História Numbers - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~BruxaArcana

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Eusouonumero4, Naruto, Sasusaku
Visualizações 421
Palavras 3.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia pessoas lindas!

Segue mais um capítulo quentinho de Numbers, como prometido!

Eai, prontos para conhecer um pouco da vida da nossa diva?
Bora lá conferir!

Capítulo 3 - Capítulo II - Haruno Sakura


Era tarde da noite quando Sakura estava deitada em sua cama já pronta para dormir, seus músculos reclamavam por todo esforço do seu treino e já sentia o sono chegando.

Deu-se ao luxo de ler algumas páginas de um livro que havia ganhado de presente de Gaara a alguns dias.

"Não tenho certeza de que a vida de qualquer pessoa no mundo aconteça exatamente do jeito que se imagina. O que podemos fazer é tentar sempre agir para que tudo aconteça da melhor maneira possível. Mesmo quando tudo parece impossível", era o que dizia um dos parágrafos por onde correra seus olhos.

Era realmente interessante que um simples livro, escrito por humanos, pudesse transmitir muito mais que palavras, mas sim sentimentos que nem mesmo ela sabia que podiam ser expressados dessa forma.

Gaara já havia lhe contado como os humanos podiam ser mais acolhedores em relação aos seus sentimentos e como os deixavam explícitos, sem receio de demonstrarem o que sentiam. Ele disse que há muito tempo, havia se relacionado com uma humana e que esta, fora a experiência mais incrível da sua vida.

Ela, por mais que vivesse ali desde pequena, nunca teve um contato tão claro com eles, ou pelo menos, não sozinha. Tsunade sempre estava junto de si e normalmente a distanciava. Não podia culpá-la disso, até porque quando menor, seus problemas para controlar seus poderes e mais ainda escondê-los deram muito trabalho.

Sua mentora era muito ríspida e mais fria que os humanos, dentre as poucas vezes que conseguira arrancar algo sobre a vida da mais velha antes de fugirem para a Terra, ela dizia que Sakura deveria agradecer, porque não duraria uma semana com os professores que ela tivera. Raramente a garota tinha pena da loira, porém neste momento foi obrigada a sentir compaixão pela mentora.

Seu planeta natal, Shinden, sofria a anos uma onda de opressões e ataques por parte dos vários inimigos que adquiriu no decorrer dos tempos. Isso porque o planeta era rico em recursos naturais dentre outras formas de vida próspera que atraía a cobiça de outros seres e, principalmente de Kaguya, que liderava grande parte dos ataques a Shinden.

O planeta resistiu por muito tempo, mas traidores sempre eram os que mais davam trabalho nas batalhas por disseminarem informações para a tropa inimiga. Era questão de tempo até o planeta definhar por inteiro, mas não antes do grande líder Hashirama usar sua última cartada. Esta que custou o planeta inteiro por puro orgulho.

Portanto, a disciplina era algo que impunham de forma rigorosa para precaver a iniciação de futuros traidores seduzidos pelas mentiras da Rainha Vermelha, afinal precisavam de soldados preparados para o que pudesse ocorrer.

- Sakura – ouviu a voz da mentora na porta.

- Oi, precisa de algo?

- Gaara – Tsunade respondeu, o que fez com que Sakura se levantasse e abrisse a porta, já preocupada com o ruivo.

- O que tem ele?

- Ainda não voltou – respondeu mal-humorada - Vá atrás dele, antes que eu perca a minha paciência e lhe mostre como as coisas funcionam aqui.

Sakura revirou os olhos e fechou a porta para trocar de roupa e sair a procura do amigo.

Sabia exatamente onde encontra-lo.

Durante todos os anos em que estivera na Terra, basicamente Tsunade, Gaara e meu mentor foram sua família, fazendo com que os dois mais novos se apegassem muito um ao outro.

O último combate que tiveram com os Zetsus tirou a vida da última pessoa com quem o número três ainda tinha laços de sangue, seu irmão Kankurou, que também era seu mentor.

Ela sabia que Gaara precisava de tempo para digerir todos os acontecimentos, porque afinal, ambos sabiam que isso poderia vir a ocorrer e que Kankurou não hesitaria em dar a sua vida no lugar do número três, entretanto, isso não amenizava a dor do ruivo e nem mesmo a dela - já que Kankurou também lhe fora um grande amigo.

Não se demorou muito ao sair, apenas parou para recolher sua bolsa que estava próximo a porta e se foi em meio à noite. Já estava muito tarde e logicamente que as únicas portas abertas àquela hora seriam as dos bares ali próximo. Mesmo assim não teve dúvidas em qual o ruivo estaria.

Para de caminhar em frente a grande porta de vidro aberta do bar Mc'Allen onde o irmão do ruivo o levou para tomar seu primeiro "porre". Não apenas ele, mas como a ela também. Ao entrar no recinto mal iluminado que tocava uma musica aleatória apenas para dar som ao ambiente. Este bar, diferente dos outros era mais acolhedor e familiar, por esse motivo que o mentor do ruivo gostava dali e era o único lugar que certamente encontraria Gaara.

Caminhou em meio a algumas mesas até encontra-lo escorado no balcão, sentado de forma desleixada, pronto para cair a qualquer momento. Maneou a cabeça negativamente pela atitude do amigo. A maneira deplorável como se encontrava arrasava seu coração, porque ela também sentia a sua dor, em escala menor, mas ainda sim, o irmão dele também fizera o papel de irmão que ela nunca teve.

Andou até ele lentamente, recuperando sua postura, a fim de não deixar transparecer o que sentia, e cutucou seu ombro. O ruivo apenas a olhou de canto e levantou o dedo chamando pelo garçom, para pedir mais uma dose. O atendente do bar prontamente lhe deixou mais um copo cheio do que parecia ser whisky.

- Por hoje chega, não acha? - disse a ele, o impedindo de pegar o copo na mão.

- Não enche – falou ele de maneira arrastada por conta da bebida, em outros momentos ela até sentiria graça da situação.

- Gaara, vamos embora – virou-se para o garçom - quanto deu a bebedeira dele?

- Trezentas pratas - respondeu ele, ela revirou os olhos, certamente faria Gaara pagar cada centavo. Retirou o valor de sua bolsa, alcançando para o garoto atrás do balcão..

- Vamos – disse já segurando o ruivo pelo braço, na tentativa de carrega-lo, já perdendo a sua paciência.

- Mas eu ainda não tomei esse copo. - censurou-a com seu timbre embriagado apontando para o whisky recém pedido.

A rosada olhou com desdém para o copo suspirando alto, logo o alcançou e entornou seu conteúdo batendo o copo no balcão. Uma golada não faria mal para ela também, afinal precisaria de muito mais que isso para aturar o ruivo falante e irritante ao seu lado.

- Ei isso era meu.

- Não é mais, agora vamos - ralhou já o empurrando em meio as mesas vendo-o cambalear - você vai me pagar amanhã - falou mais para si, do que para o ruivo que quase caía a sua frente.

- Nossa, mais delicadeza por favor. - o ruivo brincou rindo de sua própria piada. Vendo que a mesma não esboçou nem mesmo um repuxar de lábios, virou-se para ela andando de costas até a saída. - Kankurou sempre dizia que você estava ficando azeda que nem a Tsunade.

- Gaara... - sussurou o nome dele controlando sua raiva que começava a assolar o corpo. - Sua sorte é que esta bêbado, ruivo!

Gaara vendo que conseguira irritar a rosada, sorri de canto fazendo-lhe uma reverência.

- Ah, mas não faço isso sempre.

Antes mesmo que pudesse avisá-lo, o rapaz acabou esbarrando em um grandalhão que acabara de pedir dois copos de cerveja e se dirigia para sua mesa com outro companheiro. No entanto, o esbarrão foi o suficiente para as bebidas se desequilibrassem de suas mãos e fossem ao chão despertando o ódio do homem.

A rosada vendo na discussão que aquilo iria render, logo se antecipou.

- Peço desculpas, por favor - disse se colocando na frente de Gaara e olhando para cima para fitar o rosto do homenzarrão - Quanto foi o prejuízo? Eu pago.

- Meu assunto não é com você vadia e sim com o palito de fósforo ali.

Nesse momento Gaara não soube dizer o que mais lhe irritou. Ser insultado pelo homem ou ver sua amiga ser menospreza e insultada pelo mesmo.

- O que foi que você disse? - começou colocando Sakura para atrás de suas costas e assumindo uma posição atenta. Mesmo que estivesse enxergando três homens altos, ainda assim conseguia se focar no do meio.

Pelo menos era isso que contava.

- Quer que eu repita? - provocou novamente, mas dessa vez de forma mais ameaçadora, aproximando-se do ruivo que insistia em se concentrar em ficar de pé e encarar o homem ao mesmo tempo.

- Acho que foi isso que eu perguntei não foi? - Aquilo foi o suficiente para o homem partir para cima de um Gaara embriagado empurrando-o com violência. Fazendo-o cair e levar Sakura junto ao chão, uma vez que ela se mantinha atrás dele.

- Tsc, nem precisou de muita força, Hideki. O moleque já foi ao chão - o outro gargalhou olhando para o amigo que ria na mesa próxima a pequena confusão.

- Zenza, você vai acabar sendo preso se matar o moleque dentro do bar. - disse Hideki sorrindo de forma desvairada.

Entretanto, nesse desviar de atenção, ambos não perceberam quando Gaara se levantou e se chocou ao seu corpo desferindo um soco em seu queixo, forte o suficiente para ouvir a mandíbula de Zenza estralar e ir ao chão devido ao ataque surpresa.

O outro que até então apenas ria da situação, logo se levantou também indo em direção do ruivo. Para um rapaz tão franzino aos seus olhos, não podia imaginar que o mesmo poderia dar um soco tão forte ao ponto de derrubar seu amigo.

Gaara se recompôs, mas não rápido o suficiente para desviar do soco no lado esquerdo do rosto que recebeu de Hideki.

- Gaara! - ouviu sua amiga gritar seu nome, mas não conseguiu se levantar depois daquele soco. Havia passado a tarde inteira bebendo e estava prestes a entrar em um coma alcóolico. Era isso o que viera fazer afinal, isso se Sakura não tivesse ido buscá-lo.

Agora nesse momento, estava se amaldiçoando por não ter seu corpo correspondendo aos seus comandos prontamente. Estava quase entrando na inconsciência quando ouviu Sakura chama-lo mais uma vez.

- Cala a boca Cadela, senão a próxima é você.

Sabia que sua amiga era brava e inconsequente o suficiente para responder ao homem que o agrediu, entretanto, estranhou o silêncio que veio dela. Com suas forças quase se esvaindo, usou-as para olhar para cima e ver o porquê de não ouvir mais a voz da rosada e, o que viu o deixou possesso.

O tal de Hideki apontava uma pistola para ela que, assustada ergueu os braços rendida, logo murmúrios e pequenos gritos podiam ser ouvidos no bar devido ao homem armado.

Virou o rosto ainda vendo o corpo de Zenza no chão desacordado. Sabia que havia usado muita força no soco que lhe desferiu, mas precisava acabar com aquilo logo para tirar Sakura dali.

Nunca se perdoaria se a mesma se machucasse por uma idiotice que ele fora o responsável. Entretanto, não esperava que o outro fosse se levantar e assumir as dores do amigo e partir para cima dele, muito menos ameaçar sua amiga e os demais presentes no bar com uma arma.

Aquilo era o cúmulo.

Ele era o responsável.

Bufou alto, ainda no chão não conseguindo se levantar. Seu corpo estava entorpecido e seus músculos estavam se contraindo involuntariamente.

"Inferno!"

- Se acalme por favor... - ouviu a voz de Sakura em uma suave gagueira - podemos resolver isso de forma pacífica.

- Você acha que o que seu namorado fez com Hideki foi uma forma de solução pacífica? - exclamou cuspindo as palavras gesticulando a pistola apontada para ela, deixando-a ainda mais apreensiva - por um acaso vocês sabem quem somos?

- Hey. Abaixe a arma e sai do meu bar. - O barman, um homem já de meia idade que, também era o dono do lugar se sobressaiu deixando o balcão de bebidas e caminhando para perto do homem armado.

Gaara podia sentir seu sangue gelar e seu corpo suar frio. Estava com um mal pressentimento e tudo que conseguia pensar era em Sakura.

- Se afasta velho. Senão vai levar bala também.

- Se acalma. - o dono tornou a pedir com as mãos em sinal de rendição assim como a rosada.

- Hey – Sakura chamou-o - você tem certeza que quer se sujar por pouca coisa?

Hideki olhou-a com sarcasmo estampado no rosto. Um sorriso assombroso assolou o rosto do homem de porte atlético tão igual quanto o do companheiro caído, porém um pouco mais baixo em estatura.

Seus olhos tomaram um brilho sádico e passou a apontar a arma para todos os presentes no bar que se mantinham encolhidos.

- Vadia, nós já nos sujamos por muito menos. - voltou a apontar agora, na direção da garota. - Eu... Eu já matei por muito menos.

E foi nesse instante que o ruivo inerte no chão sentiu seu corpo endurecer e por um momento uma batida cardíaca falhar.

O estrondo de um tiro dado dentro do bar despertou nele uma onda de adrenalina até então adormecida. Não sabia em quem o homem havia atirado, mas sua mente apenas apitava o nome da amiga como em sinal de alerta.

Outro tiro foi ouvido e dessa vez levando os estilhaços de uma garrafa ao chão.

Não soube dizer em que momento aconteceu, mas quando deu por si, estava de pé segurando Hideki pelo colarinho da camisa velha desferindo socos fortes e potentes.

O ódio e o sangue corriam em suas veias de forma tão descontrolada que sua vista escureceu.

Queria destruir o rosto daquele desgraçado.

Queria acabar com a vida dele.

Passou então a endurecer o punho deixando-o sólido como pedra, assim como fez antes de socar Zenza, mas dessa vez, socaria o atirador tantas, mas tantas vezes que seu rosto ficaria irreconhecível.

Podia ouvir mais gritos logo atrás de si. A porta do bar batendo e alguém chorando logo ao fundo, mas não queria, de forma alguma olhar para trás. Não queria se virar e ver uma Sakura caída e ensanguentada por um erro estúpido que ele cometeu.

Alguém precisava pagar por tudo aquilo e esse alguém seria o homem que segurava fortemente pela gola enquanto socava com toda sua força.

O corpo do homem caiu ao chão e ainda não satisfeito e vendo que o mesmo, ainda respirava, subiu em cima dele não deixando que Hideki o impedisse do ato. Logo começou a esmurra-lo ainda mais forte e violentamente do que antes. Seu punho que tornara-se pedra, desfigurava o rosto do homem e passava a afundar seu nariz e boca.

Já sabia que o mesmo estava sem vida, mas ainda assim queria reduzir seu crânio em pó. O sangue do morto espirrava em seu rosto e corpo, mas não se importava.

Estava cego.

Entretanto, algo ou alguém lhe puxa com força jogando-o para trás, mas não de forma muito forte.

Seu sangue ainda fervia e seus punhos pulsavam por mais. E sorriu satisfeito ao ver quem foi que o impedira de continuar a massacrar a cabeça de Hideki.

Zenza ainda parecia desnorteado, mas conseguiu se por de pé e avançar contra o ruivo, mas ao ver o estado em que o mesmo deixou seu amigo, suas forças falharam por um momento e o máximo que conseguiu foi empurra-lo para longe do corpo desfalecido de Hideki.

Não soube explicar o pânico que lhe tomou conta ao ver a quantidade de sangue ali, e ao fitar o ruivo sentado próximo a si olhando-o com sadismo. Percebeu que aquele era seu fim.

Mesmo sendo maior e conhecido como matador do moto clube da cidade vizinha, não podia negar que estava com medo de um mero rapaz de porte pequeno, mas que carregava no olhar um brilho assassino.

"Aquilo não podia ser real" - Um garoto não poderia fazer o que fez.

A face do morto estava funda como se alguém o tivesse golpeado várias vezes com uma pedra ou um tijolo, entretanto ele viu... Viu que o ruivo esmurrava seu amigo...

"Com os punhos"

- Você devia ter deixado tudo isso para lá. - A voz arrastada de Gaara fez o homem entrar em alerta e dar dois passos para trás.

O ruivo se levantou apoiando-se na parede atrás de si.

A essa altura, não sentia seu corpo entorpecido pela bebida, muito pelo contrário, está enérgico.

E ele queria mais.

Porém um lapso fez o mesmo olhar para o lado na direção do balcão afim de procurar sua amiga e, ao vê-la da forma como mais temia, caída desacordada ao lado do corpo do velho dono do bar, fez com que mais uma onda de ansiedade por sangue invadisse seus olhos mais uma vez.

Zenza viu quando Gaara lhe sorriu mais uma vez com um olhar tenebroso, como se transmitisse a mensagem de que sua vida acabara ali.

Ele bem sabia sobre isso.

Por mais que quisesse lutar, o pânico tomou seu corpo e o máximo que conseguia era ficar estático no lugar.

O ruivo deu um passo em sua direção e este já o deixou ainda mais pavoroso, era como se o ar a sua volta se tornasse rarefeito.

Não soube dizer quando foi que escutou o barulho de passos sobre cacos de vidro, mas isso com toda certeza não impediria o ruivo de completar o que estava prestes a fazer.

- Você devia ter escutado ela.

Gaara estende sua mão direita até próximo do rosto de Zenza e este viu quando os punhos do rapaz começaram a estralar e veias grossas envolverem sua pele e uma tonalidade acinzentada tomar conta de toda a extensão de seu braço completamente sujo de sangue.

Sangue de Hideki e logo, sujo com o seu sangue.

"Aquele garoto, não era humano." - foi a única coisa que conseguiu pensar antes de sentir a mão fria e áspera como uma pedra envolver seu pescoço e sentir como se seu sangue começasse a ficar espesso, quase impossível de correr por suas veias. Em seguida veio a sensação de petrificação dos músculos.

"O que está acontecendo?"

Atônito ele olha para o rosto sério de seu ceifeiro compenetrado em seu trabalho que o matava lentamente de dentro para fora.

Mas algo o fez parar.

Sentiu seu corpo amolecer e perder as forças caindo em um baque surdo no chão.

- Gaara... - A voz feminina tão bem conhecida pelo ruivo o faz parar e soltar o bastardo - já chega.

- Sakura... - ele proclama seu nome sentindo como era bom chamar por ela e a mesma ainda responder - me desculpe.

- Está tudo bem - ela diz colocando a mão em seu ombro em forma de amparo - precisamos ir - ela completa puxando-o para um abraço apertado.

Sabia o quanto seu amigo precisava daquilo. Apenas lamentou por não ter lhe dado antes. Sentiu quando ele apertou-a contra ele e chorou sôfrego em seu ombro.

Ele soluçava e lamuriava palavras desconexas que a mesma não podia entender. Apenas afagava seus cabelos vermelhos e repetia como um mantra. "Está tudo bem, você vai ficar bem".

- Não - ele diz afastando seu rosto para olha-la - você podia ter morrido hoje.

- Mas não morri e estamos bem.

- Não aguentaria perder você também.

- E você acha que comigo seria diferente? - ela responde sorrindo. - Agora vamos. A polícia logo vai chegar, você destroçou aquele cara, vão desconfiar.

Gaara olha para ela e em seguida para o homem ainda desorientado no chão.

- Ele me viu... Viu meu poder - disse em um timbre baixo, sabendo do quão grave aquilo podia ser.

- Já fizemos muita bagunça por aqui. Uma a mais não vai deixar pior do que já está - ela diz virando-se na direção do homem e caminhando a poucos passos até ele.

Viu o rosto do homem se assombrar e seus olhos quase saltarem dos olhos ao sentir a mão da garota afundar em seu peito e apertar o coração do mesmo em sua palma.

- Sua existência acaba aqui - ela sussurra para ele - Zenza.

oOo

Agora estavam sentados lado a lado no alto de uma colina, lugar que se tornara sagrado pelos dois. Era para lá que Sakura ia quando Tsunade era muito dura consigo, ou quando sentia saudades de seus pais, ou até mesmo quando queria apenas ficar sozinha.

Ela ficava ali por algumas horas apenas observando a vista, e logo sentia a presença de Gaara, que sentava ao seu lado e apenas se punha a observar a imagem a sua frente; ele a conhecia tão bem e sabia exatamente quando era apenas de sua companhia que ela precisava, sem palavras.

O lugar era mais afastado da cidade, o que lhes permitia ver as luzes distantes das casas já acesas por conta da hora, o silêncio transmitia uma sensação de calmaria. Aquelas pessoas tinham uma vida normal, com problemas normais, aquelas pessoas nem sabiam a sorte que tinham.

- Desculpe... – começou ele em um tom baixo e ela sabia que ele estava com vergonha por suas atitudes anteriores – por tudo.

- Eu te perdoo – sorriu dando um leve soquinho no seu ombro - dessa vez.

Era incrível o sentimento que ele tinha por ela. A postura que ele assumiu, mesmo bêbado, apenas para protegê-la.

- Aquilo que fez foi inconsequente, você sabe disso não é? – começou seu sermão falando com a voz mais doce que conseguia fazer, apenas para deixa-lo com ainda mais culpa.

- Eu sei – suspirou fechando os olhos, aproveitando o vento leve passava por seus cabelos suados.

- Sei que foi por mim, mas você não pode explodir daquela maneira. – ela continuou – Tsunade vai pirar quando descobrir... e acredite, ela vai descobrir.

- Eu me entendo com ela – falou baixo, já sentindo a culpa tomar conta de si e temendo pelo que a mentora de Sakura iria falar.

- Deixa, eu dou um jeito nisso depois – ela suspirou e ficando em silêncio por incontáveis minutos, apenas observando a vista, para abri-los novamente e olhar para o número três – tudo vai mudar, não vai?

- Vai – ele acenou com a cabeça – não se preocupe, coisa rosa, eu te protejo.

- Se você for agir do mesmo modo de hoje, prefiro que não, cabeça de fósforo – gargalhou ao ver a cara de descontentamento do amigo após proferir seu novo apelido – acredite, eu vou te incomodar com esse apelido para o resto da vida.

Mesmo carrancudo, o garoto cedeu as graças dela e riu baixo.

- Você não presta – ele disse, dando-lhe um beijo na testa.

- Vamos, Tsunade deve estar arrancando os cabelos a essa hora.


Notas Finais


E então, o que acharam? Deixem suas opiniões!

Sábado que vem tem mais!

Até lá, beijão!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...