História Pra Frente Brasil - Capítulo 3


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Categorias Barão Vermelho, Cazuza, Legião Urbana, Titãs
Personagens Branco Mello, Nando Reis, Personagens Originais, Sérgio Britto, Tony Bellotto
Tags Anos 70, Anos 80, Brasil, Ditadura, Drama, Mpb, Musica, Rock, Romance
Visualizações 30
Palavras 1.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aqui estamos nós em mais um capítulo. Dessa vez sem nada pra dizer, apenas aproveitem aí e obrigada...paz.

Capítulo 3 - Foi na festa da escola tudo começou.


Fanfic / Fanfiction Pra Frente Brasil - Capítulo 3 - Foi na festa da escola tudo começou.

-Agradecemos o prêmio - Juca passa o braço pelo meu ombro e fico alternando meu olhar entre ele e a plateia - Mas esse prêmio também é pra ela, que foi uma das únicas pessoas que nos apoiou e ajudou bastante. Viva a nossa Tieta!

 

 Ele me entrega o troféu individual que ele tinha recebido e seguro meio sem entender. A galera começa a aplaudir, umas pessoas começaram a dar uns gritinhos e eu ainda sem entender.

 

-Pega - estendo o troféu pro Juca e ele me ignora indo abraçar a mãe dele. Tento fingir que não percebo, mas a dona Lu me fuzila com os olhos.

-Você mereceu esse prêmio mais que a gente - o Celo fala no meu ouvido enquanto me abraça - e nem adianta negar.

 Marcelo me puxou pelo braço e fomos para o lado de fora do ginásio, num corredor que o ligava a um depósito de materiais esportivos. Sentamos no chão enquanto ele acende um cigarro e justifica que não gosta de fumar na frente da mãe do Juca.

 

-A mãe dele fuma também - falo dando ombros, ele dá uma tragada e me olha rindo.

-Você me entendeu - começamos a rir. Eu não tinha entendido - você ficou um pitel.

 

 Olho pra ele rindo. Mas ele não parecia estar sendo irônico. Antes que eu pudesse responder o Juca aparece e nos puxa de volta pro ginásio.

 

-Esse aqui é o Tony - ele começa a apresentar um garoto de estatura mediana, moreno dos olhos verdes e com um sorriso simpático que parecia não sair dos seus lábios - É Bellotto? - o rapaz balança a cabeça ainda rindo - Tony Bellotto, ele que se apresentou depois da Elis.

 

 Eles engatam uma conversa sobre música. Pelo jeito Tony era de outro colégio. Outros meninos se juntam à conversa e voluntariamente vou me excluindo da rodinha.

 

-Ei Tieta! - escuto uma voz feminina de longe me chamando e olho para os lados procurando de quem era a voz. Uma menina de longos cabelos escuros escorridos até abaixo dos ombros gesticulava e mexia os lábios pintados de vermelho em minha direção. Deduzi que ela estava me chamando e me aproximo - Finalmente hein? Estou te chamando faz uns minutos! Sou a Gabriela inclusive.

-Desculpa, Gabriela - falo ajeitando a camisa social que coloquei por cima do vestido. Ela sorri e olha pros lados. - Meu nome na verdade é Elis.

-Você tá com os garotos ali? - concordo com a cabeça - Não sei se eles te falaram. Hoje vai ter uma festinha lá em casa, eu chamei eles então acho que eles devem ter comentado com você - fico calada fingindo que sim, mas na verdade ninguém falou nada - Mas eu quis te chamar diretamente.

-É festa de…

-Aniversário do meu cachorro - fico completamente sem entender merda nenhuma...Quem faz festa pra cachorro? Fingi total compreensão - Acho que os meninos que se formaram ano passado também vão.

 

 Ela dá uma risada maliciosa e começamos a conversar como se nos conhecêssemos desde sempre. Enquanto conversamos fico espantada vendo de longe quem estava chegando. Meu pai olhava meio perdido para os cantos do ginásio e saí correndo de encontro a ele. Depois de abraça-lo ele começa a explicar que ficou preso no engarrafamento e só conseguiu chegar agora.

 

-Pena que já acabou tudo - a Gabriela fala depois de ficarmos em silêncio. Até tinha esquecido que ela estava ali. Ela se apresenta e sorri para o meu pai - Mas o senhor podia deixar ela ir para minha casa, não é? Hoje é aniversário do meu cachorro!

-Eu levo vocês - meu pai falou meio sem graça. O olhar dele pra mim denunciava que ele também não entendia a ideia de festa pra cachorro.

-Eu vou com meu irmão. Leva os meninos!

 

 Ela apontou para os meninos conversando e saiu enquanto meu pai espremia os olhos tentando enxergar eles de longe.

 

-É o Juca, o Marcelo e outros meninos.

 

 Saio e vou chamar eles. Meu pai continua parado no mesmo lugar e fico olhando ele de canto de olho enquanto falo com os meninos, ele ainda está com parte do uniforme de trabalho dele (exceto pela blusa). Ele trabalhava na Casa de Detenção São Paulo, uma penitenciária que ficava na Zona Norte da cidade, mas só o Juca e o Celo sabiam disso já que eu evitava falar sobre isso.

 

-Só vocês? - meu pai aponta para o Juca, o Celo e o Tony que me acompanharam - O resto não vai? Chama a rapaziada toda. Vocês vão na parte de trás.

 

 A picape Ford F-100 do meu pai estava estacionada bem na frente da escola. Ele abre a carroceria e vamos entrando eu, o Juca, o Marcelo, o Fernando da outra turma, o rapaz novo Tony e outros dois caras que já tinham saído do colégio só que estavam sempre por lá. Vamos seguindo o carro do irmão mais velho da Gabriela até chegar na casa dela, no bairro Ibirapuera, numa casa enorme com um jardim lindíssimo na frente. Descemos e fico deslumbrada enquanto meu pai conversa com o irmão mais velho da Gabriela, um rapaz alto e muito bonito que se chamava Ciro, e ela me explicava que logo ao lado da casa dela ficava o escritório do pai dela que era advogado. Aceno me despedindo do meu pai enquanto ela me puxa pra me mostrar a casa.

 

 De fato tinha um cachorro com um chapéu de aniversário. Mas tudo não passava de uma desculpa para os pais deles saírem de casa e o Ciro levar os amigos para beber. Genial.

 

-Sabe, deve fazer uns 5 anos que não tenho festa de aniversário - falo baixinho pro Marcelo assim que ele para do meu lado e a Gabriela vai mostrar a casa para outra menina, o Juca para entre nós dois - e o cachorro deles tá ganhando uma festa.

-Hipoteticamente a festa é pro cachorro - nós três estamos no meio da sala observando tudo ao nosso redor - na realidade a gente sabe que não vai funcionar assim.

-Viu as meninas da sala da irmã dele? - o Juca se intromete e começa a conversar como se eu não tivesse ali. Assim como todas as outras vezes sumo igual o Mestre dos Magos e vou pra outro canto.

 

 Vou pro jardim e sento num banquinho enquanto olho para as árvores tentando adivinhar que frutas eram aquelas. Do outro lado do jardim eu vejo o irmão mais velho da Gabriela fumando sozinho.

-Esse pé aí é de quê? - dou um quase berro apontando pra árvore do lado dele. Me sinto uma completa idiota depois que minha mente repassa o que acabei de falar.

-É uma mangueira - ele responde rindo sem nenhum sinal de deboche ou cara de quem tinha achado minha pergunta idiota - Um pé de manga.

 

"Você é um pé de planta

Que só dá no interior

No interior da mata

Coração do meu amor

Você é roubar manga

Com os moleques no quintal

É manga rosa, espada

Guardiã no matagal"

 

Mata Virgem - Raul Seixas


Notas Finais


para não perder o costume
link da música
https://www.youtube.com/watch?v=qPxTl_ud5ik
é, ainda tô criando coragem e esperando ter músicas o suficiente para uma playlist


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