História Numbers - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~BruxaArcana

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Eusouonumero4, Naruto, Sasusaku
Visualizações 194
Palavras 7.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia amores!! Como estão?
Aqui é a Bruxinha trazendo mais um capitulo quentinho para vocês de Numbers!!
O que posso dizer sobre ele?
Bom, não teremos bang bang, mas precisaremos da ajuda de vocês para dar força para uma certa rosada sabe?
Ela vai precisar aqui, principalmente quando se trata de varios velhos orgulhosos e cheios de si kkkkkk

Bom, espero que gostem do capitulo de hoje^^
Fizemos esse em especial com muito carinho hehe
Boa leitura!
Ah e se houver qualquer errinho... desculpem a bruxinha.. é que revisei ontem a noite e acho que estava mais dormindo do que revisando kkkkk Enfim, sem mais delongas!!

Capítulo 17 - Capitulo XV - Revelações em Nevada


Deserto de Nevada - Estados Unidos  04:15 AM 

O voo durou um tempo considerável para chegarem até a base. Cruzar o pacifico não foi algo acolhedor para Naruto que a todo o momento apertava os olhos com força se segurando no braço da cadeira e sempre que podia, verificava seu cinto para ver se estava bem preso à cadeira.  

Por mais que nenhum dos números nunca tivessem andado de avião alguma vez, para eles não foi algo tão terrível assim, ao contrário do loiro que, mesmo estando no conforto de estar em amplitude com o seu elemento, ainda assim, se agarrava ao estofado e respirava profundamente a cada tremor que a aeronave dava devido as leves turbulências. 

Estar a quilômetros do chão não lhe agradava nem um pouco e a cada minuto, arfava contando mentalmente o quanto demorariam para chegar a tal base. 

Jiraiya por mais que quisesse acalentar seu protegido, mal tinha forças para se esticar e tocar no ombro do loiro sem correr o risco de tremer o corpo e demonstrar sua aflição, uma vez que, de forma que ninguém pudesse notar, reprimia seu temor tão grande quanto o de Naruto em voar. 

Aquilo poderia ser algo normal, mas ver Tsunade conversando normalmente com Sakura e Asuma sem demonstrar desconforto nenhum quanto aos tremores do avião, apenas feriram seu ego. Sabia que aquela mulher era forte e destemida, mas não queria fazer papel de medroso na frente da inabalável ex-general.  

Suspirou frustrado vendo Naruto arregalar os olhos ao sentirem mais um balançar violento do avião, todavia, a menina Hyuuga que sentava ao lado do loiro segurou na mão dele e a apertou de forma tranquilizadora, fazendo este olhar para ela em um misto de medo e confusão.  

Ela por sua vez, sorriu de forma meiga piscando algumas vezes para criar coragem de lhe dizer algo sem acabar corando como consequência. 

- Está tudo bem, já estamos próximos de pousar. - sua voz melodiosa surtiu efeito como um entorpecente para o corpo do loiro. Este inconscientemente parou de tremer e olhou mais atento aos detalhes do rosto bonito da garota ao seu lado.  

- Obrigado. - ele responde sorrindo sem jeito. - Você deve estar acostumada com isso não é? 

- Mais do que gostaria. - ela responde deixando seu sorriso morrer levemente. - São os ossos do oficio, não é? 

- Sim. - ele concorda olhando de relance para seu mentor que também segurava firme  braço da cadeira, mas que lhe sorria cumplice. Sabia exatamente o que aquele velho estava pensando. - Sabe... você não é de shinden, certo? Nasceu aqui na Terra? 

Tal pergunta pegou a moça desprevenida fazendo-a desviar o olhar para o chão. - Se esta me perguntando se sou humana, bom... Eu não sei dizer. - ela comprime os lábio incerta do que responder. - Eu não faço metade das coisas que meu pai pode fazer, apenas consigo ver além do que os olhos humanos conseguem alcançar.  

- Entendo, isso é muito legal! - Naruto responde apertando a mão da morena chamando novamente sua atenção para seu rosto. Ele viu, com graça, as suas bochechas tomarem a coloração avermelhada. - Você é uma de nós, mas também é uma humana. 

-  Isso... isso não é algo bom! - ela diz rapidamente puxando sua mão de volta e virando o rosto para o outro lado.  

Naruto franzi o cenho não entendendo a reação da moça e, instintivamente olha para seu mentor em sua frente com o rosto em uma interrogação. Mas foi só ver Jiraiya negando com a cabeça e colocando uma mão no rosto em sinal de reprovação, que Naruto se sentiu nervoso e se voltou para a moça que o ignorava no momento. 

- O que quero dizer é... - ele começou sem jeito passando uma mão os cabelos rebeldes bagunçando-os ainda mais. - Você também é diferente, mas isso é bom! - ele suspira deixando seu corpo cair para frente e se apoiar os cotovelos nos joelhos e mantendo sua cabeça baixa. Ele só falava baboseiras quando nervoso. Sem olhar para ela, ele comprime os lábios e continua. - Digo, quando derrotarmos Kaguya, nós vamos ter que nos reajustar a Terra, porque este é o nosso novo lar. Por mais que tivéssemos vivido aqui desde quando éramos pequenos, ainda assim não podíamos nos aproximar muito dos humanos porque corríamos o risco de envolve-los ou acabar causando a morte deles por conta dos Zetsus.  

Hinata observa o loiro ao seu lado puxar o ar com força antes de continuar. Sua cabeça estava baixa, mas ela podia ver e sentir sua sensibilidade ao dizer aquilo. 

- Por onde passamos, deixamos rastros de morte e destruição, mas não era porque queríamos... tudo foi culpa daqueles vermes! - ele rosna baixo e Hinata fixa seu olhar em suas mãos que se fecharam em punho devido a raiva. - Crescemos sem amigos e quase sem influência humana, tudo para não abalar o equilíbrio dos humanos e conseguirmos alcançar um lugar entre eles, sem correr o risco de uma recusa. - o loiro suspira levantando seu rosto e voltando seu olhar para os perolados dela que o admirava com compreensão. - Talvez viver uma vida normal, como eles. 

- Naruto... 

- Eu disse aquilo... - ele continua agarrando a mão dela novamente e a segurando com leveza e cobrindo sua palma com sua outra mão, de forma que a esquentasse dos dois lados. - Porque você tem sorte de saber como os humanos não por conviver tanto com eles, como uma verdadeira humana! - Hinata viu os olhos do número seis brilharem com uma esperança inspiradora. - Eu acredito que, se possível, você pudesse nos ajudar a nos entrosar junto a eles também. Sendo uma de nós e nos ensinando sobre os humanos. 

Aquelas palavras aqueceram o coração da Hyugaa que, por muito tempo, sempre se achou uma inútil em tudo o que fazia. Sempre era abnegada em qualquer situação que se encontrasse. 

Com os humanos, muitos não gostavam de estar perto dela por acharem-na estranha e muitas vezes, a importunarem chamando-a de cega devido a cor anormal de seus olhos. 

E com seu pai, por ver as proezas que ele era capaz de fazer em um combate com muitos soldados ao seu redor. Ele era capaz de nocautear a todos tocando seus corpos apenas uma única vez. Além é claro, de seu poder oculto de girar com grande velocidade no mesmo lugar criando uma redoma que o protegia de qualquer ataque ou projetil que disparassem em sua direção. 

Este era o mais impressionante e, Hiashi sempre a impulsionava em tentar desenvolver esse poder, mas nada que fizesse faria esse dom surgir, até que finalmente seu pai desistiu de ensina-la colocando na cabeça que de fato, seu lado humano a tornava frágil como eles e por isso, nunca conseguiria dominar aquela técnica. 

Isso apenas a entristecia cada vez mais e, por isso, conveniasse todos os dias que ela nunca encontraria seu lugar. 

No entanto, ela precisou morder os lábios para não lacrimejar na frente daquele rapaz que acabara de conhecer. Não queria demonstrar que ainda se sentia fraca, mas estava encarecidamente emocionada com as palavras do loiro.  

De alguma forma, ela seria útil para eles. 

- Naruto. - ela murmurou o nome do loiro vendo-o se aproximar para ouvi-la melhor. - Obrigada. 

E mais uma vez, ela viu aquele grande sorriso preencher o rosto do número seis e irradiar luz em cada canto daquele avião. 

- Estamos nos preparando para pousar. - Hiashi apareceu diante de todos com um olhar serio correndo por todos ali, até parar em cima da filha tão próxima do número seis. - Segurem-se. 

 

O pouso não foi tão difícil como esperavam, visto que o avião pousou em um heliporto perfeitamente plano, diferente da dificuldade que tiveram ao fazê-lo decolar com suas rodas afundando na área da praia. 

Ao saírem da plataforma, foram recebidos por um grande número de soldados do lado de fora e, em frente a eles, um homem alto com as feições sérias e olhar analítico se destacava. Ele avaliou cada um sem esconder o descontentamento com a quantidade de pessoas que saíram do avião.  

Em seu rosto era possível ver duas grandes cicatrizes que se iniciavam desde sua testa e desciam cruzando seu rosto até o queixo.  

Tal marca fez Sakura questionar mentalmente como aquele homem devia tê-las conseguido. 

- Meu nome é Morino Ibiki, eu sou o general desta base. - seus dizeres soaram altos e grosseiros. - Quero saber o motivo de não haver nove crianças ao invés de seis. 

- Crianças? - Sakura repete com indignação. - Que você pensa que é para nos chamar de crianças? 

- Sakura... - Asuma se coloca na frente dela com um olhar reprovador. - Não é assim que se fala com um líder humano, não se esqueça que precisamos deles. - Ele sussurra a última parte apenas para ela ouvir, coisa que a frustrou ainda mais. 

- Precisar deles não significa que devemos sentar e abanar o rabo, Asuma. - ela devolve sem se importar com o tom de voz que usava. Logo ela empurrou o mentor e deu largos passos até o tal Ibiki, ignorando completamente o barulho das armas dos soldados serem rapidamente engatilhadas e apontadas para ela. 

Parou em frente ao general sem desviar o olhar esmeraldino dos castanhos dele e trincou o maxilar.  

- A história é bem a contrária. - ela ciciou vendo o homem estreitar os olhos. - Nosso lar já decaiu a muito tempo, não temos nada a perder, mas vocês... São vocês que precisam de nós.  

Seus olhos queimavam de raiva daquele ser e, mesmo sabendo que Tsunade deveria estar espumando pela boca devido sua falta de controle, ela não podia deixar aquilo barato. Precisou aguentar muitas coisas em prol da proteção de um planeta, para ouvir da boca de um ser tão inferior algo que os desmerecia, mesmo depois de tudo. 

No entanto, não entendeu quando viu o general sorrir e anuir com agrado a sua provocação com diversão estampada no olhar. 

- Você deve ser a mais esquentadinha, não é? - ele riu roucamente ainda sendo mira do olhar raivoso da rosada. - Não fique chateada, já deu para perceber que seu pavio é curto e não quero perder a vida. 

- O que? - ela pergunta em confusão. Ibiki apenas sorri mais abertamente e levanta uma das mãos em punho para que seus soldados abaixassem as armas. 

- Você é a número cinco, Sakura Haruno, aquela que controla o elemento água e contém uma força sobre humana somada com a capacidade de se curar quase que instantaneamente. 

A rosada estreita olhos em sua direção anuindo com certa desconfiança.   

- Sei tudo sobre vocês, shindenianos, Hiashi me passou todos os detalhes e você tem razão... - ele a fita transformando suas feições em algo mais sério. - Nós precisamos de vocês, mas não significa que somos um povo inferior.  

"Então era isso?" - ela pensa tediosamente.  

- Então não haja como um e aprenda a dialogar. - Ela cospe as palavras com um sorriso sarcástico para em seguida, estender sua mão na direção do homem. - Prazer, sou Sakura, como já sabe e estamos aqui por um bem maior, algo do interesse de ambos os lados. 

Novamente Ibiki esboça um sorriso entrando no jogo da garota. dentre todos, ela sem dúvida era a mais atirada.  

-  Prazer, Sakura. - ele diz apertando sua mão de forma firme, assim como ela. - Espero que façamos uma boa parceria entre os shindenianos e os humanos.  

- Igualmente. - ela completa soltando sua mão e aceitando ser conduzida junto aos demais para o interior da base.  

Todos seguem em silêncio até o interior da base, passando por longos corredores e hora ou outra olhavam de esguelha alguns soldados armados empunhando suas semiautomáticas que os acompanhavam com o olhar sempre que passavam por eles.  

Aquilo era desconfortante.  

Sakura e o restante dos meninos, com exceção de Temari e Shikamaru, estavam estranhando tantos olhares sobre si. Sabiam que não era todo dia que habitantes de outro planeta – extremamente semelhantes a humanos – passeasse por ali em dias normais, no entanto, aquilo os causava um senso de perigo muito grande entre eles. 

Não era possível agir naturalmente com tantos olhares estreitos caindo sobre eles. 

- Por aqui, por favor. – Ibiki cortou o silêncio virando rapidamente em outro corredor mais amplo e no fim dele, abrindo uma grande porta metálica e permitindo a entrada de todos antes de as fechar em suas costas. Não antes de dar ordens aos seus homens para manter vigilância no deserto e a cada duas horas, uma águia sobrevoar o céu para vistoriar nenhum espertinho em aviões particulares dando um passeio por ali. 

Maníacos ufológicos eram os mais irritantes neste quesito. Sempre se superavam a cada investida de saber mais sobre a base secreta do governo. 

Pararam em meio ao laboratório, impressionando a todos com seu tamanho e magnitude. Havia vários cientistas perambulando de mesa em mesa com papeis e laminas. Cada um focado em seu serviço, mas foi quando Ibiki pigarreou alto que todos ali se voltaram para os novos visitantes e – de forma organizada – se colocaram diante de suas mesas com as mãos postas ao lado do corpo em respeito ao seu capitão. 

- Apresento a vocês, nossos mais renomados cientistas especializados em biologia, química, física e claro, ufologia. Os engenheiros cuidam das pesquisas e anomalias que o mundo apresenta e tentam ligar aos eventos que aqueles vermes estão causando. São eles que investigaram o paradeiro dos tais Zetsus e conseguiram traçar uma rota em que supostamente a rainha vermelha deve estar – Ibiki dizia apontando para as pessoas a frente com orgulho em cada entonação.  

Olhando mais atentamente. O laboratório além de ser majestosamente enorme, havia muitos equipamentos tecnológicos e vários monitores espalhados nas paredes com pontos de diversas cores piscando nos mapas. 

Tudo aquilo fez o coração de Sakura bater mais forte. Tudo aquilo era apenas mais um passo para a derrota daquela desgraçada que levou seu irmão e os outros.  

Por mais que dissessem que aquilo ainda era pouco, ela podia ver que havia algo extremamente promissor e isso já era o bastante para se empolgar ainda mais. 

- É um prazer estar aqui. – Sakura se adiantou com um sorriso terno desenhando em seus lábios. – Agradecemos a ajuda de todos e por terem aceitado seguir em frente em com essa causa.  

- Sakura. – Ibiki chama atenção da garota com um sorriso de canto. – Eles são pagos para isso, obviamente. 

- Claro que são, mas tenho certeza que ninguém aqui está sendo forçado, pois caso queiram, podem desistir e voltar para suas casas, estou certa? – ela diz caminhando mais a frente e fitando todos os funcionários ali. – Até porque, acredito que o senhor não escondeu deles que suas vidas podem estar em risco.  

- É certo que eles sabem. – Ibiki responde cruzando os braços enquanto que Tsunade esboça um grande sorriso em direção a sua protegida.  

Com a resposta positiva do outro, Sakura volta-se para os cientistas e com uma mão nas costas e a outra no coração ela se curva respeitosamente, fazendo o sorriso de sua mentora aumentar ainda mais e passar a imitar o movimento de sua menina. Logo Sasuke, Naruto e Neji fizeram o mesmo sendo imitados por Shikamaru, Temari, Asuma, Gay e Jiraiya. 

Hiashi sorri de canto e acaricia as costas de sua filha que o olha com um brilho diferente. 

Ela sabia, depois de tantas histórias que contou a ela, que aquele gesto era um símbolo de respeito e gratidão que os shindenianos costumavam fazer. Algo apenas deles e agora, compartilhado e oferecido aos humanos. 

- Eu posso também, pai? 

- Você é tão shindeniana quanto eles. – Ele responde alargando o sorriso e acariciando o rosto juvenil de sua filha para logo, juntos imitar o gesto dos demais.  

- Obrigada pela ajuda, isso também serve para você senhor Morino. – A voz de Sakura mais uma vez se faz ouvida, arrancando um pequeno riso do capitão e causando comoção e certa alegria por parte das pessoas ali. Algumas, até sorriram empolgadas e involuntariamente elevaram suas mãos ao coração e baixando a cabeça.  

- Somos nós que agradecemos. – Uma voz suave soa fazendo todos se voltarem a suas posições normais com os ânimos revigorados. – É uma honra estar na presença de vocês. 

O homem que proferia as palavras de agradecimento era pálido e seus cabelos eram em um castanho escuro quase negros, seus olhos ficavam escondidos atrás de um óculos redondo escuro. Seu sorriso apenas aumentava depois de ouvirem as palavras da rosada. 

 - Este é Shino Aburami, engenheiro chefe da divisão de pesquisa terrestre. – Ibiki o apresenta colocando uma mão no ombro do homem. 

A rosada sorri assentindo e se volta para os demais caminhando em curtos passos até o lado de Sasuke e Naruto. 

O moreno sorri contido pegando sugestivamente em sua mão a apertando em sinal de orgulho. Ela retribui o sorriso, mas não o contendo assim como ele. Queria, com toda a vontade do mundo, mostrar o quanto estava feliz. 

- Preciso mostrar para vocês outra coisa. – Ibiki os chama conduzindo-os até o fim da sala onde havia algumas partições não notadas antes. – Shino, por favor. 

O rapaz anui e aciona uma tela na parede digitando alguns números para em seguida, uma porta ser aberta fazendo um barulho a vácuo e uma fumaça branca danças sobre o chão.  

A câmara aberta era fria e todos se entre olharam estranhando.  

- É aí que esconde o principal? – Naruto pergunta enquanto via Ibiki entra e suspirar depois de ouvir seu questionamento.  

- É aqui que guardo nosso Às para convencer os representantes da ONU. 

Após dizer isso, tanto Naruto quanto os demais puderam entender o porquê disso. Ali dentro havia várias capsulas de vidro onde em cada uma delas, havia um zetsu diferente adormecido e ligado a vários tubos submersos em uma agua esverdeada.  

- O que é isso? – Jiraiya perguntou indicando a tonalidade da agua aquilo lhe era muito familiar.  

- Isso é o que chamamos de plastona, acredito que saiba o que é. – o capitão da base responde tamborilando seus dedos em uma capsula ao seu lado. 

- Plastona? Onde conseguiram isso? – ele indaga se voltando instintivamente para Hiashi que fecha os olhos assumindo a culpa. 

- Eu trouxe uma amostra de Shinden com o consentimento de Fugaku. – Ele diz se virando para as capsulas e caminhando mais à frente. – Assim que entrei para a base, não repassei muita coisa sobre nosso planeta, mas assim que os números foram lançados e os Zetsus começaram a ameaçar a vocês e consequentemente ao planeta, eu forneci a amostra a eles para replicarem. 

- O que é plastona? – Neji indaga virando-se para seu mentor. 

- Plastona é uma substância tóxica, mas extremamente utilizada em Shinden para fornecer energia para o planeta. – Guy responde com os olhos fixos na coloração cintilante da agua onde o Zetsu estava.    

- Não me é de estranhar que vocês tenham conseguido recriar. – Tsunade diz olhando com desdém para as criaturas encapsuladas. – A fauna e flora daqui eram muito semelhantes às do nosso planeta, a única diferença é as mudanças de clima que a Terra sofre a cada estação. 

- Por que diz isso? – Sakura pergunta com curiosidade sobre os aspectos de seu antigo lar. 

- Em Shinden se predominava apenas o clima que nós chamamos aqui de primavera. Não havia frio constante e nem calor excessivo. 

A explicação de sua mentora arrancou muitas dúvidas dos números ali.  

Até mesmo de Sasuke que era o que mais conseguia se lembrar de seu planeta natal. 

- Certo, mas por que esses vermes estão mergulhados nesse plastona? – pela primeira vez desde que chegaram ali, a voz de Sasuke se faz presente chamando a atenção dos demais. 

- O plastona além de ser uma substancia que fornecia energia renovável, também era a única coisa que podia ferir os zetsus em nosso planeta, por essa razão, apenas mergulhados nesta substância eles se manter enfraquecidos e dormentes. – Hiashi diz colocando as mãos atrás das costas parando em frente aos números.  

- Verdade, isso é uma dúvida que sempre tive. – Naruto se adianta e fita os olhos perolados do Hyuuga com curiosidade. – Porque os shindenianos não usaram seus poderes para deter os zetsus e Kaguya? 

- Porque nós não tínhamos poderes como temos agora. – A resposta soou simples, mas causou uma enxurrada de dúvidas não apenas no loiro como nos demais.  

O cenho do loiro se contorceu em dúvida e logo lhe lançou um sorriso nervoso levando uma mão até a nuca em um tique nervoso. 

- Perdão senhor, mas não entendi. 

Hiashi fecha os olhos balançando a cabeça negativamente, mas achando divertido a falta de tato do rapaz ao confessar sua ignorância quanto ao assunto. 

- Tudo bem, é compreensível sua dúvida. Acontece que os humanos aqui na Terra são exatamente como nós éramos em Shinden, o fato de termos poderes aqui é por conta da mudança da atmosfera e as energias que causaram certas anomalias em nosso DNA, mas isso não era novidade. Antes de Shinden decair, eu já havia feito um relatório para Fugaku contando sobre as mudanças que nossos corpos sofrem. 

Sasuke engole em seco ao ouvir pela segunda vez o nome de seu pai.  

- Por esse motivo a Terra sempre foi nosso destino. – O moreno complementa suspirando cansado após ligar os pontos. – Meu pai já contava com os poderes que assumiríamos e apostava nisso para deter Kaguya. 

- Isso mesmo. – Hiashi assente comprimindo os lábios. – Sinto muito rapaz, sei que isso deve ser difícil para você. Mas saiba que você tem algo que me lembra muito o seu pai. – Ele se aproxima de Sasuke colocando sua mão em seu ombro. – Você tem voracidade no olhar e ao mesmo tempo, determinação. Sei que você honrará sua família e o nome Uchiha... a família mais respeitada e promissora em toda Shinden. 

Sasuke eleva os olhos para os perolados do homem e assente com um sorriso fraco. Esse era o seu maior desejo. 

- Então... se tudo isso está na mudança da atmosfera... – Neji cicia franzindo o cenho com sua ideia maluca. – Bom, se fosse do contrário, os humanos irem até Shinden. 

- Os humanos seriam os super poderosos. – Ibiki completa com um sorriso ladino. 

Coisa que inconscientemente arranca risos de Sakura, que idealizou mentalmente como seria aquele capitão tendo algum poder anormal. Provavelmente ele seria mais orgulhoso do que agora.  

- Sei exatamente o que pensou mocinha. – Ele ralha olhando para ela carrancudo. 

- Claro, porque esse é um poder que você esconde de todos. – Ela devolve descontraindo o ambiente. 

- Mas é claro, mas você acabou adivinhando. – Ele suspira levando sua mão até as temporãs contendo uma dor de cabeça fingida. – Preciso ter cuidado com você. – Devolve sorrindo em seguida. 

Ela sorri humorada mordendo os lábios para conter mais uma risada. 

- Mas agora preciso conduzi-los até suas acomodações. – Ele endurece as feições e volta a sua postura autoritária. Coisa que faz Sakura ponderar se ele poderia ter dupla personalidade. – Amanhã será a reunião com os representantes. Levaremos um Zetsu para a demonstração final, mas conto com vocês para fazê-los se convencer. 

- Ibiki está certo. – Shikamaru toma a palavra assustando Naruto ao seu lado que não esperava que o mesmo se manifestasse. – A ajuda dos outros países será vital para o plano funcionar. 

Com o dito, todos assentiram e Ibiki os conduziram até a saída do grande laboratório. A manhã seguinte seria um dia de muitas provações. 

  

 

oOo 

 

 

Estar em frente a todos aqueles velhos com roupas engomadas e expressão fria não era muito animador. Todos os números e seus mentores sabiam que teriam uma missão difícil pela frente e mais ainda, os ex-shidenianos sabiam que deveriam manter a postura a todo custo. 

Ibiki os anunciou aos representantes dos demais países e logo passou a palavra a Asuma, que respirou fundo e caminhou até a frente da grande sala em que se encontravam. Tsunade deixou os números enfileirados no fundo da sala e permaneceu a frente ao lado de Jiraiya e Gay, enquanto Asuma ficava a frente. 

Estavam em uma grande sala de reuniões, as cadeiras eram dispostas em fileiras que subiam um degrau a cada uma que se seguia. Naruto sussurrou a Sakura que aquela sala era como as de um cinema, pela maneira que ficavam. O lugar estava cheio e chegava quase a ser sufocante. 

- Boa tarde a todos. - disse Asuma e Shikamaru franziu as sobrancelhas ao notar que seu mentor estava nervoso. - Sei que é estranho estarem aqui para nos ouvir e que aos seus olhos somos alienígenas, mas estamos aqui para provar que somos iguais a vocês e que podemos trabalhar juntos. 

- Iguais a nós? - pergunta um homem já grisalho, que usava óculos e um terno preto. - Vocês são aberrações! Não darei nada a vocês, estão perdendo o seu tempo! 

- Senhor, tenho que certeza que se nos der alguns minutos podemos convencê-lo do contrário. - Indagou o mentor do número nove e o homem apesar torceu o nariz para sair uma risada debochada. - Nós viemos de um planeta chamado Shinden, somos os últimos sobreviventes de lá. Estes aqui atrás de mim são os números, nossa maior esperança de vencer essa ameaça que também está presente no planeta de vocês.  

- Ibiki disse que a maior arma de vocês eram os nove números, porque só há seis aí? - perguntou outro senhor que estava sentado na terceira fileira. 

"Armas?" - aquilo já estava começando a irritar Sakura. Ela nunca teve uma paciência muito grande e o modo que aqueles velhotes estavam agindo estava sendo deveras incomodo. 

- Infelizmente os primeiros três números estão mortos. - Quem se pronunciou foi Jiraiya, dando um passo à frente e ficando ao lado do companheiro. 

- Mas eles não são o seu grande trunfo? Como podem estar mortos? - outra senhora perguntou de um modo completamente impertinente. Ela tinha um tique de ficar com a perna cruzada e a balançando de um modo impaciente. 

- Aparentemente não são tão fortes assim, se não foram capazes de sobreviver aos perigos. - perguntou o homem com aparência asiática que estava ao lado da senhora. 

Um silêncio se instaurou no lugar e Sasuke olhou de canto de olho para Sakura. A rosada tinha o maxilar trincado e sua expressão era raiva, já a conhecia a tempo suficiente para saber que ela estava se segurando para não partir para cima daquelas pessoas arrogantes. 

- Com todo o respeito, senhor, mas os perigos aos quais fomos submetidos não foram pequenos e poderia ter tirado a vida de qualquer um. - Tsunade falou com uma calma e tranquilidade que Sakura jamais tinha visto transparecer na mentora. Era um modo quase gentil e ela tinha certeza que essa tinha sido a intenção. 

- Se tivessem algum respeito por nós, não estariam aqui agora nos fazendo perder tempo. - disse a mesma senhora que balançava a perna, olhando diretamente para Tsunade. 

"Já chega"  

Aquilo havia sido demais, Sakura ouviu eles falando aquelas idiotices por tempo demais. Agora não ouviria calada uma infeliz que não sabe de nada humilhar Tsunade daquela maneira. 

Sua expressão se tornou ainda mais raivosa e ela fechou os punhos, segurando-os de uma maneira firme. Sua vontade era quebrar a cara da mulher, só que ela sabia quais seriam as consequências se o fizesse.  

A tal mulher tornou a falar, mas Sakura já não ouvia nada que saísse daquela boca, apenas sentiu a raiva tomar conta de si.  

- Quer saber o que aconteceu com os outros números? - perguntou ela e só se deu conta que abriu a boca quando o silêncio se instaurou na sala, e todos olharam para si. 

A asiática franziu o cenho ao perceber que a garota a interrompeu, mas agora era tarde demais, Sakura já havia chamado a atenção de todos, mesmo que sem querer. 

A garota caminhou até onde Tsunade estava e lhe lançou um olhar de cumplicidade. Sua mentora sabia que Sakura suportaria tudo, menos que a desrespeitassem. 

- Como ousa me interromper, menina tola? - falou com raiva a mulher. 

- Eu a interrompi porque você não sabe de nada do que está falando. - respondeu Sakura, sentindo um olhar severo de sua mentora, e então respirou fundo e olhou novamente para a mulher que estava abismada com sua 'falta de educação' e voltou a falar, agora com mais calma. - Os outros números morreram lutando, deram suas vidas para que nós continuássemos vivos, assim como os demais mentores que perderam suas vidas também. 

- Isso não interessa. Ainda sim não conseguirão o que buscam aqui. - Outro homem gritou. 

- Não interessa? - perguntou Sakura, olhando diretamente para ele agora. - São pessoas que estão perdendo as suas vidas e vocês ainda tem a coragem de dizer que não interessa? O que não interessa é se são pessoas do nosso povo ou do de vocês que estão morrendo, mas sim o porquê estarem perdendo as suas vidas! 

A garota terminou de falar e o homem estreitou os olhos, mas não voltou a falar. Todos ali estavam com suas atenções presas a Sakura e lá do fundo, Naruto sorri orgulhoso para Sasuke. 

- O que interessa é o que vocês estão dispostos a nos dar para que eu... e eles - apontou para todos os ex-shindenianos ali. - Para que nós possamos salvar o mundo de vocês! Por acaso acham que estamos aqui porque queremos?  

Ela se obrigou a perguntar e todos ali apenas continuaram a olha-la. Sabia que precisava ter calma e falar com clareza se quisesse conseguir algo daqueles velhotes. 

- Não é uma escolha nossa também. - Ela continuou a olhar para todos eles e depois olhou para Sasuke e Naruto, então o loiro caminhou até o lado dela e carregou o moreno consigo. - Vocês temem por suas famílias, seus entes queridos, por seu lar. E acreditem, não estamos aqui para roubá-lo. Mas eu temo por minha família também. 

Sakura olhou para os dois a sua direita e para Tsunade a sua esquerda e sorriu. 

- Eu não quero perder mais ninguém que amo e sei que vocês também não. - Continuou ela ao voltar-se para os representantes. - Só que há uma ameaça eminente quer vocês queiram ou não. Ficar aqui discutindo o porquê de não querer trabalhar conosco não vai fazer ela ir embora. E nós iremos lutar contra Kaguya com ou sem o apoio dos homens, mas vocês acham que é justo nós nos arriscarmos por um mundo que não é nosso, enquanto vocês cruzam os braços e assistem? 

- A Sakura está certa. - Fala Naruto, chamando atenção de todos. - Passamos por muita coisa para chegar até aqui e perdemos pessoas a quem amamos. Durante muito tempo, nos escondemos nas sombras principalmente para não trazer a vocês um perigo maior.  

- Até onde estão dispostos a ir para vencer Kaguya e salvar o seu planeta? - pergunta Sakura, agora com mais certeza de que estava no caminho certo. - Porque nós iremos até o fim para enterrar aquela maldita. 

A rosada cruzou os braços e sorriu satisfeita ao observar a maioria deles mudarem suas feições. As coisas pareciam estar melhorando. 

- Vocês não estão vendo os sinais? - perguntou Naruto, depois de um silêncio de alguns instantes. - Pessoas sendo mortas, a catástrofe na cidade perto da ponte Kirito dias atrás. Como não estão vendo tudo que vem acontecendo?  

- Não fomos nós, caso isso esteja se passando pela cabeça de vocês. - Completou Sakura e, tanto Jiraiya quanto Tsunade, sorriram pelos seus protegidos estarem sendo tão convincentes. - Estamos do lado de vocês. 

A número cinco olhou para Naruto e ele acenou em concordância, sabendo exatamente o que a rosada queria e isso fez Sasuke bufar. 

Ela sorriu e levantou as mãos, deixando-as em frente ao corpo, e mirou nas garrafas e copos que continham água, dominando-as até que se formasse uma grande bolha de água em frente aos representantes, que estavam abismados com tal anomalia. 

- Ela domina a água presente em qualquer lugar. - disse Naruto, fazendo Sakura olha-lo e vê-lo dar uma piscadela divertida. 

O loiro levantou as mãos e dominando o ar presente na sala, transformou a bolha em um redemoinho de água. Era pequeno e contido, mas ainda sim, impressionante aos olhos de quem nunca havia visto algo assim. 

- Ele controla o ar. - disse Sakura apontando para Naruto. 

Naruto olhou para Sasuke, com uma expressão de quem pede algo e o mesmo revirou os olhos. Sakura também olhou para ele, como se suplicasse e então ele suspirou e cedeu.  

Andou alguns passos e lançou um pequeno raio no redemoinho e então algo novo surgiu, deixando todos os representantes ainda mais abismados. 

O redemoinho se dissipou, por conta da estática causada pelo raio, e se transformou em pequenas gotículas de água suspensas no ar.  

- Ele domina o trovão. - falou Naruto e o número quatro apenas acenou em concordância.  

Os representantes estavam em completo silêncio a toda demonstração dos números. Só faltava o grande final. 

Naruto sorriu de canto para Sakura, que cruzou os braços e levantou os ombros, e então o loiro olhou para Neji - que estava no mesmo lugar desde que haviam chegado -  por cima do ombro, ainda com o sorriso presente em seus lábios.  

- Neji, você sabe o que fazer. - disse ele e o número sete franziu a sobrancelhas, para depois acenar positivamente de um modo desajeitado. 

Ele caminhou devagar até onde os demais números estavam e levantou as mãos trêmulas em direção as gotículas suspensas no ar. Ele as transformou em estacas de gelo e respirou fundo, precisava fazer aquilo direito e se mostrar útil. 

E então os representantes quase pularam da cadeira com o susto, quando as estacas foram direcionadas ao papel que cada um deles tinha em frente a si na mesa.  

Neji sorriu satisfeito e Naruto soltou um grito em comemoração, mas logo assumiu a postura séria que tinha a minutos atrás. 

- E ele, domina o gelo. - disse Naruto, quando Neji parou ao seu lado novamente. - Os dois números mais altos ali – apontou para Temari e Shikamaru – vão lhe mostrar a quais perigos o mundo de vocês estará exposto. 

O número nove acenou em concordância e caminhou para fora da sala. Assim que se retirou, Sakura voltou a olhar para as representantes. 

- Nós somos poderosos, cada um de nós treinou durante uma vida inteira para cumprir com o nosso dever. - disse Sakura novamente. - E nós usaremos todo esse poder para deter o exército de Zetsus que Kaguya está formando.  

Shikamaru voltou minutos depois e então todos se calaram, ficaram por alguns segundos apenas observando o Zetsu preso por correntes que o moreno trouxera. 

Temari caminhou até ele, ficando ao lado dos demais números e acenou para Sakura. 

- Isso é uma pequena amostra do perigo que a Terra está exposta e que vocês nem ao menos tem conhecimento. – Continuou a número cinco. – Os chamamos de Zetsus, e Kaguya tem um exército deles. 

A número oito se posicionou em frente à criatura e acenou para o namorado. O que fariam a seguir não fora planejado com os mentores e seria extremamente perigoso.  

Os números haviam combinado antes de entrarem para a reunião, que se os mentores não conseguissem dar conta de convencer os representantes, eles teriam que tomar conta da situação e então era isso que ela faria. 

Shikamaru soltou as correntes do Zetsu, e todos arregalaram os olhos os vê-lo se mover ainda devagar, ele soltou uma risada diabólica e sorriu para os senhores sentados. 

- Humanos tolos, acham que vão conseguir vencer a Rainha Vermelha? – a voz grossa se tornou presente e o pavor estava estampado no rosto deles. 

Temari soltou uma risada e a criatura se voltou para ela.  

- É uma pena que você não estará vivo para ver sua rainha sucumbir. 

O Zetsu assumiu uma posição de ataque e correu em direção à loira, ela deu um sorriso de canto por uma provocação tão pequena ter dado certo. 

Ele estava sem suas armas e por isso apostaria na luta corporal. Entretanto, Temari fazia jus ao seu número e com maestria fez formar duas pequenas bolas de fogo na palma das mãos. Ela esperou que ele se aproximasse ainda mais e lançou as duas bolas, acertando-o de modo certeiro. O Zetsu gritou, agoniando de dor, mas isso não desestabilizou nenhum dos números, eles sabiam muito bem a quem aquelas criaturas serviam. 

Temari tirou uma adaga que estava presa ao seu cinto, abaixo da jaqueta grossa de couro que usava e, da distância em que estava, apenas atirou a arma no Zetsu, acertando-lhe no meio da testa. 

Assim que a pele da criatura começou a dar lugar ao sangue preto, Temari apertou a mão em forma de punho e o fogo presente ali se dissipou e em segundos se apagou.  

- Isso é apenas uma amostra do que vocês terão que enfrentar. - disse Temari, apontando para o Zetsu morto. - Deixarão isso perto de suas crianças? Vocês correrão esse risco? 

- Nós, shindenianos, estaremos ao lado dos humanos nessa guerra. - Completou Sakura. - E vocês, estarão ao nosso lado? 

 

oOo 

 

- Às vezes eu fico me perguntando onde eu errei quando te criei, Sakura! - Exclamou uma Tsunade nervosa, que caminhava de um lado para o outro na sala de espera, junto dos demais shindenianos. 

Depois da demonstração por parte deles, os representantes pediram um tempo para pensar. Por mais que parecessem um tanto convencidos, ainda era difícil saber o qual a resposta deles. 

- Desta vez tenho que discordar de você, Tsunade. - disse Asuma, sentado em um dos sofás preguiçosamente e de braços cruzados. - Se não fosse pelos números, certamente não teríamos chances em convencer aquela velharada. 

- Vocês agiram bem. - Completou Jiraiya. 

Sakura encarou a mentora por alguns instantes, que ainda olhava abismada para os companheiros e suspirou.  

- Ela desrespeitou você, foi a gota d'água. - disse a rosada, ao se sentar no braço do sofá, ao lado de Naruto. 

- Eu sei, querida. Mas ainda sim, temos que ser cautelosos. - Tsunade proferiu. - Vocês deviam ter deixado que nós cuidássemos disso. 

- Tsu, vocês estavam hesitantes, isso era notável. - Sakura retrucou. - Não conseguiriam nada deles falando daquele jeito com eles. 

- Eles precisavam de um choque de realidade. - Completou Temari. 

A mentora da número cinco suspirou e, aparentemente, desistiu de argumentar com os demais. 

- Nos resta aguardar um retorno deles agora. - falou Hiashi seriamente. - Estamos otimistas. 

Sakura olhou de canto para Sasuke, que também a encarava. Ele sabia que por mais que sua explosão tenha sido causada pela raiva momentânea pelos representantes, o fato de Sakura ser cheia de si e falar com clareza, tomando a frente na reunião, seria muito benéfico. 

Não tinha certeza que conseguiriam o apoio deles, mas também acreditava que a rosada havia os convencidos, tanto com as palavras, quanto pelo temor a Kaguya. 

 

oOo 

 

Ao que parecia, apenas teriam resposta dos representantes no outro dia. Coisa que irritou a rosada que saiu batendo o pé e foi procurar se entreter observando os cientistas trabalharem e hora ou outra trocar algumas palavras com eles para saber mais sobre seus avanças e até mesmo sobre suas famílias. 

A cada humano novo que conhecia, se sentia mais altiva e feliz. Mesmo que seu coração estivesse apertado com a ansiedade das respostas daqueles homens e mulheres, ainda assim estava animada. 

Cogitar ter uma vida, uma família assim como o senhor Tazuna descrevia e se imaginar velhinha com netos correndo pelo quintal, parecia ser algo distante de se alcançar a algumas semanas atrás, mas agora... Tudo estava diferente.  

Ao perceber que passou tempo demais com os humanos, resolveu seguir até o quarto de Sasuke. Desde aquele beijo, notou não ter falado mais nada com ele e isso a fazia se sentir mal.  

Entrou no aposento sem precisar bater e ao avista-lo sentado no chão, ela franziu as sobrancelhas. Sasuke gostava de ficar sozinho, mas ele parecia um tanto pensativo. 

Sakura sabia que teriam de conversar sobre o recente beijo entre os dois e depois de muito pensar, percebeu que não tinha como fugir do que seu coração insistia em lhe mostrar. 

Deu risada sozinha ao perceber que todo o ciúme de Gaara, no fim, tinha fundamento. O número quatro realmente havia mudado e se tornado alguém que ela passou a admirar e se preocupar.  

Caminhou devagar até ele, que se remexeu no lugar ao notar sua presença, mas ainda sim ele se manteve na mesma posição. Sakura sentou-se ao seu lado e suspirou devagar. 

- Oi. - disse ela para puxar assunto e Sasuke a olhou de canto de olho. Ela sabia que algo estava errado com ele, e que ele estava hesitante em conversar. - Você está bem? 

- Sim. - A voz rouca dele foi direta, e então Sasuke se calou novamente, ajeitando sua postura. 

- Conheço você o suficiente para saber que tem algo te incomodando. - Indagou Sakura de um modo gentil. Ela estava feliz pelo avanço que tiveram naquele dia, e aquilo claramente repercutia no seu humor. 

- Se me conhece tão bem assim, não arrisca dizer qual o problema? - perguntou o Uchiha, ainda sem olha-la. 

- Quem consegue entrar em mentes e saber o que estão pensando aqui é você, Sasuke. - Tentou fazer graça e ele enfim a olhou. - Não posso adivinhar, certo? 

- Não é nada, esquece. - O número quatro respondeu depois de considerar por alguns instantes. 

- Ei. - Chamou-o. - me conta o que está acontecendo. 

- Não está acontecendo nada, Sakura. - Ele tornou a repetir. 

- Sasuke. - A rosada sabia que estava o pressionando demais, mas já fazia um tempo que ele estava assim e ela já começava a se preocupar.  

- Sabe, era tudo tão fácil antigamente. - Ele franziu as sobrancelhas e a olhou um tanto inquieto, não conseguia encara-la. - Eu não tinha que lidar com nada disso. Tudo se tornou mais complicado depois de... 

- Me conhecer? - ela perguntou, cortando-o, sem entender onde ele queria chegar. 

- Sim! - respondeu levantando os braços. - Eu estava muito bem com a minha solidão. 

- E o que mudou, Sasuke?  

- O que mudou? Tudo mudou, Sakura! - exclamou o moreno, encarando-a. - Eu não consigo conter nem a porra das minhas emoções! Tudo que eu penso envolve você, tudo que eu faço envolve você. Eu não consigo fazer outra coisa que não seja pensar em você, droga! 

Ela arregalou os olhos, afinal sabia que eles dois ainda teriam que se resolver, também vinha pensando muito no moreno. Mas ele sempre fora tão contido em suas emoções, Sasuke era um homem de poucas palavras.  

Imaginou que teria que ser ela a tomar a iniciativa de conversar, e perceber que ele já estava tão intrigado com aquilo, a ponto de praticamente explodir daquela maneira, a deixou surpresa.  

- O que eu significo para você, Sasuke? - ela voltou a perguntar. - Eu preciso saber. 

Sasuke fechou os olhos e mordeu o canto da boca, era como se quisesse falar, mas não tivesse coragem para tal. Ainda de olhos fechados, respirou fundo e falou. 

- Você não significa o meu futuro, porque é também o meu presente. - Disse ele. - Você significa o meu caminho. 

Manteve-se de olhos fechados e só os abriu quando sentiu a pequena e delicada mão de Sakura segurando o seu rosto, ela o virou, para que Sasuke pudesse olha-la. 

- Também não paro de pensar em você, se é o que está se perguntando. - Indagou Sakura com um sorriso envergonhado. - Mas estamos no meio de uma guerra, Sasuke. E eu estou parecendo aquelas garotinhas apaixonadas que li nos livros que Gaara comprava para mim. Não posso ser fraca agora. 

- Isso não é ser fraca, Sakura. - falou em um tom calmo, colocando uma mecha de cabelo dela atrás da orelha da rosada. - Isso é o que nos torna fortes, lutar uns pelos outros. Foi isso que Gaara nos ensinou. 

- É, tem razão. - Ela concordou e respirou fundo, voltando a olhar para a frente. - Ele mandou você cuidar de mim, não foi? 

Sakura baixou o olhar ao lembrar do amigo, e Sasuke sorriu de canto ao admirar a bela visão que era a garota de cabelos róseos ao seu lado e tão próxima. 

- Eu já tinha assumido essa missão como minha, muito tempo antes dele me incumbir disso. É estranho dizer isso, mas... daria a minha vida por você. 

A garota voltou a olha-lo ao se surpreender com tais palavras, para logo ficar séria novamente. - Ninguém mais vai dar a vida. Se acontecer algo a você não terei mais forças para continuar, Sasuke. Então não invente de aprontar nada, eu te proíbo. 

O moreno soltou uma risada nasalada com a expressão de braba que ela fez, era engraçado vê-la preocupada e ao mesmo tempo querendo parecer séria. 

- Não irei a lugar nenhum, ao menos não sem você. 

Ela sorriu para ele e inclinou o seu corpo a fim de capturar os lábios finos de Sasuke, que também se abaixou e saboreou mais uma vez como era beija-la. 

Ao se separarem, Sakura sorriu. - É bom mesmo, número quatro. 

- Venceremos isso juntos, Sakura. 

Ela acenou positivamente e escorou sua cabeça no ombro do moreno, voltando a observar suas mãos unidas mais uma vez como estivera antes dentro daquele laboratório. 

Era revigorante ter momentos calmos ao lado do moreno. 

 

 


Notas Finais


E então??? Flores ou tomates podres??
kkkkk pois é né? em resumo tivemos Narutinho com nossa Hinatinha... ai que eu acho fofo demais!
Sakura divando, Sakura detonando eeeeee Sakura comovendo! kkkkk
A e no final... SasuSaku kkkkkkkk
Rapido esse meu resumo né? hehe.
Espero que tenham gostado gente! Agora vamos começar a entrar numa etapa da fic de muita tensão então já estou preveno certa dificulade sabe? Não que eu e a LilTonks sofremos na hora de escrever kkkk claro que não, amamos demais essa fic, é que vamos tratar agora de um problema mundial né? Uma guerra na verdade, então... bom, espero que tudo de certo e que vocês continuem gostando da mesma forma que amamos escrevê-la!
Number é nosso bebê mais mimado kkkkk
Mas agora... vou postar Anbu! hehe

Mas e vocês amores de nossas vidas?! O que acharam do capitulo?^^
Estamos loucas para saber a reação de vocês^^
bjinhoss da Tonks & Arcana! (não é marca de perfume :p)
bye!!


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