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História Novos sentimentos (Yaoi) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, caro leitor. Eu decidi escrever essa fic quando vi no pinterest a imagem que está como capa, então espero que gostem pois já pensava nela a alguns dias.

Por favor divulguem, é importante para mim! 😔✊

E boa leitura:

Capítulo 1 - Capítulo Único


Cebolácio Júnior


Mais uma vez, assim como a maioria das tardes que não trabalhava, estava em meu quarto tentando entender tudo que estava acontecendo a minha volta, ou melhor, dentro de mim.


Desde criança sempre fui um dos garotos mais conhecidos do bairro e isso não mudou quando cresci. Algo que ficou marcado, era meu erro na hora de pronunciar palavras com a letra "R" o que é TOTALMENTE normal quando se é criança.. mas isso continuou e eu sempre troco quando fico nervoso ou tímido. Meus pais dizem que aos poucos isso vai parar a medida que eu for crescendo, mas  sei que não. Já tenho 17 anos e ainda acontece, se bem que a troca do R pelo L até já acostumei mas gaguejar também aí já é demais, Cebolácio Júnior.


Olhei novamente para meu reflexo no espelho e suspirei me jogando na cama. Por que crescer e ter sentimentos é tão confuso? 


Até meus sete anos tinha certeza que era uma coisa, mas com a volta dele tudo isso foi por água abaixo. Me sinto estranho, tímido, como se meu corpo não fosse controlado por mim mas por ele e isso me torna tão submisso. Várias e várias vezes tentei negar isso, até porque não é algo tão fácil de se entender. Acho que pelo fato da sociedade impor tanta coisa sobre, o preconceito acaba crescendo dentro da gente sem que possamos perceber. Antes, era fácil aceitar um ou outro, mas e quando VOCÊ é o diferente?! eu não sei.. realmente não sei.


As horas estão passando e eu deveria estar me arrumando para o reforço de Física, mas não consigo. Vou ver ele aqui, tão pertinho, assim como todas as segundas e quartas que são os dias que ele vem para meu apartamento me dar uma "força".


Ok, vamos lá..vou explicar melhor eu saí de casa cedo demais, eu sei disso. Mas, meu motivo é bem a plausível: preciso de um tempo.

Terceiro ano do ensino médio não é nada fácil. Vestibular, Enem, Pas, faculdade, curso e outras coisas parecem despencar nos ombros. Eu amo minha família, só que eles estavam forçando demais sabe? e eu preciso me concentrar direito.Tudo bem que vejo meu pai quase todos os dias na empresa que trabalho, mas ele é bem tranquilo se for comparar com minha irmã mais nova e a mamãe.

No prédio em que moro, a maioria das pessoas já tem alguém para dividir as despesas e eu era o único "jovem" morando sozinho, até que a dois meses atrás o meu problema começou. A nossa querida turma havia se separado e quase ninguém se vê mais, o Do contra, por exemplo, TINHA saído da cidade mas voltou e eu estou estranho desde então.

Ele me ajuda nas lições de exatas e a me afundar nesse poço de sentimentos novos. Se ainda não entendeu eu posso dizer que:  eusintoatraçõesporhomens????


×


— Não dá..

Olho para o box e as gotinhas de água que escorriam, enquanto deixava meus músculos relaxarem ao contato da água morna sobre eles e voltei a abaixar minha cabeça olhando meus pés. Isso é ridículo cebolinha, você é gay, idai? pessoas são pessoas, nada vai mudar, você NÃO VAI ser condenado por isso.


Suspiro novamente e fecho o registro passando as mãos por meu rosto, é só falar.. só falar.

— eusougay~

— Eu sou gay!

Sorri grande como se tivesse tirado um peso das costas e sai do box indo me secar. Já estava nessa a duas semanas, estou realizado, ou como diz o ditado popular brasileiro: gratidão.

Do contra já deve estar chegando para dar a aula e eu preciso me concentrar, de verdade. Nada de encarar os lábios carnudos e convidativos dele, Cebolinha... sabemos que vai ser difícil, mas fé.

Passei hidratante  em meu corpo, vesti uma boxer azul claro e peguei minha camisa branca de manga comprida que ia até minhas coxas, vai ser apenas uma aula e não é como se ele sentisse o mesmo por mim, nem sou tão atraente, ele que lute.

Olhei as horas enquanto secava meus fios com a toalha e decidi fazer um lanche. A "casa" já estava  organizada até demais para um garoto que mora sozinho, então não iria me preocupar com isso. Fui a cozinha e fiz alguns sanduíches e um suco natural de laranja. Estava ansioso para ver ele de novo.

Aquele pestinha que me deixava imóvel apenas por sorrir. Eu não sei como e o porquê disso. É tudo tão intenso quando estou com ele que me sinto o cebolinha com sete anos que falava tudo errado.

— Calma, vai dar tudo certo. É apenas uma aula de... - corei levemente e balancei a cabeça em negação. - de ...uma hora, você consegue.


.

.

.


Ok, estou chateado. Esperei o Do contra praticamente a tarde toda e adivinhem?! Ele estava se pegando com uma qualquer na pracinha.. e ainda mentiu pra mim. Primeiramente disse que estava "ocupado", depois disse que estava ficando.

Mas quem precisa dele??? eu não preciso. Tenho meus salgadinhos, bebida e Netflix. Vai passar.

Estava vendo qualquer coisa na tv, já eram dez da noite e nem chorar conseguia, as balinhas de goma estavam pela metade e nem havia tocado nos doritos ou na cerveja. Sei que ele e eu não temos nada mas doeu saber disso.. talvez seja engano e eu só esteja carent-

Perdido em seus pensamentos o garoto nem percebeu que tinham batido na porta, estava triste e de certo modo chateado com ele mesmo por não ter feito nada, se é que poderia ter faito algo a respeito. Nem ele aceitava o que sentia, como poderia conquistar o outro?

As batidas na porta não cessaram. Cebola foi atender, mesmo estando os cacos por dentro, a essa altura nem lembrava que trajava uma roupa simples. O outro, por sua vez, encostou no batente da porta cruzando os braços e soltou:

— Oi cê.

— D-do contla?

O menor sentiu que seu coração iria sair da boca ao olhar a figura em sua frente, mesmo estando chateado, era tão bom ver ele de novo.

Os cabelos lisos penteados para o lado, perfeitamente alinhados e o mesmo sorriso fraco nos lábios. Usava um conjunto de moletom cinza e não pode evitar em olhar este que havia gaguejado, sorrindo um pouco mais por ver as lindas coxas fartas expostas, mas não estava ali para isso.


— Posso entrar?

— Clalo...


O maior pediu licença e se sentou no sofá confortavelmente deixando o dono do apê meio perplexo com a visita inesperada. Fechou a porta, totalmente frustrado mas manteve a postura fazendo ao máximo para não transpassar isso e se sentou  um pouco afastado do outro, cruzando as pernas e os braços, ficando como uma criança emburrada e fofa.


— Ai, não fica assim, eu posso explicar.

— Explicar? Hiromashi, nós combinamos que essa semana você não iria faltar, eu tenho prova daqui oito dias!

— Ah, bebê.. não me chame assim. - disse baixo, apoiando sua destra na coxa do rapaz que ainda mantinha o semblante sério. 

— Bebê é o caralho! - suspirou, incomodado com a ousadia na fala do outro. - Não podia avisar antes??

Nesse momento, o mais velho já havia percebido que cebolinha estava incomodado com algo, normalmente não ficava com raiva quando ele faltava uma vez ou outra.

— Já disse que não deu, você sabe que iria avisar.. - sorriu gentilmente fazendo carinho em sua coxa. - Me perdoa?

— Humph! 

— Hey, isso seria ciúmes?

— C-ciumes? de você? - queria negar, mas sentiu um aperto no peito ao lembrar do que ele havia dito naquela ligação. - Não, eu apenas plecisava estu..

Do contra não conseguia mais se controlar e nem deixou que o menor terminasse sua fala, apenas selou os lábios do garoto, dando leves mordidas em seu inferior enquanto apertava a coxa alheia e ao sentir que ele estava a ceder passagem, não perdeu tempo. Invadiu a boca pequena do moreno de modo necessitado e quente, explorando cada parte, sentindo a língua aveludada do outro em perfeita sintonia com a sua que buscava por mais espaço. O ar aos poucos sumia, mas quem ligava? Ambos os dois queriam tanto esse momento que nada poderia atrapalhar, nem a raiva que havia percorrido o corpo de Cebolácio a uns segundos atrás.

O menor, sentiu o sangue ferver e apoiou suas mãos no peitoral de Hiro o empurrando levemente para cortar aquele ósculo que havia deixado ele em uma situação que não ficava a muito tempo, estava excitado.

— P-pala do contla.. - O rosto corado, lábios vermelhos e sua fala, foi o auge para Do contra surtar.

— Porra Cê! - Levantou passando as mãos em seu rosto, deixando o menor confuso. - Por que faz isso comigo?

— O-o que? - Tentou aumentar o tom de sua voz mas falhou lindamente, estava intimidado demais para ser rude.

— O que? Desde que voltei você não sai da minha cabeça, quando éramos crianças até conseguia disfarçar, mas agora... - olhou para ele e sorriu, um sorriso diferente que derreteu o coração de Cebolinha. 

— Calma.. quando éramos crianças? Do contra você está me deixando confuso.. o que tem agora? - o maior riu apoiando as mãos em sua cintura.

— Você mexe comigo de um jeito que eu não sei explicar, eu fui embora achando que ia passar mas não da pra tirar da mente quem está no coração. - ainda sorrindo, se inclinou e deu um breve selar nos lábios daquele que parecia processar tudo.

— E-eu...

— Tudo bem, sei que namora a Mônica e não quero atrapalhar o lance de você-

Agora foi a vez de cebolinha rir, e puxar o garoto, que já estava sentado ao seu lado , para perto podendo encara-lo melhor, sentindo sua respiração bem pertinho o que fez cada um de seus poros se eriçarem.

— Mônica e eu estamos no passado. 

— Ue, não era você o hétero top do bairro?

O garoto sorriu, soltando o moletom, iria brincar com o "amigo" e mostrar quem era o Hétero.

— Claro, claro.. - disse baixo como se não desse importância e olhou a tv ligada. Como queria provocar, inclinou seu corpo sobre o do maior para pegar o controle que estava no outro braço do sofá e acabou sentando em seu colo, apoiando suas mãos no peitoral dele, empurrando-o para trás, empinando bem sua bunda sobre as coxas desse que agora não entendia mais nada. -  não vamos nos esquecer disso.

— Esquecer do que meu bem? - Do contra sorriu, queria tocar o corpo do companheiro mas optou por apenas observar o que ele iria fazer, se é que teria coragem pra isso.

A sala era iluminada apenas pela luz da tv que nesse momento nem importava se estaria ligada ou não, o momento era apenas deles dois. Cebolinha apertou a roupa do mais velho, enquanto erguia uma sobrancelha e moveu seu quadril para frente ficando surpreso e tímido ao sentir o volume em sua coxa que desejou senti-lo mais, repetindo o requebrar com seu quadril mais vezes, mantendo seus olinhos fechados evitando que a vergonha tomasse conta de si, então levantou o quadril e estimulou uma quicada forte sobre o colo de Hiro que gemeu agarrando a cintura fina de Cebolinha, descendo suas mãos grandes por suas nádegas apalpando e apertando a carne da região em total possessividade, arrancando um arfar pesado do menor.

Não precisaram dizer nada, o desejo já ia consumindo os dois aos poucos. As mãos ágeis de Do contra começaram a explorar o corpo de cebolinha, que estava praticamente nu sobre ele. Puxou o corpo do garoto para mais perto depositando selares em seu pescoço até achar seu ponto sensível: perto de sua audição. O menor estremeceu, ficando cada vez mais duro a medida que era tocado em lugares tão sensíveis que nem imaginava ter. Em meio a essa bagunça, os olhares se cruzaram assim que os membros cobertos mas bem visíveis se esbarraram causando mais tesão nos dois.

Cebolinha já não conseguia continuar em sua tentativa de provocar o rapaz e isso o deixou desanimado, duro e excitado.

— Não consigo..~

O mais velho ergueu o corpo do garoto, que travou as pernas em sua cintura abraçando seu pescoço e o levou para seu quarto.

— No dia que eu não ficar duro com qualquer coisinha que você fizer pode ter certeza que estou doente.

Deitou o menor, que questionava sobre sua afirmação,  cuidadosamente sobre a cama e puxou o casaco para cima revelando o corpo bem definido devido a muitas noites na acadêmia. Os ombros largos e abdômen escultural foram o que chamaram mais a atenção do menor que fazia um perfeito 'o' com os lábios.


— Gostou?! - perguntou baixo apertando as coxas de cebolinha, inclinando seu corpo sobre o do parceiro, beijando sua barriga exposta.

— M-muito..

Achava tão lindo as pequenas reações do menor para seus toques que não poderia se aguentar mais, poderia explodir de tanto tesão.

Rapidamente puxou a boxer olhando o membro bater contra a barriga de cebolinha e sorriu beijando a fenda de sua glande observando ele gemer e agarrar seus fios.


— A-ai é sen-sen..sível

— Eu sei, querido.

Ah, como aquelas palavras saíram sujas de sua boca e era isso que queria, excitar ao máximo seu bebê. 

Se pôs de joelhos sobre a cama virando o corpo do menor o deixando de quatro e bem empinado para si, percebendo que a cavidade já piscava em excitação.


— Poxa Cê, não fiz isso comigo.. - disse rouco quase num sussurro, passando a língua molhada pela entrada rosada, ouvindo o gemido manhoso que saiu de seu garoto e apertou o próprio pênis, numa tentativa falha de saciar seu tesão, precisava dele e precisava agora. 


— Nã-ão provoque, Hiro...


O clima já estava quente, por mais que quisesse foder forte, sabia que o menor não tinha sido tocado por outro desse jeito e precisava prepará-lo. Levou seus dedos a boca do menor que virou o rosto, segurando em sua mão começando a chupa-los como se fizesse um perfeito boquete, passando a língua entre eles, fazendo barulhos de sucção que com certeza haviam excitado ainda mais o parceiro. 

Após melar bem seus dedos, levou eles a entrada necessitada e começou a penetrar lentamente.

Cebolinha por sua vez, gostava de se satisfazer de diversas maneiras. Tinha seus brinquedos e vibradores guardados, mas fingiu sentir dor, porém o prazer falou mais alto que sua encenação e quando se deu conta já estava a rebolar nos dedos alheios, gemendo e repetindo vogais prolongadas.

Ao ver aquilo não se conteve em deixar um tapa estalado na bunda do mais novo, DC gemia apenas por sentir o interior quente apertar seus dedos e em um movimento rápido inverteu o que penetrava seu bebê.


— Ow D-do contla... tão..tão.. ah!


Um sorriso podia ser notado nos lábios do ativo que entrava e saia do interior daquele que estava tão submisso a ele. Tão bom.. 

Adorava como a cama se mexia aos poucos com o início da foda, já sentia a próstata ser acertada por sua glândula e isso era tão prazeroso.

A medida que o fodia sentia que poderia ir mais fundo e dar mais prazer ao menor, pois só desejava isso no momento.


— H-hiro..~ 

— Sim, bebê?


Mesmo que quisesse não poderia falar, estava sendo rasgado por dentro. O pênis de seu companheiro era tão grande quanto qualquer dildo que já teria usado e isso o deixava tão inerte.

O maior inverteu as posições apenas para ver a feição de Cebolinha enquanto era fodido com força e maestria, assim como havia pedido. 

Os vizinhos nem poderiam imaginar a adrelina que corria por esses dois, o momento era deles e os gemidos não seriam contidos por nada.

O menor fazia questão de arranhar as costas e ombros largos, sentia que poderia gozar a qualquer momento até que teve uma das mãos em seu membro, intensificando a sensação de prazer.


— Ow, Do contra.. meu deus.. o-w...i-isso, ah.. - o mais velho estocava com força, enquanto marcava o pescoço esposto do garoto, bombeando seu membro no mesmo ritmar das estocadas. - e-estou quase...


Cebolinha não aguentou e se desfez sujando seu abdômen e a mão de DC que em questão de segundos já jorrava sua porra quente no interior apertado de Cê.

Ambos exaustos e satisfeitos, ainda recuperando o fôlego e conectados. Aos poucos Dc saiu do menor, deitando ao seu lado e o abraçou, como desejava esse momento.


— Hey, ainda está com raiva?

— Sim, quem era a poderosa?

— Ninguém...- Do contra riu fechando os olhos, não acreditava que tinha feito seu amor se tornar seu e lutaria por isso, a final.. eles sempre namoraram em sua cabeça, só falta cebolinha aceitar ou entender. - Te amo meu bebê.

— P-pala do contla.. - sentiu as bochechas queimarem e encondeu o rosto no corpo daquele que levava ele ao céu e ao inferno tão facilmente.




Notas Finais


Peço desculpas pelo hot meio ble kkk

Não seja um leitor fantasma ~ 👉👈


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