1. Spirit Fanfics >
  2. Novas Sensações - Saiki Kusuo x Reader >
  3. Amáveis novas sensações - Capítulo Único

História Novas Sensações - Saiki Kusuo x Reader - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Novamente, postado de última hora. Eu não tenho jeito mesmo e dessa vez foi ainda pior que dá outra, tendo em vista que faltam só três horas para o prazo do desafio acabar, oof.

Eu devo dizer que, tendo acabado de revisar o capítulo, eu quase chorei com o finalKKKK Mas já vou avisando que isso provavelmente é só comigo, porque eu não escrevi esse final com a intenção de fazer ninguém chorar ;w; Acho que eu to sensível hoje, nom sei. Mas se você quase chorar nesse final, que nem eu, me conta nos comentários, não quero ser a única pessoa super sensível aqui ;w;

Devo dizer que estou amando muito escrever para os desafios desse projeto. Se não fosse por eles, eu provavelmente estaria empacada ainda kskask Shoro ;w; Só tenho a agradecer às pessoas maravilhosas que começaram isso, porque tá me fazendo muito bem, eu estou adorando escrever de acordo com um tema. Vou TENTAR postar os próximos desafios com antecedência, mas não prometo nada (até porque, pode muito bem acontecer de eu nem conseguir escrever os próximos temas, oof) ;w;

Capa feita, mas devo dizer que não gostei muito nãokkkk Ai, sério, acho que tava sem criatividade pra fazer, porque eu empaquei umas três vezes fazendo ela ;w; Talvez um dia eu refaça, mas por enquanto vai ficar essa mesma. É o que tem pra hoje, né. Pelo menos não ficou feia... Eu acho.

E é isso, fiquem com essa one que eu, sinceramente, adorei muito (ao contrário dessa capa, ugh). Espero que gostem tanto quanto eu gostei <3

Boa leitura ~

Capítulo 1 - Amáveis novas sensações - Capítulo Único


Carência.

Isso era algo que, Saiki Kusuo, nunca pensou que sentiria alguma vez em sua vida.

Mas aqui estava ele, em um dilema interno entre suas emoções conturbadas e seu racional que, estranhando as novas vontades – quase necessidades – de seu corpo, o instruía a ignorá-las e continuar o seu dia como qualquer outro.

A princípio ficou confuso com a súbita vontade de ter alguém perto, receber algum carinho, abraçar e sentir o calor de um outro corpo. Isso era algo totalmente novo para ele, cujo nunca sentira tal necessidade de afeto nem mesmo quando mais jovem, e agora não estava sabendo como lidar com sua nova descoberta.

Pensou que, talvez, indo ao seu café favorito e degustando de uma maravilhosa gelatina de café, essa vontade fosse esquecida, deixada de lado. Mas não. Ele mal conseguira aproveitar o sabor de seu doce predileto com os sentimentos de falta e privação que o inundava e o afastava do mundo real.

Céus, ele nem sabia do que sentia tanta falta assim.

Aquilo não era brincadeira. Era muito mais sério do que o que o psíquico ouvia das outras pessoas e isso estava o incomodando. Muito.

Se levantando de seu assento no confortável – e incrivelmente silencioso – café, após pagar pelo que pediu, ele saiu de lá a passos lentos. Por fora, demonstrava a calma e indiferença habituais, enquanto por dentro, ele se debatia para encontrar algo que sanasse e levasse embora toda a maré de sentimentos incômodos que o envolviam. E acredite, ele não estava encontrando uma solução.

Se dirigindo a um beco sem movimentação, ele planejava se teletransportar em direção à sua casa e ver TV, assistir à algum anime ou até jogar algum jogo. À esta altura, faria qualquer coisa que tivesse a mínima chance de distraí-lo de toda a bagunça em sua mente.

Com um suspiro, ele fechou os olhos antes de se teletransportar, uma pequena carranca fazendo caminho para seus lábios quando a imagem de um certo alguém veio à sua mente.

Abrindo os olhos rapidamente, ele se surpreendeu com a vista do local que se encontrava. Não era nada parecido com a sua casa.

O cômodo – claramente um quarto – esbanjava o estilo tradicional japonês. O piso, de uma madeira escura, reluzia como se tivesse acabado de ser limpo, haviam alguns poucos móveis simples e um futon meio desarrumado em um canto do quarto.

Quebrando um pouco o ar tradicional, havia uma escrivaninha próxima ao futon com um setup gamer simples, mas bem característico, com cores que se destacavam em meio ao ambiente neutro do quarto, sendo o único ponto mais vibrante do recinto.

Saiki sabia de quem era essa quarto. Na verdade, ele já estivera lá algumas vezes, a maioria a contragosto.

Com uma nova e mais perceptível carranca em seu rosto, ele estava pronto para usar seus poderes novamente, planejando, desta vez, ir para o lugar certo e com sorte não dar de cara com a dona daquele quarto.

Mas, claro, o destino nunca estava do seu lado quando queria.

Sua sobrancelha se franziu por um milésimo de segundo quando escutou o som infeliz da porta deslizando para o lado.

Esse realmente não era o seu dia.

Com uma expressão de dúvida, a recém chegada pessoa encarou as costas do psíquico à sua frente com curiosidade antes de um sorriso de lado sapeca tomar posse de seus lábios.

Mesmo estando de costas, Kusuo podia jurar sentir o sorriso daquela garota rastejando por suas feições e isso, ridiculamente, causou um arrepio não muito bem-vindo ao seu corpo. Não era vidente, mas podia prever que o que aconteceria não seria do seu maior agrado.

— Ohoho, Saiki ~ — ela cantou o nome divertidamente, se aproximando do garoto a passos leves e calmos, como um felino rodeando sua presa. — Não esperava te ver por aqui, no meu quarto — deu uma risadinha ao final da frase, achando graça do próprio comentário e do fato do rosto do psíquico continuar tão inexpressivo quanto sempre. 

Mas ela podia sentir sua inquietação a quilômetros de distância e isso a instigava, instigava sua curiosidade insaciável. E, oh, você não vai querer despertar a curiosidade desta garota.

Vendo o jovem se virar em sua direção, ficando totalmente de frente para a jovem, [Nome] não conteve o aumento do próprio sorriso, inclinando a cabeça para o lado e o olhando nos olhos questionadora.

— Então… — começou, arrastando a única palavra pronunciada por alguns poucos instantes. — O que te trás à minha humilde residência? Eu chuto que veio ver sua maravilhosa namorada aqui — disse apontando para si mesma com os indicadores de forma animada e infantil. Realmente ficara feliz ao vê-lo ali, por mais inesperado que tenha sido, era um boa surpresa.

Kusuo, que até agora não tivera muita reação, suspirou em resposta.

Fazia pouco mais de duas semanas e até agora não havia digerido o fato de que tinha uma namorada. Assim como pensou que nunca teria uma e se surpreendeu consigo mesmo quando aceitou o pedido vindo de [Nome], ele nunca imaginou que estaria carente por causa dela. Logo ela.

Odiava o fato de ter caído nos encantos dessa garota elétrica e odiava mais ainda ser por ela que o seu corpo clamava tão desesperadamente por afeto.

Virou o rosto para o lado, quebrando qualquer contato visual com a garota e adquirindo um olhar aborrecido enquanto olhava para a parede. 

O olhar feio que ele dava em direção a pobre parede era sutil, quase imperceptível, mas que fora o suficiente para [Nome] entender, mais ou menos, o que o garoto rosado queria dizer, a fazendo colocar uma mão sobre seu peito e encenar sentir dor no local ao se encolher com uma falsa careta deprimida.

— Assim você quebra meu coração, Su-chi — disse com uma voz chorosa, fungando levemente logo depois, antes de parar com o drama, que sabia que não afetaria em nada o outro, e o encarar novamente. — Mas sério, por que você está aqui? Você nunca veio visitar sem eu ter que insistir — riu, novamente, ao final da frase, se lembrando de todas as vezes que quase teve que o arrastar somente para passar um tempo em sua casa.

Kusuo voltou os olhos mórbidos para o rosto de [Nome]. Nem ele mesmo sabia porquê estava ali; não tivera a intenção de ir parar no quarto dela em momento nenhum. Não era do feitio dele agir assim, e sua namorada sabia disso muito bem.

Ainda olhando para ela sem as devidas respostas para aquela questão, ele apertou os lábios juntos numa fina linha, suas emoções mais despertas do que nunca desde que se teletransportara para aquele maldito cômodo sem querer.

[Nome] cantarolou com a atitude do rapaz. Para muitos, ele estava agindo como sempre, mas para [Nome], Kusuo era como um livro aberto e ela não poderia o achar mais fácil de entender, o que era incomum e exatamente o oposto da situação em que o psíquico se encontrava em relação a adolescente. Ele não a entendia, não conseguia prever o que faria e muitas vezes se surpreendia com as falas e ações dela.

Mas, claro, isso tinha um motivo específico. Não era por acaso que ele não conseguia lê-la assim como ela o fazia tão facilmente consigo. Não.

[Sobrenome] [Nome] era, de alguma forma inexplicável, imune aos poderes psíquicos de Saiki Kusuo.

Isso foi um surpresa para o rosado logo quando a conheceu. Ele a viu como ela era, não somente sua musculatura, mas sim sua pele e todo os simples detalhes considerados normais em um corpo humano, mas que ele passou anos sem ter ideia de como eram, e essa repentina quebra de expectativa foi como um soco na cara para ele.

Isso era uma coisa boa, claro. Agora ele podia ver alguém como uma pessoa normal geralmente veria, mas também havia a parte irritante, não necessariamente ruim, mas irritante.

E essa era realmente uma relação complicada, vendo por esse lado.

Kusuo não conseguia ler a mente dela como era de se esperar, tornando tudo que ela faz imprevisível, tanto pelo pouco convívio que eles têm juntos quanto por não saber – literalmente – o que ela estava pensando.

Além disso, ele não podia usar de sua telepatia para falar com ela e ainda se recusava a usar de sua própria voz para se comunicar. Só agradecia que ela nunca insistiu para que ele falasse, muito pelo contrário, [Nome] sempre fora muito compreensiva e era uma das poucas pessoas que conseguia deixá-lo confortável com sua presença – isso quando não o irritava com alguma brincadeira ou piada.

Apesar de não poder se comunicar verbalmente com [Nome], ambos se entendiam muito bem. Ou melhor, ela o entendia muito bem. Era como se [Nome] pudesse ler a sua mente, ao invés dele ler a mente dela, mas esse não era o caso, não que ele soubesse. 

A jovem entendia os seus pequenos gestos e expressões, sendo incrível como o simples ato de virar a cabeça ou estreitar os olhos já era mais que o suficiente para ela saber o que o outro queria dizer, e isso era estranhamente agradável para Saiki.

Ele gostava como ela o entendia tão facilmente, ao mesmo tempo que o irritava como ela poderia dizer exatamente o que o incomodava e usar disso para provocá-lo. Era óbvio que essa garota nunca deixaria passar uma oportunidade de implicar com o psíquico. Nunquinha mesmo.

Saiki só podia supor que toda essa afinidade com linguagem corporal se devia ao convívio de [Nome] desde tenra idade com seu avô, um simpático senhor de 84 anos mudo, que não conseguia se comunicar por libras devido à artrose em suas mãos que, infelizmente, não tinha cura.

Falando no velho…

Kusuo começou a olhar discretamente em volta do quarto e pelo corredor de onde viera a jovem. Normalmente aquele velhinho sempre o recebia em sua casa ou lhe dava um cumprimento breve; chegava a ser estranho, já que muitas vezes o idoso parecia surgir do nada logo atrás do rosado. Tinha a impressão de que o velho, por mais que aparentasse certa incapacidade e inocência, sabia de muitas coisas, inclusive a localização exata de Kusuo, não importando em que cômodo da casa ele estivesse. Podia ser assustador em alguns momentos.

Estava prestes a usar de sua clarividência para procurar o senhorzinho quando a jovem se manifestou com uma tosse forçada, chamando a atenção dele antes de começar a falar.

— Meu avô não está agora, se é isso que você está querendo saber — explicou, caminhando para a escrivaninha e deixando sua mochila apoiada ali, depois virando para o adolescente novamente, seu rosto agora neutro, quase ao nível de poder competir com o do amante de gelatina de café. A esta altura, sua curiosidade sobre o motivo dele ter aparecido em seu quarto tão repentinamente fora completamente esquecida. — Ele foi passear em um parque aqui perto, já que hoje não tivemos muito trabalho com o templo.

Os ombros do psíquico relaxaram no mesmo instante. Mal se dera conta da tensão que seu corpo adquirira ao sentir a falta do homem mais velho.

Mesmo que lhe desse alguns arrepios desconfortáveis quando surgia aparentemente do nada, Saiki ainda tinha certa consideração pelo senhorzinho que prezava com tanto afinco e cuidado pelo templo de sua família.

Notando a aparente distração do namorado, [Nome] se aproximou sorrateiramente, com cuidado para não chamar a atenção dele. Evitava as risadinhas que insistiam em querer se manifestar, mordendo o lábio inferior para impedi-las. Um sorriso bobo lhe enfeitando o rosto ao pensar em pegá-lo de surpresa.

Bom, foi isso que ela tentou fazer, pelo menos.

Kusuo, percebendo as intenções da garota, logo usou de seus poderes para pará-la no lugar antes que ela pudesse envolvê-lo em um abraço de urso. Bom, ele parou suas roupas no lugar, consequentemente a impedindo de se aproximar mais.

É, [Nome] era imune até mesmo à sua telecinese, mas ninguém nunca mencionou que suas roupas também eram.

Ela ficou amuada pela ação do outro, fazendo uma careta infantil enquanto estava praticamente suspensa no ar pelas suas roupas, lembrando uma fruta pendurada, pronta para ser colhida. 

Kusuo não pôde evitar o impulso de se xingar mentalmente por impedi-la. Ele a queria próxima a si, queria sentir o calor de seus braços envolta do tronco dele, queria seu carinho, mas não sabia como responder às investidas de [Nome] e sempre ficava na defensiva. Mal sabia como conseguiu aceitar aquele pedido de namoro repentino; talvez por ela ter lhe comprado uma gelatina de café, acompanhada de um bilhete com o pedido nada discreto e um belo sorriso em expectativa.

[Nome] estava estranhando o comportamento de Kusuo desde que o mesmo aparecera repentinamente em seu quarto. O próprio estava claramente confuso consigo mesmo, quem dirá ela. Nunca o viu se comportando desse modo tão incerto e perdido, não sabia do que se tratava e só podia fazer suposições sobre qual seria a causa disso tudo. Suspirou cansada, ser namorada de um psíquico caladão não era fácil, afinal.

— Certo, entendi. Você já pode me soltar, Sushi — fez birra, o chamando pelo apelido descendente do primeiro e se contorcendo por dentro de sua blusa que a levitava a alguns centímetros do chão. — Eu devo estar parecendo uma manga madura agora, Su-chi — retornou a fazer um bico, se referindo a cor da peça que usava, de um tom laranja meio amarelado com um degradê em vermelho na parte de baixo. 

Suspirou em alívio quando foi posta de volta em seus pés. Tirou algo do bolso de seu short e jogou para o psíquico, observando a pequena embalagem começar a flutuar no meio do caminho até parar na mão de Kusuo, que a examinou, constatando ser uma bala de café, cuja ele nunca tinha visto antes.

Sem falar nada, [Nome] foi em direção ao futon, o arrastando para o canto e encostando na parede, se sentando lá e usando da parede para se recostar enquanto pegava seu celular e o fone. Conectou-os e colocou o fone em somente uma orelha, começando a ouvir uma playlist que fizera recentemente.

— Experimenta, vai que você gosta. — O olhou brevemente nos olhos enquanto falava, antes de voltar sua atenção para o celular, decidindo silenciosamente que não o perturbaria por hoje. Seja lá o que quer que estivesse acontecendo com o rosado, ela achou melhor deixar quieto, ele provavelmente só precisava de um tempo. Quem era ela para importuná-lo justamente nesse momento?

Só não sabia que a sua aparente desistência de interagir com Kusuo o deixou mais incomodado ainda e até decepcionado, mas ele não podia culpá-la. Não. [Nome] sempre arranjava um jeito de estar mais próxima dele ou de ter algum tipo de conversa – nas quais ela era a única a falar, obviamente –, mas ela se esforçava para ter alguma aproximação dele, mesmo antes de pedi-lo em namoro e nunca teve uma dica de reciprocidade em troca de todo o carinho que tentava dar ao rosado.

Ficar ali, naquele quarto, junto ao motivo de todos os sentimentos confusos que surgiram ao longo desse cansativo dia, só o deixava com os tais sentimentos mais conturbados e impossíveis de se ignorar. 

Então por que não se teletransportar logo para casa? Ele tinha a resposta para essa pergunta, mas nunca admitiria em voz alta – ainda mais porque ele nunca abre a boca para falar — que gostava de estar na presença da garota. Adorava estar ao lado dela, mas não diria, não à ela e nem a ninguém.

Expulsou o ar de seus pulmões em um bufo silencioso, tomando, enfim, uma decisão. Kusuo guardou a bala de café em seu bolso, mais tarde ele daria uma chance para o doce e, antes que pudesse se questionar sobre o que iria fazer, ele começou a andar em direção ao futon, os passos rápidos escondendo a sua hesitação até o momento em que se sentou ao lado de [Nome], que o olhou de relance com um sorrisinho contido e óbvia curiosidade pela ação incomum do mesmo de se aproximar dela.

Normalmente era ela quem dava as investidas, mas ficou verdadeiramente feliz ao vê-lo sentar-se próximo a si por vontade própria e não por insistência de terceiros – vulgo ela mesma e, às vezes, alguns amigos do adolescente. Mesmo que fosse algo simples, era muito significativo se estavam falando de Saiki Kusuo.

Kusuo virou o rosto para o lado mais uma vez, se recusando a cruzar seus olhos mórbidos com os brilhantes de [Nome], que não deixavam de encarar sua figura em nenhum momento desde que mudou-se de lugar. Ele não pôde evitar as batidas aceleradas se seu coração em resposta a proximidade e o intenso olhar em sua nuca. As coisas só pareciam se complicar cada vez mais para ele.

Engoliu em seco, sentindo aquele mesmo desejo de alguma aproximação com sua namorada crescer em seu âmago. Ele queria, queria muito, tomar alguma iniciativa, mas fora complicado o bastante só para conseguir tomar vergonha na cara e se sentar ao lado dela, somado as reações exacerbadas de seu corpo, que estavam ofuscando seu lado racional, dificultando pensar com clareza e buscar se acalmar devidamente.

Observando o modo como ele não a olhava diretamente, como normalmente faria sem nenhum problema, e as suas mãos inquietas, mexendo de tempos em tempos no tecido de sua camiseta, [Nome] desconfiava cada vez mais das ações do namorado e, aos poucos, essa estranheza a estava preocupando.

Isso, até que viu um leve tom de rosa agraciando as pontas das orelhas de Saiki.

No mesmo segundo em que o olhar perspicaz da jovem cruzou com a sutil cor na pele clara, um sorriso sapeca se formou maliciosamente. O quase instinto de provocar o pobre garoto se fazendo presente e a incentivando a fazer alguma gracinha.

Quando estava prestes a fazer algum comentário atrevido, ela parou, notando a respiração levemente descompassada que ele mantinha. Ligando com os outros sinais de nervosismo que observou anteriormente, estava mais que claro o que acontecia ali. Quase podia sentir o pulsar desenfreado do coração dele no ar. Como não percebera antes?

Fechou a boca,  negando com a cabeça antes de soltar um suspiro, decepcionada consigo mesma. Olhou para cima novamente, abrindo um sorriso singelo e preocupado em direção ao adolescente ao lado.

Kusuo, já atordoado o suficiente com tudo que acontecia nas últimas horas, estava pronto para se levantar dali e ir para casa, ou então só se teletransportar sem um aviso prévio. Não poderia se importar menos com o meio, só queria voltar ao seu normal e se livrar de toda a ansiedade que o consumia.

Foi quando um toque suave em suas mechas rosadas o tirou de seu transe. A gentileza com que [Nome] acariciava seu cabelo era uma sensação totalmente nova para ele. Foi algo que o pegou de surpresa, mas que ele logo aprendeu a apreciar, lentamente relaxando contra a carícia de sua namorada. A tempestade em sua mente aos poucos foi se desacelerando junto à sua respiração, outrora quase impossível de se controlar.

— Desculpa por não ter notado antes, Su-chi — [Nome] sussurrou com pesar em sua voz. Se sentia culpada por não ter notado antes, ela tinha noção de que Saiki provavelmente nunca teve nenhuma experiência com relacionamentos românticos, mesmo que não tivesse perguntado, achava pouco provável que ele tivesse namorado antes e isso caiu como um tijolo em sua cabeça. Devia ter prestado mais atenção.

Saiki virou seu olhar neutro para a figura pesarosa da jovem, mais do que nunca desejando poder usar de sua telepatia para poder falar com a mesma e tentar consolá-la, dizer que não era culpa dela.

E agora foi a vez de [Nome] desviar o olhar, parando com o afago nas madeixas do outro e resultando em uma fraca careta em reprovação à falta daquela sensação que estava tão necessitado durante todo o dia.

Antes estava sentindo falta de algo que talvez nunca tivera de outra pessoa fora de sua família. Agora sentia falta de algo que acabara de ter e não queria perder tão cedo.

Com as mãos imperceptivelmente trêmulas, Saiki a puxou cuidadosamente para um abraço, o fone preso no ouvido do garota indo junto e se desprendendo do aparelho, deixando uma música melosa tomar o lugar do silêncio no cômodo. Convenientemente, a tal música combinava perfeitamente com o momento, arrancando uma risadinha da garota, que se encantou pela gesto de seu parceiro, depois, claro, de se surpreender pelo mesmo. Ele seria a última pessoa que ela esperava que a puxaria para um abraço, ainda mais um tão quente e aconchegante como este. E [Nome] não reclamaria, estava tão bom.

Todo o sentimento de culpa se fora quando permitiu-se aproveitar aquele raro momento com Kusuo, começando a massagear suas costas delicadamente como forma de o agradecer por aquilo. Não conseguiria colocar em palavras o quanto aquele simples ato a deixou feliz, sentia que ganhou o dia e não precisaria de mais nada para se sentir bem enquanto um lindo sorriso fazia seu caminho pelo seu rosto.

Kusuo se permitiu suspirar em resposta àquele agradável calor vindo do outro corpo, usando os polegares nas costas de [Nome] para retribuir timidamente o carinho dela para consigo. Se sentia tão em paz diante daquela troca de carícias que a última coisa que cogitaria seria se afastar daquele abraço. Na verdade, gostaria de ficar daquele jeitinho por muito tempo e esperava que [Nome] quisesse o mesmo, porque não a estaria soltando tão cedo.

No final, Kusuo não falaria nada do que sentia, não à ela e nem a ninguém, mas nada o impedia de demonstrar o quanto a amava.

Afinal, sim, ele a amava.

E não trocaria esse tempo com ela por nada nesse mundo.


Notas Finais


E foi isso! O que acharam da one? Tiveram vontade de chorar no final? POR FAVOR ME DIGAM QUE EU NÃO FUI A ÚNICA OTÁRIA QUE QUASE CHOROU COM ISSO, AHHHH!

Tirando essa parte, enquanto eu escrevia aquele parte, onde o cabo do fone desconecta do celular, eu fiquei pensando em qual música tocaria, porque não, eu não tinha nenhuma ideia de qual seria. Vocês pensaram em alguma? Até agora eu não faço ideia de qual seriakkk

Me desculpem qualquer erro de ortografia, eu revisei sim o capítulo, mas não duvido nada que tenha deixado passar alguns erros, ainda mais porque tinha acabado de escrever quando revisei e essa combinação nunca dá muito certo, eu fico muito desatenta quando acabo de escrever, por isso sempre deixo pra revisar no outro dia (ou no outro mês, caso eu esqueça, oof), mas dessa vez não dava, por motivos óbvios ;---; Se virem qualquer erro, não hesitem em me dizer nos comentários, eu ficaria muito grata pela ajuda ^^

E é isso, obrigado por chegar até aqui, eu aprecio muito sua disposição para ler minha one ^^

Bye ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...