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História Nunca mais vou beber, eu juro! - Capítulo 1


Escrita por: its_uknow

Notas do Autor


Só fiquei muito boiola por wangxian, precisava de um A-Yuan bagunceiro, também vejo muito modern family e foi isso... minha segunda wangxian veio aí 🥰


(Tem 0,01% de angst pro meio, mas só.)

Boa leitura 💖

Capítulo 1 - Único - Depois do furacão Yuan-JingYi



Sem dúvidas, ter um garoto de quatro anos consumia muito tempo e energia, Wuxian sabia muito bem disso graças a todo o tempo que passava na companhia de seu filho único, que honestamente valia por dois ou três. 

Não reclamava apesar das noites em que deitava sentindo-se esgotado, amava sua vida como era. 

Com seus bicos esporádicos como tradutor para alguns blogs e revistas ainda pouco conhecidas, podia trabalhar de casa e dedicava-se a maior parte do tempo à criação de Lan Yuan e a manutenção de seu lar. 

Lan Wangji, seu parceiro e como sempre fazia questão de enfatizar, o amor da sua vida, trabalhava como engenheiro em uma companhia que estava crescendo muito nos últimos anos e vivia atolado em trabalho, mas Wuxian reconhecia os esforços  dele para estar presente na vida dele e de Yuan, ele ajudava como podia e era muito feliz por poder participar.

Naquele dia específico, Wuxian ficaria grato se pudesse ter aquela ajuda de Wangji em casa, estavam no dia quatro do que ele chamava de furacão Yuan-JingYi e o Wei já estava um pouco drenado. 

JingYi era o filho adorável de seus amigos, e que adorava passar tempo com Yuan, mas Wuxian só não conseguia saber o que exatamente estava pensando quando disse a eles que poderia cuidar do menino por uma semana enquanto eles viajavam. 

Os dois tinham energia demais e consumiram muitos doces, que haviam coletado pela vizinhança no Halloween, o que os dava energia extra. Com muito custo, Wuxian conseguiu acompanhar o ritmo frenético dos baixinhos por três dias, com muitas brincadeiras e muita diversão, sabia que se os mantivesse ocupados iriam aprontar menos, mas seu fôlego tinha acabado e ele já não tinha mais cabeça para inventar brincadeiras que pudessem distraí-los. 

Um alívio tremendo passou por ele quando sentou-se no sofá depois de ligar o Xbox para os garotos. Buscava reduzir o tempo de Yuan em jogos virtuais e aparelhos eletrônicos como sua irmã dizia para fazer, Wangji apoiava a ideia e era até mais chato do que a tia sobre a educação do filho, mas às vezes, só às vezes, Wuxian se rendia e deixava Yuan jogar para ter meia hora de sossego. 

Não seria diferente naquele dia, precisava de um minuto para respirar.

Wuxian ajudou os meninos a colocarem no jogo que queriam e foi até a cozinha, tomando um gole gelado de suco de uva, estava um calor infernal nos arredores de Los Angeles naqueles dias. 

Quando foi guardar o suco na geladeira, os olhos foram parar na garrafa de chardonnay na porta, Wangji tinha aberto para ele na noite anterior depois de colocarem as crianças para dormir, sentiu a tentação pulando sobre sua cabeça. 

Ah, estava tão estressado, e uma taça pequena não iria deixá-lo bêbado, tinha uma tolerância alta demais e uma tacinha daquelas seria como água, certo? No instante em que percebeu realmente o que estava fazendo, Wuxian já tinha tomado o primeiro e delicioso gole. Então imaginou o olhar levemente desapontado de Wangji, mas ele não tinha passado quatro dias seguidos com dois garotos para lá de elétricos, não podia julgar. 

Wuxian saiu da cozinha com sua taça e ficou no sofá assistindo os dois jogarem, faltava pouco para as cinco da tarde e deveria começar a fazer o jantar logo, interrompeu a brincadeira e colocou os meninos para tomar banho. 

Depois de alguma discussão sobre o que vestiriam depois, ele os convenceu. Imaginar a cara de Wangji ao voltar para casa e encontrar os dois com as fantasias de Halloween, que usaram poucos dias atrás, seria divertido.

Mandou Yuan esperar e deixou JingYi tomar banho primeiro, depois os dois meninos ficaram em cima da cama enquanto ele auxiliava um a se vestir, ajudava o outro a se despir.

— Pronto, tire sua cueca lá no banheiro e deixe no cesto — disse para o filho, Yuan pulava enquanto Wuxian ajudava JingYi a consertar a calça de sua fantasia de Homem-Aranha. — Lan Yuan, pare de pular. 

— JingYi, JingYi, JingYi! — O pequeno chamava, e Wuxian já conhecia a estratégia dos pequenos. 

Era sempre assim, um começava a farra e logo arrastava o outro junto. JingYi iria acompanhar como o previsto, mas Yuan caindo os assustou, Wuxian, que geralmente tinha reflexos rápidos e vivia salvando o filho de quedas eminentes, congelou por alguns segundos. 

— A-Yuan! — Wuxian berrou assim que conseguiu reagir, rapidamente se abaixando para ver se o menino tinha machucado algum lugar. 

O menino não chorava, os olhos arregalados estavam presos em seu pai. A única reação dele foi massagear a lateral da cabeça e fazer um biquinho, prestes a chorar, mas sem derramar uma única lágrima.

— Desculpa, papai — pediu com manha na voz e Wuxian tinha o péssimo hábito de amolecer com todo aquele dengo. Ele precisava aprontar uma das boas para que o pai realmente ficasse bravo. 

— Vamos para o banho. Consegue calçar as meias, JingYi? — perguntou para o garotinho sentado na cama, com os olhinhos atentos no amigo. 

JingYi assentiu, enfiando as meias brancas nos pés pequenos, Wuxian sorriu para ele e deixou um afago em seu cabelo antes de acompanhar Yuan para o banheiro, no caminho perguntando se ele estava tonto e o menino jurou estar bem. 

Wuxian deixou ele à vontade no chuveiro, gostava de monitorar de longe e deixar que o menino se virasse sozinho. Sentia orgulho ao ver que ele já se virava sozinho em muitas coisas, muito esperto seu garoto, com certeza. 

Depois de ter os dois meninos limpos e arrumados, um Homem-Aranha e um Homem de Ferro versão miniatura, sentou os dois na mesa da cozinha e deu desenhos para eles colorirem enquanto fazia o jantar. 

Wuxian observou sua taça vazia secando sobre a pia, a vontade de tomar mais um gole estava ali, mas ele não gostava da ideia de ficar alterado pelo álcool quando estava responsável por duas crianças, já havia tomado o bastante para relaxar. Guardou a garrafa na geladeira e foi procurar seu avental, iria cozinhar seus pratos preferidos naquela noite, como Wangji vivia dizendo, ele também merecia ser mimado. E Wuxian gostava da ideia, ainda que os mimos nesse caso viessem dele mesmo.

Wuxian tinha acabado de lavar suas mãos e colocar seu avental, quando ouviu Yuan tossindo e JingYi gritando, virou-se para trás e encontrou o filho vomitando no chão. Merda! 

Ajudou o menino, quando parou, limpou sua boca com um guardanapo e lhe ofereceu água. Estava tremendo enquanto passava os dedos pelos cabelos do filho, dizendo para ele se acalmar. JingYi estava assustado também, Wuxian sorriu fraco e disse para ele que não precisava se preocupar. 

Um minuto depois, Yuan vomitou um pouco mais, e a lembrança do filho caindo quinze minutos antes atingiu Wuxian como um raio, dividindo seu coração ao meio. Merda, merda, merdamerdamerdamerda… Era tudo o que ele pensava, não conseguia parar de tremer. 


[...]


Wangji estava lendo calmamente o gráfico com as opções de fornecedores para os materiais em seu novo projeto, avaliando o custo benefício enquanto anotava metodicamente numa pasta os dados  mais relevantes para tomar sua decisão. Precisava ter aquilo decidido até o fim da semana e não estava tão contente com seu antigo fornecedor. 

A concentração do Lan não era perdida facilmente, e por alguns segundos ele até mesmo conseguiu ignorar o toque de seu telefone, mas então olhou de soslaio para o aparelho sobre a mesa e viu a foto de Wuxian agarrado ao filho deles brilhando na tela. 

Quase deixou para atender depois, mas não conseguia ignorar propositalmente o marido e também lembrou que Wuxian estava cuidando de dois pequenos furacões nos últimos dias e talvez precisasse de ajuda.

Sabia que ele dava conta e cuidava bem demais de Yuan.Wuxian conseguia ser o pai cuidadoso e ao mesmo tempo o divertido, secretamente, Wangji fazia birra com ele às vezes por ter de assumir o papel daquele que insistia sobre comer verduras enquanto Wuxian deixava ele comer todos os doces que queria, mas era uma birra boba, porque Wangji também era muito carinhoso e tinha seus momentos para "estragar" o pequeno também.

A dinâmica, entretanto, estava mudada pela presença de JingYi, o filho de seus amigos era na verdade, muito menos levado do que Lan Yuan e bem mais obediente, porém ficava quase tão impossível quando se juntavam e Wangji sabia que no lugar de Wuxian ele não daria conta sozinho. Atendeu o telefone depressa, girando sua cadeira para ficar de costas para o computador e concentrar-se na ligação. 

A voz de Wuxian não veio assim que atendeu, na verdade, estava tudo silencioso e Wangji estranhou, geralmente, ele começaria a falar tudo o que precisava em tempo recorde, e Lan Wangji ainda se lembraria de tudo e conseguiria responder adequadamente. 

— Wei Ying — chamou com seu jeito calmo e baixo, ouviu um suspiro trêmulo e se preocupou um pouco. — Wei Ying?

— Lan Zhan… — Wei Ying chamou num suspiro sofrido, Lan Wangji identificou rapidamente a dor e o desespero contidos naquela voz. Conhecia seu marido o suficiente para saber que algo ruim havia acontecido e ele estava muito mal. — Lan Zhan eu… Ah… 

— Wei Ying, respire fundo — pediu, e o ouviu tentar. Wangji sentiu uma vontade intensa de correr para casa, mas conteve-se e tentou entender primeiro. — Isso, agora me diga o que aconteceu, querido.

— Eu deixei o A-Yuan cair, Lan Zhan a culpa foi minha — admitiu num sussurro. 

— Não é. Isso é normal, crianças caem, machucam às vezes. Ele está bem? Preciso ir para casa? 

— Não, não precisa! — sobressaltou-se, então suspirou e fungou baixinho. Com certeza esteve chorando, Wangji percebeu. Wuxian pareceu pensar então mudou de ideia e sua voz voltou a soar hesitante. — Na verdade... Lan Zhan, por favor, fica comigo? Ele está calmo agora, calmo até demais, o que é estranho, certo? Quero dizer, Lan Yuan e quieto não vão na mesma frase, ele é um furacão… Mas, ah, mais cedo ele vomitou um pouco e acho que bateu a cabeça quando caiu, deve ser isso, é muito sério, né? Como fui burro eu só… Merda, não devia ter demorado assim, mas vou levá-lo ao hospital, só não quero… — Suspirou, estava fazendo uma confusão com suas palavras e tagarelando como sempre. 

Wangji achava fofo quase sempre, mas sabia que às vezes era culpa do nervosismo e odiava ter que ver e ouvir ele assim. Wuxian respirou fundo, Wangji esperou pacientemente como sempre. 

— Vou levá-lo ao hospital, me encontra lá? —  pediu, parecendo mais firme e menos propenso a ter uma crise de choro.

 — Claro, não se preocupe, vai ficar tudo bem — assegurou com tranquilidade, embora estivesse preocupado também, era de sua natureza manter a calma em momentos assim, pelo menos na superfície. 


[...]


O médico que os atendeu foi muito gentil com Wuxian, brincando com Yuan e JingYi enquanto tranquilizava o pai apavorado. 

Wuxian só conseguia sentir dor no coração ao ver o filho dando um sorriso mínimo, fraco enquanto o amiguinho gargalhava pelas brincadeiras do médico. Sentia tanta culpa e preocupação que queria poder dar uma surra em si mesmo.

 Em sua mente ansiosa, talvez Lan Wangji até pedisse o divórcio e o separasse do filho por ser irresponsável. 

Mesmo sabendo que seu marido era a pessoa mais compreensiva do mundo e que nunca faria isso, ele não conseguia controlar bem seus pensamentos quando nervoso. Imaginar uma vida sem as risadas de Lan Yuan e o amor de Lan Wangji fazia ele ficar enjoado e com olhos vermelhos. Bem quando estava prestes a chorar, o médico voltou a falar com ele e Wuxian prestou muita atenção. 

Por precaução, depois de examinarem ele na enfermaria, levaram Yuan para uma tomografia, afinal, ele bateu a cabeça. Wuxian queria entrar junto, mas JingYi não poderia ficar sozinho e Lan Yuan estava tão anormalmente calmo que um acompanhante não era realmente necessário. Wuxian tratou de distrair JingYi, brincando com sua fantasia de Homem-Aranha e dizendo a ele que tudo ficaria bem com o amiguinho, para não se preocupar. 

Foi quando Wangji os encontrou. Estava com a camisa de botões amassada e as mangas enroladas até os cotovelos, o cabelo, que estava sempre arrumado quando saía de casa, já bagunçado pelo fim do dia. Ele parecia preocupado e alerta.

Wangji se aproximando foi o estopim para Wuxian, levantou-se e foi para ele sendo prontamente recebido por seu abraço caloroso. O corpo do mais baixo tremeu contra o dele, soluços baixinhos de puro arrependimento e dor lhe escapando enquanto as lágrimas que segurava molhavam seu rosto.

— Wei Ying…

— Me desculpa, Lan Zhan, eu estava do lado dele… Mas eu-eu tomei um gole daquele vinho e fui lento e aí ele- Juro, não vou mais beber, eu-

— Wei Ying  — Wangji chamou, sua voz contida mas num tom que fez Wuxian parar, o mais velho o afastou e se abaixou, olhando-o diretamente nos olhos. 

Foi o bastante para Wuxian parar de chorar histericamente. Soluçou contido, sem quebrar o contato visual.

— Sei que você nunca ficaria bêbado assim, Wei Ying, não se culpe, acidentes acontecem, com crianças ainda mais. Você é perfeito para nosso A-Yuan, cuida dele como ninguém jamais cuidaria, agora pare de chorar, tenho certeza que ele ficará bem.

Wuxian não chorou mais, secou seu rosto e ficou com o braço de Wangji ao redor de seus ombros o tempo todo, a mão pequena de JingYi junto a sua. Lan Yuan não demorou a voltar, ainda quieto, ficaram na enfermaria por um tempo, esperando as horas passarem. 

Lan Yuan estava bem, apenas um caso hiperglicêmico que já estava melhorando com o tratamento, o médico voltou para tranquilizar a família e os pais suspiraram de alívio enquanto Jingyi se animou com a notícia. Pediram apenas que ficassem aquela noite no hospital para garantir por ele ter batido a cabeça. 

Wuxian poderia chorar de alívio, conseguia sentir as lágrimas se formando. Wangji sorriu para ele e apertou seus ombros, dizia com os olhos "eu avisei" de um jeito carinhoso e ele sentiu suas bochechas mais quentes. Não podia fazer nada com o seu bem estar que estava diretamente ligado ao do filho e não conseguia ser tão tranquilo como o marido. Não tinha remédio para isso.

— Lan Zhan, você deveria ir para casa — Wuxian disse baixo, soando rouca depois de tanto tempo em silêncio. 

O pequeno JingYi já havia adormecido em seu colo, enquanto Yuan dormia na cama sob o olhar atento dos pais no canto do quarto em duas cadeiras de plástico. Ele só tinha dormido porque o médico disse que ele podia, Wuxian estava morrendo de medo de deixá-lo dormir, diziam que era ruim. 

— Leve o JingYi para dormir.

— Eu vou ficar, vá com ele para casa, querido. 

— Não, Lan Zhan, você tem que trabalhar amanhã cedo e já são quase nove, o horário que seu corpo está acostumado. Por favor. Juro que estou mais calmo e que vamos ficar bem aqui.

Wangji pensou em argumentar outra vez, mas Wuxian parecia ter vencido com o argumento dele, além disso, não achou que seria bom afastá-lo de Yuan agora, quando ainda estava alerta e quase pulava da cadeira no menor suspiro do pequeno. Se ele fosse para casa era provável não dormir criando cenários ruins como tendia a fazer às vezes, ali pelo menos o coração ficaria tranquilo vendo-o dormir bem. 

A despedida não foi demorada, trocaram um beijo rápido e Wangji assegurou outra vez que Lan Yuan ficaria bem e que Wuxian não tinha culpa daquilo. Wei Ying quase derreteu bem ali ao ouvir Lan Zhan dizer que o amava infinitamente. Então ele foi para casa com o pequeno JingYi e Wuxian sentou outra vez, agora mais perto, muito atento ao seu pequeno que dormia pacificamente naquele leito enorme. Seu coração ainda doía, mas tentou ficar esperançoso e otimista.


[...]


A manhã começou cedo no hospital, antes das seis Wuxian já estava de pé e apesar da péssima noite de sono, passou mais tempo vigiando Lan Yuan para ter certeza que ele estava respirando, não sentia cansaço. Na verdade, sentiu um grande alívio quando o filho acordou e deu um daqueles sorrisos mais brilhantes do que o Sol para ele.

— Oi papai, cadê o JingYi? — Wuxian sorriu e foi até ele para encher suas bochechas gordas de beijos. 

— Ah, coisinha fofa e preciosa! — Continuou  a beijá-lo até trazerem o café da manhã. Lan Yuan comeu tudo e logo pediu para descer da cama. 

Quando Wangji chegou, uma hora depois, estavam montando o lego que uma enfermeira trouxe para eles na ala pediátrica, porque Lan Yuan estava impossivelmente agitado como sempre e andava sem parar pela ala. 

Wuxian foi o primeiro a notar o marido e um JingYi ainda sonolento na porta, ele sorriu para o marido ao ver que os dois estavam bem e Wuxian sentiu o coração derreter como costumava acontecer de tempos em tempos só por amar demais aquele homem e seus preciosos sorrisos. Lan Yuan viu Wangji e gritou em empolgação ao notar seu amigo baixinho ao lado do pai gigante. 

— A-Yi! Papai! — Yuan gritou, pulando da cama perigosamente rápido e correu até ele, sendo levantado no colo do pai. — Querem brincar também? 

— Claro, meu amor. 

JingYi despertou um pouco mais quando Wuxian e Wangji carregaram os dois para cima da cama, muito interessado na brincadeira para sentir sono. Então Wangji se inclinou e deixou um beijo na bochecha de Wuxian, que parecia ter perdido todo o pânico do dia anterior. 

Wangji deu a ele um sorriso como um “disse que daria tudo certo” e ele quis esconder o rosto quente porque era fofo e sexy ao mesmo tempo. Lan Wangji e suas mil maneiras de acabar com ele. 

Um médico diferente do que os atendeu na noite anterior veio para ver Lan Yuan e depois e garantiu que o garoto estava bem, recomendou diminiir o açúcar e foi isso. 

O suspiro de alívio que ambos os pais deram foi audível, o que fez o médico sorrir um pouco. Wangji os levou para casa e enquanto os garotos espalhavam todas as peças novas de lego pelo chão da sala, Wangji puxou Wuxian para um beijo calmo e necessário, separaram-se sorrindo. 

— A cama pareceu maior — reclamou, deixando outro selinho nos lábios do marido, porque era realmente difícil se conter às vezes, ainda mais com a saudade que sentiu. 

— Não dormiu bem?

— Vou dormir melhor com Wei Ying do meu lado.

— Lan Zhan, vá trabalhar por favor — falou, virando o marido em direção à porta, não saberia lidar com aquele olhar logo cedo. 

— Mas, Wei Ying…

— Lan Zhaaaaaaan, por favor — insistiu, abrindo a porta da sala.  — Tenha piedade, vá logo, seu pobre marido estará esperando com um bom jantar e muitos beijos, ok? Dá tchau para o seu pai A-Yuan, JingYi… 

— Tchau papai — o pequeno acenou com empolgação extra do chão, JingYi fez o mesmo de um jeito mais contido e Lan Zhan se despediu deles, mas não se moveu, esperando por algo.

— Lan Zhan, o que foi? Esqueceu algo? — Wangji negou, inclinando-se para roubar o último beijo de um Wei Wuxian confuso, então se virou e partiu sem dizer uma única palavra. — Céus… —  Wuxian suspirou, acalmando seu coração de todos os pensamentos que caminhavam por caminhos nada castos.

Fechou a porta e se virou para os dois pequenos que brincavam animadamente no meio da sala e sorriu abertamente. 

— Ok crianças, quem está com fome? Quem quer panquecas? — gritou empolgado, rindo com o coro de “eu!” a plenos pulmões enquanto levantavam do chão pulando.



Notas Finais


Espero que tenham gostado, ficou muito boiola mais pro final, mas não me arrependo de nada hahaha obrigada por ler, comentários e favoritos são muito bem-vindos bjs bjs 💖


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