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História Nuances - Capítulo 9


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Notas do Autor


Dois caps num intervalo curto de tempo? Mds <3
De novo alternando entre primeira e terceira pessoa.
Ah, gente tem um detalhe que não me liguei até a hora de escrever uma cena e peço desculpas: É em relação ao sobrenome da Clarisse e o nome fictício que dei ao Sr. Vatore que são os mesmos, praticamente, mas até então relevei e não modifiquei.

Arte do cap: JUNE IN FAN MOOD, os desenhos delas são incríveis.

Capítulo 9 - Raízes profundas


Fanfic / Fanfiction Nuances - Capítulo 9 - Raízes profundas

Eu queria vomitar. Aquelas criaturas representavam a escória conservadora da minha espécie. No inicio havia muitas incógnitas, quase todas as respostas foram obtidas com observação, não podia contar com ninguém – nem com o Travis, o loiro havia se tornado o banco de sangue particular de um vampiro miserável. Agi tão cegamente que esqueci das consequências.

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Por fim, o dia do chá, que na verdade foi transformado em um jantar, graças a lábia do Vatore, chegou. Paralelamente, a cena remetia muito bem os bailes do ensino médio, só que nesse caso Lilith aguardava seu par.

Demétrio se concentrava na leitura ao som suave dos dedos de Emeraude no órgão. A garota sentia-se orgulhosa por ter feito um avanço, conseguiu se tornar uma estudante do oculto, o que era ótimo já que ela não perderia mais energia tão rápido ao ser exposta ao sol, por exemplo. Treinar com o irmão foi significante.

- Perdão pela demora.

Seus pais deram uma pausa em seus passatempos. Levantaram-se e caminharam na direção dos dois.

Emeraude: Vocês estão muito bonitos.

Demétrio: Caleb – o tom era de aviso. Pela leitura do ambiente, esses dois haviam conversado sobre os termos do evento.

Emeraude: Fico feliz que esteja acontecendo – abraçou a morena – Embora o caminho seja longo – se separou - Vão se divertir.

Os herdeiros saíram da mansão a cavalo. A residência dos Morse ficava a poucos quilômetros dali, faria bem um pouco de vento no rosto. Minutos seguintes, os dois chegaram ao destino.

Caleb: Terá mais convidados? – perguntou a si mesmo ao observar a movimentação das pessoas chegando

Lilith: Talvez é apenas uma coincidência.

Sem nada a comentar, desceu do animal e em seguida ajudou sua acompanhante.

Caleb: Nervosa?

Lilith: Animada – entrelaçou o braço ao dele – Entretanto, espero que eles não sejam como os nossos pais.

Caleb: Não irei influencer sua primeira impressão – sorriu e a conduziu para dentro. De imediato, os holofotes foram para a morena e claro que haveria cochichos de todos os níveis.

Vernon: Cale... – se espantou ao notar quem era a acompanhante do amigo. No geral, as esperanças estavam muito baixas – Senhorita Vatore – se curvou – É um prazer, por fim, conhece-la – a moça retribuiu o cumprimento e o coração dele se agitou – Sintam-se em casa – retira-se

- Caleb, por favor, nos apresente a bela dama pendurada em seu braço – pediu um rapaz alto de barba e corpo tonificado, típico de um soldado rigidamente disciplinado. Seu nome era Bjorn Tu’Rock, tem um grande apetite e sabe apreciar a boa música.

- Nem ao menos a conheço, mas a expectativa de todos é contagiante – comentou Holly Vinedal. Uma garota que adora cavalgar em campos abertos sentindo o cheiro das folhas, cumprir com deveres rotineiros lhe entediava.

Em um dos seus passeios conheceu o Bjorn, este que retornava da cidade vizinha e a ofereceu escolta, os laços ganharam firmeza ao descobrirem uma amizade em comum: Sophia Jordan que era enteada do pai de André da Silva e os dois vivam com Ollie Purdue, afilhado do patriarca da família Silva na região.

Caleb: Esta é Lilith Vatore, minha irmã.

A euforia ficara estampada na expressão dos ali presentes.

- Por fim a pérola da lua de Willow Creek pisa em solos mortais – uma voz feminina veio de trás.

Babs L’Amour: ela tira vantagem de sua beleza e manipula os homens, uma verdadeira adaga no coração de quem é conquistado. Vinha acompanhado de Chuck Cenzo, colega de patrulha de Bjorn, e vivia tentando conquistar Gladys Morse. Todos os nomes citados, fora o último, se faziam presentes naquela sala.

Lilith: Não sabia desse seu apelido – olhou para Caleb

Babs: Estou me referindo a você, querida – passou do lado da garota – Tem muitas coisas que o seu irmão não te conta a seu respeito

Vernon: O jantar está servido – comunicou ao adentrar no local. Ninguém nem sentia sua ausência, porém sua presença veio a calhar - cortou a possível brecha de um clima desagradável.

Durante a refeição, os jovens debateram sobre seus hobbies e festas que já frequentaram. A disciplina indesejada tendia a desencadear comportamentos libertinos à doutrina e, com um pouco de vinho em suas taças, aquele grupo cruzou a linha mais de uma vez.

Antes da sobremesa ser posta, surpreendendo, Vernon tinha uma sugestão.

Vernon: Borjn se importaria de tocar uma música no piano?

Borjn: Mas ainda falta...

Ollie: Eu trouxe viela de arco e alaúde, estão no salão.

Holly: Ah, meus pés se agitaram com a proposta! Não me importo de dispensar o próximo prato e vocês?

Babs: Até que enfim alguém atrevido e de bom senso.

Vernon: Então vamos! – disse empolgado, era totalmente o oposto do seu habitual.

Holly se levantou da cadeira e arrastou o oficial para o local e Lilith apenas seguiu o fluxo após Caleb a arrastar com um sorriso - Ainda que entretido, o vampiro tinha os olhos atentos a qualquer expressão dela e aquele episódio teria que ser algo (bom) a se recordar.

Sophia se aproximou da dupla e a separou do Vatore. O objetivo era se enturmar, certo?

Sophia: Sua resistência me parece muito boa – a levou em rumo ao centro 

Babs se posicionou ao lado - Tudo bem se não souber dançar, os erros nos dão ótimas piadas. Ah, Ollie, seja meu par – o rapaz e Sophia trocaram olhares rápidos e o Purdue acatou ao pedido da loira. Aproveitando a brecha, André tomou o posto

Holly: Caleb você está me devendo pela última vez – o arrastou para pista – Nem use a sua irmã como desculpa – falou baixinho, só pra ele... E a boa audição de Lilith – Todos estão sob o efeito do álcool e seria decepcionante que algum mantivesse o juízo perfeito. Ademais... – indicou com o olhar

O Morse tomou coragem e se ofereceu para dançar com a futura Mestre Vampírica. Ela não protestou, não era a primeira vez, todavia, seu par era o mesmo.

Borjn e Chuck ficaram apostos e deram inicio ao primeiro turno. O conjunto dos instrumentos, das palmas e sapatos chocando contra o chão de madeira relembrava festas populares, a energia positiva de tais reuniões se fez presente ali.

Foi um ótimo começo. Lilith se entrosou bem com os amigos de Caleb e após alguns encontros entrou pro clube, por assim dizer. Como esperado, houve impacto positivo na evolução de algumas habilidades dela, não remetiam muito as de sua natureza, no entanto, era um avanço.

O relacionamento entre os noturnos foi o de maior relevância. Eles passavam mais tempo na companhia do outro – seja treinando, cozinhando, lendo até dormindo. Seus pais sentiam um alívio interior por isso, mas o que aconteceria se a família fosse segmentada? Como a pele se mantinha jovem, todos os da espécie que queriam manter-se longe da inquisição se realocavam a cada x anos para não serem reconhecidos.

Toc-Toc. Uma visita inesperada. A família lia em conjunto o volume 1 da enciclopédia de vampiros quando bateram à porta.

Lilith: Estamos esperando alguém?

Emeraude: Não seria pra o dia de hoje – se levantou

Demétrio: Deixe-me ir na frente – pôs as presas a fora e caminhou até a porta

Caleb: O cheiro me diz quase nada – farejou de novo – São humanos.

Emeraude: Diferente de outros membros, pra nós eles significam outro tipo de sustento.

Lilith: Nós os roubamos?

Emeraude: Há diferentes estágios em relacionamentos. O fato de poder manipula-los nem sempre é feito, boas amizades acontecem, certo?

Demétrio: Com toda certeza - retorna à sala de estar – Falando nisso... – deu espaço para uma família de três pessoas se acomodarem.

Álvaro Demetrius, marquês de Bless Dawn, casou-se novamente após perder a primeira esposa; Cristina, a atual mulher, grávida de cinco meses e por último Clarisse, o primeiro amor de Caleb Vatore.

Cristina: Obrigada por nos receber.

Emeraude: Certamente o faríamos – ajudou a se sentar – Como vocês estão? – referindo-se a mulher e a criança. Enquanto isso, Demetrio ajudou Álvaro com as malas. Cada um recebia a versão da história que justificava a visita antecipada.

De outra perspectiva, Lilith concluiu que a mudança que eles traziam teriam efeitos que não poderiam ser personificados. Quer dizer, uma marca de mordida e um cadáver gélido são pequenas exceções – vocês já sabem o final.

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FLASHBACK ON:

- E-espera – pedi entre o beijo – Para – o afastei

- Não me faça concluir que você é uma idiota.

Nossa, que poço de doçura.

- Como está suas costas? – o relembrei do impacto que teve quando o joguei contra a parede

Seus orbes desviaram a atenção de mim para algum lugar aleatório. Ele fez um bico, fungou e voltou a me encarar.

- Por que estamos assim ainda? - Eu não sei, ok? Meu corpo tem zero intenção de revidar e a cabeça... Está tudo um verdadeiro caos - Joga-me na parede novamente, mas de preferência que você choque comigo em seguida.

- O que você se tornou? – pensei alto

Ele franziu a testa.

- Não correspondi suas expectativas? Uma pena – mexeu no meu cabelo – Os príncipes que residem aqui se submetem a mim.

- E por que está comigo?

Revirou os olhos.

- Porque estou sóbrio – deita ao meu lado – Não olhe se é desconfortável – referiu-se ao membro ereto.

- O que quer dizer sobre estar sóbrio?

- É melhor eu te mostrar – sua transformação começou a suavizar – No entanto, tem que ser minha... – seus olhos abriam e fechavam - Tenho sede... – tirou um recipiente pequeno e deu um gole do liquido. O meu faro detectou o aroma metalizado mesclado a algo floral.

Quase que instantaneamente, as veias em seu rosto voltaram a saltar e seus olhos brilhavam como um rubi. Aproveitei a brecha pra tomar o frasco e analisar o conteúdo. Minhas suspeitas se concretizaram: era sangue e estava batizado. Ele tomou de volta com rispidez

- Se quiser, meu amor, submeta-se a mim.

- Há quanto tempo você toma isso?

- Por acaso não quer que eu vá te buscar uma estrela também? - gargalhou alto – Finalmente um pouco de diversão

Eu me sentei contrariada.

- Não serei seu animal doméstico

Ele deitou de lado apoiando a cabeça no cotovelo – Você é uma intrusa, não sabe de nada e foi tola o suficiente pra vir atrás de alguém que só existe na sua cabeça

Agora já deu! Puxei-o pela gola e o levantei, nós dois ficamos de pé, não houve resistência.

- Diga meu nome – contraí as mãos – Diga! – o puxei contra mim

Lançou-me um olhar de desdém.

- Angelo?

Ele ficara tão surpreso quanto eu. De uma cena de tensão, Caleb fez parecer maliciosa colocando uma das mãos ao meu redor e usando os ombros largos para me esconder.

- Com a fartura de ontem achei que você tivesse em coma, mas parece que se limitou a uma lebre – fez uma expressão de deboche

- Como me achou? – questionou seco

-  Ainda que ande de dia, criaturas do oculto sempre buscarão o breu. Traga sua mascote, certamente desejarão conhece-la – desaparece

- Merda – pronunciou em meio a dentes trincados e me soltou – Tem roupas ali naquele canto – apontou pra sua esquerda – Vista-se

Qual a probabilidade das peças que ele escolheu servirem em mim? Fui descobrir. Ele se virou dando-me privacidade, mas a real é que este precisava pensar rápido e acabei me apressando mesmo não sabendo o que passaria com a disseminação do mal entendido de agora a pouco. Quando terminei de me trocar, o vampiro me segurou nos braços e fomos parar em um quarto com cortinas bem grossas

- Ela é muito bonita

Havia dez pessoas no local, todos com marcas de mordidas.

- Estamos animados para conhece-la

Pela insinuação, diria que eles faziam parte do harém dele. A fofoca se espalhou rápido

- Saiam agora – ordenou de forma ameaçadora

Como totais submissos, obedeceram.

- Saiba se adaptar - Ele me pôs no chão e caminhou até o criado mudo, destampou uma garrafa – novamente aquele conjunto aromático – e deu goles profundos. Eu tentei tirá-la de seu domínio, em vão.

- Onde está toda a sua presunção agora? – só conseguia assistir todo o liquido escorrendo pela boca e pra o restante do corpo, a sua imagem da minha realidade comparada a desse presente... – Você já caiu de um abismo? – arregalou os olhos como se estivesse possuído – A queda é o ponto de ignição.

FLASHBACK OFF

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Compreendi o que a Brasa disse com “Salve o Caleb” – o olhei de relance, ele se divertia com seus parceiros sexuais. A saúde mental dele se encontrava corrompida: seus relatos tinham contradições, vivia aéreo, emocional instável... Sinceramente, estou de mãos atadas. Há questões sobre o meu passado que até então considerei irrelevantes, afinal, molda o agora, todavia, as incertezas alimentam uma fantasia perigosa. Uma coisa é certa: fecharei este prostíbulo de sangue.


Notas Finais


Gostaram??? Confesso que to como a Lilith, sem saber muito o que fazer kkkkkkk
A vida tá tão corrida que só vou deixando os dedos tomarem de conta do teclado, é uma sensação boa.
Obg por lerem e até a próxima!


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