História 3 - O Abismo Chama - Capítulo 8


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Heróis Do Olimpo, O Abismo Chama, Percy Jackson
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Palavras 1.867
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 8 - ALEX


 Três dias então se passaram desde o meu confronto com o James na Gaiola. Mas não pense que fui deixado em paz. Naquele mesmo dia em que aconteceu a minha luta com James, fui levado a Praça das Sombras, e agora entendi porque ela tem esse nome. 

 Sombras das masmorras se estendiam por todo o local de forma que a praça sumisse em mundo de sombras, formas negras brotam em lugares desregulares e só focando bem a minha visão percebi que eram as árvores que se torciam de forma grotesca e bizarra. 

 La, no meio da praça - bem ao lado da fonte onde tem a estátua partida de um anjo - um mastro de uns três metros feito de madeira se erguia. 

 A princípio não entendi o que estava acontecendo, foi quando olhei para os lados e tochas brilharam clareando as redondezas. Em pé se encontravam oito mascarados contando com Carrasco que ainda estava segurando meu ombro firmemente. 

 Mas dessa vez não estavam só, perto deles haviam pessoas sem máscaras, adolescentes e poucos adultos – cerca de três no máximo - me encaram da penumbra. 

 Sou empurrado em direção ao mastro, vejo James perto de um homem alto e magro, sua máscara cobria seus olhos mas sua boca se contorcia de forma cruel e de sua máscara de ferro saiam flores de louros feitos de bronze. A julgar pelas feições de James, coisa boa não estava vindo. 

 Fui algemado de forma que ficasse abraçado ao mastro de costas para meus captores. Carrasco retira a máscara e anda até sumir de minha visão. Eu olhava diretamente para Elesa que estava parada me encarando com sua máscara debaixo do braço. 

 Foi então que ouvi um silvo alto com o som de um graveto cortando o ar e então a dor. 

 - AHHHHHHH! - grito, sentia como se uma corrente elétrica passasse por mim. 

 - Isso é por nos desafiar! - Branda o homem que chama de Guardião. 

 Carrasco anda e fica diante de mim, sorri de forma cruel, em sua mão um chicote. Um cabo pequeno de madeira que se alongava em uma grande tira de corda. Ele volta a sumir e Elesa me encara com nariz em pé. E lá vem o som. 

 - AHHHH! - grito.  

 - Esse é por ferir nosso líder. - Guardião continua. 

 E assim foi durante um bom tempo, o mesmo som do chicote cortando o ar, a dor lancinante em minhas costas me fazendo arqueá-las, cortes se abrindo em minhas costas, um após o outro e logo fico exausto de mais para gritar de dor, exausto de mais para sustentar o olhar de Elesa que apenas me encara seriamente. 

 Depois de inúmeras chibatadas fui levado de volta à masmorra e lá fiquei sozinho. Não fui perturbado nos dias seguintes, não sai da masmorra. Apenas comia e bebia água. 

 Ao contrário de James que era levado para lá e para cá e voltava mais machucado, torturado assim como eu. 

 - Eles não viram....Ela morreu e eles não viram me ajudar... 

 O rapaz dizia as noites e tremia fazendo as correntes balançarem. Não sei o que fizeram com ele pois James não fala mais comigo desde que eu dei a notícia da morte de sua namorada. Me sinto mal agora. 

 Hoje James foi levado para outro local, nenhuma palavra do Carrasco foi dirigida a mim, só seu grande ar de desprezo vindo em minha direção junto com a comida que ele desperdiçava jogando nas minha cara e os banhos de sal grosso. 

 Tudo ficou escuro, mas aquilo de fato não era um problema, sempre me senti mais completos e até enxergo melhor nesse ambiente. 

 Horas se passaram até que enfim a portinhola foi aberta. Não abri os olhos, mas sabia que seria mais uma série de insultos e maus tratos. Mas estava enganado. 

 - Vamos Snow, hora do banho. - A voz é diferente. 

 Abro os olhos e vejo um homem alto com cabelos caramelados, uma cicatriz no lugar do olho esquerdo e o outro brilhava em um tom verde fantasmagórico. 

 Ele solta minhas algemas e meus braços caem exausto, não demora e ele os acorrentam as minhas costas. 

 Saio pela portinhola junto com o rapaz que usa a máscara do Pesadelo e vamos até aquela praça novamente e lá estava uma mangueira branca como aquelas de caminhões de bombeiros. 

 Pesadelo não demora e já a liga lançando um jato de água tão forte que me lança contra o chão frio de pedra e musgo. 

 - Anda, levanta! - Ele diz de forma entediada passando a mão pelos cabelos. 

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  - Olha, até que ficou atraente assim. - Diz Elesa me encarando. 

 Depois de uma hora de banho e de ter minhas costas costuradas e repleta de curativos, fui levado direto a sala de guerra. 

 A sala em si não é muito grande, uma mesa redonda com doze lugares e janelas. Muito sem graça. 

 Elesa estava lá, encostada na mesa escura. Ela usa um vestido branco com detalhes dourados que adornavam e ressaltavam suas curvas, um decote mostrava o colo de seus seios e  duas tiras douradas de cada lado ligava o vestido as golas brancas e em seu pescoço pendia um cordão com uma pedra verde musgo enrolada por arames da cor de bronze. Seu cabelo branco estava solto e iam até sua cintura. 

  Ela trouxe umas roupas para mim. Depois de vesti-la ela me rodeia estudando minhas roupas. Uso um sobretudo azul mar com uma blusa pretas por baixo do sobretudo e calças negras, uma faixa vermelha em volta da minha cintura e coturnos. 

 - Agora está pronto. - Ela diz se apoiando novamente a mesa. 

 - Pronta para o que? - Pergunto me apoiando na parede, os cortes na minhas costas ainda ardem. 

 - Estamos indo em um Baile de máscaras. 

 Ela sorri e então a porta é aberta por um homem forte de pele escura, era o Carrasco. 

 - Minha senhora. - Ele cumprimenta, logo me olha com ar soberano. 

 - Vamos, Hugh. - Elesa segura o braço do Carrasco e ele puxa minha corrente. 

 Estávamos todos reunidos na frente de um portão repleto de gravuras de uma guerra civil, demônios se gladiavam, armas voavam. Reconheci as gravuras e fiquei confuso. 

 James estava lá junto com os oito mascarados, o homem da máscara de ferro com louros apareceu a nossa frente e esticando os braços, fomos engolidos pela terra. 

 

A viagem durou cerca de trinta minutos, saímos em frente à escombros do que poderia ser um casebre abandonado. Fomos em direção a uma antiga casa em ruínas, mas lá, as luzes acessas diziam que pessoas residiam ali. 

 Assim que entramos, me deparei com uma sala ampla e iluminada por um candelabro de cristais brancos. 

 - Onde estamos? - Pergunto a James que estava ao meu lado. 

 - Não faço ideia... só não cause mais problemas. 

 Ele tem um olhar diferente do que estava acostumado. Aquele filho de Ares orgulhoso e cheio de coragem se desfez na minha frente para algo que seria a sombra daquele homem. 

 Os pares foram divididos, Elesa estava de braços dados com Hugh, o Carrasco. O homem da máscara de ferro com louros, que agora a retirará, estava com a Dama. E assim por diante, os pares foram definidos.  

 Até James tinha um par. Eu? Bom, eu fiquei tentando olhar em volta, atrás de escapatórias. Sentia meu poder voltando embora estava mole e preguiçoso. 

 Depois de rondar muito tempo por aquele lugar enquanto todos pareciam engajados naquele baile, descido sair de fininho por um arco lateral que dava para fora num pátio espaçoso. 

 - Não pensa em abandonar a festa, não é? - Elesa me olhava com um sorriso simples. 

 - Desculpa mas não estou afim de festa.  

 - É uma pena pois nessa dança, eu sou sua. - Ela me puxa bruscamente pelas correntes e fomos até o meio do salão. 

 Todos os convidados, que por sinal estavam todos no dia em que fui "reeducado" estão ali presentes, se dirigem ao meio para dançar uma música, a dança começa e sigo imitando os outros embora bastante desengonçado. 

 - Estive pensando em porque tentou me cortar daquele jeito na Gaiola. - Ela faz uma reverência e eu respondo imitando os outros. - Não está sendo bem tratado? - Ela faz um biquinho discreto seguido de uma risada nada amigável. 

 - Por que está fazendo isso Elesa? - Pergunto rudemente quando nossos corpos se juntam para a dança. 

 - Já disse, quero me divertir enquanto não o sacrifico para meu mestre. 

 Nossos olhos se encontram e posso ver bem de perto que ela falava sério.  

 - Tem sonhado com ele não é? - Ela sussurra. 

 Antes que eu pudesse responder, trocamos de pares e agora ela estava com aquele rapaz que usa a máscara do Pesadelo e o vejo sussurrar algo no ouvido dela. Não demora e volto até ela, seguindo sempre os passos da dança. 

 - Acabei de saber que seus amigos estão se movendo. - Ela ri baixinho. - Dei a ordem para que fossem intercepta-los, mata-los seja lá o que for. Sua amiga filha de Atena parece liderar o trio. 

 Minha mente começa a trabalhar mais rápido. Penso em Bea e no pessoal do acampamento. 

 - Sim, eu tenho informantes no acampamento. - Meu corpo arrepia com isso. - Por que a surpresa, Snow? Não sabia que sombras estão por toda a parte? - Ela rir divertindo-se.  

 - Não vai vencer, já enfrentamos pessoas mais fortes que vocês. - Digo. 

 - Se refere a Claire? - ela ri. - Tenho que concordar que ela era forte, uma pena ter recusado ser uma de nós, afinal quem melhor para nos liderar do que a filha de meus mestre. 

 Foi então que tudo se encaixou, o mestre de Elesa e os mascarados é o próprio Erebo... o deus no trono em meu sonho só podia ser ele. Mas eu não quero acreditar. 

 - Está surpreso não é? Sinto seus batimentos acelerados. - Ela se afasta e seguindo a batida da música ela bate palmas assim como todas as mulheres ali presente e vem até mim que a ergo no ar e coloco-a no chão. - Não se preocupe, ele reinará logo logo, e seus amigos morreram, não eles não viram até você pois morreram antes. 

 Sinto o gosto da bile em minha boca. 

 - Não conhece meus amigos. - Foi o que consegui formular. 

  - Conheço eles muito bem, cada um dos que são mais próximos a você. Evye, Freddie, Owen, Gun... 

 Foi então que meu poder voltou, e com um urro empurro Elesa para trás e meus braços se incendeiam derretendo minhas correntes. 

 Ando até ela que agora está caída no chão, vejo seu rosto levemente corar. Saco as espadas e vou em direção a semideusa no chão, mas duas estacas de pedra saem do chão e assim prendem meus braços, uso meu fogo negro para arrebentar as pedras e com muito esforço consigo. Sinto os pontos em minhas costas se abrirem. 

 Todos os mascarados me param novamente, eu estava sentindo muito ódio então continuo a andar. Aquele que usa a máscara do Pesadelo agora toca minha testa e eu apago de súbito, apenas escuridão.    



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