História Nuvens de Algodão-Doce Cor-de-Rosa - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Gay, Aromas, Casal Gay, Cores, Desilusão, Drama, Drama Adolescente, Família, Gay, Jovem Gay, Lemon, Original, Romance, Sentimentos, Yaoi
Visualizações 4
Palavras 2.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá a todos os leitores! Bem, está fanfic já havia sido postada anteriormente no meu Wattpad e agora eu resolvi posta-la aqui afim de ver o que as demais pessoas acham. É um trabalho simples e amador, mas feito com muito carinho afim de poder entreter vocês leitores com um pouco de doçura e simplicidade. Sem mais delongas, nos vemos lá embaixo

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Uma Tela em Tons Laranja e Um Céu Choroso


Fanfic / Fanfiction Nuvens de Algodão-Doce Cor-de-Rosa - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Uma Tela em Tons Laranja e Um Céu Choroso

Por que temos que acordar? Por que temos de sair do glorioso mundo dos sonhos? Despertar para a vida, entrar no mundo real e sermos nós mesmos, mas a imagem de outros. Apesar de, para alguns, parecer algo bom, para o jovem Holly Blue era uma rotina monótona e torturante. Ele apenas queria ser quem sempre desejara, mas o mundo não iria deixa-lo sem que o mesmo sofresse de maneira cruel.

Tudo começa com uma manhã normal no mundo do pequeno ser de cabelos negros escorridos e de olhos caídos cheios de tristeza e um amor não correspondido, chamado Holly Blue. Um nome diferente para um menino e que gera certas complicações para o pequeno moreno de pele pálida quando se encontra em meio a uma rodinha de garotos sem muito humor ou com um péssimo gosto para brincadeiras. Mas isto não terá muita relevância agora, pelo menos não até sairmos de casa e trilharmos um caminho cinza até o "pequeno" purgatório que Holly frequenta desde que tinha doze anos de idade.

Voltando a focar no pequeno ser emaranhado em uma pequena montanha de cobertas que começara a despertar assim que a luz fraca e sonolenta do Sol ia entrando pelas frestinhas da cortina em tons vermelho rubi com pequenos desenhos de corações quadriculados. Ele gostava tanto desta cortina, que fez questão de descosturar os corações e os deixou com fendas no meio dando a aparência de que estavam partidos. Algo triste de se ver para um garoto jovem na flor da idade e com tanto ainda para viver em um vasto mundo cheio de sabores novos para experimentar, cores para se conhecer e sensações a vivenciar. Ele ainda tinha muito pela frente, apenas não sabia ainda disso.

Enquanto seus olhinhos de cor de ébano despertavam para a realidade, sua mente ainda se encontrava no mundo fantasioso dos sonhos que tanto adorava. Holly adorava os bons momentos que tinha enquanto estava adormecido, exceto quando seu glorioso mundo é tomado pelas sombras dos pesadelos ou quando sua mente encontra-se tomada por pensamentos ruins causados por um garoto de cabelos louros em tom limão e de olhos verde-esmeralda chamado Ezequiel, também chamado "sonho de consumo de metade das garotas da escola". Era uma manhã clara, com um céu suave e delicadamente pintado com as manchas da luz do Sol matinal que ia aos poucos tomando maior espaço em meio à tela azulada escura que era o céu cheio de borrões cinza, das nuvens chuvosas da noite anterior. Fora uma tempestade horrível que rendeu em árvores arrancadas tiradas a força do solo, poças d'água lamacentas e jardins destroçados com flores espalhadas e gnomos deitados ou virados do avesso afundados na lama. Era uma visão triste para quem olhava de longa, mas algo habitual para quem morava na pequena cidade banhada por cores de diferentes tons.

Quando sentiu o chão frio de madeira sob seus pés delicados, Holly esfregou suavemente seus olhos enquanto lentamente despertava por completo para o mundo em que era obrigado a viver junto a pessoas que não tinha o menor prazer em conviver. Era sempre a mesma rotina de segunda a sexta, das sete da manhã até às doze horas com direito a alimentação e brincadeiras de mau gosto, incluindo puxões de cueca á ter a cabeça enfiada dentro das lixeiras dos corredores. Já estava acostumado com isto desde que os valentões descobriram a existência de um pequeno garoto de olhos escuros e de pele igual a algodão, submisso e que tinha atração por outros garotos. Sim, este era o jovem Holly Blue em seu auge da juventude e pureza antes de conhecer o sombrio mundo dos adolescentes banhados de malícia e maldade.

Ao seguir seu rumo em direção ao banheiro para fazer sua habitual higiene matinal composta por: um banho lento em da água morna do chuveiro, uma escovação rápida em suas pequenas pérolas e uma patética tentativa de pentear seus cabelos escorridos como macarrão. Não conseguia dar volume a eles não importava o que tentasse ou usasse para fazê-los ter vida ou tamanho no mínimo notável. Nunca fora dotado de grande beleza e sempre tinha de aturar as lamentações de sua mãe por não ter tido a sua adorada filha menina, com cachinhos louros, olhos castanhos esverdeados e pele amorenada como bronze. Cada traço herdado de ambos os pais, mas não foi bem isso que aconteceu quando viera ao mundo naquele dia frio regado a uma forte tormenta, com ventos uivantes e trovoadas brutais assombrosas até para os próprios moradores da pequena cidade. Os frequentadores da pequena igreja dizem que este temporal fora ocasionado pelo nascimento de Holly, o que era uma besteira a se dizer para um garoto que já sofria o suficiente por ter um nome estranho o suficiente para acarretar insultos, agressões e outros atos de bullying.

Depois de ter feito seus habitual ritual de higiene matinal, seguiu de volta ao quarto para vestir-se com seu uniforme escolar de cores vermelhas e brancas axadrezado, sendo que era um dos pouquíssimos a usa-lo em meio a quase mil alunos pré-adolescentes e adolescentes em fase de desenvolvimento da rebeldia. Sempre teve problemas com este lado jovem. A rebeldia. Já estava acostumado a ser apontado como "rebelde sem causa" por alguns tios que não o consideravam um "homem de verdade". O machismo também era um velho conhecido de Holly Blue.

Já estava devidamente vestido e seguia escada abaixo para juntar-se a uma mãe de aparência maltratada por rugas e pelo tempo, por um pai de aspecto mais feliz e conservado, já que o mesmo não era exatamente muito fiel, porém com traços de cabelos grisalhos a ganharem espaço em sua cabeça, e por uma irmã que gostava de colecionar namorados, ou homens em sua cama. Não era exatamente uma família perfeita, mas era a de Holly.

Enquanto sentava junto à mesa para tomar seu habitual café da manhã relativamente farto composto de: pães torrados dos dois lados, ovos mexidos, waffles com mel e uma jarra de café que acabara de ser feito pela cafeteira. Era uma refeição gostosa, mas Holly preferia apenas uma maçã ou seu cereal com flocos coloridos feitos de milho e bem açucarados. O pequeno moreno adorava se entupir de açúcar refinado logo pela manhã, já que isso o despertava por completo para o mundo real e amargo em que vivia. Enquanto servia sua tigela redonda com desenhos de caveirinhas sorridentes até ser surpreendido pela voz estridente de sua mãe que acabara por derrubar o vidro de geleia de morango no chão, quebrando-o por inteiro e melando um pedaço da cozinha do à substância que havia dentro do frasco cilíndrico. Um presente de sua avó materna morta que acabara de morrer junto à senhora meio desmemoriada e que dava balinhas de café para qualquer um que visse em sua frente, seja conhecido ou não. Doce mulher feita de rugas, tecidos tricotados de cores acinzentadas como o céu tempestuoso e de um doce aroma de café, menta e uma vida plena junta de um velho homem de cara amarrada, mas de coração grande.

Holly Blue já estava prestes a seguir seu rumo em direção ao seu tormento matutino, até que é pego desprevenido por seu pai que se encontrava já de pé com as chaves do carro em mãos oferecendo ao filho uma carona. E de carro ele iria chegar mais rápido e, consequentemente, iria apanhar mais cedo dos seus "amiguinhos" brutamontes. Os jovens e suas gangues escolares formadas por repetentes, infrequentes, as famosas patricinhas, os chamados "bad boys" e "bad girls". Apenas abelhas servas que obedecem a uma rainha de cabelos louros, endinheirada e com um namorado bonitão que joga no time de futebol americano da escola de Holly. Estereótipo básico.

No percurso para a sua escola, Blue viu os estragos da noite passada com mais clareza e as cores escuras que impregnavam o ambiente ao seu redor. Era um cenário desagradável a seu ver, achando um mártir para os seus olhos e uma desolação para os amantes de jardim. Pobres gnomos e flamingos. O cheiro da terra molhada entrava por seu nariz lhe trazendo uma sensação de calma há muito tempo esquecida em seu subconsciente. Pena que era provisória.

Assim que chegou ao seu destino, o menor seguiu pela calçada cheia de tijolos cinzentos da entrada do recinto e foi de encontro ao seu tormento. Mal sabia ele que tudo estaria prestes a mudar com a chegada de um bolo de nuvens cinzentas, um vento gélido e um par de olhos verdes que iam ofuscar a escuridão do túnel em que Blue estava caminhando. Por que ele tinha que estar tão distante do seu alcance? Por que só assim Holly iria ter a sua atenção? Só a pena nos faz abrir os olhos para quem está perto? E por que dar a atenção enquanto sentimos essa pena torna isso tão errado? Talvez nunca saibamos a resposta, e Holly era um que nunca iria ter esta dúvida para lhe atormentar e tirar seu precioso sono e bagunçar seu seguro mundo dos sonhos.

Os olhos se voltavam para o garoto de aspecto obscuro, mas com feições delicadas e um olhar sonhador vagar pelos corredores de cabeça baixa em direção a um grupinho de garotos que já o esperavam, mas suas atenções estavam voltadas para o quadro de avisos onde uma folha com letras garrafais negritadas dizia:

AULAS EXTRACURRICULARES PARA OS ALUNOS QUE QUISEREM ADQUIRIR ATRIBUIÇÕES VANTAJOSAS EM SUAS FICHAS ESCOLARES!

ASS: MADELYNE Dé BLAIR, A DIRETORA.

Era tudo que Holly precisava para manter-se um pouco mais distante de seus agressores e talvez ficar mais distante de sua casa e das confusões que geralmente ocorriam por dentro daquelas paredes de pedra e gesso, forrada com angustias e lamentações de uma mãe maltratada pelo tempo, de um pai desapontado e de uma irmã colecionadora de corações partidos.

Quando ouviu o sinal para o início de sua aula, Holly não hesitou em correr para a segurança da sala antes que sua presença seja notada pelos valentões que faziam parte do seu comitê de boas-vindas. Sempre que podia fugir deles, não pensava duas vezes antes de agarrar a sua chance de ouro e evitar acabar com alguns hematomas e desculpas esfarrapadas para não atrair mais encrenca para si. Ninguém poderia saber o que, ou quem, realmente causavam os seus ferimentos na face e no corpo.

Os períodos corriam lentamente para o garoto de cabelos cor-de-ébano, tendo como incomodo bolinhas de papel molhadas com saliva contra sua nuca e presas em seus cabelos. Sensação nojenta contra a pele. E assim correram os três primeiros períodos de aula até o começo do intervalo, aonde iria ter que lanchar escondido no banheiro ou no almoxarifado novamente para evitar a cabeça na lixeira outra vez.

Ele já estava no seu esconderijo de sempre, ao lado do zelador que também estava a lanchar com ele um sanduiche de salame. Uma companhia um tanto agradável, já o sujeito de nome Tom não questionava nada sobre a presença do mais novo ali. Como as coisas fluíam muito bem entre eles, não? Isso era algo que qualquer um teria de concordar com todas as certezas, mesmo com a diferença de idade gritante entre os dois.

O tempo passou e o intervalo havia acabado. Holly voltara para a sua sala e Tom, o zelador, iria voltar ao seu trabalho pelos longos corredores da escola de Blue. Sempre a mesma rotina para os dois começando com um lanche e terminado com um copo de chá gelado ou qualquer outra bebida que o zelador trouxer. Exceto bebidas alcoólicas.

Enquanto os períodos de aula decorriam lentamente com a voz monótona e cansativa dos professores, Holly Blue sentia em suas costas as bolinhas de papel jogadas e um olhar penetrante de um indivíduo louro. Sabia disso, pois virava de costas ocasionalmente para pegar algo que caía próximo a si e se deparava com a figura sombria mirando com um semblante pensativo. Algo assustador, de certo modo.

Assim que término da aula foi anunciado pelo sinal estridente da diretoria, Holly levantou-se guardando seus pertences aos poucos para poder ir embora. Talvez tivesse que ir sozinho para casa sob um céu em tons de cinza e manchas azuis que iam aos poucos se dissipando conforme as nuvens cinza dominava a vista. Iria chover e não seria algo agradável de ver estando do lado de fora.

O pequeno ser de pele clara como leite seguiu seu curso habitual em direção a sua residência pela calçada cinzenta. Chegou a memorizar cada detalhe da extensa rua de tantas vezes que andou por ela, e sempre notava algo novo como um cocô de cachorro, uma lata de lixo cheia, uma bola murcha, um hidrante estourado ou o seu vizinho deitado sem roupas no gramado. Um home simpático com um fraco pelas bebidas.

Os grossos pingos começavam a pingar conforme o jovem caminhava, começando a aumentar a sua velocidade pouco a pouco. Porém, não iria mais precisar correr assim que seu salvador, que já estava atrás do menor, chegasse e parasse ao seu lado com sua carruagem de lata brilhante. 


Notas Finais


Bom, então foi isso. Espero sinceramente do fundo do meu coraçãozinho de melão que vocês tenham gostado desse meu "pequeno" pedaço de sonho.

Beijinho, beijinho.


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