História Novo Sol - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Ariana Grande, Bangtan Boys (BTS), Elizabeth Gillies, Justin Bieber, Little Mix, Shawn Mendes
Personagens Ariana Grande, Elizabeth "Liz" Gillies, Jeon Jungkook (Jungkook), Justin Bieber, Kim Taehyung (V), Perrie Edwards, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Colegial, Escolar, Jariana, Magia, Sobrenatural, Taekook, Vkook
Visualizações 63
Palavras 4.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente, aqui está o capítulo número 12!
Ele era para ter saído ontem, mas tive problemas com a internet e não consegui postar, mas aqui está!
Espero que gostem :D

Capítulo 12 - Enemies


No capítulo anterior:

 

Narrado por Kim TaeHyung

 

    Nos olhamos e entendemos a ideia de cada um. Nos preparamos e uivamos o mais alto que conseguimos, começando a correr logo em seguida.

 

    Eu não sabia o que tinha nos perseguido, mas parecia ainda estar vindo atrás de nós lentamente. E aquilo não nos atacou, não fez nada. Quando ficamos frente a frente com aquilo, simplesmente tivemos alucinações.

 

    Por algum motivo, quando chegamos perto da luz, ele parou de nos seguir, como se tivesse medo da luz. Acabei vendo apenas um vulto correndo de volta para a floresta. Seja lá o que fosse, estava ali e podia atacar qualquer um.

 

    Depois que chegamos do lado de dentro, por algum motivo, enquanto todos cuidavam de JungKook, senti a sensação que o que quer que nos perseguiu, estava ali com nós. E eu era um ômega, meu senso sobrenatural não mentia: seja lá o que nos atacou, estava entre nós.

 

사랑이 우리의 마음에있을 때 인생은 더 달콤합니다

 

Narrado por Ariana Grande

        No dia seguinte




 

    



 

    Era um corredor escuro, um breu. De repente, duas luzes se acendem no final dele: uma vermelha e uma verde. Comecei a me aproximar, e à medida que chegava perto, sentia uma certa energia confusa no ar.

 

    Ao mesmo tempo que sentia uma energia boa e pura ali, outra maligna e sombria pairava pelo local. Senti calafrios, mas não tinha outra escolha. Caminhei até as luzes e de repente apareci em uma cela.

 

    Eu estava aflita. Balançava as grades com força tentando sair, mas era um esforço inútil. Eles seguravam ele pelo pescoço e era notável que ele começava a ficar sem ar. E aquilo tudo era por mim. Eu não merecia. Eles estavam usando aqueles malditos bastões de choques, e nem gritar ele conseguia, não tinha ar o suficiente.

 

    Doía ver que ele estava sofrendo. Sofrendo para me salvar. Eu não podia fazer nada, estava presa ali, e completamente fraca. Só conseguia pensar em quando aquele pesadelo acabaria.

 

    Abri os olhos assustada. Olhei para os lados em alerta e logo notei que tudo foi um pesadelo. Suspirei fundo me sentindo cansada. Todos os sonhos que eu estava tendo desde que cheguei na escola pareciam estar me deixando exausta.

 

    Eles eram reais demais, vividos demais. Eu sentia como se aquilo realmente tivesse acontecido comigo. Toda vez que eu acordava, eu sentia aquilo preso em mim, mas não como um pesadelo comum — eu sentia como se eu tivesse deixado algo para trás, como se tivesse abandonado alguém, como se tivesse falhado.

 

    Aqueles sonhos pareciam todas as minhas tentativas de ter sucesso, mas com um final sempre igual: o fracasso. Levantei um tanto quanto pensativa depois daquele último pesadelo. Liz não estava no quarto, pois sempre levantava mais cedo do que eu.

 

    Fui até o meu caderno e ajeitei a caneta em minhas mãos. Comecei a anotar o final de todos os sonhos. Depois de tudo organizado, li-os em voz alta.

 

— Primeiro sonho: homens de preto levando eu e a outra criança.

Segundo sonho: pessoas rodeando uma sala, provavelmente tristes

Terceiro sonho: estava correndo de algo na floresta e acabei caindo em um buraco.

Quarto sonho: eu e algum garoto correndo de mãos dadas.

Quinto sonho: um menino sendo preso em uma cela.

Sexto sonho: um garoto abraçando uma garota em um corredor.

Sétimo sonho: um garoto sendo eletrocutado para me salvar.

 

— Mas eu não falho em todos. — pensei.

 

    Aquilo deveria ser bobeira minha. Os sonhos não tinham nenhuma coisa em comum, e eu podia estar paranóica. Fechei o caderno e o coloquei debaixo do travesseiro.

 

    Me levantei da cama, me arrumei e olhei a paisagem pela janela. Percebi a movimentação esquisita, Parecia que os alunos estavam correndo para ver algo. Abri a janela e me sentei nela para ter mais visão. Era perigoso eu cair, mas tive certeza de segurar em algo por via das dúvidas.

 

Olhei para a direção em que os alunos corriam e percebi uma multidão ali, e fiquei imediatamente preocupada ao perceber que ali era a área das mesas onde eu e meus amigos ficávamos todos os dias.

 

Eles provavelmente estavam ali no meio. Arregalei os olhos, fechei a janela e corri para o lado de fora. Ao chegar ali, percebi o quão grande era o tumulto. Mas tinha um grande espaço vazio no meio, então as pessoas estavam com medo de chegar perto.

 

    Era muitas pessoas falando, mas pude perceber que alguém estava gritando. Provavelmente era uma briga ali naquele meio. Não demoraria para que alguém chegasse e os impedisse, já que estavam super próximos do prédio.

 

    Entrei no meio das pessoas e tentei chegar mais para frente. Quanto mais perto eu chegava, maior a minha certeza de que era uma briga. Mas eu reconhecia aquela voz que estava gritando.

 

    Assim que cheguei no meio, me deparei com Justin gritando com um garoto. Arregalei os olhos surpresa e levei a mão até a boca.

 

    Não pude escutar muito da discussão, pois assim que cheguei, eles começaram a brigar. Justin deu um soco tão forte no nariz do outro que quase pude sentir a dor em mim. O que mais me assustava era lembrar de tudo o que já me falaram. Ninguém interviu na briga, e as lembranças das falas dos meus amigos vinham à minha mente a cada segundo.

 

“— Alguma coisa aconteceu com ele, talvez esteja sob algum feitiço muito forte ou algo ainda mais poderoso, ele bota medo em todo mundo. Ninguém discute com ele, as pessoas não têm coragem nem de passar perto dele às vezes. — Liz começou a contar e comecei a ficar tensa com aquilo.

 

— Quando JungKook chegou aqui, ele tremeu de medo quando esbarrou em Justin sem querer. A gente, só de olhar, fica com medo também. Ninguém bate de frente com ele, Ariana, ninguém. Admiro a coragem que Jackson tem, mas ele também sabe que Justin não é um lobisomem comum. — disse Perrie com a voz um pouco falha. Ela parecia desconfortável em falar sobre aquilo.

 

— Quem olha para ele, só consegue enxergar uma coisa: intimidação. A gente nunca viu ele dar um sorriso de verdade, nunca. Mal consigo me lembrar da voz dele, nunca escutamos ele dar uma risada. — disse Shawn — Ele definitivamente não sente nada, Ariana. Ele é… sei lá, mas não gostaria de me meter no caminho dele.”

 

    Eu não sabia quem Justin pensava que era para ficar batendo nos outros sem motivo, mas eu não era do tipo que deixaria aquilo acontecer. Não sabia o motivo daquilo tudo, mas violência nunca resolveu qualquer problema.

 

— Você ficou maluco, foi, Justin?! — gritei e fui até ele o empurrando para longe do garoto.

 

    Ele pareceu surpreso ao me ver ali. Tanto ele quanto as outras pessoas ficaram surpresas ao ver que eu intervi na briga dele.

 

— O que você quer aqui, Ariana?! — perguntou quase gritando.

 

— O que eu quero aqui?! Que você tome vergonha nessa sua cara e largue do pé do menino! Você tem retardo?! — perguntei nervosa fazendo ele recuar mais para longe do garoto.

 

    Como aquele local era super próximo do prédio principal da escola, logo vários seguranças chegaram e começaram a dispersar a multidão, e obviamente, ir atrás dos envolvidos. Eles chegaram e ficaram entre mim e Justin, como se nós fôssemos o motivo da briga.

 

— A diretora vai querer falar com vocês. Para a sala dela, agora. Os três! — falou um dos seguranças em tom bravo e logo fechei a cara me sentindo injustiçada.

 

    Eu tinha ido apenas separar a briga, eu não tinha nada a ver com aquilo. Andei na frente deles indo até a diretoria, pois não tinha paciência alguma para escutar Justin resmungando lá atrás.

 

    Enquanto estávamos a caminho, olhei para trás e vi que Justin era o único que estava sendo levado com uma algema.

 

Qual a necessidade de uma algema?

 

    O outro garoto também bateu nele, deveria estar com uma algema também, mas não estava, assim como eu. O que tinha tão de especial no Justin para ele ser o único?

 

    Os seguranças abriram a porta da diretoria e deram espaço para que entrássemos. Por coincidência, tinha exatamente três cadeiras, para nós três. Revirei os olhos e sentei na cadeira do meio, tentando ser o mais educada possível com a diretora, já que ela não tinha nada a ver com aquilo.

 

    Justin se sentou à minha direita e o outro menino à minha esquerda. Olhei para os dois rapidamente e olhei para a diretora esperando que algo acontecesse. Os seguranças fecharam a porta e saíram, mas dois ficaram ali dentro apenas por precaução.

 

— O que aconteceu ali embaixo? — perguntou num tom calmo.

 

    Eu me surpreendia ao ver ela tão calma diante do problema. Eu não sabia o que aquele menino era, mas não parecia ser humano, e Justin era um lobisomem alfa, e os dois estavam brigando, sendo separados por uma bruxa descontrolada. Era para ela estar pelo menos um pouco preocupada.

 

    Ela parecia realmente saber lidar com tudo, como se tudo estivesse planejado. Ela era a única pessoa que me passava sensação de segurança dentro daquele lugar.

 

— Ele se incomodou com pouca coisa e já veio para cima de mim. — Pela primeira vez escutei a voz do garoto, e ele parecia estar se fazendo de vítima, mas ainda assim, eu estava do lado dele.

 

— Ai, pelo amor de Deus, Justin, você brigou com ele de frescura, né? Mereço. — resmunguei suspirando fundo e olhando para o teto.

 

— Isso não é verdade. Se esse bostinha não estivesse falando coisa que não devia, nada disso tinha acontecido. — Justin rebateu e pude perceber que ele já estava bravo demais.

 

— Nossa, você é muito descontrolado, calma! — falei num tom de urgência e provocativo.

 

— Falando coisa que eu não devia?! — O outro garoto gritou e bateu a mão na mesa da diretora, se levantando de uma vez só.

 

    Olhei surpresa para ele e me levantei dali, saindo de perto deles, indo para trás de Justin. Era melhor deixar os dois discutirem do que me meter no meio por pouca coisa.

 

— E por acaso é mentira dizer que a Ariana quebrou as regras da ESCOLA para entrar naquela sala à noite e ficar escrevendo merda em diário?! E você ainda acobertou! Todo mundo sabe que os avós da Ariana já morreram há MUITO tempo e a culpa é DELA, então você não tem que ficar acobertando ela! Ela é uma ameaça aqui dentro!

 

    As palavras saíram da boca dele com tanta emoção que fiquei sem reação. Logo me lembrei do que aconteceu assim que acordei aquele dia:

 

“Corredor vazio. Silencioso até demais. Ao chegar no seu final, depois de descer as escadas, percebi que o portão estava fechado. Pude escutar os alunos reclamarem do lado de fora.

 

Mas eu não me tranquei aqui. — pensei.

 

— Ei! Abre isso aqui! — bati de leve no portão chamando a atenção de um dos funcionários que estava do lado de fora.

 

— Não tenho a chave! Como a mocinha se meteu aí?!

 

   Lembrei do que Katheryn me disse. Eu não podia me meter em confusões.

 

— Eu me perdi e acabei parando aqui! — menti.

 

   Peguei o meu CDE no meu bolso, mas senti que tinha algo a mais no bolso da jaqueta. Tirei dali e vi chaves. Tremi internamente. Porta trancada. Chaves no meu bolso. Alguém estava tentando me incriminar?

 

— Achei isso no chão. Talvez seja da porta. — menti mais uma vez.”

 

    Por que Justin teria me trancado ali? E de forma aquilo me ajudaria? Não fazia sentido. Mas o que mais cortava o coração era saber que, de alguma forma, ele sabia do que aconteceu com os meus avós. Se ele sabia, todo mundo sabia. E isso me fazia uma ameaça, ele me considerava ameaça.

 

    E mais uma vez eu estava sendo acusada de ser responsável. Eu era realmente a responsável, tudo foi culpa minha, mas eu não quis. Não foi a minha intenção, mas parece que para ele, isso não importava.

 

    Eu sabia que Justin ia reagir àquilo. Eu não sabia o que Jackson tinha falado para ele há alguns dias atrás para que Justin e ele começassem a brigar, mas não era necessário muito para que Justin explodisse. O problema era que estávamos na sala da diretora com mais dois seguranças que eram o triplo do meu tamanho.

 

    Os dois estavam com os olhares travados, mas pude perceber o quão diferente aquilo era. Quando Jackson e Justin discutiram, um desafiava o outro pelo olhar. Mas agora, Justin era o único que realmente estava com raiva no olhar. O outro menino tinha puro medo nos olhos.

 

    E aquilo me deixava triste, extremamente triste. Ele sentia tanto medo do que eu podia fazer que queria a todo custo avisar a todos sobre mim. Quando se está com medo, é pior do que quando se está com ódio: você faz coisas que nunca faria em dias normais. Ele estava com tanto medo do que eu podia fazer que estava até enfrentando Justin para tentar reforçar o perigo que eu causava.

 

    O maior problema de quando se está com medo é que você nunca tem noção do que pode acontecer: e aquele garoto não sabia do que Justin era capaz.

 

    O tempo parecia congelado, como se todos estivessem esperando a reação de Justin. Menos de um segundo parecia uma hora ali, aquilo era agoniante. Eram tantos pensamentos na minha mente que ficava confusa, e tudo o que eu precisava era de um tranco para voltar para o tempo.

 

    E o tranco que me acordou foi as costas do menino batendo na parede. Justin começou a enforcá-lo enquanto o pressionava contra a parede. Os seguranças praticamente voaram neles e conseguiram separá-los.

 

    Eu estava encostada na parede ao lado da diretora sem conseguir falar nada, era coisa demais para o meu cérebro digerir. Não conseguia tirar meus olhos de Justin, pois aos poucos eu entendia o que tinha acontecido.

 

    No dia em que eu dormi na sala enquanto escrevia no meu diário, Justin devia ter me visto, de alguma forma. Ele podia ter achado algum jeito de trancar o corredor para que ninguém me incomodasse, e colocou a chave no meu bolso para que eu pudesse sair quando acordasse.

 

    Eu estava surpresa que ele havia feito isso. A situação já estava calma de novo e eu ainda estava estática.

 

— Ariana, pode ir, você já fez o que deveria ter sido feito, obrigada. Justin, pode ir também, depois teremos uma conversa. — disse a diretora e assenti um pouco aérea — Já você, Sr. Vernon, teremos uma conversa agora mesmo.

 

    Andei em direção a porta da sala olhando para o chão, e acabei me esbarrando em Justin. Olhei para ele sem palavras e logo percebi o quão longo foi o tempo em que ficamos nos encarando. Olhei para frente novamente e saí da sala.

 

    Logo depois de mim ele saiu, e me virei para ele, esperando uma resposta. Ele me olhava e parecia não saber o que falar.

 

— Você estava lá? Naquele dia, na sala. — perguntei em baixo tom.

 

    Ele parecia estar querendo negar.

 

— Não era para você saber. — falou com a voz enrolada.


 

사랑이 우리의 마음에있을 때 인생은 더 달콤합니다

 

Narrado por Justin Bieber

        Dias atrás




 

    



 

    Já era tarde e eu precisava voltar para a escola, ou eu teria mais problemas com a diretora, e e eu não estava nem um pouco afim de ter ela e mais os professores no meu pé. O único jeito de entrar despercebido era ir até alguma sala e sair de lá como se nada tivesse acontecido, depois era só criar uma desculpa qualquer.

 

    Pulei um muro e entrei por uma janela para dentro de uma pequena sala que parecia ser de limpeza. Abri a porta com cautela para ver se não tinha ninguém por perto e caminhei pelo corredor tranquilo ao perceber que era silêncio total.

 

    Assim que passei em frente a uma sala, escutei o barulho de algo que se parecia com um lápis caindo no chão. Me esgueirei na porta e vi alguém dormindo na sala. Não demorou para que eu notasse quem era: Ariana.

 

    Fui até ela lentamente e percebi que ela estava dormindo em cima de um caderno. Tirei cuidadosamente o cabelo dela de cima de uma página em que seu rosto não tampava e li o que estava escrito.

 

    Pude notar que o rosto dela e a folha estavam molhados.

 

Ela estava chorando?

 

    Pelo o que estava escrito naquele caderno, parecia ser algo muito pessoal, então preferi parar de ler. Senti meu corpo pesado com aquilo, Ariana estava se desculpando, se desculpando pelo o que aconteceu aos avós dela.

 

    Se eu a deixasse ali dormindo, talvez outra pessoa a visse, e seria pior. Logo pensei que eu poderia a trancar dentro da sala, mas as salas tinham janelas e qualquer poderia ver quem estava dentro.

 

    Logo me veio uma ideia à cabeça. Além das janelas para o corredor, tinha as janelas maiores que iam para o lado de fora, e essas tinham persianas. Fechei todas elas com cuidado para não fazer muito barulho e logo toda a sala estava escura.

 

    Saí da sala e caminhei até uma das centrais de monitoramento. Uma central de monitoramento era basicamente uma sala que ficava com alguns responsáveis nela, observando as câmeras e vendo se tudo estava bem pela escola. Cada área da escola tinha uma central, e a central que monitorava a área das salas de aula era naquele corredor.

 

    Assim que cheguei lá, escutei atentamente para tentar saber se não tinha ninguém dentro. Escutei um coração batendo, então não podia entrar. A porta estava fechada e era trancada com senha. Pensei o mais rápido que pude numa solução, mas escutei um barulho assim que a maçaneta da sala foi girada.

 

Rapidamente me escondi dentro de uma das salas e fiquei em silêncio para que não me notasse ali. A única pessoa que estava na sala saiu e provavelmente teria que digitar a senha de novo para que a porta se trancasse. Não tinha jeito de tentar olhar pela janela a senha, porque ele estava na frente.

 

Não tinha jeito de saber qual senha era. Escutei os passos dele se distanciando e não demorou muito para que fosse embora. Saí da sala rapidamente e encarei aquele teclado de senha. Me aproximei o máximo possível das teclas e tentei sentir qualquer cheiro que denunciasse qual era a senha.

 

Logo um cheiro bem fraco chegou ao meu alcance. Era cheio de suor. Provavelmente as mãos dele estavam suadas, e pouco do suor ficou nas teclas. As teclas suadas eram a 2, 6 e a 0.

 

Olhei atentamente para as teclas e percebi que a tecla 0 era a mais desgastada. Todas as teclas estavam novas em folha, a 2 e a 6 mais ou menos e a 0 era a mais apagada. Logo presumi que o número de vezes que usaram 2 e 6 na senha era igual, e o 0 era usado pelo menos duas vezes mais

 

Seria muito óbvio 22660000, 66220000, 00002266 ou qualquer outra variação. Deixei minha intuição me levar a algum palpite e logo pensei em algo.

 

— 26062000 — falei pausadamente enquanto insiria a senha.

 

— Acesso permitido — uma voz robótica surgiu e a luz da tela ficou verde.

 

— Sou demais. — disse para mim mesmo entrando na sala.

 

    Nunca tinha entrado em uma central antes. Era maior do que parecia do lado de fora, era cheia de monitores — provavelmente por onde olhavam as imagens das câmeras — e mais outras coisas.

 

    Logo avistei um grande armário com várias chaves penduradas e fui até lá. Só uma delas era de cor vermelha, então assumi que essa fosse a chave do corredor. Saí da sala rapidamente e fui até o fim do corredor.

 

    Todos os corredores eram fechados por grades. Mas essas grades eram retráteis. Assim que as abriam, elas entravam para um espaço que tinha dentro da parede e liberavam o corredor. Eu teria que puxá-la para fora e trancá-la sem fazer barulho.

 

    Fui até a parede e posicionei minhas mãos na grade, e para a minha surpresa, era mais leve do que eu pensava. Puxei-a para fora lentamente e assim que chegou do outro lado, posicionei o cadeado e tranquei.

 

    Certifiquei de que estivesse realmente presa e logo voltei para a sala que Ariana estava. Fui até ela e coloquei a chave no bolso de sua jaqueta. Fiquei alguns segundos olhando para ela e logo saí daquele lugar.


 

사랑이 우리의 마음에있을 때 인생은 더 달콤합니다

 

Narrado por Ariana Grande

        Atualmente




 

    



 

    Fomos andando até o jardim enquanto ele me contava. Depois de ter me contado aquilo tudo, eu não sabia como responder. Estava totalmente sem palavras. Por que ele teve todo esse esforço em fechar o corredor para que ninguém me visse naquele estado? Nós não nos conhecíamos direito, e eu não gostava dele, assim como ele não gostava de mim. Não tinha nenhum motivo aparente para me proteger daquela forma.

 

— Muito obrigada, Justin, mas… por quê? Por que você teve esse esforço todo só por causa de mim? Podia só ter me acordado e me tirado de lá. — falei meio nervosa com tudo.

 

— Eu achei que você poderia ficar brava por ter te acordado e por ter lido parte do seu diário, Então preferi ter certeza de que você ficaria sozinha, seria humilhante demais alguém te ver daquela forma. — Por mais que ainda não me sentisse bem perto dele, tive que admitir, eu odiaria que alguém me visse daquela forma.

 

    Poderiam ler o meu diário, saber que eu chorei e me zoarem por aquilo. Ele praticamente me salvou de tudo aquilo. Além do mais, eu não podia estar lá naquele horário, era contra as regras. E, como estava seguindo à risca as advertências que Katheryn me deu, eu não podia me meter em confusões.

    

— Ariana, posso te fazer uma pergunta?

 

— Ahn, pode… — falei com a voz presa na garganta.

 

— Você estava chorando antes de dormir? — Fiquei nervosa no mesmo instante. Achei que ele não ia tocar no assunto, já que se mostrou tão sensível quanto à mim.

 

— Sim… — respondi em baixo tom.

 

    Justin se levantou do banco e me encarou com uma expressão vazia. Fiquei apreensiva com o que ele podia falar. Ele veio até mim e colocou a mão no meu cabelo.

 

— O alfa fraco não era eu, bruxinha? — Empurrou minha cabeça de leve e andou para longe.

 

    Meu sangue ferveu na mesma hora. Quem ele pensava que era? E para que ficar naquele teatrinho tosco fingindo que se importava comigo e depois ficar me provocando? Justin com certeza não me conhecia, e nessa competiçãozinha que ele estava tentando armar, eu só saíria como vencedora. Justin achava que era algo, mas era muito mais fraco do que aparentava. Só precisava de um impulso, e eu seria a primeira a enfiar uma faca nas costas dele.

 

    Quem brinca com fogo quer se queimar.




 

    Passados alguns minutos, finalmente me encontrei com Liz, Perrie e Cameron. A última vez que tinha os visto foi na confusão de Justin, mas nem tive tempo para falar com eles, pois estava ocupada separando a briga da criança e depois sendo levada para a direção.

 

— Ariana, você tá louca? Você separou a briga do Justin? — Perrie chegou já com uma cara de desespero.

 

— E o que tem? Se bem que acabei me arrependendo, porque aquele menino na real tava espalhando pro mundo que sou uma assassina e que sou uma bruxa descontrolada. — falei num tom de derrota me sentindo decepcionada.

 

— Então é verdade? — Liz perguntou e pude ver o quão surpresa ela estava.

 

— É… — falei curta e fiquei os olhando esperando suas reações.

 

— Deve ter sido muito difícil para você… — Pude notar o peso na voz de Cameron tentando não falar sobre aquilo.

 

— Podemos evitar esse assunto por favor? — pedi me sentindo desconfortável — O que mais me preocupa agora é… como aquele garoto conseguiu saber disso tudo?

 

— Ariana, acho que o que você deveria se preocupar não é sobre isso. Vernon é um humano, e isso sim é um problema. — Liz disse e meu coração gelou.

 

    Apesar da escola ter tantos alunos humanos quanto sobrenaturais, tudo acontecia paralelamente, então os humanos não tinham ideia de tudo que acontecia. E uma informação vazada, ainda mais sobre mim, uma bruxa que não controla os poderes, seria algo caótico, ainda mais sabendo que fui a responsável da morte dos meus avós.

 

    Uma vez que aquilo tudo fosse vazado, seria impossível parar, e logo se espalharia por toda a cidade e, consequentemente, mais cedo ou mais tarde, todo o mundo ficaria sabendo. Começamos a andar para o lado de dentro da escola enquanto discutíamos.

 

— Então ele descobriu tudo? Sobre o mundo sobrenatural?! — perguntei nervosa.

 

— Sim, isso é muito perigoso, e temos que ficar na cola dele, pois ele não pode espalhar isso de forma alguma! Mas não sabemos exatamente o que ele sabe, talvez ele só saiba metade da história, e não sabe nada sobre você ser uma bruxa. — disse Perrie um tanto quanto aflita.

 

— Ele pode simplesmente saber que você… matou os seus avós, mas não pode saber que você é uma bruxa, e aí que a história muda. — disse Cameron e concordei com a cabeça.

 

— Então temos que ficar na cola dele para saber tudo o que ele sabe, ou todo o mundo sobrenatural fica em perigo automaticamente. — disse Liz e então percebi o quão grave a situação era.

 

— Mas por que seria tão grave? Não poderíamos nos defender? Estamos em maior número. — disse um pouco confusa.

 

— Por questões de sobrevivência, Ariana. Os humanos surtariam ao saber que existem seres que são mais fortes do que eles. Não só isso, mas infiltrados na sociedade deles. Os humanos se sentiriam ameaçados e nos atacariam antes que fizéssemos qualquer coisa. — Pude notar o quão séria Perrie estava enquanto falava sobre isso — E não estamos falando sobre um grupo de cinquenta ou cem humanos, e sim milhões de pessoas. Governos do mundo inteiro unidos para nos destruir. Isso seria o nosso fim.

 

— Então temos que prender informação, não é? — perguntei me sentindo nervosa.

 

    Naquele momento entendi o porquê dos meus avós sempre me contaram que o mundo era um lugar cruel. Por ter sido sempre protegida por eles, nunca tive noção do quão grave aquilo era. Como não estava mais sob proteção deles, tinha que me cuidar e praticamente viver negando e escondendo quem eu era, ou coisas terríveis aconteceriam.

 

— Sim, caso ele não saiba de toda a história, temos que assegurar que ele não desconfie de nada. Se não vai falar com mais pessoas, e assim mais pessoas vão tentar e descobrir, e aí ficaríamos em perigo. — disse Cameron,

 

— Mas se nos aproximarmos dele, aí sim que ele desconfiaria, não acham? — questionei com tom de obviedade.

 

— Aí teríamos que mandar alguém que não é do nosso grupo ficar na cola dele. — Cameron respondeu.

 

— Pode deixar que eu sei quem pode fazer isso para a gente. — falei pensando em uma garota que era minha colega nas aulas de Química.

 

    Estávamos num corredor, portanto era possível que escutassem nossa conversa, e antes que eu avisasse para que ficássemos quietos até sair de perto de todas aquelas pessoas, uma quarta pessoa entrou na conversa.

 

— É melhor mandar alguém de confiança, podem desconfiar de algo… — uma menina alta de cabelos ondulados disse enquanto olhava para nós.

 

    O tom de voz dela foi estranho demais, e meu senso sobrenatural me dizia para sair de perto dela. Talvez ela já tinha escutado a nossa conversa toda, desde o começo.

 

— As pessoas nessa escola sabem mais do que você pensa, Ariana… Tome cuidado com o que vai se meter. — Assim que ela terminou de falar, saiu de perto de nós e umas nove pessoas a seguiram.

 

    Senti um calafrio descer por todo o meu corpo e olhei para Perrie, Liz e Cameron ainda surpresa.

 

— Ariana… — Cameron disse tão surpreso quanto mim.

 

— Isso foi um conselho ou uma ameaça? — perguntei ainda sem conseguir reagir ao que havia acontecido.

 

— Ariana, aquela é a Selena… —  Liz disse me puxando para perto.

 

— E o que tem? — perguntei já nervosa.

 

— Ela e todas aquelas pessoas que seguiram ela são… humanos. — Cameron disse e logo meu coração disparou.

 

— Humanos? Todos eles? — perguntei um pouco elétrica — Então eles sabem de tudo, não é só o Vernon!

 

— Mas tem algo pior, Ariana. — Perrie se pronunciou — A Selena…

 

    Olhei para Perrie apreensiva esperando com que ela concluísse.











 

— Selena Gomez foi acusada de assassinato ano passado. Uma humana foi acusada de matar um lobisomem ômega.


 


Notas Finais


Gostaram? O próximo capítulo sai na Terça.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...