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História Num piscar de olhos. - Capítulo 17


Escrita por: e StoneDragon


Notas do Autor


Voltamos!!!!!...

Capítulo 17 - Brigas e corações partidos.


Fanfic / Fanfiction Num piscar de olhos. - Capítulo 17 - Brigas e corações partidos.

Rafael já estava servido da sua bebida predileta, o latino tentav acalmar seus pensamentos e também seu corpo que ardia em brasa des que Mérida havia agredido Olivia.

- Esa terca, quiero ver su cara cuando esa perra Cabot la parta por la mitad( aquela teimosa, eu quero ver a cara dela quando aquela cadela da Cabot quebrar ela ao meio)- resmungava Barba.

Batendo duas vezes à porta e abrindo-a sem esperar pela resposta, Regina diz:

— Com licença! Barba?-

Rafael suspira ao ouvir Regina e fala:

- sinceramente não é uma boa hora Mills- diz ríspido.

Ora, ela não aceitaria continuar com aquelas questões mal resolvidas em sua mente por um segundo sequer. Então, o homem querendo ou não, iria ajudá-la.
Por isso que, fechando a porta atrás de si, Regina se adianta até parar à frente da mesa de Rafael e, apoiando suas mãos ali, diz:

— Sinto muito, mas não tem outra hora para conversarmos senão agora. Por favor...-

Rafael mais uma vez suspira e com uma gesto irritado com as mãos pede para Regina sentar.

- sei o porquê de estar aqui- ele toma um gole da sua bebida- e a tenente Benson não é?. Ela esta bem?. Você a deixou sozinha?-

Sentindo uma leve irritação na voz do homem, mas ignorando completamente, Regina senta-se e, afirmando com a cabeça, responde:

— Sim, ela está bem. Tomou os remédios necessários e agora está dormindo. Obrigada por levá-la para casa. — Regina cruza suas pernas e também os braços, sem retirar seu sério olhar de Rafael. — Você poderia me dizer exatamente o que aconteceu ontem e quem fez aquilo com ela?-

Rafael tomar de uma só vez a sua bebida e olha para o copo vazio.

- a burra da Mérida- ele olha para a italiana- para variar ela esta apaixonada por uma psicopata e a Olivia tentou abrir seus olhos e levou um soco na cara-

Arregalando seus olhos por surpreender-se que realmente Merida tenha feito aquilo com Olivia, Regina amolece momentaneamente seu corpo e tenta visualizar a britânica como alguém violenta e até mesmo impaciente.
As lembranças da madrugada, ainda que mínima, que tivera na companhia de Merida não lhe indicaram alguém agressivo, muito pelo contrário, a galesa lhe parecera uma pessoa centrada, educada e um tanto... intrigante.
Então, sentindo-se extremamente confusa por pensar em Merida, Regina abre as mãos ao falar:
— Ela fez isso com a Olivia por conta de uma paixão?! O que isso tem a ver com a Olivia?
Como se algo a atingisse, antes que o homem abra a boca para falar algo, Regina recorda-se de Alexandra Cabot e de tudo que Olivia lhe dissera na noite passada, percebendo ser tudo verdade e não um drama da mulher de cabelos castanhos.

— Cabot... — Regina murmura fechando seus pulsos e suspirando pesadamente. — Elas brigaram por causa daquela mulherzinha...-

- não- Rafael se senti na obrigação de defender Olivia- me escute mills, a Olivia ficou abalada quando ouviu a nome da Cabot e quando a viu...eu vi ódio e mágoa no olhar da tenente Benson, não foi paixão, foi querendo alertar a Mérida do perigo- Barba lembra do que Alex disse a ele- ela falou coisas horríveis da Olivia, a humilhou e...usou algum trauma da tenente Benson para a reduzir a nada...foi desumano-

Acreditando no que o homem lhe diz e tendo a mais absoluta certeza de que Alexandra possa realmente ter feito algo com Olivia e assim a induzido a traição, Regina tenta não se irritar com aquilo.
A italiana fica em pé, passa as mãos pelos cabelos e gira nos calcanhares ao olhar para o homem sentado:
— E por que a Merida fez aquilo?-

- acho que a Mérida esta sendo manipulada- Rafael suspira e olha para uma foto dele e Mérida quando jovens- a ruiva têm um excelente coração e apesar de ser policial, ela acredita na verdade das pessoas que gosta e se esta apaixonada...ela se torna cega- Barba franze as sobrancelhas e diz- cabot sussurrou algo para a Mérida ai ela atacou Olivia-

Colocando as mãos na cintura, Regina levanta seu queixo ao dizer:
— Ora, então alguém há de colocar senso na cabeça da Merida e fazê-la enxergar o mal que essa mulherzinha está lhe fazendo. Além do mais, ela agrediu alguém sem justificativa e merece ser punida!-

Rafael rir de Regina e serve a si mesmo mais bebida.

- ahh colocar senso na Mérida- ele bebe e rir novamente- boa sorte-

Reparando na atitude do homem olhando para a foto e percebendo ser ele acompanhado da ruiva, Regina sente-se um tanto curiosa e questiona ao apontar para o objeto:

— Aliás... vocês se conhecem antes daqui? É isso mesmo?-

- sim- ele respira fundo- há quase vinte anos e eu sei melhor do que ninguém que Mérida é o tipo de pessoa que morrer pelo amor, ela só vai escutar quando quebrar a cara, não perca o seu tempo mills,acho que Olivia precisa mais de você-

— Ela não é alguém agressiva. — Regina exclama pensativa. — Eu não a conheço o tanto que você, obviamente, mas passei alguns minutos em sua companhia e vi que ela não é agressiva. Ela precisa acordar e precisa de ajuda. Não se abandona alguém assim, Barba. Você, como melhor amigo há vinte anos, deveria ajudá-la! Aquela Cabot é uma criminosa e fará com a Merida pior do que fizera com a Olivia.-

Rafael começa a se irritar novamente.

- não fale do que não sabe detetive- ele se levanta e se apoia na mesa- já estive nessa situação antes, a Mérida vai me ignorar, vai dizer que cabot é o seu amor verdadeiro, ela vai esquecer o mundo e ai quando ela tiver na lama vai ligar para o idiota aqui e pedir colo é assim por todo esse tempo, então voltou a dizer cuide da sua mulher, porquê a forma que ela chorou quando a Mérida e Alex a atacaram foi cruel-

Percebendo ser inútil falar com Rafael sobre ajudar Merida a se livrar do perigo que Alexandra é, Regina balança as mãos e, caminhando para a porta, exclama:
— Pode cuidar dela, se quiser! Eu já cuidei e temo que ela procure por você! Como já fizera noite passada, não é?! Até mais!-

Antes que Regina saía da sala Rafael grita:

- ela é uma boa pessoa mills, não a perca pela teimosa da Mérida-

...
Rafael saí do escritório com as palavras de Regina em sua cabeça, "ela é sua amiga há vinte anos".
Barba comprou um licor e seguiu para a casa da ruiva.

Chegando lá tocou a campainha e esperou ancioso.
Merida, que até então limpava sua arma no escritório, a coloca na gaveta da escrivaninha e, saindo dali, fecha a porta adiantando-se pelo corredor. Assim que aproxima-se da porta principal, solta um suspiro pesado receando ser alguém que não queria ver por um bom tempo parado ali.
Então, no instante em que vê pelo olhos mágico Rafael com um semblante agitado, Merida dá um leve soco na parede e, tentando não chorar, abre a porta exibindo uma feição nada amigável.

— O que você quer?-

Rafael levanta a garrafa coberta por um saco de papel e tenta sorrir.

- por favor vamos usar a educação que nossas mães deram e vamos tentar conversar-

Sorrindo de canto sem conseguir impedir, Merida não diz nada de imediato e dá passagem para o homem. Ela precisava admitir o quanto ver Rafael e falar com ele sempre lhe causava um aconchego e certa segurança, já que ele sempre estivera com ela em seus melhores e piores momentos da vida.

Ele entrou e logo tirou o casaco e o cachecol.

- você esta só né?-perguntou Rafael.

Afirmando com a cabeça após fechar a porta, Merida o acompanha até a sala e joga-se contra o sofá.
— Sim... totalmente só! A Alex foi passar alguns dias com a mãe, não entendi direito.-

- consciência pesada- murmurou Rafael

Levantando uma sobrancelha, Merida questiona:
— Como é?!-

Rafael suspirou fundo e olhou para a ruiva.

- nada ruiva- ele tirou a garrafa e a entregou- onde estão seus copos?-

Merida apenas aponta para o armário na cozinha ao longe enquanto coloca a garrafa em cima da pequena mesa à frente do sofá, ainda tentando compreender o que teria a conversar e como conseguiriam falar sem brigarem sobre o acontecido no fórum.

- eu fico feliz que você tenha amigos aqui em Nova York-Rafael os serviu- Regina mills veio querer saber do que ocorreu ontem-

Naquele instante, ouvindo aquele nome que a intriga tanto, Merida senta-se ereta e olha de forma curiosa para o homem.

— A Mills?! Por que ela faria isso? Você contou a verdade, eu acredito!?-

- até onde eu sei você agrediu a mulher dela- Rafael falou sarcástico- e eu sempre falo a verdade-

Revirando os olhos, Merida fica em pé e caminha até parar de frente para a imensa janela e exclama cansada:

— Eu sabia que iria me arrepender de abrir a porta para você!-

- você foi impulsiva- Rafael a olhou- você sempre foi o calmo da nossa relação, o coração, mas nunca agressivo...isso me preocupou Mérida-

Sentindo novamente a dor em sua cabeça por pensar em toda a confusão e situação que passara, Merida passa as mãos pelos cabelos e, soltando um suspiro, olha firme para o homem.

— Eu não quero falar sobre isso, Rafael! Eu fui injustiçada, traída, enganada! Eu odeio o sujo, o errado e o corrupto! Você sabe muito bem disso!-

- Olivia Benson não é assim- exclamou Rafael- ela intriga Mérida, uma sobrevivente, por favor, abra os olhou-

E mais uma vez seu sangue ferve ao ouvir o nome de Olivia Benson e todas as coisas que Alexandra lhe dissera vagam em sua mente de forma forte e insistente.
Merida engole em seco e tenta controlar sua voz:

— Ela não é intrigante! Ela é tão corrupta quanto o Dodds e o McCoy! Todos eles são! E eu caí como um patinho, Rafael! Eu fui idiota em vir para cá! Eles surgem e me pedem para fazer coisas que não são certas! Isso não tem nada a ver com a Alexandra!-

Rafael ver que não estava errado, Mérida estava cega.

- tudo isso têm haver com a aquela mulher Mérida- falou Rafael já exaltado- por Deus, a Olivia é uma boa pessoa, tire por Regina, porquê ela estaria com uma mulher que não presta, Mérida essa mulher esta manipulando você, pare de ser burra-

— Cala a boca!!!! Eu não sou burra!!! — Merida exclama com a voz alta e aponta para o homem. — Eu admirei a Olivia por tudo o que ouvi dela na delegacia, por tudo o que já vi nos casos, por isso criei uma imagem de uma pessoa íntegra, inteligente e protetora. MAS EU ME ENGANEI! Ela é uma víbora! Víbora como todos os políticos e policiais deste país são!-

- VÍBORA É ESSA COISA QUE VOCÊ ESTA NAMORANDO- gritou Rafael possesso- POR DEUS, SOU EU, O RAFAEL, EU NUNCA FARIA NADA PARA PREJUDICAR VOCÊ-

Apertando os olhos no homem e tentando não se irritar mais com ele por proteger Olivia, Merida sente uma dor em sua cabeça aumentar e as dúvidas surgirem ainda mais. Alexandra tem sido tão boa e bacana com ela. Na verdade... Alexandra fora a única naquela cidade que a tratara bem e a ajudara a se instalar propriamente após três anos.
Como é que poderia duvidar de alguém que só lhe fizera bem?
Porém... é Rafael quem está lhe falando e alertando... teria alguma verdade naquelas palavras? OU seria apenas mais um jogo psicológico de Dodds, McCoy e Benson para prejudica Merida?
— Não! Você não pode ter entrado para o lado deles, Rafael! Atingir alguém que sequer trabalha com vocês é covardia! A Olivia praticamente agrediu sexualmente a Alexandra e fora uma ciumenta! A Regina gosta desse tipo de coisa, pelo visto! Eu fui legal com aquela italiana e o que recebi em troca?! NADA! Cansei de ser bacana com todos e ninguém dar em troca! Cansei de ser a britânica educada e NINGUÉM DAR VALOR!!!
Então, como se algo a atingisse, Merida arregala os olhos:

— Aaahhhh, agora tudo faz sentido! Primeiro, o Dodds aparece fazendo aquela proposta indecente, depois a OLivia faz a sua cabeça contra mim e tenta me atingir só porque eu descobri das coisas imundas que ela faz. Óbvio que tudo isso só para que eu não faça o que o Dodds pediu, já que ela sabe que estão querendo arrancar ela de lá!-

- além de cega, burra é paranóica- Rafael falou passando as mãos pelo rosto- eu vim de baixo Mérida, saí da lama acha mesmo que eu ia arriscar tudo por um "esquema" e por uma mulher que nem conheço direito, por Deus, eu já estive nesse papel, você apaixonada por uma psicopata e cegamente confiando nela depois que der merda, você vai corre para mim, mas, talvez eu não esteja mais aqui por você Mérida-

— Já falei... para não... me chamar de burra! — Merida exclama lentamente e olhando de maneira séria para o homem. — Quem você pensa que é para me dar lição de moral em relacionamentos?! — ela cruza os braços e, levantando seu queixo, ri: — Que tal falarmos do seu fracasso com a Yelina e o Alex, hein?! Pelo menos, eu AINDA não tirei mulher alguma de você, não é?!-

Rafael recua um pouco, Mérida atingiu uma artéria.

- você não têm esse direito- ele agora avançou e ficou cara a cara com a britânica- você não é mais a minha amiga, minha irmã- Rafael segurou as lágrimas que ameaçavam a cair- você é uma versão cruel da Alex e da Ellis-
- sinceramente- Rafael rir- eu estou perdendo tempo- Rafael se afastou e já pegou seu casaco e cachecol- eu não posso ser um especialista Mérida...mas eu nunca feri você por ninguém-

Dando as costas para o homem, Merida diz:
— Você nunca ficou na mira de corruptos como eu! Quando isto acontecer, aí voltaremos a bater um... papinho!-

- não se preocupe sargento- Rafael veste o casaco e de forma raivosa pois o cachecol- nois NUNCA mais voltaremos a nós falar, acabou- dizendo isso Rafael saiu em rumo a saída.

Merida, jogando um vaso contra a porta fechada, grita em galês:
— Ewch allan o'r fan hyn, idiot! (some daqui, idiota!)-

Rafael fecha a porta atrás de si e pela primeira vez na noite se permite chorar um pouco.

- droga- murmura ele- eu nu..nca faria isso com você...

Notas Finais


Mérida e Regina....

E o Rafael????.


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