História Pra Frente Brasil - Capítulo 4


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Categorias Barão Vermelho, Cazuza, Legião Urbana, Titãs
Personagens Branco Mello, Nando Reis, Personagens Originais, Sérgio Britto, Tony Bellotto
Tags Anos 70, Anos 80, Brasil, Ditadura, Drama, Mpb, Musica, Rock, Romance
Visualizações 19
Palavras 1.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi amigxs
aqui estou eu
de novo
é isso

Capítulo 4 - Haja fogo, haja guerra.


Fanfic / Fanfiction Pra Frente Brasil - Capítulo 4 - Haja fogo, haja guerra.

-Seu pai falou pra eu te levar em casa assim que escurecer - o Ciro senta num banquinho embaixo da árvore e faz um sinal para eu me aproximar. Assim que abro a boca pra começar a contestar ele me interrompe - Ele falou que você ia negar, mas que era pra eu te levar. Dei minha palavra de honra.

 

 Depois de uns minutos me olhando Ciro diz que eu parecia ser uma menina "boazinha". Do nada começamos a falar sobre cigarro e ele cisma em dizer que tinha que me ensinar a fumar, ele puxa um cigarro e me estende. A explicação acontece de forma mais didática possível, alguns professores não me ensinaram matemática tão bem quanto ele me ensinou a fumar. Minutos depois eu estava tossindo engasgada com a fumaça, mas já sabia como funcionava essa coisa toda.

 

-Ei menina te procurei pela casa toda - a Gabriela surge de novo e se aproxima, pegando no meu braço e sem querer deixo o cigarro cair - a galera tá toda lá dentro, vamos pra lá.

 

 Ela vai me puxando e dou uma olhadinha pro Ciro como se estivesse me despedindo. Na sala pessoas desconhecidas se misturam com alguns rostos conhecidos numa espécie de rodinha de conversa, todos bebendo e rindo. Pego um copo e sento do lado da Gabriela.

 

-Gabi? Posso te chamar assim? - ela balança a cabeça e senta mais perto.

-Tem bolo na cozinha, caso você queira, tem outras coisas para beber também. - ela olha pro meu copo - Já que seu copo tá vazio.

 

 Balanço a cabeça e pra variar vou me excluindo da roda de conversa encarando meu copo vazio. Assim que vejo a Gabriela entretida com outra (das poucas) meninas ali levanto e em questão de segundos desapareço da sala.

 

-Meu Deus do céu... - falo baixinho olhando o bolo de chocolate em cima da mesa, procuro uma faca e vou pegar um pedaço - Era tudo que eu precisava.

 

 Pego meu pedaço de bolo e me apoio no balcão. Enquanto como escuto o barulho de alguém entrando na cozinha, me viro e dou de cara com o Juca. Ele pega uma garrafa que tinha só um restinho de bebida e bebe direto na boca, reviro os olhos e continuo apoiada no balcão.

 

-Oh mocinha - a voz dele dá uma falhada, mas ele logo se recompõe, não tinha sinais de embriaguez ainda não - eu vi você lá fora, viu?

-E o que tem?

-Aquele  cara lá - ele gesticula apontando pra sala e se aproxima - o irmão da sua amiga, ele é babaca. Fica com conversinha mole pra cima das meninas mais novas...

-Você também fica - minha rispidez involuntária caiu como uma luva para o momento, a cara de espanto dele me deu total satisfação - Eu só estava perguntando sobre a casa pra ele, nada demais.

 

 O Marcelo aparece com o Tony e eles começam a berrar pegando uma garrafa e chamando a gente pra sala. Ia rolar um jogo de perguntas ou seja lá o que fosse. No meio da sala o cachorro com chapéu de aniversário está no colo do Ciro e ao redor dele a galera puxa um coro de parabéns. Só me resta bater parabéns pro cachorro também.

 

-Parabéns, Jorginho - a Gabriela dá um berro, pega o cachorro do colo do irmão e levanta o pobre coitado acima da cabeça. Ele está espantado e pelo jeito só quer fugir da própria festa.

 

 Assim que ela o solta ele saiu correndo pra fora da casa, arrancando gargalhadas de todo mundo.

 

-Ei vem cá - Tony, o rapaz novo, me puxou pelo braço e sentei entre ele e o Marcelo - Me fala uma coisa...Qual o nome daquela sua amiga ali? Você podia falar com ela sobre mim.

 

 Ele apontou para a Gabriela. Olhei bem pra cara dele e pensei um pouco antes de responder.

 

-Se quer saber o nome dela pergunte à própria - estamos falando baixo, mas a minha grosseria involuntária faz ele arregalar os olhos - Se está interessado em uma mulher devia você mesmo se dar o trabalho de falar com ela.

 

 Juca fez uma cara de satisfação e começou a rir. Tony não parecia nem um pouco magoado, pelo contrário, ele parecia satisfeito com a verdade que joguei na sua cara. Ele levantou e fez um sinal chamando a Gabriela, um minuto depois os dois já não estavam na sala.

 Não entendo muito o que tá acontecendo só sei que um círculo se forma no meio da sala. Algumas pessoas se encaixaram na roda e perguntei pro Juca onde estava o Marcelo.

 

-Você mesma - o Ciro aponta pra mim e estende uma garrafa - Gira aí

 

 Eu meio que imaginava do que se tratava. Não queria girar aquilo, mas todos começaram a pressionar. Eu não funciono muito bem sob pressão.

 

-Ah começamos de boa - dessa vez o Ciro senta logo ao lado do Marcelo, que era justamente a pessoa pra qual a garrafa que eu girei estava apontada - Andem logo, sem demora.

 

 O Marcelo se ajeita e meio acanhado vem engatinhando na minha direção. Todo mundo ao redor bate palma e grita nosso nome, só sei que tudo parece um borrão ao meu redor e só fecho o olho. Sinto os lábios dele encostando no meu e me encolho enquanto damos um selinho. Os gritos ficam mais altos e abro o olho voltando pro lugar de antes, provavelmente vermelha como um tomate. O Juca já não estava mais do meu lado. Eu e Celo nos entreolhamos enquanto ele dá ombros e logo depois faz um sinal para eu esperar um pouco. Minutos depois levantamos juntos e saímos da rodinha.

 

-Vocês viram o Juca? - pergunto meio receosa olhando pra Gabi e pro Tony que estavam no jardim sentados em um banco. Ela tira as pernas do colo dele e me olha sorrindo enquanto ele franze a testa.

-O Branco Mello - Marcelo me corrige e eles fazem uma cara de "ah entendi".

-Ele foi embora - o Tony aponta para o portão e logo depois pousa a mão sob a perna dela - acho inclusive que ele pegou aquele ônibus lá.

 

 Enquanto vemos o ônibus passar o Marcelo me olha dando ombros. Saímos para deixar o casal sozinho de novo e vamos para a outra sala da casa que estava vazia, ficamos uns minutos calados até eu quebrar o silêncio.

 

-Acha que pega mal eu pedir pra ir embora agora? - Marcelo nega com a cabeça - O Ciro falou que ia me levar, pede pra ele te levar também.

 


"Da pele morena
Daquela acolá
Eu também quero beijar
Beijo a flor
Mas a flor que eu desejo
Eu não posso beijar"
Pepeu Gomes - Eu também quero beijar



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