História Now We Can Be Together - Jikook (One Shot) - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Jimin, Jungkook
Visualizações 55
Palavras 3.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Finalmente postei a one shot.

Eu estou fazendo essa one shot faz três semanas (mais ou menos), espero que gostem.
Espero que eu não tenha escrevido nada errado porque isso sempre acontece e eu nunca vejo, mas se tiver algo de errado me desculpem, não quero adiar mais essa ficksks.

Eu fiz com todo meu amor e carinho pra vocês, espero que vocês realmente gostem.

Ah e não esperem um hot ou algo assim, sou muito tímida pra essas coisas aindak.

Boa leitura❤.

Capítulo 1 - One - Nine years


Fanfic / Fanfiction Now We Can Be Together - Jikook (One Shot) - Capítulo 1 - One - Nine years

03/04/2008

09:36

Park Jimin On

Lá estava eu em mais uma partida de vídeo-game, era o último dia em que eu ficava sozinho em casa, hoje meus pais chegariam e eu poderia matar a saudade deles. Minha mãe e meu pai haviam viajado faz uma semana para o Japão por conta dos negócios da família. Consegui vencer mais uma partida do jogo de corrida que eu estava jogando e logo depois resolvi desligar o vídeo-game, me deitei na cama e fiquei esperando meus pais chegarem.


23:47

Esperei meus pais o dia todo e até agora, nem um sinal deles, resolvi ligar para a única pessoa em que eu confio em todo esse mundo, Jeon Jungkook. Jungkook e eu nos conhecemos há seis anos no segundo ano do fundamental e desde então somos melhored amigos. Peguei meu celular procurando o número de Jungkook, liguei para o mesmo assim que achei o número.


- Jimin? O que foi?- Indagou logo que atendeu a chamada.


- Apenas tédio, meus pais ainda não chegaram.- Expliquei me jogando na cama com o celular no ouvido.


- Ah sim.- Suspirou.- Certeza que eles virão hoje?- Perguntou.


- Sim, eles disseram cedo que viriam ainda hoje.- Falei e ele suspirou novamente.


- Tudo bem, talvez eles estejam presos no transito ou algo do tipo.- Agora quem suspirpu foi eu.


- Pode ser, quer conversar sobre algo?- Indaguei.


- Claro. Você viu o jogo novo que lançou?- Começou um novo assunto.


00:00

Conversamos por poucos minutos até que enquanto eu ria com Jungkook, ouvi o telefone de casa tocar. Estranho porque apenas minha mãe usa aquele telefone para fazer ligações para a empresa.

- Espera aí, Jungkook.- Falei e fui até o telefone após ouvir um murmurro de Jungkook.- Alô?- Atendi o telefone deixando a chamada com Jungkook ligada.


- Park Jimin?- Uma voz estranha perguntou do outro lado da linha.


- Sim? Quem é?- Indaguei.


- Sou Hyori Lee, secretário dos seus pais.- Explicou.- Tenho uma notícia bem triste, Jimin...- Disse baixo.


- O que foi? Cade meus pais?- Indaguei novamente.


- Jimin... Infelizmente o avião deles tele uma turbulência muito forte e uma das turbinas do avião se quebrou, o avião caiu no meio de uma floresta, havia alguns pedreiros por ali e eles rapidamente foram ajudar mas não havia ninguém vivo.- Eu já senti meus olhos marejarem e meu coração se apertar.- Seus pais faleceram, Jimin.- Confirmar aquilo só fez as lágrimas cairem sobre meu rosto.


- Por que eles?- Perguntei, mas essa pergunta não teria uma resposta.


- Estou apenas lhe informando, me desculpe. Boa noite.- Deslugou o telefone.


 Assim que ele desligou o telefone eu desabei em lágrimas, chorei alto me livrando de toda dor que sentia naquele momento. Eu amava muito meus pais, eles eram incríveis e eu tinha tanta sorte em tê-los como pais. Ouvi um barulho vindo do meu celular e assim lembrei que ainda estava em uma chamada com Jungkook.


- Jimin?- Ele chamou.- Você 'tá bem?- Indagou.


- Jungkook.- Eu ainda chorava.- Eles se foram, JK.- Chorei cada vez mais alto.


- Espere, Jimin.- Desligou a chamada e eu me joguei sobre a cama desabando em lágrimas.

00:43

Enfiei minha cara no travesseiro e chorei, gritei o mais alto que consegui e me bati em diversos lugares do corpo para acordar desse "pesadelo", a minha ficha ainda não havia caído. Deitei minha cabeça no travesseiro com força e fechei os olhos que já ardiam por conta das lágrimas, tentei dormir para acordar e encontrar minha mãe dizendo que já chegaram da viagem e que o café está pronto, mas não consegui. Ouvi a campainha tocar e me levantei, fui abrir a porta amaldiçoando a pessoa mentalmente por vir em uma hora dessas.


- Jimin!- Era Jungkook. Assim que eu o vi, me joguei em seus braços e ele me abraçou fortemente acariciando meu cabelo.- Vai ficar tudo bem, Jiminssi.- Saiu me puxando para o meu quarto e me deitou na cama.


Jungkook ficou por um bom tempo deitado comigo, tentando me distrair o máximo mas eu não pensava em outra coisa, eu não conseguia pensar em mais nada além dos meus pais que agora estavam mortos. Alguns minutos depois eu peguei no sono.


06:16

Acordei e olhei para o lado, Jungkook já havia acordado e estava me encarando, me sentei na cama e olhei para todos os lados procurando algo, ou alguém.


- Não foi um pesadelo.- Afirmei para mim mesmo.


- Infelizmente, é verdade.- Jungkook disse em voz baixa.


- Por que ainda está aqui?- Indaguei.


- Eu pensei em passar o dia com você, pedi para a minha mãe e-


- Agora vai ficar se exibindo? Só porque você tem uma mãe e eu não?- O interrompi e ele me olhou com os olhos arregalados.


- O quê? Não, Jimin eu só-


- Não tente se explicar, Jeon- O interrompi novamente.- Veio aqui para ficar exibindo seus pais perfeitos que nunca viajaram e deixaram você sozinho em cada, seus pais que ainda estão vivos? Pensei que fosse meu amigo, Jungkook.- Ele tinha um olhar triste, não tanto quanto o meu.


Realmente não pensei que Jungkook iria vir para a minha casa após saber que meus pais morreram, dormir aqui e ficar se exibindo, exibindo que seus pais estão vivos. Pensei que ele viria para me apoiar, me ajudar neste momento difícil.


- Jimin, eu vim ajudar você a passar por isso.- Tentou explicar.


- Como? Se nunca passou por isso.- Indaguei e ele olhou para o chão triste.- Por favor, saia daqui.- Apontei para a porta e ele pegou sua mochila que havia trazido consigo e saiu.


06:58

Eu estava indo para a escola, triste e machucado, também arrependido por tratar Jungkook daquele jeito. Cheguei na escola decidido à ir pedir desculpas ao Jungkook, fui até nossos armários e fiquei o esperando, ele não havia chegado ainda, ele nunca se atrasa, abri seu armário e percebi o mesmo vazio.


- Cadê as coisas do Jungkook?- Perguntei ao Junghae, um funcionário bem novo que trabalhava na escola, ele era um conhecido nosso.


- Passou aqui mais cedo para pegar suas coisas.- O olhei confuso.- Ele não te contou que ia se mudar?- Tá explicado, ele provavelmente iria me contar hoje se eu não tivesse o mandado em bora.


- Não... Sabe para onde ele foi?- Indaguei.


-Não... Soube o que houve com os seus pais, meus pêsames.- Falou meio baixo e eu assenti com a cabeça.- Quem vai cuidar de ti agora?- Perguntou.


- Minha tia vem hoje à noite.- Sorri minimamente e ele segui seu caminho pelo corredor.


Eu havia estragado tudo, Jungkook havia ido em bora e eu não tinha me despedido. Eu perdi meus pais e agora o Jungkook, eu não tinha mais nada para fazer da vida, mas eu não iria me matar ou ficar com depressão e etc. Eu vou seguir minha vida normalmente, ou não, vou terminar a escola e fazer minha tão sonhada faculdade no sul da Califórnia, eu já havia feito uma merda enorme e agora não tinha volta, o único jeito é tentar esquecer isso, mesmo sabendo que não vou conseguir tão fácil assim.


04/042019

07:30

Acordei com o meu dispertador tocando, bati no mesmo fazendo com que ele parasse, me levantei da cama indo até o banheiro, me despi por completo e entrei no chuveiro quente. Hoje é o dia em que completa onze anos desde o falecimento dos meus pais e onze anos desde que eu perdi o cara que eu descobri há onze anos ser o amor da minha vida, no momento em que descobri amar ele, eu descobri minha homossexualidade, um ano depois eu me assumi e tive todo o apoio da minha tia. Meus pais morrerem foi difícil esquecer, mas assim que eu tive certeza de que amava Jeon Jungkook, eu sofri cada vez mais, eu o deixei ir em bora sem ao menos me despedir.


Eu não me despedi nem dos meus pais e nem de Jungkook, eu sofri por muitos anos com isso mas agora eu decidi que iria seguir minha carreira como dançarino, mesmo que não conseguisse esquecer o Jeon e nem conseguisse ficar com nenhum cara por conta disso. Eu já tentei uma vez, mas não deu muito certo, eu fiquei com um cara em uma balada e dormimos juntos mas não passamos dos beijos, isso porque eu não quis, eu não conseguia ir além, era difícil para mim.


Saí do banheiro após terminar o banho e segui para o meu closet, coloquei uma calça de moletom cinza escura e uma camisa larga preta, meu tênis preto de sempre, peguei minhas coisas e saí do meu apartamento. Segui apé para a empresa onde trabalhava, como eu estava adiantado resolvi passar em uma padaria para tomar meu café da manhã, me sentei em uma mesa bem afastada e não demorou para dos garçons vir me atender, até que ele era bem bonitinho e arrumado mas relevamos.


- O que gostaria de comer?- Perguntou em coreano, claramente sua língua nativa.


- Oh você é coreano.- Ele sorriu assentindo com a cabeça.- Eu gostaria de um expresso e duas rosquinhas, por favor.- Pedi e vi ele anotar no caderninho.


- Um minuto.- Pronunciou antes de sair dali.


Percebi que em seu crachá dizia "JK", o que por conhecidência era o apelido que eu dei ao Jungkook, ele gostava bastante deste apelido. Não demorou muito e o o tal JK voltou até minha mesa com meus pedidos em uma bandeja.


- Aqui estão.- Colocou meu café e rosquinhas na mesa em minha frente e eu não conseguia parar de olhá-lo.- Mais alguma coisa?- Indagou.


- Não, obrigado.- Ele se virou e estava prestes a voltar para o balcão quando eu pensei: Eu preciso esquecer o Jungkook e esse cara foi o único que me chamou atenção nos últimos onze anos, por que não?- Espere.- Falei e ele parou, se virou para mim e me olhou confuso.- Pode se sentar para comer comigo?- Perguntei.


- Olhe... Estou em horário de trabalho.- Falou meio cabisbaixo.


- Qual é, não tem muitos clientes aqui e tem vários funcionários.- Ele me olhou.- Peça ao seu chefe, eu espero.- Eu me sentia um completo maluco pedindo isso à um estranho, mas eu me sentia bem perto daquele garoto.


- Ah, tudo bem.- Assim ele saiu e desapareceu atrás do balcão.


Jeon Jungkook se mudou há onze anos e até hoje eu não sei para onde, faz dois anos que eu estou tentando achar alguém que me faça esquecer o Jeon, ele foi apenas uma fase na minha vida.


- Felizmente ele deixou.- JK disse se sentando bem à minha frente.


- Que bom, coma uma rosquinha.- Ofereci.


- Não, obrigado.- Respondeu sorrindo.


- Não tenha vergonha, se quiser comer, coma.- Ele riu baixo.


- Estou bem, obrigado.- Ele sorriu, seu sorriso me lembrava Jungkook, o maldito Jungkook.


- Ok.- Respondi.- Ao menos me diga seu nome, JK.- Pedi.


- Ah sim.- Sorriu meio tímido.- Sou Jeon Jungkook, prazer...?- Disse como se perguntasse meu nome.


- Park Jimin.- Sorri e voltei a comer minha rosquinha.- PERA, JEON JUNGKOOK?- Só agora eu havia me dado conta de que eu estava em frente a pessoa que eu mandei em bora de minha casa.


- Jimin?- Ele arregalou os olhos me olhando.


- Como isso...?- Eu não conseguia dizer mais nada.


- Eu te encontrei.- Ele dizia feliz, eu achei que ele ainda estaria bravo ou triste comigo.


- Me desculpe, Jeon...- Ele me olhou confuso.- Eu te tratei mal no último dia em que nos vimos.- Expliquei e ele suspirou.


- Jimin, eu amadureci e vejo que você também.- Ele sorriu novamente.- Está tudo bem.- Se levantou e se sentou ao meu lado.


- Senti sua falta.- Confessei sem olhar para ele.


- Eu também senti a sua.- Confessou também e eu sorri.


Olhei meu relógio e vi que estava quase na hora de abrir a empresa e eu teria que ir, por que agora? Bem quando eu encontro a única pessoa que eu consegui amar neste mundo.


- Jungkook, eu preciso ir.- Me levantei e ele também.- Tchau, nos vemos por aí.- Falei e estava prestes a sair quando ele me puxou pelo braço.


- Meu número, me ligue depois.- Me entregou um cartão de visitas que contia um número de celular.


- Com certeza ligarei.- Afirmei e sai dali indo direto para a empresa.


20:12

Meu dia foi longo e eu cheguei em casa eram sete e meia, agora já tomei banho e estou deitado em minha cama vendo algumas coisas nas redes sociais. Resolvo pedir algo para comer já que estou muito cansado para fazer algo, pego minha carteira e procuro o cartão com o número da pizzaria, vejo um cartão cair da carteira e logo pego o mesmo, é o cartão de Jungkook, eu disse que ligaria... Agora não sei se escolho pizza ou Jungkook? Vou chamar a pizza e o Jungkook, pronto.


Como dito eu chamei a pizza, mas agora estava criando coragem para ligar pro Jungkook, seu número já estava discado e eu encarava meu celular tentando criar coragem.


- Vamos você consegue, Jimin.- Sussurrei para mim mesmo e logo apertei o botão escrito "chamar".- Merda.- Falei um pouco alto.


O celular chamou umas três vezes e logo a chamada foi atendida, fiquei em silêncio por alguns poucos segundos.


- Alô?- Ele perguntou do outro lado da linha, respirei fundo e logo respondi.


- Oi, Jungkook. Sou eu, Jimin.- Eu ri baixo, eu estava nervoso.


- Ah sim, Jimin. Você me ligou mesmo.- Ele riu baixo.- Está tudo bem?- Indagou e eu o ouvi sorrir.


- Sim, tudo ótimo e você.- Perguntei.


- Tudo ótimo também, estou apenas com um pouco de tédio.- Riu e eu me lembrei de anos atrás quando eu ligava para ele quando estava com tédio.


- Por que não vem na minha casa para acabar com esse tédio?- Só depois que acabei de dizer, eu percebi que botei um pouco de malícia na frase.


- Claro, me passe o endereço que eu vou.- Pediu e eu suspirei aliviado, parece que ele não notou.


- Tudo bem, vou te mandar por mensagem.- Falei.


- Ok, até mais.- Ele parecia feliz por algum motivo.


- Até.- Assim ele desligou a chamada.


Mandei meu endereço para ele por mensagem como dito e demorou poucos minutos para a campainha tocar, a pizza chegou. Caminhei até a porta e abri a mesma dando de cara com Jungkook, ele usava uma calça de moletom folgada e uma camisa larga, ambos na cor preta e um tênis na mesma cor. Seus cabelos úmidos indicavam que havia tomado banho não faz muito tempo.


- Achei que era a pizza.- Ri, mas ri de nervoso.- Entre.- Dei espaço e logo o garoto entrou.


- Seu apartamento é bem bonito.- Falou olhando para todos os lados.


- Obrigado... Espera, como entrou se o porteiro não me ligou?- Indaguei confuso e ele riu.


- Eu disse que seria uma surpresa.- Sorriu.


- Você continua a mesma criança de sempre.- Ri baixo e logo escutei a campainha novamente.- A pizza chegou.- Fui atender a porta e logo voltei com uma caixa de pizza em mãos.


- Chamou pizza para nós?- Indagou com um sorriso no rosto.


- Era pra mim.- Ele ficou triste.- Mas é muita fatia pra comer sozinho então resolvi chamar meu melhor amigo.- Ele sorriu mínimamente.


- Melhor amigo.- Repetiu baixo.


- Sei que ficamos anos afastados mas ainda te considero meu melhor amigo.- E futuro namorado talvez...


- Sabe, Jimin.- Começou e eu o olhei.- Posso lhe contar uma coisa?- Indagou.


- Qualquer coisa.- Falei e ele sorriu.


- Quando éramos crianças eu era seu melhor amigo mas... Eu era apaixonado por você.- Por essa eu não esperava, mas o "era" me deixou triste, quer dizer que não é mais.


- Ah...- Murmurrei e ele olhou para o chão.- Eu descobri há alguns anos que eu também era apaixonado por ti, eu só não sabia disso na época.- Falei cabisbaixo ainda por ele não ser mais apaixonado por mim.


- Com o tempo eu fui esquecendo você, meus sentimentos foram se enterrando.- Contou e eu me senti cada vez mais triste.- Mas quando eu te vi na lanchonete hoje, quando eu soube que era você ali, todos os sentimentos voltaram com tudo, mal consegui trabalhar.- Riu baixo e eu fiquei sem graça.


Jungkook parecia que estava... Expressando seus sentimentos? Eu não sei bem ao certo, mas de repente ele ficou sem graça também, ele parece não saber que eu ainda sou completamente apaixonado por ele e eu não consigo contar. Não agora.


Saio dos meus pensamentos e percebo que Jungkook está mais próximo que antes, agora Jungkook está quase colando seu corpo no meu e eu sinto sua respiração em minha testa por conta da diferença de altura.


- Jungkook eu...- Ele me interrompeu, colou seus lábios sobre os meus e eu fiquei totalmente paralisado.


Jungkook me pegou de surpresa, eu não conseguia me mover, meu corpo inteiro estava congelado e eu queria que o dele congelasse também. Eu queria tanto beijá-lo e está sendo agoniante não conseguir isso.


- Desculpe.- Pronunciou assim que separou seus lábios dos meus.- Eu prometo que vou esquecer esse sentimento bobo que eu tenho por você.- Abaixou a cabeça e passou a olhar para o chão.- Eu... Me desculpe.- Pediu novamente.- Se quiser, eu posso ir em bora e você...


Sim, eu o interrompi com um beijo, eu não conseguia mais pensar e isso foi a única coisa que eu queria e consegui fazer. Iniciei um beijo calmo que logo foi correspondido pelo mesmo, ele levou suas mãos até a minha cintura e eu levei as minhas até sua nuca, puxei seu corpo contra o meu, colando ambos os corpos. Era tão bom sentir seus lábios quentes aquecerem os meus gelados, Jungkook era tão bom em todos os sentidos e eu estava adorando isso. Pedi passagem com a língua e sem pensar duas vezes, Jungkook cedeu.


- Você...?- Me olhou confuso assim que separamos nossos lábios.


- Eu amo você.- Respondi sua pergunta.


- Eu amo você.- Repetiu sorrindo.


22:54

Jungkook e eu ficamos a noite inteira conversando sobre coisas aleatórias enquanto comíamos pizza e assistiamos TV, contando o que aconteceu durante esses anos, Jungkook me contou que ele se formou em artes visuais e eu contei que me formei em artes cênicas. Soube que Jungsu, o pai de Jungkook, havia morrido faz dois anos, agora Sori era uma mulher viúva, eu sinto muito a falta da, como era chamada por mim, "Tia Sori".


Sori sempre foi uma mulher forte e determinada, gentil e amável com todos que mereciam, sem querer me gabar mas ela sempre me amou mais do que ama o Jungkook, espero que um dia eu possa vê-la novamente e matar as saudades.


- Trabalha em que, Jimin?- Indagou de repente.


- Trabalho em uma empresa, na verdade academia.- Corrigi vendo ele assentir com a cabeça.- De dança, lá tem um pouco de todo tipo de dança, hip hop, contemporânea, de salão e entre outras.- Completei.


- Isso é bom, você sempre gostou de dançar.- Disse levando sua mão direita até minha coxa esquerda.


- Sim, mas eu gostava mais de dançar quando estava com você.- Sorri tímido.


- Você sempre foi bom nisso.- Afirmou.


- Eu sei.- Ele riu, aquela risada gostosa com os dentes avantajados a mostra, tão perfeito.


- Então, sobre nós dois.- Começou e eu engoli a seco, me senti nervoso de repente.- Acha que... Por algum acaso, em algum universo paralelo.


- Diga logo, JK.- Cortei-o.


- Acha que daríamos certo juntos?- Indagou de cabeça baixa.- Tipo... Como um casal...- Acrescentou levantando a cabeça lentamente.


- Talvez sim, talvez não.- Respondi.- Tudo depende da gente, se nós quisermos que dê certo, teríamos que fazer dar certo, caso contrário...


- Acha que...


- Poderíamos tentar.- O interrompi.- Você gostaria de tentar, Jeon?- Indaguei olhando para o garoto que tinha um leve sorriso em seus lábios.


- Eu gostaria, e muito.- Abriu mais seu sorriso.


- Então vamos tentar.- Sorri junto a ele.


Passamos por tantas dificuldades juntos, tantas vezes brigamos por motivos bobos e uma dessas brigas fez nos separarmos, achamos que nunca mais nos veríamos mas o destino nos uniu, na época em que tudo começou não sabíamos e nem poderíamos ficar juntos. Mas


Agora podemos ficar juntos.


.


.


.


End...?


Notas Finais


Se vocês quiserem, posso fazer um capítulo bônus.

Se ninguém quiser, finjo demência.


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