História .nutty smell - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Yang Jeong-in
Tags Abo, Jeongin, Jeongsung, Jijeong, Jisung, Side!hyunchan, Stray Kids
Visualizações 49
Palavras 2.065
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


deveria estar atualizando lol? sim kk
mas eu tenho que aproveitar meus picos de criatividade
ah e nesse meu universo abo, os betas tem aromas naturais porém são mais fracos que o dos alfas e ômegas
perdoem os erros e boa leitura <3

Capítulo 1 - .unnoticed (or almost)


 yang jeongin se considerava uma pessoa normal, sem atributos especiais, alguém que não chama atenção. mesmo sendo um beta, cresceu aprendendo que poderia ser o que quisesse e só cabia a si mesmo determinar os próprios limites. no entanto, ainda que seus pais sempre lhe encorajassem a seguir seus sonhos, ele nunca encontrou algo que realmente lhe interessasse e alguns de seus antigos colegas de classe - sendo os alfas (e, de vez em quando, ômegas) arrogantes que eram - não ajudavam.

 agora estando no segundo ano do ensino médio, ele tentava ser só mais um dos adolescentes que tiram notas acima de média e passam despercebidos por todos. ou quase.

 jeongin não era alguém vaidoso, ele cuidava da beleza para satisfação própria. se estivesse se sentindo bonito, estava de bom tamanho. porém, ele nunca percebeu a atenção que sempre atraiu com sua beleza natural. cabelos loiros que faziam um belo contraste com a pele leitosa, olhos que lembravam uma majestosa raposa, covinhas adoráveis e um sorriso brilhante e encantador.

 e por essa falta de atenção, ele não pôde deixar de ficar, no mínimo, assustado quando han jisung se declarou para si. a surpresa foi tão grande que ele só conseguiu gritar e sair correndo deixando o mais velho confuso para trás.

 pois é, yang jeongin deixou o cara mais popular da escola plantado no meio do corredor e, pra completar, ainda gritou na cara dele. mas qual é, jisung tinha a cidade sobre os pés, o que ele iria querer com um simples beta que nem o mais novo?

 por este trágico acontecimento, o yang estava deitado na cama com a cara enterrada no travesseiro enquanto o traste que chamava de melhor amigo - popularmente conhecido como hwang hyunjin - ria dele até engasgar.

 — se você veio aqui só pra rir de mim, já sabe onde é a saída. - disse emburrado enquanto o alfa limpava as lágrimas provenientes da risada escandalosa.

 — calma aí, estressadinho. - respirou fundo para evitar outra risada. - quem mandou você passar vergonha na frente do tão adorável han jisung? - provocou recebendo o travesseiro, no qual o mais novo se afundava, na cara.

 — eu deveria te expulsar daqui e chamar o chris hyung. - mostrou a língua.

 — pois você deveria saber que meus conselhos são bem melhores que os daquele loiro de farmácia. - respondeu mostrando a língua também.

 — quem vê nem acha que é só o ''loiro de farmácia'' falar um que o hyung tem um surto e enche o garoto de beijos até ele ficar vermelho. - debochou.

 — melhor surtar de amor do que berrar e sair correndo deixando o coitado parado que nem idiota no meio do corredor. - rebateu sorrindo por saber que seu argumento era imbatível.

 — eu te odeio.

 — também te amo. - se deitou na coxa do mais novo, que estava encostado na cabeceira da cama. - mas então, foi tão ruim assim?

 — se ruim quer dizer fugir gritando do garoto mais cobiçado e cheiroso da cidade, sim, foi péssimo.

 han jisung seria um garoto como qualquer outro se não fosse o fato de que ele era educado, bonito, tirava boas notas e, o mais importante, era um híbrido. tendo uma metade ômega e outra metade alfa, o cheiro dele, de longe, era o mais atraente da cidade.

 — por que você não tenta falar com ele? ao menos nas aparências, ele não parece ser alguém rude. principalmente, com você. - sorriu de lado.

 — hyung! - exclamou colocando as mãos em frente ao rosto.

 — iti, o neném tá com vergonha. - deu um beijinho na bochecha corada. - mas é sério, innie, se ele gosta mesmo de você, vai entender seu lado. - viu a face tristonha do beta. - o que foi, neném?

 — e se... sei lá, ele estiver tentando me enganar? porque, nossa, ele é um híbrido e eu sou só... eu.

 — como assim ''só você''?

 — ah, você sabe, hyung. - continuou com a voz amuada e a cabeça baixa. - eu não sou lá essas coisas no quesito beleza e ainda tem esse meu cheiro estranho...

 infelizmente, jeongin nunca foi muito confiante no quesito ''pessoas que não são betas e comuns gostando de mim'' (ele também nunca se agradara muito com seu aroma fraco de nozes) e agora que han jisung se declarara para si, sua mente insistia em inventar 1001 motivos de que os sentimentos do híbrido não eram verdadeiros. ainda mais com o mais velho tendo um cheiro de livro novo com terra molhada - meio de estranho de falar mas combinava muito bem com ele. parecia um absurdo que um beta como si fosse chamar a atenção de alguém tão... ele.

 — tu 'tá de brincadeira com a minha cara, yang jeongin? - a voz irritada indicava que o beta deveria ficar caladinho e ai dele (e de qualquer um) se lhe interrompesse - meu anjo, presta atenção aqui. - levantou-se. - você é bonito, MUITO bonito, ou melhor, você é lindo, maravilhoso, belíssimo, pleno, deslumbrante, atraente, estonteante, elegante, um príncipe encantador, descendende direto de afrodite, um pitelzinho gostoso, tá me entendendo? - aproximou-se do loiro e apertou suas bochechas. - se o jisung gosta mesmo de você ou não, eu não sei, mas entenda que independente de qualquer um, você tem uma beleza enorme, tanto por fora quanto por dentro. - depositou-lhe um beijo na testa e largou as bochechas (vermelhas e doloridas) do mais novo.

 — obrigado, jinnie hyung. - abraçou o alfa.

 — de nada, filhote. agora, eu preciso ir. - pegou a mochila do chão. - christopher vai chegar logo e eu não quero aquele alfa estúpido tocando na minha preciosa cozinha. - disse fazendo o yang rir. caminhou até a porta do quarto e antes de sair, chamou.  — innie?

 — hm?

 — não se preocupe com seu cheiro, bebê. - jeongin até ficaria soft se não fosse pela frase seguinte. — esquilos adoram nozes, se é que você me entende. - fechou a porta para não ser atingido por uma almofada e riu alto.

 — VOCÊ NÃO PRESTA!
                                           

       —♡—

 havia passado um tempo considerável desde que hyunjin fora embora e o sol já havia se posto. jeongin acordara de seu sono da tarde e depois de se livrar da cara amassada e marcada pelo travesseiro, desceu para fazer um lanchinho antes que seus pais voltassem e lhe flagrassem comendo petiscos antes do jantar. enquanto tomava suco de caju (e lamentava não ter ido ao país de origem daquela fruta tão maravilhosa junto com os pais) quando a campainha tocou.

 terminou o resto do suco em um gole só e colocou o copo vazio na pia, ajeitando o cabelo bagunçado e indo ver quem era pelo olho mágico. seu coração tropeçou duas batidas para, logo depois, acelerar quando viu as familiares bochechas gordinhas e, naturalmente, morenas. antes que pudesse pensar em correr pro quarto e fingir demência, ouviu a voz abafada do acastanhado.

 — eu sei que você está aí, - malditos sejam os sentidos apurados dos hibrídos, praguejou mentalmente. — e se não se importa, está ficando frio aqui fora. - girou a chave e abriu a porta para que apenas seu rosto fosse visto, escondendo o corpo atrás dela como se o objeto pudesse lhe fazer sumir magicamente. — não vai me convidar para entrar?

 — como você sabe onde eu moro?

 — só respondo se você me deixar entrar. - sorriu vendo o beta se afastar e abrir a porta completamente.

 — abusado. - resmungou enquanto trancava a porta novamente.

 — eu ouvi isso. - respondeu risonho enquanto admirava a sala de estar. - e respondendo sua pergunta, seu amigo bonitinho é uma pessoa bem divertida, Chris tem sorte. - alfa traidor. - tem alguma coisa pra beber? - perguntou indo para a cozinha.

 — alguém já te disse que você é muito atrevido? - viu o híbrido abrir a geladeira.

 — é meu charme. - sorriu ladino enquanto enchia o copo usado da pia. ouviu um resmungo e olhou para o beta emburrado. — se você continuar sendo fofo assim, eu vou ser obrigado a encher sua cara de beijos. - o comentário fez o mais novo corar e correr quando o acastanhado começara a se aproximar. jeongin correu para o quintal rindo e deu um passo em falso, resultando nele e jisung caídos na grama, recuperando o fôlego perdido debaixo daquele céu sem tantas estrelas.

 — você tem certeza? - foi direto para o assunto, jisung só tinha um motivo para estar ali, não havia razão para enrolar.

 — sobre?

 — sobre gostar de mim.

 — parece tão impossível assim eu ter vontade de namorar você? - o beta corou levemente com a falta de filtro. — eu sempre tive essa atenção por conta de ser um híbrido, é um pouco cansativo mas eu tento ver o lado bom disso porque não importa o quanto eu tente, eu sempre chamo atenção. nos raros momentos em que eu consigo ter um momento sozinho, eu observo as pessoas. pode parecer estranho mas eu gosto de ver as pessoas andando pela rua, ora tranquilas ora apressadas, sozinhas ou acompanhadas, e os que eu mais gosto de observar são os betas. sinceramente, eu gostaria de ser um de vocês. - jeongin lhe olhou surpreso. — pode parecer ingratidão já que eu faço parte de uma parte minúscula e rara da população mas eu sempre quis ser que nem o meu pai.

 — não me diga que...

 — pois é. todos acham que eu vim de uma linhagem pura e toda aquela coisa mas não, meu pai era um beta e minha mãe era ômega. - a voz entristeceu um pouco. — eu lembro de quando eu era criança e via eles juntos, pareciam tão felizes. o sentimento nos olhares... me dava vontade de sorrir sempre que eles se olhavam. - suspirou fundo. jeongin estranhou o repentino aprofundamento do assunto mas não se manifestou, jisung parecia precisar daquele desabafo. — então, ano passado, eles resolveram viajar pelo mundo e eu dei meu total apoio. estava tudo certo, os documentos, minha emancipação, as contas, tudo. eles estavam tão radiantes, jeongin. era pra ser o momento deles. então eles chegaram em atenas. minha mãe me mandou dezenas de fotos e vídeos. ela adorava mitologia grega. - sorriu triste com a lembrança. — até que, na última noite, eles estavam saindo de um restaurante em direção ao hotel quando foram abordados. - o beta entrelaçou suas mãos demonstrando apoio assim que o mais velho começara a chorar. - eles s-sofreram tanto... meus pais não mereciam aquilo... - mais lágrimas e soluços. - a-aqueles d-desgraçados... e-eles...

 — shh, está tudo bem, hyung. seus pais estão em um lugar melhor... e quem fez isso, vai pagar, de um jeito ou de outro. - abraçou-lhe. — está tudo bem, sung. eu estou aqui com você.

 jeongin murmurava palavras de conforto e abraçava o mais velho até que se acalmasse, o que demorou alguns minutos.

 — eles iriam gostar de você. - disse limpando as lágrimas.

 — como você sabe?

 — porque você é incrível.

 — yah, pare de me fazer corar.

 — só estou falando a verdade. - se levantou e ajudou o outro a fazer o mesmo. — eu sei que você não sente o que eu sinto mas eu posso ter uma chance? - o yang estava começando a se acostumar com a personalidade sincera e direta do mais velho.

 — hm... - fingiu pensar. — por que não? - jisung gritou e começou a correr pelo quintal.

 — 'tô prester a mudar de ideia. - cruzou os braços com uma falsa expressão séria.

 — o que? não, não, não. eu vou me comportar, prometo.

 — bom mesmo. agora você precisa ir antes que fique tarde demais. - levou o mais velho até a porta.

 — eu não posso ficar? - fez manha.

 — jisung...

 — parei, desculpa. - jeongin abriu a porta e jisung parou na sua frente. - boa noite. - deu um selinho no mais novo e saiu correndo antes que ele pudesse reagir.

 — ABUSADO!

 — VOCÊ GOSTA! - jeongin viu ele correr até virar a esquina e fechou a porta, se encostando nela para deslizar até o chão, rindo abobado. mais tarde, lembraria de agradecer hyunjin.


Notas Finais


se você chegou até aqui, obrigada
até algum dia kk


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