História O Acampamento do Tio Park - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~BottomNochu

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bottomnochu, Comedia, Drama, Jikook, Jimin!top, Jungkookbottom!, Lemon
Visualizações 270
Palavras 2.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Quando eu coloco algo na cabeça, eu não sossego até fazer. Todas as minhas outras fics estão com capítulos pela metade, mas eu precisava fazer esse. Fugi um pouco do drama. Espero que gostem. Bjooss Enjoyy!

Capítulo 1 - Conhecendo o Tio Jimin


 

— Mãe, por favor, eu prometo que arrumo a casa todos os dias! — imploro, sentindo o drama de estar prestes a ir para um acampamento infantil de férias. E o pior, ir para um acampamento de férias aos dezoito anos de idade.

— Sem chance. Você precisa acompanhar seu irmão. — minha mãe sempre inflexível quando se tratava do meu irmãozinho. Por que eu tinha que ir sozinho para esses lugares infernais quando era mais novo e ele não pode? Não é justo! Ele já sabe se virar muito bem.

— Mas o Jung-hyun disse que não quer ir. — invento uma desculpa, enquanto coloco minha câmera dentro da mochila.

— Mentira! Quero sim. — gritou o pestinha de outro cômodo da casa. Ele tinha ouvido biônico?

Aish, demônio, coopera com o hyung aí.

— Jungkook, você vai e pronto. Você precisa sair um pouco desse quarto. Só fica trancado mexendo em celular e computador o dia inteiro. Está parecendo um fantasma. Vai acabar definhando. — resmunga minha mãe entrando pela porta do quarto.

— Aigoo, me deixa definhar! Eu quero morrer. — resmungo apoiando a cabeça na mochila. Ela começa a pegar várias coisas no meu guarda-roupa. Coisas que não eram necessárias, já que eu havia colocado tudo que eu queria dentro da bolsa. As mães tem essa mania de se intrometer, e enquanto a gente vive sobre o mesmo teto que elas, ficamos sujeitos a uma extensa lista de regras chatas, que muitas das vezes parecem apenas exercícios arbitrários do direito de mandar.

— Toma, leva isso, pode fazer frio. — Minyoung joga um casaco em cima da cama e continua a revirar os cabides. — Jungkook, que zona é essa? — ela levantava os bolos de camisa emboladas que eu havia guardado com tanto cuidado no fundo do armário.

— Eu consigo achá-las mais fácil assim.

— Eu queria entender como você consegue achar a si próprio dentro desse quarto. — ela caminhava de um lado para o outro arrumando as coisas como uma máquina. Talento que a maioria das mães tem.

— Eu sou um espírito incompreendido nessa casa.

— Você é um espírito porco, Jungkook. — ela pega uma cueca que estava jogada no fundo do guarda-roupa e leva até o nariz. — Jesus, essa cueca está suja. Você está lavando esse piru direito?

— Aish, mãe! Só me explica por que você cheirou minha cueca?

— Porque sou eu quem lavo. A partir de hoje você fica responsável por isso também. Já passou da hora.

— Mãe, mamãezinha, lindeza, olha para mim. — levanto da cama e seguro seu rosto com as duas mãos para que ela me olhe nos olhos. — Eu prometo que serei um filho bem melhor se você deixar eu ficar em casa. Eu assino um contrato se você quiser. Eu viro seu escravo.

— Own, meu neném, sério? Você promete pra mamãe? — ela fala com uma voz infantil.

— Uhum, “pometo”. — respondo com o mesmo tom de voz meloso.

— Tá, então lê meus lábios. — ela fez uma pausa para que eu prestasse atenção na sua boca. — NÃO! — deu um grito que fez meu corpo estremecer e saiu rindo do quarto. Ter uma mãe que te zoa não é uma tarefa fácil.

Acabei de arrumar a bolsa, adicionando as coisas que Minyoung me obrigou a colocar e aproveitei o tempo livre para mandar uma mensagem para meu melhor amigo.

Jk: Taehyung-ah, me sequestra, me abduz, me socorre ou me mata.”

Tae: Que houve?”

Jk: Tenho que acompanhar meu irmão no ‘Acampamento de férias do Tio Park’”

Tae. HAHAHAHAHAHHA!!! Está brincando, né?”

Jk: Tá rindo porque, demente?”

Tae: Porque eu não queria estar na sua pele.”

Jk: Pois é.”

Tae: Quem sabe você não aproveita e senta no colinho do Tio Park?”

Jk: Aish, viado, para. Deve ser aqueles tiozinhos alegres que fazem piadas sem graça. Ou aqueles appas enérgicos que não deixam a gente dormir com um monte de atividades insuportáveis. ”

Tae: Ai amigo, eu sinto muito por você.”

Jk: Eu também. Espero que eu esteja vivo quando eu voltar. Me deseje sorte, lá não tem sinal de internet, nem de telefone.”

Tae: Que pesadelo! Força, você vai conseguir eu tenho fé. Dá um beijo no Tio Park por mim.”

Jk: Vai se fuder, Tae!”

— Jungkook, o Jung-hyun já está pronto, só falta você. — grita minha mãe da sala. Coloco o celular em cima da mesinha e caminho até a janela para trancá-la. — Vamos! Vocês não podem se atrasar.

E se eu pular daqui de cima e quebrar a perna?... Tá, Jungkook, não exagera, você é burro, mas nem tanto.

Desci as escadas desanimado, quase arrastado e saí pela porta com uma súbita vontade de chorar, por ter que abandonar minha linda e aconchegante casinha durante as férias. Eu queria ficar o dia inteiro comendo, dormindo e jogando. Férias são para isso. Era meu prêmio por aturar a escola tantos dias consecutivos. Mas não, eu não posso ter férias normais, tenho que ir para um lugar lotado de fedelhos barulhentos e catarrentos, incluindo a peste do meu irmão.

Por falar nisso, ele estava tão quieto ao meu lado no carro que achei estranho. Jung-hyun quieto, ou está doente ou está elaborando planos maquiavélicos. Ele brincava com um bonequinho de ação quando percebeu que eu o encarava. Ele me retribuiu um olhar e um sorriso tão sinistros que a primeira coisa que pensei foi: Satanás se faz presente nesse veículo.

A vista do lado de fora foi aos poucos se transformando, e o verde ia se mostrando cada vez mais na paisagem. Não que eu odiasse o campo e essas coisas... mas é exatamente isso, eu odeio mato, eu odeio insetos. Eu adoro a fumaça da poluição me intoxicando com toda sua majestade. O barulho dos carros e das pessoas zanzando de um lado para o outro e esbarrando em você sem pedir desculpa. A variedade de lojas e opções de entretenimento para você não fazer nada além de gastar. As luzes fortes que quase cegavam meus olhos míopes. Isso sim é vida, a cidade grande é o meu lugar.

— Chegamos! — exclama minha mãe, empolgada, quando o carro parou em frente ao que parecia ser uma fazenda. Ou uma floresta? Não sei que porra era aquilo, mas fedia a eucalipto. Uma placa grande pendurada em um arco de madeira, tinha os dizeres: “Acampamento do Tio Park”. Considerei colocar aquilo na minha lápide quando eu morresse, que muito provavelmente seria antes de findar as duas semanas. O lugar era bem grande e bonito. Próximo à entrada havia uma lagoa enorme com alguns pequenos barquinhos na margem. Bem ao fundo havia uma casa grande toda de madeira, e ao redor muitas árvores, cujas copas grandes sacudiam ao vento.

— Cuida bem do seu irmão. — despede-se me dando um beijo na testa.

— Você não vai com a gente?

— Você já é um adulto, lembra? Você resolve. — diz apertando minha bochecha. — E você, obedeça seu hyung. Se você fizer bagunça ele vai me contar tudo. — ela o beija na cabeça, mas antes que tirasse os lábios, Jung-hyun sai correndo pela grama verde, despertando um sorriso bobo em Minyoung. — Qualquer problema você me liga. Ah é! Aqui não tem telefone. Paz durante duas semanas! — sai rindo e fazendo o número dois com os dedos.

— Você me odeia, não é? Você gosta de me torturar bem devagar. — ela ri ainda mais. — Jung-hyun, me espera! — chamo, correndo em direção ao meu irmão que já estava subindo em um dos barquinhos na beirada do lago. — Olha, por mim que você morra, mas hoje não. Vem comigo! — o segurei pela mão e seguimos em direção à casa grande. Na recepção haviam algumas crianças falando alto. Empurrei meu irmão na direção delas para que me deixasse em paz. — Vai, faça amizade! — diferente de mim, ele tinha extrema facilidade em fazer amigos. Sempre virava o líder da gangue de marginaizinhos.

— Pois não?  — pergunta um rapaz do outro lado do balcão. No crachá dele estava escrito: Instrutor Park Seokjin. Ele usava uma roupa azul engraçada que lembrava o uniforme dos escoteiros.

— Vim trazer meu irmão para o acampamento de férias. — explico, apoiando minha mochila pesada sobre o balcão e tirando minha carteira do bolso da frente.

— Ótimo. Como é o seu nome e o nome do seu irmão? — indaga com um sorriso simpático.

— Jeon Jungkook e Jeon Jung-hyun. É aquele ali. — aponto com o dedo para o pequeno, que já corria de um lado para o outro no hall de entrada.

— Encantador. — Seokjin sorri de boca fechada como se forçasse para ser simpático. Ele digita algumas coisas no computador com bastante atenção. Aproveito para dar uma olhada ao redor e apesar de não curtir muito aquele tipo de ambiente, achei que era de muito bom gosto.

— Você é o Tio Park? — pergunto, tentando puxar assunto. Ele rola os olhos para o meu lado.

— Não. É o meu pai, fundador do acampamento. Todos nós irmãos somos instrutores. — explica, voltando a atenção para o computador. — Esse ano será meu irmão Park Jimin.

— Hmm. Legal. — na verdade aquilo não me interessava nem um pouco. Tudo que eu queria era ir embora dali. Ele continuava digitando e digitando e não dizia nada e eu já estava ficando sem paciência. — Aqui tem sinal wi-fi? — o rapaz se vira para o meu lado mais uma vez e dá um sorrisinho.

— Só para os funcionários.

Aquela resposta fez meus olhos brilharem de esperança. É lógico que eu conseguiria um jeito de saber a senha. Vasculhei a bolsinha da frente mais uma vez e acabei lembrando que havia deixado o celular em cima da mesinha no meu quarto. Bufei frustrado em pensar por um instante que eu teria minha internet naquelas duas semanas de tortura.

— Bom, Jungkook. Tudo certo. Pelo visto sua mãe reservou uma cama para o seu irmão com as outras crianças no dormitório e uma barraca para você.

— QUÊ? — questiono, surpreso.

— Sim, olha aqui. — ele vira o monitor para o meu lado e aponta na tela com o dedo.

— Je-on Jung-kook... Ba-rra-ca. — ele lê gesticulando com a boca, devagar, como se eu fosse um retardado.

— Tá, tá.

— Nossa equipe vai cuidar do seu irmão. Você pode fazer o que quiser a partir de agora.

— Então eu não precisava estar aqui?

— Não necessariamente. — ele solta outro risinho debochado. — Achei que você queria brincar com a criançada.

— HAHA, muito engraçado Park Seokjin. Olha minha cara de animação.

— Relaxa, cara, duas semanas passam rapidinho.

— Espero estar vivo até lá. — resmungo, depois de guardar a carteira e colocar a mochila nas costas.

— Toma! — Jin me entrega um embrulho que parecia uma lona bem grande amarrada.

— Que isso?

— Sua barraca, as próprias crianças que montam. Com você não vai ser diferente. — reviro os olhos e bufo ao descobrir que além de dormir naquela porcaria eu teria que montá-la.

— Mas eu não sei montar isso.

— Nosso instrutor Park Jimin pode te ajudar.

— E onde o tal Jimin está?

— Reuniremos as crianças daqui vinte minutos na área de convivência, ao lado do lago para ele dar as instruções iniciais. Você pode ir lá para conhecê-lo. Aproveita e diz que não sabe montar sua barraca.

Aquele tal de Seokjin podia ser bonito, mas era bem abusado. Queria xingá-lo mas agradeci e fui direto para o local que ele havia mencionado. Era como um quiosque muito grande, ao redor havia uma muretinha bem baixa. Descansei minha bolsa de lado e assentei aguardando a chegada do tal instrutor. Os minutos não passavam ali naquele lugar. Eu estava preso no tempo.

— Oi hyung, como você se chama? — me cutuca um garotinho, que estava acompanhado de outras duas meninas. Elas deram uma risadinha quando eu olhei.

— Jungkook, e você? — tento parecer agradável, mas eu estava nervoso de conversar com aquelas crianças, que pareciam ter uns oito anos de idade.

— Eu sou o homem de ferro. — ele faz uns barulhos de efeitos especiais com a voz, e sai simulando um voo ao redor. As outras duas meninas continuaram me olhando curiosas e uma delas se assentou ao meu lado em silêncio.

Ai meu Deus tira essas crianças daqui. Eu estou com medo.

— Porque você está aqui? Você é velho. — disse a desgracenta da menina.

— Porque você está aqui? Você é feia. — falei para que ela aprendesse a não ser indelicada com os outros. Os olhos da pequena começaram a brilhar e ficar vermelhos, e meu coração disparou dentro do peito.

Socorro, não chora, não chora por favor.

Tarde demais, a menina começa a chorar bem ao meu lado, e a outra fica me encarando com uma cara de reprovação. A culpa era dela, não era minha. Eu nem queria conversar. Velho é o meu ovo esquerdo.

— É brincadeira o oppa te acha linda. Vem cá dá um abraço. — a outra garotinha a pega pelo braço e tira de perto de mim. As duas sumiram de vista e eu agradeci em silêncio por isso ter acontecido. O homem de ferro ainda voava empolgado pela grama.

Alguns minutos depois percebi um movimento se aproximando. Um grupo de crianças rodeavam um garoto maravilhoso que vinha na direção do quiosque. E põe maravilhoso nisso. Ele fazia o meu tipo. Não combinava nem um pouco com aquele lugar. Tinha os cabelos platinados, usava piercings, brincos na orelha e anéis nos dedos. Quando ele chegou bem perto, me direcionou um sorriso que quase me fez derreter. Retribuí meio sem graça. A bermuda curta que usava, revelava um par de coxas musculosas e panturrilhas bem definidas. Engoli seco ao ver aquele corpo bem de perto.

 

Continua...

 



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