História Now or Never - L3ddy - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Palavras 1.934
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, crianças.
=)

Capítulo 18 - My weak point...


Fanfic / Fanfiction Now or Never - L3ddy - Capítulo 18 - My weak point...

Narradora

— Precisamos conversar. — ela disse. Estava de braços cruzados em frente a porta.

— Não precisamos não...

— Você e muito sinico, não é mesmo? Acha que pode roubar o meu namorado? — perguntou direta. Estava com raiva por Lucas ter "terminado" com ela. Odiava quando era contrariada.

— Que eu saiba ele não era seu namorado. — falou simples. Tentou não se abalar pois sabia como era a garota, adorava tirar o sossego das pessoas. 

— Ia ser, até você aparecer. — rebateu e passou a língua no lábio inferior dando uma risada sem humor — Sabe Luba, eu achei tão patético aquela ceninha de vocês hoje, a de casal gay assumidinho esfregando na cara de toda escola. Logo logo o Lucas cansa dessa palhaçada e volta pra mim.

— Acorda Maria Júlia, você nunca passou de uma foda fixa ou um sexo fácil pra ele. — falou relembrando das vezes em que Olioti dizia que so ficava com ela porque fodia bem.

— Não é verdade. — divagou.

— Ele nunca sentiu nada por você. — deu ênfase e sorriu satisfeito pela cara de indignação que ela havia feito.

— Mentira. Cala a sua boca. Ele...ele gosta de mim sim, nunca foi só sexo. — tentou se explicar, mas no fundo sabia que ele tinha razão, e não demonstraria isso.

— Então responde, quantas vezes depois de transar ele dormiu contigo? 

— Isso não e da sua conta. — afastou um passo pra trás, nenhuma das vezes T3ddy dormia com ela, na verdade sequer deu um cochilo perto da morena e de nenhuma outra por qual se envolveu.

— Ótimo, então acabou nossa conversa. — tentou concluir e denovo a morena se pôs na frente dele barrando sua saída.

— Ele vai fazer com você o mesmo que fez comigo, vai te usar e jogar fora. Você não passa de uma experiência pra ele. E quando isso acontecer eu vou rir da sua cara. — determinou. Pra ela era inaceitável ser trocada ainda mais por Luba, que na opinião dela não agregava em nada.

— Sai da minha frente. — pediu paciente, ficou incomodado com o que ela disse e ao perceber isso Maju se aproveitou mais da fragilidade do garoto.

— Que foi? Não suporta ouvir a verdade? Acha mesmo que ele vai sustentar essa palhaçada por muito tempo? E mesmo se fosse porque ficaria justo contigo? Ele me trocou por você hoje, e amanhã ele te troca por outra, simples.

— Eu não sou você Maria Júlia. Não sou um qualquer. — dessa vez ele tentou se explicar, tentou se manter firme, mas só engoliu as provocações da moça á seco. Saiu pela porta da sala e pode ouvir a morena gritar.

— EU SEI QUE VOCÊ NÃO É UM QUALQUER, SE FOSSE NÃO TINHA SIDO ESTUPRADO, NÃO É MESMO? — Luba sentiu uma amargura na boca e seu corpo ficou tenso, apenas virou nos calcaranhes voltando pra perto da moça.

— Não sabe o que esta dizendo... — disse baixo.

— NINGUÉM VAI QUERER UM GAROTO ARROMBADO. O LUCAS SÓ ESTÁ COM PENINHA DE VOCÊ PORQUE FOI ABUSADO, NA PRIMEIRA OPORTUNIDADE ELE VAI CANSAR, LUBA. — ela havia pegado pesado, tocou na ferida do rapaz. Conseguiu atingi-lo em cheio. Se tivesse força com certeza teria batido na garota. Estava em transe e casa vírgula dita entrou por seus ouvidos sem intenção de querer sair pelo outro.

— O que está acontecendo aqui? Que gritaria é essa? — o garoto de cabelos rosa estava em transe e pareceu ter sido desperto pela voz do moreno.

— Luba? — se aproximou do menor e intervalos seu olhar entre ele e a morena que estava de cabeça baixa. Ela poderia ter se arrependido de ter dito aquilo? 

— Me leva pra casa, T3ddy. Por favor. — pediu num fio de voz e saiu apressado até o lado de fora. O mais velho assentiu e o acompanhou sem olhar pra trás ignorando Maju que chamava seu nome.

Os dois subiram na moto e foram pra casa do loiro. Quando chegaram subiu as escadas correndo até o quarto e trancou a porta. 

Deslizou pela mesma até o chão abraçando as pernas encostando o queixo no joelho. E as palavras ditas pela morena ecoavam em sua cabeça e lhe chicoteavam na alma.

 Achava que ela tinha razão, ele não era nada e ninguém e pra piorar tinha sido abusado. Seria marcado pra sempre, não poderia ter um relacionamento normal com alguém por conta desse trauma.

Isso justificava o fato de T3ddy ter estado tão próximo, era tudo por pena. Ele nunca se apaixonaria por ele. Era só uma experiência, não passava de uma experiência.

Afinal, por qual motivo o moreno ficaria com ele?

 Chorou... Chorou... Chorou até os olhos arderem e a cabeça doer. 

Os soluços ficaram mais altos e esganecidos. 

Lucas sentia suas mãos dormentes e doloridas de tanto bater na porta e implorava pra que fosse aberta​, Luba tapava os ouvidos pra não ouvir os gritoss do garoto. Estava voltado para si mesmo, não ouvia 

Era insuportável , aquilo lhe sufocava, aquele sentimento de nojo e vergonha voltaram, aquele ressentimento adormecido há dias atrás lhe atingiram como um coice novamente. 

A culpa de tudo era sua...

Queria esquecer aquela dor, se lembrou daquele dia, daquela tortura, daquele pesadelo.

Queria esquecer...

Tinha que esquecer...

Precisava de uma fuga de toda aquela pressão em sua cabeça.

A lâmina esquecida embaixo do colchão. Ela sempre esteve ali, mas por precaução, achou que nunca teve a necessidade de apelar pra isso. 

Mas num desses momentos de tristeza chegou a tentar, por sorte T3ddy havia ligado na hora em que pegou na lâmina. Parecia que o garoto sentia quando o mais novo não estava bem...

O objeto prateado já estava pousado na mão trêmula, era só um corte.. 

Vamos, você consegue...

Não vai doer mais do que a dor que está em seu coração.

Use essa dor pra esquecer a outra..

Se lembrou dqueke maldito dia, das vozes daqueles homens , deles rindo e se aproveitando, se lembrou do que Maria Júlia disse e as vozes se misturaram em sua cabeça e daí tomou coragem pra dar o primeiro risco.

Mais lágrimas....

Outro risco...

Gotas de sangue cairam sobre o tapete.

"Seja mais agressivo"

Outro corte mais acima do pulso.. outro filete de sangue...

"Pode ir mais fundo do que isso, é só se concentrar..."

— Mais fundo! — murmurou com a voz embargada.

Repousou sobre a veia fina, o pulso já estava vermelho, a porta foi destrancada.

"Porcaria de chave reserva"

Não teve coragem de encarar a pessoa, mas já sabia quem era. Abaixou a cabeça e se jogou no chão de joelhos. A lâmina havia sido retirada com brutalidade de sua mão. 

— Não saia daqui. — ele disse. Luba só conseguia chorar mais. O que tinha feito? Queria mesmo se machucar? 

Seus pensamentos foram interrompidos quando a porta foi fechada novamente. O moreno se ajoelhou perto do garoto e pegou seu braço com cuidado. Luba gemeu pelo contato, ainda ardia muito. Sentiu o gelado do que parecia ser algum tipo de remédio com álcool e sentiu arder um pouco mais. Não se atreveu a olhar pro rapaz. Esperou que terminasse o que tinha que ser feito em silêncio. O silêncio daquele quarto parecia um barulho infernal. Luba queria gritar o que quer que fosse, mas não conseguia. Só sabia chorar.

A grande mão repousou os dedos sobre suas bochechas secando inutilmente, só insistiam em cair cada vez mais e seu corpo tremia. Sua cabeça foi repousada no colo do maior e seus cabelos foram acariciados. Seus olhos foram fechados com aquela carícia gostosa. Após minutos aquele silêncio foi quebrado.

— Por que? — perguntou calmo.

— Não sei dizer. Na minha cabeça eu sei os motivos, mas a minha boca não consegue dizer. — disse baixinho, sua fala saiu entrecortada e fraca.

— Eu sempre te quis, mas não sabia disso. — sorriu de lado, encarou um ponto fixo na janela e prosseguiu — Eu achava que era normal tratar você diferente dos meus outros amigos, mas no fundo alguma coisa me dizia que não era. — T3ddy transmitia calma em cada palavra e cada carícia no loiro — Quando eu transava e ficava com outras garotas nao era nada comparado ao que sentia quando estava com você. — suspirou, Luba parecia se acalmar e a tremedeira já não existia, apenas alguma teimosas lágrimas que saiam. — Mesmo eu tendo sido tão babaca em te contar sobre as minhas "aventuras sexuais" sem saber que era apaixonado por mim, eu me perguntava porque você não se importava quando o que eu mais queria era que você sentisse ciúmes ou demonstrasse algum tipo de desconforto em relação a isso.

— Eu escondi muito bem. — sorriu fraco.

— Escondeu sim. — deu uma risadinha, logo voltou a postura seria e calma de antes e se concentrou. — Quando você me beijou parecia que uma venda tinha sido arrancada dos meus olhos, sabe?!. Eu enfim consegui enchergar nós dois, não o Luba e o T3ddy sendo so amigos, mas como um só, um casal. 

Luba se levantou e sentou de frente pro moreno. T3ddy estalou um beijo na palma da mão de Luba e guiou até seu peito esquerdo a repousando ali. Os batimentos cardíacos estavam acelerando e ele controlava a respiração. 

— Tá sentindo isso? — Luba acenou que sim com a cabeça — Você é a única pessoa que consegue me deixar assim. Quando você entrou por aquela porta e se trancou aqui eu fiquei desesperado, odeio quando você sofre em silencio, me sinto tão  incapaz... tão inútil. Eu queria ser mais pra você.

Luba olhou nos olhos do moreno pela primeira vez e não foi preciso dizer nada. T3ddy já havia entendido que para o garoto ele significava tudo. Apenas sorriu fraco e colou sua testa na do menor entrelaçando as suas mãos com as dele.

— Eu sei que a Maju provavelmente tentou te machucar. Ela só fez isso por minha causa, pra me atingir — o que era bem verdade. — Porque você é a pessoa mais importante da minha vida e todos sabem que você sempre foi e sempre vai ser meu ponto fraco. Mesmo que você duvide por vezes do que eu sinto por você eu não me importo com isso. — Antes que Luba intervisse acariciou os fios rosados e continuou. — Eu tenho o resto da vida pra fazer você acreditar. 

— Me desculpa? — perguntou num sopro. Se T3ddy não estivesse tão próximo  provavelmente não teria escutado. Luba estava anestesiado, não sentia mais nada,  e a única coisa que desejava era ouvir a voz do seu moreno pra sempre.

— Só se me prometer que toda a vez que sentir vontade de fazer isso denovo vai me procurar ou me ligar. Pode prometer, amor

— Prometo. — ele sorriu, era a primeira vez que o moreno lhe chamou de 'amor". Não quis dizer nada pois não tinha certeza se foi por querer ou foi só o calor do momento, vai que ele não teve a intenção? Mais parecia ter explodido por dentro...

— Que bom. —  sorriu discreto.

 — Posso te beijar? — murmurou, suas bochechas coraram quando T3ddy lhe sorriu abertamente. Ele adorava deixar o menor encabulado. Mesmo depois de anos Luba parecia não se acostumar com essa mania do moreno.

— Não sei porque ainda não beijou Feurschütte. — Luba sorriu fraco e timidamente deu um selinho no mais velho e lançou seu pescoço, lhe abraçou pela cintura. Moveu seu lábio contra o dele calmamente sem o uso de língua. Apenas as duas bocas se movendo num carinho extenso.

Mais que um beijo aquilo foi o apoio dos dois, como se fosse a ponta de duas cordas finalmente se juntando e dando um nó. 

Não arrebentaria jamais.





Notas Finais


E aí, acharam o que? Pode comentar.
Até o próximo capítulo, crianças.
😄😄
=)


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