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História O acaso - Capítulo 64


Escrita por: ivana1234

Capítulo 64 - Chapter 64


Duas semanas haviam se passado desde a internação de peeta, seu quadro ainda não indicava nenhuma melhora, mais os médicos estavam confiantes por ele ser jovem iria sair dessa.


Peeta saiu da UTI e passou a ficar num quarto particular, ainda estava ligado nos aparelhos e não dava sinais de que estava prestes a acordar. Isso me destruía, ficava ao seu lado todos os dias sempre segurando sua mão, observando as enfermeiras o banharem e trocarem as roupas de cama.


Ver peeta daquela forma me deixava em agonia, ele não merecia estar passando por isso. Era como se estivesse apenas vegetando, e odiava pensar nessa possibilidade. 


Amelia trazia sophie duas vezes por semana, a pequena conversava com peeta e chorava pois ele não respondia e nem fazia gracinhas para ela. Isso partia meu coração. Mais tinha que me manter forte por nós duas.


Passava mais tempo no hospital do que mesmo em casa, e isso me fez abandonar tudo que estava lá fora. Meus negócios no escritoro tive que passar para outro advogado resolver. As consultas do bebê também passei a não ir, tinha medo de sair do quarto e acontecer alguma coisa com ele, não queria ter nenhuma surpresa.


Com o passar dos dias passei a ajudar as enfermeiras a cuidar dele, a como limpar sem desconectar nenhum fio, e claro sem muito esforço, minha barriga crescia e cada vez ficava mais cansativo fazer alguma coisa.


O bebê sempre mexia em sua animação constante  e isso me fazia ver que ele estava bem dentro do seu forninho, quando ele chutava ou mexia forte colocava a mão de peeta sobre minha barriga para que ele pudesse sentir nosso bebê animado.


Os médicos disseram que era bom para ele receber estímulos, que de alguma forma ele ouviria e sentiria. Eu estava confiante quanto a isso. 


_ nenhum sinal, peeta já está a bastante tempo sem sinais - disse um dos médicos que estava cuidando do seu caso, ele mantinha um semblante sem esperança e isso não me ajudava.


Segurei a mão de peeta e suspirei, não queria acreditar que ele estaria de fato me deixando, ele sempre foi o mais forte de nós dois, agora estava partindo sem nem ao menos se despedir, ou sequer conhecer o fruto do nosso amor que crescia dentro de mim.


Lágrimas solitárias vieram a meus olhos, e tentei engolir todas elas, me manter forte e firme era o essencial naquele momento, tinha sophie ainda, e ela precisaria de mim ainda por mais tempo.


_ tem que ter alguma maneira, ele não pode ir embora assim, me deixar aqui sozinha, peeta e forte ele vai sair dessa - garanti ao medico e ele suspirou, para eles era assim, quando os números não batiam com suas expectativas eles os deixavam de lado dando assim sua sentença de morte.


_ já fizemos vários exames e em todos peeta não demonstro nenhum avanço em resposta, já vimos quadros iguais ao dele antes, e nenhum deles avançou sinto muito - disse o médico ainda em desânimo. Respirei fundo diante da derrota iminente.



Olhei peeta deitado aquela cama, cheio de fios e um tubo em sua boca o ajudando a respirar, então esse seria seu fim não iria mais acordar, não conhecia o fruto do nosso amor que crescia forte em meu ventre.


O médico saiu do quarto e eu continuei ali, sentada segurando a mão do homem que amava, que não queria deixar partir. 


*********************

Três meses depois 


Amelia olhava animada e eufórica as coisas da decoração do aniversário de sophie, eu promete a ela que a ajudaria nisso, imaginava anne animada igual a ela se estivesse aqui.



Sophie brincava com seus brinquedos e conversava com eles como se os mesmos tivessem vivos. 


Olhei para ela e sorri, meu fio de esperança que existia, que não me deixava desistir nunca. Senti os chutes do bebê dentro de mim e sorri acariciando meu ventre inchado, já com sete meses seua chutes e mexidas ficaram cada dia mais fortes e intensos. 


Já não conseguia passar muito tempo em pé muito menos vestir calças, somente vestidos bem confortáveis e leves, pois o calor que sentia é o desconforto da barriga me obrigaram a ser mais feminina digamos assim. 


Durante esses meses do acidente de peeta tentava ne animar, seguir adiante com a vida e os planos que tinha feito, sophie precisava de mim e esse bebê também. Amelia voltou com a festa a todo vapor e isso talvez tenha sido uma forma de deixar as coisas mais normais possíveis.


Passei a ir uma vez ao dia ao hospital ver peeta, os médicos diziam sempre a mesma coisa, sem esperança alguma que ele fosse acordar algum dia. Eu me mantinha firme na fé de que ele acordaria, nosso filho me deixava forte para acreditar que teríamos ele de volta.


Deixei de vez os negócios do escritório, meu sonho hoje não tinha mais importância, não tinha o que mais eu precisava lá, era com a minha família que eu sempre desejei estar, e agora que tinha essa oportunidade não iria mais largar, peeta ficaria orgulhoso das minhas escolhas pois ele sempre lutou para isso acontecer.


Comecei a cumprir mais com as ordens da médica, cheguei a ficar anêmica e o bebê não estava no peso ideal para a idade gestacional pois não me alimentava como deveria, isso me deixou a beira do poço, não podia fazer isso com meu pequeno, ele tinha que vim ao mundo saudável e bem. Por isso passei a cuidar de nois dois com mais esforço.


sophie estava animada para sua festinha que seria no sábado, a decoração chamada sua atenção é amelia fazia tudo que a pequena queria, isso a deixava feliz.


Amelia me ajudou a levantar quando tudo parecia escuro, me reergueu como família e eu seria eternamente grata a ela. 


_ o que vai dizer a mãe de peeta ? - perguntou ela curiosa, minha ex sogra estava vindo a cidade para ver o filho, durante todo esse tempo ela e o padrasto de peeta não tinham pisado no hospital para ver peeta e agora ela queria ficar a par da situação do filho.


_ nem sei porque ela vem, não precisava de verdade dela aqui, peeta ficaria melhor sem a mãe para perturbar. - reponde ainda não sabendo o que iria dizer a ela quando a visse.


_ só mantenha a calma quando estiver lá, lembre- se que ela também é mãe está sofrendo do jeito dela devemos respeitar- disse amelia é suspirei  esperava que ela nao viesse com nenhuma novidade da qual eu não aprovasse.


Terminei de organizar as fotos que seriam colocadas no painel no dia da festa, me levantei com dificuldade da cadeira e senti o bebê chutar forte em minha costela direita. Ofeguei era sempre assim. 


_ ele está ficando cada dia mais grande, minhas costelas estão doloridas - reclamei e amelia sorriu acariciando minha barriga.


_ vai ser um garoto bem sapeca, sophie e ele farão travessuras demais naquele jardim você vai ver, vai valer a pena tudo isso - disse ela e sorriu de lado, sophie se levantou junto e pediu colo, amelia e eu achávamos que ela estava começando a perceber que logo teria mais um bebê em casa, e de todas as formas ela tentava chamar nossa atenção.


A minha em particular.


_ mamãe já conversou com você meu amor, não posso pegar você no colo, seu irmão pode se machucar com seu peso princesa, vem cá me dar um abraço - expliquei e ela fez beicinho como se fosse chorar e as lágrimas já estavam inundando seus olhinhos. 


Não aguentava ver ela assim, sophie sempre seria um bebê, meu primeiro é único amor, a peguei no colo mesmo contra as indicações médicas. Sophie abraçou meu pescoço e soluço. 



_ você sempre terá meu colo meu amor, não precisa ter ciúmes jamais - disse e ela fungou roçando o nariz em minha bochecha sorri para ela e sophie sorriu também mais aliviada.


*******************



Tinha terminado de me arrumar e suspirei, pequeno esforços me deixavam exausta por completo. Arrumei minha bolsa e olhei sophie brincando em minha cama.


_ mamãe vai ver o papai no hospital, mais prometo que voltou logo para ficar com você está bem - expliquei para ela e sophie me encarava com uma carinha não muito alegre, durante algumas semanas fiquei direto no hospital obcecada por alguma notícia de peeta, espetando alguma melhora.


Durante esse tempo, sophie ficou com amelia e por isso sentia bastante falta Minha, foi por ela que resolve me levantar também, peeta não ia querer me ver ao lado da sua cama direto tendo nossa menina e nosso bebê para cuidar. 


Estava dando continuidade a nossa familia, o sonho que tanto peeta desejou que hoje entendia o porque ele lutava todos os dias e a todo momento. Estava claro agora às cobranças, isso que construímos era valioso, fui tola em ter demorado demais para ver a realidade.


Peguei minha bolsa e peguei a mãozinha de sophie a ajudando a descer da cama. A babá já nos esperava na porta do quarto, iria arrumar sophie e dar seu almoço. Amelia me esperava na sala, iria me acompanhar ao hospital não sabia o que a mãe de peeta estava aprontando.


_ vamos queria, está pronta? - perguntou amelia pegando as chaves do carro.


_ não, mais quero resolver logo isso - responde e ela sorriu, saímos em direção a garagem e senti meu pequeno chutar com vontade, ele devia sentir a ansiedade que eu sentia.


***********************


Assim que chegamos ao hospital fui avisada sobre a chegada de eloisa, mãe de peeta. A enfermeira confiável que contratei para cuidar de peeta enquanto eu não podia estar com ele me disse que a mulher era de estrema arrogância e mal se importava com os cuidados do filho.


Suspirei fundo criando forças para aguentar mais essa, minha sogra era sim terrível, por isso peeta não falava muito dela.


Amelia ficou fora do quarto junto da enfermeira e entrei no quarto já dando de cara com eloisa e mais dois médicos  os mesmos que disseram que peeta não acordaria.


A mãe de peeta me encarou assim que entrei no quarto, seu olhar foi direto para minha barriga, talvez não soubesse da existência do neto ainda. 


_ ora não sabia que seria avó, como esta querida? - perguntou ela diante das formalidades como sempre educada.


_ um pouco inchada mais bem, resolveu vim ver seu filho, sei que andou bem ocupada esses três meses - fui irônica e ela notou isso não gostando muito.


_ sim tenho meus negócios em nevada e fica meio difícil ficar vindo, estou desolada com o ocorrido a peeta, ele era cheio de vida não merecia ficar preso a essa cama desse jeito - disse ela nada emocionada.


_ mais ele não morreu, não fale como se ele já tivesse partido. - bufei diante sa sua falta de emoção para com o estado do próprio filho.


_ querida não se engane mais, sei que é difícil mais os médicos mesmo já o desenganaram, peeta não ia querer viver assim  - respondeu ela vindo na minha direção.


_ você não sabe o que ele ia querer, peeta e vocês não se davam bem, pois você não dava a mínima para o próprio filho, peeta vai sair dessa eu acredito - disse firme e ela suspirou olhando pros médicos.


_ essa sua devoção a melhora dele só o faz sofrer, por isso vim, não quero meu filho sofrendo desse jeito vim mandar que desliguem os aparelhos - anunciou ela e meu sangue ferveu.


_ não pode fazer isso, ele está vivo - disse furiosa.


_ para o bem do meu filho eu posso, sou a única família que ele tem - respondeu ela dona de si.


_ não vou permitir isso, não vão mexer em nenhum fio do cabelo dele, peeta vai acordar ele só precisa de mais tempo. - disse indo em direção a cama.


Eloisa suspirou e cruzou os braços. 


_ não preciso da sua premissa katniss, você não é mais a mulher dele na verdade nunca foi, deixe ele comigo, agora irei resolver tudo, salvar meu filho dessa vida de sofrimento - disse ela e eu fiquei sem chão, isso não podia estar acontecendo. 





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