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História Nowhere To Go, But Up - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eai, pessoal,tudo bem?
Espero que gostem dessa fanfic. É minha primeira vez escrevendo, então deem um desconto kkkk
Se puderem deixar um feedback,agradeço muito!
Obrigada!

Capítulo 1 - Cathouse


Fanfic / Fanfiction Nowhere To Go, But Up - Capítulo 1 - Cathouse

Já eram 7 da manhã quando Havilah voltava para casa, depois de uma noite inteira curtindo em uma boate medíocre em algum lugar. Com o corpo entorpecido de bebida e a cabeça destruída pela mágoa e talvez o arrependimento, ela se perguntava por que ainda se dava o trabalho de voltar para casa? Era jogo perdido! Ela tropeçava em seus passos tentando ganhar tempo e adiar mais ainda o seu regresso, era uma pena ela não poder ir para lugar nenhum aquela hora. A polícia já estava em sua cola. No auge de seus 16 anos ficar jogada na rua tarde da noite, não era apropriado naquela cidade.

Sua casa cheirava a incenso como sempre, sua tia Nieke, uma russa magra porém com o rosto rechonchudo, a recebia com desdém de novo. Não era algo que Havilah a essa altura ligava mais, estava tudo certo, é isso que restava para sua vida: ser desprezada e detestável.

— Aonde você passou a noite? — seu tio Antonio um mexicano corajoso e ingênio, já não tinha a mesma resistência que sua mulher.

— Na puta que pariu, você sabe.

— Olha aqui garota, é melhor você me respeitar, está pensando que aqui é bagunça?

— Não! É uma merda de uma casa nojenta do subúrbio! A qual estou confinada até a morte. — Havilah fecha a porta do seu quarto com violência, fazendo com que o quatro da parede ao lado, caia... pela milésima vez?

Ela se joga em sua cama, mesmo com suas botas pretas sujas, que já não brilham mais. De bruços a garota agoniada cai em pratos e desespero, usando o travesseiro para abafar o som de seus gritos. Sua tática era chorar até adormecer, isso era fácil já que seu corpo estava cansado e precisava de renovação.

 

O som e o cheiro de frango frito invadiu o quarto de Havilah. A despertando, fazendo seu estômago roncar e ao mesmo tempo embrulhar. Parece que as doses de vodka, martini barato e cerveja não caíram bem. Deitada agora na beira da cama, sua cabeça rodava e seus olhos estava a matando.

“Que dor!” — pensou!

Ela se senta na cama tentando achar equilíbrio. As vozes da TV ligada na sala a fazia querer ligar o som no último volume, porém seu tio o havia tirado de seu quarto por questões óbvias. Se levantando pouco tempo depois, ela foi direto ao banheiro tomar um belo banho. Ao ligar o registro de água, levou um choque de realidade, mas não que sua consciência estivesse pesando, mas sim porque a água estava gelada, ou seja, sua tia havia desligado a chave novamente para lhe dar uma lição! Havilah pegou uma camiseta de seu tio no cesto de roupa suja, vestiu em seu corpo molhado e saiu furiosa rumo a sala de estar, onde seus tios jantavam.

— Mas que merda você acha que está fazendo sua velha, maldita? — sua tia se engasgou com a comida ao ouvir os gritos da sobrinha.

— Como ousa falar dessa forma com sua tia garota? Acha que está numa zona? Aqui é uma casa de família e não aqueles lugares nojento e sem cultura que você anda. Não entendo o porquê que você age dessa forma, nós de damos tudo o que pudemos…

— Vocês só cuidam... — Havilah fez aspas com as mãos — Porque as pessoas que me colocaram no mundo, os meus supostos pais, dão a vocês uma grana alta. Não venha com esse discurso de merda. Eu estou cansada. Já que eles te pagam para me manter longe deles, que tal sua esposa nojenta, ligar a porra da chave do chuveiro, seria útil!

— Eu não fiz por mal, eu só...fui limpar o disjuntor e devo ter desligado sem querer… — Nieke tentou explicar, mas Havilah já sabia bem como era sua tia. Apesar de Antonio nunca acreditar que a amável esposa pudesse ser uma má pessoa.

— Está vendo, sua mania de perseguição é preocupante Havilah, tem que aprender a confiar, pelo menos em nós. — Antonio ainda acreditava que poderia convencer a sobrinha a mudar de atitude.

— Nunca! Em você tio pode até ser. Você é idiota demais para ver um palmo a sua frente, mas a essazinha ai, nem fudendo!!!

— Olhe o palavreado, devushka!* — Nieke a repreendeu.

— Vá a merda, mas antes ligue a droga do chuveiro.

Depois de seu merecido banho de 1 h, Havilah não queria comer e nem falar com seus tios. Tudo o que era importante para ela naquele momento, estava lá fora, esperando noite adentro. Para saciar sua vontade era possível tudo. Calçando suas botas de cano médio (agora verde-musgo), um vestido longo qualquer marrom e ajeitando seus cachos ela ia deixando a casa de seus tios.

— Onde pensa que vai? Não pode sair assim, tem que pedir permissão, são as regas.

— Eu não ligo! Cadê o tio?

— Foi beber no bar da esquina, você o deixou nervoso.

— Eu só disse a verdade! Se ele se ofende por besteira, o problema não é meu.

— Eu não vou lidar com essa sua educação precária.

— Foda-se!

Havilah tentou abrir a porta, porém sem sucesso. Sua tia foi mais rápida e havia trancado a porta, impedindo a menina rebelde de sair para sua rotina noturna! A sua raiva já estava num ponto muito avançado, e esse feito era a gota d’água.

— Eu vou te dar 5 segundos para você abrir essa porta. — Havilah falou esmurrando a porta.

— Não! Não vou abrir, você foi muito rude comigo e esse é o seu castigo.

— O que te faz pensar que pode mandra em mim? Já te disse que te pagam para cuidar de mim, então faça o seu trabalho e abra essa bosta de porta!

— Nada feito. Nós recebemos dinheiro para te criar sim, mas se não fosse por nossa bondade você estaria em um lar de adoção agora. Então você nos deve algo… — Nieke não se rendinha as chantagens emocionais de sua sobrinha exótica.

Nessa hora Havilah foi para cima de sua tia com toda raiva possível. Agarrou o pescoço de Nieke e a jogou no chão dando chutes em sua barriga e arranhões em seu rosto redondo e rosa. Enquanto agredia sua tia, ela gritava sem parar “Onde está a merda da chave?”. Quanto mais sua tia resistia mais ela amentava a intensidade dos golpes. Até que Nieke desmaiou e finalmente a garota insaciável parou a luta de um só e revistou os bolsos da mulher de seu tio e achou as benditas e donas de sua liberdade...as chaves! Ela se levantou de cima daquele corpo magrelo e se dirigiu até o banheiro para limpar o sangue de suas mãos e unhas. Depois simplesmente sem olhar para trás saiu rumo a rua, onde o lema vocês já conhecem: “A noite é uma criança!”.

 

Passeando por entre as ruas, a garota sem rumo tentava achar algum lugar legal e interessante para passar a noite. A madrugada estava gelada e o vento uivando sem descanso, ela não sabia bem ao certo para onde ir, mas, com certeza, mais cedo ou mais tarde ela encontraria seu destino final. No auge de sua ira, a menina esqueceu de ao menos levar um casaco seu para aquela noite fria. Mas ela poderia achar algo ou até alguém para aquecer seu corpo mais tarde! Chutando as pedras pelas calçadas alheias, alguém chamei sua atenção:

— Eai gata, está a fim de diversão hoje? — um cara que Havilah conhecia de baladas passadas. Ninguém importante para ela.

— É...algo do tipo. Não achei um lugar bom até agora.

— Ótimo, porque eu conheço um lugar muito daora, tipo, você vai amar e não vai se arrepender.

— Está de boa, não estou fazendo nada mesmo. — Havilah se apressou em entrar no carro daquele estranho conhecido.

— Eai, qual o nome do lugar? — ela estava ansiosa e curiosa.

— Cathouse! É uma casa noturna muito legal, frequenta um povo muito top…

— Que tipo de pessoas?

— Sei lá...motoqueiros, roqueiros, prostitutas...mais ou menos isso.

— Legal!!! Mal posso esperar. Tive uma briga sinistra com minha tia e preciso esparecer a mente.

— Ela ainda está na sua cola? — o cara dirigia em alta velocidade, enquanto questionou.

— Ela nunca me deixou em paz!

— Então relaxa, por que se não você vai pirar… — ele mexeu no bolso de sua jaqueta jeans — Quer um tiro?

— Não valeu, talvez mais tarde.

— Aí, cê tá muito careta.

— Só quero pensar um pouco, antes de viajar.

— Cê que sabe… — o cara sugou um pouco de cocaína, depositada em seu antebraço

Quando o cara que ela mal conhecia, puxou o freio de mão do carro Havilah pode ver uma placa enorme com o tal logo “Cathouse” numa placa de neon vermelha. Ela desceu do carro e foi caminhando lentamente porém animada até a entrada. Onde um segurança nada convencional a barrou na porta, a fazendo voltar a realidade.

— Onde pensa que vai? Tem idade para estar aqui?

— Claro que sim…

— Pines, ela está comigo. — o segurança então assentiu e liberou a entrada.

Havilah entrou naquela casa noturna junto ao cara que ela nem mesmo sabia o nome. O lugar era escuro mais bom para curtir. Havia umas pessoas bem diferentes e estranhas, mas Havilah amou isso! Pessoas sem rumo, foras da lei, destemidas, raivosas, do jeito que ela amava. A cada minuto que passava ali era o paraíso para sua mente, nem era preciso drogas a essa altura. Várias pessoas passavam por lá, as vezes esbarrando em seu ombro ou jogando fumaça em suas narinas...nada que a incomodasse.

— Está a fim de um drink?

— Aí, qual seu nome? Tipo a gente se fala a um bom tempo e nem sabemos o nome um do outro.

— Me chame de Peps.

— Ok, sou Havilah!

— Nome legal...eai quer um drink ou não?

— Quero sim.

Peps se encaminhou até o bar e pediu ao bartender para servir sua “amiga”. Havilah não tinha mais grana, gastou tudo ontem a noite, então ela não tinha ideia de como pagaria. Porém ela sempre dava um jeito, essa era ela...com certeza!

— O que quer beber? — o bartender estava com sua coqueteria na mão apenas esperando o seu pedido.

— Hã...não sei, o que sugere? — Havilah não era boa em pedir drinks, ela apenas sabia abrir uma garrafa e “mandar pra dentro”.

— Tem uma mistura de laranja, cereja, whisky e vinho. Você vai se amarrar.

— Pode ser, parece bom.

— Ok, só um minuto. — o bartender começou a misturar a bebida.

— Eu já volto Havilah, vou azarar aquela gata ali. — ele bateu palmas animado.

— Peps?

— Sim?!

— É...pode me emprestar um agrana para o drink?

— Eu pago! — uma voz estranha que Havilah não conhecia, a chamou a atenção.

— Ah! Quem é você? — a menina rebelde estava confusa.

— O cara que vai pagar sua bebida agora e talvez que vai te fazer companhia essa noite.

— Entendi... — Havilah gostou daquilo...demais!

— Bom, então eu já vou...qualquer coisa me chama. — Peps aproveitou a oportunidade e se mandou.

— Tá, eu me viro.

 

Havilah se sentou na banqueta do bar, ao lado daquele estranho com voz bonita e atraente. Um cara descolado e com aparência estranha. Por mais que Havilah gostava da situação, ela queria sair correndo dali. Aquela menina medrosa da infância estava gritando por socorro. Mas ela ignorou esse sentimento e jogou tudo pro alto.

— Eai cara, qual seu nome? — Havilah virou de frente ao cara, jogando todo seu charme para cima dele, essa noite, com certeza, não seria para crianças.

 

* menina em russo


Notas Finais


Ei, não se esqueça do meu feedback ;)


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