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História Nudez Fotográfica - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Nossa, faz muito tempo que não posto nada novo sobre EXO.
Eu tinha esse plot guardado tem um tempinho, mas parei ele e deixei para outro momento. Não achei que ficaria tão grande assim, mas não quis dividir - por maior que esteja.

Não tem nada em especial, mas me senti muito bem escrevendo.
Esse lemon deve ter ficado um lixo porque faz um longo tempo - desde Discagem Rápida - que não escrevo lemon, então, perdão por ele.

Vou parar de enrolar...
Desculpem qualquer erro, e boa leitura! ~

Capítulo 1 - Artístico e Erótico.


Chanyeol certamente não poderia reclamar muito sobre sua vida medíocre. Até mesmo gostava da quietude de tudo e do pouco de ceticismo sobre seu trabalho feito em casa. O dinheiro mal dava para pagar todas as contas que chegavam por debaixo da porta de madeira branca de estado não muito conservado.

Gostava de andar, pela casa, descalço e, muitas vezes, sentia uma farpa ou outra entrar em sua pele nos pés por causa de algum pedaço do piso onde não passava o pano direito. Por mais que houvesse as contas, tudo dentro do estúdio/casa parecia ter sido um pouco caro, como seu sofá duplo e as almofadas grandes e pequenas, de cor cinza, espalhadas no estofado ou no chão em frente a mesa de quase mesmo tamanho que o móvel anterior.

Era onde apoiava os pés, tendo o corpo jogado de forma despojada no sofá enquanto segurava entre os dedos um dos cigarros que fumava. Era um hábito, no mínimo, estúpido, mas que não fazia muita questão de largar. E então, sentia cócegas em suas pernas por causa do rabo esguio e ereto de Alpha roçando em si porque queria carinho. Era um gato tão manhoso que Chanyeol se perguntava quando e como havia se tornado assim.

Provavelmente toda essa fumaça não agradava o bichano, mas se ele recebia alguns afagos entre os pelos e seu dono o cuidava por alguns instantes, estava bom demais. Logo depois ele saía em busca de algum canto mais quentinho; era sempre entre os sapatos de Chanyeol.

Vivendo de alguns bicos e poucos trabalhos bem remunerados, a única solução que Chanyeol via era continuar insistindo em deixar os papéis que Sehun o ajudava a espalhar pela cidade com seu telefone celular e seus serviços como fotógrafo. Ele não tinha preferência por qual tipo de foto iria realizar e atendia a qualquer pedido desde que fosse em sua casa. Ouvia inúmeros insultos vindos de seu melhor amigo, mas ignorava como sempre.

Em todo esse tempo vivendo sozinho e aprendendo a lidar com seu próprio temperamento – que era certamente um pouco exótico –, Chanyeol conseguira também se fingir de surdo perto do mais novo sempre que ele vinha lhe dando sermões. Isso tudo porque tinha um namorado que se sentia sozinho quando o coreano ia ajudar o fotógrafo.

Podia até mesmo ouvir a voz de Sehun lhe dizendo que “...na próxima vez, Lu Han hyung lhe quebra o braço por interromper nosso encontro”. Não era tão exagero assim porque o chinês estava ficando farto de toda a preguiça de Chanyeol em buscar um emprego estável como qualquer outra pessoa e assim parar de ocupar parte do tempo de Sehun com coisas como aquilo... Quando era sua vida e o mais novo não tinha nada haver com isso.

Era certo. Sehun também tinha que viver e Chanyeol, mesmo não se arrependendo ou se sentindo com o mínimo de remorso ou de culpa, pensava em parar de chamar o garoto. Ele sabia que não importava o aperto ou o desespero, Sehun estaria ali para si do mesmo que Lu Han – entre xingamentos ou não.

Assim que deixou a bituca de cigarro no cinzeiro em cima da mesa de centro, Chanyeol viu seu celular vibrar. Por alguns segundos, perdido em pensamentos vagos, ele observou o aparelho se mover na madeira até que saiu de seu transe para atender a mensagem. Um pouco curta e sem muitos detalhes, mas que fizeram um sorriso tão pequeno surgir nos lábios cheinhos do fotógrafo.

 

Podemos combinar um encontro para algumas fotos?

 

Fora tudo que viera. Sem nome de cliente ou qualquer outro adicional. Chanyeol normalmente não se importava muito com as pessoas das quais trabalhava por um longo dia, mas talvez tenha ficado um pouco mais curioso que o normal sobre essa “discrição” do pedinte. Releu mais duas vezes e, por fim, respondeu.

 

Dia e hora.

 

Tão curto que se arrependera momentos depois de ter enviado. Aproveitou para deitar no sofá e teve o olhar desviado para a lâmpada que era protegida por metal balançando bem próximo de encostar a mesa. Precisava dar um jeito no fio que a prendia ao teto, mas a preguiça sempre vencia. E mais um vibrar o tirou do transe.

 

Amanhã, às 19h se puder.

 

Sorrira e passou seu endereço para o estranho. Teria tempo para preparar seu material, arrumar a sala e também jogar fora uma almoçada velha que Alpha fez questão de fincar suas unhas para destroçar o pano. Havia penas por todo lado e Chanyeol já se preparava mentalmente para o dia cheio que teria no dia seguinte.

E ele nem sabia como seria memorável.

 

__

 

Estava quase terminando de arrumar a iluminação para a sessão fotográfica quando ouviu alguma coisa caindo no chão. Olhou assustado, achando que fosse o fio da luminária rompendo e já pensando em como iria arrumar aquilo, mas desviou o olhar para a parede e viu Alpha próximo do violão velho dado por seu pai. A parede branca tinha algumas rachaduras e se mostrava com um buraco notável. Em parte por estar velha, e em outra por ter as garras de Alpha quando filhote.

 

- Você é muito levado, garoto... – Chanyeol comentou com um sorriso pequeno, e puxou o gato pelo pescoço levando-o até seu colo. – Se quebrar esse violão, arranco suas unhas.

 

Alpha miou, mas acabou se aconchegando no peito do dono. Por mais que Chanyeol sempre falasse com ameaças, ele também sempre levava em conta e acabava dando carinho ao felino. Além de um animal de estimação, Alpha era o único companheiro de Chanyeol. Desde que saíra da casa dos pais para ser independente, naquela fúria de jovem em querer se mostrar adulto e que pode, sim, cuidar do próprio nariz, Chanyeol era sozinho.

Claro, tinha a amizade de Sehun, mas não era o mesmo. As coisas eram boas no começo. Tinha um bom emprego, arrumado pelo pai, mas ainda assim achava que estava lidando bem. Até que a empresa faliu e Chanyeol pensou que pedir ajuda seria como mostrar fraqueza. Desde então, sua vida se resumia ao vício pelo cigarro, as fotos que fazia em bicos ou em alguma empresa conhecida que se interessasse, e seu amor por Alpha.

Sozinho e fumando, enquanto voltava para casa de uma caminhada com Sehun pela cidade, espalhando em postes e árvores seu trabalho, Chanyeol encontrou um gatinho bebendo água de uma poça qualquer. Ficou observando-o atento por alguns minutos, para sorrir depois, e puxar o felino pela pele do pescoço. Foi bastante arranhado, mas achou que se entenderiam bem. Até agora, eram três anos tendo a companhia de Alpha.

O felino acabou pulando do colo de Chanyeol que revirou os olhos. Alpha era bem bipolar quando queria e isso quase fazia seu dono enlouquecer. Acabou se esquecendo do gato quando a campainha tocou. Olhou o relógio preso na parede da cozinha, dividida da sala apenas por uma mesa de jantar, e viu que ainda não era a hora combinada, então...

 

- Chanyeol! Eu sei que está aí, desgraçado! – Lu Han não era muito amigável, apesar de um bom ouvinte.

 

O grandão, porque Chanyeol era bem alto, caminhou preguiçoso até a porta e nem mesmo deu espaço para o furacão que era o chinês que já invadia a casa do fotógrafo. Se fosse em qualquer outro dia, Lu Han iria parar e fazer a mesma cara de admiração pelo lugar que Chanyeol morava,  mas estava tão furioso que nem mesmo voltou seus olhos para a sala.

 

- Boa tarde pra você também, Lu – fechou a porta e voltou para o material de trabalho.

- Eu realmente quero socar essa tua cara.

- Hm... Quando você não quis? – perguntou divertido. O chinês bufou, mas se jogou no sofá enquanto via Chanyeol dedicar uma atenção serena a câmera profissional. – Então, o que eu fiz agora?

- Sehun. É sempre o Sehun.

- Oh~! Então não fui eu?

- Não, seu idiota. Foi seu amigo mais idiota ainda.

- Lu, você precisa começar a mudar seu vocabulário de xingamentos.

- Cala a boca, Park Chanyeol – acabou rindo.

 

Lu Han ficou quieto depois, apenas assistindo Chanyeol terminar de arrumar o espaço em que faria suas fotos. Realmente odiava todo esse lado pacato e cômodo do amigo, mas sabia que falar não iria fazê-lo consertar Chanyeol. O maior estava bem com isso, e mesmo que, às vezes, pedisse ajuda com dinheiro, conseguia sobreviver. E isso já era importante.

Perdido em seus pensamentos sobre a vida do fotógrafo, não percebeu quando o mesmo chegou lhe entregando uma garrafa gelada de cerveja. Olhou curioso, mas sorriu breve pela lembrança da bebida.

 

- Conseguiu outro bico?

- Sim... Às sete – fitou Lu Han por alguns instantes, avaliando o menor, e voltou sua atenção as gotas de água que escorriam no vidro escuro da garrafa. – O que posso fazer de útil?

- Sehun me pegou desprevenido. E... Droga, droga! Eu não sei o que fazer...

- Quer explicar?

- Sehun quer morar comigo.

 

Chanyeol arregalou os olhos e, se estivesse bebendo naquele momento, teria cuspido tudo. Ele achava que o relacionamento de Lu Han e Sehun era apenas uma paixão, no princípio. Com o tempo, ele percebeu que havia um tipo de entrega que não sabia descrever em palavras ou mesmo em sentimentos chegando até mesmo a sentir um pouco de inveja. Mas Sehun era tão moleque algumas vezes, e tão manhoso e carente em outras, que não pensou que viesse justo dele essa proposta.

Estava mesmo em choque com aquilo e deve ter imaginado toda uma discussão entre os amigos. Porque, se Lu Han havia lhe procurado, era certo que havia mais que um pedido para “justarem os trapos”. Provavelmente uma briga séria lembrando a si mesmo que Lu Han era o tipo de pessoa bem “pé no chão”, como dizem.

 

- O que você disse a ele?

- É cedo demais... Por Deus, Sehun só tem vinte anos e viver com outra pessoa não é fácil e cor de rosa como ele pensa que seja. Existe todo um processo de adaptação e—

- Lu, você é analista demais – disse, deixando a garrafa, pela metade, em cima da mesa.

- Está querendo dizer o quê?

- Que também não é esse monstro todo que você está impondo. Eu conheço aquele imbecil por anos, e ele não ia dizer isso sem realmente te amar – Lu Han tinha o olhar preso ao de Chanyeol. – Então, façam uma experiência... Tentem por um mês.

- Não é como se eu não o amasse. Mas...

- Aproveite. Você olha as coisas de um lado tão detalhado – e isso me irrita muito – que consegue ignorar o simples. E o Sehun está te oferecendo isso. Está te dando de bandeja o lado bom da vida.

 

Lu Han suspirou. Ele sempre conseguia deixar tudo complicado, razão essa que Chanyeol se perguntava como o relacionamento dos amigos seguiu por quatro anos. Viu quando o chinês franziu o nariz, isso significava cogitar a ideia, e depois quando o mesmo suspirou. Ponto para Chanyeol.

Alpha surgiu balançando o rabo nas pernas de Lu Han que abriu um sorriso nos lábios quando o viu. Era quem mais mimava o bichano e, olhando ambos agora, Chanyeol percebeu que toda a manha do animal era pelo lado quase materno que o chinês nutria por Alpha. Ainda acariciando os pelos acinzentados com traços pretos, Lu Han murmurou.

 

- Posso dar uma chance...

- Devia parar de fazer carinho nele... Ficou mal acostumado.

- E você, ciumento – riu, mas Chanyeol não pode discordar.

- Volte pra casa e transem.

- Ainda me pergunto o porquê de ter vindo aqui... – revirou os olhos e deixou que Alpha voltasse para o chão. 

 

Lu Han ficou mais um tempo ocupando o amigo e conversando, tomou o resto de cerveja e já estava prestes a ir embora quando se virou para Chanyeol, que continuava na mesma posição, segurando novamente sua garrafa, o corpo inclinado para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos e aquele maldito sorriso presunçoso nos lábios... Como se estivesse esperando pelo que o chinês iria dizer.

 

- Está enganado se pensa que vou agradecer. Ia dizer para extorquir seu cliente.

- Tenho uma vida longa para esperar seu agradecimento, Lu – riu enquanto via o chinês sair de sua casa batendo a porta da frente.

 

Olhou para o relógio na parede, vendo os ponteiros se moverem devagar naquele tic tac repetitivo, e murmurou sozinho... Chanyeol estava sempre sozinho.

 

- Espero que tenhamos uma boa companhia mais tarde, Alpha.

 

Terminou toda a cerveja e recolheu a garrafa de Lu Han para jogar no lixo. Iria banhar e tentar ficar apresentável para o cliente. Naquele momento, Chanyeol se pegou pensando em que tipo de pessoa iria fotografar.

Geralmente, quando aceitava trabalhos assim, as pessoas diziam como queriam suas fotos através de ligações, e nunca por mensagens. Estava criando uma personalidade para aquela pessoa, já que nem mesmo sabia se seria um homem ou mulher, e isso o deixava ainda mais instigado a pensar. Jogando as roupas no cesto, entrou no box e deixou a temperatura do chuveiro morna. Precisava relaxar o corpo.

Suspirou quando a água entrou em contato com seu corpo, dando aquela ligeira sensação de relaxamento dos músculos. Apoiou a cabeça na parede de azulejos azulados e fechou os olhos. Estava pensando em começar a sair mais de casa, frequentar algum bar de noite, flertar com alguém e ver se conseguia, ao menos, algum ficante. Só precisava sair da sua zona de conforto e arranjar um parceiro.

Estava cansando de ser o fotógrafo solitário, que bebia uma grade de cerveja durante três dias, fumava quando estava excitado depois de algum pornô gay e quando estava ansioso, ou mesmo dormia preguiçosamente quando nada acontecia ao seu redor. Era como se a seta da bússola estivesse parada apontando para o lado errado.

Considerou aceitar a proposta de Lu Han em lhe apresentar algum amigo, mas isso soava artificial demais. Encontros às escuras nunca rendiam em algo além de uma noite de sexo, caso a outra pessoa fosse atraente, e não era assim que Chanyeol buscava encontrar alguém para dividir os lençóis de sua cama.

Lavou os cabelos, enxaguou o corpo e o tempo que tivera no banho para pensar até o fez esquecer que teria uma sessão em uma hora. Enrolado na toalha, sem nem mesmo ter se enxugado, saiu para o quarto espaçoso. Chanyeol era tão envolvido em todo seu lado relaxado que evitava muitos móveis por não gostar de lugares apertados. Quanto mais sua casa fosse espaçosa, mais confortável seria.

Jogou a toalha na cama e seguiu para uma estante pequena que continha suas roupas e as de cama e banho. Usaria algo casual e não muito folgado por estar trabalhando, mas preferia suas calças moletons e as regatas que usava durante o dia em casa. O jeans de lavagem meio desbotada estava alinhado com a camisa preta que usava. Eram nesses momentos que agradecia o senso de moda de Lu Han para seu trabalho.

Estalou a língua e olhou-se no espelho. Pensou consigo como era realmente bonito e não era preciso que ninguém dissesse algo que massageasse seu ego. Chanyeol valia por qualquer um, mesmo que elogios fossem sempre bem-vindos. Passou apenas uma borrifada do perfume em si e voltou para a sala/estúdio esperando que seu cliente chegasse.

Chanyeol sentiu que nessa noite alguma coisa estava diferente.

 

__

 

Pontualmente, às sete da noite, a campainha tocou. Como um ritual, Chanyeol fechou os olhos e respirou fundo esperando que tudo ocorresse bem. Viu quando Alpha passou pela porta, espreguiçando-se do cochilo que havia tirado e miou alto. Chanyeol abriu a porta e fitou seu cliente. Decididamente, não importasse que tipo de foto fosse sair daquela sessão, aquele homem parado à sua porta lhe daria o melhor trabalho de sua vida.

Ficou o olhando por algum tempo até lhe ceder entrada na sala. O cliente sorriu breve e começou a levar seus olhos curiosos para todo o ambiente. A sala espaçosa que continha apenas uma estante de madeira bem velha na parede, e a sua frente uma de ferro, o sofá bonito com almofadas, a luminária que dava a impressão de quase cair do teto, a mesa central e, mais ao canto, o local onde iria posar.

Alpha era sempre bem arisco com visitas, ainda mais se fossem os clientes de Chanyeol, mas para ele, aquele homem possuía um cheiro bom que o fazia se aproximar. O rabo passando pelas pernas do menor que seu dono e a cabeça roçava lentamente também. Sentiu-se bem quando os dedos do homem lhe passaram entre os pelos.

 

- Ele é difícil...

- Não é o que está parecendo – riu enquanto lhe acariciava os pelos e ouviu o miado manhoso.

- Sou Park Chanyeol.

- Eu já sei – riu de novo. Chanyeol estava se sentindo um pouco encabulado. Oh, isso era novidade! – Seu modelo por uma noite, Byun Baekhyun. E ele?

- Alpha.

- Hey, Alpha... – o felino acabou desgrudando das pernas de Baekhyun e com um último miado, se afastou para o canto onde estava o violão do dono. Gostava dali. – Okey, um pouco difícil.

 

Chanyeol riu e suspirou. Seu olhar estava sempre seguindo Baekhyun e era interessante vê-lo. Naquele momento, Chanyeol ficou imaginando que tipos de fotos seriam pedidas. Baekhyun parecia interessante do seu ponto de vista se fosse lhe julgar pela aparência. Era sempre uma boa experiência estar com pessoas novas no que considerava seu estúdio, mas por que sentia aquele frio na barriga?

Estava ansioso e algo lhe dizia que devia manter esse nervosismo incomum contido porque precisava ser profissional e, se quisesse depois convidar o outro para sair, devia esperar até o final. Iria construir uma base de confiança com seu modelo para poder conhecer Baekhyun um pouco. Gostava de conversar durante suas sessões para conseguir deixar o ambiente menos tenso e o cliente mais confortável.

Baekhyun continuou olhando para a sala até parar seu olhar novamente no fotógrafo. Sorriu mostrando simpatia, mas logo fitou o chão. Sua cabeça estava confusa por aquele momento, e também porque era a primeira vez fazendo algo do tipo. Chanyeol era um fotógrafo “conhecido”. Já tinha ouvido falar do mesmo por intermédio de alguns amigos e, como queria ser um modelo melhor, queria tirar a vergonha que sentia das câmeras.

Precisava de ajuda.

 

- Então, Baekhyun, que tipo de fotos você quer?

- Já trabalhou com modelos nus? – foi direto.

 

Direto até demais. Chanyeol parou onde estava, com a câmera em mãos, os olhos piscando rápidos e sua expressão certamente dizia a Baekhyun que não havia feito fotos do gênero. Mas o menor sentiu seu corpo tencionar ainda mais quando ouviu a gargalhada do fotógrafo. Chanyeol estava mesmo rindo e Baekhyun não sabia dizer se era por sua pergunta ou seu jeito simplista de falar.

O maior acabou se voltando para o pequeno estúdio improvisado na sala de estar, arrumando tudo de novo como podia para sumir da vista do cliente pelo corredor. Segundos depois, Chanyeol estava de volta com um enorme cobertor vermelho com traços de linhas pretas fazendo desenhos aleatórios. Jogando em cima do sofá cinza, Chanyeol continuou organizando o cobertor e também trazendo toda a iluminação para perto dali. Só teria que dar um jeito na luminária.

 

- Você tem certeza do que está pedindo? – perguntou sem olhar para Baekhyun que ainda não entendia muito o que estava acontecendo.

- Absoluta.

- Tudo bem. Se quiser, eu posso emprestar algum roupão para que se troque no banheiro... Não é muita coisa, mas acho que te deixa mais cômodo.

- Obrigado.

 

Baekhyun não achou que seria tão fácil, mas decidiu seguiu Chanyeol até a porta do banheiro e logo depois o dono da casa trouxe um roupão de banho. Apesar de a casa ser simples e aparentar descuido por dentro, Chanyeol adorava um pouco de luxo dentro do lar. Ele tinha guardado dinheiro por um tempo enquanto ainda trabalhava na empresa antes de falir, então foi montando como podia sua casa.

Não trocou mais nenhuma palavra com o modelo, então voltou para a sala contendo um tipo de sensação esquisita que insistia em lhe tomar. Era mais que ansiedade e extrapolava o nervosismo... Excitação por algo que nunca tinha feito em seus cinco anos de fotografia profissional. Chanyeol gostava de conversar entre a sessão, mas talvez apenas isso, ainda deixasse Baekhyun inibido a se mostrar, por isso preferiu deixar alguma música de fundo.

Era bem eclético, mas o momento exigia músicas beirando serenidade com um ritmo mais sensual. Nas noites em que a insônia lhe tomava, além da companhia de Alpha, Chanyeol vagava pela internet em busca de playlist e tinha algumas perfeitas para o momento.

Ouviu um pigarrear baixo atrás de si e viu Baekhyun parado no começo do corredor, olhando-o com um pouco de receio e parecendo bem nervoso. Era agora que começaria a interagir com o menor... E Chanyeol esperava poder ter a melhor sessão fotográfica que alguma vez imaginara. Porque Baekhyun lhe trazia uma imagem tão perfeita do ponto de vista artístico que poderia se desmanchar apenas lhe fazendo expressões eróticas.

E Chanyeol estava mesmo querendo extrair esse lado do outro.

 

- Por onde começamos? – Byun perguntou firme, mas havia, sim, certo afastamento daquilo.

- Fique à vontade, Baekhyun... Venha até aqui e encontre uma posição que queira. Faremos algumas poucas fotos agora, como um teste.

 

Chanyeol disse apontando para o sofá e arrumando, logo depois, a câmera em suas mãos. Já havia ajustado cada função dela e só precisaria desligar as luzes da sala para que a iluminação estivesse mesmo adequada ao que ambos poderiam querer. Como estava nervoso, Baekhyun acabou se assustando com a penumbra, mas pensou que devia mesmo relaxar.

A música de fundo começou a tocar e era disso que precisavam para entrar no clima. Baekhyun buscava aliviar sua tensão. Chanyeol buscava o tênue entre o artístico e o erótico em Baekhyun. Era esse o trabalho perfeito.

Bastaram as primeiras notas de Snow, de Speeling At Last, para que Baekhyun fosse atingido por um estranho sentimento de calmaria. E os olhos de seu fotógrafo estavam cravados em cada movimento que fazia. Desde o desfazer lento do laço que prendia o roupão ao seu corpo até o momento em que cada parte de sua pele era exposta sob a luz amarelada de um dos equipamentos de Chanyeol. Perguntou-se se poderia existir pessoa mais bonita que Baekhyun exibindo sua nudez. Certamente que não. E sorriu diante desse pensamento.

As mangas corriam pelos braços de Byun de uma forma tão terna como se seguisse a música tocada ao fundo. Havia pressa, mas uma admiração que se sobressaltava de Chanyeol vendo aquele desenrolar do pano escorregando pelos braços de Baekhyun até finalmente abandonar seu corpo e cair no chão. Assemelhava-se tanto a alguma cena de filme que Chanyeol imaginou estar vendo coisas.

Seu corpo arrepiou por inteiro e o coração batia descompassado. O sorriso que moldava seu rosto transbordava admiração por Baekhyun que, pela primeira vez, sentiu-se envergonhado daquele pedido. Mas se era para esquecer a insegura das câmeras, precisava se forçar a algo como aquilo. Precisava do extremo para chegar ao mediano.

 

- O-Onde eu...? – quis fugir do olhar do fotógrafo olhando para o chão.

- Fique no sofá do jeito que quiser. Já falei que será apenas um teste, Baekhyun.

 

Seu nome soando na voz rouca daquele desconhecido, enquanto aquela música era cantada ao fundo, com toda aquela penumbra fizeram o corpo de Baekhyun se acender. Esquentar ao ponto de suspirar. Eles nem perceberam, mas dividiam do mesmo sentimento de intensidade que estava os tornando íntimos implicitamente. Não era todo dia que Chanyeol fotografava alguém nu – e ele nunca o fez –, e muito menos que Baekhyun se despia para qualquer um.

 

- Você deve saber que existe uma diferença entre fotografias em que modelos posam nu, certo? – viu o menor acenar com a cabeça enquanto se arrumava no sofá. – Eu queria tentar ambos. Podemos começar com o nu artístico se preferir...

- Tudo bem.

 

Chanyeol não deixou que a música atrás de si o desconcentrasse. Deu uma volta rápida na sala e, na diagonal de Baekhyun, viu quando o mesmo tentou tapar seu membro e levando seu olhar envergonhado para Alpha que se movia em direção à cozinha. Sorriu e fez o primeiro click da noite soar. Em seguida, deixou seus dedos repetirem o mesmo movimento com click aqui e ali capturando todos os movimentos de Baekhyun.

 

- Deixe seu olhar longe... Quero que a música penetre em você e esteja distante daqui.

 

E Baekhyun fechou os olhos, respirando fundo, pendendo a cabeça para o braço do sofá, dois dedos tocando sua intimidade, os olhos agora abertos encarando o nada. Ao fundo, The Scripts tocando e ambos já nem mesmo tinham conhecimento de quem pudesse ser cantando. O peito de Chanyeol estava carregado de uma sintonia boa em torno do ambiente e, com esse sentimento, começou uma conversa com Baekhyun.

 

- Gosta de gatos, Baekhyun?

- São ternos – sorriu nostálgico e essa expressão foi pega em mais um click.

- Alpha é bipolar. Mas vocês se gostaram, suponho.

- Deve ter sido o cheiro da Pandora – Baekhyun olhou diretamente para a lente da câmera erguida para si. Um novo arrepio em Chanyeol. – Minha gata.

- Deite de barriga e deixe o braço pendido no sofá. Com o outro, apoie a cabeça – viu Baekhyun se mover de acordo com o que disse e se aproximou de onde ele estava, arrumando o cobertor que cobria o estofado. – Tem bonitas feições... Seja um homem que está sendo admirado pelo amante.

- Mudamos de nu, Chanyeol?

- Mudamos seus sentimentos.

 

Novamente, Chanyeol cercava o menor com, pelo menos, cinco fotos daquela posição. Enquanto fitava Baekhyun disfarçadamente pela lente de sua câmera, o modelo encarnava seu personagem intimamente. Era uma loucura, sabia disso, mas por que não se deixar levar por ela? Em sua mente, o ‘amante’ do pedido de Chanyeol era ele próprio. Baekhyun queria ser seu amante por aquela noite. E sorriu com o pensamento.

Click. Com direito a zoom.

 

- Gosto da sua playlist. Traz uma paz de espírito boa.

- Obrigado... – regulou a iluminação da sala, diminuindo a claridade para ajustar o valor do ISO e definiu a velocidade do obturador. – City & Colour, uma ótima banda.

- Estou ouvindo.

 

Chanyeol continuou instigando Baekhyun a outras posições não constrangedoras demais, e percebeu que a música estava mesmo suavizando o nervosismo inicial. Levava uma conversa simples com o outro antes de começar as perguntas mais afetivas, mais pessoais. Isso faria com que Baekhyun extravasasse seus sentimentos para que as fotos tivessem um apelo emocional a quem for que viesse a vê-las.

Estavam com pouco menos de duas horas naquela sessão e nem mesmo perceberam isso. O envolvimento parecia mais um bom atrativo para que ambos continuassem a fotografar e posar. Agora, Chanyeol envolveria Baekhyun em um dilema particular seu.

 

- Gosta de posar, Baekhyun?

- Desde os quinze anos... Mas odeio câmeras.

- O que te trouxe a mim, então? – mais uma foto e um sorriso singelo nos lábios de Baekhyun. Chanyeol podia afirmar estar adorando aquele sorrisinho de pequenas presas.

- Desafio.

- C-Como? – abaixou a câmera e Baekhyun se ajeitou no sofá. Estava apoiado pelos cotovelos, o rosto erguido para fitar Chanyeol e o olhar em uma mistura difícil de seriedade e diversão.

- Quero perder a vergonha diante das câmeras... Ou medo como quiser chamar. Sempre fui do tipo que gosta de receber atenção, mas quando minha mãe insistiu que eu seria um ótimo modelo, e aquela câmera me focou, travei.

- Não é o que parece... – Chanyeol o fotografou novamente. Dessa vez, fitando-o tão profundo que parecia que aquela onda de arrepios era incessante.

- Aprendi a lidar com elas, mas não a perder a vergonha.

- Por isso sua nudez.

- Bingo.

 

Chanyeol se viu obrigado a desviar sua atenção para mover a iluminação outra vez. Teria que ajustar novamente as funções da câmera e ouviu um riso desconhecido, mas gostoso. Baekhyun estava rindo enquanto Chanyeol estava de costas, por isso virou-se devagar apenas para ver que o menor brincava com a bola de pelos que era Alpha.

Por que diabos não conseguia tirar sua vista de cima daquele homem? Baekhyun parecia uma pessoa forte e cheia de determinação, mas ali, deitado nu em seu sofá, afagando seu gato e rindo tão confortável, Chanyeol desejou imensamente beijá-lo. Ah, ele estava vagando outra vez pelo corpo do modelo, determinado em fotografá-lo eroticamente querendo encontrar o outro lado de Baekhyun.

As costas arqueadas, os lábios curvados naquele sorriso de mostrar os dentes em forma de presas, os olhos menores que o normal pelo riso, as nádegas durinhas que o faziam pensar na sensação de se enterrar entre elas. Alguém parasse seus pensamentos antes que fizesse alguma loucura.

Isso! Era justamente isso! Uma loucura desejar tanto uma pessoa em quase duas horas de convívio. Chanyeol estava querendo esquecer que Baekhyun, mesmo sendo fotografado no nu artístico, parecia tão erótico e sensual. O sangue fluía rápido em seu corpo querendo se concentrar por entre as pernas, mas isso era estupidamente errado.

 

- Acho que seu gato gostou do cheiro da Pandora... Ela é bem manhosa, por isso sempre fico cheio de pelos.

- Alpha está saindo da vida de filhote. Só tem três anos.

- Oh! Pandora tem quatro.

 

Uma conversa sobre gatos não estava em seus planos. Mas assim o distraía fácil de seus pensamentos sexuais com Baekhyun, e ter uma ereção era bem pior que falar sobre gatos e suas idades.

Baekhyun estava mais confortável na frente de Chanyeol, então acabou deitando-se no sofá, esperando que o maior lhe pedisse mais posições, mas tudo que ganhou foi o silêncio enquanto o observava se movimentar pela sala e capturar seu corpo em fotografias de diversos ângulos. Estava chateado com algo e talvez fosse a falta de interação da parte de Chanyeol. Era fato; tinha adorado toda aquela conversa entre as fotos e os flashes.

Birdy começou a tocar e Baekhyun decidiu que ele era quem deveria iniciar perguntas. Olhou para a madeira do chão, começando a cansar de sua posição, e perguntou baixo para que Chanyeol não desconcentrasse de seu trabalho.

 

- E você?

- Hm? - estava visivelmente confuso diante da indagativa.

- Gosta de fotografar?

- Minha paixão. Gosto de olhar o mundo sob novas perspectivas e ter uma visão diferente do que é comum ou normal para os outros.

- E isso te torna esse cara de olhar perdido quando afasta a câmera das mãos.

 

Chanyeol abaixou a câmera e fitou Baekhyun. Era tão perceptível assim ou aquele baixinho conseguia decifrá-lo perfeitamente bem? Estava surpreso, mas ficou ainda mais quando viu Baekhyun se erguer do sofá e começar a caminhar em seus seis passos até si. Nenhum deles desviou o olhar e sentiram um calafrio percorrer a espinha apenas por aquela proximidade.

Um dos dedos de Baekhyun tocou a bochecha gelada de Chanyeol e fez um carinho singelo ali. Sorriu sem mostrar os dentes, e trocou seu indicador pelo polegar... roçando-o nos lábios cheinhos de Chanyeol como se eles já se conhecessem e trocassem aquele carinho há anos. Os braços do fotógrafo relaxaram, caindo parados ao lado do corpo, enquanto sentia Baekhyun se aproximar mais de si.

Continuavam se fitando até o momento que finalmente as respirações se misturaram e o único barulho ouvido fosse da câmera caindo no chão. Os movimentos tão perfeitamente sincronizados com a música de fundo e tão logo suas bocas estavam juntas. Ainda se olhavam para saber se estavam mesmo se beijando... Mas foi Baekhyun a se entregar primeiro. Chanyeol o segurou pelos braços, apertando-os para sentir que não era um devaneio louco de sua mente.

E era tão gostoso. Baekhyun grudando seus corpos, deslizando sua língua no inferior de Chanyeol e invadindo sua boca com vontade. E não eram apenas as mãos de Chanyeol que pressionavam algo. Baekhyun movia seus dedos entre os fios de cabelos do maior e puxava com força para frente querendo uni-los ainda mais – se fosse possível.

O desejo se intensificou e as mãos curiosas e grandes de Chanyeol foram escorregando pelas costas de Byun até segurá-lo forte pelas nádegas, impulsionando seu corpo de encontro ao próprio e criando um atrito entre a nudez de Baekhyun e seu membro coberto pelo jeans. E ficou feliz por ver que o menor entre seus braços suspirava entre o beijo.

Sugou delicado o lábio superior do menor e dedicou ainda alguns selinhos nos lábios vermelhos de Baekhyun antes de finalizar o beijo. Estavam entrelaçados a seus modos, mas de um jeito que nenhum deles queria se separar.

 

- Isso é para que mudemos para o nu erótico – passou o mesmo polegar de antes por seus lábios querendo seduzir Chanyeol. Efeito totalmente satisfatório diante do ofego do maior.

- Você é erótico.

- Me torne ainda mais, Chanyeol.

 

Sorriu e voltou para o sofá esperando que Chanyeol o desse posições. Mas acabou se surpreendo ao ver que ele não buscara sua câmera, e, sim, estava abrindo, calmo, os botões de sua camisa. Eles haviam acabado de se beijar. Era a porra de um beijo que jamais iria sair da mente de Chanyeol e ele iria mesmo ser louco de sair procurando por aquele gosto em qualquer boca que encontrasse.

Chanyeol queria Baekhyun. E as fotos de nu erótico seriam apenas suas.

 

__

 

- O que exatamente estamos fazendo? – Baekhyun perguntou entre risos enquanto Chanyeol ainda o guiava até o sótão de sua casa. O compartimento ficava um andar acima, com direito àquelas escadas de teto, no final do corredor.

- Seu nu erótico. Tenho o local perfeito.

 

E, bem, era mesmo perfeito. Porque quando Chanyeol acendeu apenas uma lâmpada do lugar meio empoeirado, Baekhyun ficou embasbacado. Havia um toque sutil de sensualidade embutido naquele canto da casa velha do fotógrafo e ousou continuar andando por ali sem importar muito com o fato de ainda estar nu – ou quase isso, já que estava vestindo a camisa que Chanyeol havia usado anteriormente.

Havia uma cama encostada a parede, com uma armação de ferro que servia de suporte para o tecido fino que circundava a mesma. Uma janela de vidro que o fez curioso em se aproximar e ver como os arredores de casas mais bonitas e ricas se contradiziam com o interior da de Chanyeol. Em uma parede, fotos abstratas de quando Chanyeol começou a desenvolver adoração por fotografia. Além de equipamentos fotográficos e uma estante mediana próxima a janela.

Era como se aquele local da casa transmitisse quem era Chanyeol e acabou que Baekhyun gostou de estar ali, sentindo toda a aura que o transpassava. Virou-se para o fotógrafo, e o perguntou outra vez.

 

- Sempre traz seus modelos para cá?

- Há sempre uma primeira vez nessa vida – pendurou a câmera no pescoço. – Como prefere ser fotografado?

- Você é o profissional – riu.

- Okey. Vou mudar minha pergunta. O que você acha que seja erótico?

 

Baekhyun pareceu pensar um pouco antes de responder. Seu sorriso tinha um ‘Q’ de maldade, daquelas maliciosas e era outro ponto para o baixinho que insistia em seu plano de ser amante de algumas horas do fotógrafo sexy a sua frente. Baekhyun não desistiria fácil de Chanyeol pelo simples motivo de atração e conexão mútua.

 

- Gosto de olhares. Sorrisos também são bem-vindos quando quero me expressar.

- Pensei em sexo – disse mantendo pose. Acabou rindo quando Baekhyun fez uma expressão de falsa surpresa e indignação.

- Espero que se explique.

- Fases do sexo. Preliminares, sexo e pós-sexo. Em todas elas, há um toque especial de erotismo; e, pra mim, principalmente depois de um orgasmo intenso.

- Está me excitando, Chanyeol?

- Estamos nos aquecendo, amor.

 

E Baekhyun engoliu em seco por aquela última palavra dita. Ele não sabia se era um termo carinhoso ou se havia algo a mais. Chanyeol podia muito bem chamar todos dessa forma, mas aquilo soara tão gostoso aos seus ouvidos que se permitiria encenar um teatro de faz de conta em que ele era mesmo o amor do grandão. Principalmente se Chanyeol se comportasse daquele jeito todos os dias.

Baekhyun poderia se acostumar com isso. Ninguém o tinha assim.

Encarou Chanyeol com um olhar que o maior não soube decifrar, mas especulou que fosse de apego. E pensou que seria melhor imaginar assim que qualquer outra coisa. Chanyeol conseguia muito bem esconder toda a confusão de sentimentos que corriam por si devido ao baixinho nu em sua cama que usava uma roupa que acabara de vestir.

Conteve um gemido ao ver Baekhyun se sentar na cama, bagunçando os lençóis e, em seguida, abrindo as pernas para pender a cabeça lateralmente. Era como se desse total liberdade para que uma boca sugasse e machucasse sua pele leitosa e inspirasse seu cheiro. Chanyeol estava ficando tentado... Ainda pior, excitado.

Ali, não havia música, então precisou de muita concentração para continuar seu trabalho sem ter uma ereção. Coisa que estava ficando mesmo difícil. Não importava como olhasse Baekhyun, estava achando que o outro fazia de propósito todas aquelas poses, o rosto em expressões tortas como se estivesse em estado de puro êxtase além de algumas vezes arquear o corpo. Baekhyun até mesmo conseguiu derramas lágrimas e Chanyeol achou que esse era seu limite.

 

- Bons ângulos, senhor fotógrafo?

- Perfeitos, Baekhyun – aproximou-se da cama com intuito de fotografar apenas o rosto de Byun. – Você é mesmo perfeito.

- Isso pode ficar ainda melhor.

 

Baekhyun puxou uma das mãos de Chanyeol, gostando de como era grande e sentindo como estava quentinha. Ah, a semi ereção que se despontava em seu corpo iria mesmo evoluir para algo sem controle e talvez pudesse leva-los a uma noite inesquecível. Voltou seu olhar para Chanyeol que ainda o fitava e começou a sugar o polegar do maior. O calafrio que correu em todo o corpo grande do fotógrafo fez com que sentisse uma fisgada em seu baixo ventre. Isso era um golpe muito sujo de Baekhyun.

 

- No que está pensando, Chanyeol? – a voz saindo mais arrastada, excitando mais Chanyeol.

- Em como é difícil continuar te olhando sem te beijar.

- Estou me expondo intimamente para você... – disse. Largou o dedo de Chanyeol, pondo-se de joelhos na cama e puxando o outro pelos passantes do jeans. Enquanto abria o botão da calça e abaixava o zíper, Baekhyun levou sua boca até a orelha de Chanyeol e sussurrou. – Use e abuse!

 

E Chanyeol não iria fazer nada que Baekhyun não quisesse. Era um ‘foda-se’ aos princípios de cliente e profissional. Nunca fora alguém de seguir muitas regras mesmo. Puxou o corpo do menor para mais perto de si e juntou rápido suas bocas porque esse desejo estava insuportável. Aquela boca era tão perfeitinha para colar à sua que achava isso um ultraje.

Um verdadeiro ultraje que nunca tenha a encontrado antes.

As mãos de Baekhyun voltaram, como outrora, a se esconder entre os cabelos de Chanyeol, puxando-os com força para sugar a língua do maior. Era bom e tentador, era o melhor beijo de sua vida porque sentia entrega. Paixão. Chanyeol o segurava com aperto e Baekhyun gostava da ‘pegada’ mais grosseira que o fotógrafo tinha.

Chanyeol acabou fazendo-os cair na cama e Baekhyun gemeu quando sentiu seu inferior ser puxado entre os dentes alheios. Suspirou assim que viu Chanyeol, praticamente, rasgar a própria camisa que vestia em seu corpo magro. Mas não menos desejado. E como dissera antes, seu olhar era o suficiente para fazer Chanyeol quase delirar de excitação.

Passaram alguns minutos em silêncio com o olhar do maior admirando o modelo sem deixar de lhe acariciar delicado o rosto. Por algum motivo, não queria que aquele sexo fosse apenas um sexo casual. Baekhyun parecia moldável a qualquer pessoa, mas imutável a si. E Chanyeol estava se achando um tolo por todos esses pensamentos. Talvez nem mesmo passassem dessa noite.

Ignorou tudo quando os dedos de Baekhyun fizeram um carinho sensível em sua nuca e ele desviou sua atenção para a boca do menor. Dedicou selinhos e alguns sugares de lábios, sem que aquele contato fosse aprofundado para um beijo mais sensual. Estavam gostando de todos esses toques. Apenas parou para que pudesse, enfim, retirar suas roupas.

A atenção de Baekhyun se fixou no corpo de Chanyeol. Definido, sem exageros e ele era mesmo bonito. Atraente e tentador. Daqueles homens que muitas garotas devem suspirar para receber, ao menos, um sorriso. E sentiu-se incrivelmente contente por saber que iria ganhar mais que um mero sorriso. Aliás, os que vinha tendo eram todos por si e para si.

Chanyeol deitou seu corpo por cima do menor e levou seus lábios para o pescoço de Baekhyun com vontade de beijar e sugar... Se ele não iria esquecer aquele modelo, faria o mesmo não esquecê-lo também. Continuou distribuindo selinhos e deslizando sua língua das clavículas até os mamilos de Baekhyun e ficou satisfeito ao ouvir os primeiros gemidos do amante.

Movia sua língua ali, deixando Baekhyun pedinte por mais enquanto sua mão trabalhava no outro botão do menor. Chanyeol não era muito paciente em preliminares, mas Baekhyun era uma exceção a tudo que já provara antes. Então, foi subindo seus lábios outra vez até chocar-se contra os do modelo e se beijarem de novo.

As mãos grandes de Chanyeol se moviam pelas laterais do corpo de Byun, apertando-o e até mesmo deixando uma marca ligeira de seus dedos pela força aplicada. Nada que não sumisse em algumas horas. Começou a se mover mais intenso, forçando seu membro a deslizar e se encontrar em um atrito gostoso com o de Baekhyun. E mais gemidos saíam de suas bocas.  Alguns contidos, outros mais altos e sonoros.

 

- Vou responder... – disse contra o pescoço de Baekhyun. Inspirava o cheiro de perfume mistura a fina camada de suor.

- O-Oi?

- “O que você acha que seja erótico?” – riu e olhou para o menor. – É seu rosto quanto te toco aqui... – tocou com seu indicador na entrada de Baekhyun que não conseguiu guardar um gemido esganiçado pela surpresa. – Ou quando faço isso... – simulou uma penetração com o dedo, fazendo Byun arquear as costas.

- C-Chanyeol...

- Vou te provar, amor... E vai sentir minha falta dentro de você.

- É b-bem convencido!

- Sou confiante, é diferente, querido.

 

E o sorriso presunçoso desfez qualquer pensamento de Baekhyun porque Chanyeol nem mesmo o avisou que penetraria seu indicador naquele buraquinho apertado. Seus olhos se arregalaram e sua boca tentou desprender um gemido, mas nada saía. Chanyeol puxou uma perna para que ficasse apoiada em seu ombro e Baekhyun apenas afundou a cabeça contra o colchão temendo se desfazer sem ao menos se tocar.

Estava tão duro que doía. Os dentes de Chanyeol acharam uma boa diversão; as coxas fartas que Byun Baekhyun possuía. Oh, estava adorando judiar delas enquanto movia seu dedo dentro do menor que continuava a se contorcer sobre os lençóis marfim.

 

- Está sensível, Baekhyun...

- C-Cale a boca!

- Para alguém que me olhava fixamente, e que estava posando nu para se livrar da vergonha, está ficando bem atrevido... – sorriu e mordiscou a coxa do menor. – E se eu fizer isso, o que sente? – Chanyeol avançou com mais um dedo e afundou-os ainda mais dentro de Baekhyun.

 

A dor que o baixinho sentia era enorme. Não tinha um relacionamento quase seis meses e não houve nem mesmo qualquer lubrificante. Doía pra porra, mas sua excitação estava tão grande, com seu membro praticamente pingando em pré-gozo, que estava se concentrando nos movimentos que Chanyeol fazia para ignorar aquele maldito incômodo. E gritou manhoso ao sentir sua próstata ser acertada.

 

- Como se sente, amor?

- B-Bem... Muito bem, C-Chanyeol... – fechou os olhos ao sentir um peso a mais em seu corpo e suspirou quando a respiração do mesmo chocou-se no seu ouvido.

- Quero fazer amor com sua alma.

- C-Como!?

- É o mais fundo que quero chegar, amor... É onde quero te sentir convulsionar por mim.

- M-Muito convencido, Park Chanyeol.

- Tomarei como um ‘sim’!

 

Chanyeol retirou seus dedos e abaixou a perna fraca de Baekhyun que repreendeu o fotógrafo com um xingamento baixinho. Aquele sótão era o segundo quarto de Chanyeol. Nunca namorou alguém para que levasse a sua casa, principalmente naquele local. Tudo que todos conheciam era o andar de baixo e Baekhyun deveria se sentir especial.

Mas o fotógrafo era, como afirmou ser, confiante. Otimista demais de que pudesse encontrar alguém que o fizesse usar aquele lugar quase abandonado. Melhor se precaver para esses momentos. Por isso se levantou da cama para encontrar o lubrificante em uma das gavetas da estante.

Voltou até Baekhyun, que o olhava de soslaio com um sorriso no rosto. Era esse sorriso que o menor se referia a erotismo. De sobrancelha erguida, não mostrando os dentes e com um dos cantos da boca recebendo atenção por sorrir. Baekhyun podia ser erótico sem fazer nada, mas quando o fazia... Chanyeol sabia que era perigoso.

Sentou-se em frente ao menor, estendendo sua mão com o lubrificante. Baekhyun olhou atento e desejoso para a ereção de Chanyeol, sentindo uma vontade realmente grande de poder chupá-lo, mas por essa noite não. Aceitou o pote e despejando um pouco em seus dedos, iniciou uma masturbação em Chanyeol que o fez relaxar e se tencionar ao mesmo tempo.

A mão do modelo formou um túnel e fazia aquele vai-vem de forma lenta da base a ponta e invertia o ritmo quando fazia o caminho contrário. Chanyeol acabou abrindo um pouco suas pernas, revirado seus olhos quando sentiu o polegar de Baekhyun tocar sua glande molhada.

 

- Porra, Baekhyun...

- Adoraria te fazer gozar na minha mão, mas quero isso dentro de mim – não resistiu e se pôs em cima do colo do maior. – Agora, por favor!

 

Chanyeol nem teve muito tempo para pensar ao notar que Baekhyun já estava montando em si. O interior quente e deliciosamente apertado dele fez Chanyeol querer invadi-lo com força, mas pensou que o outro não tivesse recebido esse contato por um tempo logo quando o penetrou com os dedos. Deixou que um gemido escapasse por se sentir esmagado.

O baixinho soltou alguns murmúrios e recebeu selinhos dos lábios alheios em torno de seu rosto. Bochechas e boca, além de mordidas leves em seu pescoço. Mesmo que estivesse doendo, iniciou os movimentos, subindo e descendo aos poucos para se acostumar. E Chanyeol o pressionava de forma boa na cintura, sentindo o ritmo.

Seus braços descansaram em torno dos ombros do fotógrafo, gostando de como Chanyeol se movia dentro dele. Respirar era uma tarefa árdua quando todos seus sentidos estavam em alerta e seu corpo parecia superaquecer entrando naquele frenesi.

 

- C-Chanyeol...

- Vou mais profundo, Baek.

 

E mesmo avisando, Baekhyun se surpreendeu com o ato. Tombou a cabeça para frente, retirando e acomodando seu corpo no de Chanyeol, colando-se ainda mais a ele, permitindo que ambos trocassem calor corporal e que o maior pudesse chegar mais fundo em si. Nem mesmo percebeu quando estava indo mais rápido e Chanyeol gemendo roucamente em seu ouvido.

Impulsionou seu corpo para trás, caindo na cama, e Chanyeol o invadiu uma segunda vez, agora com veemência e intensidade. Acertava Baekhyun em pontos que ele mesmo desconhecia e o fez gritar, arranhando suas costas suadas quando atingiu a próstata do modelo outra vez.

 

- Oh, Deus... Chanyeol!

- Quero atingir sua alma...

- E-Está... Próximo... – murmurou.

 

Agarrando as pernas de Baekhyun, o fotógrafo as abriu lateralmente o máximo que pode sem que o menor sentisse dor. Suas mãos acariciavam o tornozelo dele, percebendo somente agora que havia uma tatuagem ali. Sorrindo, puxou a perna de Baekhyun na altura de sua boca ao mesmo tempo em que o penetrava outra vez. E conseguiu um grito alto com o ato.

Lambeu a tatuagem sem se importar com o que fosse ali, e fitou o menor deitado em sua cama. A visão de poder atingir Baekhyun fundo, vendo seu membro quase sair completamente e sumir dentro dele, ouvindo-o chamar por seu nome, sentindo o agarrar que o baixinho traçava em sua pele, além do rosto corado pela excitação e seu membro duro, deixavam Chanyeol ainda mais atraído.

E não demorou muito para que, atingindo profundamente Baekhyun, sentisse o jato de sêmen sujar a ambos. Seguindo o torpor do corpo do modelo, Chanyeol gozou intenso demonstrando satisfação.

Ainda mantinha a perna de Baekhyun próximo de sua boca e sorriu quando o viu olhando aquela cena em que ambos se mantinham. Beijou o tornozelo dele, no local da tatuagem, e o arrumou sobre a cama, deixando que se sentisse mais confortável no relaxamento após o sexo. Ia se deitar ao sentir que Baekhyun o cutucava quase sem forças.

 

- Estou suficientemente erótico para algumas fotos? – riu mesmo que já nem soubesse do que falava. Chanyeol se inclinou, depositando um beijo cálido em sua testa molhada, retirando alguns fios de cabelo, e sussurrou.

- Prefiro guardar esse momento para mim, amor.

 

Baekhyun sentiu apenas um cheiro de cigarro antes de apagar.

 

__

 

Certamente, reconheceu algumas dores em seu corpo, e como sentia que a preguiça poderia lhe vencer, forçou sua mente a lembrar do porquê de todo aquele dolorido. Então, rapidamente toda a noite anterior voltou. Abriu os olhos o mais rápido que conseguiu – a claridade o impedia e o sono também – até constatar que ainda estava na casa do tal fotógrafo. Com quem transou.

Era isso! Fez sexo com um total desconhecido.

Sexo.

Sexo.

Byun Baekhyun havia feito sexo como um desesperado.

E vai sentir minha falta dentro de você.” Oh, sim, Baekhyun podia mesmo estar sentindo falta, mas, em sua cabeça, aquilo era loucamente errado. Ele havia ido ali para perder o medo das câmeras e toda vez que fosse para uma sessão de fotos, iria lembrar-se do que vivera com Chanyeol. Soava tão errado e tão...

 

- Bom dia – ergueu o corpo de supetão, devido ao susto, e viu Chanyeol lhe encarar com um sorriso bonito.

- B-Bom dia...

 

Merda! Era errado, mas tão gostoso. Quis chorar agora, mas Chanyeol se aproximou e sentou na cama, estendendo suas roupas. Não soube como reagir diante disso porque soava como um claro pedido de “Vista-se e vá embora” e Baekhyun não estava pronto para isso. Mesmo que sua vergonha estivesse lhe mandando fazer exatamente o implícito.

 

- C-Chanyeol, eu...

- Se falar, vai estragar o momento – caminhou até a parede em que havia poucas fotos, de costas para o outro e voltou a falar. – Provavelmente, você vai esquecer disso logo, mas não é algo que eu queira fazer. Não me arrependo do que vivemos aqui e por mais estúpido que soe o que vou dizer; esse andar da casa vai sempre ter o seu cheiro. Nosso cheiro – dessa vez, ele estava olhando para Baekhyun. – Aja como decidir, porque assim que sair pela minha porta, eu vou te procurar, amor.

 

Baekhyun engoliu em seco e da forma mais desajeitada que tinha, vestiu suas roupas indo embora daquela casa sem se importar com as fotos que havia tirado. Chanyeol riu e sentiu um leve ardor em seus olhos pelas lágrimas que se formavam. Era difícil acreditar em tanta coisa, mas, naquele momento, ele acreditava em amor.

 

__

 

- Finalmente você está expondo alguma coisa, Chanyeol! – Lu Han ergueu sua taça.

 

Era começo de janeiro e o frio estava mesmo congelante. Mas não impedia que os três amigos festejassem na varandinha dos fundos da casa de Chanyeol. Mesmo que fosse um dia depois, a comemoração era o importante.

Chanyeol não era mais o mesmo depois de dez meses. Esforçou-se ainda mais e nenhum papel havia sido mais pregado na área pública de Seoul. Quando conheceu Junmyeon e o namorado dele, Jongdae, não pensou que seria chamado para a reinauguração da pequena boutique de fotografia. E ele não podia deixar uma foto de fora, sua favorita em tanto tempo. A de um modelo que o fez querer mudar.

Uma entre tantas outras de Baekhyun deitado no sofá da sua sala, nu.

Ergueu a típica garrafa de cerveja, rindo com Sehun e Lu Han. E estava feliz por toda a birra do amigo chinês ter sido parcialmente dissolvida depois de “juntas as escovas” com Sehun estabilizando a relação deles. Sentia-se um pouco tentado à melancolia por se lembrar de Baekhyun, mas desistiu ao ouvir os elogios dos amigos.

Era um momento de alegria, então pensar em alguém com que tivera a melhor noite de sua vida não estava nos planos. Motivos de preservar sua própria sanidade. Porque, sim, Chanyeol procurou loucamente por Baekhyun durante dez meses como prometeu.

 

- Ah! Não sei se ouviram falar, mas soube que um modelo bem famoso está voltando para cá – Sehun comentou enquanto sentia Lu Han se aconchegar ainda mais entre suas pernas.

- Como sabe disso, Hunnie?

- Ouvi algumas pessoas do trabalho comentando... Mulheres alvoroçadas porque não tem um namorado e continuam solteiras – deu de ombros. – A crise dos 30.

- Hm...

- Parece que estava em Londres e elas falaram algo sobre ‘mudança definitiva’ ou algo parecido. Sei lá, modelos e fotografia parecem andar juntos.

 

E Chanyeol se pegou sorrindo ao pensar em Baekhyun. Entornou a garrafa mais uma vez e só parou porque ouviu a campainha tocar. Alpha estava arranhando a porta e Chanyeol franziu a testa pela impaciência do gato e pelo miado incessante. Ele não se agitava assim nunca, só quando alguma gata passava pelo muro...

E com apenas um sorriso delicado, após abrir a porta, Chanyeol deixou que a garrafa de vidro, com pouco menos que a metade da cerveja, caísse no chão. O homem a sua frente ergueu o rosto e soltou uma gata branca de linhas cinza para que ela caísse no chão buscando Alpha. Com um riso soprado, a visita falou a um Chanyeol atônito.

 

- Vim para cobrar uma sessão de fotos nuas, Park Chanyeol.

 

Byun Baekhyun parecia ainda mais erótico que nos meses anteriores. Então, Chanyeol devolveu o sorriso e perguntou como da primeira vez.

 

- O que você acha que seja erótico?


Notas Finais


Eu gostei mesmo dessa bebezinha. çsldflksjfdsalfjla
E eu só posso mesmo ter algum tipo de fetiche por imaginar meus bias fumando.

Realmente estou acanhada com esse lemon e tal, e acho até que ficou curtinho (e horrível, diga-se de passagem). Mas é bom voltar a escrever eles aos poucos.
Ouvir City & Colour não ajudou muito minha situação, mas me fez escrever nesse estilo meio "diferente".

Espero que tenham gostado porque, é, estou insegura _demais_ sobre a fic inteira. Sou do mundo de rede social agora, já que detesto essas coisas; então pedradas, facadas, macumbas e amor são aceitos... (@perfect_jeje)

De resto, espero que tenham gostado, incluindo esse final ruim. ;;
Até a próxima!


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