História Nunca Me Esqueça - Capítulo 4


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Categorias The Heirs, Yutaka Ozaki
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Dorama, Drama, Dramafever, Musica, Romance
Visualizações 23
Palavras 645
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - 4- Lembranças


Fanfic / Fanfiction Nunca Me Esqueça - Capítulo 4 - 4- Lembranças

Naquela noite chuvosa, as lembranças se agarraram em mim. Lembrei-me que pelo menos na minha infância eu tive alguns momentos felizes. Veio em meu pensamento o dia em que fomos para o Brasil. Só de recordar, um sorriso invade o meu rosto. As pessoas pareciam tão alegres e felizes naquele país, muito diferente do Japão, onde todos estão sempre sérios e tristes.

Lembro me de um dia específico que vai ficar guardado na minha memória para sempre. Eu estava agarrado a janela do hotel, observando as outras crianças brincando no gramado. Meu coração gritava para estar lá com elas. Meu pai nunca deixou eu e o Kim misturarmos com outras crianças que não fossem do nosso circulo social. Aquilo me irritava muito, pois para uma criança, isso pouco importa. Eu só queria ser feliz como elas, brincar de jogar bola, de correr, me sujar, cair e levantar. Meus olhos brilhavam enquanto eu sonhava que poderia ser eu fazendo tudo àquilo que elas faziam.

Enquanto meu irmão estava grudado nos livros para contentar meu pai, eu sonhava em ser uma criança normal. Queria ser eu mesmo. Acho que era isso que mais irritava meu pai, eu não era como ele, e nem como o Kim. Sempre fui muito diferente deles.

Então aproveitei que meu pai tinha saído e que minha mãe estava distraída falando com a vovó por telefone e saí de mansinho do quarto sem ninguém perceber. Corri naquele corredor como se eu tivesse alcançado a tão sonhada liberdade. Aquela foi a única vez que me senti livre. Fui até o gramado onde estavam as demais crianças e me juntei á elas. Aquele dia foi mágico para mim, pois nunca fui tão feliz na minha vida. Conseguí ser eu mesmo sem a imposição nem a sombra do meu pai.

Mas ao mesmo tempo em que aquele dia foi um dos poucos felizes que tive, também foi o mais tenebroso. Pois meu pai chegou da rua e me viu todo sujo, jogando bola com os meninos. Eu percebi a raiva nos olhos dele e respirei fundo enquanto o medo invadia o meu ser, pois eu sabia que iria apanhar mais uma vez.

Ele só fez um sinal com o dedo, para que eu fosse até ele. Eu nem sentia mais as minhas pernas e meu coração parecia explodir do peito, minha alma fugira do meu corpo, com tamanho medo que sentia dele. Me aproximei de cabeça baixa, pois não poderia encará-lo, eu estava tremendo e suando frio.

Ele pegou-me pela orelha direita e me arrastou até o quarto de hotel. Chegando lá, ele nem disse nada, apenas tirou o sinto que usava e me chicoteou em cima da cama. Eu só chorava baixinho, pois a voz já não saia de mim. Pude apenas proteger o rosto, por que de resto foi acertado pelo cinto.

Olhando para meus braços, ainda tenho algumas marcas da fivela sobre a pele. Mas quando vou pro banho é que consigo ver todas as cicatrizes que ele deixou em mim. Só que essas não doem mais. A pior de todas as feridas são aquelas que estão abertas na minha alma e que nunca irão fechar.

A única vez que minha mãe se colocou entre mim e meu pai foi aquele dia. Ela não aguentou ver a maneira que estava sendo espancado e me abraçou em cima da cama, tentando me proteger. Eu era apenas uma criança de sete anos, e o que ele estava fazendo com certeza era uma covardia. Mas aqui no Japão isso é comum.

Aquilo não foi motivo para que meu pai parasse de me bater, o ódio nele só aumentou, e continuou as cintadas, mas agora, sobre minha mãe também. Kim só observava de longe tudo aquilo, com os olhos arregalados e com os braços encolhidos. Ele também estava com medo, ele também podia ver o ódio apossado sobre o nosso pai. 


Notas Finais


Confere na minha página o trailer do livro! ❤ Ficou show! 👏
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=504736163308455&id=376660249449381


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