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História Nunca vou terminar. Mas vem da alma. - Capítulo 1


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Notas do Autor


então... É só isso, eu fiz em um momento ruim essa história, mas agora está tudo bem. Por isso, me sinto incapaz de continuar ela.

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Dor. Dor é tudo o que estou sentindo agora. Meu estomago revira a cada respirada que dou, sinto que já vomitei tanto que poderia desmaiar aqui mesmo. Por algum motivo, nada acontece e tudo o que eu sentia sumiu tão rápido quanto começou.

Uma pessoa normal estaria feliz por não sentir mais tanta dor. Mas eu.... Eu só me sinto decepcionado. Nem pra morrer eu sirvo. Olho para o vaso, o vômito não continha sangue milagrosamente, mesmo assim, eu sabia que aquilo tinha causado danos enormes à minha saúde.Afinal, uma superdosagem de remédios só poderia causar isso.

Levantei de modo zonzo e voltei para a minha cama, se eu fosse para o hospital no dia seguinte, teria que arranjar uma desculpa para os meus pais, e eu simplesmente não posso contar que não quero mais viver. Olhei para o teto, sentindo minhas palpebras doerem por tantas noites não dormidas... E agora? Vai começar tudo de novo? Já está claro que eu não quero mais fazer parte de nada... Suspirei longamente, Deus... Se você existe, por favor me mata.

[...]

Três dias se passaram e nada de mal aconteceu comigo, por um lado novamente o sentimento de incapacidade aumentou, mas por outro, ao menos não tive que explicar nada aos meus pais. Mordi meus lábios, eu já tinha esquecido que hoje o inferno retornaria e que eu teria que lidar com muita gente nova em um colégio no qual eu não conhecia ninguém.

O despreso pela ideia de socializar foi tão grande, que nem reparei quando meus lábios estavam machucados. O gosto metálico do sangue ficou em minha boca, eu odiava isso.

[...]

_ Vi que você gosta de ler. – Apontei para o celular de uma garota que se encontrava sentada ao meu lado, numa tentativa desesperada de socializar.

_ Sim, eu adoro! Estou lendo uma fanfic de Harry Potter agora, muito boa. -Ela sorri e aponta para a imagem da capa da história, que mostravam os personagens principais em vassouras.

_ Harry potter? Nunca li... Nem vi os filmes, mas todo mundo diz que é bom. – Eu sorrio falsamente, tentando de tudo causar uma boa impressão .

_Ah é ótimo! Minha saga de livros favorita, fora Percy Jackson... Já leu?

_ Nunca li, mas já vi o primeiro filme, acho que eu devia ter uns 12 anos... Gostei demais, embora agora eu não lembre de nada do que acontece nele. – Faço uma expressão de confusão, era de costume, já que nunca lembro de nada por conta da minha provável falta de vitaminas.

_ Vamos sentar! – Nem percebo que o professor se encontrava em sala de aula. O homem era jovem e da altura da maioria dos alunos. Aparentava ter seus dezenove anos, mas na verdade deveria ter uns 5 anos a mais do que isso. Olho pra ele um pouco desacretidado, o professor tinha a aparência de um aluno bem desleixado.

Sento na minha cadeira e observo um garoto no qual conhecia se sentar à minha frente. Dou um suspiro aliviado, poderia conversar com ele afinal...

_ E aí Carlos, como é que tá? – Novamente puxo assunto, tentando dar um sorriso simpático

_ Olá Jovem! Tamo' aí né... Não tá lá essas coisas mas tamo' tentando. E a tua?

_ Acredita que a mesma coisa...? -Eu suspiro,se essas tentativas de socializar não dessem certo, aí sim eu ia parar de tentar.

Olho pro meu relógio de pulso com o rosto inexpressivo. A aula começara há muito pouco tempo, e mesmo assim eu continuava a olhar para o relógio a todo o momento, na esperança de que o tempo passasse rápido.

Na hora vaga, Carlos me chamou para fazer uma coisa peculiar e sem motivo aparente: Olhar diretamente para o rosto de alguém da sala, e ver a reação da pessoa. Eu não tinha nada para fazer, então acabei aceitando.

Primeiro encaramos um menino moreno de cabelos castanhos para cima, ele ultilizava dois anéis no dedo e um cordão com pingente de espada, sua face dizia que o mesmo teria seus 14 anos, mas segundo Carlos, ele era mais velho do que eu. O garoto encarou de volta, porém não conseguiu ocultar a vergonha em seu rosto... Ele sorriu, passou a mão pela cabeça, como se achasse que tinha algo de errado, e depois olhou de volta para a amiga no qual conversava.

_ Esse é o Gabriel, ele toca e canta... Esperava que ele fosse ficar com vergonha mesmo, o coitado achou que tivesse algo de errado com ele. -Disse Carlos, que logo depois procurou outro alvo para encarar

Depois, encaramos um garoto estranho, eu já havia estudado com ele quando estava na nona série, ele me dava arrepios... Era mais velho do que todos ali, seu rosto era coberto por espinhhas e ele era fascinado por animes. Não que ser fascinado por animes fosse um problema, afinal, eu também era... Ele apenas fechou os olhos e ignorou nossos olhares.

_ Marcos é muito sem graça, ele fica na dele...

Carlos deu um longo suspiro, olhou em volta, e depois de maneira sutil, apontou para um garoto bastante alto. Para falar a verdade, um dos mais altos da sala, ele usava óculos, tinha o cabelo raspado dos lados, não totalmente, em cima era cacheado, baixo,parecia recém cortado.O garoto também usava aparelho, mas apesar disso, exibia um sorriso contagiante no rosto; provavelmente estava rindo do que os amigos o falavam.

O encaramos por bastante tempo, até o mesmo reparar que estava sendo observado. Ele deu um sorriso na nossa direção, mas logo depois fez uma cara esquisita, como quem não entende o porquê de estar sendo encarado.

_Esse é o Corpus...sobrenome estranho né? Ele é...hm... Não conheço ele direito, mas enfim.....

Encaramos mais algumas pessoas, enquanto Carlos me falava sobre elas. Percebi que quase todos ali eram amigáveis, diferente das pessoas que conheci nas outras escolas pelo qual passei.

A manhã terminou comigo batendo cabeça na aula de Física, o que me fez sentir um profundo ódio de mim mesmo, não que eu já não sentisse, mas no momento, foi pior. Nunca fui bom em matérias exatas nem biológicas, sempre me dava melhor em humanas, o que sempre fez eu me sentir burro, afinal, os trabalhos que mais dão dinheiro e são valorizados nesse país, são os que envolvem biologia, química, matemática e física; como Engenharias e medicinas.

Suspirei profundamente, enquanto olhava meus materiais em cima da mesa. Decidi então guarda-los dentro da mochila, deixando de lado a preguiça que me consumia. Olhei para trás e vi Corpus, um dos garotos que havia encarado durante a aula vaga.

Ele aparentava estar feliz, novamente, como da primeira vez que o vi, ele carregava um sorriso no rosto; Porém dessa vez eu não entendia o motivo.

_ Por que você e o Carlos estavam me encarando e rindo naquela hora? – Ele falou, se aproximando de mim. Por um momento, achei que ele estivesse me confrontando, mas depois esse sentimento foi quebrado, o mesmo não estaria sorrindo se estivesse realmente chateado, não é?

Levantei os olhos para encara-lo, e respondi:

_ Ah, nós estavamos fazendo isso com todo mundo, era...Brincadeira. – parando pra pensar, aquilo realmente foi esquisito, explicar talvez fosse mais esquisito ainda.

O sorriso de Corpus foi diminuindo, logo ele deu uma risada sem graça, desviando o olhar.

_ Ah... Entendi, então tá bom.

  Levantei da cadeira após Corpus se distanciar, me direcionei à porta e encontrei a garota dos livros, na qual eu havia falado antes. Começamos a conversar novamente, e descobri que seu nome era Eloíde, ela gostava muito de filmes da disney, assim como eu, tinha uma personalidade forte, o que me fez admira-la logo de primeira.... Segunda, quer dizer... Ela era bonita, seus cabelos eram negros como ébano, seus olhos eram marcantes; como se tivessem sido maqueados, mesmo não sendo. Ela era magra, usava brincos e um cordão com um pingente com seu nome estampado no mesmo.


Notas Finais


obrigada desde já


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