conseguirei ter uma vida descente! Não sou um criminoso! Perdão!

– Hey Tweek - escuto a voz anasalada de Eric Cartman me chamando pelo outro lado da sala - desliga o modo vibração quando estiver na sala de aula.

Ele ri e alguns meninos também, droga eu estou tão nervoso, não consigo parar de tremer. Devo estar fazendo um papel ridículo, mas GAH!

Respiro fundo e levanto meu rosto. Posso trazer o casaco amanhã e explicar que estava secando, invento algo sobre a chuva, sei lá. Ou posso chama-lo para ir buscar lá em casa hoje depois da aula.

Esse pensamento bobo me deixa alegre, mas logo começo a cair na real, ele não perderia seu tempo indo até minha casa. Deve pedir para eu trazer outro dia, ou quem sabe se for irá com seus amigos e eles devem fazer graça da minha casa, do meu quarto. Não os quero na minha casa!

Sacudo a cabeça para afastar os pensamentos paranoicos que começam a surgir e escuto parte da conversa dos meninos atrás de mim.

– Ué, cara vai a algum encontro? - É Clyde falando.

– Meu outro casaco está lavando. - responde Craig. Fico um pouco tenso ao ouvir falar sobre o casaco, ele sabia que tinha perdido, mas decidira não falar sobre isso. Não sei o porquê, mas ainda bem, dessa forma quando eu o devolvesse não seria tão estranho.

– Existe um "outro"? - brinca Clyde. - Para mim você só tinha aquele.

– Eventualmente é bom mudar o look, não é? - Comenta Token.

– É só um casaco, não façam alvoroço por isso. - diz Craig em tom indiferente. Mal sabia ele que para mim o casaco era muito mais do que um "simples casaco", acabo virando o rosto desconfortável com as lembranças da noite passada. Vai que algum aluno de repente aprendeu a ler mentes e esta lendo isto, poderia me chantagear!

Quando o sinal toca, representando uma pausa para o recreio, decido ir atrás de Craig. Vou falar que estou com seu casaco secando em casa e que me esqueci de trazer para a escola. Não é mentira, ele não precisa saber como sujou.

Ir atrás de Craig me deixava nervoso, temo que ele descubra que eu peguei por impulso, que suspeite de algo. Mas não tem como ele saber, tem?

O avisto em pé no meio de um ciclo de pessoas no pátio. Não está nevando, mas há uma fina camada branca sobre o chão, como um fino lençol gélido, a maioria dos bancos estão molhados então os alunos estão em pé. Muitos dos alunos ainda são os mesmos desde o primário, mas só por nome, nem um deles realmente é o mesmo. O tempo mudou a todos, bem, quase.

Fico a uma certa distância, para me manter afastado, vou aborda-lo quando estive sozinho. Clyde está contando alguma história engraçada, ao menos estão rindo, então parece engraçada. Invejo o carisma do moreno para contar histórias, ser o centro das atenções de forma positiva é algo que definitivamente não consigo fazer.

Mudo de observa-lo para admira-lo, ele é realmente lindo, os cabelos curtos e negros como a noite casam perfeitamente com seus olhos acinzentados e pouco expressivos, enigmáticos. Ele parece uma obra artística, tanta beleza não devia ser permitida em um ser só.

Retorno a realidade quando ele se afasta do grupo e vai para dentro dos corredores. Sigo-o em silêncio, ele para em frente ao bebedouro, essa é minha brecha, os corredores estão praticamente vazios e ficam ainda mais largos conforme eu me aproximo.

– Mm... Ah. - Sim, esse é o poder do meu dote social. Fecho a boca assim que percebo que palavra nenhuma que sairia poderia ser compreendida por um ser humano.

– Muito poético, mas acho que o que quis dizer é 'olá'? - diz Craig secando seus lábios molhados da água do bebedouro na manga do casaco. Nossa, ele é tão legal, não sei como consegue fazer isso tão naturalmente.

– Olá – digo baixinho, droga estou enrolado, não converso com ele há anos e sei que não me acha legal para ficar em sua presença. Esse pensamento me machuca um pouco, sempre machucou, seguro minha próprio mão para conter a ansiedade. - Seu casaco...e-eu sei onde está.

Ele ergue uma sobrancelha e faz um gesto com o rosto para o lado, como se estivesse me esperando concluir a frase. Decido então só falar logo que está comigo, não adianta ficar enrolando com isso, ele deve me achar já tão patético mesmo.

– Esta comigo. Digo, ah, seu casaco esta na minha casa. - Nossa, penso comigo, como que eu consigo me enrolar com isso?

– Sequestrou meu casaco e agora quer um resgate? - Ele diz. Fico incrivelmente tenso quando fala isso. - Estou brincando. Posso busca-lo depois da aula?

Droga, era uma piada, quase me entreguei. Olho para o chão, contando em minha cabeça quantos ladrilhos compõe o piso sob meus pés. Nervosamente faço que sim:

– C-claro. - Respondo.

– Beleza, até Tweek. - ele coloca a mão em meu ombro e passa por mim, seguindo de volta para seu ciclo de amigos.

Fico parado em meu lugar um pouco mais, meu coração disparava desesperado somente com seu toque em meu ombro. Ele desaparece pela porta, deixando um vento frio adentrar o ambiente. Nossa eu havia conseguido parecer mais patético do que o costume, bato em minha testa. Como sou idiota, ele nunca vai me olhar desta forma, ele não é gay! E mesmo que fosse eu não sou atraente.

Que seja, agora devolvo a porcaria desse casaco de uma vez e me livro deste embrulhar de estômago ridículo que sinto. Sou tão ridículo, queria estar em casa e me encolher na cama, envolvido em meu cobertor. Mas sigo para a sala e espero as aulas terminarem.

O relógio faz questão de se arrastar, temos aulas muito chatas, são tantos números e formulas que simplesmente canso de tentar entender, minha cabeça fulmina com a ideia de que Craig vai para minha casa, socorro. Cruzo os braços e descanso minha cabeça na carteira, eventualmente caindo no sono.

–---

Acordo com um pouco de dor na nuca, dormir na carteira nunca é muito confortável, quando levanto meu rosto já não tem ninguém na minha frente, droga ele foi embora, dormi demais! Ah não! Salto da carteira e pego meu celular para checar a hora, mas olho tão de relance que esqueço assim que guardo no bolso.

– Calma, estava te acordando. – Diz uma voz atrás de mim.

Craig está sentado atrás de mim, ele coloca a mochila no ombro e se levanta. A sala de aula já está escura, as carteiras vazias e o quadro apagado. Aparentemente eu era a única coisa que o impedia de ir para casa.

– Vamos? – Diz ele.

– D-desculpe, eu caí no sono. – Sinto-me completamente envergonhado. Quanto tempo havia se passado desde que os alunos haviam saído? Por que ele não me acordou quando todos estavam indo embora? Ah... devia estar com vergonha de ser visto comigo. – Desculpe.

Ele da de ombros e anda em direção à porta. Eu o acompanho, seguimos o corredor até saída. Quando saímos da escola, eu comecei a guiar o caminho, andávamos em silêncio e eu ficava cada vez mais nervoso. Queria dizer algo para quebrar o gelo, mas não sabia o que dizer então decidi ficar quieto.

Chegamos eventualmente a minha casa, é bem menor em comparação com a dele, minha casa é pintada em um amarelo esverdeado desbotado por fora, sigo em direção à porta, que é marrom e discreta e a abro:

– P-por aqui. – Digo convidando-o a entrar. Ele o faz e olha envolta com as mãos no bolso. Não arrumei a casa, não sabia quê tinha visitas hoje, não esperava nada disso. Odeio o espontâneo.

Não que minha casa estivesse desarrumada, mas eu havia deixado a louça do café da manhã jogado na mesinha em frente ao sofá da sala. Corro para pegar minha louça e bato na poltrona listrada ao lado do sofá, só para limpar as migalhas de pão, caso ele queira se sentar.

Nossos passos são silenciosos na sala devido ao carpete, meu pai não gosta do som de sapatos, eu não ligo. Craig anda até a estante perto da televisão e olha as fotos e coisas que tem. Há algumas fotos minha de quando era criança, odeio aquelas fotos.

Ele parece entretido com as humilhantes fotos que tenho com minha familia, vejo que quer rir. Isso me deixa embarassado e tento chamar a atenção dele para outra coisa.

– Q-quer alguma coisa? Er... está frio lá fora, então... alguma coisa que-quente. Café?

Ele olhava para mim, devia me achar desprezível. Não consigo nem formular uma frase sem ficar completamente nervoso, não o olho no rosto, encaro meus pés. Estou de sapatos, costumo tira-los quando chego em casa.

– Eu aceito. – Ele diz.

Fico parado refletindo, então removo meus sapatos e os deixo no canto da sala, ao lado de um jarro enorme vermelho com guarda-chuvas. Nunca gostei desse jarro, não combina com a sala toda bege e verde.

– Ah, p-pode tirar os sapatos? - Pergunto. Minha mãe odeia quando suja o carpete e o chão da rua estava lamacento por conta da neve.

Craig para ao meu lado e retira seus sapatos. Seus all stars pretos estavam ensopados e com um pouco de neve na lateral. Ele deixa as meias dentro do sapato, eu fico com as minhas.

Paro de analizar meias ao perceber que deveria preparar uma bebida quente, já que havia oferecido! Vou até minha cozinha, fica bem ao lado da sala.

Estendo meu braço para pegar o pó de café na prateleira de cima, sempre tenho dificuldades para alcanças a maldita prateleira. Salto e consigo pegar.

Deixo o café preparando na cafeteira ao lado da pia e vou até a área de serviços, atrás da cozinha. Acendo as luzes e desço as escadas para pegar o casaco de Craig, não quero deixar ele esperando muito tempo.

Abro a secadora, mas não ha nada nela. Olho em volta e avisto o sexto de roupas secas, acho que minha mãe deve ter arrumado as coisas ontem, por sorte o casaco está no topo do sexto.

Está sequinho quando encontro, olho para trás para me assentir de que ele não estava por perto e abracei o casado. Seu cheiro já havia sido lavado pela máquina, mas não deixava de ser seu casaco. Dou um adeus ao tecido macio.

Sou patético, isso não é meu e jamais será, assim como ele jamais me notará. Levo-o comigo de volta para a cima e no caminho decido tentar arrumar o casaco. Ele ficou um pouco amassado.

– C-Craig! – Grito – Seu cas- AH!

Quando ele se vira para mim, fico distraído e não percebo a manga do casaco arrastando no chão, acabo pisando nela e escorregando diretamente nele, ele segura meu braço impedindo meu impacto com o chão.

Bato o rosto contra seu peito, mesmo com ele segurando meu braço. Paraliso instantaneamente, minha respiração fica difícil, sinto o sangue chegar até meus ouvidos, estou extremamente constrangido, não consigo encara-lo no rosto, merda, merda, merda!

Eu me levanto, tento me equilibrar, mas não encontro a força dos meus joelhos. Não acredito que fui tão bosta agora, não acredito que consigo ser tão... Tão...

Ele abre a boca para dizer alguma coisa, mas jogo o casaco nele, impedindo-o de falar. Não quero ouvir, estou bem, foi um acidente, foi só um patético acidente como tudo em minha vida. Que humilhação, droga Tweek, não consegue fazer nada direito! Sinto raiva de mim mesmo, dos meus joelhos, da minha coordenação motora.

– E-estou bem! Descu-desculpe! – Digo nervosamente. A cafeteira faz um som que indica que a bebida esta quente e é essa desculpa que uso para me afastar de imediato dele. – Café!

Aaah, não quero piorar mais as coisas, é melhor eu servi-lo e depois deixar ele ir embora. Espero que não comente nada do meu vexame na escola, não suportaria ter mais pessoas rindo de mim, eu só quero ser invisível!

Estou tremendo de tão nervoso, retiro a jarra de vidro da cafeteira e pego duas canecas, uma quase escorrega de minhas mãos na verdade. Essa realmente não deveria ser uma tarefa difícil, ouço ele se aproximando, seus sapatos fazem um som no chão da cozinha e acabo não prestando muita atenção no que estou fazendo, deixando o líquido quente entornar na minha mão.

– GAH! – Grito e por reflexo solto a jarra, deixando-a cair no chão e quebrar.

Não consigo controlar minha ansiedade, não consigo controlar a tremedeira em minhas mãos, sou a definição literária de ridículo! Só queria poder reaproximar Craig de mim, queria provar que eu não era um completo imbecil e arruinei tudo me fazendo do mais completo perdedor.

Sinto lágrimas se formarem no canto de meus olhos, ah droga, quero me esconder, quero chorar, sou realmente muito patético. Tento cobrir meu rosto com as mãos para que ele não veja que estou quase chorando, não quero piorar minha situação, se é que é possível não piora-la.

Mas não consigo tocar meu rosto, sinto uma lágrima escorrer de meu olho. Minha mão é interceptada e quando abro os olhos ele tem meu indicador em sua boca. Minha surpresa é tanta que abro a boca, mas não faço nenhum som. Devo estar completamente corado, sinto até calor, ele está perto demais, socorro.

– C-c-c-cra – Volto ao meu estado puro de falha social, aquele onde eu tento reproduzir palavras, mas há um nó em minha garganta e provavelmente um em meu cérebro.

– Você está bem? Parece que se queimou. – Ele diz com certa indiferença, limpando minha lágrima com a mão. Não esperava ser tocado e dou um passo relutante para trás.

Ele segura meu pulso e eu o olho duvidoso, nossos olhos se encontram e ele parece sério.

– Há vidro por aí, tome cuidado. – Ele me puxa e quase caio em cima dele novamente, mas desta vez meu cérebro se lembra como funcionam minhas funções motoras o suficiente para eu dar três passos fora da área do vidro.

– O-obrigado. – Respondo sem saber ao certo o que dizer. Ele solta meu pulso e eu o seguro nervoso, seu toque me deixa muito ansioso.

Abaixo minha cabeça e vou pegar um pano e uma vassoura, eu preciso me recompor! Preciso achar uma forma – penso comigo. Mas quando me viro Craig está em minha frente, está bloqueando meu caminho, nossos olhos se cruzam novamente, mas desta vez não me afasto.

– S-sim? – Pergunto.

– Tweek... Você me odeia? – Ele pergunta com as mãos no bolso.

Fico confuso com a pergunta, a verdade sentia o exato oposto, mas não poderia dizer isso. O que ele estava fazendo? Qual o fundamento desta emboscada, desta pergunta?

– Erm... N-não. De forma alguma, eu não te odeio. – Respondo.

– Então, você tem o que? Por que foge tanto de mim? – Ele pergunta dando um passo à frente, o que me faz instintivamente dar um para trás. Andaria mais, mas sou impedido pela parede.

– E-Eu! Não... – Respondo nervosamente.

Desvio o olhar de seus olhos cinzentos, eles estão fazendo eu me sentir mal. Por que? Por que eu sou um covarde! Por que você me excluiu, por que eu não quero que me odeie, por que eu sou realmente patético e ruim para sua imagem, por que, porque...

– Olhe para mim Tweek. – Ele segura meu rosto e me faz encara-lo. - Você gosta de mim, Tweek?

Estou muito corado, sinto o calor aglomerado em minhas bochechas. Sim, é exatamente isso. Eu gosto de você, gosto faz um tempo, mas sou um monte de nada em comparação com você, não tenho chance e sei que estou sendo ridículo em ter esses sentimentos.

Não quero que ele me odeie, mas tenho estes pesos no meu peito, tenho varias coisas que quero dizer sobre os últimos anos em que fiquei sozinho, sobre como eu me sinto, sobre tudo! É muita pressão! Quero por tudo para fora, estou quase chorando, mas tudo que consigo dizer é:

– Sim! Sim Craig, eu realmente gosto de você! – Falar isso me trás uma leveza enorme, sinto a lágrima escorrer meu rosto, agora seria para sempre zoado pelos meus sentimentos. Aí está, meu segredo mais profundo, eu sou uma abominação, sou nojento, me odeie! Eu também o faço. – Eu... gosto... de você...

 



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