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História Nunca é tarde demais. - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Retornando a Itália.


Fanfic / Fanfiction Nunca é tarde demais. - Capítulo 19 - Retornando a Itália.

    No dia seguinte ao casamento, Harry acordou cedo, procurando encontrar Draco sozinho. Draco não estava no salão do café da manhã, onde uma refeição em sistema de self-service estava sendo servida, então ele pegou um café preto e foi olhar pela janela.No momento seguinte, afastou-se da janela com um gemido sofrido.

    À distância,tinha visto Draco e Astória caminhando entre as árvores, em profunda conversação. E estavam longe para que Harry ouvisse o que falavam, mas as cabeças estavam perto e pareciam muito à vontade um com o outro, íntimos, na verdade.

    Harry arriscou mais uma olhada e viu que eles estavam se aproximando da casa. Foi para a mesa onde a comida se encontrava e tentou se servir de alguma coisa, mas tudo que podia ouvir era o eco da voz de Astória: "Ficarei aqui somente por esta noite".

     Alguma coisa devia ter acontecido para que ela mudasse de idéia. Teria algo a ver com as boas-vindas de Draco, o qual obviamente se tornara mais calorosa quando eles haviam ficado sozinhos? Harry voltou para a janela e, como eles estavam perto agora, pôde ouvir Astória dizendo.

      — Não posso fazer nada se sua presença é magnética.

      — Sim, e você alimenta-se disso.

      — O que posso fazer? É tudo que tenho.

      — Oh, não, não é. Eu a deixei muito bem estabelecida disse Draco.

      — Verdade, mas, eu estava esperando...

       — Quanto você quer, Astória? — Draco replicava tanto divertido quanto resignado.

      — Tenho uma oportunidade para um pequeno investimento.

     — Conheço bem seus pequenos investimentos — Draco falou com ironia. — Oh, tudo bem. Esclareça os detalhes e eu ligarei para o banco.    

       — Você é maravilhoso — elogiou ela. — E ainda me acha atraente, não acha?Sempre ri de minhas piadas, de qualquer forma.

       — Você faz boas piadas — concordou  Draco. — Nunca neguei isso.

       — Viu? Você ainda se importa comigo.

     — Nunca neguei isso também. Você é muito divertida, Tory, mas eu não me casaria com você de novo nem que fosse a última mulher da face da terra.

       — Você não teria a chance — respondeu ele com um sorriso. — Eu já o substituí diversas vezes.

       — Você não esperou o divórcio para isso — apontou ele imediatamente.

    Houve um breve silêncio antes de Astória murmurar:— E devo lembrar-lhe, meu querido, que existe mais de uma maneira de ser infiel? Oh, esqueça isso. Nós combinamos que não iríamos guardar mágoas um do outro.

       — Sim — disse ele.

      Harry perguntou-se se apenas tinha imaginado o tom de alívio na voz de Draco. Estava envergonhado de si mesmo por escutar a conversa alheia, mas uma vez que começara a ouvir, nada o tiraria dali. Por alguma razão, precisava saber que tipo de relacionamento Draco tinha com a mulher que fora sua esposa um dia.

   O que ouvira até agora o deixava sem saber o que pensar. Não tinha idéia, por exemplo, como interpretar: "Existe mais de uma maneira de ser infiel". Um momento depois, a porta da sala foi aberta e Harry virou-se para ver Astória entrar sozinha.

       — Café? — ofereceu ele, aproximando-se do bufê.

       — Sim, obrigada — disse Astória.  — É inacreditável vê-lo aqui de novo.

       — Você quer dizer que soube daquela velha história? Bem, é história agora — respondeu Harry, determinado a cortar o assunto.

       — Qualquer coisa que você diga. — Astória aceitou o café e colocou uma quantidade generosa de açúcar.

     Vendo que Harry a olhava, acrescentou: — Eu sou muito gulosa.

       — Foi o que imaginei.

       Astória franziu o cenho. Não era normalmente rápido para perceber a atitude das pessoas, mas não havia engano no tom de Harry.

      __ O que quer dizer com isto?

      — Vamos apenas dizer que Draco é um homem generoso, mas eu sou um homem muito tolerante.

     __Não é fácil para uma mulher quando seu marido é muito mais rico do que ela. E a família dele faz questão de lembrá-la deste fato. Há sempre desigualdade, e é impossível não senti-la. Sobretudo,quando todos jogam na sua cara a sorte grande que você tirou. Mas dei o melhor de mim para lidar com a situação.

    Harry virou-se para esconder seu desgosto. Mas, no momento seguinte, uma imagem surgiu-lhe na mente.A suíte de Draco no Hilton, a mais cara que o hotel tinha a oferecer. E seu próprio quarto de solteiro, muito mais simples e mais barato.

       — Há sempre uma desigualdade, e é impossível não senti-la.

   Quem era ele para censurar aquela mulher que perseguiu o dinheiro de Draco?Recordou-se do tom de descaso na voz dele enquanto atendia aos apelos de Astória. Estava acostumado com pessoas que perseguiam seu dinheiro. Eram provavelmente os únicos tipos que tinha conhecido. Começando pelo próprio Harry.

   E, como a voz da serpente, chegou aos seus ouvidos o som de Draco dizendo:"Você abandonou minha grande fortuna por uma menor. Eu considero isso uma atitude honrada".

       — Ei, você está bem? — Astória colocou uma mão no ombro de Harry.

    Ele afastou-se rapidamente, antes que fizesse algo violento. No caminho para seu quarto, encontrou Draco descendo. Ele sorriu e lhe tocou o braço.

      — Desculpe-me por ter dispensado você ontem à noite, mas eu realmente precisava conversar com Astória.

      — Obviamente havia muita coisa a ser dita — disse ele tentando manter a voz normal, mas não obtendo muito sucesso.

     — A maior parte da conversa foi sobre Scorpius. Ela não tem visto o filho tanto quanto gostaria e tivemos que combinar algumas coisas.

       — E isso levou a noite inteira? Ela não ia embora ontem?

     Draco sorriu com naturalidade.

       — Astória apenas disse isso para conseguir minha atenção. Ela tem a tendência de falar o que lhe é conveniente no momento.

       — Impressionante!

       — O que isso significa? — perguntou Draco, franzindo o cenho.

       — Nada. Estou apenas de mau humor.

       — Harry, tenho uma confissão a fazer. Astória quer ver o filho. Ela tem todo o direito e Scorp adora estar com a mãe, então...

      Harry o interrompeu e adivinhou:— Então ele vai para o palácio ficar conosco. Quando?

       — Eu não sei. Você se importa?

       — Faria alguma diferença se eu me importasse? — devolveu ele.

     Rindo, Draco meneou a cabeça.

       — Olá, vocês!O grito atrás deles os fez virarem-se e gemer simultaneamente.

      — O que foi, Astória? — perguntou Draco.

     — Bem, eu pensei que estivesse na hora de nós irmos para a Itália.

       — Nós? — ecoou Harry em tom de desgosto.

       — Sim. Dray não lhe disse que me convidou?

        — Ele acabou de me informar sobre a honra de sua visita — replicou Harry com cinismo.

        — Então, nós três vamos viajar juntos para Roma.

       __ Sim, disse Harry.

       — Maravilha! — Astória pegou o telefone celular do bolso.Vou contar a Scorp imediatamente.

      — Não faça isso. — Draco pôs uma das mãos no braço dela. — Faça-lhe uma surpresa. Pense no rostinho de Scorp vendo você entrar.

     Astória sorriu amplamente.

        — Ótima idéia.

        — Eu vou ligar e reservar as passagens — disse Draco.

        — Certifique-se de me informar quanto eu lhe devo — murmurou Harry com firmeza.

        — Escolha a primeira classe — sugeriu Astória. — É mais espaçoso.

        — Você vai se ajeitar em qualquer lugar que eu conseguir — replicou Draco,alegremente.

   Deixados sozinhos, os dois se entreolharam. O desgosto de Harry era misturado com embaraço, mas duvidava que qualquer coisa no mundo pudesse deixar Astória embaraçada, a menos que fosse uma conta e não tivesse Draco para pagá-la.



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