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História Nutshell - Capítulo 6


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Notas do Autor


Mais um capítulo 😊
Espero que gostem ❤️

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Nutshell - Capítulo 6 - Capítulo 6

  - Potter? – Violet chamou o moreno, que seguia pelo corredor, acompanhado de Granger e Weasleys. 

  - Professora. – O garoto parou, sabendo o que viria a seguir. 

  - Poderia me acompanhar? – A jovem pediu, simples, mesmo que aquilo fosse na verdade, uma ordem. 

  - Sim. – Harry lançou um olhar para os amigos, antes de acompanhar a mulher. Seguiram até a sala de Feitiços, a porta se fechando atrás dele com um suave click.  

  - Sente-se. – Shelton apontou uma das muitas mesas redondas. – Muito que bem. – Sorriu, quando já se encontravam acomodados, lançando um Abaffiato. – Sabe o motivo de estar aqui. – Começou, recebendo uma aceno positivo, como resposta. – Sou toda ouvidos. – Encostou-se no apoio da cadeira, sentindo o cansaço do dia. O horário das aulas já haviam acabado, aproveitando o momento para ter aquela conversa, com o “eleito”. 

  - Fui atrás de Draco, no trem. Ele me petrificou e socou. Foi isso. – O adolescente resumiu o episódio. – Posso ir? 

  - Gosto de sua objetividade, mas... – Violet tirou seu maço do bolso, acendendo um cigarro. Poderia ser contra as regras, mas pouco importava para si. – Escute, Potter. – Soltou um longa nuvem de fumaça, fitando os olhos verdes. – Já disse uma vez, que não sou inimiga de vocês. Estou aqui, para ajudá-los. Sem julgamentos. Sei que são capazes de muitas coisas. Demonstraram isso desde sempre. As histórias que ouvi, são equivalentes a proezas de bruxos renomados. – Tragou mais um pouco de seu vício. – Agora, me conte realmente, o que aconteceu. 

  - Tudo bem. – O moreno suspirou alto, ainda dolorido. – Quer que eu conte desde a plataforma? 

  - De onde quiser. – A mulher deu de ombros. Conjurou com a varinha, duas taças com suco de abóbora e pedaços de sanduíches e bolos. Percebeu, o olhar surpreso do rapaz. – O que? Me parece que vai ser um tanto longo, este relato. – Soltou divertida, fazendo a bituca desaparecer e o cheiro de tabaco sumir. Pegou um pão, mordendo com vontade. Viu Harry rir baixo e  fazer o mesmo, finalmente abrindo a matraca e relatando todo o acontecido. 

  O garoto falou de Arthur, de como explanou para o homem suas suspeitas, do convite de Slughorn para um chá em sua cabine, do aproveitar desta oportunidade, para vigiar Malfoy e todo o resto que se sucedeu. Violet questionava vez ou outra, fazia algum comentário engraçado, conseguindo criar alguma abertura com o menino.  

  - Professora Shelton? – O adolescente deixou os ombros caírem, seu semblante transparecendo o quão exausto estava. 

  - Me chame de Violet. – A jovem inclinou-se para frente, apoiando os braços nos joelhos. 

  - Certo. Violet. – Potter repetiu. – Acha que estou louco? Que fiquei paranoico? Com todas essas minhas desconfianças? 

  - Nenhum pouco. – Shelton disse, com firmeza. – A última coisa que está, é louco. – Buscou a mão do moreno, passando conforto. – Eu acredito em você. Irei te ajudar a investigar o Malfoy. 

  - Obrigado. – Harry sorriu, tímido. Dava para ver o alívio, nos olhos dele.

  - Só me prometa uma coisa. – Violet apertou o contato das mãos. – Sei que não nos conhecemos muito bem e, sendo quem é, não deve ter o luxo de confiar nos outros. – Encarou-o, séria. – Mas, tenha consciência que estou aqui. E, como disse antes, sem julgamentos. Então, qualquer que seja seus temores ou o que for, me procure. 

  - Eu prometo. – O bruxo parecia querer chorar. 

  - Nada de terceiros, nada de Dumbledore. – A mulher especificou. – Sei que gosta muito do diretor, só que tem coisas que até ele não entenderia. Muito pela idade, pela vivência. – Explicou, não revelando os verdadeiros motivos. – Seu padrinho é uma pessoa que pode te ajudar. Ele me pareceu muito interessado, no seu bem-estar. – Jogou a isca. 

  - Sirius? – Potter indagou. – Eu o amo, é só que... Não quero incomoda-lo com mais problemas. Não quero perder o pouco que resta, da lembrança dos meus pais. – Confessou, desviando o foco para longe. – Além de que, ele está “morto”. 

  - Mesmo assim. Tenho certeza que você se sentiria melhor, tendo-o como apoio. – A professora sorriu, gentil. – Façamos assim. Escreva para ele, que eu envio com algum codinome. Tenho que mandar cartas para o Bill, mesmo. 

  - Faria isso? – Harry também sorriu, voltando a fitar Violet. 

  - Claro! – A mulher deu de ombros. – E se quiser, posso ensinar feitiços que penso, serão muito mais úteis, do que os aprendidos até aqui. 

  - Obrigada novamente, Violet. – Potter, começava a mostrar um pouco mais de animação. – O diretor irá me ajudar com oclumencia. 

  - Ótimo. – Shelton gostará de saber daquela informação. – Podemos trabalhar isso também. Como uma ajuda extra. Junto com Hermione, Rony e Gina. – Usou dos amigos do moreno, sabendo que era seu ponto fraco. – Bloquear a mente é importante. 

  - Falarei com eles, mas é certo que aceitem. – Potter sorriu ainda mais, os óculos descendo pelo osso do nariz. 

  - Muito que bem. – Violet achou melhor, dar a conversa por encerrada. – Terminamos, por hora. – Levantou-se, desfazendo o contato das mãos. – Mandarei um bilhete, informando quando e onde serão nossos encontros. 

  - Ok. – Harry passou os dedos pelos cabelos, os despenteando ainda mais. – Foi bom falar com a senhora. 

  - Digo o mesmo. – Shelton cruzou os braços, reparando no quanto aquele adolescente era frágil. E mesmo assim, se mostrava tão forte. A figura de James, com a personalidade e orbes, de Lilly. – Já te disseram, o quão parecido é com seu pai? – Tocou no assunto. – Menos os olhos. Eles são iguais aos da sua mãe. O jeito de ser também. Uma mistura perfeita dos dois. Impulsividade e empatia. 

  - Os conheceu? – Harry adorava saber coisas sobre os pais. Não importava o que fosse. 

  - Não muito. – Violet franziu o cenho, como se estivesse se concentrando. – Eles estavam no último ano, quando entrei em Hogwarts. Lilly era monitora chefe, e me tirou de algumas enrascadas, podemos assim dizer. Seu pai, eu via mais nas partidas de quadribol, ou rindo por aí, com Black, Lupin e aquele gordinho que sempre achei estranho... 

  - Peter Pettigrew. – O tom de voz do garoto, era de desprezo. 

  - Esse mesmo. – Violet concordou. – Foi ele não é? O traidor. – Fez um careta de desgosto. – E a culpa caiu sobre Sirius. 

  - Sim. – O moreno fechou as mãos em punho. A raiva o consumia, quando pensava no homem. – Um dia, irei pega-lo, e o farei sofrer. 

  - Nada mais justo. – A mulher soltou, sincera. – Enquanto esse dia não chega, tenha em mente, a importância de estar preparado. 

  - Pode deixar. – Potter parecia decidido. – Até mais, Violet. E mais uma vez, obrigado. 

  - Até, Potter. – Desfez o feitiço silenciador, abrindo a porta com a varinha. 

  - Harry. – O bruxo disse, parando na passagem. 

  - Até, Harry. – Violet acenou contida, observando-o desparecer de vista. Sem esforço, fez a louça sumir e as coisas voltarem a sua posição original. As luzes se apagaram com um movimento de mãos, enquanto saía do recinto. Precisava de um banho, alguma bebida alcoólica e seus cigarros. Caminhou pelos corredores, suspirando alto, parando em frente aos seus aposentos. Encostou a mão na madeira escura, que a reconheceu, abrindo-se silenciosa. Entrou na sala confortável, um tanto diferente de quando chegou. Os vários quadros, sendo retirados. Sabia que era uma artimanha de espionagem. Todas aquelas pinturas, ou pelo menos a maioria, repassava informações ao diretor. Sua vontade era de despir-se, colocar uma música e ir direto para a banheira, com um copo de firewhisky. Porém, era quase hora do jantar e se faltasse, seria uma dor de cabeça desnecessária. Enrolaria mais um pouco, antes de descer ao salão principal, pensando na conversa com Harry e no avanço que a mesma resultou. Poderia até morrer logo, contudo, faria com que todos soubessem a verdadeira face de Albus. O desmascararia perante seus bajuladores, quebrando o encanto do “bom velhinho”. Só que para isso, teria que arranjar mais ajuda. Aliados.

 

.......................................

   

  Harry caminhava em direção ao salão comunal. Queria contar aos amigos, sua conversa com a professora. Hermione já havia dito, que a mulher estava ao lado deles, mas seu jeito desconfiado, não o deixava baixar a guarda. Deu a senha ao retrato da Mulher Gorda, passando para dentro. Muitas vozes misturadas, chegaram aos seus ouvidos, pois os alunos esperavam a hora do jantar. Procurou por Granger e os Weasleys, visualizando apenas a castanha. Rumou até lá, sentando-se ao lado dela. 

  - Pode começar a falar, Harry. – A garota levantou uma sobrancelha, fitando o moreno. 

  - Não sei se aqui, é um bom lugar. – Potter sorriu de lado. – Apenas posso admitir que, estava certa. A professora Shelton está do nosso lado e vai nos ajudar. A todos. 

  - Eu te disse. – Hermione tinha um ar satisfeito.

  - Me desculpe, por duvidar. – O bruxo, não tinha medo de assumir erros. 

  - Esqueça. É seu modo de proteger-se. – Granger enlaçou-lhe um dos braços, deitando a cabeça ali. Discretamente, silenciou o redor deles. – Pronto. Pode falar o que quiser, ninguém vai nos ouvir. 

  -  Bem, ela me perguntou sobre o ocorrido no trem. Tentei ser evazivo mas... – Harry deu de ombros. – Ela perguntou de novo, com aquele jeito dela, meio debochado. Conjurou um lanche e daí, eu realmente comecei a falar. Tudo. Desde a plataforma. 

  - E ela? – Granger questionou, curiosa. 

  - Ela disse que acreditava em mim. Que iria me ajudar a investigar Draco. – O garoto informou, um sorriso nos lábios.

  - Isso é muito bom. – A adolescente se sentia feliz, em ter mais ajuda. 

  - Sim. Ela me tratou com gentileza, não pena. – Potter fitou a lareira, por alguns instantes. – É difícil um adulto fazer isso... Também propôs nos ensinar feitiços mais avançados, e ajudar com oclumencia, mesmo tendo Dumbledore. 

  - Sério?! – Hermione não sabia o que dizer. Era fantástico, poder ter um leque maior de encantamentos. – A professora pelo pouco que pude ver, é extraordinária. O feitiço que aprendemos hoje, na primeira aula, foi ela quem inventou. 

  - Nossa... – O moreno estava impressionado. – É muito bom então, que teremos aulas extras. Você, Ron, Gina e eu. 

  - Todos nós? – Granger não acreditava, no quanto aquela conversa só melhorava. 

  - Todos nós. – Harry repetiu. – Ah! Fui encorajado a contar a Sirius, meus dilemas. A professora irá mandar as cartas com um codinome. 

  - Parece que conseguimos um aliado forte. – A castanha mordeu os lábios, contendo uma comemoração. 

  - Só fiquei pensando em uma coisa. – O bruxo franziu o cenho. – Teve um momento que, ela tocou no nome do diretor, dizendo que tem assuntos que ele não entenderia, que não deveria saber. 

  - Deve ter uma razão para isso. – Hermione fazia tempos, sentia um incômodo sobre Dumbledore. Não o via mais como o homem bondoso e altruísta. Percebia-o como alguém um tanto oportunista e manipulador, contudo, tinha medo de compartilhar sua desconfiança. Saber que Violet poderia concordar consigo, era um alívio.  

  - Pode ser. – O garoto não quis prolongar aquele tópico. – Vamos descer? Já está quase na hora do jantar.

  - Vamos. – Granger sorriu, ciente que o melhor amigo, queria desviar do assunto. – Estou faminta. – Mentiu, se levantando. Era melhor não insistir. Harry sempre teve o diretor em um pedestal, o único que poderia salvar o dia, salvar a todos no final. Era somente o primeiro dia de aula, e já premeditava o quão problemático seria. 

 

    ........................................

 

  Uma semana se passou, desde o começo do ano letivo. Os dias correram ligeiros e cheios, estudantes percorriam os corredores a todo momento, livros, mochilas e pergaminhos amontoados nos braços, suas expressões frequentemente concentradas ou até mesmo preocupadas, destoavam de alguns grupos risonhos e relaxados, que brincavam, provocavam ou apenas papeavam sobre coisas rasas, procurando desvincular a mente das obrigações curriculares. 

  Era sexta-feira à noite e Violet percorria seu caminho, voltando do corujal, onde despachara duas cartas, uma para Bill e duas para Sirius, a quem usou o codinome Chris, pois lembrava um conhecido seu, de Seattle. Resolveu escrever para a dupla, porque, queria explanar como fora sua primeira semana, sendo parte do corpo docente, suas impressões e expectativas. Nenhum deles, sabia do verdadeiro objetivo dela estar ali, então restava-lhe resumir a rotina de sua falsa vida. Também havia o combinado com Potter, que lhe trouxe um pergaminho, dirigido ao padrinho. Escolheu duas das muitas corujas disponíveis, atrelando os papéis e lhes dando as coordenadas. Esperou que sumissem no horizonte, o sol tendo desaparecido há tempos. Contemplou a vista por alguns instantes, querendo acender um cigarro, entretanto, forçando-se a sair dali.  O jantar já havia terminado e conforme as regras, os alunos deveriam estar nos respectivos salões. Seus passos eram calmos, a vestes farfalhavam na meia-luz, junto ao cantarolar de alguma canção trouxa. Era a sua vez de fazer a ronda noturna, procurando infratores no auge da puberdade, se agarrando pelos cantos do castelo ou chorando escondidos, no banheiro da Murta. 

  - Boa noite, Snape. – Violet parou, virando-se e fitando a figura do bruxo. – Estava preparando alguma poção? O cheiro de ervas está particularmente forte, hoje. – Provocou, franzindo o cenho e aspirando forte. – Sinto notas de tabaco e álcool, também. – Sorriu, zombeteira. – Escondendo as coisas boas... 

  - Muito perspicaz. – Severus respondeu, entediado. 

  - A culpa não é minha professor, se seu cheiro impregna o ambiente. – A jovem deu de ombros, voltando a direção que estava seguindo. Recomeçou a andar, ouvindo o farfalhar atrás de si. – Algum problema?

  - Nenhum, aparentemente. – O sonserino ficou ao lado dela, diminuindo seu ritmo. – Albus trocou minhas escalas de rondas. 

  - O colocando comigo. – Shelton sorriu, rindo baixo. – Ele não brincou, quando disse que nos queria juntos, convivendo. 

  - Aparentemente... – Snape resmungou, uma nota de aborrecimento na voz. 

  - Farei de tudo, para que a experiência seja agradável. – Violet comentou, prestando atenção ao redor. – Afinal, não será por muito tempo, mesmo. 

  O moreno não respondeu, seu silêncio sendo suficiente. Não entendia o quão resignada aquela mulher era. Falava e caçoava da morte, como se fosse algo tão banal. O que teria passado, para que assim pensasse? Uma ponte de curiosidade, espetou seu ser. Tentaria descobrir a história dela, a dívida com Dumbledore, e o que lhe traria de vantagem. Seguiram através dos corredores, chegando ao andar onde, muitos agora tinham conhecimento, existir a sala precisa. Barulho de passos foi-se escutado e em seguida, a figura de Malfoy surgiu, decadente. 

  - Draco. – Severus proferiu o nome do adolescente, uma sobrancelha levantada. 

  - Professor... – O platinado não sustentou o olhar do homem, mirando o chão. 

  - Alguma explicação? – Snape questionou, impassível. Recebeu um aceno negativo. – Muito bem. Menos vinte pontos para Slytherin e, detenção amanhã, após o término das aulas. – Sentenciou, vendo o garoto concordar. – Volte para seus aposentos. 

  - Boa noite, Sr. Malfoy.  – Violet se manifestou, recebendo um olhar cansado. Por um instante, compadeceu-se pelo menino, tão diferente daquele do Beco Diagonal. 

  Continuaram a vigilância, aparentemente calma, somente alguns fantasmas aqui e ali, que os saudavam solenes. Já era quase fim do trabalho, quando sons de mesa sendo arrastada e risadinhas baixas, chegaram aos ouvidos da dupla. Focaram na porta entreaberta, de uma sala abandonada, cuidadosos em não fazer barulho algum. 

  - Brown. Weasley. – Severus sorria, minimamente. 

  - Parece que os sextanistas, tiraram a noite, para quebrarem o toque de recolher. – Violet ironizou, iluminando o recinto. – Pelo jeito, as coisas por aqui, não mudaram tanto. – Apontou a varinha para os infratores, parcialmente nus. No instante seguinte, as roupas do casal voltaram ao lugar de origem. – Querem tentar alguma justificativa? 

  - Estávamos... Estávamos... – Lilá começou, gaguejando. 

  - Bééééééé... Resposta errada. -  A professora focou, o melhor amigo de Potter. – Sua vez, Weasley. - Sorriu, perigosa.

  - Sentimos mui... – O ruivo iria iniciar suas desculpas. 

  - Errado de novo. – Shelton suspirou, como se aquilo fosse realmente decepcionante. – Menos quarenta pontos para Griffyndor. – Agora, seu tom era sério. – De cada um. 

  - Mas professora... – Rony iria protestar.

  - Eu disse quarenta? – Violet fez-se de confusa. – Quis dizer cinquenta pontos a menos, para cada. E, uma semana de detenção.

  - Não é justo. – Weasley continuou, assumindo um tom vermelho. 

  - Para mim, parece justo o bastante. – A mulher deu de ombros. – Não concorda, Professor Snape?

  - Inteiramente. – O moreno, deixou transparecer sua satisfação. 

  - Mais alguma ressalva? – Violet provocou, sarcástica.

  - Não professora. – Foi Brown quem falou, desta vez, puxando o namorado para fora. 

  - Espero que não guardem mágoas. Seria ruim, se os colegas de vocês, principalmente a senhorita Granger, soubessem que os pontos que ganharam merecidamente, terem sido perdidos, assim. – A jovem estalou os dedos. – Voltem aos dormitórios. Amanhã, falaremos sobre o castigo. – Deu fim aquela conversa, os observando se distanciarem e sumirem de vista. Virou-se para o colega de profissão, que a encarava, com o olhar divertido. – Gostou? 

  - Impressionante. – O sonserino, levantou uma sobrancelha. 

  - O que me incomoda nisso tudo, não é tê-los pego quase copulando, como adolescentes desajeitados. – Violet fez uma careta. – É a burrice em não ter pelo menos, silenciado a sala.

  - Grifanos tendem a ignorar o básico. – Severus desdenhou. 

  - Sim. – Shelton concordou, de modo neutro. – As vezes, me pergunto se não fui selecionada para a casa errada. 

  - Como assim? – O bruxo indagou, mostrando ligeiro interesse. 

  - Minha família em sua maioria, foi mandada para Slytherin. Exceto, por alguns corvinos. – Violet explicou, simples. – Fui a primeira grifana. – Continuou. – O Chapéu Seletor, veio com aquela ladainha de sempre, balbuciando que me daria muito bem, na casa das cobras ou dos corvos. Porém, que desafios preciosos me esperariam no lar dos leões. – Riu, lembrando o quão ridículo fora aquele discurso.

  - Imagino que tenha gostado. – Snape comentou, cada vez mais curioso. 

  - Só não queria ser uma sonserina. – A mulher esclareceu. – Sou mestiça. Minha vivência escolar se compararia ao inferno. 

  - Entendo. – Severus realmente compreendia a mulher. Não fora nada fácil, ser um mestiço em Slytherin. Demorou muito, até conquistar respeito entre os colegas.  

  - Sei que sim. Pertencemos a mesma “casta”. – Violet constatou. 

  - Como sabe? – O bruxo perguntou, desconfiado. Não era segredo, ser meio sangue. Contudo, aquela mulher havia acabado de chegar e, parecia ter conhecimento de tudo e todos. 

  - Um dos termos de minha volta, foi obter o maior número de informações possíveis. – Shelton acabou com o mistério. – Ficou determinado que, eu soubesse de tudo o que se passou. Fosse por penseira, registros ou oralmente. – Mirou uma das janelas, a lua se estendendo alta. – Pedi a verdade. Somente a verdade. Pelos menos, aquela que me cabe. 

  - Albus então, lhe falou sobre os ocorridos desses anos todos. – Snape afirmou, recebendo um aceno positivo, como resposta. – Sem ocultar nada? Nenhuma lembrança? 

  - Sou ótima com oclumencia e legilimencia. Sei quando alguma memória está corrompida. Sei também, penetrar sua mente de modo que, será tarde demais, quando notar. – Violet mudou o foco de sua atenção, fitando o par de ônix. Permaneceu com o contato, a expressão calma. 

  - Está tentando ler-me? – O moreno quis rir. Nunca, ninguém conseguira ultrapassar suas barreiras. 

  - Será que estou? – A jovem cerrou os olhos, antes de rir levemente. – Relaxe, professor. Suas barreiras são bem sólidas, levaria um tempo até ultrapassa-las. Uma longa conversa, talvez. – Provocou, ainda encarando-o. – Bem, estou falando demais. Desculpe-me. As vezes, o silêncio me perturba. – Sorriu sem graça, recomeçando seu caminho. Olharam mais alguns lugares, dando por encerrada a ronda. – Acho que é tudo, por esta noite. – Proferiu, colocando um cigarro entre os lábios. O batom, manchando o filtro branco. – Até o café. – Despediu-se, desaparecendo pelas escadarias.  

  Severus assistiu Violet ir embora, deixando-o sozinho. Ainda olhava por onde ela fora, sua mente trabalhando afiada, com toda a informação obtida. Cada vez mais, sentia que a mulher traria mudanças e dores de cabeça para si, entretanto, não era tão ruim assim, escuta-la tagarelar. Pelo menos, as coisas que saiam da boca dela, não se resumiam a asneiras. Ao contrário, muitas palavras dúbias, se escondiam nas frases mais simples. E havia a resignação pela morte. Um sentimento que compartilhavam. Apertou a ponte do nariz com os dedos, fechando os olhos e respirando fundo. Nem tinham bem começado o ano letivo e, sabia, o pouco da paz que queria antes de morrer, provavelmente lhe seria negada. Maldito Dumbledore! Praguejou mentalmente, rumando para os próprios aposentos. Precisaria de algumas doses de firewhisky, antes de tentar pegar no sono. 


Notas Finais


Violet conseguiu uma aproximação com o Harry... hahaha Ela tá movendo as peças...
E, a convivência com Snape tá cada vez maior...


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