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História O acaso do destino - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Revelações


Após todos se reunirem em uma grande sala, e se sentarem nas cadeiras envoltas da extensa mesa de madeira ali presente, foi explicado e repassado tudo que se sucedeu depois do ataque ao castelo dos charmings. Regina percebeu que a situação era pior do que imaginava quando ficou sabendo que, além de Emma está crescendo absurdamente rápido, a menina não se comunicava com ninguém e vivia tentando escapar. 

Depois de horas discutindo, não conseguiam chegar a um consenso de como prosseguir e a rainha já estava começando a ficar irritada. Por fim, decidiu sair e caminhar pelo lugar, para ver se conseguia espairecer as ideias. 

De repente, parou em frente a porta de um quarto. Era como qualquer outro no palácio, mas sentiu uma vontade inexplicável de adentrar no cômodo. Antes que pudesse analisar se era certo ou errado fazer aquilo, já estava dentro do aposento. Seus olhos percorreram todo o lugar até parar na sacada, onde Emma estava chorando. Mesmo sem saber o motivo, ao vê-la daquele jeito, seu coração se apertou. Foi em direção a ela cautelosamente, pois não queria assustar a menina. Quando estava próxima o suficiente, começou a falar, em um tom calmo e sereno.

- Uma princesa tão bonita não deveria chorar tanto.  

- E a rainha má não deveria se preocupar tanto com a filha da Branca de Neve.

Regina arregalou os olhos em surpresa, afinal, além de não esperar tal resposta, pelo o que tinha entendido, Emma nem sequer falava. Ela poderia simplesmente ir embora e ficar ofendida com suas palavras, mas por alguma razão sorriu em ser desafiada. 

- Então você já sabe a história entre a sua mãe e eu? - Era uma pergunta retórica - Me diga, criança, como descobriu? 

- Eu simplesmente sei, assim como sei que esse não é o meu lugar. 

- É mesmo? E segundo a senhorita, onde é? 

- Eu ainda não sei, mas pretendo descobri logo. 

- Certo. Fiquei curiosa, por que conversa comigo e não com os outros? 

- Porque apenas você e eu somos reais, majestade! - Falou como se fosse óbvio e a rainha franziu o cenho em confusão. 

- Como assim somos reais? 

- Eu não sei explicar direito, eu só sei que isso tudo aqui não é real e lá no fundo você também sabe. 

- Querida, sei que deve estar muito confusa com tudo o que está lhe acontecendo, mas isso vai passar, eu prometo. 

- Você acha que eu sou louca, não é? - Perguntou alterando um pouco a voz. 

- Eu não disse isso – Falou com a voz já embargada 

- Tudo bem, pois eu irei te provar que estou certa. - Emma segurou a mão de Regina e a conduziu até a cama para que se sentassem. - Feche os olhos – pediu e a morena lhe atendeu prontamente, mesmo não sabendo o que iria acontecer. 

Em seguida, a loira se aproximou de seu rosto e depositou um beijo suave em sua bochecha. Ainda de olhos fechados, a rainha conseguiu sentir uma forte luz as envolver. A sensação era tão boa e aconchegante. Após algum tempo, finalmente teve coragem de abri-los e se perder na imensidão dos olhos verdes da mulher a sua frente. 

Emma havia se transformado em uma pessoa adulta em poucos segundos e isso a desnorteou um pouco. Em seguida, vários flashes de memória vieram em sua cabeça. A maldição, seu filho Henry, a chegada de Emma a Storybrooke e tudo o que viveram até então. A última coisa que se lembrava era de estar na prefeitura da cidade, ver uma luz muito forte e desmaiar.  

- O que foi isso? - Perguntou Regina depois de algum tempo. 

- Parece que quebramos a maldição, ou pelo menos parte dela. 

- Emma, você também se lembra? 

- Sim, senhora prefeita! – Falou de forma divertida. 

- Mas como isso é possível? Quer dizer, até onde eu me lembre é preciso um beijo de amor verdadeiro para quebrar qualquer maldição. - Disse a prefeita exasperada, sem perceber o que tinha acabado de falar até olhar para Emma. 

Emma sentiu seu rosto ruborizar com o comentário e isso não passou despercebido por Regina, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, foi interrompida pela mesma. 

- Isso não importa agora, temos que dar um jeito de sairmos daqui e voltar para casa. 

- Tem alguma ideia de como vamos fazer isso? 

- Pode até ser que as pessoas daqui não sejam reais Swan, mas talvez elas saibam de algo que possa nos ajudar. 

- Você tem alguém em mente? 

- Belle, talvez ela possa nos ajudar. 

- Mas e a sua irmã? Ou os meus pais? 

- Nesse mundo, há algumas coisas que mudaram e outras permanecem as mesmas de quando eu ainda era a rainha má. Belle é exatamente como me lembro, o que me faz pensar que quem quer que seja que esteja por trás disso deve estar por perto. 

- Então temos que tomar cuidado para que ninguém desconfie de nada. 

- Certo. Temos que fugir daqui o mais rápido possível. 

- Isso não vai ser tão fácil, eu já tentei várias vezes e falhei. Mesmo não sendo exatamente eu naquele momento, ainda me lembro. Parece que só se pode entrar ou sair de Oz com a permissão de Zelena ou Glinda. 

- Tem que haver outro jeito. Já sei, o mágico de Oz pode ser a solução. 

- Mas nem ao menos sabemos onde ele está. 

- Não, mas Zelena sabe. Eu posso convencê-la a contar com a desculpa de que quero saber mais sobre ela. 

- Mas e quanto a mim? Quer dizer, eu mudei totalmente e eles não vão mais me deixar em paz um segundo. 

- Isso eu posso resolver. Aprendi a fazer transfiguração depois que Snow quase me capturou, por estar sem meus poderes.  

- E como isso funciona? 

- Basicamente, voltará a forma de criança, podendo se lembrar de tudo. - Emma fez uma careta e antes que pudesse contestar, a rainha prosseguiu com sua explicação. - Swan, isso é necessário. Se tiver outra ideia, sou toda ouvidos. 

- Tudo bem. – Disse já se rendendo 

- Está preparada? 

- Não, mas já que não tem outra opção. - Regina revirou os olhos e em seguida lançou o feitiço sobre a salvadora. 

- Como se sente? 

- Como se eu tivesse dez anos de novo. 

- Ótimo, você deve continuar agindo igual antes e eu vou falar com Zelena. 

- Regina? 

- Sim, Emma? 

- Tenha cuidado! 

- Você também


Notas Finais


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