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História O Acaso - Capítulo 22


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um, espero que gostem.

Espero que gostem, um beijo!

Negrito marca os pensamentos das personagens.

*** marca uma mudança de cenário/foco

Nas notas finais, tem imagens com as roupas que descrevi, para quem quiser visualizar melhor.

Também tem algumas músicas que me inspiraram.

Capítulo 22 - Capítulo 22


Fanfic / Fanfiction O Acaso - Capítulo 22 - Capítulo 22

A rosada ajustou o vestido azul antes de repousar o corpo sobre a cadeira da cafetaria. Finalmente tinha chegado o dia em que iriam realizar o teste de paternidade e descobrir se o médico era o pai do seu bebé, mas antes, Naruto tinha insistido que Hinata soubesse de tudo porque, para além de ser a responsável pelo filho da Haruno, era também uma amiga dele.

Suspirou fundo, remexendo nos fios rosados, que se encontravam num meio preso. Apenas queria que aquele momento terminasse o mais rápido possível. No outro lado da mesa, Hinata os encarava, confusa com o encontro que decorria. Sakura tomou um minuto para analisar a beleza da mulher. O vestido preto deixava metade das pernas descobertas, a maquilhagem, apesar de leve, gerava um contraste misterioso com a pele alva e os cabelos negros.

Hinata podia ter qualquer homem rendido a seus pés, isso podia concluir.

- Ainda não entendi porque quer rever os documentos do caso da senhorita Haruno. – A morena falou, remexendo nos papeis enquanto o loiro tentava reunir coragem para enfrentar o momento seguinte. Sabia que iria partir o coração da amiga, mas não conseguia continuar a esconder toda aquela situação. A Hyuga merecia saber e, acima de tudo, seria ele a contar tudo.

- Hinata, está tudo bem com o processo. – Admitiu sobre o olhar confuso da médica.

- Então porque me chamou aqui? E porque nós duas? – Questionou.

A Haruno mordeu o lábio, visivelmente nervosa. – Eu preciso que você saiba um detalhe importante quanto à gravidez de Sakura.

- Você omitiu informação da ficha médica dela?! – Quase gritou. – Isso pode te fazer perder a licença!

- Eu e a Sakura estamos numa relação. – Uma onda de choque contaminou toda a postura da morena, completamente surpresa com a informação partilhada pelo homem que fazia o seu coração falhar. E doer, também. – Essa foi a verdadeira razão para eu requisitar a transferência do processo. Não era a primeira vez que sou ameaçado por um parceiro ciumento, você sabe. Mas eu não conseguia continuar como se tudo estivesse bem, então, para tentar controlar os danos, comuniquei a Tsunade sobre o Uchiha. – Suspirou. A cada palavra que proferia, conseguia visualizar a dor nas orbes cinza da amiga.

- E começou transando com ela. – Completou, raivosa. – Você sabe que eu sou obrigada a reportar tal informação. Porque é que me está contando?

- A Tsunade já sabe e será uma questão de tempo até todos na clínica descobrirem sobre o meu caso.

- O meu ex colocou um processo contra ele e a vossa clínica. – A Haruno falou, se aproximando um pouco mais do médico, como forma de apoio.

- A culpa é sua! Não vê que está destruindo a vida de um bom homem? Não consegue deixar de ser egoísta? Você tem um louco como pai dessa criança, o que acha que ele fará ao Naruto?! – A Hyuga gritou, alterada.

- Eu não pedi para me apaixonar por ele! E você, como eu, sabemos que isso não funciona assim! – A jovem retrucou. – Caso contrário, você já tinha eliminado todos os sentimentos que nutre pelo meu namorado! – Num movimento brusco, a rosada agarrou os seus pertences e se ergueu, deixando os dois sozinhos.

A médica permaneceu em silêncio enquanto observava a grávida se retirando da cafetaria. De seguida, focou a sua atenção no amigo. – Porque ela?

O Uzumaki esfregou os fios loiros, tentando se manter sereno. – Aconteceu. – Murmurou. Não queria prolongar a conversa, apenas sabia que iria magoar mais Hinata.

- Como?! – As orbes cinzas marejaram e uma lágrima solitária escorreu pelo rosto. – Pela nossa amizade, eu mereço saber o que ela tem que eu não tenho!

- Da mesma forma que se eu te questionar o que é eu tenho que qualquer outra pessoa não tenha, você sabe me responder? – A voz era mais fria do que queria. – Sabe que explicar porque é que o meu coração acelera quando penso nela? Porque é que o cheiro me embriaga? Porque é que acordar com o corpo dela colado ao meu é a melhor sensação do mundo? – Verde encontrou cinza. – Se os sentimentos que você nutre por mim conseguem ser expressos em meras palavras, então não são tão verdadeiros como pensa. – Após terminar o discurso, se arrependeu da frieza com que o tivera transmitido, mas não das palavras. Era Sakura que ele amava e a Hyuga tinha de aceitar, como sua amiga. – Tem outra coisa que você também deve saber.

A médica esfregou o rosto, tentando secar as lágrimas, mas sem sucesso. – Vocês casaram?

- Eu posso ser o pai do bebé. – Falou de uma vez. Não importava o quão cuidadoso fosse com aquela informação, ela iria despertar perturbar a morena de qualquer forma. – Nós estivemos juntos numa noite em setembro, ambos estávamos completamente embriagados e eu esqueci-me até umas semanas atrás.

Hinata não respondeu, apenas permaneceu em silêncio, absorvendo a história do Uzumaki. Naruto queria lhe consolar e tentar apaziguar o sofrimento da amiga, mas sabia que as suas ações apenas piorariam tudo. Com uma expressão sofrida, arranjou as mangas da camisa preta de algodão e se retirou do recinto, deixando a morena sozinha.

***

O casal adentrou o hospital com as mãos entrelaçadas. Sakura estava nervosa com o procedimento, mas o médico tinha se certificado que o mesmo seria realizado por um amigo de confiança, por parte da família Uzumaki. Se dirigiram até a receção e a Haruno procedeu ao registo de toda a papelada necessária, uma vez que seria um procedimento invasivo.

- O que é uma cordocentese? – Franziu o cenho, tentando ler o nome complicado.

- É uma recolha de uma amostra de sengue fetal. – Não conseguir prender o sorriso ao analisar o quão perdida a grávida se encontrava. – Eles vão te anestesiar, apenas na área onde a agulha será inserida e depois, vão recolher sangue do cordão umbilical e comparar com a amostra da minha saliva em laboratório.

O rosto da Haruno perdeu a cor após escutar a descrição do namorado. – E-eles vão espetar uma agulha no meu bebé?!

- Não, Sakura. É no cordão umbilical. Eles são profissionais, nada vai acontecer, prometo. – Depositou um beijo numa das mãos femininas, procurando tranquilizar a grávida.

- Ele vai ficar bem? – A rosada murmurou, nervosa.

- Confie em mim. – Encostou as suas testas, curtindo o momento de silêncio.

Até a voz do padrinho quebrar o momento.

Velhote pervertido e intrometido.

- Naruto. – O homem de cabelos grisalhos, presos numa trança comprida, cumprimentou o loiro, sorrindo. – E você deve ser a senhorita Haruno. – O homem mais velho agarrou a mão da paciente e apertou suavemente. – A sala já está pronta, podem me acompanhar. – O casal se ergueu e seguiu o médico de aspeto envelhecido.

- Quem é ele? – A rosada murmurou.

- É o meu mentor de estágio. Estive nesse hospital antes de assinar um contrato de residência com a clínica de Tsunade. O velhote quase me matou, dizendo que traí a sua amizade. – A jovem soltou uma risada leve. – E também é o meu padrinho. Foi ele que despertou em mim o desejo de ser médico e salvar vidas.

A grávida apertou a mão do namorado com mais força, encarando as orbes azuis. – E você é um excelente médico. – Envolveu uma mão entre os fios dourados e puxou o Uzumaki para um beijo.

- Se continuarem, vou ter de sugerir que o senhor Uzumaki se mantenha fora da sala. – A voz fria do médico mais velho causou um arrepio, que percorreu toda a coluna da rosada.

- D-desculpe! – O rosto branco corou violentamente.

- Jiraya, você quer mesmo falar de ética? – Naruto colocou as mãos dentro dos bolsos das jeans, provocando o padrinho que, num segundo, quebrou o semblante sério e puxou o afilhado, bagunçando os cabelos loiros do mesmo, soltando risadas estridentes. – Me solte, seu louco!

Após alguns minutos, a rosada pousou a cabeça na almofada da maca branca enquanto apertava a mão do namorado com todas as suas forças. Estava aterrorizada com a ideia de perfurarem o seu ventre, o local onde o filho crescia, o local que devia lhe proteger de tudo e todos. Por momentos, sentiu-se culpada por colocar o seu bebé naquela situação.

- Senhorita Haruno, vamos iniciar. – Jiraya falou enquanto verificava os materiais necessários para a realização do procedimento. – Não lhe vou mentir, existe uma chance de 2% de aborto, os batimentos cardíacos do bebé podem diminuir e também pode facilitar o rompimento prematuro da placenta, favorecendo o parto prematuro. – O loiro fuzilou o mentor. – Mas isso é com outros médicos. E eu não sou qualquer médico. – Piscou.

O médico mais novo revirou as orbes azuis e encostou os lábios ao ouvido da namorada. – Continue olhando para mim, vocês vão ficar bem. – Azul encontrou verde. – Acha que eu ia arriscar a vida de um filho que pode ser meu, se não fosse seguro?

A universitária assentiu e engoliu em seco, procurando prender as lágrimas de preocupação. Durante todo o procedimento, nunca deixou de encarar o oceano dos olhos masculinos, perdendo o seu tempo a analisar toda a íris, absorvendo cada tonalidade de azul que se destacava dos restantes.

Era lindo.

***

O loiro deixou o peso do corpo cair sobre o sofá da namorada. Estava extremamente cansado, precisava de tirar férias o mais rápido possível. Tinha se certificado que a rosada repousava durante quarenta e oito horas, para evitar qualquer consequência derivada do procedimento para a recolha do material genético.

Aquele era o dia do aniversário de Sakura, completava vinte e um anos, e tinham decidido permanecer na casa da mesma, aproveitando o silêncio e a tranquilidade, mas o desejo falava mais alto. Desde que tivera regressado do expediente na clínica, teve de sair correndo do mesmo cómodo onde ela se encontrava, três vezes. Outra consequência do procedimento é que não podiam se envolver intimamente durante uma semana.

Tinha sobrevivido dois dias, era capaz de aguentar mais cinco.

Então propôs um jantar romântico, num restaurante da preferência dela.

Ajeitou a camisa social azul, suspirando. Remexeu o corpo ao sentir um papel no bolso traseiro das calças castanhas. Tivera ido ao seu apartamento tomar banho e buscar roupas novas e, quando se encontrava saindo, verificou se havia alguma carta importante. Com a pressa, esqueceu-se do envelope que estava, naquele exato momento, lhe incomodando demais.

Franziu o cenho ao encarar o carimbo do município de Berkeley. Rasgou o papel e deixou que as suas orbes percorressem o texto escrito, absorvendo a informação do mesmo. Engoliu em seco após se aperceber que aquela era uma carta do tribunal, do seu processo contra os Uchiha e, juntamente com a data da primeira audiência, continha uma informação que lhe perturbou, pela primeira vez.

Até um veredicto final, a licença médica de Uzumaki Naruto encontra-se suspensa após o recebimento desta carta.

A voz da namorada lhe assustou. Nervoso, dobrou a folha em dois e tentou guardar a mesma num dos bolsos das calças.

- O que é isso? – Não teve sucesso. Estremeceu quando sentiu as mãos femininas massajarem o seu peito enquanto o perfume doce da Haruno invadia todo o cómodo.

Suspirou, melancólico. – É uma carta do tribunal.

A grávida contornou o sofá, ficando de frente para o namorado. Naruto tirou um momento para apreciar a beleza exótica da mulher que amava. Sakura trajava um vestido creme, de algodão canelado e que cobria metade das suas pernas torneadas. O volume da barriga, agora muito mais saliente do que antes, tornava-a ainda mais sensual. Os fios rosados estavam pranchados, escondendo as ondas naturais do cabelo e o rosto era adornado por uma maquilhagem leve, mas na quantidade perfeita. Forçou um sorriso ao se aperceber que uma deusa como aquela estava apaixonada por ele, um mero mortal.

Apesar da dificuldade, a jovem se colocou de joelhos e agarrou as mãos robustas do Uzumaki enquanto as orbes verdes transbordavam de preocupação. – O processo?

- Sim. A primeira audiência é daqui a umas semanas.

- Vamos arranjar forma de provar a sua inocência. O Sasuke não vai conseguir te destruir.

- Eu já falei com a Temari, ela vai testemunhar a meu favor. E o seu depoimento também irá facilitar as coisas, mas tudo depende do resultado do teste.

A Haruno abraçou o namorado. – Eu te amo.

- Eu também. – A ausência de animação na voz da Uzumaki obrigou Sakura a desconfiar.

- O que diz o resto da carta?

- Minha licença foi suspensa. Não posso exercer mais.


Notas Finais


Agora a Hinata também sabe.

Jiraya é um fofo, temos de admitir ahah

Digam-me a vossa opinião sobre tudo o que está acontecendo!

Um beijo!

Musicas:
Meghan Trainor - Wave
K. Michelle - Heaven
K. Michelle - Brain On Love

Sakura:
Clínica: https://i.pinimg.com/564x/77/58/23/775823e5679baf38be744952338a8f64.jpg
Restaurante: https://i.pinimg.com/564x/eb/12/a0/eb12a03125927078621e17b79adf2ea9.jpg
Naruto:
Clínica: https://i.pinimg.com/564x/0a/e4/b1/0ae4b13c2589d66cc007fda612720a9f.jpg
Restaurante: https://i.pinimg.com/564x/90/8e/70/908e70ad8028ad35c7a6bb1e3e74d44d.jpg
Hinata: https://i.pinimg.com/564x/06/1d/21/061d21b102c9cd029f8afa3ef23e27fa.jpg


Criticas sao aceites de bom agrado.


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