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História Novos Anjos Vol.1 - Capítulo 2


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Notas do Autor


Esse ficou bem corrido eu admito.

Capítulo 2 - Um ano atrás


Enquanto isso em Sin Sea, a cidade que era vizinha da metrópole Bridge City. Jhonny, um garoto de quinze anos corria pelas ruas vazias durante a madrugada, algo o perseguia nas sombras, algo grande. O garoto corria o mais rápido que podia, seu casaco preto estava todo sujo de lama e sangue pois havia sido ferido na barriga pelas garras da coisa duas quadras atrás, seu óculos quebrado, estava pendurado na gola de sua camiseta azul, suor escorria pelo seu rosto. Ele mal enxergava as coisas em sua frente, mas ouvia muito bem o monstro vindo, cada bater de asas, cada grito, ele ouvia os longos suspiros tão perto que parecia que estava em suas costas. De repente ele ouve um grito, começou como um chiado pequeno e foi crescendo como se estivesse se aproximando, cada vez mais perto, o deixando surdo de pouco em pouco. Jhonny balançou a cabeça tentando se manter são, mas quando virou a esquina, algo o agarrou pelo pescoço e o ergueu, era a coisa, era algo amedrontador, tinha dois metros e totalmente cinza, das cavidades oculares saiam dois chifres curvos para trás.

Quando Jhonny ia gritar, uma luz surgiu no horizonte, parecia que era o Sol, mas aquilo vinha se aproximando cada vez mais numa velocidade absurda e seu brilho aumentava cada vez mais. Até que em um momento, o brilho era tão forte que fazia os olhos de Jhonny doerem. Ele ouviu a coisa que o segurava gritar. Ele fechou os olhos com força e abriu. Jhonny estava em seu quarto, ele levou a mão na testa, estava suando, sua camiseta cinza estava encharcada, sua respiração mais ofegante que o normal, seu coração acelerado até demais.

"Calma Jhonny, isso foi só um sonho como qualquer outro, se acalma. - Ele repetia a si mesmo mentalmente na tentativa de se acalmar.

Ficou uns dez minutos sentado na cama tentando controlar sua respiração descontrolada. Demorou mas conseguiu. Ele se levantou da cama e trocou de roupa, colocou uma camiseta azul escura, uma calça de moletom cinza e um chinelo branco.

Ele saiu do quarto e desceu as escada até chegar na sala. Sua cabeça girava sem parar, aquele pesadelo realmente o abalou.

- Calma Jhonny - sussurrou a si mesmo - foi só um pesadelo, eles não são reais, lembre oque o Dr. Jhonatan disse.

Jhonatan era o psicólogo de Jhonny, ele começou a fazer consultas com Jhonatan aos seis anos, devido a seus problemas psicológicos. Jhonatan morreu quando Jhonny tinha dez anos.

- Pai? - a voz de Jhonny atravessou a sala, achou que iria encontrar o pai jogado na poltrona.

- Tô aqui filho - Respondeu o pai bocejando na cozinha - o café ta pronto - O pai de Jhonny era Rein Yark, um professor da universidade de Sin Sea. Ele saiu da cozinha as pressas colocando o sobretudo preto que tinha o interior vermelho - Eu tô atrasado, sorte sua não ter aula hoje - Ele pegou a bolsa que estava na poltrona e ficou vasculhando - Você viu os...

- Seus óculos estão perto do videogame - Avisou Jhonny.

- Oh obrigado - Ele pegou os óculos e quando ia abrir a porta, ele parou e foi até Jhonny novamente e o abraçou - se precisar de qualquer coisa eu tô aqui, ok Pequeno Paladino? - Era como Rein costumava chamar Jhonny

Jhonny riu baixo. Ele gostava dos apelidos, ele e o pai jogavam RPG de mesa então acabaram apelidando um ao outro desse jeito.

- Eu sei disso Grande Mago.

- Quando eu chegar, que tal a gente fazer uns lanches e assistir os episódios de Ascendência que faltam? - Sugeriu Rein.

- Eu aceito a ideia. - E assim se despediram.

(...)

Depois de comer, Jhonny trocou de roupa, ainda estava com a camiseta azul, mas colocou uma calça preta surrada e rasgada nos joelhos, um tênis preto e uma jaqueta branca. Ele pegou sua mochila e saiu, foi em direção a uma pequena colina que tinha perto sua casa, no alto dela tinha uma árvore, era ali onde Jhonny ficava durante as suas tardes quando não tinha aula, ele se sentava ali e desenhava, as vezes escrevia ou só ficava ouvindo música mesmo. Era lá que ele se sentia desligado do mundo, como se nada pudesse notá-lo alí.

Ele se sentou alí e pegou sua prancheta, e começou a rabiscar até que anoitecesse. Faltava uma hora para que seu pai chegasse da universidade e como já estava escuro, Jhonny guardou a prancheta e os lápis, colocou os fones de ouvido e colocou música. Se deitou na grama e ficou olhando o céu estrelado. Mil e uma lembranças diferentes vinham em sua mente, seus únicos três amigos de infância Tom, Charles e Jully, ele se lembrava de quando brincavam na rua, de quando brigavam, tudo naquela época era bom de se lembrar, até se lembrar de sua mãe. Durante a infância de Jhonny, sua mãe Daisy acabou desenvolvendo depressão após o divórcio, mas manteve isso em segredo.

- Se eu tivesse percebido antes, se eu fosse um pouco mais esperto, talvez eu...

"Não havia nada que pudesse ser feito, eu só era uma criança." - Ele repetia para si mesmo na esperança de diminuir a sua culpa.

Ele desbloqueou o celular, tentando se distrair, ele abriu a galeria e começou a passar foto por foto, tinha poucas fotos dele ou com o pai, tinha mais imagens de esboços ou fotos dos seus amigos de infância.

- Quanto mais eu olhar essas fotos, pior eu fico - Ele se levantou, pegou a mochila e saiu dalí indo para casa.

Seu pai chegou um tempo depois, eles fizeram os lanches e assistiram quatro episódios da série que queriam. Rein dormiu no primeiro episódio, Jhonny o cobriu e assistiu os episódios restantes e foi para o quarto tentar dormir. Deitou com a cabeça no travesseiro e ficou meia-hora olhando para o teto, inquieto, pensando em tudo e nada ao mesmo tempo, sua mente era um tanto quanto confusa. Ele colocou os fones de ouvido na esperança de afastar seu turbilhão de pensamentos. Funcionou tempo o suficiente para que ele conseguisse pegar no sono.

(...)

No dia seguinte foi a mesma coisa, pesadelo, acordou tarde, pai atrasado, café sozinho. Jhonny tinha uma certa sorte por não ter aula por três meses, então não tinha problemas em acordar depois do meio-dia. Mas nesse dia, teve uma coisa diferente na colina. Enquanto Jhonny caminhava até o topo da colina, ele percebeu que havia uma garota alí, ela tinha cabelos brancos com uma mecha roxa, seus olhos eram castanhos, usava um sobretudo vermelho vinho, calça jeans e coturnos. Ela ficava olhando para o céu, completamente distraída.

Jhonny se aproximou.

- Olá?

Ela se virou para ele. Tinha um olhar inexpressivo, vazio e perdido.

- Pois não? Você é o Jhonny certo? - Sua voz era sonolenta, quase robótica.

- Sim, mas quem é você? - Indagava o garoto.

Ela limpou a garganta.

- Me chamo Cypher Thompson - se apresentou - sou uma... amiga de longa data do seu pai.

Ela aparentava ter uns 16 anos enquanto Rein tinha quase 40.

- Algo aí não bate - comentou Jhonny um pouco desconfiado.

Cypher suspirou.

- A verdade é um pouco mais complexa - Ela fechou os olhos e respirou fundo - indo direto ao ponto, você é um Nefilin.

- Como é que é? - Jhonny quis rir, mas a cara de Cypher o fez recuar um pouco - Coisas assim não existem, nem Deus e anjos ou nefilins e demônios - Disse Jhonny com ignorância.

- Você não acredita né? - Perguntou Cypher.

- Nem um pouco, e acho que você usa drogas - Ele se virou e ia começar a caminhar.

- Posso fazer seus pesadelos pararem - Falou Cypher com seu tom robótico e cansado.

Jhonny parou e olhou para Cypher por cima do ombro.

- Como você sabe? - Jhonny semicerrou os olhos desconfiado e curioso a respeito dela.

- Sei de muita coisa Yark - Ela esticou a mão para o lado, como se fosse abrir uma porta, ela "girou" a maçaneta invisível e linhas azuis surgiram fazendo o desenho de uma porta, Cypher não tirou a mão da maçaneta - e uma delas, é que precisamos apenas abrir uma porta para ver a verdade - Ela empurrou a "porta" revelando uma paisagem idêntica ao resto de Sin Sea, mas o céu ao invés de está nublado como deveria, ele estava dourado, a cidade parecia muita mais viva que a original, com seres que voavam, prédios brilhando em néon, não havia carros apenas pessoas (ou coisas parecidas) andando para lá e para cá.

- Oque é isso? - Indagou Jhonny extremamente surpreso e confuso.

- Isso, é o Plano Espiritual. - Explicou Cypher - É uma extensão do Plano Real ou Mundo dos Vivos, chame como quiser.

- Isso não pode ser real - Disse Jhonny soltando um sorriso nervoso - você m-me drogou, isso não é real!

Cypher bateu a mão na testa, uma pessoa familiar apareceu do lado de dentro do Plano Espiritual. Era Rein.

- Olá Pequeno Paladino - Ele soltou um sorriso amigável.

Jhonny olhou para Rein ainda mais confuso.

- Oque ta acontecendo afinal de contas?! Cê não era professor? - A cabeça de Jhonny latejava tentando encontrar alguma lógica no que estava rolando.

- É um pouco difícil de explicar - Começou Rein.

Jhonny respirava de forma pesada e descontrolada.

- Então comece pelo iniciou - Disse ele tentando se manter calmo. Rein assentiu.

- Olha, o mundo dos espíritos existe, e ele tá em guerra. Uma guerra que já dura a milênios, se não pararmos ela o  Plano Espiritual vai ser destruído e vai levar o Mundo dos Vivos junto. - Explicou Rein -  Eu e Cypher fazemos parte de um grupo chamados de Andarilhos, somos uma espécie de força especial espiritual entende? Basicamente somos nós que ficamos com o trabalho pesado.

Jhonny de pouco em pouco foi se acalmando. Depois do que viu, realmente estava começando a acreditar, mas algo o incomodava.

- Oque querem comigo? Eu não tenho força, nem nada que um Nefilin ou soldado deveria ter.

- Você é tem o poder de um Anjo correndo em suas veias e espírito - Disse Cypher - um poder adormecido. Se nos ajudar, podemos encontrar sua mãe.

Jhonny olha para Cypher, tentando ver se ela estava mentindo.

- Por que devo acreditar? - Pergunta ele.

- As pessoas que entram em coma, viram Desconexos, espíritos que vagam tanto no Plano Espiritual quanto no Real. Eu venho tentado encontrar o espírito dela a anos Jhonny - Explica Rein - se você entrar, poderemos encontrar ela juntos - ele estica a mão para Jhonny - oque me diz Paladino?

Jhonny reluta.

"Se é uma chance de salvá-la, mesmo não sabendo se é realmente verdade, eu preciso tentar."

Ele aperta a mão de Rein, e entra na porta indo para o Plano Espiritual. Lá o ar era suave e límpido. Ele olha para Rein.

- Por que me chamar agora, e não antes? - Pergunta Jhonny um pouco curioso.

- Eu queria ter te chamado muito antes, mas precisava ter certeza de que eu iria poder te proteger se algo desse errado.

- Entendi. - Respondeu Jhonny de forma compreensiva.

Jhonny encarou o céu e fechou os olhos e respirou fundo.

"Vou encontrar você mãe, eu vou trazê-la de volta, custe oque custar."


Notas Finais


Obrigado por ler até aqui, desculpa pelos erros ou pela falta de sentido das coisas


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