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História O acampamento - Capítulo 2


Escrita por: CasaisFics

Notas do Autor


Torço para que gostem do desenrolar da história. Boa leitura.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction O acampamento - Capítulo 2 - Capítulo 2

—Você sabe para onde está indo? - indagou Heloisa de forma irônica, enquanto via Violeta separar um vestido vestido para colocar em sua mala. 

Violeta a encarou, seria, enquanto dobrava a roupa lentamente. 

—Você não quer levar esse vestido para um acampamento, quer? - a irmã mais nova gargalhou. 

—Você veio me ajudar ou caçoar da minha cara? - jogou o vestido na cama e sentou-se bufando com os lábios. - eu não sei o que levar… na verdade, não tenho roupas apropriadas! 

—Violeta… - conteve o riso, aproximando-se da irmã. - podemos improvisar… - recolheu o vestido que a irmã havia jogado na cama e o posicionou de volta no guarda-roupas. - mas não com roupas de gala! - torceu os lábios, balançando a cabeça negativamente. 

—Tudo bem… então me ajude, e não atrapalhe! - levantou-se novamente, impaciente, caminhando de volta para o seu armário de roupas. - que tal esse? - mostrou a Heloísa um vestido branco transpassado, levemente estampado e com um decote V generoso. 

Heloísa sorriu. 

—Perfeito! - pegou a roupa da mão da irmã e começou a dobra-la. - acho que está pegando o jeito! - disse ai colocar o vestido dentro da mala. 

—E esse? 

—Céus, Violeta! - cruzou os braços ao ver um vestido de brilhos. 

—Estou brincando, Heloísa! - impaciente, a mais velha dobrou novamente o vestido e o guardou. 

—Eu posso apostar que não estava brincando! - a mais nova segurou na mão da irmã e a guiou até a cama. - sente-se, eu escolho os looks! - quando Violeta sentou, Heloísa caminhou de volta até o armário. - eu pego e você aprova, pode ser? 

—Se eu disser que não, você vai aceitar? 

—Não! - virou-se de costas imediatamente, arrancando um riso da irmã mais velha. 

—Sendo assim… 

Enquanto Heloísa revirava o guarda-roupas da mais velha em busca de vestimentas propícias para um dia de calor no meio do mato, e para uma noite fria que enfrentariam, porque, por mais que estivessem no verão, a noite na mata pode não ser tão quente quanto o dia. Na verdade, era mais fria do que poderiam imaginar por conta da umidade. 

—Acho que é o suficiente! - disse Violeta. - só vou passar o final de semana…

—É sempre bom levar roupas de sobra! - aconselhou a mais nova. - podem ocorrer imprevistos! 

—Imprevistos? - indagou Violeta, semicerrando o cenho. 

—Sim, Violeta! - confirmou. 

—Que tipo de imprevistos? - indagou, amedrontada.

—Ah, minha irmã… não sei! Imprevistos acontecem, oras! - disse a mais nova fechando a mala. 

Violeta a esse momento ficara pensativa. Já era carga demais pensar em se enfiar entre as plantas a noite, e ainda mais podendo ocorrer imprevistos. A mulher tinha calafrios só de imaginar quais tipos de coisas poderiam acontecer. 

—Bom… já que já está tudo arrumado, vou me recolher! - disse Heloísa aproximando-se da irmã. - Boa noite, minha irmã. - a beijou a testa e afastou-se. - Tente dormir logo para descansar bastante, não acho que vá descansar amanhã! - piscou para ela, já saindo do quarto. 

Violeta ficara pensativa sobre a cama, matutando se teria sido realmente uma boa ideia aceitar esse convite. Embora já tivesse tido tantas experiências na vida, essa era uma que nem se quer passava pela sua cabeça que iria viver um dia. E, internamente, ela implorava a quem quer que fosse para que ocorresse tudo bem e que não fosse devorada por nenhuma cobra. Porque cobra era uma das coisas que Violeta mais tinha medo em sua vida. 

Depois de alguns minutos pensativa sobre a cama, a mulher resolveu banhar-se para que pudesse dormir mais relaxada. E assim o fez. Logo após o banho, não enrolou muito e foi logo tentar dormir, o que não demorou muito, visto que estava cansada do seu dia cheio. 

—Bom dia! - disse ela ai chegar no café da manhã e ver a família inteira posta, com excessão de Eugênio —a quem ela também considerava família—. 

—Bom dia! - responderam em uníssono. 

—Mamãe, estou tão animada para essa viagem ao Rio de Janeiro. Estou tão feliz que a senhora deixou! - comentou Dorinha, empolgada. 

—Fico feliz por ver que está animada, meu amor! - disse a mãe exibindo um sorriso. - espero que se divirta muito! 

—Eu vou! - a menina retribuiu o sorriso. - ontem mesmo tratei de mandar um telegrama para as minhas amigas avisando da minha ida! 

—Dorinha ontem estava falando pelos cotovelos dessa viagem! - comentou Leônidas. - nunca vi a menina tão empolgada! 

—Ela ama o Rio de Janeiro! - comentou Heloísa. 

—Ama mesmo! - Violeta tomou um gole de café. - sempre amou! Quando nos mudamos ela teve até febre, coitadinha! - comentou Violeta, melancólica.   

—Bom… já estamos atrasados! - disse Heloísa, levantando-se. - Vamos? 

Todos levantaram-se para que pudessem se despedir e logo foram rumo à estação para pegar o trem. Assim, Violeta ficou sozinha, enquanto terminava o seu café da manhã. Até que ouviu batidas na porta. 

—Eugênio… mas já? - franziu o cenho. 

—Bom dia para você também! - comentou brincalhão e logo em seguida lhe deu um selinho. 

—Desculpa… - ela sorriu. - bom dia! - lhe devolveu outro selinho. - entre! 

—Não está pronta? - indagou, já dentro da casa dela.

—Estou pronta, homem, só preciso terminar o meu café, não seja tão ansioso! - caminhou a sua frente, já chegando a mesa. 

—Ora Violeta, como é vagarosa! - comentou enquanto sentava-se junto a ela sobre a mesa, recebendo um olhar de raiva. 

—Eugênio você não me provoque! - mordeu um pedaço de bolo. - me acompanha no café? 

—Obrigado, eu já tomei! - ergueu as sobrancelhas, provocador. 

A mulher bufou com os lábios. Alguns minutos de passaram e Eugênio estava balançando freneticamente uma de suas pernas, impaciente. 

—Pare com isso! - reclamou ela, colocando a xícara de volta sobre a mesa. - está parecendo uma criança quando em passeio de escola! 

O homem revirou os olhos. 

—Por que está demorando tanto, mulher? - virou-se para ela. - está adiando a nossa ida para ficar tarde e não podermos sair, é? - perguntou colocando as mãos na cintura, indignado pelo que acabara de notar. - pois fique sabendo que mesmo tarde, nós iremos! 

—Que saco, Eugênio! - colocou a xícara novamente sobre a mesa, irritada. - eu já terminei, pombas! 

—Onde estão as suas coisas? - perguntou, já levantando. 

—Já estão na sala! Enquanto você as leva, eu vou escovar os meus dentes! Não demoro, prometo! 

Eugênio negou com a cabeça, afobado, mas concordou. Andou até a sala e avistou a mala dela. Ele já esperava que fosse grande, mas era maior do que ele imaginava. Então ele sorriu, negando com a cabeça e pegou a mala, a levando para o carro, onde guardou e logo após entrou no banco do motorista para esperar até que a sua amada resolvesse parar de enrolar e entrasse no carro. 

No começo da viagem, eles até que tinham vários assuntos para falar, mas, conforme o tempo foi passando, ambos ficaram entediados. Porém, Violeta era a maior entediada dali. Entediada e impaciente.

—Você tem um péssimo gosto pra músicas! - reclamou ela, enquanto escutava a canção que o amado havia colocado. 

—E você é uma chata! - retrucou ele. 

—Você que é, Eugênio! - ajeitou-se no banco, nervosa. - você é um jumento, nem para colocar uma música que preste! 

—Pelo menos quando eu saio e sou o motorista não esqueço de colocar o carvão no carro! - a provocou, isso sempre a deixava irritada. 

Sentiu a mão da mulher espalmar seu braço. 

—Aí! - reclamou. - doeu, mulher! Por que me bateu? Eu só falei a verdade! 

—Aquele dia foi culpa sua, sempre com essa mania IRRITANTE de me apressar, acabei esquecendo de abastecer o carro! - cruzou os braços. 

—Ahhh Violeta, não me venha com desculpas! - bufou com os lábios. - você sabe que a culpa foi TO-DI-NHA sua! - enfatizou. 

—Sério, Eugênio, as vezes me dá vontade de te esganar! Você é tão irritante! - disse entredentes, enquanto apertava suas próprias mãos. 

Eugênio sorriu. 

—Você também é irritante! - a olhou de relance e viu o semblante nervoso que ela estava. 

—Mas você é mais! - desligou o rádio.

—Violeta… ligue esse rádio agora! 

—Só se for com outras músicas, e não com essa poluição sonora que você fez o favor de colocar! 

—Trampa viva! - disse, irritado. 

—Do que você me chamou? - o olhou franzindo o cenho e apertando o braço dele. 

—Está louca, mulher? Não vê que estou dirigindo?

—Muito mal, por sinal… - soltou i braço dele. Caiu em uns três buracos até agora! Não sabe desviar? Está precisando de um óculos novo! 

—Aposto que dirijo melhor que você! 

—Nem em sonho, Eugênio! 

O homem sorriu. Quando enfim terminaram a discussão boba, Violeta recostou a cabeça sobre o vidro da janela. Mais algum tempo se passou e a mulher já não aguentava mais ficar dentro daquele carro. Ela odiava viagens longas porque ficava sem nada para fazer presa dentro um carro. 

—AHHH! - gritou do nada, assustando Eugênio. 

—Está louca, mulher? - indagou, franzindo o cenho enquanto acalmava sua respiração pelo susto.

—Estou entediada, Eugênio! Não aguento mais ficar nesse carro! - confessou mexendo as pernas freneticamente. 

—Meu amor, falta pouco agora! - ele repousou ligeiramente uma de suas mãos sobre a perna dela, apertando-a levemente. 

—Ainda faltam duas horas! - jogou a cabeça para trás, fazendo careta. 

—Vai passar rápido! - acarinhou a coxa dela. 

—Eu ani aguento mais! - esfregou as mãos no rosto, suspirando. - preciso fazer alguma coisa! 

—Violeta, estamos dentro de um carro… não esqueça! 

Violeta o olhou de relance, colocando sua cabeça para pensar em algo que pudesse fazer para livra-la daquele tédio extremo pelo qual se encontrava. Sempre odiou viagens longas e ficar trancafiada em um carro, embora estivesse com o seu amado ao lado, era um inquietante. 

—Que tal brincarmos de adivinhação? - propôs, o olhando.

—Meu amor… não dá, eu estou dirigindo! - ele respondeu, paciente. - Vem aqui para eu te dar um beijo! - inclinou um pouco seu rosto para o lado, sem tirar os olhos da estrada e fez um biquinho com os lábios para que ela o alcançasse. Assim ela o fez, dando um selinho rápido. - quer que eu pare um pouco em algum restaurante ou lanchonete de beira de estrada? 

Violeta animou-se com a sugestão. 

—Por favor… preciso estudar as minhas pernas! - o beijou na bochecha. 

Eugênio sorriu. Adorava ser acarinhado por ela.  

—Tudo bem! - ajeitou-se no banco. - acho que logo ali na frente tem uma, pararemos lá! 

A mulher concordou com a cabeça e começou a brincar com o vidro do carro, levantando e baixando freneticamente, arrancando risos disfarçados do seu amado, que, embora estivesse concentrado na estrada, também notava a impaciência de Violeta ao seu lado. 

—Chegamos! - disse ele estacionando o carro. - espero que… - sem deixar que ele terminasse de falar, Violeta saltou do carro. 

—Vamos, Eugênio! - gritou do lado de fora. 

Eugênio a observou pelo vídeo e sorriu. Tirou o cinto de segurança e desceu do carro, caminhando ao encontro dela, que estava andando de um lado para o outro. 

—Ahhh, precisava estirar as pernas! - disse vendo-o se aproximar. 

Eugênio a agarrou pela cintura, fazendo-a parar por um instante. 

—Meu bem…. você precisa relaxar! - selou os lábios. 

Violeta passou às mãos pelos ombros dele, cruzando-as na nuca. 

—Prometo que vou tentar! 

—Que tal cochilar um pouco quando retornarmos a estrada? 

—Você já enjoou de mim? - desvencilhou seus braços e afastou-se dele, fazendo uma careta. 

Eugênio sorriu. 

—Eu nunca, NUNCA enjoaria de você, meu amor! - aproximou-se dela novamente, a agarrando por trás, já que estava de costas. - estou sugerindo um cochilo porque assim o tempo para você passará mais rápido até chegarmos lá! - beijou a nuca dela, que cedeu aos carinhos do amado. 

—Estamos em público, homem! - o repreendeu, virando-se de frente para ele e lhe dando um selinho rápido. 

—Quer comer algo? 

—Sim… e quero usar o banheiro! 

—Tudo bem! Vamos logo pois não podemos demorar aqui ou chegaremos muito tarde lá! Ainda temos a trilha… 

—TRILHA? - arregalou os olhos para ele, incrédula. 

—Ah, meu Deus… não venha me dizer que você achou que o carro pararia em frente a cachoeira, Violeta…

—Eugênio… eu… - nervosa, ela tentava organizar as palavras. 

—Oh, céus, você achou! - balançou a cabeça negativamente, sorrindo. 

—Eu não achei nada, Eugênio! Eu só não pensei nisso! - já irritada, ela afastou-se dele. - de quantos minutos é essa trilha? - indagou, apreensiva. 

—Uma hora se formos rápidos! 

—UMA HORA? - gritou, tentando se conter. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Vejo vocês no próximo.


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