História O acampamento de verão - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Basta!


-Vamos nos atrasar James!- eu gritei colocando o lanche dele na mochila.

-Ok.- ele desceu.

Eu peguei as chaves do carro e entramos, coloquei o cinto e James também, tínhamos dez minutos para chegar na escola por causa que meu pai decidiu não nos levar por que estava muito bêbado.

Eu não era de correr, mas não podia me atrasar para o primeiro dia de aula assim desse jeito.

Chegamos no colégio faltando três minutos, corri para deixar James e corri de volta para a minha sala.

-Senhorita Campbell, está atrasada.- meu professor de literatura me encarou.

-Desculpe, tive um probleminha.- eu sorri.

-Pode entrar.- ele apontou para a cadeira na frente dele.

Quem não chegava na hora tinha que sentar na frente dele, coloquei minhas coisas em cima da carteira e tirei meu caderno para anotar.

-Quem leu Romeu e Julieta?- o livro que o professor tinha indicado, levantei a mão.- O que achou?

-Na verdade achei melancólico.- falei.

-E por que?- o professor se sentou na mesa dele, eu e várias outras meninas achavam ele muito bonito, e ele ainda era um professor bem novo...- Senhorita Campbell?

-Ah, melancólico por que eles tinham como resolver não se matando, só que eles resolveram apelar para o mais fácil.- eu não falava tanto nas aulas.

-Mais fácil?- ele franziu as sobrancelhas.

-Sim, o mais fácil seriam eles se matarem, eles escolheram o mais fácil em vez de enfrentar as famílias.- eu já estava ficando desconfortável.

-Alguém mais concorda com o ponto de vista da senhorita Campbell?- o professor começou a passear pela sala.

Abri a bolsa e tinham os papéis do parque, agora era eu que cuidava de tudo e só fazia meu pai assinar.

Guardei eles e peguei minha caneta para anotar o que estava no quadro, o que eu só ia conseguir fazer se Sidney não tivesse passado e pagado matade com o corpo.

Eu bufei e me encostei na cadeira, não podia nem xingar ela com ninguém, por que Dale ainda namorava ela, tinha que esperar a aula terminar então.

▫️◽◻️

O sino tinha batido, ter três aulas de literatura era as vezes bom e às vezes ruim, dependia do assunto.

-Barbara, posso falar com você?- o professor se sentou na mesa.

Eu assenti e guardei minhas coisas lentamente para ele não querer mais conversar, mas ele ainda queria.

-Está muito atrasada ultimamente.- ele cruzou os braços, o que fez os bíceps ficarem muito aparentes.

-Eu estou com problemas, mas eu vou resolver.- achei que tinha terminado.

-Barbara, como está seu pai?- ele levantou as sobrancelhas.

-Bem.- eu menti.

-E aqueles papéis na sua bolsa.- ele apontou para minha bolsa.

-É um trabalho.- tentei disfarçar.

-Tem certeza que está bem?- ele era a primeira pessoa que me perguntava pela segunda vez.

-Sim.- minha voz tremeu.

-Pode ir então.- ele se levantou.

-Ok.- sai e vi Dale me esperando.

Eu sorri e ele passou o braço pelos meus ombros, eu deitei a cabeça no ombro dele e fomos até a lanchonete.

Peguei uma bandeja e peguei só uma coca diet e um salgadinho, fui até o gramado e vi Dale com Stacy.

Voltei para lá dentro e vi uma das meninas nova da minha sala, eu fui até ela, me sentei do seu lado.

-Está gostando daqui?- sorri.

-Ainda não conheci ninguém, mas até agora a aula de literatura é a melhor.- ela sorriu.

-O professor é muito gato, eu sei.- eu ri.

-Kara.- ela estendeu a mão.

-Barbara.- eu sorri apertando sua mão.

Ela falou como era a antiga escola e eu disse que aqui tinha um acampamento de verão e ela ficou louca para ver.

▫️◽◻️

Estava saindo da secretaria, meu pai tinha parado no hospital de novo, eu estava procurando a chave do carro.

-Quer uma carona?- meu professor de literatura perguntou.

-Eu...- minhas mãos tremiam.- Não, tudo bem.

-O que aconteceu?- ele se aproximou.

-Meu pai...- não conseguia achar e joguei a bolsa no chão.

-Calma.- ele pegou minha bolsa.- Eu levo você.

-Obrigada.- expliquei a ele onde tinha que estar.

Me sentei no banco daquele carro, que era uma versão antiga restaurada de um carro bem antigo.

Chegamos no hospital bem rápido por ser perto da escola, ele insistiu em ir comigo, e abri a cortina, meu pai estava tomando soro na veia.

-Filhinha.- ele sorriu.- Eu falei para não ligarem.

-O que você fez agora, pai?- me aproximei.

-Eles não me deixavam sair do bar, então rolou briga.- ele adormeceu.

Eu notei que meu professor ainda estava lá, meu rosto queimou de vergonha, só Dale tinha visto meu pai assim.

-Obrigada por me trazer.- eu fui até ele.- Pode ir agora.

-Como vai voltar pra casa?- ele cruzou os braços.

-Eu dou um jeito.- olhei para o soro do meu pai, já estava acabando.

-Eu vou ficar.- ele sentou na cadeira que tinha.

A enfermeira chegou e liberou meu pai, ele foi até o banheiro e vestiu a roupa, então começou a cantar uma enfermeira.

-Vamos, pai.- eu empurrei ele até o carro do meu professor.

Então eu me liguei que não sabia o nome dele, coloquei o meu pai atrás do carro e me virei.

-Desculpa, eu não sei seu nome.- eu sorri sem graça.

-David.- ele riu.- Como não sabe meu nome, eu sou seu professor.- ele abriu a porta pra mim.

Entramos e meu pai já estava apagado, chegar no acampamento foi mais difícil, pois ele tinha acordado e queria bebida.

Assim que chegamos eu falei para David entrar, vi Dale cuidando de James, eu tinha esquecido James.

-Ah, meu deus, tá tudo bem, querido?- eu fui até James.

-Sim, Dale me trouxe para casa, e comemos sorvete.- ele se divertiu então.

-Ótimo.- me virei e vi meu pai indo para o armário de bebida.- Pai.

Eu puxei a blusa dele, e ele se virou de supetão quase me acertando com a o punho fechado dele.

-Senhor Campbell.- Dale se levantou.- Já viu o jogo de hoje.

Dale puxou ele até o sofá e franziu as sobrancelhas para o professor, então eu cocei a sobrancelha.

-Obrigada por me ajudar.- eu sorri levando ele a porta.

-Qualquer coisa você tem o meu número.- ele sorriu saindo.

Eu fechei a porta e me virei para ver meu pai, ele estava dormindo no sofá, eu subi as escadas e fui até meu quarto.

-O que aconteceu?- Dale entrou.

-Eu perdi as chaves, deixei James no colégio, eu esqueci ele! E depois tive que ir no hospital pegar meu pai, e eu estou cansada.- sentei na cama cobrindo o rosto.

-Barbie.- ele me abraçou.- Seu pai que deveria fazer isso, não você.- ele beijou minha testa.- Tem que falar com ele.

Eu ia falar algo mas ouvi copos quebrando, me levantei e corri para a cozinha, mas acabei pisando em um caco de vidro.

-Ai.- eu fui para trás e Dale me segurou.

-Ah, não.- Dale explodiu.- Você não pode fazer isso com ela!- Dale me sentou no banco e foi até meu pai, então segurou a gola dele.- Você é o adulto aqui! Não ela!

-Dale.- eu sussurrei chorando.

-Não! Ele não pode te tratar assim!- Dale sacudiu a cabeça.-Basta!

-Tudo bem.- meu pai levantou as mãos.- Tudo bem.

Dale soltou ele e me colocou na bancada, colocou meu pé no colo e tentou tirar o caco de vidro.

-Vou colocar James para dormir.- meu pai avisou.

-Tem que dar banho antes.- eu avisei.- E cantar.

Dale não conseguia nem olhar na cara do meu pai, quando eles subiram eu limpei as lágrimas e vi Dale enfaixar meu pé.

-Eu vou ficar aqui hoje.- Dale me pegou no colo e subiu as escadas.

-Tudo bem, eu posso me cuidar.- falei sorrindo.

-É, mas ele não.- Dale estava com raiva.

Ele me colocou na cama e puxou o colchão debaixo da minha cama, e tirou a blusa, eu alcancei meu pijama e fui pulando até o banheiro.

Escovei os dentes e vesti o pijama, depois voltei para a cama e joguei alguns travesseiro para Dale.

-Barbara.- meu pai apareceu.- James quer que você cante.

Eu levantei e fui até o quarto de James, ele estava ainda todo molhado, eu levantei ele dá cama e sequei seus cabelos.

-Papai, não sabe dar banho.- ele sorriu.

-É.- deitei ele de novo.

-Ele vai melhorar, não vai?- James se cobriu.

-Vai sim.- eu sorri.

Cantei a mesma música que fazia ele dormir e então voltei para meu quarto, e vi Dale falando no celular com Stacy, estavam brigando.

Me deitei e ele desligou o telefone, então pulou na minha cama, eu ri e ele deitou do meu lado.

-Seu pai vai melhorar.- ele sussurrou.

-Tomara.- eu sorri fraco.

-Ele vai.- Dale me abraçou.

-Eu não aguento mais.- comecei a chorar.

-Shh.- ele coçou minha cabeça.

-Eu só quero ser normal.- falei.- Eu não quero ser uma mãe para James, eu quero ser uma irmã.- funguei.

-Eu sei.- ele nos cobriu.- Pode dormir, você precisa.

Eu assenti e fechei os olhos já com sono, então encostei a testa no peito dele e apaguei de cansaço.



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