História Nunca na minha vida... - Capítulo 6


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Categorias Liga da Justiça, Novos Titãs (Teen Titans), Superfilhos (Super Sons)
Personagens Batman Jr., Superman Jr.
Tags Damijon, Jondami, Romance
Visualizações 31
Palavras 3.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo :)

É engraçado como em um dia vc tem tanta criatividade quanto o Pacífico tem água...
E no outro tu ta mais seco que o Saara no verão.

Escrever as vezes é cômico kjkjk

Capítulo 6 - Guardiões


Mansão Wayne,13:23

Gotham


Damian estava no chuveiro, uma torrente de água quente caia em seu pescoço, fazendo todo o caminho até o chão, vapor subia do chão e flutuava pelo ambiente, ocultando os ladrilhos brancos do cômodo onde o garoto estava.

  Ele tinha a cabeça pressionada contra a parede, o rosto para baixo, perdido em seus pensamentos. Ele ainda estava quieto, tentando processar as coisas que aconteceram naquela manhã. Seus pensamentos foram roubados quando ele começou a sentir o cheiro do chuveiro queimando, Damian viu aquilo como uma desculpa para sair dali, ele estava cansado, mas sua determinação para ver o amigo era maior ainda.

  O quarto de Damian continuava o mesmo desde o dia em que ambos dormiram ali, a luz do dia invadia as janelas e dava ao chão de madeira um brilho típico, as paredes, antes um marrom escuro, agora tinham cor de chocolate.

  Damian se vestiu rapidamente, uma calça de moletom e uma blusa negra de manga longa, algo básico para usar em casa, ele olhou para a cama e imaginou o parceiro ainda deitado ali, dormindo em paz. O pensamento feriu Damian como uma faca, mas ele logo sacudiu o pensamento e saiu de seu quarto, não havia tempo a perder.

  Ele olhou para o corredor onde se encontrava, silêncio pairava pela casa, com a ocasião exceção de uns Bots correndo de um lado para o outro. Damian pensou em ir para a cozinha, ainda não tinha almoçado e para dizer a verdade estava faminto, provavelmente alguém estaria ali e ele não estava com paciência para socializar, o debate foi quase vencido automaticamente quando o estômago do garoto começou a roncar, porém, ele queria checar como o amigo dele estava, ele podia se preocupar em comer depois.

  Em um dos quartos de hóspedes da mansão, Damian encontrou a porta semi-aberta, empurrando a porta levemente, ele fica surpreso em não ver ninguém. O quarto tinha sua estrutura básica semelhante ao resto dos cômodos da mansão, mas o quarto estava dez vezes mais limpo do que o habitual, esterilizado até, o guarda roupa estava aberto com algumas trocas de roupas para Jon, e a mochila dele estava do lado do pequeno sofá que ficava em frente a televisão, o tapete que cobria grande parte do chão fora limpo e aspirado.

  A única alma viva no quarto estava deitada na cama, sua respiração era lenta e sua cabeça se remexia lentamente como se estivesse sonhando, o que segundo o próprio Batman era exatamente o que estava acontecendo, pois Jon havia respirado um dos gases experimentais do espantalho.

  Damian se sentou na cadeira ao lado da cama, ele teria ficado ali, observando o parceiro. Ele se sentia culpado, o mercenário que tinha soltado o gás era um dos inimigos DELE, e o fato de que Damian permitiu que ele fugisse ainda o contorcia por dentro. Jon entrou em colapso no exato momento em que o gás chegou em seus pulmões, e Damian não exitou um segundo naquela hora, ele partiu em direção ao companheiro para checar o estado dele, com sorte, conseguiu trazer o mais novo para a mansão, mesmo estando de moto...

  Uma mão toca seu ombro de forma delicada, os neurônios de Damian tentam mandar um alerta para o corpo do garoto, tentando forçar uma reação, mas o cansaço vence. Damian vira o rosto para dar de cara com Bárbara, a Oráculo havia chegado à mansão a pouco tempo atrás acompanhada com o Asa noturna. Seu rosto traía comoção, simpatia, mas ela possuía um olhar de determinação e um sorriso de conforto. Ele agradeceu a presença da amiga com um sorriso cansado, ele não estava acostumado a estar tão... emocionalmente estável ( Ele culpava Jon por esse efeito nele ), mas o conforto silencioso da amiga era exatamente o que ele precisava, ele deitou na mão da amiga e permitiu algumas lágrimas solitárias descerem por seus olhos, para ajudar a liberar a tensão. Bárbara acariciou os cabelos do garoto, ficaram assim por o que pareceram alguns minutos, quando Damian levantou a cabeça, Bárbara estava sorrindo, animada na verdade.

  Observando a antecipação na amiga, Damian se afasta e observa a amiga com uma sobrancelha levantada. Bárbara acena para alguém na porta, Damian se vira para encarar Selina, que observava a cena com empatia estampada no rosto.

  A mulher-gato (e esposa do Batman) estava quietamente apoiada na porta, ela usava uma blusa de manga longa bege, óculos escuros no cabelo e uma calça jeans com um cinto ajustado na cintura. Ela se aproximou do garoto prodígio e lhe ofereceu um aceno de cabeça.

  Damian nunca soube o que pensar de Selina, desde que ela se casou com seu pai o relacionamento entre os dois era… Harmonioso, porém seco. Ambos se ajudaram, ambos não tinham problemas um com o outro, mas ambos também nunca foram muito de se falarem. Isso mudou quando Selina começou a se empenhar mais em sua vida casual, o Robin achou no início que ela estava se tornando intrometida, oferecendo ajuda e conselhos simplesmente do nada, todavia, quanto mais o tempo foi passando, melhor Selina se acostumada a ele e mais Damian se acostumada com ela. Damian começou a se preocupar mais com a Ladra, ela genuinamente estava tentando dar o seu melhor, era difícil, e o garoto sabia disso, por isso a assistência dele valia tanto para ela, e o apoio dela, para ele.

  Ela beijou os cabelos do garoto, e retirou de seu bolso de trás um pequeno frasco com um líquido transparente, indo até o balcão ao lado, ela encontrou um kit médico, retirando uma seringa esterilizada e aplicando o líquido, Selina injeta, com uma profissionalidade inesperada, a substância em uma das veia do braço do Kent.

  Damian observava Selina com um olhar de pura dúvida, seus músculos estavam tensos, mas ele não emitiu um barulho sequer, Bárbara colocou uma mão nas costas dele para quebrar um pouco a tensão nele, trazendo ele de volta a realidade.

  Selina, quando o trabalho já havia acabado, remove a agulha e joga em um saco de plástico para depois jogar junto ao lixo. Ela olha para o garoto na cama com olhos curiosos, esperando alguma reação, Damian e Bárbara também olhando, quando o Kent aparenta começar a relaxar o trio respira com mais facilidade. Selina olha para Damian com um sorriso, piscando um olho como quem compartilhava um segredo.

  -O que era aquilo? - Damian perguntou, ele olhava para o parceiro, que parecia relaxar mais na cama, parecendo que estava dormindo.

  Selina tinha um brilho nos olhos: - Um presente - ela diz, uma pitada de orgulho em sua voz suave - Ele irá acordar logo, eu prometo - ela soava confiante.

  Damian colocou seus olhos nela, não sabendo se aquilo era um fato, ou puro otimismo de uma Ladra. A mulher-gato tinha um olhar triunfante, que inspira total confiança no que tinha acabado de fazer.

  -Como você pode ter certeza? - ele perguntou, ele não queria transparecer que não confiava nela, mas sua preocupação com Jon era o que pairava sobre ele. Ela notou isso nele, o que fez ela sorrir de forma doce, como quem dizia "que fofo", Damian corou.

  -Porque eu me importo com vocês Damian - ela diz, ainda sorrindo - confie em mim, você terá algumas respostas bem em breve - ela diz, exatamente quando seu comunicador começa a tocar, Selina observa o comunicador rindo - na verdade, você terá respostas agora!


---£---


  A sala de estar da mansão era geralmente a primeira sala que uma pessoa via ao adentrar a mansão (desde que você não fosse um Kent infiltrador de janelas), uma das maiores e mais elegantes de toda a mansão, a sala era repleta de quadros e estandes com os mais diversos livros, uma lareira se encontrava no meio, embaixo de uma grande televisão que estava cercada por quadros da família Wayne.

  A luz da manhã cruzava as grandes janelas, árvores e arbustos do jardim bloqueiam totalmente a vista, o céu azul não trazia nuvens e pássaros cruzavam o céu como se estivessem com pressa.

  A sala estava ocupada por basicamente todos os presentes da mansão, Bárbara estava sentada perto do sofá principal que encarava a TV, ela estava encarando a tela de um tablet com uma expressão indecifrável; Dick estava sentado no sofá, uma perna sobre a outra, perdido nos próprios pensamentos, porém ainda percebeu Damian se aproximando, mandando para ele um sorriso simpático; Selina estava na ponta da sala, falando com alguém no comunicador, sua expressão traia curiosidade; Bruce e Alfred conversavam perto da porta de entrada, uma batida frenética na porta chamando a atenção dos dois, Alfred se move para atender, Bruce encontra os olhos de Damian como se quisesse sinalizar alguma coisa, logo depois, ele anda em direção a porta onde estava Alfred.

  O celular de Damian vibra em seu bolso, fazendo ele se assustar, ao desbloquear a tela do aparelho, ele vê uma notificação. Era algumas mensagens, de Tim.

  O Robin vermelho estava em missão, desde que Cassandra voltou para a região, Tim e ela partiram para caçar um sindicato de crime que operava em São Francisco. Cassie tinha certos motivos pessoais na missão, e Tim não ia permitir a "bat-irmã" ir sozinha nessa.

  Tim mantinha contato com o mais novo, ele sempre foi o mais meigo da família, e Deus sabe, aquela família precisava de gente assim. Damian encarou as mensagens do irmão, saudade cortando rapidamente como uma brisa congelante.

  

  "Ei Damian! Eu fiquei sabendo do Jon :\"

  "Eu só queria mandar um abraço, e dizer que eu tenho certeza que as coisas vão ficar bem, vcs 2 são uma dupla durona!"

  " … "

  "Aliás, Cass mandou um oi "


  A seguir tinha uma foto de Cassandra com o polegar levantado, a garota não sorria, o que deixava a imagem meio cômica. Curiosamente, tanto Tim quanto Damian sabiam quando a irmã estava sendo sarcástica ou não, a garota foi criada para ser fria, mas os dois irmãos conseguiam ver por debaixo da casca como ela era...meiga, como Tim.


  ("Depois de anos de treino tentando entender..." ele pensou se referindo ao sarcasmo da irmã, rindo mentalmente)


 Ele respondeu com um rápido "valeu", porém antes de poder pensar em mandar mais alguma coisa, uma nova presença se faz vista na sala, o homem era grande, tinha cabelos negros e usava uma roupa que ficava entre o casual e o profissional, a roupa estava meio amassada, o que seria de se esperar levando ao fato de que ele provavelmente veio voando, aliás, como mais o Superman iria chegar na mansão?

  O pai de Jon tinha uma expressão focada porém triste, com certeza Bruce tinha dado todas as informações necessárias para que Clark não ficasse preocupado com o filho, o Robin encarou o super-herói nos olhos, e não pode evitar sentir constrangimento, ele esperava alguma expressão de raiva ou desapontamento, mas o único sentimento que recebeu foi compaixão, o que de certa forma deixou ele pior.

  Selina chama a atenção de todos, pedindo que se sentassem, ela sincronizou seu comunicador com a televisão, dizendo que sabia de alguém para dar respostas muito mais claras a situação.

  Todos os que estavam sentados se estreitaram, e encararam Selina focados, esperando o que quer que ela fizesse, Bruce permaneceu em pé atrás de todos, enquanto Clark decidiu permanecer perto do cavaleiro das trevas, sentando em uma poltrona geralmente usada por Damian para ler os exemplares da prateleira.

  Na tela da TV, duas figuras femininas aparecem, elas estavam sentadas em um pequeno sofá em um quarto? Cômodo? Onde quer que fosse, o fundo era negro e não tinha quase nada para ver, as poucas formas visíveis não tinham forma o suficiente para serem entendidas ou estavam totalmente desfocadas.

  Damian não precisava se dar ao luxo de explicar em detalhes sobre as duas mulheres do outro lado da tela, as parceiras de crime/novas heroínas e amigas de Selina eram totalmente conhecidas. Ninguém poderia confundir o sorriso animado de Harley e o olhar encantador de Hera.

  A antiga namorada do Coringa tinha a um tempo virado parceira de Hera, ambas pegaram um costume de viverem juntas para sobreviver a crescente nível de ameaças externas, as duas anti-heróis teriam se juntado a Mulher-gato para derrotar uma série de vilões letais em Gotham, as três criaram uma conexão que ajudou elas a trabalharem juntas, tornando-se até amigas a um certo nível.

  Agora, Harley e Hera viviam juntas, trocando informação com Selina e a bat-família, caçando vilões e ficando sob o rodar, e é claro, ocasionalmente cometendo alguns crimes.

  Ninguém na sala traiu nenhuma hostilidade, mas os nervos da família morcego estava em alerta, Damian sentiu uma tensão no ar, cuidado nunca era pouco.

  Damian sentiu um impulso para levar a mão ao rosto, lembrando que não usava uma máscara, mas o ignorou. Há um certo tempo ele descobriu que sua identidade secreta deveria ser escondida mais dos civis e novos vilões do que os antigos, uma boa parte dos mais velhos vilões de Arkham sabiam a identidade da família morcego e mesmo assim nunca tentaram fazer algo contra eles, se era por medo da retaliação ou por não ligarem, ele não sabia. Era como se alguns desses vilões tivessem se tornando velhos amigos...como Harley e Hera teriam se tornado, ironicamente. 

  Selina foi a primeira a falar, explicando como tinha entrado em contato com as amigas por canais mais privados e seguros, e como tinha descoberto uma forma de ajudar Jon.

  - A um bom tempo atrás - Foi Hera quem começou a contar a história, seu tom doce e suave era hipnotizante até para ele em certo grau - eu foi convidada pelo Espantalho para ajudar na criação de um novo gás, ele achava que meu controle sobre as plantas poderia ser a chave para criar novos ingredientes para seu gás - um sorriso frio se forma em seus lábios - e eu devo dizer, ele estava certo.

  - Ele nos chamou para um novo laboratório nas docas abandonadas perto de Gotham - Harley interrompe para continuar a história - Lugar nojento, horrível! Para um cara que ama laboratórios ele não sabe cuidar de nenhum - ela faz uma careta como se ainda sentisse o cheiro.

  Hera revira os olhos, mas seus olhos irradiavam diversão. Ela se vira para a tela para continuar:

  - Passamos algumas semanas lá, crescendo as plantas e desenvolvendo alguns testes e protótipos - ela conta, porém antes de continuar ela começa a tossir por alguns segundos, interrompendo a linha de pensamento. Harley pega uma caneca de algum lugar fora da visão da tela e entrega a Hera, ela agradece com um olhar de gratidão e toma alguns goles.

  Harley nota um olhar de preocupação em Selina e explica rapidamente a situação:

  -Oh, ela está...gripada! - ela diz, era mentira é claro, Hera era imune a doenças, isso era conhecimento público.

  -Poupe os esforços minha querida Harley - Hera volta a comentar, encarando os membros da família - eu explicarei melhor a situação outro dia - ela coloca a caneca para fora da visão, Harley a encara preocupava, Hera a ignora (não por frieza, Damian imaginou, talvez ela queria aparentar confiança? Determinação?) - o que vocês devem saber é que um entre os múltiplos protótipos do espantalho mostraram resultados, provavelmente o gás que afetou o garoto de Kripton.

  - O que é? - Clark pergunta, tensão e impaciência em sua voz

  Hera olha para ele sem demonstrar nenhuma expressão: - um agente biológico - ela diz, mostrando os fatos - um agente que fica contido no gás, ele viaja até o hipocampo do hospedeiro e analisa todas as memórias de longo prazo, tentando encontrar a forma mais eficiente de causar medo. Descoberto que medo usar e como, o agente irá forçar o cérebro a entrar em um estado de repouso, mais especificamente, um sono profundo, estado de coma, se preferir - ela observa os membros da família para ver se estão acompanhando, e continua - geralmente, o agente demora horas para vasculhar as memórias.

  - Então como o Superboy foi afetado instantaneamente? - Damian se atreve a perguntar, ele estava chocado com o progresso do espantalho, as capacidades dele de criar armas daquele nível era...amedrontador.

  - Eu te digo a verdade quando digo que não sei - Hera responde, sem um traço de sarcasmo ou de que estava mentindo em sua voz - Espantalho me disse que por mais que os resultados daquele protótipo superaram as expectativas dele, o gás seria abandonado por ser um muito "caro" para ser produzido, e demorava um bom tempo para surtir efeito. Eu não entendo como ele pode ter reagido tão rápido no garoto.

  Harley olha boquiaberta para a amiga sentada ao lado, braços cruzados em um olhar que dizia "Sério!?"

  -o que? - Hera pergunta, visualmente confusa.

  -Pamela! - Harley guincha (basicamente) - você realmente não entendeu o que aconteceu!? - ela parecia chocada, Hera levantou uma sobrancelha, Harley continua - o agente não precisou procurar as memórias pelo maior medo do garoto - ela se vira para a câmera - pois já estava explícito…

  O coração de Damian acelerou, um olhar de de revelação ilumina o rosto de Hera e de Bruce, alguns rostos na sala se tornam caretas, ainda confusos no geral. Damian sentiu as bochechas ficarem fervendo, ele tinha uma teoria do que Jon podia ter visto, mas não pensava muito nisso, era ruim especular qualquer coisa enquanto o garoto estava em coma. Ele então se lembrou de algo de repente.

  Tossindo uma desculpa para chamar a atenção das pessoas no geral, Damian interrompe uma conversa silenciosa de olhares entre Bruce, Selina, Harley e Hera; que voltam sua atenção ao garoto junto do resto do grupo.

  -Mas e aquele… Remédio que você aplicou no Jon - ele pergunta para Selina, agora sentada em uma poltrona ao lado do fogo. Clark (que estava quieto em seu canto) encara Selina com um olhar de pai protetor, enquanto Bruce põe uma mão no ombro do amigo para confortá-lo.

  - Aquele remédio - Selina responde, olhando de relance para Hera - era uma solução que irá acelerar a recuperação do garoto - ela acena para Hera.

  - irá tirá-lo do estado de sono profundo - Hera explica - ele parará de sonhar e logo irá acordar, o processo é eficaz e geralmente o agente tem a tendência de "queimar" a si mesmo muito rapidamente, mas devo dizer que o Superboy vai acordar provavelmente... confuso.

 Damian balança a cabeça, dizendo que entendia, logo foi cortado por alguns agradecimentos de Clark, que fizeram as meninas sorrirem. Damian sente uma mão em seu ombro, virando de costas, ele encontra Bruce e Dick atrás dele, Dick pisca um olho para o garoto, e espera no canto enquanto o pai demonstra que quer dizer algo ao garoto a sós.

  Na porta da sala, os barulhos da conversa começam a tomar rumos diferentes, os heróis e "vilões" começam a trocar informações e até mesmo piadas dado um tempo, era incrível o quanto o rumo da conversa mudava. Damian ignorou o barulho, sua mente se voltando ao parceiro e logo depois, ao pai.

  - Jon vai acordar logo - ele diz, uma forma direta - eu acho importante, dado ao fato não só que vocês são parceiros, mas que também se importam um com o outro, que você deveria ser a primeira pessoa que ele visse ao acordar.

  O Batman tinha o que seria um fantasma de um sorriso no rosto, Damian por um tempo não suportava o pai, mas como Selina, ele começou a se acostumar com a figura paterna, ele tinha - a certo ponto - se adaptado a ter o suporte tanto de Bruce Wayne como do Batman, mesmo às vezes os dois irritando o garoto ao extremo.

  Damian acenou um "sim" para o pai, não havia motivos para sentimentalismo no momento, ele estava ansioso para ver o parceiro de novo, poder ajudá-lo quando ele acordar confuso, e poder irritar ele com as mais bobas coisas! Damian riu dele mesmo, um riso que Bruce viu de relance antes de retornar a sala, onde se encontrava Dick sorrindo também, silenciosamente dizendo que também tinha visto da porta.

  Damian entrou no cômodo, sentou-se na cadeira deixada ao lado da cama e deixou sua mão perto da do parceiro, separadas pelo fino lençol e pelos sonhos do Kent. Damian observava o rosto pacífico do garoto e se perdeu nos seus pensamentos, o pai tinha dito "se importam um com o outro"?, ele não sabia ao que ele se referia, ele teria dito isso pois eles são amigos? Ou ele desconfiava de algo mais? O pensamento fez o coração dele bater mais rápido, ele não tinha dito nada ao pai, mas como se esconde algo de um detetive!?

  Seus pensamentos foram roubados quando um barulho, um gemido veio da cama, Damian não encontrou palavras ou pensamentos, se esqueceu até de respirar por um momento, pois ele se sentia petrificado quando aqueles olhos azuis fitaram os deles.


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(Nota: por mim eu terminava o Cap aqui, mas como recompensa por serem tão bons leitores, vamos continuar! :D)

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  Jon olhou aqueles olhos verdes por uns bons segundos, sem se mexer nem respirar, ele estava deitado em um dos quartos da mansão, usando roupas brancas, e o melhor amigo estava sentado ao lado dele e não emitia um som.

  O Kent não sabia o que fazer, seu cérebro não processava nenhuma informação, ele só olhava para o amigo pelo o que parecia ser horas.

  No momento seguinte, Jon se esticou e abraçou o amigo, apertando ele contra seu corpo, ele sentiu lágrimas invadindo seus olhos, felicidade e alívio irradiavam de seu corpo com uma potência esmagadora, ele pousou sua cabeça no peito do parceiro, lágrimas e soluços sendo abafados pela pele morna do mais baixo. Damian contribui da melhor forma possível. O mais velho estava aliviado a ponto de poder beijar o garoto ali e agora, algo que ele teve que usar toda sua força de vontade para não fazer, ele se contentou em beijar a testa do garoto e passar suas mãos pelo cabelo dele, acariciando-o.

  Os dois ficaram assim pelo que parecia uma eternidade, o mundo ao redor parecia evaporar, nada mais existia, fora ele, Jon e aquele abraço.

  O aperto de Jon foi se afrouxando, ele continuou colado ao amigo, sua cabeça ainda no peito dele, mas agora ele tinha o rosto virado para o lado, os dedos de Damian faziam Jon relaxar, ele poderia dormir de novo daquele jeito. Passados uns 10 minutos que eles ficaram assim, Jon achou forças para dizer alguma coisa:

  - E-Eu… - sua voz era trêmula e cheia de emoção, Damian sentia a vibração da voz em seu peito - tive um pesadelo terrível - ele estava na beira das lágrimas novamente.

  - Shh - foi o que veio a mente de Damian - eu estou aqui.

  Aparentemente, foi exatamente aquilo que o garoto precisava ouvir, ele virou o rosto novamente para o quente conforto que era o peito do Robin, que por sua vez beijou os cabelos do amigo. Ali eles ficaram por mais alguns minutos, sem um mundo para salvar, sem mercenários para caçar, só os dois garotos, reunidos, em um raro momento de paz


Notas Finais


Eu prometo que o próximo Cap será bem mais soft. :3

Amo vcs!


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