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História Novo Verão Em Gravity Falls - Capítulo 63


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Notas do Autor


Voltei pessoal! Espero que gostem :)

Boa Leitura...

Capítulo 63 - Príncipe da Lua


Fanfic / Fanfiction Novo Verão Em Gravity Falls - Capítulo 63 - Príncipe da Lua

Quebra Tempo:

P.O.V. Natsuko:

Acordo com uma forte dor de cabeça e me sentindo exausto.

- Ahr... Ryu? -Procuro o moreno com os olhos, mas não o acho. Me sento, respiro fundo e me levanto. Me sinto tonto no instante em que fico de pé. Permaneço imóvel por alguns segundos, até que a tontura diminui, então sigo até a porta. Haviam dois guardas em frente ao meu quarto, que quando me veem se viram a mim.

- Bom dia príncipe! -Dizem os dois em uníssono.

- Bom dia. A quanto tempo estou dormindo?

- A três dias, príncipe.

- ... Sabem onde meus pais ou o Ryu estão?

- Acredito que com os convidados. -Diz um dos guardas.

- Convidados? Quem?

...

Vou até o salão de chá e abro a porta bruscamente, não por raiva ou algo do gênero, eu apenas perdi um pouco de força e meu peso foi contra a maçaneta, a abrindo rapidamente. Todos se surpreendem e me olham quando entro. Os dois guardas que me acompanhavam fecham a porta e permanecem do lado de fora.

- Filho, que bom que acordou. -Papa vem a mim e me analisa, preocupado. – Está se sentindo mal?

- Estou bem, só um pouco sonolento ainda. -Olho os “convidados” que me encaram sorrindo.

- A quanto tempo, meu neto. -Diz Allen vindo até mim. Ele pega minhas mãos e fica calado por uns cinco segundos e em seguida me olha sério. – É melhor examinarem ele, está com febre, tontura, cansaço e dor de cabeça.

- Como voc... ... Então foi de você. -Ryu vem até mim, visivelmente irritado.

- Você disse que não ia fazer nada arriscado e avisaria se estivesse mal! -O menor já estava em minha frente. – E o que é isso? -Pergunta apontando para a “joia” em sua orelha.

- ... É bonita.

- Sei que foi você e sei que não é só uma joia. Porque fez isso? -Pergunta irritado me olhando em espera de uma resposta. 

- ... Queria ter certeza de que ficaria bem mesmo se eu... -Paro de falar, baixando a cabeça. Consigo ver Ryu fechando os pulsos com força.

- ... Examinem esse idiota. -Ryu diz e Cross vem até mim e me analisa.

- ... Ele está com pneumonia. -Cross usa sua magia para me curar, fazendo um brilho azul que sai de sua mão passar para mim. – Minha magia não pode curá-lo completamente, mas acho que vai aliviar seu mal-estar e ajudar um pouco.

- Obrigado, Cross. Mas, o que faz aqui? Soube que havia um problema no Reino da Água e meu pai o acompanhou devido ao nível do assunto, contudo não soube do que se tratava.

- Você está certo, meu príncipe. Durante o baile tive um relato a dar ao seu pai. Você já sabe da nova “praga” que vem matando pessoas recentemente. Vim para, além do aniversário das princesas, relatar sobre isso. Contudo fui informado que um paciente infectado ainda estava vivo e sobre o cuidado real da Água. Seu pai teve que ficar para tratar de uns assuntos durante a noite e no dia seguinte, bem cedo, fomos até lá.

- Por isso a urgência. -Digo sério e pensativo. – E o que resultou de vossas visitas? Como o paciente se encontra? -Os mais velhos se entreolham e Cross volta a me olhar sério.

- Morreu pouco depois de chegarmos.

- E conseguiram descobrir alguma coisa?

- Graças ao paciente descobrimos que não é algo que afete diretamente o corpo, mas sim a alma. A doença da plebe sem poderes, ou como estamos chamando, D.P.S.P., afeta inicialmente os plebeus que não tem magia, contudo acreditamos que futuramente os nobres também serão afetados.

- Como assim?

- Isso é uma praga que é lançada sobre a alma, um feitiço que a deixa confusa e começa a se autodestruir. As pessoas que não tem poderes são os primeiros a apresentar os sintomas e a perecerem, mas creio que quase todos nos reinos já estejam contaminados, apenas não apresentam nenhum sintoma devido à força que temos por conta dos poderes.

- Então ninguém chegará a desenvolver a doença, mas continuará com ela?

- Pode ser que sim como também pode ser que não. Não sabemos como a doença se iniciou ou como pará-la. Ela pode muito bem evoluir e ficar tão forte que nem mesmo nós possamos conte-la.

- Vocês descobriram uma maneira de identificar alguém infectado?

- Nós não conseguimos, contudo acredito que com a ajuda de seu avô possamos ter uma chance. -Diz Cross olhando para Allen. – Ou deveria chamar de Príncipe da Lua? -Indaga sorrindo vitorioso, Allen sorri de volta o olhando sério.

- Você podia ter me deixado contar ao menos aos meus netos.

-  O que está acontecendo?! -Pergunto confuso e começando a ficar um pouco tonto.

- Primeiro se sente, é melhor descansar. -Diz Cross me ajudando a sentar. – Fui eu quem encontrei seu avô.

- Você chama de mandar um pegasus me pegar e me fazer voar meio reino voando sendo segurado pelos pés e “encontrei”?

- Meu guardião normalmente é bem educado, mas ele estava um pouco irritado por ter que ir em busca de alguém e não poder comer as peras que acabaram de chegar.

- Peras são mais importantes que nós?! -Pergunta Allen abismado.

- Para Yura, sim. Ela ama peras. -Diz sorrindo.

- E o que isso tem haver com o Allen ser príncipe da Lua?! -Pergunto já mais confuso do que antes.

 - Nós voltamos para este universo, para além de ver a família que nos abandonou, para investigar. Há muito mais segredos em nossa família do que você imagina.

- Estou percebendo isso recentemente.

- Eu e minha mãe fomos banidos de nosso reino natal. Eu era muito pequeno para me lembrar, mas minha mãe me contou que fomos incriminados. Tentamos viver em alguns lugares, mas não conseguíamos sobreviver com o preconceito das pessoas daqui, foi quando minha mãe conheceu Shade. Não sabíamos quem ele era no início e nos encontrávamos algumas vezes na floresta. Um dia minha mãe lhe contou nossa situação e ele decidiu nos ajudar, perguntou se preferíamos viver aqui, mesmo com tudo que nos acontecia, ou em um lugar onde ninguém nos conheceria, onde viveríamos em paz. Minha mãe preferiu a segunda opção e foi o que Shade fez. Ele nos enviou a sua dimensão natal, a Terra, e lá, com a ajuda de uns conhecidos dele, conseguimos nos erguer.  Depois que fomos expulsos, de novo, por vocês, decidimos investigar mais afundo.

- Desculpe por isso, contudo você não me deixou outra opção! -Digo segurando a mão de Ryu.

 - Eu sei, o que fiz também não foi certo. Peço perdão. -Diz curvando sua cabeça.

- ... E o que descobriu?

- Minha mãe se apaixonou pelo rei da Lua sem saber quem ele era. Os dois acabaram se apaixonando e dormiram juntos. Minha mãe ficou grávida e quando foi lhe contar descobriu seu segredo, quem ele era. Ela não sabia que ele era o príncipe, muito menos que ele estava comprometido e se casaria em poucos dias. Eles não podiam se casar, mas meu pai permitiu que vivêssemos no castelo, usufruindo dos privilégios do rei. Meu pai e a rainha morreram quando tinha dois anos, sem um herdeiro legitimo, já que ele nunca tocou a esposa como fazia com minha mãe. Eu, mesmo sendo o filho bastardo, herdaria o trono, mais ainda era muito novo, então meu tio o pegou. Contudo, alguns meses após seu pronunciamento como o novo rei, meu tio acusou minha mãe e eu de termos matado o antigo rei e a rainha e nos expulsou. Ele teria nos matado, mas como sou da “família real” ele nos “poupou” desde que sumíssemos do reino. 

- Então o seu tio matou o irmão para tomar o trono? -Pergunta Dipper.

- Eu investiguei e não descobri muita coisa. Apenas que alguns meses depois que minha mãe e eu fomos expulsos, um nobre foi morto por alta traição pelo rei. Acho que tem alguma relação comigo, mas ainda não sei como.

- Como descobrir algo que não estávamos nem vivos pra saber? -Pergunto em voz anta.

- ... E se perguntarmos a alguém que morreu?

...



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