História Num dia de Primavera... - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jimin, Yoongi
Visualizações 6
Palavras 3.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico)
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - A descoberta


Fanfic / Fanfiction Num dia de Primavera... - Capítulo 7 - A descoberta

Abro meus olhos devagar, não sabia ao certo onde estava, minha vista estava embaçada. Aos poucos a imagem do local tomou forma e a lembrança veio em mente, eu estava no quarto do Max.

Me espreguicei e percebi que estava segurando forte alguma coisa, abri a mão e vi um colar com um pequeno pingente de estrela. Era o mesmo colar do sonho, pensei um pouco mais e me lembrei, ele estava pendurado na cabeceira da cama, peguei ele antes de dormir, o Max tinha o comprado no último verão e tinha esquecido ali, "guarde isso com você". Sentei na cama e o coloquei no pescoço, nunca mais iria tira-lo, ele agora era meu pedacinho do Max.

Juntei as pernas e apoiei a cabeça nos joelhos, então o meu celular começa a tocar, eu não fazia ideia da hora e também não queria falar com ninguém agora, mas poderia ser importante, então decidi atender, era um número desconhecido.

– Alô...?

– S/N? - a voz era familiar.

– Sim, quem é?

– Sou eu, Jimin, esse é o celular da Lauren.

– Ah!

– Como você tá?

– Poderia está um pouco melhor... – falo desanimada.

– É eu sei... ei!

– O quê?

– Se importa de eu ir no funeral hoje?

– Hã... não, não, claro que não.

– Tudo bem, eu encontro com você lá então, tá bom?

– Tá...

– Ei, não se preocupe, ainda é cedo, você tem tempo pra descansar.

– É...

– Fique bem, e não esqueça de comer, você não pode ficar doente.

– Tudo bem.

– Te vejo mais tarde, tchau.

– Tchau. - desliguei.

Deixei o corpo cair novamente na cama, ele estava certo, eu tinha que descansar, olhei a hora no celular, eram 10:15h, eu ainda tinha um bom tempo. Coloquei o alarme para despertar às 15:00h, assim eu não me atrasaria e teria tempo suficiente para me arrumar. Joguei o celular do outro lado da cama e me enrolei nas cobertas, iria dormir mais um pouco.

...

Acordei escutando uma música familiar, bocejei e percorri com os olhos pelas paredes do quarto procurando de onde vinha o som, até perceber que vinha da cama. Deslizei minha mão pelo travesseiro  até meu celular que estava vibrando, era o alarme, desliguei e me levantei, tinha que me arrumar.

Sai do quarto do Max e fechei a porta com cuidado, passei pelo quarto da mamãe antes de chegar no meu, mas ela já não estava mais lá, saiu sem me avisar, de novo.

Eu não estava com a menor vontade de me arrumar, não fazia sentido me arrumar para ver eles se eles não me veriam. Mas eu sabia que tinha que fazer, ao menos tentar expressar na roupa o que eu estava sentindo.

Entrei debaixo do chuveiro e deixei a água fria cair no rosto, eu já não tinha mais forças pra fazer nada, chorar, gritar ou pensar, eu estava apenas existindo.

...

Fiquei um tempo encarando o guarda-roupa, pensando em que roupa eu deveria usar. Por fim decidi ir com um vestido que eu tinha comprado a um tempo mas ainda não tinha usado. Ele era preto, sem mangas, colado até a linha do busto com a saia aberta e coloquei um salto alto que também era preto. Sentei na cadeira em frente a penteadeira para fazer a maquiagem, coloquei um batom vinho puxado pro marrom, delineador e rímel, uma coisa mais simples, eu não estava a fim de demorar me maquiando, fora que eu não tinha motivos pra me arrumar tanto já que eu não iria para nenhuma comemoração, pelo ao contrário..., optei por deixar o cabelo solto, ele não estava nem liso e nem cacheado, estava ondulado, de um jeito suave, que faziam meu cabelo cair delicadamente pelos ombros e pelas costas.

Encarei o reflexo no espelho por um tempo, percorrendo com os olhos o contorno do colar no meu pescoço, a estrela, a minha estrelinha, o meu Max.

Olhei a hora no relógio, eram 15:45h, precisava ir agora ou iria me atrasar, mas a mamãe não estava em casa e eu também não estava com dinheiro, precisava de uma carona. Peguei o celular e liguei para o Yoongi, ele disse pra ligar se precisasse de ajuda, e era exatamente o que eu iria fazer.

– Yoongi...?

– Eu mesmo.

– Eu preciso de...

– Ajuda?

– Sim, eu não tenho como...

– Ir ao funeral?

– Sim, eu... Peraí! Como sabe o que eu ia falar?

– Eu sou um gênio lembra?

– Ata. – fala dando um pequeno sorriso.

– Vai querer a carona ou não?

– Claro que eu vou, mas, como sabia que eu ia pedir pra você me levar?

– Imaginei que isso pudesse acontecer, já que sua mãe anda tão ocupada, é por isso que eu tô aqui do lado de fora da sua casa. - olhei pela janela e lá estava ele encostado no capô do carro.

– Ah, eu...

– Vem logo que eu tô derretendo aqui fora. - jogou um olhar pra mim.

– Tá, tá bom, já tô saindo. - ele desligou.

Peguei minha bolsa Petite Jolie J-Lastic Preta que estava pendurada atrás da porta do quarto, coloquei o celular dentro e saí. O Yoongi estava um pouco mais social, um tipo de terno preto e uma blusa azul escura, ele me encarava enquanto eu caminhava em direção ao carro, me contive pra não ficar vermelha.

– O que foi? - perguntei já ao seu lado.

– Nada. - abriu a porta de passageiros pra mim.

– Então estava me encarando por nada? - entrei.

– É que você tá muito linda. - fechou a porta com o rosto sério.

Abri um sorriso enquanto ele contornava o carro, virei o rosto pra janela quando ele entrou.

– Você fica corada com tudo. - ligou o carro.

– Não tô acostumada com você me elogiando. - coloquei o cinto.

– Então deveria se acostumar, porquê é tudo verdade. - enquanto ele acelerada senti meu rosto corar, de novo.

...

– Como você tá? - falou quando paramos no sinal – Quero dizer, com isso tudo.

– Acho que bem. - falo desanimada.

– Acha?

– Eu não sei... em um momento eles estavam aqui e no outro não estão mais, eu só não sei.

– Tudo bem, você me ajudou a superar isso naquele dia, agora é a minha vez. Eu vou estar aqui pra o que você precisar, tá bom?

– Você é demais sabia?

– É, eu sei. - o sinal abriu.

...

Não demorou muito para chegarmos no local onde seria o funeral, havia muitas pessoas no local, umas estavam chorando e outras não, tentei me controlar para não começar a chorar também, olhei em volta com a esperança de achar a mamãe ou alguém conhecido mas não encontrei ninguém, seguro forte na mão do Yoongi e olho na direção onde estavam os caixões, respiro fundo e começo a andar, ele apenas me segue, eu sentia tantas coisas naquele momento, mas eu não sabia ao certo o que, se era ansiedade por finalmente ver os corpos deles pessoalmente, se ara medo ou tristeza, eu só sabia que estava me sentindo sufocada com aquilo tudo, finalmente me aproximo dos caixões que estavam cheios de gente ao seu redor, as pessoas percebem que eu queria vê-los e começam a sair do caminho, a cada segundo que passava eu segurava mais forte a mão do Yoongi que apenas fazia o mesmo, de repente solto a sua mão e começo a chorar, eles estavam tão machucados, começo a imaginar como estavam os ferimentos do corpo deles debaixo daquela roupa.

Yoongi apenas me abraça, deito minha cabeça em seu peito e choro cada vez mais.

– Vai ficar tudo bem S/N. – Yoongi sussurra em meu ouvido e alisa o meu braço.

Apenas balanço a cabeça e me solto dele, novamente olha para os dois e vou em direção ao papai.

– Obrigada por mesmo longe ser a minha luz, nunca me esquecerei dos dias que me levava pra tomar sorvete quando eu tava triste, quando fazia isso eu ficava realmente muito feliz, eu o amo e tenho certeza que sabia disso. Adeus!. – Haa, e obrigada pela festa, eu adorei a surpresa, foi quase o dia mais feliz da minha vida.

Sem me importar muito, beijo a sua testa e sem querer deixo uma lágrima cair em seu rosto frio, decido não limpa-la, apenas a deixo lá, dou uma última olhada em seu rosto e vou na direção do Max.

– Obrigada irmãozinho por todos os momentos de briga e felicidade entre nós, valeu pela festa, só você e o papai pra fazerem algo assim pra mim, eu te amo senhor muito alto, e não se preocupe, vou cuidar da sua estrelinha. Tchau! - Também beijo a sua testa e vou embora sem nem olhar para trás.

Não consegui mais ficar ali, queria poder dizer mais a eles, mas não iria adiantar nada, eles não iriam mais ouvir, começo a caminhar rápido, Yoongi não veio atrás de mim, acho que ele percebeu que eu queria ficar sozinha, paro de andar ao ver um banco com uma pequena garota sentada que estava sozinha, me aproximo mais e vejo que era a Sunan, ela estava chorando.

– Oi pequena, estava com saudades de você. – falo também chorando.

– Oi, eu t-também. - ela fala soluçando logo vindo me abraçar.

– Não fica assim, eu sei que é triste mais não chore, não gosto de ver minha irmãzinha desse jeito.

– Mais v-você t-também está c-chorando.

– É eu sei, mais... haa deixa eu te levar pra sua mamãe, ela deve está preocupada. - falo tentando mudar de assunto.

Eu simplesmente podia inventar uma desculpa qualquer, mas eu não queria mentir pra ela.

– Tá bom. – fala secando suas lágrimas.

– A-agora. – Quando você soube da morte deles?

Caminhamos em silêncio até encontramos a Hellen, por sorte acabo encontrando a minha mãe também.

– Mãe? A senhora quer me ver agora? – falo me lembrando da noite passada que ela disse que não queria mais me ver. - ela apenas fica em silêncio.

Vou até ela e dou um forte abraço, porém não sou retribuída, discretamente ela se afasta de mim e me lança um olhar de raiva, eu não sabia por que ela estava assim comigo, será que fiz algo errado?

Fico ali parada por um tempo enquanto ela se distanciava, ela nunca foi tão fria assim comigo. Ela realmente me culpava por isso?

Sinto uma mão leve tomando meu ombro, me viro e encontro o Jimin, ele parecia estar menos cansado do que antes.

– Finalmente encontrei você.

– Tava me procurando?

– Sim, você não me ligou de novo, achei que não iria vir.

– Como eu não viria? É a última vez que vou poder vê-los.

– Tem razão. Mas sabe de uma coisa?

– O quê?

– Você está sendo mais forte do que eu imaginava.

– Como assim?

– Sabe, você não tentou ir embora.

– Não poderia fazer isso por mais que quisesse, a mamãe ainda precisa de mim.

– É verdade. Bom, eu vou... - o celular dele começa a tocar, ele o tira do bolso e faz uma careta ao olhar a tela – Eu vou primeiro atender a ligação, depois eu encontro com você. Ok?

– Ok. - então se distância um pouco e atende.

Fico o observando falar ao telefone, encarando o chão e tentando escolher as palavra certas, apesar de eu não conseguir escutar nada. Percebo que o Yoongi estava vindo na minha direção, dentre todas as pessoas ali presentes, ele era o único que ficava natural vestido de preto. Caminhava desajeitado, mas fofo, com as mãos nos bolsos e a cabeça baixa, que estava no ângulo perfeito pra me encarar.

– Você tá bem?

– Não totalmente bem mas, melhor. Preciso tomar um ar.

– Vem comigo. - segurou minha mão e me guiou por meio das pessoas.

Nos sentamos em algumas cadeiras que estavam distribuídas em baixo de uma grande árvore, e ficamos observando a cerimônia acabar. Me recostei na cadeira e encarei a copa da árvore que deixava uma sombra protetora cair sobre nós. Repouso minha mão sobre a mão do Yoongi, fecho os olhos e respiro aquela brisa fresca, tentando me esvaziar de tudo aquilo, tentando não pensar em mais nada, tentando me manter calma; até que sinto o Yoongi puxando a mão com cuidado em baixo da minha, abro os olhos e o vejo levantando.

– Onde você vai? - falei segurando seu braço, ele me olha – Não vai embora ainda, por favor.

– Eu só vou ao banheiro.

– Ahhh, vou com você. - digo me levantando, ele me encara erguendo uma sobrancelha. – Até a porta Yoongi. - balanço a cabeça e ele sorri.

Segurei sua mão e caminhamos em direção ao banheiro, muitas pessoas já tinham ido embora e, as poucas que ficaram já estavam saindo. Entramos em um corredor vazio com paredes totalmente brancas a procura do banheiro, por fim o encontramos na última porta a esquerda.

– Vou te esperar aqui. - disse soltando sua mão para cruzar os braços e me escorando na parede ao lado da porta.

– Tá bom, não vou demorar. - abriu a porta e entrou.

Fiquei ali observando a parede a minha frente, sem cor, sem vida, sem nada, assim como... Minha linha de pensamento foi quebrada quando alguém me puxou de súbito pelo braço, fazendo com que minha bolsa, que estava no ombro, caísse no chão.

– Não venha se fazer de coitadinha agora S/N! - ela gritou apontando o dedo pro meu rosto.

– Lauren? Tá tudo bem?

– Ah! E ela ainda tem a coragem de perguntar! Mas que cínica!

– O quê!?

– Eu sei muito bem o que você fez tá bom!? Nem tente mentir pra mim garota!

– O que foi que eu fiz?

– Você dormiu com meu namorado noite retrasada!

– Eu... - não fazia ideia do que dizer, não sabia como explicar a ela que apenas dormimos.

– E pra completar, passou o dia com ele ontem na praia!

– Eu não dormi com ninguém Lauren.

– Ahhh, não dormiu. Que mentira!

– Não é ment... - me interrompeu.

– Depois da sua festa eu liguei pra ele às 3:30h da manhã. DA MANHÃ!!! E ele disse que você estava no quarto dormindo e que ele tinha acabado de sair de lá!!!

– Eu não dormi com o Jimin! Não nesse sentido.

– Assim como também não passou o dia com ele na praia ontem!?

– Isso é verdade, ele me levou na praia depois que eu...

– Eu não quero saber! Ele é meu! MEU!!! E se você acha que vai roubá-lo de mim está muito enganada!

– Eu não quero roubar o Jimin de você Lauren, somos só amigos.

– Tomara que sim, pra sua própria segurança, porque se eu descobrir que você tá de olho nele, você vai desejar nunca ter nascido... - jogou um olhar frio pra mim antes de se virar e começar a caminhar.

Fiquei observando ela sumir lentamente pelo corredor, dando passos curtos e rápidos, pesados de raiva. Não sabia como reagir aquilo. Ela realmente achava que eu podia ter feito aquilo? Claro que achava, mais um pouco eu sairia dali com uma marca de tapa no rosto.

Escutei a porta do banheiro sendo aberta atrás de mim, abaixei rápido e peguei a bolsa no chão, colocando-a no ombro. Levantei já me virando para a porta e dando de cara com o Yoongi que tinha acabado de sair.

– Oxi. - ele me olhou franzindo a testa.

– Ah! Você foi rápido! - ajeitei a bolsa no ombro.

– É, eu disse que seria rápido... - fechou a porta.

– Ah! Foi mesmo.

– Tá tudo bem? - perguntou chegando mais perto.

– Oi? - falo meio sem jeito.

– Aconteceu alguma coisa? Você tá estranha, mais que o normal.

– Não, não aconteceu nada. Porque acha que aconteceu alguma coisa? – eu não queria contar a verdade, não estava a fim de ter novamente o Yoongi zangado comigo.

– Certeza? - ele tinha uma expressão diferente, como se soubesse que eu estava escondendo alguma coisa.

– Tenho Yoongi.

– Tá bom então.

...

– Então, pra onde quer ir agora? - perguntou quando chegamos na área aberta.

– Com certeza não quero ficar aqui.

– Então pra onde vamos?

– Pode deixar que eu te guio.

...

Fazia uns 20 minutos que estávamos no carro andando por várias e várias ruas, o Yoongi sem saber onde eu estava o levando, e eu não tendo certeza se estava indo na direção certa. O céu já estava escuro, acho que já eram umas 18:30.

– Tem certeza que é nessa rua? - perguntou quando indique a esquerda.

– Tenho.

– Você disse isso 3 vezes depois que passamos pela mesma rua.

– Dessa vez é de certeza.

– Tá mas, afinal de contas, onde você tá me levando?

– Nós vamos na... Aqui! Para! - ele estacionou.

– Uma sorveteria?

– Sim, preciso de sorvete.

– A noite?

– Nunca é tarde pra um sorvete. - saímos do carro e entramos no estabelecimento.

A sorveteria estava cheia apesar da hora, as pessoas nos olhavam com expressões estranhas, até meio surpresas, foi então que lembrei, nós dois éramos os únicos vestidos totalmente de preto, isso me fez querer rir.

– Sempre passo por isso. - o Yoongi falou do meu lado lendo meus pensamentos. – Agora vai pegar uma mesa antes que não sobre nenhuma, eu vou comprar os sorvetes.

– Tá bem.

As pessoas me encaravam por onde eu passava, era estranho e bom ao mesmo tempo ser o centro das atenções. Por fim, finalmente, encontrei uma mesa solitária em um dos cantos ao lado da janela, fui até lá e me sentei.

Fiquei observando o vidro embaçado por conta do frio lá fora, pode parecer infantil mas, comecei a desenhar no vidro um coração partido, apenas uma das metades.

Então o Yoongi sentou do meu lado me entregando o sorvete.

– Como você sabia? - perguntei ao dar a primeira colherada.

– Como eu sabia o quê?

– Que esse é meu sabor preferido? - balançou a cabeça.

– Não sabia.

– Então você lê mesmo minha mente não é?

– Eu faço o que posso.

– Então o quê eu estou pensando agora gênio?

– Não sei, mas sei que você não queria que o coração estivesse partido.

– Oi?

– O coração. - indicou o vidro com a cabeça sem olhar – É o seu coração não é?

– Bom... - ele se inclinou em minha direção, perto demais, então percebi que estava se aproximando do vidro e não de mim – Pronto. - disse se afastando.

Olhei para o vidro que, agora, estava com o desenho de um coração completo.

– A outra metade é o meu.

– O quê?

– Meu coração está pela metade desde aquele dia, o seu também ficou assim agora. Eu vou estar aqui, cuidando de você, nós vamos completar um ao outro. - sorri.

– Só você mesmo, Min Yoongi, pra me fazer sentir boba.

– Tá aí uma coisa. Você não é nada boba, a não ser pelo sorvete no seu rosto. - olhei meu reflexo no vidro.

– Mas eu não tô com sorvete no rosto.

– Não? Então deixa eu corrigir isso. - ele pegou um pouco do seu sorvete com a colher e passou no meu nariz antes que eu me desse conta.

– Yoongi!

– Agora você parece boba, mas de um jeito lindo. - limpei o nariz com um guardanapo enquanto sentia meu rosto ficando vermelho.

...

Chegamos na minha casa às 20:30h, o Yoongi estacionou na entrada e desligou o carro, nós não saímos de imediato, ficamos ali no escuro por um tempo até que ele se adianta.

– Isso é incrível.

– O quê? - me virei para olhá-lo, ele fez o mesmo.

– A senhorita certinha, a S/N, faltou o Colégio hoje.

– Ah! Você também faltou.

– É, mas eu não sou novidade.

Fiquei olhando seu rosto no escuro, iluminado pela luz fraca da entrada da minha casa, ele continuava o mesmo desde que o conheci a alguns anos, mas agora, ele parecia mesmo me entender.

– Yoongi.

– Eu.

– Yoongi eu... - não sabia o que falar.

Ele deve ter percebido minha hesitação então, ele ergueu a mão até meu rosto e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

– Tudo bem, não diga nada, apenas entre e descanse, você teve um longo dia hoje. - assenti – Te vejo amanhã?

– Te vejo amanhã. - sorri e saí.

Acenei uma última vez antes de entrar, ele ligou o carro e desceu a rua, sumindo no escuro da noite.

A porta estava trancada, peguei a minha chave e abri, tudo estava do mesmo jeito, subi as escadas a procura da mamãe, mas ela não estava em casa, não tinha chegado ainda.

Fui ao banheiro e tomei um banho gelado, o dia foi difícil, queria ir dormir apesar de ter passado quase todo o dia na cama, mas pretendia voltar pro Colégio amanhã.

Saí e me sequei, enquanto vestia meu pijama escutei alguém entrando no andar de baixo, devia ser a mamãe, quando pensei em ir até lá, ela apareceu na porta do meu quarto.

– Nós precisamos conversar. - ela fala séria.



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