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História O Acampamento de Verão - Percabeth - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos fingir que eu não disse que ia postar ontem, e só postei no dia seguinte ;-;
Também vamos fingir que o v´rus da Corona não é um coisa altamente transmissível. Vamo fingir um monte de coisa.
Enfim, depois de meses sem postar nada. Aqui estou eu de novo, postando um cap novinho em folha.
Bem, esse cap vai ser um pov todinho da Annabeth, e talvez no próximo eu vá fazer um do Percy.
Pra compensar a falta de caps, eu fiz esse cap um pouquinho maior, com 2000 palavras. Ah, sim. Nesse cap vcs vão saber um pouquinho sobre a história daquele menino que ajudou a Annie. Espero q vcs gostem dele tanto quando eu.
Espero que gostem, e boa leitura! <3

Capítulo 9 - Olhos Cor Chocolate


Pov Annabeth

Se eu dissesse para a Annabeth do começo do verão que, exatamente no dia 11 de agosto, às 8:45 da manhã, eu presenciei o garoto que eu amo, beijando outra garota, e agora estaria correndo para me esconder de tudo aquilo, ela provavelmente me daria um soco no estomago por falar uma coisa tão estupida. Mas, enfim, era exatamente isso que eu estava fazendo naquele momento. Correndo para me esconder antes que o Jackson me achasse. Até que encontro uma enorme pedra. Não penso duas vezes e vou para detrás dela. Pois, a pior coisa que se há, é você presenciar o beijo do seu crush com uma garota cujo você só sabe o nome, e ainda por cima, ter que ouvir as desculpas fajutas dele. Isso é um saco. Isso tudo é um saco. Eu queria apenas sumir dali; voltar para minha casa, e escutar idfc pro resto da minha vida, pois o contexto é bem parecido. Ainda com esses pensamentos, percebi uma coisa muito estranha; uma coisa que não acontecia sempre: eu estava chorando. Lágrimas grossas corriam rapidamente de meus olhos. Só então eu percebi que eu estava sentindo uma pontada de raiva deles. Uma pitada de raiva que logo após ser percebida, se tornou uma raiva crescente. Obviamente, chegou um ponto em que eu já estava pistola com a minha própria vida. As lágrimas insistiam em continuar caindo. Elas cessaram quando ouvi uma voz; uma voz que nunca havia ouvido na vida. Era calma e reconfortante, quase apostaria que era de filho de Héstia. Disse quase, pois Héstia não tem filhos (isso é meio óbvio, já que ela era virgem. Mas, sei lá. Podia ser adotado).

– Você está bem? – perguntou o garoto.

Quando ergui o rosto, para ver o rosto de quem falava comigo, fiquei maravilhada, não pelo fato de ele ser bonito (e, sim. Ele era lindo), mas pela calmaria aquele garoto me passou. Ele tinha cabelos louros da cor da areia da praia (por quê a maioria das crianças do Acampamento Meio-Sangue tinham cabelos louros?), seus olhos eram cor chocolate, e sua pele era meio bronzeada; ele tinha também algumas sardas por cima do nariz e das bochechas que, para mim eram muito familiares. Mas, provavelmente era porque haviam dezenas de crianças com sardas. Eu diria que ele teria por volta dos 14, ou 15 anos.

– Ah, sim. Estou bem, só tive alguns problemas. – eu respondi, já enxugando minhas lágrimas em meu braço – Nada demais.

– Bom, eu sei que não nos conhecemos, mas se quiser pode contar o que aconteceu. – disse o garoto de olhos cor chocolate, meio envergonhado – Meu pai diz que sou um bom ouvinte. A propósito, eu sou Jack; Jack Solace.

Rá! Sabia que ele me parecia muito familiar. Ele provavelmente era filho de Apollo Solace. Tirando a parte da árvore genealógica do mesmo... eu sorri com sua gentileza. Não era todo dia que se via um sujeito tão doce e gentil.

– Sou Annabeth – falei em resposta –; Annabeth Chase. Muito prazer!

 

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Já fizera quase uma semana desde aquele dia. E, sinceramente, eu já me sinto bem melhor. Com a ajuda de Jack, eu finalmente consegui superar Percy. Ah, e eu descobri um pouco da árvore genealógica da família do louro, com direito à aparência física e idade de cada um.

Apollo era médico, e por sinal, já havia se casado três vezes.

O primeiro filho, foi com sua primeira mulher, Olivia Lake. O bebê se chamava, Austin Lake. Atualmente, Austin tem 29 anos. É um rapaz robusto, negro, olhos negros, e com pequenas tranças no cabelo. Seus pais se divorciaram após uma briga feia que tiveram na época. Quando o mesmo tinha apenas 4 anos, ele e sua mãe saíram da casa de Apollo, e foram morar Washington, DC.

O segundo foi gerado um ano depois do seu divórcio. Apollo se casou outra vez com uma jovem chamada, Diana Yew. Nesse casamento nasceu, Michael Yew, que era 5 anos mais novo que Austin Lake. Ele tem pele morena, olhos âmbar, e é ótimo em arco e flecha. Atualmente ele tem 24 anos. Jack me disse que, desde muito cedo Michael começou a praticar arco e flecha, pois Apollo queria que seu filho possuísse um talento. E como o arco e flecha já era uma tradição da família Solace, foi o que mais conveio. Quando o garoto tinha apenas 2 anos, Apolo se separou de Diana após pegá-la no flagra traindo-o. Michael passou a morar com ele após sua mãe tê-lo abandonado.

O terceiro filho aconteceu três anos depois da separação com Diana. Ele não veio de nenhum casamento, nem de um namoro, mas, de uma amizade muito próxima.; Apollo estava em uma festa de sexta-feira, após seu expediente. Lá estavam todos os seus colegas de trabalho (nessa época, ele trabalhava em uma loja de conveniência para pagar a faculdade de medicina), incluindo, Lisa Fletcher, que era sua melhor amiga no trabalho. Infelizmente envolvia bebidas alcoolizadas. Então, os “amigos” de Apollo fizeram o favor, de trancar ele e Lisa num quarto enquanto ambos estavam bêbados. Enfim, o resto vocês já devem saber. Dessa “brincadeira”, nasceu Lee Fletcher.; O mais engraçado é que, depois que Lee nasceu, não ficou um clima estranho entre os dois, como geralmente fica. Na verdade, os dois brigaram para ver quem ficaria com a guarda de Lee (quando digo “brigaram”, digo, Apollo queria ficar com a guarda dele, e Lisa também). No final Lisa ficou com a guarda, já que Apollo já criava Michael. E ser pai solteiro de dois filhos, não deve ser fácil. Mesmo assim, ele ainda considera Apollo como seu pai; e Austin, Michael, Will e Jack como seus irmãos.; Lee é um jovem de 19 anos, louro, de olhos cinzentos que adora música. Ele mora atualmente com a mãe dele.

O quarto e o quinto filho vocês já devem saber quem são; Will e Jack Solace.

Um mês depois daquele “incidente”, Apolo tentou ter um relacionamento sério novamente. Mas, não um relacionamento rápido de apenas um ano, ou dois. E, sim, um relacionamento que durasse para o resto de sua vida; e ele quase encontrou. E foi então que, ele se casou pela terceira vez, com Alissa Olsen.

Ele e Alissa se conheceram em um site de web namoro. Apesar de Apolo ter se casado com ela apenas três meses depois, e ter tido seu primeiro filho com a mesma apenas dez meses depois do casamento, foi com Alissa que o Solace mais velho teve seu relacionamento mais duradouro; com oito anos de duração. Diferentemente dos outros casamentos, o seu casamento acabou por um motivo muito triste; a morte de Alissa. Ela adoeceu depois que, a mesma, Apollo, Will e Jack foram para um zoológico, no ano de 2008 (que foi o ano que havia começado a se alastrar o vírus de Marburg). Infelizmente um macaco infectado saiu de sua jaula, e havia a mordido. dois anos depois, descobriram que, o macaco que havia mordido ela, estava infectado com o vírus Marburg, e eles não podiam fazer mais nada para ajudá-la. Dois meses mais tarde, Alissa havia falecido. Foi uma história bem triste na verdade. Naquela época, em que eles perderam a mãe, Will tinha 8 anos, e Jack tinha 4 anos. Hoje em dia, eles têm 18 e 14 anos. Ambos moram com Apollo, atualmente.

Jack também me disse que, ele conhece todos os irmãos e a história de cada um deles porque, em todos os feriados importantes como, o dia de Ação de Graças, o Natal, o Halloween, o Ano Novo, etc.; os filhos de Apollo (todos), se reúnem na casa deles, e comemoram os feriados.

– Por falar nisso – Jack complementou –, Você tem irmãos, Annabeth?

– Se eu tenho irmãos? – falei em um tom de desafio – Bom, não tenho tantos quanto você, mas... descobri recentemente que eu tenho três irmãos, não apenas dois.

– Como assim?

– Hum, sabe quem é Malcolm Pace?

– Ahn... não. E pensei que, se ele é seu irmão, ele deveria ter o mesmo sobrenome que você.

– Escuta a história toda – repreendi ele – Enfim. Descobri, acho que foi a um mês atrás que, ele é filho da minha mãe, e de um cara chamado Joseph Pace. Esse Joseph faleceu a pouco tempo, e pediu para ela cuidar de Malcolm

– Wow. Não acha que é muita coisa para digerir?

– Bom, acho que essa foi a coisa mais interessante que já me aconteceu. Então eu tô de boa.

– Ah, tá beleza – falou em um tom indiferente – E como vão as coisas com Percy?

Aí, ele tocou em um assunto delicado.

– Bem... eu ainda não falei com ele.

– E, por que você ainda não falou com ele?

– Eu não sei. Acho que, como eu havia o superado, não via mais motivos para falar com ele.

– Bem, Will me disse uma vez que, você só supera alguém, quando você já tem condições de conversar normalmente com ele ou ela.

– Quando foi que Will te disse isso?

– Quando ele e Nico tiveram a primeira briga. Eles ficaram de mal um com o outro, aí ele me disse isso. Na verdade, foi um conselho para ele mesmo. Quando ele foi conversar com Nico para tentar “superá-lo”, eles se apaixonaram de novo, e o romance continuou.

– E eu aqui, nem sabia que eles namoravam. Bom, eu espero que esse não seja o meu caso. – falei – Ok, falarei com ele amanhã.

– Esse é o mesmo pensamento de todos os procrastinadores – disse em um tom de “eu já sei onde isso vai dar” – Mas, ainda bem que você tem a mim para te lembrar de falar com ele. E, eu também só fiquei sabendo semana passada, que eles namoravam.

– Bem, acho que vou tirar um cochilo antes do jantar.

– Eu acho que também vou.

– Ah, e, antes que eu me esqueça – falei por fim – Pode me chamar apenas de Annie. Você me ajudou muito ultimamente, e é “merecedor de me chamar pelo meu apelido”.

– Se “Jack” tivesse algum apelido, eu diria – disse em um tom de sarcasmo – Mas, pode me chamar de Mason, que é o meu primeiro nome. E olhe que só meus amigos muito íntimos e minha família me chamam assim.

– Jack Mason Solace. Nada mal. Mas, acho que ainda fico com o Jack. – Não sei se foi por bem, ou por mal, mas, quando eu falei “fico com o Jack”, vi um pequeno rubor em suas bochechas – Você sabe que eu falava do nome, certo?

– É, eu já sabia – disse – Então, te vejo mais tarde “Annie”.

– Você também “Jackie”.

– O que foi que você disse?! Ei, espera aí, Annie.

 

Nota: Jackie é o nome feminino para Jack. Como por exemplo, Gabriel e Gabriela.

 

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O jantar tinha sido normal. Jantamos e queimamos uma boa parte como oferenda aos deuses, já que a maioria dos campistas de lá eram de famílias que creem nos deuses do olimpo. Apresentei meu irmão a Jack, e evitei os olhares pidões que Percy me mandava. E assim foi o nosso jantar. Daqui a alguns minutos, iriámos a fogueira.

Quando eu estava indo em direção ao anfiteatro, avisto um carro igual ao nosso. Um Nissan Versa Sedan S prata, demorei um ano para conseguir falar o nome completo desse carro. Até que, o motorista sai do carro, revelando uma mulher loura de olhos cinzentos, no caso, minha mãe. O que minha mãe fazia aqui? Dois minutos depois ela já estava em pé, na minha frente.

– Oi, Annie. Que surpresa ver você aqui – falou – Você viu o seu irmão?

– Oi, mãe. É uma surpresa ver você aqui – dei ênfase no “você” – E, qual dos irmãos que você fala?

– Malcolm.

– Oh, imaginei. – falei indiferente – Vou chamá-lo.

Cinco minutos depois, estávamos eu, Malcolm e minha mãe.

– M-mãe – falou Malcolm em uma tentativa falha de não gaguejar – Que surpresa vê-la aqui. O que a senhora queria falar comigo?

Ah, sim, eu esqueci de falar. Malcolm aprendeu a chamar Athena de mãe, o que foi música para seus ouvidos.

 Oi, querido – disse minha mãe em um tom sereno – Infelizmente, eu vou ter que te levar para casa mais cedo.

– Por quê?! – Malcolm subiu o tom de voz pela indignação, o que deixou tanto a mim quanto a minha mãe surpresas, pois ele nunca havia feito o mesmo – Desculpe. Mas, por quê você tem que me levar?

Minha mãe suspirou.

– Infelizmente, para tornar você nosso filho, oficialmente, eles precisam fazer uma audiência com você. Para saber se você está gostando do seu novo lar.

– Oh... – exclamou desanimado.

– Você verá Annie quando ela chegar daqui a três dias.

– Bem, é que... – começou ele – Eu queria ficar até o último dia.

– O que tem no último dia? – perguntou minha mãe.

– Bom – quem falava agora era eu – Tem uma comemoração especial de despedida. Tem salgados, refrigerantes, e muita música.

– E eu queria ficar para essa festa de despedida, já que eu nunca comi salgados e bebi refrigerante.

– Ah... – exclamou minha mãe – Olha, gente. Eu sei que é importante para vocês, mas, se Malcolm não for, é possível ele parar em um orfanato, e eu nunca conseguir a guarda dele. E se você quiser, quando Annie chegar em casa, podemos fazer uma festa com salgados e refrigerantes também.

Rolou um silêncio de cinco minutos, até que Malcolm finalmente falou algo.

– Bem – disse ele meio desanimado – Se é necessário que eu vá... e-então eu vou!

Minha mãe sorriu, e Malcolm se virou para mim.

– Tchau, Annie. Te vejo em casa.

– Tchau, Al – puxei Malcolm para um abraço – Espero que mamãe já tenha conseguido sua guarda quando eu chegar em casa. E se ela não conseguir, eu vou lá dar um soco no juiz.

 

Rimos, e ele e mamãe foram até o carro. Eu aceitei que ele fosse embora, pois, não aguentaria ver Malcolm sozinho, em um orfanato, um lugar onde todos julgam qualquer ação sua, julgam seu jeito, sua aparência, e pior, Malcolm só tinha a mim, se ele fosse nem isso teria. Se Malcolm fosse embora, não coisas seriam as mesmas sem ele.


Notas Finais


Gente vcs preferem Mason ou Jack? Comentem aí em baíxo.
Eu só digo que eu shippo. Mas, gente, não é porque o verão tá acabando (na históri, pq nosso verão já acabou) que a história vai acabar. Na real, eu pretendo ir com essa história até as férias de inverno (as férias de inverno deles). Eu também qro mostrar o dia-a-dia deles, como é a escola deles.
Espero q tenham gostado desse cap.
Um beijo, e até mais <3


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