História NSFW - Jikook l Au - Capítulo 97


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
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Palavras 6.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[Propício a erros, não revisado]

Capítulo 97 - 96


Fanfic / Fanfiction NSFW - Jikook l Au - Capítulo 97 - 96

Casa dos Wang (banheiro principal); 23:43 PM

Park Jimin

Não é como se eu estivesse contando, mas, faziam exatamente cinco minutos desde a retomada de Jungkook. O assunto que voltou me fez estabilizar, perplexo, enquanto seu olhar concentrado em mim parecia não esquivar momento algum. Era diferente o ver daquela forma, tão destemido e distinto, pois, o Jungkook que presenciei ao decorrer do ano, não podia sequer comparar com aquele. Eu sempre o percebo muito afoito com qualquer coisa que o acontece, seja um professor lhe chamando a atenção ou até um cumprimento de outro aluno, ele sempre se encolhe e gagueja ao responder. Entretanto, ele estava diferente, como se estivesse no controle de qualquer situação.

Não foi fácil manter contato visual durante os minutos que se estenderam, pois eu não tinha a resposta certa para lhe dar. Por mais que estivesse vestindo as roupas mais perfeitas e diferentes do que estou habituadoa a ver, o meu ego se faz mais presente, me impedindo de lhe dar o mais sincero dos elogios. Aquele assunto era idiota, de fato, mas eu sabia que Jungkook só estava o usando para render conversa, da mesma forma que eu faria. Eu usaria o tópico mais bobo apenas para o prender, e tentaria não o assustar para que não recusasse, pois por mais que me doa admitir, eu sempre quis ser mais próximo de Jungkook, e nunca ter me esquivado todas às vezes que ele tentou se aproximar. Para falar a verdade, o medo sempre falou mais alto naqueles momentos, aquele típico receio de ser descoberto e odiado por todos apenas por estar conversando com um garoto, então, não seria por menos destratar Jungkook da forma que ele nunca mereceu. Mas, me parece que as coisas mudaram, pois agora é ele quem parece não querer ficar por perto, sempre me ignorando com qualquer coisa que tento fazer para nós aproximar.

Nunca foi fácil para mim reprimir sentimentos pelos garotos por causa de minha reputação, tentar esconder isso está virando algo sufocante, algo que estou dando o máximo de mim para eternizar e acabando por me perder em outras responsabilidades. Eu já não sou mais aquele garoto amável que visitava a parentela três vezes por mês, muito menos aquele que saía quase todas as semanas para se divertir ou fazer compras, pois, hoje em dia tenho medo. Medo de pisar para fora de casa e acabar por ser apontado por dedos alheios, atordoado com qualquer olhar que seja direcionado á mim de forma diferenciada. Demorou muito para eu me tornar o que sou hoje em dia, apenas por ter mudado meus hábitos e me tornar aquele que qualquer um deseja ser, ou ter. Eu não sou jogador de basquete como Jackson, Bobby, ou Mark, eu não sou o garoto mais inteligente do colégio como Taehyung ou Jungkook, eu não sou o garoto mais esforçado da sala, eu não sou o preferido do direitor, então, sinto que tudo pode desmoronar em questão de segundos, pois minha imagem não tem tanta relevância quanto aos outros.

Eu admiro o grupo de amigos de Jungkook pelo simples fato de eles não terem medo de nada que pode os atingir como alvo suas sexualidades. Os admiro porque queria agir sempre daquela forma, andar com a cabeça erguida em qualquer situação e não me abalar com qualquer comentário que fosse. Jungkook é qual eu mais venero, pois, mesmo depois de tudo que sofreu entre os alunos, manteu-se inabalável e seguiu em frente, nunca negando ser o que realmente é.

O ar naquele banheiro estava tão abafado que eu estava começando a me sentir afetado por estar, literalmente, respirando o mesmo ar que Jungkook. Ele se manteu paciente, esperando por algo que saísse de minha boca sem que eu a abrisse e fechasse por falta de fala. O box de vidro servia como um apoio para meu corpo, que caso não estivesse ali, certamente estaria fraco pelo efeito do álcool e vontade súbita de cair numa cama e dormir. Mal dando para escutar a música, os meus tímpanos agradecem, pois estava tão abafada quanto o ar, dando certa regalia para que uma conversa fluísse facilmente. Minha mente já estava gasta, de tanto pensar em uma nota besta para o dar. - Hum... - foi apenas um murmuro de minha parte, algo que o fez manter seu corpo ereto como um fio de esperança. - Não podemos simplesmente esquecer isso?

Após minha pergunta, percebi seus olhos revirando minimamente e um riso sarcástico sair de sua boca em baixo tom. - Depois de todo esse tempo, é a única coisa que diz? - suas mãos foram enterradas nos bolsos traseiros de sua calça, enquanto apoiava as costas no gabinete da pia.

- O que eu posso dizer? - perguntei, retórico, talvez, mas não quando Jungkook se colocou a me responder.

- Uma nota, talvez? - sugeriu, irônico.

- É tão importante assim para você? - meu tom soou provocativo, e saiu sem que eu percebesse. Jungkook, por outro lado, arqueou uma de suas sobrancelhas, mais uma vez, impondo aquela superioridade estranha. Na verdade, para ele não parecia nada, enquanto para mim, poderia ser considerado com o auge de sua rigidez.

- Na verdade... Não. - deu de ombros, massageando sua barriga ao que parecia ainda sentir dor. - Eu só achei que poderíamos ter um pouco de reciprocidade. - seu tom era tão distinto que conseguia me supreender, pois, diferentemente da primeira vez que veio falar comigo, ele não havia gaguejado uma vez sequer.

- Re... ciprocidade? - retomei depois de alguns segundos, com as sobrancelhas franzidas, estranhando a palavra que saira de sua boca.

- Sim, poderíamos ser recíproco um com o outro. - ele colocou a mão por dentro de sua camiseta, massageando com mais intensidade seu abdômen. - Não que eu esteja tentando forçar algo... Eu só- - ele continuo ligeiramente e se auto interrompeu quando me encarou, percebendo minha expressão tão confusa quanto a dificuldade que eu tive ao repetir a palavra que ele pronunciou. - Não sabe o que é reciprocidade?

- Hum... Não. - balancei a cabeça para reforçar a resposta, um pouco inseguro, pois não queria parecer o burro que sempre fui diante do nível que atingia sua inteligência.

- Reciprocidade, é quando agimos com justiça com uma atitude de outro. - parecia que uma nuvem carregada tomou conta de minha mente, a parando completamente por não entender o sentido de sua explicação. - Por exemplo, mesmo que sem querer, você me enviou uma foto sua e... Mesmo sem pedir minha opinião, eu a dei. - fez uma pausa para suspirar. - Nada mais justo do quê dizer o que acha da minha roupa, também.

- Ah... - saiu como um suspiro. - Seria como se... Eu te correspondesse em tudo na mesma medida? - perguntei, incerto, tentando ter a certeza de quê havia entendido.

- Exatamente. - concordou com paciência, me fazendo sentir internamente feliz por não demorar muito a entender.

Entretanto, eu me senti apreensivo com aquilo. Certamente Jungkook estava falando sobre a nota besta que queria escutar, mas, ao dizer que queria que agíssemos com total reciprocidade, seria assim em todas as situações? Se acaso ele continuasse a me tratar daquela forma hostil, eu deveria fazer o mesmo? Ou usar isso em qualquer outra ocasião? Na verdade, eu não soube responder as minhas próprias dúvidas, e fiquei receoso a lhe perguntar. Eu me manti perplexo, e o ar que antes prendia, soltei por completo quando voltei a escutar sua voz: - Reciprocidade, Park, não acha que seria bom termos isso entre nós?

Seu tom saiu tão rígido que senti minha base tremer, tentando não transparecer para que não soubesse do poder que tinha sobre minhas ações, mesmo em poucos gestos. - Em qual sentido você fala isso, exatamente? - se ele sabia me fazer fraquejar, eu queria o mostrar não ser o único, usando um dos tons mais provocativos que eu sabia performar.

Não é como se eu não sentisse medo de deixar minhas vontades perceptíveis à Jungkook, até porque minha reputação estava ali para contrariar, mas, eu simplesmente não conseguia aguentar, vendo o álcool lhe fazer efeito e o deixando mais destemido, aperfeiçoando qualquer superioridade que me faz esquecer de certos detalhes. Por um segundo o vi desprender suas costas do gabinete, ainda massageando seu abdômen ao que me fez prender o olhar ali, enquanto uma mínima parte de seu V ficava à mostra, enquanto, sutilmente, respondeu: - Em tudo.

Eu suspirei pesadamente, inevitavelmente afetado por todas as coisas incovenientes que se passaram por minha mente diante de sua resposta. - Se eu me aproximar... - ele retomou a falar, não me dando momento algum para que eu voltasse a respirar normalmente, dando pequenos e vagarosos passos em minha direção, me fazendo supreender ainda mais. - Você... Se aproxima também. - complementou, quase gerando um colapso em meu interior pelo que acabou de sugerir.

Ele continuava caminhando vagarosamente em minha direção, enquanto eu agradecia internamente à Jackson por ter um banheiro grande ao que impedia Jungkook de chegar tão rápido até mim. Aquele momento não tinha nada a ser comparado com aquele que tivemos no colégio, quando eu estava sozinho e ele decidiu ir até mim, pois eu não pensava em nada além de repudiá-lo, e, naquele momento, eu queria que ele se aproximasse de mim. Eu queria sentir seu perfume com mais exatidão, queria sentir suas ações mal calculadas em efeito do álcool, e, mais do que tudo, eu queria ser recíproco em tomar a atitude de me aproximar também, mas algo me impedia. Enfraquecimento, certamente.

Ele tinha os olhos presos aos meus, e antes que eu pensasse em falar algo, ele se prontificou, quando já estava à um posso de se colar em mim: - Quando eu olhar para você... - eu senti seu polegar segurar meu queixo, me obrigando a erguer minha cabeça em sua direção. - Você olha para mim também. - estava mais do que claro o que era reciprocidade, e não teria melhor forma de descobrir o sentido daquela palavra. Eu queria impedir aquele carinho que começou a fazer em minha bochecha, pois estava acabando comigo, mas nem com todas as forças investidas, eu pude tentar. - Quando eu... - se auto interrompeu ao diferir um mordida em seu lábio inferior, ato que prendeu meu olhar e me fez fechá-lo de imediato, sentindo um fisgar em meu baixo ventre por tanta sensualidade investida.

Ele não terminou sua frase, mas pude presumir seu sentido quando percebi o rosto de Jungkook se aproximar do meu, fazendo com que meu peito subisse e descesse com mais euforia. Sua respiração estava em um combate com a minha, enquanto eu estava perdido em meu interior, pois não sabia se caísse de satisfação ao sentir o seu perfume, se dava início ao que eu realmente queria ou se me esquivasse daquilo, em zelo por minha reputação. - Jungkook... - murmurei, tão baixo que mal deu para mim mesmo escutar. - O-o quê está fazendo? - ele pareceu não se importar com a minha pergunta, com os olhos presos em fascínio sobre meus lábios ao que continuava se aproximando. - V-você não pode... Eu s-sou-

- Ah, por favor. - ele se alterou, parecendo voltar a ficar poucos centímetros longe de mim. - Não me diga que é hétero, Jimin. - seu tom não era indagado, e sim, como se estivesse me pressionando a assumir. Sua mão, que antes estava em meu rosto, se espalmou no vidro do box junto a outra, ficando cada uma do lado de minha cabeça, ato que me fez encolher inevitavelmente.

- E-eu sou. - afirmei sem conseguir manter os olhos presos aos seu, ato que certamente deixou ainda mais evidências de que eu estava mentindo. Eu não podia simplesmente jogar as cartas na mesa e assumir o meu segredo mais profundo para Jungkook. Eu não podia jogar fora todo o esforço que construi para não evidenciar, ainda mais que eu deveria o conhecer melhor para compartilhar algo como aquilo, onde eu pudesse ter a certeza de quê ficaria apenas entre nós.

- Eu não acredito. - ele abaixou um pouco sua cabeça, tentando procurar por meu olhar ao que me esquivei rapidamente para evitar. - Um hétero não ficaria dessa maneira com um homem próximo à si, ficaria? - ele perguntou, retórico, me fazendo engolir em seco em questão de segundos. - Um hétero não se sentiria intimidado da forma que está. - ele continuou a falar, me machucando cada vez mais.

Eu quis chorar. Eu quis chorar por não conseguir me aceitar e aceitar as coisas que Jungkook me causa. Eu quis chorar por não ser bem resolvido como algumas pessoas do colégio eram, eu quis chorar por me sentir frustado e incompleto com o ser que acabei me tornando. - Jungkook... E-eu-

- Tudo bem se não quer assumir, Jimin, até porque isso é algo que realmente não deve fazer. Assumir é uma palavra forte, eu diria, pois é como se você estivesse fazendo algo de errado e tivesse que contar isso à sociedade. - eu senti sua mão voltar a tocar meu rosto, dessa vez mais gélida, por causa da temperatura habituada ao box. - Não se assuma, para ninguém, apenas se aceite. - ele encerrou. Eu não sabia o que falar, muito menos como agir, simplesmente fechei os olhos e inclinei minha cabeça, deitando gradativamente sobre a palma grande de Jungkook enquanto seus dedos me acariciavam.

A minha vontade de chorar ainda se fazia presente, ainda mais que, à partir daquele momento, senti como se Jungkook pudesse ver através de mim, pudesse ler minha mente e ver todos os defeitos que tinham por debaixo daquelas roupas bonitas que eu vestia. Ele me entendia mesmo sem me conhecer, mas, de qualquer forma, não era o suficiente para eu me abrir.

O afeto que eu sentia por Jungkook sequer poderia ser comparado com Jackson ou Bobby, pois eu não enxergava o mais novo como uma guia para que eu pudesse me aceitar, totalmente ao contrário, eu sentia como se ele fosse a pessoa perfeita para meu amadurecimento. Não como uma escora, mas sim como meu conselheiro e professor no ramo. Entretanto, a possibilidade daquilo acontecer era inalcançável, e haviam muitas questões que implacavam meus pensamentos.

Havia a bipolaridade de Jungkook, talvez o pior dos problemas, pois eu não consigo entender o porquê de me tratar normalmente nas semanas anteriores enquanto veio a me tratar com total ignorância recentemente, e agora, está totalmente diferente de qualquer outro momento. Eu não o conheço com exatidão, não sei se ele esconde diversas personalidades por baixo de sua face, e se todas elas são boas, de fato.  Havia Yukwon, e, por mais que não houve ressaltos, é fácil perceber a forma que Jungkook é apaixonado por si. Não bastou as trocas de olhares que os dois trocaram em todo o tempo que ficamos naquele carro, havia as interações nas redes sociais e o fato de Jungkook não o largar em nenhum momento desde que chegamos na festa. Ainda me admira ele estar comigo e não ter corrido para os braços de Yukwon, sentindo falta dele ou algo do tipo.

Eu toquei em sua mão, simplesmente a tirando de meu rosto, apartando o seu toque sem antes avisar. Um desconforto tomou conta de meu corpo como o fogo se alastra em um local repleto de gasolina, pois me caiu a visão de que havia alguém esperando por Jungkook no andar de baixo. Alguém que merecia o mais novo mais do que qualquer um, e que não aceitaria saber que esse perdeu grande parte de seu tempo no banheiro com um garoto que mal sabe distinguir o quê é reciprocidade. - O quê foi? - ele perguntou, certamente percebendo a nova expressão que tomava conta de meu rosto.

- Por que está fazendo isso? - perguntei, baixo, assim como o meu olhar. - Por que está perdendo seu tempo para me falar essas coisas? - ele suspirou, minimamente, mas não se empenhou a distanciar-se de mim.

- É preciso um motivo para isso? - eu não soube responder sua pergunta, sentia como se tudo que saísse de minha boca pudesse piorar a situação em que eu me encontrava. - Acho que não. - ele mesmo respondeu, sabendo que eu não o faria. - Eu estou apenas tentando ajudar, e, nisso, não quero que seja recíproco. - falou, retomando o assunto de minutos atrás.

- No quê você quer.... que eu seja recíproco, exatamente? - eu perguntei, incerto, abaixando a guarda em um nível jamais cogitado.

Eu senti seu corpo dar uma passo à frente e, consecutivamente, sua respiração ainda mais presente ao beter em meus cabelos. - O quê eu estou fazendo agora? - ele perguntou, tão baixo quanto a vontade que eu tinha de me desviar de sua aproximação.

- Está... S-se aproximando? - perguntei, receoso, tentando saber se aquela era resposta correta.

- Exatamente. - dessa vez eu não me senti feliz por ter entendido, e sim, afoito, presumindo o que viria à seguir. - Então, seja recíproco e se aproxime também. - ele respondeu, quase como uma ordem, exatamente o que vinha em minha mente, não me pegando de surpresa por isso. Entretanto, eu não entendia o seu propósito, para quê ele queria que eu me aproximasse, exatamente?

Mesmo com dúvida, eu não me restringi ao ser recíproco com Jungkook, demorando um pouco ao descolar minhas costas do box e ficar ereto, quase com meu tronco colado ao seu. Eu não mantia contato visual, não conseguia, mas isso foi apartado por seu gesto de voltar a segurar meu queixo, levantando minha cabeça ao que foi me revelado um sorriso de escanteio de sua parte. - E não é só nas atitudes, Jimin... Podemos ter reciprocidade nos sentimentos também.

Eu não entendi de imediato sua sugestão, e nem depois de um curto período pensando no assunto. A minha lerdeza e falta de senso jamais me permitira entender algo, e é claro que naquela ocasião não seria diferente. - O quê está querendo dizer? - perguntei, tentando não se afastar demais de si, pois, aquele papo de reciprocidade só estava a me favorecer.

Jungkook suspirou por um curto período, parecendo tomar um impulso para o que diria a seguir: - Os sentimentos, Jimin... Acha que pode corresponder meus sentimentos? - talvez eu nunca tivesse ficado tão perplexo quanto naquele momento. Ele apenas respondeu a minha pergunta com outra, não me explicando com exatidão aonde queria chegar, e ainda por cima me deixando sem respostas.

- Sentimentos...? - refleti para mim mesmo, não deixando com que Jungkook escutasse. - Quais tipos de sentimentos? - a pergunta fora direcionada para si daquela vez, depois de um tempo, quando consegui novamente firmar meu olhar ao seu.

Dessa vez, não foi eu quem desviou o olhar. Jungkook, por um segundo, pareceu inseguro e murchando aquela áurea imperativa que parecia o dominar. Sua mão não tocava mais o meu rosto, ele a usou para coçar a nuca brevemente, apertando o ato no mesmo instante sabendo que estava deixando muito na cara o desconforto que começara a o pegar de jeito. Eu quis perguntar, o que estava de fato acontecendo, mas não foi preciso, quando escutei a voz de Jungkook soar minimamente, e, pela primeira vez naquela noite, em forma de gaguejo: - E-eu... 

Já que nada mais parecia ter previsão de sair de sua boca, resolvi impulsionar: - Você...?

Ele ergueu a cabeça rapidamente, tomando com muito custo o fôlego por um curto período. Ele passou os dedos entre os cabelos, logo afundando suas mãos nos bolsos da calça e tomando a atitude de falar: - Os sentimentos, Jimin... Bem, eu... - Jungkook parecia mais perdido que cego em tiroteio, tateando seu olhar para todos os lados, não sendo mais para mim. - Eu... Eu gosto, Jimin, de você. - ele soltou tão rápido quanto um vulto, que, por pouco, não pude entender. - É. Eu gosto de você, Jimin. - dessa vez, ele falou mais calmo, deixando com que uma risada baixa desse o desfecho à sua fala, como se estivesse se aliviando de algo. Ele pareceu envergonhado com sua confissão, enquanto eu, me manti no lugar, sem dizer ou expressar algo. - Você... Acha que pode ser recíproco com os meus sentimentos? 

A sua pergunta foi feita pela segunda vez, me fazendo engolir em seco no mesmo instante, tanto pela seriedade ao ser proferida quanto por seu olhar, que parecia certeiro a me afetar. Era considerável o fato de Jungkook estar falando aquele tipo de coisa por efeito ao álcool, até porque seu hálito estava ali para comprovar a dosagem além da conta que digeriu, e não seria menos viável acreditar naquilo, pois sabia que nada era verdade. Jungkook não teria motivos para gostar de mim, ainda mais pedir que eu o correspondesse da mesma forma. Eu sempre o destratei, nunca o respondi sem usar o tom habitual, sempre sendo ignorante e o repreendendo com olhares, então, que motivo favorecia a verdade em suas falas?

Embora que tivesse me caído a explicação mais relevante para aquela situação, eu me senti imensamente bobo, escutando as falas de Jungkook ecoando em minha mente de segundo em segundo. Sua voz, mesmo embaraçada, tão suave passando de relance sobre meus ouvidos, me relembrando que aquilo era tudo o que eu queria escutar há muito tempo. Eu estaria saltitando, no mesmo momento, isso se Jungkook estivesse sóbrio e soubesse realmente do que estava falando. Era decepcionante, ao mesmo tempo que me instigava, ainda mais que havia o fato de sua pergunta, qual eu não tinha uma resposta. Não teria problema se eu negasse ou aceitasse sua proposta, porque certamente não se lembrará na manhã seguinte. Mas, meu medo era se aquilo não acontecesse, e se eu disser sim e ele acabar por se lembrar? Ou pior, e se eu negar e acabar com qualquer chance que podemos ter no futuro? Isso é, se tivermos alguma.

É tudo tão confuso e aquilo ficou presente em minha expressão, que se estendeu perplexa assim como o curto período que pareceu demorar a passar, enquanto nenhum dos dois mantia seu olhar focado. Entretanto, uma risada minha apartou aquele silêncio, como uma ficha que acabara de cair. Eu não gargalhei com graça, fora apenas uma retomada de sentido. - Você... Não pode estar falando sério. - foi o que repondi, depois de todo aquele tempo, vendo seus olhos voltarem a se prender aos meus, esbanjando seriedade. - Está bêbado, Jungkook... Não sabe o que está falando. - afirmei, ainda sem mesmo acreditar, tentando dar um norte para que o mais novo seguisse.

- Não, Jimin, eu sei bem do que estou falando. - ele pareceu recuperar a calma, ditando as palavras no tom habituado há alguns minutos atrás. Eu assenti negativamente, me auto rotulando para não cometer a loucura de acreditar naquilo. - Confie em mim. - nada mais podia fazer com que minha percepção mudasse, nem mesmo os olhos brilhantes de Jungkook em minha direção, ou seu corpo tão perto ao meu que me  pressionava a ceder à qualquer coisa. 

- Não, Jungkook. Confie você, em mim. - falei enquanto entrelaçava os braços por cima do peitoral, uma mania que sempre se manifesta em meus momentos nada calmos. - Amanhã não irá se lembrar de nada disso, tenho certeza. - afirmei, sabendo que seria a maior possibilidade.

- Tudo bem... - ele riu, minimamente, espondo um certo desconforto. - Talvez você esteja certo. - arqueei minhas sobrancelhas, ditando em silêncio que eu tinha total razão. - Mas, não quanto ao que eu disse, e sim, sobre não me lembrar amanhã. - ele tirou suas mãos dos bolsos, usando uma delas para jogar seus cabelos para trás. Uma mania escrota, ao que parecia, fazendo o meu coração palpitar mais rápido com aquele simples gesto. - Eu sou pouco resistível ao álcool e sei que já bebi além da conta, até porquê a dor de cabeça está aqui para comprovar, mas, eu sei do que estou falando, sei que nada disso está saindo apenas pelo manifesto do álcool. - ele encostou sua mão direita no box, mais uma vez,  abaixando um pouco sua postura para encontrar meu olhar. - Por favor, Jimin, acredite em mim.

Inevitavelmente, dei um passo para trás, respirando ainda mais desnatural quando Jungkook fez o mesmo e não me deixou afastar. Eu não tinha para onde ir, eu estava prensado contra o vidro, tendo apenas a visão do rosto do mais novo, essa que me permitia sentir desconforto. Àquela altura eu não sabia mais o quê fazer, eu não tinha mais controle sobre minha mente, que parecia pensar em uma solução nada viável para a situação. Jungkook, por outro lado, parecia paciente ao esperar pela resposta que eu não tinha, enquanto nem imaginava o alvoroço que se encontrava em meu interior.

Eu estava cansado daquilo tudo, Jackson não me avisou que eu teria que lidar com aquilo caso viesse para a sua festa. Eu nunca pensei que fosse complicado receber tanta atenção de Jungkook, ainda mais que esse estivesse praticamente a se declarar para mim. Eu queira poder ir embora, sem mais nem menos, apenas sumir, como desejo fazer sempre quando me ocorre um problema. Eu sempre dou um jeito de me desvencilhar, mas, naquela ocasião, era mais dificultoso, ainda mais que os braços ao redor de meu corpo e olhos de Jungkook não saiam de mim em momento algum. 

Eu fiz sem pensar, e posso me condenar o resto da vida por isso, mas não pude conter quando minha mão se ergueu até seu rosto. Eu senti a maciez de sua pele sobre minha palma pouco a pouco, enquanto percebia seu olhar se desfazer na mesma medida, como um sono inabalável. Era difícil acreditar que eu o tocava, que estava tão perto de si e não podia fazer o que sentia vontade. Jungkook não aparentava estar bêbado, pelo menos não destacável com ações malucas como eu costumo ficar, e em diversas vezes de nossa conversa me peguei com medo de que tudo aquilo fosse uma farsa para me testar. Entretanto, minha mente se incapacita de pensar em algo assim por mais de três segundos, pois Jungkook é tão amável que nem a mente mais poluída poderia encarar suas atitudes algo planejado para o mal.

Ele abriu os olhos minimamente quando sentiu meus dedos deslizando sobre a lateral de seu pescoço, logo sentindo os cabelos de sua nuca tocarem minhas unhas mal aparadas. Foi um toque tão suave que até eu seria incapaz de sentir em seu lugar, pois eu não queria o assustar, assim como parecia ficar com qualquer pessoa. Eu estava apenas tentando ser recíproco, não com seus sentimentos, mas com suas atitudes. Ele me acariciou diversas vezes enquanto estávamos naquele banheiro, o que acrescentaria se eu fizesse o mesmo? Apenas em um resultado positivo de que eu entendi bem sua explicação. Eu acariciei a região, sutilmente, sentindo seus cabelos lisos se enrolarem nas pontas de meus dedos facilmente.

Não foi nada demais, apenas um impulso mal calculado ao que investi mínimas forças para ter seu rosto mais próximo do meu. Ele não hesitou, em momento algum, me dando certo alívio para que eu soubesse que não estava agindo com rapidez. Não seria novidade dizer que eu queria, mais do que tudo, sentir seus lábios tocando os meus, até porque meu diário estava mais do quê cansado de me ver escrever aquilo todo santo dia nele. Seria aquela a oportunidade perfeita, pois sabia que Jungkook não recuaria, depois de tudo que me disse e ter tomado aquela atitude quando eu o cortei dizendo que... Que sou hétero. Bem, ele mesmo afirmou que não se lembrará de nada na manhã seguinte, então, meu segredo estará intacto, certo? Na verdade, aquela era uma certeza que eu não tinha, eu apenas queria desfrutar do momento.

Nada mais me importava, nem Yukwon que estava à espera do mais novo, ou Jackson, que sacrificaria sua própria vida para estar aonde Jungkook estava: no primeiro lugar do pódio a quais eu mais gostava. Jackson, entretanto, estava em terceiro lugar, mas nunca se importou com isso, ainda feliz por ter um título dado por mim. 

Por ironia do destino, eu dei um leve sobressalto quando a luz do cômodo falhou, logo que ouvimos vários gritos do andar de baixo, nos dando a certeza de quê não fora somente ali que se fez a falta de luz. Na verdade, a luminosidade apenas abaixou, ainda permitindo que eu visse o rosto de Jungkook e tudo que ele pudesse fazer. Certamente a casa inteira estava iluminada apenas pelos LEDs que Jackson espalhou, resultando em uma festa ainda mais animada, que, mesmo que pouco, ainda dava para escutar toda a empolgação ao que uma música nova foi reproduzida. 

Meu toque não cessou na nuca d9 mais novo, enquanto eu olhava em volta e percebia que a falta de luminosidade não mudou quase nada. Jungkook pareceu não se importar com o acontecido, tocando minha bochecha ao que virou gradativamente meu rosto para que eu voltasse a enxergar o brilho em seus olhos. Eu não deixei com que ele se aproximasse outra vez, pois eu mesmo o fiz. Eu senti a ponta de meu nariz tocar o seu, e não para menos o meu peito subir e descer mais rápido. Eu não tinha dúvidas do que estava para acontecer, parecendo que tudo ao redor estava contribuindo á favor e não pude estar mais satisfeito por isso.

E aconteceu. Na verdade, fora apenas um selar sútil, mas eu sabia que aquilo não era a única coisa a acontecer, e mesmo não sendo uma resposta à sua proposta, eu senti que ele ficou satisfeito com o ato. Eu apertei os cabelos de Jungkook entre os dedos, o puxando para mais perto outra vez, não deixando de sentir a euforia em meus batimentos cardíacos. Não bastou ter o corpo de Jungkook colada ao meu em forma de provocação, teve que ter um roçar de nossos lábios por impulso dele. Ele sabia, exatamente, como testar minha paciência, como me fazer conhecer os próprios limites para saber até onde eu conseguiria aguentar.

Eu sou tão orgulhoso que nem a vontade de tomar atitude conseguiu me vencer, esperando com que Jungkook parasse com aquela provocação e isse logo ao ponto. Entretanto, pareceu perceber minha submissão e soltou uma risada nitidamente provocativa, com o tom a me afetar de forma tão relevante que ali pude apreciar ainda mais a dualidade de Jeon Jungkook. Era um contraste perfeito, seu lado tímido e coerente jamais poderia se misturar com o seu atrevido e destemido, o que dava uma áurea única ao mais novo. Eu gostei e me senti especial por ter presenciado um pouco de seus dois lado, qual um deles só foi possível pelo manifesto do álcool em si.

Eu me manti ileso, enquanto sentia a carne de seus lábios tocarem minimamente os meus, supreendendo meus pensamentos quando senti sua mão agarrar minha nuca, e, sem mais, me puxar em sua direção. A atitude de Jungkook fora tão rápida que mal pude raciocinar, fazendo com quê meus olhos se fechassem gradativamente. Seus lábios se encaixaram de forma tão perfeita ao meus que, qualquer movimento brusco, seria uma mera desnecessidade. 

Nossas bocas foram se abrindo aos poucos. Impulsos do desejo logo fizeram com que nossas cabeças já não ficassem mais paradas, fazendo assim, movimentos circulares que certamente deram intensidade ao beijo. E, não, ainda não havia língua em seu meio. Apenas os lábios trabalhavam, e aquilo, por mais que fosse pouco, já era grande coisa para mim. Ele apertou com mais intensidade os cabelos que estavam entre seus dedos, me fazendo desmanchar em êxtase, porque, bem, eu gosto de atitudes grosseiras no momento do beijo. Minhas mãos deslizaram por sua bochecha, acariciando o local de forma precisa.

Jungkook, então, não pediu passagem com a língua, o músculo apenas adentrou minha boca de forma intensa e cativante, fazendo com que meu corpo ficasse em completo êxtase. Era como se nossas línguas dançassem ao ritmo da mesma música, mas, não como uma barulhenta igual a que se ouvia do andar de baixo, e sim, como um casal em um baile de valsa que faziam os demais aplaudirem depois de passos tão bem executados. Nossos corpos estavam relaxados um contra o outro, e eu sentia o meu mais fraco conforme nos empenhávamos a intensificar o beijo e a cada deslize que a mão de Jungkook cometia para baixo em minhas costas.

Fazia tanto tempo que eu não sentia tanto ósculo formado em um beijo, pois nem as últimas pessoas que fiquei, puderam me proporcionar aquilo, e ter aquela sensação tão intensa fez com que sentimentos explodissem por dentro de meu peito. À cada suspiro de Jungkook contra meus lábios, era um sorriso involuntário meu, feliz por, finalmente, estar tendo aquilo depois de tanto tempo de fantasia. As mãos de Jungkook apertaram minha cintura com firmeza, me dando a percepção do quanto é frágil aquela região. Até então eu não sabia que ficava tão sensível ao sentir dedos contornarem firmemente meu abdômen, que minha vulnerabilidade ficava tão evidente com os toques. Sendo eles vindos especialmente de Jungkook.

 Eu queria ter mais daquilo, até o momento em que eu me cansasse, mas, dentre os intervalos que dávamos para respirar, pudemos ouvir batidas frenéticas na porta: - Abram essa porra, eu quero mijar! - a voz estava embargada e certamente vinha de um garoto embriagado, com o tom tão sôfrego que nos dava a certeza de sua necessidade.

Nós nos separamos no mesmo instante, assustados por pensar que a porta não estava trancada, mas, para a nossa sorte, Jungkook havia passado a chave no momento em que entrou. Ele ainda segurava minha cintura, e prendeu seu olhar novamente ao meu quando se virou e falou: - Vamos ficar quietos, um hora ele vai embora. - eu assenti freneticamente, ainda assutado ao ponderar a possibilidade de que meu segredo poderia ter ido por água a baixo.

Ele riu minimamente, talvez constrangido com a situação, me levando a gargalhar junto à si. Ele apertou o meu rosto, dando um selinho demorado em meus lábios enquanto socos ainda eram diferidos na porta. Eu me senti como um cidadão inocente do século passado, beijando seu amado enquanto uma guerra acontecia por trás dos muros de minha casa. No mesmo instante em que nos separamos, as batidas e os berros cessaram do lado de fora, dando a entender que o indivíduo havia indo embora.

Eu queira, muito, ficar por mais tempo com Jungkook, mas por um segundo lembrei que estava rolando uma festa lá embaixo, e, não que eu me sinta tão importante à esse ponto, mas alguém poderia sentir minha falta. Ou até mesmo de Jungkook, que pareceu chamar muita atenção com suas vestimentas nada usuais no dia-a-dia em que o vemos na escola. Ah, sim, suas roupas.. : - Jeon, - chamei sua atenção, usando seu sobrenome para dar mais intensidade. - Hum... - fiz uma expressão pensativa,  sentindo seus olhos queimarem por cima de mim. - Três. - falei, simples e sem contexto, tocando a ponta de seu nariz.

Eu me desvencilhei de seu cercado, não sentindo mais a espessura gélida do box tocar minhas costas, cruzando simultaneamente o banheiro enquanto escutei Jungkook perguntar: - Como assim? - eu me virei em sua direção e pude perceber um ponto de interrogação gigante pairar sobre sua cabeça.

- Bem, a nota para a sua roupa. - após me ouvir falar, sua expressão mudou para uma de indignação. - Um três. - reforcei, certeiro a lhe causar mais indignação. Eu me olhei por um curto período à frente do espelho, ajeitando minha roupa amassada e cabelos bagunçados graças ao ocorrido. - Bem, - falei no mesmo instante em que o vi se desprender do lugar em que eu havia o deixado. - vou indo.

Sem mais, nem menos, abri a porta e acenei para Jungkook, olhando para seu rosto incrédulo antes de abrir a mesma e sair daquele cômodo. Depois de dois passos, ainda pude ouvir Jungkook falar, gritando justamente para que eu escutasse: - Ah, qual é? Um três?! - eu ri, minimamente, tentando ser discreto ao andar mais e encontar algumas pessoas ali.

A sensação em que o meu corpo se encontrava era totalmente indescritível, tão boa quanto aquela que me causa quando faço as coisas que mais gosto. Entretanto, havia um fio de tristeza em meu interior, sabendo que aquilo só ocorreu pela embriaguez de Jungkook, qual nunca teria oportunidade em seu momento sóbrio. Ao menos eu estava feliz, satisfeito, pela primeira vez desde que dei meu primeiro passo para dentro da casa de Jackson, me dando a certeza de que nada poderia estragar. Me senti ainda melhor sabendo que Jungkook tem senso e não abriria a boca para contar à alguém, deixando de pedir com que guardasse segredo.

Eu terei um assunto e tanto para tratar com Namjoon na manhã seguinte, citando com exatidão o quanto foi magnífico sentir os lábios do garoto que amo sobre os meus.


Notas Finais


Acho que não consigo mesmo ficar por muito tempo sem escrever aqui, pois, não encaro apenas como uma obrigação ou algo do tipo, é como uma terapia para mim. Não tem nada que eu ame mais nesse mundo do que os membros, e a forma que eles estão me ajudando, mesmo de muito longe, nesse momento difícil, me faz querer dedicar meu tempo a eles.

Por mais que essa história seja totalmente fictícia e algo que sequer seria visto por eles, eu me sinto feliz por estar fazendo algo relacionado à eles, e sabendo que, na medida do possível, estou fazendo, assim como para mim, que essa fanfic seja uma espécie de terapia para vocês.

Sou muito grata à todos os leitores que enxergam a história dessa forma, não deixando de ressaltar entre os comentários e nas mensagens, e, mais do que isso, sou grata por se preocuparem com o meu bem estar e tentarem me ajudar. Acho que tudo seria mais difícil sem o apoio de vocês, e obviamente sem as músicas dos garotos que invadem meus ouvidos diariamente.

Eu também me preocupo com vocês, então... Bebam água.

Opinem sobre o capítulo, críticas construtivas são sempre bem vindas :›

Até o próximo, kisses.


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