História 3 - O Abismo Chama - Capítulo 10


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Heróis Do Olimpo, O Abismo Chama, Percy Jackson
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Palavras 692
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 10 - JAMES


 - AHHHHH! - A dor é aguda e com ela é como se um fio de eletricidade passasse pelo meus braços. 

 Estou em uma saleta escura, sentado com as pernas e mãos presas a cadeira. Carrasco sorria enquanto arrancava minhas unhas com um alicate. 

 - Não fica assim, logo logo você será um de nós. - Ele diz jogando minha unha arrancada em um pote que já tinha duas unhas. 

 Ofegando bastante eu encaro aquele cara. Não sinto dor fácil mas eu fiquei dois anos sobre cárcere privado e agora as torturas, eu não estava preparado 

 - Está chateado? Deveria, pois só está passando por isso porque seu amiguinho não sabe se portar. - Carrasco limpa o alicate e com um sorriso torto, aproxima o mesma para meu dedo anelar da mão esquerda, sinto ele brincar comigo.  

 Ele pega a unha mas não arranca de primeira, ele puxa de leve uma, duas, até três vezes e na quarta ele puxa com vontade. 

- AHHHH! - Berro. 

 Ele tem razão, as torturas começaram quando Alex chegou aqui, quando ele começou a desafiar os mascarados. 

 Sei o que Hugh está tentando fazer, ele quer me voltar contra Alex, ele me quer como seu escravo medroso. Foi na noite em que o filho de Hades levou as chibatadas que eu decidi entrar no clima, dar início a farsa. 

 Mas é difícil, principalmente sobre pressão e sobre tortura. Você começa a achar que o que ele diz é verdade, mas continuei firme no pensamento. 

 - Sabe, eu já estive no acampamento, um lugar lindo com certeza. - Carrasco jogou água com sal em cima de meus dedos o que os fazem arderem de mais. - Gostei do novo enfeite. 

 Enfeite? Só podia está falando de Atena Partenon. 

 - Esteve recentemente lá não é... 

 As dores nas mãos não passam, mas consegui dizer entre os dentes cerrados. 

 - Sim, a última vez foi pra te trazer, babaca. - Seu punho atinge meu rosto. 

 Juntei as peças. O dia em que fui trazido pra cá foi exatamente no dia em que Molly foi assassinada. A dor nas mãos já não era mais um problema, eu sentia um vazio no estômago que, com uma puxada de ar, pude preencher com ódio esse vazio em meu estômago.  

 Arranco as tiras que me prendiam e quando fui acertar a cara do Carrasco, o mesmo tinha um machado de lâmina dupla rente a minha garganta. 

 - Calma, espartano. Não fique chateadinho. - Ele ri. 

 - Juro que o matarei, tenho que mata-lo para... 

 - Vingar a pequena Molly? - Sua risada estrondosa da a impressão que as paredes ressoam. - Sabe, ela era pequena mas aguentava bem as porradas, se é que me entende. 

 Ele faz movimentos obscenos. Meus punhos se fecham e sinto raiva incontrolável me preencher. Eu Berro de raiva e quando tento atingir a cara dele com um soco que continha toda minha força, ele atinge minha cara com o cabo do machado e vou direto ao chão. 

 - Sabe, é uma pena, foi triste também. - Ele joga o machado pro lado. - Ela chamava por você enquanto eu entrava nela. - Seu sorriso era cruel. - Ohhh...Ohhh James, socorro...ahhh...por favor pare... 

 Sinto meus olhos encherem de lágrimas, ele imitou Molly com uma voz debochada. Vejo a portinhola se abrir e Guardião estava lá. Mas quando ele se aproxima de mim eu apago. 

 

Mais tarde naquele dia eu despertei e já estava na masmorra, estou sozinho pois Alex foi levado a outro local. 

 Então me lembrei e a ficha caiu. Berrei na escuridão, a frustração e a raiva se misturam dentro de mim fazendo um nó em minha garganta. Não sei se choro ou se fico mais puto, escolhi os dois. 

 Agito as correntes que me prendem, puxo com toda a força e chuto o ar indignado. Em minha mente o sorriso de Molly passa voando como se fosse uma imagem que se distanciasse, momentos também passam pela minha cabeça o que só aumenta a minha tristeza. 

 Naquele dia descobri finalmente que existe coisas piores que a morte. Coisas piores capazes de destruir a alma de um homem. 



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