História Novo Amor - Fanfic Harry Potter - Capítulo 14


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Argo Filch, Arthur Weasley, Bellatrix Lestrange, Cho Chang, Dolores Umbridge, Fílio Flitwick, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lord Voldemort, Personagens Originais
Tags Amor, Fanfic, Fantasia, Harry Potter, Hogwarts, Ordem Da Fenix, Personagem Original, Romance
Visualizações 51
Palavras 2.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello mores me perdoem pela demora com capítulo novo :V
Aqui está devidamente atualizado.
Recado para quem tá correndo pro Nyah pra ler até o capítulo que parei (47): vcs terão que ter paciência pois apenas continuarei a história quando terminar de editar cada capítulo, sinto muito, mas não se preocupe pois eu vou continuar sim.
Boa Leitura <3

Capítulo 14 - O Primeiro Patrono


Fanfic / Fanfiction Novo Amor - Fanfic Harry Potter - Capítulo 14 - O Primeiro Patrono

O jogo da Grifinória contra Sonserina chegou tão rápido que nem pude fazer as pazes com Lucy antes disso. Vi ela na arquibancada com a roupa especial que ela estava planejando fazer semanas atrás: uma blusa verde e branca com o brasão da Sonserina, escrito Draco Malfoy atrás. Certamente ela havia terminado a minha, mas como não conversamos mais acho que não se deu o trabalho de me entregar. Tudo bem, confesso que a culpa por essa pequena confusão é totalmente minha e eu deveria tentar entender o que se passa na cabeça de Lucy para cometer aquela estupidez do que julgá-la.

O tempo passou rápido e eu não sabia o que mais havia acontecido com ela, mas aparentemente estava bem com Malfoy, já que teve coragem de usar aquela roupa. Percebi que estava sendo uma péssima amiga quando reparei que ela estava sentada sozinha no banco, sem ninguém para conversar, e o que era para ser um dia eufórico para nós na verdade estava sendo uma tortura.   

Vaguei tanto em meio aos meus pensamentos mais uma vez que mal prestei atenção na partida. Sabia que Harry e Draco sempre davam um jeito de se desentenderem, isso não era mais novidade para mim, mas aparentemente as coisas estavam passando dos limites e eu só percebi isso quando ambos desceram da vassoura e começaram a troca de ofensas em algum momento da partida.

- O que está acontecendo? – perguntei um pouco aérea. 

– Eles estão discutindo, aparentemente. Vamos nos aproximar. - Hermione puxou-me para irmos para mais perto. 

Descemos até o térreo e tentamos ouvir um pouco do que estava havendo até Fred e Jorge entrarem no meio para defender Harry. A confusão estava ainda maior e todo o jogo foi interrompido por causa dela.

- Isso não é nada bom! – Mione pronunciou, arrastando-nos até um pouco mais perto deles. Aquilo me incomodou, não gostava de me meter em confusões que não me dizia respeito, mas diversos alunos aproximaram-se curiosos e praticamente fomos empurradas para perto.*

Dolores apareceu em poucos segundos, andando de um lado para o outro como um cão peludo e adestrado. Ordenou que levasse os jogadores da Grifinória que entraram no meio da briga para sua sala imediatamente, provavelmente receberiam uma detenção daquelas! Harry foi dando as costas quando de repente Draco olhou para mim de relance e gritou. 

– Ei, Potter. – Ele deu um sorriso malicioso e piscou para mim. - Ainda pego a sua. 

Harry teve um acesso de raiva tão grande que teve de ser segurado por Fred e Jorge juntos antes de pular em Malfoy. Fiquei tão chocada com aquela declaração imbecil gritada aos quatros ventos de Draco que tive que me conter para não cuspir nele. Idiota! Pensa que sou lixo descartável feito Lucy? Ele estava muito enganado!

Depois disso, mais tarde na sala comunal, soube que Harry, Fred e Jorge foram expulsos do time mas que não aconteceu nada com os envolvidos da Sonserina. Mais uma vez não me surpreendi, já que Dolores demonstra sua preferência sem ser questionada por ninguém.

 

A primeira coisa que eu queria ter feito no dia seguinte quando a poeira baixou era tirar satisfações com Malfoy. Confesso que tentei por várias vezes seguir até ele, mas me detive quieta em meu canto. Tudo o que eu fiz foi observar, já estava me sentindo uma planta tão morta que nem fotossíntese fazia mais. Eu precisava fazer alguma coisa, eu queria fazer, e uma dessas coisas era socar a cara daquela cobra loira até perder todos os dentes; outra coisa era consolar Harry, dizer a ele que aquele não era o fim do mundo quando ele se sentou desolado no sofá em frente a lareira e vi seus olhos marejarem tristes. Mas eu, lerda, sonsa e sem nenhuma determinação não fiz nada. Isso me fez questionar pelo resto do dia o que estava fazendo na Grifinória quando sua maior característica é a coragem, ousadia e é uma casa que preza pessoas de corações destemidos.

No fim da tarde, após mais um cômodo dia cheio de estresse e amargura vi Lucy andando pelo jardim e decidi que deveria começar por ela.

– Podemos conversar? – chamei sua atenção e sentamo-nos debaixo de uma árvore. 

– Claro. – Ela tentou sorrir. - Como está Harry? Espero que bem depois daquele show de circo.

– Triste, pelo que deu pra perceber, mas eu não sei. Não falo muito com ele ultimamente mesmo depois de tudo.  – Confessei me concentrando em não desmoronar. Confesso que sentia uma vontade absurda de me fundir ao chão e nunca mais sair de lá.

– Tem sido uma droga, não é? – Ela perguntou e suspirou baixinho, passando seus dedos finos em sua face. Lucy parecia que havia emagrecido um pouco e seu corpo estava aparentemente frágil.

– Sim. Nunca imaginei que as coisas sairiam assim do nosso controle. Parece que ao mesmo tempo que faço a diferença aqui eu não existo. Nem sei como explicar ou se isso seria possível... – tentava expressar quando percebi lágrimas caindo dos olhos da minha amiga. – Lucy?

– Me sinto tão só, Anne. – ela confessou, deixando as lágrimas rolarem torrenciais. - Você tinha razão, eu e Draco juntos não poderia ser. Não sei como me deixei levar por uma ilusão dessas, por deus!

– Ele tem te ignorado mesmo depois de...? 

– Ficamos mais uma vez depois daquilo. Mas ai eu descobri que ele ficou com outra. – ela soluçou. – Descobri ontem à noite.

– E como descobriu isso? 

– Pansy. – Lucy suspirou tentando parar com os soluções. - Ela me contou, não poupando detalhes de quando e onde. Que nojo! Como ele pode ser tão frio assim?

– E o que Draco falou? Você conversou com ele após isso?

– Ele negou, claro. Mas depois dele gritar para Harry que te pegaria eu não consigo acreditar mais nele e isso tem me deixado desesperada. Ele não é o que pensei e aparentemente não há nada que eu posso fazer para que ele me ame e me respeite. 

- Eu sinto muito, Lucy. Juro a você que jamais me passou pela cabeça ficar com Draco ou dar espaço para ele sequer imaginar que poderia me conquistar. – Me defendi e abracei minha amiga pelos ombros.

- Eu sei, confio em você. Mas ele é tão mesquinho que me faz acreditar em sua reputação, no que as pessoas contam sobre ele. Elas tinham razão... você também tinha quando tentou me alertar de que nada do que eu imaginei aconteceria. Como posso ser tão ingênua?

Eu e Lucy ficamos abraçadas por um tempo até ela conseguir parar com os soluções e com o choro. 

– Conte-me como foi. 

– O que? 

– Sua primeira vez. Quero saber. 

– Ah, bom... Na torre leste, no último andar, tem umas coisas velhas. Eu estava indo te procurar quando vi Draco indo para o outro lado e lá havia montes de camas, inclusive. Ele estava procurando um lugar para guardar umas coisas... enfim é segredo dele. O lugar é afastado, empoeirado, cheirando a coisas velhas, e muito esquisito, quase parece um cenário de filme de terror. Ele me mostrou uma caixa com algumas de suas coisas, Draco reconheceu sua cama do primeiro ano no monte de outras velharias que lá estão estocadas. Foi lá que aconteceu. Nós brigamos um pouco e depois nos beijamos até não aguentar mais, estávamos sozinhos, nada pra nos impedir, nem mesmo a consciência. Mas foi incrível apesar da nossa falta de jeito. Nossos corpos se tocando, nossos lábios colados um no outro com tanto desejo que não conseguimos nos conter e deixamos nos levar pela tentação. Doeu muito também, mas eu estava tão feliz que nem me importei. Foi perfeito Anne, pelo menos para mim, e eu achei que fosse pra ele também. 

– Eu sinto muito. 

– Não. Você tinha razão, eu fui precipitada. Mas eu sei Anne, amo Draco com todas as minhas forças e isso tá me fazendo desmoronar dia após dia. – Ela confessou, amassando a ponta de sua saia com tanta força que parecia que algo dentro dela doía. E eu sabia que sim.

– Não tenho dúvidas disso, Lucy. Não é culpa sua por ele ser como é e muito menos não é culpa sua não conseguir mudar o modo que ele pensa. – pedi sentindo-me triste por ela. - Me perdoa por te deixar quando precisou. 

– Tudo bem. Agora, o que faremos? Tá tudo tão difícil por aqui e nós não podemos simplesmente desaparecer antes do ano letivo acabar.

– Não sei o que fazer, estou perdendo espaço e juro que em alguns momentos eu desapareci das vistas dos outros. Não sei por que eu achei que conseguiria ficar com Harry. É obvio que não podemos mudar a história. 

– Bom, que está uma droga é verdade mas, vocês se beijaram. Isso muda algo na história sim... e a atitude do Harry em tentar atacar Draco quando ele disse que te pegaria só demonstrou o quanto ele ainda está apaixonado por você.

– Sei que Harry sente algo por mim. Sei que nossos beijos foram únicos, sei que ele está confuso tanto quanto eu... 

– Então! Você mudou algo na vida de Harry. Não foi Cho, nem Gina, nem qualquer outra. Foi você e sempre será, mesmo que ele siga sua vida. Ninguém esquece o primeiro amor, Anne, mesmo que ele seja difícil de lidar e não leve a lugar algum. 

Refleti sobre aquilo enquanto observava as luzes do castelo se acenderem aos poucos. Talvez fosse verdade, apenas o tempo me diria isso.

– Mas agora eu estou perdida! Estou cansada, chateada e mais sozinha do que nunca. Eu sou louca por ele, Lucy, mas eu não sei lidar com isso e só agora percebi. 

Lucy secou as últimas gotas de suas lágrimas que estavam em seus cílios e alisou sua face, suspirando e controlando sua voz manhosa por causa do choro.

– Agora você tem a mim outra vez. Nós devemos dar a volta por cima e nós vamos dar. 

– Como? O que pretende fazer? 

– Eu não sei, mas chorar não vai me ajudar em nada. Vamos erguer nossas cabeças e não deixar que outras pessoas vivam o que estamos lutando para viver.

**

Sábado. Hermione me empurrou para mais uma reunião da AD, mesmo eu dizendo contínuas vezes que não estava disposta para tal. Se eu acho que estou ficando realmente invisível, ela sempre vem e me mostra que não me fazendo levantar da cama ou do sofá e viver alguma coisa que não seja vegetar e ler livros. Bem, pelo menos eu tenho uma amiga – além de Lucy – que me dá ânimo para algo. Parece inacreditável, não é? Hogwarts chata, monótona e te fazendo desejar morrer ao invés de viver tudo o que ela oferece. Mas, 70% disso é por causa da vaca rosa chamada Dolores.

Vaca, gata, sapa, cachorro adestrado, pedaço de ploteca, ameba, chupa ro... enfim, cada dia um apelido diferente pra aquela mulher que faz a existência da maioria dos alunos miserável.

– O feitiço do patrono é simples. Basta canalizar toda felicidade que há em você. - Harry continuava dando as aulas mesmo depois de toda a perseguição que ele sofria. - Pensem em algo feliz, um momento guardado ai, no fundo dos seus corações. Depois digam o feitiço. 

As garotas estavam empolgadas com a perspectiva de conhecer seu patrono, a maioria pulava de felicidade na perspectiva de vê-lo. Eu estava mais uma vez afastada do grupo apenas observando. 

Depois de muito esforço, muitos conseguiram a forma de seu animal. O de Rony era um cachorro, eu imaginei um cachorro de cabelos ruivos como ele. O de Hermione era uma lontra, não entendi porque, achava que o patrono tinha algo a ver com a personalidade da pessoa e sempre imaginei o patrono de Hermione sendo um golfinho, pois é o animal mais inteligente de todos. De Gina um cavalo, prefiro não comentar. De Luna uma lebre, tão maluco quanto ela e me fez lembrar de Alice no País das Maravilhas. Cho um cisne, gracioso e leve, tão lindo que me fez suspirar e ter uma pontada de inveja. 

– Olá. – Ouvi a voz de Harry próximo a mim enquanto os outros tentavam o feitiço. - Não quer tentar? 

– Eu estou observando os outros. – respondi um pouco sem graça.

– Sei mas gostaria de ver qual é seu patrono. E você estava curiosa, não é? 

– Sim, bastante. - Eu realmente queria saber. - Vou tentar, mas não prometo conseguir. 

– Lembre-se de um momento feliz em sua vida. – ele recordou e tentou sorrir, saiu fraco mas ainda assim me fez me sentir mais confortável. 

– Certo. - Concordei pensando em que deveria tentar. - Um pensamento feliz, um pensamento feliz... – Repeti para mim mesma antes de emitir o feitiço, me forçando a me sentir bem por um momento. - Expecto Patronum. 

Saiu uma fumaça dourada de minha varinha, porém não chegou a formar nenhum tipo de animal. Fiquei olhando para aquilo e me perguntando como saiu um brilho dourado ao invés de prateado. Até nisso estou fracassando. 

– Concentre-se numa lembrança realmente feliz. - Harry alertou, aproximando-se um pouco mais com cautela. 

Lembrei-me de uma festa de aniversário que tive aos doze anos na praia. Foi a melhor festa de todos os tempos para mim.

– Expecto Patronum. - Não funcionou, outra vez. 

Inferno!

– Além da lembrança ser feliz, ela deve mexer com você. Entende? Ela deve tomar conta de todos os seus sentidos e tornar aquela lembrança em algo real, na forma de um patrono que a protege do que é ruim. 

Encarei Harry um segundo me perguntando o que deveria pensar então. No momento a única lembrança que mexia comigo eram nossos beijos. Mas eu não estava realmente feliz. Me sentia culpada por adorar aquilo e estar estragando a história dele com a minha presença mesquinha. 

– Tudo bem. – Suspirei e deixei meu corpo ser tomado pelo arrepio ao lembrar do toque de seus lábios nos meus. Uma lembrança um tanto dolorosa e que me fez desejar beijá-lo mais uma vez. - Expecto Patronum. 

A luz prateada saiu novamente dando forma a figura de um enorme leão, forte e bonito, brilhante e audacioso que correu por entre todos os outros na sala, contornando seus patronos, avançando contra o de Gina e fazendo seu cavalo sumir. Um leão... não pude deixar de compará-lo ao leão de O mágico de Oz, que se sente fraco e medroso perante os outros mas que na verdade sonha em ser destemido e corajoso. Um legítimo leão grifinório, talvez.

A minha força estava dentro de mim, sabia disso. Minha coragem também, eu só precisava deixa-la se extravasar.

– Isso foi brilhante! - Rony gritou dando palmas. 

Os outros seguiram com ele, deixando-me completamente constrangida. 

– Foi perfeito. - Harry elogiou baixinho. - Você tem um patrono incrível. Tão bonito quanto você. – Ele piscou e me fez corar. - Próxima aula terá combates. Até mais. - Harry encerrou e sorriu para mim mais uma vez. 


Notas Finais


Vamos falar um pouco sobre patronos;
na primeira versão eu tinha colocado que o patrono da Liz/Anne era um tigre, mas quis mudar por causa das circunstâncias. Ela está num momento em que se sente fraca e nem um pouco corajosa, se perguntando se realmente pertence a essa casa e se sentindo tão invisível quanto o Drax em Guerra Infinita. Sabemos que o patrono corpóreo (aquele que toma forma) é um animal que transmite aquilo que você sente (aka o patrono do snape ser o mesmo que o da Lily por causa do amor que ele sentia por ela) e assim nasceu o patrono da Anne. Poderia ser um parecido com o do Harry que demonstrasse o quanto ela gosta dele? Sim... porém a definição que dei sobre o leão de Oz eu gostei mais, fora que é o símbolo da casa.
Qual é o patrono de vocês? eu sempre acreditei fielmente que o meu seria algum felino, mas confesso que não me lembro qual tirei no pottermore.
Até o próximo e tenham paciência, pleaseeeeeeee!


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