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História Nutty Simulator - Capítulo 9


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Notas do Autor


aaaaaaaa to mal, descontei tudo no capítulo e é isso aí

Capítulo 9 - Da moral e... ?


Dor, e apenas a mais pura dor. A floresta ficava mais escura a cada passo. O bardo tomou outra direção, e espero nunca mais o ver em meu caminho novamente. E, claro, eu sei. Toda a ideia de termos um bardo tocando músicas de rock antigas... foi uma ideia minha. Seria mais engraçado com o grupo todo aqui, talvez. Eu queria poder ver mais nessa floresta.

Como previamente dito, está ficando cada vez mais escuro por aqui. O Offenderman correu para algum lugar entre as árvores e é tipo, meu dever moral o perseguir agora. Tem um lugar específico que eu espero não ser seu refúgio. Não é possível que exista, deveria me acalmar. Pensando bem, se existe, significa a existência de várias versões de uma mesma localidade, com os mesmos residentes, apenas com personalidades diferentes. Um tipo de linha do tempo, talvez. Mas esse é um papo bem chato. Vamos focar no que importa, chegar até lá.

Eu já perdi a conta de quantas árvores já me assustaram, me bati de ombro em alguns troncos. Cortar o mato também não é uma atividade fácil, você corre um grande risco de decepar a sua perna no escuro quando faz isso. Não que cura seja um problema por aqui, provavelmente posso narrar uma cura desumana que tirei do nada, a qual seria muito útil para a batalha anterior à anterior. O caso é que simplesmente não quero cortar uma perna fora, então a melhor opção era ser estapeado pelas grossas, irritantes folhas enormes de árvores e moitas por toda a floresta. Eu já me perdi há tempos daquele assediador mequetrefe, mas há uma luz no fim da floresta, literalmente.

Num triste suspiro, após uma experiência horrível de caminhada e muita pouca paciência, fui capaz de alcançar a luz, apenas para dar de cara com o dejeto do que um dia foi a humanidade, a mansão creepypasta. Sorri ao vê-la, colocando as mãos na cintura, não é exatamente o que eu imaginei que seria. Provavelmente construíram eles mesmos. É feita completamente de madeira, significa que deve ser muito frio ali dentro, sequer há espaço para uma chaminé. Quantos moram ali? O vento faz a mansão inteira rangir, está ameaçando cair. Não, nenhuma chance no inferno que eu vou entrar nessa pocilga. Você já leu alguma das fanfics que incluem isso? Talvez não haja nada no mundo que eu deteste mais. O que sequer vou encontrar aqui? Jeff the Killer pronto para iniciar um romance psicopata? Ben Drowned e a mais pura pedofilia? Eu prefiro não fazer parte disso.

"Entre. Não é como se tivesse muita escolha."

Me virei, dando as costas para a mansão. O que vi ali, era mil vezes pior do que qualquer destino que estivesse me aguardando dentro da residência. O que mais me incomoda é a falta de sentido. Sabe, eles disseram que você fugiu, e eu realmente acreditei estar tomando o seu corpo.

"Ah, tecnicamente... shenanigans." Disse Nutty, de 2015. "Mas nada disso importa, você precisa entrar."

E por quê? Vai você, você é quem gosta desse conceito. Vários psicopatas vivendo sob o mesmo teto? Isso não funciona nem em teoria, é estúpido.

"Eu disse que você precisa entrar. Quer ir embora, não é? Elimine o canônico." Apontou para a porta. Suspirando, me sentei ali mesmo, na terra. Se eu entrar ali, sozinho, eu tenho chances indescritíveis de morrer. Da onde você veio?

"Daqui." Tocou em sua própria testa. Lentamente, apontou para seu lado. "O mesmo lugar que ele." 

Fica pior. Era uma reunião de família, então.

"Você sabe que não precisa fazer isso, não?" Disse o Nutty de 2018. "Você sabe que só vai voltar a ser triste."

Não, esse não é o ponto, eu só não quero estar aqui. 

"Se for o caso, destrua a mansão, vá embora." 2015 repetiu. 2018 se colocou na frente da criança e cruzou os braços.

"Você vai se arrepender. Esse é o seu lugar feliz." Mas eu não tenho um lugar feliz. Vocês deveriam saber.

"É a sua chance de refazer as coisas." Adicionou. A criança bufou e passou entre suas pernas.

"Não é o que veio fazer. Você veio destruir tudo, não é?"

Sim, é mais fácil.

"Pular para um fim triste? Não é mais fácil." Nutty de 2018 parecia bem irritado, mesmo apenas olhando para o chão.

É egoísta.

"E nós temos um lema." Disse ainda a criança.

Egoísmo é bom, precisamos ser egoístas.

2018 empurrou a criança, caminhando furiosamente até a minha frente, talvez prestes a... não sei, empurrar o dedo no meu peito, que nem uma briga de casal.

"É a sua chance de ficar aqui, assumir os erros e consertar a sua vida e a dos outros."

"Ou pular para o fim, e não passar nada disso. É mais fácil, nós dois concordamos." A criança disse, ainda no chão.

Eu não quero estar confuso, não era para ser o ponto desse capítulo, muito menos da história. Não é divertido.

"Por que é que você odeia tanto o passado? Você sabe que está dedicando ódio a uma criança."

Porque eu fui uma criança bem ruim, e você é resultado disso. Aí, um adolescente pior, que resultou nisso, em mim.

"Mas você está tentando consertar tudo no futuro, então para quê lidar com tudo de ruim de novo? Pule para o fim, destrua tudo." Sorriu a criança.

Eu não entendo.

"Fique aqui, espere e assuma a responsabilidade e se ajude."

Eu não quero.

2018 deu as costas, de braços cruzados.

Mas também não quero ser um covarde.

A criança deu de ombros.

Todos os meus finais vão ser ruins, qual o benefício?

"Ajudar os outros."

"E sofrer ainda mais por isso."

Não, eu não quero viver toda a merda de novo, nem que eu tenha a mínima chance de alterar o resultado.

"Então destrua a mansão."

Eu não quero ignorar o meu passado, também. Merda, vocês sabem o quanto é importante.

"Por favor, você não se importa." 2018 disse, desaparecendo entre as árvores.

"Os finais são iguais, Nutty, mas você não precisa passar por isso. Seja egoísta e salve a si mesmo. Não é diferente das outras vezes!" Sorriu 2015, desaparecendo numa moita.

Eu odeio vocês dois. O que caralhos eu faço agora? A porta se abriu, eu teria muito pouco tempo para pensar agora. Lá estava ele, o retrato dessa época estúpida. Jeff the Killer.

"Ei, você aí! O esquizofrênico falando sozinho."

Esse seria eu, sim.

"Você parece ser estúpido. Vem aqui, estamos servindo a janta." Riu.

Uma janta? Numa casa de assassinos? Soa como um churrasco canibal.

"Ei, que nojo, não. É espaguete, seu maníaco doente." Cuspiu no chão. "Que papo maluco, no meio da minha janta! Eca, dá o fora." Bateu a porta com tudo, fazendo a mansão inteira balançar e alguém gritar com o tão famoso psicopata. Ei, mais tempo para pensar nisso tudo. Sabe de uma? Eu vou até os rapazes e dizer que foi um dia longo, a gente vê isso aqui depois, que tal?

Malditas versões alternativas e questões morais.



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