História Numbers (Jikook) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Boyxboy, Bts, Jikook, Romance, Yaoi
Visualizações 16
Palavras 1.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei um pouquinho, mas aqui está o primeiro capítulo.

Capítulo 2 - What's up?


Mais um dia comum na vida de Park Jimin. Se encontrava agora, cuidando das crianças do orfanato que um dia foi seu lar. Obviamente não fora adotado por ninguém, não havia quem adotá-los. Além do mais, as pessoas costumavam olhar torto para si, apenas pela coloração anormal de seus cabelos.

Rosa.

A população que deixou a Terra cerca de vinte e dois anos atrás faleceu graças a grave doença que se espalhou entre eles. Dizem que apenas treze pessoas sobreviveram à atmosfera altamente venenosa para aqueles que estavam acostumados a conviver com atmosfera terráquea.

Ao que se sabe, dez desses sobreviventes hoje em dia são conhecidos como Numbers, e nunca se soube dos três restantes. Os marcianos — a nova geração humana — consideram os 'treze escolhidos' como uma lenda infantil.

Os tais Numbers protegem a cidade sob o comando do governante. Eles são classificados por números de zero à onze, e são chamados pelos respectivos números. Sabe Deus qual o nome de cada um deles.

—Hyojin! Corra mais devagar, irá se machucar desta maneira! — repreendeu a garota que brincava com o restante das crianças.

Jimin deixou um sorriso abobado se apossar de seu rosto. Poxa, ele adorava aquelas crianças. A inocência e pureza exalada delas era tão satisfatório que ele poderia fazer somente aquilo pelo resto de seus dias.

Mas não podia.

Tinha seus devidos afazeres. E sinceramente, era uma droga. Mesmo mudando de planeta, avançado com a tecnologia e intelectualidade, infelizmente regressaram à monarquia graças ao govertante. Ele, supostamente, é o ex-presidente dos Estados Unidos. 

A volta da monarquia trouxe desvantagens para certas pessoas, alí era cada um por sí. Não existia a nobreza ou burguesia como em 1500. Era apenas o governante no comando e ninguém mais, com exceção aos Numbers.

E Jimin, bem Jimin como qualquer outro cidadão de Marte, trabalhava para ganhar moedas baratas e conseguir algum sustento com isso.

—Jiminnie... — ouviu seu nome ser pronunciado e se virou para a mulher idosa e doente. Uma das poucas que mesmo com a doença brutal, mantinha-se viva a todo custo. Uma guerreira.

—Ahjumma — sorriu abrindo os braços, pronto para abraçá-la.

Ela não hesitou em abraçar o mais novo e ele não se importou em envolvê-la naquele ato de carinho. Pessoas como ela sofriam com o preconceito por serem doentes, mas Jimin não se importava, a doença não era contagiosa.

Ele beijou a cabeça coberta pela cabeleira grisalha e se separou da senhora aos poucos. A mesma senhora sorriu contida e feliz por existir alguém como Jimin no mundo. Ele sempre foi um rapaz educado, doce e puro. Parecia não ter sido capturado pela maldade.

[...]

—Até amanhã! — sorriu acenando para a mais velha.

Seguiu pela calçada à caminho de sua casa, como sempre, as ruas estavam vazias. Não que não houvesse pessoas, muito pelo contrário, a questão é que a maioria ía para o centro barganhar com o governador e garantir um emprego melhor.

Mas Park gostava de sua vida assim, nunca reclamara de seu trabalho. Afinal, trabalhar em uma mercearia era fácil, sem dizer que conseguia tempo o suficiente para visitar as crianças do orfanato pela qual possuía um amor imensurável.

Olhou para os céus enquanto caminhava, vendo a enorme bolha que cobria toda a cidade e lhes fornecia oxigênio. Além da extensa camada de vidro, havia apenas Marte, o planeta vermelho, com duas luas e pouca luz solar graças ao anoitecer que viria em breve.

Jimin sempre tentava imaginar como era a Terra. Choi Mi-Ha — a senhora com quem falou mais cedo —, sempre dissera que a Terra era um planeta lindo, com florestas, rios, mares e a linda visão da via láctea.

Queria muito ser original da Terra, queria muito ser um dos Numbers, queria muito ser muita coisa, mas não foi isso que o destino reservou para ele. Bem, pelo menos era isso que o rosado pensava.

—Ya, não é aquele garoto estranho daquela vez? — Park quis morrer alí mesmo, aqueles garotos sempre lhe perturbavam.

—Uh? O de cabelo rosinha alí? — apontou para ele, que congelou por alguns segundos e voltou a caminhar normalmente logo depois.

—Esse aí — mesmo não vendo-os diretamente, conseguiu enxergar um sorriso malicioso se formar no rosto daquele cara. —Ele parece ser tão gostoso, repare nas pernas dele.

—Wow, que delícia de pernas, aposto que a bunda é mais deliciosa ainda — os dois riram.

Jimin queria vomitar, eles eram tão nojentos. Ignorou, como geralmente fazia e seguiu seu caminho. Desta vez porém, chamaram por ele e isso o fez caminhar mais rápido, quase correndo.

—Rosinha! Venha cá! — chamou, sendo completamente ignorado. —Tsc, Taemin, vá atrás dele.

E então correu, com todas as forças que tinha em suas pernas torneadas, fazendo-as ficarem marcadas na calça que usava apenas por forçar os músculos na corrida.

Seu braço foi agarrado e ele quase tropeçou. Sentiu a cintura ser envolta por um braço, e seu corpo foi impulsionado para trás em um solavanco. Ele queria gritar, mas a voz simplesmente não saía.

Merda, se continuasse assim correria o risco de ser estuprado por dois caras. Não podia, não permitiria isso acontecer. Mesmo que a maior certeza que tinha em sua vida era a sua homossexualidade, não iria ser estuprado por homem nenhum.

Do nada, uma força descomunal nasceu em seu corpo, seus músculos se tornaram rígidos, seu peito ardia fervorosamente, mas não sabia dizer o porquê. A pele de seu pescoço também ardia, queimava como fogo. E sua visão ficou turva enquanto sentia uma dor incomum nos olhos.

O quê quer que estivesse acontecendo consigo, não fazia a mínima ideia do que era.

Sua visão voltou aos poucos, a dor e ardência sumiu, assim como o homem que agarrou-lhe pela cintura. Jimin olhou para os lados confuso, sem entender exatamente nada e quando seu olhar se voltou para o chão, o grito que o sufocava como um nó na garganta finalmente escapou.

Tinha um corpo, imóvel e preto com linhas rosas espalhadas por onde deveria ser suas veias. Parecia morto, completamente sem vida. E se perguntou quem fora o culpado de uma morte tão horrenda.

Olhou para as próprias mãos e viu suas digitais marcadas por linhas mais rosadas que o normal. Pelo vidro da janela de uma casa, viu em seu reflexo desenhos tribais de flores róseas marcadas na lateral direita de seu pescoço. E seu olhos possuíam um brilho quase vermelho de tão forte.

Nunca conseguiu compreender porque seus cabelos eram rosas, e agora aquela cor parecia mais viva ainda. Como conseguiria compreender aquelas marcas e aqueles olhos?

Porra, o que estava acontecendo?


Notas Finais


Eu não deixei bem claro no prólogo, mas isso aqui será uma longfic, então peço que tenham paciência para continuar até o final.


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